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domingo, 1 de setembro de 2024

5 dicas para a sua empresa se destacar no e-commerce

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Pesquisa da Octadesk/Opinion Box aponta que 70% dos brasileiros compram em marketplaces estrangeiros, sendo que 83% dos consumidores adquirem os produtos de vendedores nacionais. Se bem exploradas, essas plataformas podem ser grandes aliadas do varejo nacional 

 

 

Você sabia que 88% dos consumidores, que passam pelo menos um quarto do dia nas redes sociais, fazem compras on-line pelo menos uma vez por mês, seja em lojas virtuais (65%), marketplaces (60%) ou apps das próprias marcas (54%)? E que 80% deles preferem pesquisar e comprar pela internet, mas retirar na loja física para ter acesso ao produto mais rápido? 

Sabia também que, mesmo em meio às discussões sobre tributação e "taxa da blusinha", esses consumidores ainda preferem os marketplaces estrangeiros? Shopee (52%), Shein (43%) e Aliexpress (39%) lideram a predileção dos brasileiros que compram pela internet. 

Os dados fazem parte da pesquisa "E-commerce Trends 2025", da Octadesk (plataforma global de atendimento com IA de marketing e pós-vendas), em parceria com a Opinion Box, e foram apurados em entrevistas com 2.055 consumidores de todo o Brasil, em maio. 

Embora as plataformas estrangeiras sejam as mais procuradas pelo consumidor, a pesquisa mostra que 83% das compras realizadas nelas são feitas em lojas virtuais ou sites de vendedores brasileiros. Ou seja, os marketplaces estrangeiros não são exatamente vilões do varejo nacional se observados por esse prisma, pois ajudam as empresas do país a ampliar vendas, diminuir custos e potencializar os lucros. 

Comercializar com a ajuda dessas plataformas garante vantagens competitivas, mas exige alguns cuidados envolvendo publicidade on-line, logística, trabalho nas redes sociais e experimentações, segundo Pedro Guasti, fundador da E-bit (hoje da Nielsen). Confira as dicas do especialista:


1 - PUBLICIDADE NO GOOGLE: USE COM MODERAÇÃO 

A pesquisa aponta que estar atento aos principais canais que os consumidores usam para pesquisar preços e produtos é uma vantagem indispensável para qualquer negócio on-line. E nesse recorte, o Google sai na frente, com 58% dos consumidores recorrendo ao buscador para iniciar a jornada de compras.

Mas vale apostar todas as fichas nisso, investindo em links patrocinados ou em Search Engine Marketing (estratégia para melhorar o posicionamento do site)? Depende.

A pesquisa mostra que 47% dos consumidores preferem recorrer diretamente a sites ou apps de lojas nas quais querem comprar, e 41% aos das lojas que conhecem e confiam. Ou seja, o comportamento do consumidor está polarizado neste sentido.   

A despeito da representatividade do Google na tomada de decisão de compra, Pedro Guasti explica que, historicamente, o investimento neste tipo de mídia vem subindo ano a ano, impactando a verba dos anunciantes, sufocando sua rentabilidade.

"Uma boa estratégia de marketing deve ser equilibrada e diversificada, levando em consideração ferramentas adequadas à demanda e características do negócio", afirma. Por isso, ele recomenda alternativas para melhorar os resultados. 

- Criação de identidade visual para gerar identificação do público com sua marca;

- Mesclar ações de marketing virtuais e físicas para conhecer o perfil e hábitos do consumidor, para descobrir se faz mais sentido investir em panfletagem, outdoor, anúncios em rádio e TV local ou então investir em mídias pagas on-line.

- Desenvolver uma estratégia de inbound marketing (conversão de clientes), com a criação e disponibilização de conteúdo no site e blog da empresa. Aqui vale reforçar que o conteúdo será utilizado pelo motor de busca do Google, gerando tráfego orgânico (SEO) e sem custo. "O ideal é que tenha design responsivo para se adequar a diferentes tamanhos e tipos de tela, promovendo boa experiência nas maiorias dos dispositivos."

- Elaborar campanhas de e-mail marketing. A base de e-mails pode ser formada pelo acesso fornecido de forma voluntária, formando uma base de potenciais prospects e clientes. "Importante ter cuidado e respeitar orientações da legislação, em especial da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)", alerta. 

- E um dos mais importantes: estar presente nas redes sociais, indispensável para as estratégias de marketing. "Isso faz com que o negócio se torne mais acessível para o público, e ainda contribua para que a marca faça parte do dia a dia das pessoas. Afinal, elas estão sempre conectadas e de olho no que está acontecendo."


2 - LOGÍSTICA A FAVOR DO CONSUMIDOR ANSIOSO

O levantamento Octadesk/Opinion Box aponta que 88% dos consumidores compram on-line pelo menos uma vez por mês, em sites e lojas virtuais (65%), marketplaces (60%) ou apps da loja (54%). Principalmente pelo fator preço, considerado mais baixo que na loja física na opinião de 59% dos entrevistados.  

Mas a compra off-line é a alternativa para "matar" a ansiedade do consumidor: 63% deles preferem comprar em loja física porque podem levar o produto na hora; 56% para poder ver e tocar nos produtos; e 25% para vivenciar a experiência na loja. A maior parte desses consumidores "ansiosos" pesquisa antes na internet sobre os produtos que desejam, mas preferem comprar (74%) ou retirar (80%) na loja física. 

Segundo Guasti, os clientes ainda precisam ser atendidos em diversos formatos de venda e entrega, seja loja física, site ou app, dependendo da sua conveniência. Por isso, a logística de entrega é um fator fundamental para o sucesso do comércio. Entregar rápido e manter os clientes informados a cada etapa do processo deixa-os menos apreensivos, melhorando a experiência de compra e confiança nas lojas.

"Disponibilizar a retirada dos produtos também em lockers é uma estratégia interessante, pois deixa mais conveniente a forma de receber as compras de acordo com a necessidade do cliente", diz o especialista.  


3 - UM QUARTO DO DIA NAS REDES SOCIAIS

As vendas pelo Instagram, TikTok, Facebook e outras redes sociais devem alcançar US$ 8,5 trilhões até 2030, tornando o social commerce uma das grandes tendências de consumo on-line. A pesquisa Octadesk/Opinion Box confirma isso: 66% dos consumidores têm o hábito de pesquisar produtos nas redes. A preferência da consulta é pelo Instagram (72%). 

Desses entrevistados, 69% disseram ter comprado produtos que descobriram a partir de publicidade paga nas redes sociais. A estratégia é interessante, segundo a pesquisa, pois direciona as mensagens para o público certo, alinhando-se com seus interesses, comportamentos e perfis demográficos, criando "oportunidades únicas de engajamento".

Pedro Guasti corrobora essa informação, citando estudo da consultoria global Statista, que mostra que o Brasil fica em 2º lugar em tempo de uso diário de internet, com 9 horas e 32 minutos, perdendo só para a África do Sul, com 9 horas e 38 minutos. A média global é de 6 horas e 37 minutos.

Em sua avaliação, estes dados mostram que as redes sociais se tornaram parte indispensável da vida das pessoas em todo o mundo, seja no trabalho ou durante o lazer. Ou seja, passamos mais de um quarto do nosso dia navegando na web, e estima-se que seis em cada dez pessoas no mundo já estão on-line, diz.

"Isso mostra cada vez mais a importância de as empresas estarem presentes nas redes sociais para oferecerem seus produtos e serviços, principalmente nas mais utilizadas, como Instagram, Facebook, TikTok e Youtube", afirma. "As redes sociais permitem anúncios baseados em dados de comportamento, garantindo uma melhor segmentação de marketing e ocasionando uma experiência de compra fluida e segura a partir desses canais."

Nesse cenário, completa o especialista, os influencers representam um papel muito importante na divulgação e apresentação de produtos, impactando diretamente os seguidores na tomada de decisão de compra: segundo a pesquisa, 45% dos entrevistados já compraram "influenciados" por eles.


4 - A EXPERIMENTAÇÃO CONTINUA

A pandemia forçou o consumidor a comprar on-line. Primeiro, artigos de vestuário, ajudados por provadores virtuais e realidade aumentada. Depois, estando confinados, passaram a comprar produtos perecíveis ou mais baratos, como alimentos, bebidas, artigos de higiene e limpeza e artigos PET - os chamados FMCG, ou bens de consumo de movimentação rápida, lembra Guasti, citando a percepção sobre o tema da consultoria global Ebit-Nielsen.

Hoje, 65% dos consumidores passaram a comprar pela internet produtos que nunca imaginaram que comprariam, aponta a pesquisa Octadesk/Opinion Box. 

"Tivemos uma mudança importante no comportamento de compras, sendo que a logística teve um importante papel nesse processo. Os consumidores entenderam que poderiam economizar seu precioso tempo com atividades mais divertidas e interessantes, substituindo a ida a lojas e supermercados lotados por compras virtuais em suas residências", diz Guasti. 

Mas ainda há produtos, como óculos (24%) e colchões (21%), que enfrentam resistência por parte do consumidor on-line, segundo a pesquisa. Por isso, vale apostar em informações detalhadas sobre cada tipo de produto, em recomendações personalizadas com base em respostas dos clientes, em avaliações anteriores e depoimentos, em políticas de devolução claras e flexíveis e explorar tecnologias que permitam demonstrações virtuais. 


5 - POTENCIAL MUITO ALÉM DA 'TAXA DAS BLUSINHAS'

Sete em cada 10 brasileiros compram de sites internacionais, segundo a pesquisa Octadesk/Opinion Box. Mas a maioria dos consumidores (83%) adquire os produtos de sites/vendedores brasileiros que têm suas lojas virtuais alocadas em marketplaces estrangeiros.

Segundo Pedro Guasti, estar presente em marketplaces é uma forma muito interessante na estratégia de diversificação das vendas. Recorrer a plataformas como Ali Express, Amazon, Magalu, Mercado Livre ou Shopee gera um bom volume de vendas sem a necessidade de grandes investimentos em marketing e conquista de clientes.

Mas é preciso colocar esse investimento na ponta do lápis. "As comissões de vendas cobradas pelas plataformas podem inviabilizar o negócio", alerta, lembrando que, do lado dos consumidores, comprar em sites internacionais exige cuidado com relação aos longos prazos de entrega e, muitas vezes, não tendo garantia nos produtos comprados.

Outro recorte da pesquisa mostra que essa discussão também é polarizada: enquanto 51% dos consumidores tiveram a compra internacional taxada, mas compraram mesmo assim, outros 43% desistiram do produto por causa da taxa.

Em tempos de "taxa das blusinhas" (20% de imposto nas compras acima de US$ 50), vale para o empresário se associar a essas plataformas para ampliar sua base de clientes? Sim, segundo Guasti.

"Os consumidores terão menos vantagens em comprar nesses sites, mas com esse aumento dos preços, pode valer a pena, uma vez que o custo de produzir e vender no Brasil é um dos maiores do mundo", diz. 

 


Karina Lignelli
https://dcomercio.com.br/publicacao/s/5-dicas-para-a-sua-empresa-se-destacar-no-e-commerce


Com a baixa umidade do ar, pele e cabelos pedem proteção

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Níveis médios de umidade abaixo dos patamares adequados à saúde agravam os problemas dermatológicos


Os alertas de baixa umidade do ar têm se tornado cada vez mais frequentes no Brasil. Somente em agosto, 62 das 453 estações meteorológicas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) espalhadas pelo País registraram índices entre 12% e 20%. Na última semana do mês, em meio à onda de incêndios que atingiu cidades em vários Estados, 416 estações indicaram níveis médios de umidade abaixo dos patamares adequados à saúde humana. Segundo especialistas, estas condições que contribuem para o aumento de casos de doenças respiratórias, cardíacas e risco de AVC também agravam problemas dermatológicos. Pele e cabelos se ressentem especialmente com o clima seco.

Em qualquer tempo é fundamental proteger a pele. Mas diante da baixa umidade do ar, os cuidados precisam ser redobrados para preservar a manta hidrolipídica, a proteção natural do maior órgão do corpo humano. A manta é uma película finíssima e funciona como uma eficiente barreira cutânea. Formada por uma emulsão de compostos hidrofílicos e lipofílicos, produz um biofilme que atua na defesa e na saúde da pele.

“Com a umidade relativa do ar abaixo dos níveis considerados adequados à saúde, a pele se ressente mais intensamente com a diminuição natural da oleosidade. Esta é a condição propícia, por exemplo, aos quadros de dermatite atópica”, afirma a dermatologista Anelise Dutra. O principal sintoma da dermatite atópica é a coceira, que pode começar antes mesmo das lesões cutâneas se manifestarem. Em geral, a dermatite ocorre na face, no tronco e nos membros.

A especialista também destaca a ictiose vulgar, que se caracteriza pelo ressecamento da pele, descamação fina ou intensa de aspecto geométrico. As áreas mais atingidas são os membros, mas pode ocorrer também na face e no couro cabeludo.

Em se tratando de couro cabeludo, o dermatologista Dário Rosa alerta para a ocorrência da dermatite seborreica. “Em geral, a dermatite seborreica aparece em regiões como face e couro cabeludo e é causada pela desregulação sebácea. A doença se caracteriza por intensa produção de oleosidade, descamação e coceira”, diz.

Tanto para a pele quanto para os cabelos, os dermatologistas indicam entre outras medidas profiláticas banhos breves, com água morna, aplicação de filtro solar contra os efeitos nocivos dos raios ultravioleta, hidratação, produtos e máscaras personalizados para proteger os fios capilares. “Mas ao menor sinal de problema com a pele ou os cabelos, a recomendação é para que se procure um dermatologista”, destaca Dário Rosa.

 

Cuidados internos

Além dos cuidados externos, Anelise Dutra observa a importância da ingestão regular de líquidos. “O ideal é tomar pelo menos dois litros diários de água. A ingestão pode ser combinada com chás e sucos”, recomenda.

Também a alimentação é um ponto essencial para a manutenção da saúde da pele. “Entre os alimentos que devemos priorizar em nossa alimentação diária estão os legumes, as hortaliças e frutas, fontes de vitaminas e minerais que neutralizam os radicais livres e previnem o envelhecimento cutâneo.”

Frutas ricas em vitamina C, como morango, laranja, mexerica, limão e cereja, são muito recomendadas. Brócolis, cenoura e repolho também não devem faltar no almoço e no jantar. A soja, rica em isoflavonas, é outro alimento que evita o ressecamento e melhora a elasticidade da pele. Castanhas, nozes e amêndoas, que são fontes de vitamina E, selênio e antioxidantes, também devem ter prioridade na dieta equilibrada.

“Em se tratando de vitamina E, não podemos deixar de falar sobre seus benefícios como antioxidante, que atua prevenindo o envelhecimento precoce da pele. O nutriente também melhora a hidratação do tecido”, pontua Dário Rosa.

Juntamente com as oleaginosas, entre os alimentos ricos em vitamina E estão os vegetais verde-escuros (espinafre, couve, rúcula e agrião), os óleos vegetais, o gérmen de trigo, fígado e ovos.

 

Rotina necessária

Os dermatologistas Anelise Dutra e Dário Rosa indicam alguns cuidados com pele e cabelos para enfrentar os baixos níveis de umidade do ar:

- Ingestão de líquido: a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda a ingestão de 35 ml de água por cada quilo. Uma pessoa de 60 quilos, por exemplo, deve beber aproximadamente 2 litros por dia.

- Protetor solar: o filtro solar deve ser aplicado todos os dias para proteção contra os raios solares. Com o clima seco, protetores com substâncias emolientes ajudam na hidratação da pele.

- Hidratação adequada: para ajudar a reter a umidade na pele, a recomendação é por hidratantes específicos, que contenham glicerina, ceramidas e ácido hialurônico.

- Banhos breves: nem quente nem prolongado. Assim devem ser os banhos em tempos secos. Isso porque a água quente pode remover os óleos naturais que protegem a pele. A hidratação pós-banho também é fundamental.

- Sem esfoliar: esfoliações e uso de esponjas ásperas irritam a pele seca. A opção é por produtos de limpeza suaves e hidratantes.

- Lavagem: a temperatura da água para lavar os cabelos deve ser a mais fria possível com produtos específicos a cada pessoa.

- Nutrição: tratamentos para hidratar e nutrir os cabelos são indicados no clima seco. Além de neutralizar os efeitos do ressecamento, como frizz e pontas duplas, os tratamentos conferem um aspecto de saúde aos fios.

- Sem prendedores: sob baixa umidade do ar, os cabelos ressecados são propensos a quebrar. Desta forma, prendedores e xuxinhas, que podem agravar os quadros de quebras, precisam ser evitados.

- Para pentear: ao sair do banho, com os cabelos molhados, deve-se dar preferência a pentear os fios com os dedos. Pentes e escovas podem evidenciar quadros de frizz.

- Umidificadores: especialmente à noite, manter os ambientes da casa umidificados contribui para combater o ressecamento da pele e dos cabelos. Na ausência do umidificador, uma toalha embebida em água em uma bacia também é eficiente.

 

Você sabe quais cuidados se deve ter após realizar o transplante capilar?

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Homens representam 90% do público que adere ao tratamento


Cerca de 50% dos homens brasileiros enfrentam algum grau de calvície até os 50 anos. Um estudo publicado no International Journal of Trichology revela que quase 60% desses homens relatam um impacto emocional negativo, como baixa autoestima e preocupação com a aparência. Além disso, o transplante capilar tem sido o procedimento mais pesquisado no Google Trends desde 2004, representando 48,43% das buscas.

Uma pesquisa realizada em agosto de 2023 pela Associação Brasileira de Cirurgia de Restauração Capilar (ABCRC) mostrou que 80% das pessoas que procuram o transplante capilar o fazem devido à queda de cabelo genética, enquanto 10% buscam o procedimento por causa de medicamentos e outros 10% por questões relacionadas ao uso de cosméticos ou para reconstrução capilar. Desse total, 90% são homens. Outro fator importante é a di-hidrotestosterona, um hormônio que pode acelerar a queda de cabelo ao afetar os folículos capilares e promover a miniaturização dos fios.

Segundo a Dra. Maria Carolina Nassif, tricologista e especialista em transplante capilar da Homenz, o sucesso deste procedimento não depende apenas da habilidade do profissional, mas também dos cuidados pós-operatórios que o paciente adota, para garantir resultados duradouros e evitar complicações, é fundamental seguir algumas orientações específicas, principalmente nos primeiros dias após o processo. “É importante evitar tocar ou esfregar a área, o couro cabeludo estará sensível, e qualquer atrito pode prejudicar os folículos recém-implantados. Para lavar a cabeça deve ser com muito cuidado, utilizando shampoos suaves e água morna. Deve-se evitar exposição direta ao sol e atividades físicas intensas que possam causar suor excessivo, pois pode afetar a cicatrização e o crescimento dos fios”, comenta Nassif.

A médica da unidade matriz também ressalta a importância de manter uma dieta equilibrada e rica em nutrientes para promover o crescimento saudável dos cabelos. “Suplementos vitamínicos são recomendados pelo médico para garantir que o corpo receba todas as vitaminas e minerais necessários. Além disso, é fundamental seguir todas as recomendações prescritas para prevenir, por exemplo, a foliculite, que causa coceira e vermelhidão. Mantenha sempre os cuidados pós-transplante", diz Maria Carolina.

Além dos cuidados citados pela profissional, ela selecionou mais alguns que são indispensáveis no pós-operatório, são eles:

  1. Dormir na posição em que a área tratada não entre em contato com a almofada;
  2. Evitar a exposição solar ou chuva durante 30 dias 
  3. Evitar a frequência de piscinas com cloro período de 30 dias 
  4. Evitar o mergulho em mar aberto ao longo de 30 dias
  5. Não praticar exercício físico durante os primeiros sete dias
  6. Não utilizar qualquer tipo de capacete ou boné nas duas primeiras semanas

Um dos principais ganhos com a técnica é o aumento na autoestima dos homens. “Recuperar o cabelo perdido não apenas melhora a aparência física, mas também pode ter um impacto profundo na confiança e bem-estar emocional. Muitos homens relatam uma sensação de juventude e vigor após o transplante, o que interfere positivamente em diversos aspectos de suas vidas”, finaliza a profissional. 


Homenz


Cuidados com peles sensíveis e sensibilizadas: a relação da saúde emocional com a saúde da pele

Crédito: Estúdio Treco
Especialista em saúde da pele, Cynthia Nara, explica como o equilíbrio emocional é fundamental para o cuidado com peles sensíveis, especialmente em momentos delicados


A saúde emocional desempenha um papel crucial no bem-estar das pessoas, impactando também a saúde da pele, especialmente para aqueles indivíduos que possuem pele sensível ou estão enfrentando momentos delicados. Aqueles momentos transformadores; desafiadores; que são divisores de mentalidade ou da forma de enxergar o mundo. Momentos que impactam a vida para sempre são importantes para alcançar um ou outro patamar de percepções e compreensões maiores do que aquele experimentado inicialmente e são essenciais, portanto, para evolução pessoal.

Depois que eles passam, é mais fácil olhar para trás e perceber o crescimento pessoal que aquele momento proporcionou. Entretanto, muito diferente é a percepção durante o momento em que se passa pela transformação. Durante momentos de dificuldade, a saúde sente todos os sintomas do estresse; sintomas esses que muitas vezes se manifestam na pele. "Os aspectos da vida estão sempre conectados. Se passamos por uma transformação de percepção, nossa saúde também irá se transformar. Se passamos por algum momento sensível, nossa pele também irá se sensibilizar". É com essa visão holística sobre a saúde da pele e produtos inovadores para tratamento da pele sensível, que Cynthia Nara, farmacêutica, fundadora e CEO da Pele Rara, criou a marca de cosméticos que apoia pessoas que estão passando por momentos desafiadores e sentem na pele essa transformação.

Com pesquisas revolucionárias e o uso de nanotecnologia e biomimética, Cynthia desenvolve produtos que promovem a recuperação e o fortalecimento da pele, especialmente para quem enfrenta desafios na perda da função barreira desse órgão. 

A pele, maior órgão do corpo humano, está intimamente conectada com as emoções. Situações de estresse, ansiedade e tristeza afetam diretamente sua aparência e saúde, resultando em sensibilidade aumentada, irritações e inflamações. "O nosso estado emocional pode desregular a produção de hormônios como o cortisol, que enfraquece a barreira protetora da pele, tornando-a mais suscetível a danos, inflamação e infecções. O início dessas manifestações na pele gera aspectos considerados inestéticos, o que leva a mais estresse e tristeza, fechando um ciclo autodepreciativo. É por isso que Pele Rara nasceu: para ajudar pessoas a transformar o significado de momentos difíceis da vida e devolver a função barreira da pele perdida quando esse significado era apenas dor", explica Cynthia Nara.

Para pessoas com pele naturalmente sensível, cuidados devem ser constantes e rigorosos. Mas quando a pele está em um momento sensível — seja devido a tratamentos estéticos, de saúde, como radioterapia, terapia hormonal ou condições que limitam a mobilidade, como pessoas acamadas ou cadeirantes — a atenção precisa ser redobrada. Nesses casos, a saúde emocional também sofre um impacto profundo, o que pode agravar os problemas de pele já existentes. 

Segundo a jovem Marina Melo, que cria conteúdos sobre beleza acessível para as redes sociais, sua pele reflete totalmente seus sentimentos. “Quando estou mal emocionalmente, minha pele fica terrível. Eu até evito gravar nesses dias, porque não tem nada que salve”, conta a influenciadora. Para muitas pessoas com condições sensíveis de pele, a jornada para uma autoimagem positiva pode ser desafiadora, pois algumas condições raras como vitiligo, albinismo, psoríase, dermatite atópica e outras, impactam essa nossa sociedade com o medo do desconhecido.

Cynthia destaca a importância de um cuidado holístico, que combine tratamentos tópicos com o suporte emocional. "É essencial prestar atenção aos sinais que a pele nos dá e equilibrar isso com a busca pelo bem-estar mental. 

As pessoas que estão em momentos delicados, como pacientes em tratamento oncológico, terapia hormonal, indivíduos acamados ou em fase aguda da doença, precisam de um cuidado especial que envolve não só a pele, mas a mente e o coração", ressalta a especialista.

Entre as dicas da pesquisadora para quem tem pele sensível ou está passando por um período sensibilizado, estão:

Evitar produtos agressivos: Dê preferência a cosméticos naturais, sem fragrâncias fortes, corantes ou substâncias irritantes, como álcool e conservantes artificiais.

Hidratação constante: Manter a pele hidratada ajuda a preservar sua função de barreira e evita a perda de umidade que pode levar à irritação.

Atenção ao ambiente: Mudanças bruscas de temperatura, exposição prolongada ao sol ou ao ar condicionado podem aumentar a sensibilidade da pele.

Gerenciamento do estresse: Práticas de relaxamento, como meditação ou yoga, podem ajudar a controlar a resposta emocional que afeta a saúde da pele.

Alimentação equilibrada: Incluir alimentos ricos em antioxidantes e ácidos graxos ômega-3 pode promover uma pele mais saudável e resistente.

Cynthia Nara é um exemplo de como ciência e inovação podem se unir para criar soluções eficazes para a pele, respeitando suas fragilidades e respondendo às suas necessidades mais profundas. "Estamos desenvolvendo uma nova era de produtos de cuidados com a pele, focados em proporcionar bem-estar físico e emocional. Nossa missão é oferecer proteção, conforto e esperança para quem mais precisa", conclui a especialista.

 

Pele Rara®️ - startup de biotecnologia


Queda de Cabelo: entenda as causas, dados relevantes e como cuidar melhor dos seus fios

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A queda de cabelo é uma condição que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, sendo uma preocupação significativa tanto para homens quanto para mulheres. Estudos indicam que até 50% dos homens e 25% das mulheres sofrerão algum grau de queda de cabelo ao longo da vida. Esta perda pode ser atribuída a uma variedade de fatores, desde genética e estresse até deficiências nutricionais e uso inadequado de produtos capilares.


Fatores Contribuintes e Dados Sobre Queda de Cabelo

A queda de cabelo é uma preocupação global, com estimativas de que cerca de 70% dos homens e 40% das mulheres experimentarão algum grau de alopecia até os 70 anos. A calvície hereditária, ou alopecia androgenética, é a causa mais comum, representando aproximadamente 95% dos casos em homens. Além disso, o eflúvio telógeno, caracterizado pela queda temporária de cabelo devido a stress, mudanças hormonais ou outras condições, afeta até 30% das pessoas em algum momento de suas vidas.

Dados recentes também sugerem que a pandemia de COVID-19 contribuiu para um aumento nos casos de queda de cabelo, com um crescimento de até 20% na procura por tratamentos capilares nos últimos três anos. Esse aumento é atribuído ao estresse prolongado e às mudanças de estilo de vida relacionadas à pandemia.


Dicas Fundamentais para Manter o Cabelo Saudável

Compreender os fatores que contribuem para a queda de cabelo é o primeiro passo para adotar práticas que ajudem a prevenir e tratar a condição. Algumas dicas essenciais incluem:

  1. Alimentação adequada: "A deficiência de nutrientes como ferro, zinco e biotina pode impactar diretamente a saúde capilar", explica Fabíola Faleiros, farmacêutica responsável da La Pharma. "Estudos mostram que uma dieta equilibrada, rica em vitaminas e minerais, pode reduzir a queda de cabelo em até 30%."
  2. Moderação no Uso de Químicos: "Reduzir o uso de tratamentos químicos agressivos é crucial para a saúde dos fios. Esses procedimentos podem danificar a cutícula do cabelo, levando a quebras e aumentando a queda capilar", alerta Fabíola.
  3. Cuidados Diários: A forma como você cuida do cabelo diariamente pode influenciar significativamente sua saúde. "Evite pentear o cabelo quando molhado e utilize produtos adequados para o seu tipo de fio. Esses cuidados simples podem reduzir a quebra em até 25%," sugere Fabiola.
  4. Hidratação Regular: "Manter o cabelo hidratado com o uso de máscaras capilares adequadas pode diminuir a quebra dos fios em até 15%, o que, por sua vez, ajuda a controlar a queda," afirma Fabíola.

A La Pharma, uma farmácia de manipulação especializada em desenvolvimento de produtos exclusivos, lançou a linha Creshair. Esta linha é formulada com um extrato vegetal exclusivo, que dá nome à gama de produtos e inclui shampoo, tônicos, séruns e outros itens voltados para o tratamento e crescimento capilar.

O Creshair combina biotina, zinco e silício orgânico em suas cápsulas, ingredientes conhecidos por fortalecer os fios e estimular o crescimento capilar. "Testes clínicos demonstraram que o uso contínuo dos produtos da linha Creshair pode reduzir a queda de cabelo em até 40% após seis meses de tratamento," destaca Fabíola Faleiros. Além disso, observou-se um aumento de 25% na densidade capilar entre os participantes dos estudos.

Fabíola enfatiza que "o Creshair não substitui outros cuidados essenciais, mas atua como um suporte adicional para quem enfrenta o problema da queda de cabelo. É fundamental adotar uma abordagem holística, que inclua uma alimentação saudável, cuidados diários adequados e o uso de produtos comprovados, como os da linha Creshair," finaliza Fabiola.


Transplante capilar: quais exames o médico pode ou deve pedir no pré-operatório?

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O Brasil realiza mais de 6 mil transplantes capilares por ano, segundo Censo da Associação Brasileira de Restauração Capilar


A cada dia, mais brasileiros buscam o transplante capilar como solução para a calvície, inclusive para obter bem-estar com a aparência e melhorar a autoestima. O país já realiza mais de 6 mil transplantes capilares por ano, conforme dados do Censo 2023 da Associação Brasileira de Cirurgia da Restauração Capilar (ABCRC).

De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), o transplante capilar é um ato médico, que deve ser conduzido por cirurgiões plásticos e dermatologistas. Mas para que haja a execução desta cirurgia, é de extrema importância que exames pré-operatórios sejam feitos.

“É fundamental que o paciente tenha uma boa condição de saúde e que a área doadora esteja perfeita, para que o procedimento seja realizado com segurança e maestria. É essencial também que o paciente informe medicações e problemas de saúde prévios”, explica o médico cirurgião plástico Henrique Radwanski, presidente da ABCRC.

Existem alguns exames pré-operatórios que o médico pode ou deve solicitar, dependendo do caso, para a realização do transplante capilar. Conheça quais são eles:

  • Hemograma completo: para avaliar anemia, infecções e distúrbios hematológicos;
  • Glicemia de jejum: para verificar níveis de açúcar no sangue, especialmente importante em pacientes diabéticos;
  • Coagulograma: para avaliar a capacidade de coagulação sanguínea e risco de sangramento;
  • Função renal (ureia e creatinina): para avaliar a função dos rins;
  • Função hepática (TGO, TGP, bilirrubinas): para verificar a saúde do fígado;
  • Eletrocardiograma (ECG): para avaliar a saúde cardíaca, especialmente em pacientes com histórico de problemas cardíacos;
  • Exames de sorologia: para doenças infecciosas como HIV, hepatites B e C, e sífilis;
  • Teste de gravidez: para descartar gestação antes do procedimento;
  • Avaliação dermatológica: para verificar a saúde do couro cabeludo e a presença de doenças dermatológicas que possam interferir no procedimento;
  • Avaliação hormonal: Exames de tireoide ou outros hormônios, caso haja suspeita de desequilíbrios hormonais que possam afetar o crescimento capilar.

A preparação adequada para um transplante capilar é essencial para o melhor resultado do procedimento. Seguir as recomendações e orientações médicas é primordial para evitar riscos e atingir uma boa recuperação.

“Reforçamos ainda que a infraestrutura do local onde é feita a cirurgia deve ser autorizada pela vigilância sanitária e os profissionais devem ser qualificados para que a segurança do paciente seja 100% garantida”, conclui Radwanski. 



Associação Brasileira de Cirurgia da Restauração Capilar - ABCRC
www.abcrc.com.br


Impactos dos incêndios que duraram três dias consecutivos no interior paulista continuarão a ser sentidos ao longo da semana

Queimadas exigem cuidados intensificados com a pele; óleo de coco é alternativa natural sem contraindicações

 

Os incêndios que têm atingido o interior de São Paulo desde a última semana causaram a suspensão de aulas e aumentaram a demanda por serviços de saúde em Ribeirão Preto e cidades vizinhas.

Apesar da redução nos focos de incêndio neste domingo (25), conforme informado pela Defesa Civil, os impactos dos incêndios que duraram três dias consecutivos ainda serão sentidos ao longo da semana.

Segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a qualidade do ar na região foi classificada como "péssima" – a pior das cinco categorias – na tarde de domingo. Com isso, houve um aumento de 60% nos atendimentos de saúde em Ribeirão Preto no sábado em comparação com sábados anteriores, com 3.000 pessoas atendidas. No domingo, esse número caiu para 10,3%.


Cuidados


Quando a umidade do ar cai abaixo de 30%, o ressecamento da pele se torna inevitável. O ar seco faz com que a pele perca sua hidratação natural, resultando em desconforto e até em feridas na pele, a depender da sensibilidade. Em regiões afetadas por queimadas, a exposição à fumaça e ao calor intensifica o problema, causando irritações mais graves.

Para aliviar os efeitos, os profissionais de saúde recomendam o uso de hidratantes adequados. Em caso de alergias, os produtos naturais, sem produtos químicos adicionados, são os mais indicados. É o caso do óleo de coco, considerado a opção mais saudável , sem contraindicações e com uso diversos também para unhas e cabelo.

O óleo de coco tem propriedades hidratantes e antioxidantes. Rico em ácidos graxos e glicerol, ele aumenta a capacidade da pele de reter água. Quando ela falta no ambiente, a pouca umidade disponível precisa ser aproveitada ao máximo - e é isso que o óleo de coco ajuda a fazer. Essa característica é potencializada pelos triglicerídeos de cadeia média do óleo de coco, que têm uma afinidade natural com a pele, proporcionando hidratação prolongada.


Como usar o óleo de coco

1. Aplique o óleo na pele logo após o banho. Com os poros ainda abertos, a absorção é maximizada, garantindo uma pele mais hidratada e macia;

2. O óleo de coco também pode ser usado no rosto diariamente. Trata-se de uma substância não comedogênica,ou seja, não obstrui os poros e evita o surgimento de acne.

3. Nos cabelos, o óleo de coco é um poderoso nutriente natural, reparando danos que são ainda mais extremos em situações de temperaturas extremas. Ele pode ser usado até mesmo como condicionador, máscara capilar ou pré-shampoo.


Cuidados com exageros nos procedimentos estéticos

Busca pela melhora da autoestima, rosto e corpo perfeitos exige bom senso, rigor na avaliação médica, profissionais experientes e excelência nos materiais utilizados  

 

 Ser bonito é uma cobrança que sempre existiu. Porém, o que se vê agora é uma padronização do formato facial e corporal como se o que está definido como belo é o que todo mundo tem que ser.

Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica, o Brasil é responsável por 8,9% do total de procedimentos no mundo. Perde apenas para os Estados Unidos que executa 24,1%.  O número de procedimentos estéticos realizados em jovens no país é crescente. Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica revelam que na última década houve um aumento de mais de 140% nas cirurgias feitas em jovens com menos de 18 anos. “Enquanto a  procura nessa faixa etária por esses procedimentos vem aumentando, a demanda por cirurgias plásticas vem reduzindo, sendo adiada para idades mais avançadas”, compara a médica dermatologista Isis Oliveira.

Mas, afinal, o que são procedimentos estéticos? Quais são os mais comuns e os prós e contras?   Os procedimentos visam revigorar a beleza do rosto e do corpo em diversos aspectos, desde uma simples limpeza de pele para melhora do viço, passando pela retirada de cravinhos até uma cirurgia plástica. No Brasil, destacam-se a toxina botulínica, conhecida popularmente como Botox, o preenchimento com ácido hialurônico, bioestimuladores de colágeno, tratamentos para redução de gordura e medidas, além do ultrassom microfocado e lasers. Há ainda outros bastante procurados, como a rinoplastia, a lipoaspiração e o aumento das mamas.

Entre os benefícios, a dermatologista Isis Oliveira destaca a melhora da autoestima.  Estudos mostram, inclusive, que certas características faciais podem contribuir, por exemplo, para ascensão profissional. Mas há riscos de se obter resultados ruins e complicações quando mal utilizados, além do exagero em pessoas que possuem transtorno de imagem e se deparam com profissionais que não colocam limites.

Tecnologia - “Não é normal que alguém se olhe no espelho e queira mudar tudo; que não goste de nada em seu rosto ou corpo. O profissional deve identificar essa questão. Muitas vezes é um paciente que usa o procedimento estético para compensar algo que não está bom em sua vida. Fica insatisfeito mesmo fazendo repetidas vezes, perde o limite e obtém resultados artificiais”, prossegue Isis Oliveira. Segundo a médica, é preciso usar o que a ciência e a tecnologia oferecem a nosso favor, para realçar, por exemplo, os pontos de beleza no rosto. “A harmonização facial estabelece um padrão que muitas vezes envelhece a face de pacientes jovens”, reitera.

Também é importante lembrar os riscos das práticas, desde um simples peeling, até outras mais invasivos. O que varia é a chance de acontecer e o potencial de gravidade das complicações. Por isso, sugere Isis Oliveira, a avaliação correta com a definição do diagnóstico da queixa do paciente e o planejamento e execução do protocolo de tratamento adequado minimizam as chances. “Nem tudo pode ser feito em qualquer pessoa, em qualquer tipo de pele. Há contraindicações clínicas.  O profissional adequado não apenas executa, mas também resolve problemas que possam acontecer em decorrência dos mesmos. Escolher a combinação adequada para cada um depende de um diagnóstico bem feito.”

Demandas - No caso das mulheres, observa a médica, a maioria tem uma queixa específica. As rugas de expressão, flacidez de pele e a sensação de queda ou derretimento do rosto que acontecem com o processo de envelhecimento são as principais. “É importante lembrar que existem múltiplos fatores e por isso é preciso identificar quais estão presentes para se definir o protocolo de tratamento mais adequado”, reitera.

Beleza requer uma pele bonita com boa qualidade. Não apenas injetar produtos para correção de sulcos, tendência atual. De que adianta ficar sem rugas e sulcos com uma pele toda manchada, cheia de poros e vasos aparentes, com aspecto envelhecido?

“Todos têm traços belos. O que se deve fazer é ressaltá-los, gerar pequenas transformações, quando necessário. Afinal, o segredo da beleza é envelhecer bem, mantendo as características da idade”, resume. 

 

Isis Oliveira - Médica dermatologista. Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Graduada pela Faculdade de Medicina de Petrópolis (2003). Especialização em Clínica Médica na Santa Casa de Belo Horizonte (2004). Pós-graduação em Estética Médica no CBME (2005). Pós-graduação em Dermatologia Clínica no ISMD (2006-2009). Preceptora da pós-graduação de Dermatologia Estética do ISMD (2010-2019). Speaker para injetáveis Galderma desde 2016. Professora de cursos relacionados à área de dermatologia estética. Co-autora do Livro sobre Empreendedorismo: Será que vou dar conta?, que será lançado ainda este ano.


Adolescente também procura cirurgia plástica

A maioria dos procedimentos pode ser feita a partir dos 16 anos, mas há casos em que os médicos adiantam a realização para o bem-estar dos jovens


As pessoas estão procurando fazer cirurgias plásticas cada vez mais cedo, mas será que existe uma idade certa para cada uma delas ou tudo é permitido para os adolescentes? O cirurgião plástico Gerson Julio explica que cabe ao cirurgião orientar sobre a necessidade ou não dos procedimentos estéticos. “Hoje, pelo uso de filtros nas redes sociais, observo uma procura precoce por procedimentos que anteriormente eram feitos por adultos jovens”, explica. Entre os procedimentos mais procurados ele cita rinoplastia (nariz), otoplastia (orelhas), correção de ginecomastia (aumento do volume das mamas no homem), colocação de próteses de silicone nas mamas e lipoaspiração.

A correção das orelhas (otoplastia) é a cirurgia que pode ser feita mais cedo. A partir dos 7 anos, segundo o cirurgião, a cirurgia já é recomendada. A ginecomastia, em meninos, deve ser feita a partir dos 12 ou 13 anos. “Todas as outras são indicadas a partir dos 16 anos, mas há exceções quando causam problemas”, diz. Como exemplo podemos citar a gigantomastia. “Seios muito grandes trazem problemas à coluna, causando dor, então a correção pode ser realizada a partir dos 12 anos.”

Em busca de um corpo perfeito, muitas adolescentes procuram por lipoaspiração, que é recomendada após os 16 anos. “As meninas querem um corpo mais desenhado e mais magro.” Por isso, a procura por próteses de silicone também é alta entre as adolescentes.

O cirurgião plástico lembra que na transição da infância para a fase adulta muitos jovens sofrem com as mudanças corporais e psíquicas e alguns não aceitam as alterações, se sentido feios, por exemplo, e isso afeta o psicológico dos jovens. “A cirurgia plástica pode ajudar na melhora da autoestima, pois eles passam a se sentir mais seguros e aceitos nos seus grupos”, afirma. Porém, ele alerta que o cirurgião sempre deve avaliar se a cirurgia é realmente necessária e evitar os exageros.


MELASMA: entenda sobre a doença de pele que pode aparecer em fases diferentes da vida da mulher

O melasma é uma condição dermatológica que consiste no surgimento de manchas escuras na pele. Normalmente, essas manchas costumam aparecer no rosto, mas também podem surgir em outras áreas expostas ao sol, como braço e pescoço. Essa hiperpigmentação afeta os dois lados da face, pode variar de intensidade - de manchas claras a tonalidades mais escuras.

Dentre os principais sintomas estão o aparecimento de manchas escuras, irregulares e bem definidas, sensibilidade, e desconforto físico. A doença também costuma afetar de maneira significativa a autoestima e a qualidade de vida dos pacientes devido a exposição das áreas.

Não há uma única causa para o surgimento do melasma, porém fatores como predisposição genética, alterações hormonais, exposição solar e o uso de anticoncepcionais orais podem corroborar para o aparecimento das manchas.

A condição é mais comum em mulheres, especialmente durante a gravidez, com manchas que surgem durante os meses de gestação. Ademais, a exposição excessiva ao sol pode agravar o quadro, já que a radiação ultravioleta pode contribuir para a produção de mais melanina – o pigmento responsável pela cor da pele -, intensificando o problema.

 

Melasma na Menopausa e na Gravidez

 O melasma na menopausa é causado devido as alterações hormonais, tendo em vista que, neste período, há uma queda importante nos níveis dos principais hormônios femininos. Além disso, a pele torna-se mais fina e sensível à exposição solar.

Na gravidez o corpo feminino passa por profundas mudanças hormonais, especialmente com o aumento dos níveis de estrógeno e progesterona. Essas mudanças estimulam a produção de melanina, levando ao aparecimento de manchas escuras, principalmente no rosto. Esse tipo de melasma recebe o nome de “cloasma”. Essas manchas costumam aparecer nas bochechas, testas, nariz e lábio superior. Apesar de ser frequente na gravidez, é comum o desaparecimento após o parto com a estabilização dos hormônios. 

O tratamento do melasma é desafiador e envolve uma combinação de medidas preventivas e terapêuticas, a exemplo do uso intensivo e diário de protetor solar.

 

Dra. Silvana Osório - Médica dermatologista, natural de Porto Alegre (RS). Mudou-se para o Rio de Janeiro em 2006, onde se especializou em dermatologia. Especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Possui mais de 20 anos de carreira e reside há 8 anos na cidade de Goiânia. Proprietária da clínica boutique Casa Glow Up. https://www.instagram.com/drasilvanaosorio/


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