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sexta-feira, 26 de julho de 2024

Cirurgia de coluna em atletas profissionais: desafios e recuperação

Especialista destaca a importância do trabalho preventivo em atletas profissionais

 

Os Jogos Olímpicos de Paris 2024 começam nesta semana. Durante os jogos, é comum nos perguntarmos sobre a resistência física e a preparação dos atletas para os mais altos níveis de competição. Ao longo da história, vimos diversos profissionais recuperarem-se após lesões graves. Um exemplo é o judoca Leandro Guilheiro, que em sua trajetória já passou por 12 cirurgias, incluindo uma no quadril após conquistar o bronze nas Olimpíadas de Atenas em 2004. 

Quando um atleta é diagnosticado com algum problema que dependa de cirurgia, surgem inúmeros questionamentos, sobre, principalmente, a recuperação e quando voltará para a rotina esportiva. Dr. André Evaristo Marcondes, ortopedista especialista em coluna e membro do Núcleo de Medicina Avançada do Hospital Sírio-Libanês, explica que sentir dor não é comum, até mesmo em atletas. 

“A dor pode ser estrutural (disco, desgaste, nervos) ou funcional (muscular). Dependendo do nível de atividade atlética, é comum sentir dores, mas quando a dor aumenta é necessário buscar ajuda para identificar a causa. Atletas de elite, por exemplo, têm uma grande demanda física e demandam muito do corpo. Nesses casos, é importante trabalhar de forma preventiva”, explica.

O especialista também aponta que, nos últimos anos, as cirurgias tornaram-se menos invasivas, o que significa que é possível solucionar problemas com menos lesões nos músculos, resultando em menos dor, recuperação mais rápida e retorno mais célere às atividades. 

“A fisioterapia, por exemplo, é importante no pré e no pós-operatório. Reduzir o grau inflamatório e aumentar a musculatura em uma articulação debilitada, antes do procedimento cirúrgico, é extremamente importante para uma recuperação mais rápida", acrescenta Dr. Marcondes.

 

Tratamento

Segundo o Dr. André Evaristo Marcondes, o tratamento deve ser personalizado, considerando as necessidades do paciente. O médico deve levar em conta a modalidade esportiva e o grau de participação do atleta, além de discutir alternativas para aumentar a adesão e otimizar os resultados.

“O atleta tem outro limiar de dor, outra produção hormonal e metabólica, mas não é normal sentir desconforto. É importante que ele se empenhe em ganhar musculatura e respeitar o tempo de recuperação”, conclui.


Dr. André Evaristo Marcondes – Ortopedista Especializado em Coluna – Mestre em Saúde Pública Global pela University of Limerick (Irlanda), possui especialização em Cirurgia de Coluna, em Ortopedia e Traumatologia, e graduação em Medicina pela Universidade de Marília. Preceptor do Grupo de Coluna do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina do ABC. É membro da North American Spine Society (NASS), Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). Fez residência médica em Ortopedia e Traumatologia no Hospital do Servidor Público Municipal (SP) e, atualmente, atende no Núcleo de Medicina Avançada do Hospital Sírio-Libanês, AACD e Grupo C.O.T.C. Centro de Ortopedia, Traumatologia e Coluna. Instagram: @dr.andrecoluna | dicasdrcoluna.com.br


Aneurisma é um risco silencioso que exige atenção imediata

 Conheça os tipos de aneurismas, o que diferem, localização e como evitar complicações


O aneurisma é uma dilatação da artéria ou veia que ocorre quando há um aumento anormal de seu diâmetro. Esse alargamento pode ser observado em diferentes partes do corpo e exige atenção médica para evitar complicações.

A especialidade Vascular trata diferentes tipos de aneurismas, incluindo: aneurismas das artérias periféricas, que ficam localizados nos braços ou pernas; aneurismas viscerais ou esplâncnicos, que afetam as artérias que irrigam os rins, baço, fígado ou intestinos; aneurismas de aorta torácica ou abdominal, que ocorrem na aorta, a maior artéria do corpo, localizada na região torácica ou abdominal. Esses tipos de aneurismas se diferem por sua localização anatômica, o que influencia o risco cirúrgico e a possibilidade de ruptura.

Há estudos estatísticos em grandes grupos populacionais que revelam que o aneurisma da aorta abdominal afeta mais homens do que mulheres (4:1); sua ocorrência é maior à medida que os indivíduos ficam mais idosos, pois são pouco frequentes em pessoas abaixo dos 50 anos e mais comuns após os 80, quando apresenta uma prevalência em torno de 6%; acomete brancos e asiáticos mais do que negros; e em países desenvolvidos ou em desenvolvimento, o aneurisma da aorta abdominal é a terceira maior causa de morte.

De acordo com o cirurgião vascular e membro da Comissão de Aneurismas da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular da Regional São Paulo (SBACV-SP), Prof. Dr. Marcelo José de Almeida, os aneurismas degenerativos são formados por uma fragilidade da parede arterial. Atualmente, há evidências de que esta fragilidade apresente uma tendência familiar e, portanto, geneticamente induzida, há áreas que são mais suscetíveis à dilatação, como por exemplo a aorta abdominal infrarrenal responsável por mais de 30% dos aneurismas degenerativos.  Já os pseudoaneurismas, que são aqueles que ocorrem por trauma ou procedimentos médicos invasivos, são mais comuns em artérias femorais, umerais ou radiais. “Nesse contexto, não estamos considerando o aneurisma cerebral, que apresenta outras características em sua origem e é tratado pela Neurocirurgia ou Neurointervenção”, esclarece Dr. Marcelo.

Pressão arterial (PA) elevada e o tabagismo contribuem para o enfraquecimento das paredes arteriais e aumentam o risco de um aneurisma. O especialista explica que quando a pressão arterial está constantemente elevada, ela exerce uma força maior nas paredes das artérias que, por sua vez, ocasiona estresse mecânico e aumenta a pressão sobre as áreas já enfraquecidas e, com o tempo, esse estresse adicional pode contribuir para a formação e crescimento de um aneurisma.

A elastina é uma proteína que confere resistência e elasticidade à parede arterial. No caso do tabagismo, o estímulo de células presentes na parede da artéria produz substâncias que destroem a elastina (fibras elásticas), e com ela destruída ou alterada, a fragilidade se torna maior.  Segundo o Dr. Marcelo, idade avançada, histórico familiar de aneurismas, colesterol elevado, obesidade, dieta não saudável e sedentarismo são fatores de risco adicionais. Existem também outras causas como fatores infecciosos da parede arterial que, da mesma forma, podem ocasionar aneurismas. “Estas infecções normalmente são provocadas por bactérias como tuberculose, sífilis, ou ainda infecções fúngicas”.

Na maioria das vezes, os pacientes são assintomáticos, entretanto, os sintomas ocorrem quando há uma expansão abrupta do aneurisma e ruptura, levando ao sangramento. Nesses casos, observa-se dor, queda da pressão arterial devido à perda de sangue, que provoca palidez e mal-estar generalizado.

Dr. Marcelo recomenda que após os 40 anos seja realizado um ultrassom de abdome, que é um exame fácil de ser realizado, não invasivo e relativamente de baixo custo. “Além disso, é essencial adotar um estilo de vida saudável, controlar os fatores de risco e realizar exames médicos regulares para identificar e tratar problemas potenciais precocemente. E se houver suspeita de um aneurisma, é fundamental procurar avaliação médica imediatamente para o diagnóstico e tratamento adequado”, reforça o cirurgião vascular.

A SBACV-SP tem como missão levar informação de qualidade sobre saúde vascular para toda a população. Para outras informações acesse o site e siga as redes sociais da Sociedade (Facebook e Instagram). 



Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo – SBACV-SP
www.sbacvsp.com.br


“Acompanhamento fisioterapêutico é importante para que atletas melhorem suas performances a cada dia”, afirma especialista do Einstein

  

Maior evento esportivo do mundo tem histórico frequente de lesões de atletas, conheça as mais comuns

 

Até o dia 11 de agosto, mais de 10.700 atletas, de 206 países diferentes, competirão em 32 modalidades no maior evento esportivo do mundo. Para garantir o melhor desempenho dos esportistas, as delegações são compostas por equipes multidisciplinares, que contam com profissionais de diversas áreas, entre elas a fisioterapia. 

A fisioterapia é essencial no esporte profissional, tanto para ajudar na prevenção de lesões graves quanto no tratamento e reabilitação, quando elas ocorrem. Quem costuma acompanhar as transmissões, com certeza se lembra da fratura na tíbia sofrida pelo ginasta francês Samir Ait Said em 2016, e dos entorses no tornozelo que acometeram as brasileiras Flavia Saraiva e Pamela Rosa, na ginástica artística e no skate, respectivamente, em 2021. 

Débora Ciocler, 17 anos, começou praticar saltos ornamentais aos 7 anos e, atualmente, é integrante da seleção brasileira da modalidade e estudante de Fisioterapia da Faculdade Einstein. “Ao longo da minha carreira, tive diversas lesões sequenciais. Quando precisei de acompanhamento fisioterapêutico diário, vi a dimensão da área e me apaixonei. Hoje digo que a Fisioterapia é a minha personalidade, pois eu amo o esporte e adoro cuidar de pessoas”, afirma. 

Segundo Karina Timenetsky, coordenadora do curso de graduação em Fisioterapia da Faculdade Einstein, “por trás do espetáculo esportivo e do desempenho de cada atleta, existe o trabalho de um fisioterapeuta. O risco de lesões é maior no esporte em alto rendimento, e o acompanhamento fisioterapêutico é importante para que os atletas melhorem suas performances a cada dia”. 

Abaixo, as cinco lesões mais comuns na prática esportiva.

 

Distensão muscular: também conhecida como estiramento muscular, é uma lesão comum que ocorre quando um músculo é esticado além de seus limites normais. Isso pode acontecer durante atividades físicas intensas, como esportes, levantamento de peso ou mesmo em atividades do dia a dia. Os sintomas típicos incluem dor localizada, inchaço, sensibilidade e dificuldade de movimentação na área afetada.

 

Luxações: são lesões nas articulações nas quais as superfícies ósseas normais de uma articulação são completamente separadas umas das outras. Isso significa que os ossos que formam a articulação saem de sua posição anatômica normal. Esta condição se dá quando uma força externa aplicada à articulação é forte o suficiente para superar os ligamentos e outras estruturas que normalmente mantêm os ossos juntos.

 

Entorse: lesão nos ligamentos que acontece quando essas estruturas fibrosas que conectam os ossos de uma articulação são esticadas além de seus limites normais. Pode se dar durante movimentos abruptos, torções ou impactos que forçam a articulação para além de sua amplitude usual de movimento.

 

Tendinite: condição caracterizada pela inflamação ou irritação de um tendão, que é a estrutura fibrosa que conecta um músculo ao osso. Essa inflamação geralmente ocorre devido ao uso excessivo do tendão durante atividades repetitivas ou movimentos vigorosos, mas também pode ser causada por lesões agudas.

 

Ruptura de tendão ou ligamento: são consideradas graves e podem ter diversas causas, sendo mais comum em tendões que são submetidos a tensões elevadas ou que já estão enfraquecidos por condições pré-existentes. Se dá quando um tendão se rompe completamente, o que significa que a estrutura fibrosa que conecta um músculo ao osso é completamente separada. 

“Em todos os casos, o fortalecimento muscular e alongamento ajuda na prevenção. Agora, caso a lesão já tenha ocorrido, seguir o tratamento de forma adequada, bem como a fisioterapia nos casos indicados, é melhor maneira de se reabilitar”, destaca Karina.


A importância da imunização no combate às hepatites virais

divulgação
 
Mês termina com destaque à campanha Julho Amarelo que aponta para a luta e prevenção da doença
 


Durante a última semana de julho, diversos monumentos espalhados em todo o País foram iluminados com a cor amarela. Isso porque, a data marca a campanha intitulada Julho Amarelo que aborda a luta e prevenção às hepatites virais. 

A hepatite é uma inflamação do fígado que pode ser causada por vírus, álcool e doenças autoimune, causando alterações leves, moderadas ou graves. São classificadas por letras: A, B, C, D e E. No Brasil, as hepatites mais comuns são as B e C. 

Algumas hepatites são endêmicas, ou seja, acontecem com maior frequência em determinadas regiões ou países, como por exemplo a E, que não é comum no Brasil; ou ainda o tipo D (hepatite Delta), com maior incidência no Norte no País. 

As hepatites A e E, contraídas por meio da contaminação em água e alimento, exigem cuidado na higienização e saneamento, sendo a primeira evitada por meio da vacinação inclusa no calendário do SUS para o público infantil e imunossuprimidos, ou em clínicas particulares, para os adultos. A vacina contra a hepatite A é altamente eficaz e segura e é a principal medida de prevenção. 

A hepatite B é transmitida sexualmente e de mãe para o filho durante a gestação ou durante o parto e vem sendo combatida por uso de preservativos, realização de pré-natal adequado e pela vacinação, disponível para toda a população. Já a C é transmitida geralmente através de materiais cortantes com o sangue contaminado. 

Isadora Elias Pereira, médica hepatologista e professora do curso de Medicina da Uniderp, destaca que nem sempre a doença apresenta sintomas, mas, quando aparecem, se manifestam na forma de cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados. “É preciso ter atenção aos meios de prevenção e detecção precoce pois cada tipo é contraído de maneira diferente e alguns tipos de hepatite (B e C) podem evoluir de forma silenciosa para doença de fígado mais avançada, como a cirrose”, completa a especialista. 

No cenário da saúde global, as hepatites virais continuam a representar um desafio significativo, afetando milhões de pessoas em todo o mundo. Neste contexto, a conscientização, prevenção e tratamento adequados desempenham papéis cruciais na redução da carga dessas doenças. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as hepatites virais são responsáveis por aproximadamente 1,34 milhão de mortes anualmente. Nos últimos anos, os avanços científicos têm sido promissores. “Novas terapias antivirais têm demonstrado alta taxa de cura da hepatite C, enquanto vacinas seguras e eficazes continuam sendo excelentes formas de prevenção das hepatites A e B”, conclui a especialista.



Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal - Uniderp
Para mais informações, acesse o site.


‘Dia dos Avós’ amplia visibilidade para os cuidados com a saúde dos idosos

 Bruno Sampaio, médico da família da Hapvida NotreDame Intermédica, orienta sobre a importância da dedicação e da atenção para garantir o bem-estar destes entes tão amados

 

Avós são, entre muitas coisas, sinônimo de carinho, boas histórias, alegria e muito amor. Para homenagear aqueles que transmitem afeto e cuidado de geração em geração, o dia 26 de julho é marcado como ‘Dia dos Avós’. Nesta data tão especial, o médico da família, Bruno Sampaio, da Hapvida NotreDame Intermédica, ressalta que cuidar bem da saúde dos idosos é o diferencial para tornar a vida de quem tanto gosta de “mimar os netos” ainda melhor.  

O profissional destaca que, em diversas circunstâncias, é necessário dedicar um tempo de atenção e escuta a eles. “Uma equipe especializada de clínicos, geriatras ou médicos da família também é essencial para identificar quais ajudas especiais devem ser oferecidas a esse avô ou avó. De forma paralela, a família deve atuar como uma rede de apoio no dia a dia”, destaca Bruno Sampaio.  

Um exemplo disso é o estímulo a cuidados com a alimentação e a hidratação dos avós. Todos os membros da família podem e devem ajudar quando o assunto é se atentar a excessos alimentares indevidos, como o de açúcar e sódio, além de incentivar o consumo de água. “No caso de doenças agudas, como um resfriado, a hidratação vigorosa torna-se ainda mais fundamental e a atenção faz toda a diferença. É natural, com o envelhecer, a gente ter perdas de líquido. Então, há uma necessidade cada vez maior de estímulo à ingestão adequada de água e líquidos saudáveis”, ressalta.

 

Idosos autônomos e mais felizes 

Além dos lembretes de cuidados básicos, qual foi a última vez que você incentivou seus avós a fazerem algo divertido? Segundo o médico da família da Hapvida NotreDame Intermédica, atividades cognitivas e funcionais ajudam a preservar tanto as habilidades sociais daquele idoso como a sua autonomia.  

“Um bom presente para este ‘Dia dos avós’ pode ser uma palavra-cruzada ou aquele livro que você sabe que seu avô ou avó gostaria de ganhar. Esses são exemplos de atividades que ajudam a manter a independência funcional dos idosos, assim como cuidar da memória deles. Contudo, sem dúvidas, o melhor presente a se dar é o tempo de qualidade”, afirma o médico. Conversas e discussões em grupo também são essenciais na vida social na terceira idade. “Não há maneira melhor de celebrar este dia se não ouvindo uma boa história de avó”, enfatiza. 

O especialista também destaca a importância de incentivar os avós a manterem o corpo em movimento. “Aulas de dança, caminhadas ou mesmo exercícios simples de equilíbrio são ótimas práticas na hora de conservar a independência física do idoso, ajudando ainda com o fortalecimento dos ossos”, pontua. Mas, é claro que, o acompanhamento das condições de saúde não pode ficar de lado na hora de escolher uma boa atividade para os vovôs e vovós.

 

Tornando a casa dos avós mais segura 

E se não há nada melhor do que casa de avó e avô, é crucial lembrar os cuidados para que esses espaços sejam bons, tanto para os netos, como para eles. Um dos aspectos indispensáveis para garantir a segurança e o bem-estar dos idosos em casa envolve a adaptação do ambiente para evitar riscos de quedas e acidentes. Recomenda-se a eliminação de tapetes que possam escorregar, o uso de corrimãos para sustentação e a escolha de calçados adequados. A acessibilidade dentro de casa é fundamental para facilitar o movimento dos idosos e reduzir obstáculos que possam limitar sua independência. 

Mesmo quando há o auxílio de cuidadores, Bruno Sampaio enfatiza a escuta do idoso como chave para entender qualquer dificuldade que possa existir dentro de casa. “Esse avô e essa avó precisam ser ouvidos para que a autonomia e a independência funcional sejam preservadas”, afirma o médico. 

Diante desse olhar atento, no ‘Dia dos Avós’ e durante todo o ano, é desejável que os idosos tenham suas narrativas visibilizadas e mais valorizadas. E que, com sua rica contribuição na vida de todas as famílias, eles recebam cuidados especializados, não apenas fortalecendo laços de afeto como também contribuindo para uma sociedade mais inclusiva e compassiva. “É fundamental termos essa ciência de que respeitar e conviver, harmoniosamente, com os nossos avôs contribui para que nos tornemos pessoas melhores”, completa Bruno Sampaio.


União de gerações no cuidado às pessoas com deficiência

Pais, filhos e avós precisam estar em conexão para promover bem-estar, saúde e integração das diferentes gerações em prol da inclusão e integração

 

O movimento natural da vida, que costuma respeitar o curso da árvore genealógica, mostra que nas famílias, os pais cuidam dos filhos e estes vão vir a cuidar dos pais quando envelhecerem. 

A família é uma importante rede de apoio no momento da chegada de um novo membro. É comum que os avós dividam os cuidados dos netos com os pais para que eles possam trabalhar ou simplesmente para tornar mais leve a jornada de criação de um novo ser.

Tal rede de apoio é ainda mais importante quando a criança nasce com alguma deficiência, como a síndrome de Down. A falta de informação sobre essa condição genética ainda existe e o medo natural do futuro desconhecido acaba se instalando.

Ana Cristina de Paiva Carvalho, de 63 anos, é avó da Melissa, de 3 anos. O diagnóstico da síndrome de Down, recebido apenas após o nascimento, acabou deixando a família desorientada. Através de buscas na internet, Ana conheceu o Projeto Laços, iniciativa do Instituto Serendipidade, que visa promover acolhimento e informações a pais e mães que acabaram de receber a notícia de que seu filho tem uma deficiência.

“A partir do acolhimento que tive no Instituto Serendipidade, eu pude assentar a minha cabeça e auxiliar a minha filha a tomar o rumo enquanto ela estava desnorteada com o diagnóstico. Eu pude ter um pouquinho mais de serenidade e procurar ajuda, procurar os estímulos corretos na hora certa. E depois as coisas fluem, hoje é a vida normal”, diz Ana.

É comum que os avós tenham uma grande responsabilidade no cuidado com os netos, especialmente no caso de crianças atípicas. A expressão “avó é mãe duas vezes” explicita a sobrecarga à qual estas mulheres estão expostas e há necessidade de um acolhimento para quem também é parte dessa rede.

“Muitos pensam, equivocadamente, que somente o pai e a mãe da criança com deficiência precisam ter conhecimento sobre a síndrome para o desenvolvimento da criança com essa condição. Na verdade, todos os envolvidos no apoio, sendo a rede primária como pais e irmãos e secundária, tios, primos  e avós, precisam participar do convívio inclusivo, promovendo essa união familiar com muito amor e responsabilidade”, diz Deise Campos, uma das coordenadoras do Projeto Laços.

Para disponibilizar uma rede de apoio preparada, o Instituto Serendipidade conta com o Projeto Laços, formado por pais e mães voluntários, que passam por um treinamento de metodologia própria, para acolher outras famílias. O atendimento consiste em ouvir os pais, validar seus sentimentos, sem julgamento, e compartilhar vivências relacionadas aos cuidados com uma criança com necessidades específicas, fortalecendo a rede de apoio.

“A conexão de toda a família neste cuidado é importante pois falamos de dois grupos de pessoas que necessitam de atenção: as pessoas com deficiência, que têm demandas específicas, e os cuidadores, muitas vezes idosos, que também precisam de atenção especial. Construímos o futuro a partir do fortalecimento de laços no presente. Por isso é importante incentivar o estreitamento dessas redes de apoio familiar intergeracionais. Um processo riquíssimo de naturalização, aprendizagem e adaptabilidade que suaviza a passagem de bastão para futuros cuidadores, como os irmãos, e empodera as pessoas com deficiência no cuidado consigo mesmas à medida que desenvolvem habilidades emocionais de convívio diverso”, diz Débora Goldzveig, gerente do Instituto Serendipidade. 



Instituto Serendipidade - organização sem fins lucrativos que potencializa a inclusão de pessoas com deficiência, com
www.serendipidade.org.br
@institutoserendipidade


Câncer de cabeça e pescoço: prevenção passa pela boa saúde bucal

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Problemas dentários crônicos, como gengivite e periodontite, podem colaborar para o desenvolvimento de tumores malignos na região da boca. Entenda

 

O dia 27 de julho é Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço, doença que possui alto índice de diagnósticos no Brasil - em 2023, o país registrou aproximadamente 25.960 novos casos da doença. Esses dados abrangem diferentes tipos de câncer nesta categoria, incluindo cânceres na cavidade oral, laringe e outras partes da faringe, segundo informações do INCA (Instituto Nacional de Câncer), órgão vinculado ao Ministério da Saúde. 

​​Problemas dentários crônicos, como gengivite e periodontite, podem colaborar para o desenvolvimento de tumores malignos porque a inflamação crônica que essas condições causam pode levar a alterações celulares e danos ao DNA, além de alterar a microbiota oral, criando um ambiente propício ao câncer, ainda segundo dados do INCA . Por isso, manter uma higiene bucal rigorosa pode ajudar a evitar e, ainda, detectar de forma precoce as lesões pré-cancerosas que aparecem na boca. 

“Algumas das causas do câncer de cabeça e pescoço são o tabagismo e o consumo de álcool. Infecções pelo HPV, uso de substâncias tóxicas e a má higiene bucal, além de problemas dentários e gengivais não tratados, podem aumentar o risco de câncer na área”, afirma Gabriella Mundim, consultora da GUM®, empresa especializada em cuidados bucais inovadores. 

A especialista orienta evitar o tabagismo e o consumo de álcool, além da manutenção da boa higiene bucal, com escovações em pelo menos três vezes ao dia com o uso de fio dental, enxaguante bucal e visitas regulares ao dentista.


 
GUM®.


Prática de esportes Olímpicos traz benefícios à saúde, mas exigem cuidados para evitar lesões em principiantes

Cardiologista e ortopedista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz explicam como se preparar para as atividades físicas

 

Os Jogos Olímpicos de Paris 2024 começam na próxima sexta-feira, 26 de julho e como acontece a cada quatro anos, as competições despertam paixões e inspiram os mais animados a buscarem práticas esportivas que são iguais ou se assemelham às vistas nas transmissões. Esportes como futebol, atletismo, natação e ciclismo são bem populares no Brasil e ganham mais praticantes, impulsionados pelas performances dos atletas. 

Até mesmo o COI (Comitê Olímpico Internacional) lançou em junho a campanha “Let’s Move”, para incentivar o público a praticar atividades físicas. Quem participar pode compartilhar o exercício nas redes sociais, marcando o comitê com #Letsmove, e poderá ter a chance de um atleta mostrar a postagem durante as transmissões dos jogos. 

A prática desses esportes traz benefícios significativos para a saúde, desde que realizada com preparação adequada e sob orientação profissional. Respeitar os próprios limites e seguir um plano de treino bem estruturado são as chaves para desfrutar dos benefícios do esporte de forma segura e eficaz. 

Mas, antes de iniciar qualquer atividade física intensa, uma análise médica é imprescindível, alerta o Dr. Leandro Costa, cardiologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. 

“A avaliação prévia é importante principalmente para identificar se há alguma doença que impossibilite a prática de atividades físicas. Também vai dar um entendimento de como está o condicionamento físico atual”, explicou o especialista. 

Nesta avaliação são realizados exames como eletrocardiograma e análise do histórico médico do paciente. Após a liberação médica, é importante entender o nível atual de condicionamento físico. 

O ajuste no volume e na intensidade dos treinos é crucial para evitar lesões. Profissionais capacitados, como fisioterapeutas e treinadores, devem prescrever um programa adequado que equilibre força, resistência aeróbica e técnica específica de cada esporte. 

“O volume de treino deve ser individualizado, já que frequência inadequada não promove benefício. E fazer com frequência demais tem riscos de lesão. Ele vai ver a capacidade funcional e achar o equilíbrio”, afirmou o cardiologista. 

Costa também lembra que a atividade física deve ser praticada em um ambiente apropriado e com outros cuidados. 

“O lugar deve ter condições adequadas como temperatura, ventilação, com calçados apropriados, hidratação correta, suplementação de sal, entre outros. Também é preciso evitar substâncias que aumentam a performance”, disse o cardiologista.

 

Dicas para cada esporte

O Dr. Gabriel Pecchia, ortopedista especialista em joelho e trauma esportivo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, ressalta que é importante conhecer as próprias restrições, após passar pela avaliação, para saber até onde pode ir à prática de esportes. 

“O maior índice de lesões acontece quando você tenta fazer uma prática que não está condicionado”, explica o especialista, que lembra que, mesmo aqueles que estão sedentários podem começar uma atividade física depois de aprovação médica. 

Pecchia ressalta que cada esporte tem suas especificidades para praticá-lo e explica algumas características do futebol, atletismo, natação e ciclismo.

  • Futebol: um dos esportes mais procurados do mundo e tem um índice alto de lesões, principalmente de membros inferiores. É fundamental conhecer o condicionamento físico. O fortalecimento muscular, especialmente dos quadríceps, glúteos e panturrilhas, é importante para proteger articulações frequentemente afetadas, como os joelhos. Começar com atividades de baixo impacto e aumentar o progressivamente o tempo e a intensidade é crucial para minimizar riscos.
     
  • Atletismo: a ênfase está na prevenção de lesões por sobrecarga, como tendinites e estresses cartilaginosos. Começar com caminhadas e alternar com corridas graduais ajuda a desenvolver resistência progressivamente. É bom ter a orientação de um educador físico para dosar a quantidade de exercícios e usar materiais adequados. Um tênis de qualidade para corrida e roupas leves sempre ajudam. O terreno para o iniciante deve ser mais reto, sem grandes buracos, que também aumentam a preocupação torções.
     
  • Natação: para iniciantes, é essencial aprender a nadar corretamente e treinar técnicas de respiração. A prática em água exige adaptação e pode beneficiar a saúde respiratória. É bom ter a orientação de um profissional para dosar a quantidade de exercícios e usar materiais adequados. Aprender um estilo de cada vez e não todos de uma vez também é importante. Quando estiver dominando os estilos, então poderá escolher um ou alterná-los.
     
  • Ciclismo: a escolha de uma bicicleta adequada ao corpo e ao terreno, juntamente com técnicas seguras de pedalada, minimiza o risco de lesões. Iniciar com percursos planos e horários adequados ajuda na adaptação e na segurança. A altura do banco merece um cuidado especial para não forçar os joelhos. É uma boa atividade aeróbica, que fortalece os membros inferiores e não tem impacto. 

Além da preparação física, é essencial considerar o lugar onde será a prática e os cuidados pessoais:

  • Ambiente: escolha locais adequados, com boa ventilação e segurança estrutural.
     
  • Equipamentos: use roupas e calçados apropriados para cada modalidade.
     
  • Nutrição e hidratação: mantenha uma dieta equilibrada e hidrate-se adequadamente antes, durante e após o treino.
     
  • Descanso: o sono adequado é crucial para a recuperação muscular e o desempenho geral.

 

Hospital Alemão Oswaldo Cruz
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6 EFEITOS ADVERSOS DAS CANETAS EMAGRECEDORAS E COMO EVITÁ-LOS COM AJUSTES NA DIETA

 

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Uma pesquisa inédita destaca a importância de uma guia para nutricionistas com recomendações na dieta dos pacientes que utilizam esses medicamentos.

Confira quais são elas 

 

O aumento do uso das canetas emagrecedoras no Brasil já é uma realidade, basta constatar que esses medicamentos estão constantemente esgotados nas farmácias, independentemente de seu alto preço. O fato de serem comercializadas sem a necessidade de apresentar uma receita médica é um dos motivos que contribui para agravar essa situação. 

Assim como outros medicamentos com ação no controle do peso, os agonistas dos receptores GLP-1 (nome científico dessa classe de medicamentos) só deveriam ser utilizados com rigorosa supervisão médica e sob orientações nutricionais detalhadas. 

O suporte nutricional é fundamental, já que uma alimentação equilibrada junto com o uso de suplementos contribui para a eficácia do tratamento, como também ajudar a reduzir os seus frequentes efeitos adversos, como náuseas, vômitos, diarreia e constipação. 

“A perda de músculos, que é um dos efeitos indesejados, por exemplo, piora a qualidade de vida e é um fator prejudicial para a saúde em geral, pois desequilibra o metabolismo e dificulta a manutenção dos resultados, favorecendo o reganho de peso. Além disso, menos massa muscular produz um ambiente de inflamação crônica, que pode levar ao aumento da resistência à insulina e a um quadro de diabetes”, explica o médico nutrólogo Nataniel Viuniski, especialista em obesidade e membro do Conselho para Assuntos Nutricionais da Herbalife. 

Acontece que mesmo os nutricionistas ainda não têm uma orientação clara sobre as recomendações que deveriam dar aos pacientes que usam as canetas emagrecedoras. Isso é o que demonstra o novo levantamento realizado pela Nutritotal por encomenda da Herbalife, que envolveu 1.137 profissionais: 

• Apenas 10,6% dos entrevistados afirmam fazer ajustes conforme os efeitos adversos apresentados por esses medicamentos;

• 39,1% não indicam suplementação para os pacientes que usam as canetas emagrecedoras;

• Apenas 24% indicam suplementos proteicos. 

“Essa realidade reforça a importância de criar um guia nutricional para apoiar os pacientes que estão em tratamento com as canetas emagrecedoras. A ideia é orientar o paciente sobre como seguir uma alimentação equilibrada e adotar um estilo de vida saudável e ativo para manter seus resultados, além de minimizar os efeitos colaterais dos fármacos”, diz o nutrólogo. 

A seguir, alguns ajustes nutricionais recomendados pelo nutrólogo para minimizar os efeitos adversos:

 

1. Perda de músculos

Além de praticar exercícios de força (levantamento de peso), o paciente precisa garantir o consumo de alimentos ricos em proteínas de boa qualidade em todas as refeições (frango, peixe, proteína isolada de soja e cortes magros de carne vermelha), inclusive nos lanches (queijo, barras de proteína, iogurtes, ovos). A quantidade de proteínas que uma pessoa precisa para manter ou ganhar massa muscular dependerá da intensidade e frequência do exercício praticado, podendo variar de 1,2g a 2g por quilo de peso, segundo o American College of Sports Medicine (ACSM). “Também se aconselha o uso de suplementos proteicos, como shakes e sopas proteicas, bem como o whey protein e a creatina, que possuem estudos confirmando seus benefícios no ganho de massa muscular”, orienta o Viuniski.

 

2. Azia

O sintoma surge pela alteração na produção de ácido clorídrico durante o processo digestivo. Nesse caso, sugere-se evitar alimentos gordurosos (alguns tipos de carnes e queijos), assim como vegetais com alto teor de fibras, como os crucíferos (brócolis, couve-flor e repolho), que são de difícil digestão.

 

3. Náusea

Prefira pequenas porções de alimentos distribuídas ao longo do dia. Prefira alimentos baixos em gorduras e fibras, já que esses requerem mais trabalho digestivo do estômago. Outra recomendação é evitar o consumo de líquidos junto com as refeições.

 

4. Constipação

Depois da náusea, é o efeito digestivo mais frequente. Nesses casos, é importante ingerir de 25 a 30 g de fibra alimentar todos os dias. Para isso, não deixe de consumir diariamente 5 porções de frutas, verduras e hortaliças divididas ao longo das refeições e lanches. Muitas vezes, um suplemento nutricional de fibras pode fazer toda a diferença e ajudar a complementar as necessidades diárias. Cabe destacar que a hidratação é imprescindível quando se consomem fibras para o bom funcionamento intestinal.

 

5. Diarreia

Diante dos episódios, é importante que o paciente aumente a ingestão de líquidos com baixo teor calórico e, sobretudo, sem açúcares, como água ou chás. Também se deve evitar alimentos que estimulam o sistema digestivo até que o efeito adverso se normalize, como:

• Café

• Bebidas alcoólicas

• Alimentos com alto teor de fibras

• Vegetais cozidos e sem casca

• Alimentos com adoçantes terminados em “ol” (sorbitol, xilitol, maltitol, manitol)

 

6. Queda de cabelo e unhas fracas

Os pacientes que usam as canetas emagrecedoras ainda podem apresentar uma ingestão de vitaminas e minerais abaixo do mínimo recomendado, o que pode impactar no aumento da queda de cabelo e enfraquecimento das unhas. “Nesse caso, uma alimentação equilibrada e o uso de suplementos que contenham biopeptídeos de colágeno com ferro, cobre, magnésio, enxofre, cálcio e biotina são bem-vindos”, finaliza Viuniski.

 

Herbalife.com


Por que fumar causa câncer de bexiga?

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Órgão é o segundo mais afetado pela doença entre fumantes

 

Muito além dos pulmões, o tabagismo pode trazer prejuízos a diferentes órgãos do corpo humano. O câncer de bexiga, por exemplo, tem como principal fator de risco o cigarro, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO). Fumantes têm três vezes mais chances de desenvolver esse tipo de câncer, segundo informações do Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica (IUCR).

O cirurgião oncológico e professor do curso de Medicina da Universidade Positivo (UP), Leandro Carvalho Ribeiro, afirma que, de fato, “aproximadamente 50% dos pacientes com câncer de bexiga têm um histórico importante de tabagismo no passado ou são fumantes ativos no momento do diagnóstico”. O risco, inclusive, parece ser maior quanto mais a pessoa fuma. O tempo de tabagismo e a quantidade de cigarros consumidos ao longo da vida parecem influenciar diretamente o risco de desenvolver a doença, como demonstram estudos ao redor do mundo.


Mais que o pulmão

Os prejuízos causados pelo consumo do cigarro ao organismo são diversos e podem acometer, inclusive, os chamados “fumantes passivos”, ou seja, pessoas que não fumam, mas convivem com tabagistas. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) afirma que “o tabagismo é uma doença que contribui para o desenvolvimento dos seguintes tipos de câncer: leucemia mielóide aguda; câncer de bexiga; câncer de pâncreas; câncer de fígado; câncer do colo do útero; câncer de esôfago; câncer de rim e ureter; câncer de laringe (cordas vocais); câncer na cavidade oral (boca); câncer de faringe (pescoço); câncer de estômago; câncer de cólon e reto; câncer de traqueia, brônquios e pulmão”. Isso significa que o hábito de fumar tem influência na saúde de boa parte dos órgãos e sistemas do organismo e pode causar danos severos.


Por que câncer de bexiga?

Mas, afinal, por que o cigarro é o principal responsável pelo câncer de bexiga? “As células uroteliais, que cobrem a porção interna da mucosa da bexiga, são especialmente sensíveis aos produtos da metabolização do cigarro no corpo”, explica o especialista da instituição de ensino do Grupo Cruzeiro do Sul Educacional. A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, órgão responsável por investigar e determinar quais são os fatores de risco associados ao desenvolvimento de diversos tumores, identificou mais de 40 substâncias carcinogênicas na urina de pacientes tabagistas como potenciais causas do câncer de bexiga nessa população.

Além do cigarro, outros fatores também podem causar esse tipo de câncer. É o caso de substâncias químicas como as aminas aromáticas. “As aminas aromáticas são encontradas na urina de pacientes que trabalham na indústria de produção de borracha e tinturas, por isso atenção especial deve ser dada à investigação do câncer de bexiga nessa população”, detalha o especialista. Os outros fatores de risco conhecidos do câncer de bexiga são a idade avançada e as infecções urinárias de repetição, em especial naqueles pacientes que precisam constantemente de manipulação da bexiga com sondas e auto-cateterismo.



Dia dos Avós: SBGG destaca a importância dos avós na vida das famílias

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia afirma que o impacto destes membros é positivo, principalmente na coesão familiar e no desenvolvimento social

 

De acordo com dados do último Censo Demográfico de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas com 65 anos ou mais no Brasil era de mais de 22 milhões de pessoas, o que equivale a 10% da população, aproximadamente. Este número representa um aumento de 57% em relação a 2010, quando o número era por volta de 14 milhões. 

Isto posto, no dia 26 de julho, é celebrado o Dia dos Avós, data que propõe a reflexão sobre o papel fundamental dos avós não apenas na vida dos netos, como também das famílias e da comunidade em que vivem, além de destacar os desafios e as oportunidades que o processo do envelhecimento manifesta. 

A relação entre avós e netos é um vínculo único e especial que traz benefícios mútuos para ambos. A estudante de relações públicas, Laura Ferraz, de São Paulo, SP, afirma que o convívio diário com sua avó, Maria José, faz com que ela se sinta acolhida e segura. “Minha ´vó´ está presente nos melhores e piores momentos da minha vida, até mais do que meus pais. Ela é meu porto seguro e minha maior incentivadora”. Por sua vez, Maria concorda com a neta: “Criar memórias felizes fortalece os laços entre as gerações da família", pontua a aposentada de 67 anos. 

A presidente do Departamento de Gerontologia da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Dra. Naira Lemos, destaca que a relação entre avós e netos demonstra a afetividade e o cuidado mútuo entre pessoas de diferentes idades. “A conexão entre avós e netos pode fortalecer laços e promover a troca de experiências. Se pensarmos nos benefícios aos avós, pode-se evitar o

isolamento social. Além disso, interagir com pessoas de idades diversas nos auxilia a desenvolver empatia e estabelecer uma convivência saudável em sociedade.” 

A presidente reitera a importância da data e da presença desses familiares na vida dos netos e familiares: “O Dia dos Avós, certamente, favorece o reconhecimento dessas pessoas na vida dos netos. E é mais um espaço para a expressão de carinho e afeto”.

 

Solidão e pessoas idosas

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 20% e 34% das pessoas idosas na Europa, América Latina e Estados Unidos relatam se sentir solitárias. Além disso, a solidão é capaz de aumentar em 25% o risco de morte e em 50% o de demência. 

Por isso, a OMS criou a Comissão Global de Conexões Sociais com o objetivo de propor soluções e reconhecer a solidão como uma prioridade de saúde pública crescente e complexa, com diversas causas e consequências. Os fatores podem ser socioeconômicos, problemas de saúde ou isolamento social da família e de pessoas próximas. 

Diante desta situação é importante captar as diferentes faces dessa questão para poder combatê-la de forma eficaz. Para mais, entender que uma boa convivência entre avós e netos pode ser uma fonte importante de apoio emocional, para ambos os lados, a fim de evitar o estado de solidão. “O Dia dos Avós deve ser ´utilizado´como um instrumento para a construção de sociedades mais acolhedoras, visando um futuro melhor”, afirma Dra, Naira.
  
 

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia - SBGG



Atendimento hospitalar é o setor com mais acidentes de trabalho

Quando se trata de ocupação, técnico de enfermagem possui maior frequência em notificações de acidentes de trabalho, com 313.654 registros em 10 anos

 

O segmento de atividades de atendimento hospitalar é o primeiro em número de acidentes de trabalho no Brasil. Na série histórica que vai de 2012 a 2022, a área somou 603.631 registros, o que corresponde a 10,4% do total de ocorrências no período. O volume está acima do dobro dos 216.222 acidentes contabilizados no setor de comércio varejista de mercadorias em geral, segundo do ranking. 

As informações são do Observatório de Segurança e Saúde do Trabalho, projeto da SmartLab de Trabalho Decente, coordenado pelo Ministério Público do Trabalho e pelo Escritório da Organização Internacional do Trabalho para o Brasil, e têm por base as comunicações de acidentes de trabalho (CAT) feitas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 

“Esses dados demonstram o quão preocupante é a situação dos profissionais de saúde em nosso País. Eles atuam expostos a riscos físicos e psicossociais, além de estarem diariamente vulneráveis a objetos perfurocortantes e material biológico capaz de transmitir doenças infectocontagiosas”, afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (Anadem), Raul Canal.

Dada a totalidade de trabalhadores com vínculo empregatício, técnico de enfermagem é a função citada com maior frequência em notificações de acidentes de trabalho nesses 10 anos, com 313.654 registros. As lesões mais comuns entre quem atua no atendimento hospitalar são corte, laceração, ferida contusa (lesão que pode afetar músculos e órgãos) e punctura (picada com instrumento pontiagudo). 

Para o especialista em Direito Médico, mudar essa realidade exige protocolos especiais, medidas de biossegurança e treinamento para todas as equipes e profissionais: “A adoção de ações preventivas por trabalhadores da saúde, seja ao cuidar de pacientes ou manusear objetos contaminados, é mandatória. O uso de equipamentos de proteção individual é fundamental para evitar ocorrências”. 

Caso ocorra o acidente, ele precisa ser devidamente comunicado, reforça Raul Canal. “O registro da intercorrência é o que vai direcionar a construção das estratégias de prevenção. Mais do que uma ação protocolar, a notificação garante ao profissional o direito de receber avaliação médica especializada, tratamento adequado e benefícios trabalhistas”, finaliza. 



Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética – Anadem
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