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terça-feira, 23 de julho de 2024

Inteligência emocional: como construir relações saudáveis na era da desordem

Livro de especialista em neurociência reúne ferramentas para desenvolver habilidades socioemocionais na vida e nos negócios


Com uma abordagem fundamentada na vanguarda das ciências comportamentais, o especialista em neurociência Carlos Aldan de Araújo assina o livro Prospere com Inteligência Emocional no Mundo em Desordem 

Lançamento da Matrix Editora, a obra explora a evolução histórica das emoções individuais e coletivas e oferece caminhos para gerenciá-las de forma adaptativa, seja na vida ou nos negócios. 

O conteúdo capacita o leitor com ferramentas práticas para alavancar a resiliência emocional, fortalecer vínculos autênticos e florescer com sabedoria, mesmo em um mundo caótico, repleto de desafios e possibilidades transformadoras. 

A obra mostra como o despertar dessa inteligência é fundamental para a reestruturação humana e o enfrentamento dos desafios ambientais, sociais e pessoais contemporâneos. Araújo revela o papel do autoconhecimento e desenvolvimento pessoal para que as pessoas possam atingir esses objetivos.  

Ele oferece dados essenciais para compreender a importância das relações saudáveis e dos cuidados com a saúde mental. Também destaca o impacto dos relacionamentos tóxicos no desempenho das atividades laborais, e as maneiras de reconhecê-los. 

Ao promover um ambiente de trabalho que valoriza as emoções e o bem-estar dos colaboradores, os líderes não apenas demonstram empatia, mas também impulsionam resultados de negócios significativos. Essa abordagem cria um senso de confiança e pertencimento, fatores essenciais para estimular o engajamento e a motivação intrínseca dos colaboradores. 

(Prospere com Inteligência Emocional no Mundo em Desordem, p. 58) 

Ao longo dos capítulos, o especialista destaca que a solidão é uma contradição à natureza humana ao ensinar estratégias e técnicas para evitar relações insustentáveis. Ele apresenta, ainda, orientações para elevar o desempenho de líderes e profissionais em um contexto desconhecido, incerto, volátil e ambíguo.  

Carlos Aldan de Araujo esclarece que buscar uma mudança profunda e duradoura é possível em qualquer idade. Essa hipótese é ancorada pela neurogênese – o contínuo renascimento neuronal – e pela neuroplasticidade – a maleabilidade do cérebro. 

Prospere com Inteligência Emocional no Mundo em Desordem comprova que a natureza, em sua infinita sabedoria, oferece soluções para quem busca relevância profissional, liderança eficaz e sucesso sustentável no ambiente de trabalho e nas relações pessoais. Uma obra que possibilita novas condutas, percepções e respostas para a evolução humana.  

Divulgação

 Ficha técnica  

Livro: Prospere com Inteligência Emocional no Mundo em Desordem 
Autoria: Carlos Aldan de Araújo 
Editora: Matrix Editora 
ISBN: 978-65-5616-461-8 
Páginas: 224 
Preço: R$ 64,00 
Onde encontrar: Matrix Editora e Amazon 
 

Sobre o autor 

Carlos Aldan de Araújo - CEO e cofundador do Grupo Kronberg. Tem especialização em Neurociência pelo Life Coaching Institute (EUA) e em Inovação pela Singularity University (EUA). Possui MBA pela Hull University da Inglaterra e Master em Inteligência Emocional. Tem formação em Antropologia, Sociologia e Ciências Políticas pelo Saint Olaf College (EUA) e extensão em História, Linguagem e Cultura pela L’Université Catolique de L’Ouest (França).  

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Matrix Editora
www.matrixeditora.com.br

 

O líder do futuro deve ser cada vez mais empático

A liderança transformacional é um dos modelos mais alinhados com as necessidades atuais e impacta diretamente o sucesso da empresa


As tendências de liderança para este ano destacam cada vez mais características como empatia, diversidade e inclusão, além da adaptação tecnológica. Mas a gestão exige cada vez mais. Atualmente, líderes bem-sucedidos estão priorizando a criação de ambientes de trabalho que valorizem saúde mental e bem-estar dos funcionários, reconhecendo estes como pilares fundamentais para a produtividade e a satisfação dentro da empresa. Além disso, há uma forte movimentação em direção à inclusão e diversidade, adaptação rápida às novas tecnologias e relações flexíveis como o trabalho remoto.

De acordo com Bia Nóbrega, especialista em Desenvolvimento Humano e Organizacional com quase 30 anos de experiência, a liderança eficaz é um dos principais impulsionadores do sucesso. “Entre os diversos estilos de liderança, a transformacional se destaca como um modelo poderoso para inspirar e motivar equipes de alta performance, especialmente em tempos de mudança e incerteza”, explica.

Ela acrescenta que o líder transformacional se destaca pela capacidade de inspirar e motivar as pessoas, extraindo o melhor de cada colaborador para otimizar o desempenho coletivo. Com uma visão estratégica e comprometido com o desenvolvimento da equipe, esse profissional demonstra habilidades notáveis para resolver problemas simples e complexos. 

“Ao avaliar o grau de maturidade profissional dos colaboradores, ele traça planos que promovem o crescimento individual e profissional. Acompanhando de perto o desenvolvimento de seus liderados, o líder transformacional evita o microgerenciamento, proporcionando a autonomia necessária para que a criatividade floresça e o ritmo de trabalho seja mantido”, completa. Além disso, ele serve de exemplo, pelo modo como trabalha e o alto nível das relações que constrói e mantém.

Esse tipo de administração de equipes vai além da simples gestão de tarefas e busca inspirar e motivar. Segundo a especialista, a liderança transformacional é essencial para criar um ambiente onde os colaboradores se sintam valorizados e motivados a contribuir com o melhor de si. Para isso, um dos principais aspectos é a capacidade de trazer à tona uma visão compartilhada. Isso envolve comunicar uma imagem clara e inspiradora do futuro, articulando os valores, metas e aspirações da equipe de forma convincente. 

Os líderes transformacionais entendem a importância de conectar o trabalho da equipe a um propósito maior. Eles comunicam a importância do trabalho realizado e como ele contribui para a realização dos objetivos organizacionais e para o bem-estar da sociedade como um todo. “Ao atribuir significado ao trabalho, os líderes transformacionais motivam suas equipes a darem o melhor de si e a se comprometerem com a excelência”, conclui Bia.

Em geral, liderar é direcionar os times para o alcance de objetivos organizacionais, agindo como intermediário entre os profissionais e a empresa, equilíbrio este fundamental para o sucesso dos projetos. Existem diversos estilos de gestão, sendo cada um adequado a diferentes contextos e objetivos. Entre eles, estão a liderança autocrática, democrática, liberal, situacional, técnica, carismática, transacional e transformacional. Conhecer cada tipo permite entender como se adaptam a diferentes situações e equipes. 



Bia Nóbrega, com mais de 25 anos de experiência como Executiva de Gente & Cultura e reconhecida como LinkedIn Top Leadership Voice, é uma especialista dedicada ao Desenvolvimento Humano e Organizacional. Sua trajetória profissional é marcada por liderar equipes em variados setores e empresas de diferentes tamanhos, além de conduzir projetos internacionais e enfrentar desafios complexos. A partir de 2019, Bia expandiu seu campo de atuação para incluir Experiência do Cliente, Excelência e Governança, utilizando Metodologias Ágeis para promover um crescimento sustentável. Atuando também como palestrante, mentora, conselheira, embaixadora de soluções inovadoras, escritora e professora, Bia tem impactado inúmeras empresas e indivíduos, fornecendo orientações valiosas em temas como Liderança, Governança e Desenvolvimento Pessoal, sempre enfatizando o potencial ilimitado do ser humano.
Para mais informações, acesse https://www.linkedin.com/in/beatrizcaranobrega ou pelo site www.bianobrega.com.br



Proteção de dados: você realmente está seguro?

A proteção de dados continua sendo um assunto em alta nas organizações. No entanto, mesmo sendo este um tema constantemente abordado, nem todas as empresas o aplicam na prática. De acordo com a pesquisa Compliance on Top 2024, cerca de 72% das equipes de segurança nas companhias não se dedicam exclusivamente à privacidade, além disso, 57% destes times contam com, no máximo, três pessoas. Os dados apontam para uma realidade preocupante e reforçam a importância desse pilar, considerando a era atual de transformação digital.

Já virou rotineiro recebermos notícias sobre ciberataques sofridos pelas companhias. Infelizmente, ações criminosas como essas sempre aconteceram e, agora, com o advento da IA, os ataques passam a ser mais personalizados. Quanto a isso, cabe o alerta: as grandes empresas deixaram de ser o único alvo dessas operações. Hoje, pequenos e médios negócios, independente do segmento, também estão sujeitos a sofrerem esse tipo de crime. Não à toa, essa preocupação latente tem feito com que a organização dos Jogos Olímpicos, que acontece este ano em Paris, precise elevar os cuidados acerca da proteção dos dados.

Afinal, eventos de grandes portes chamam a atenção de hackers, como aconteceu em 2012 na edição de Londres, onde ataques DDoS tiveram como alvo sistemas elétricos durante a cerimônia de abertura; e no Rio de Janeiro, em 2016, que registrou uma ação massiva de 500 Gbps contra sites governamentais e patrocinadores.

Os exemplos acima comprovam aquilo que sempre enfatizamos: a todo instante, estamos suscetíveis a riscos, e a melhor chance de evitá-los é se protegendo. Certamente, com o avanço da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) no Brasil, e a GDPR (General Data Protection Regulation), que rege a Europa, temos uma maior fiscalização acerca da coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento de dados pessoais.

Contudo, a legislação, por si só, não conseguirá fazer a diferença no combate a riscos e exposição de dados. Quanto a isso, as empresas possuem um papel fundamental nessa jornada. Isso é, mais do que compreender a importância da proteção de dados, é essencial aplicá-los na prática.

Quando dizemos isso, é comum o seguinte pensamento: basta contratar um serviço. Certamente, esse é um pilar importante, considerando que a empresa lida com dados sensíveis que precisam, constantemente, serem protegidos por meio de ferramentas e sistemas que consigam interceptar possíveis ataques e blindar as operações. No entanto, além deste aspecto, também é preciso cuidar das pessoas.

De nada adianta ter softwares altamente eficazes, se a equipe continua com hábitos que expõem a organização desde o acesso a redes suspeitas na web até o compartilhamento de senhas. Sendo assim, mais do que investir em sistemas, é preciso implementar a cultura da segurança da informação, de modo que os colaboradores sejam agentes que contribuam para maior proteção das informações.

O atual momento de disrupção que estamos vivendo na tecnologia com a era da IA abre as portas para hackers. Porém, isso não é motivo para pânico, visto que esta mesma tecnologia também tem a capacidade de ajudar a blindar as empresas, garantindo o compliance e validação das máquinas a fim de monitorar as operações e localizar movimentações suspeitas, indo desde possíveis ataques até mesmo o risco humano.

São essas ações que permitirão que as organizações tenham um plano B, mediante a eventualidades que possam acontecer. Sem dúvidas, implementar mudanças e fiscalização não é uma tarefa fácil, mas é necessária. Por isso, contratar um parceiro é algo extremamente estratégico, pois a equipe de especialistas, mais do que apoiar, irá guiar a companhia neste processo.

À medida que o mercado e as companhias avançam na digitalização, é fundamental que as organizações revejam o seu plano de proteção de dados e invistam constantemente em melhorias internas e sistêmicas. Afinal, em se tratando de dados e proteção, nenhum cuidado é pouco, e sim necessário.

 


Sthevo Batista - diretor de operações da SPS Tech.

SPS Group


O Brasil enfrenta uma crise ética

O Brasil atravessa uma crise ética. É patente a aceitação e banalização da perda dos valores morais evidenciada pelo comportamento dos governantes e pela anestesia da sociedade, em um péssimo exemplo para as futuras gerações.

Estamos nos tornando rapidamente um país que tem facilitado em muito a vida de criminosos, inclusive de facções organizadas e não é à toa que, segundo ranking da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil é hoje o país com o maior número de homicídios do mundo. O Estudo Global sobre Homicídios 2023, no ano passado o Brasil registrou 45.562 homicídios, mais do que a Índia, a segunda colocada nesse ranking macabro, que somou 41.330 casos, mas tem população quase sete vezes maior que a brasileira.

Nossa situação é comparável à dos países em guerra, inclusive com notícias de intimidação e infiltração de agentes públicos, coagindo o serviço público a contratar com empresas de fachada. Qual é o limite?

A história recente é um alerta. Nos últimos 35 anos, o Brasil teve eleições de dois em dois anos, respeitando integralmente as leis e os resultados das urnas, como deve ser numa democracia. E o que aconteceu? Nesse período, elegemos cinco presidentes da República e acabamos empossando sete. Dois presidentes (Fernando Collor de Mello e Dilma Roussef) sofreram impeachment, um (Luiz Inácio Lula da Silva) foi condenado e preso após o exercício do segundo mandato e posteriormente foi “descondensado”. Outro (Michel Temer, que assumiu com o impeachment de Dilma), chegou a ser detido, mas não foi preso; um (Fernando Henrique Cardoso) saiu com baixíssima aprovação, praticamente e o último (Jair Bolsonaro), por inabilidade e diante das dificuldades impostas pelo sistema não conseguiu governar, perdeu a reeleição, está inelegível e ainda responde vários processos. O país está diante de uma anomalia muito grave e séria que não pode ser banalizada e relegada ao segundo plano, e sim enfrentada com urgência.

O Brasil é uma república federativa, democrática, que tem como alicerce a liberdade de expressão, política, de culto, econômica etc., e cuja Constituição Federal traz entre os objetivos fundamentais uma sociedade livre, justa e solidária, na qual todos são iguais perante a lei. A realidade, porém, é muito diferente. Não temos liberdade plena; somos uma sociedade tremendamente injusta, a começar pelas desigualdades regionais, sociais e de oportunidade, fortemente egoísta e solidária apenas nas tragédias, pois cultivamos privilégios para poucos e obrigações para muitos.

                É muito difícil aceitar que os cidadãos comuns, se processados por crimes, sejam julgados por juízes de 1ª instância enquanto outros têm seus processos tramitando originalmente nas cortes superiores cujos magistrados, aliás, são nomeados pelos governantes. E estes privilegiados não são poucos, somam mais de 50 mil com foro por prerrogativa de função, número sem similaridade em nenhum outro país do mundo.

                A sensação é a de que somos uma monarquia com mais de 50 mil regentes, ou de que estamos reeditando as capitanias hereditárias de 1530, quando o rei Dom João III, diante da imensidão do território brasileiro, então colônia portuguesa, criou 14 capitanias nomeando 12 donatários e conferindo a eles todos os privilégios e somente duas obrigações coletar e pagar tributos à Coroa. Os brasileiros das classes C, D e E de hoje se assemelham a vassalos modernos porque têm pouquíssimos direitos e muitas obrigações. Os donatários do Século XXI são os donos do poder, sempre beneficiados pelos mais diversos privilégios.

 

Samuel Hanan - engenheiro com especialização nas áreas de macroeconomia, administração de empresas e finanças, empresário, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros “Brasil, um país à deriva” e “Caminhos para um país sem rumo”. Site: https://samuelhanan.com.br


Faturamento fora de casa no Brasil cresce 38%

Pesquisa da Kantar apresenta as marcas que estão movimentando o mercado que mais cresce na cesta de consumo

 

O mercado de consumo no formato OOH – Out of Home ou Fora do Lar, na tradução em português – é o que mais cresce entre os brasileiros. Números do Brand Footprint 2024, relatório produzido pela Kantar, líder em dados, insights e consultoria, apontam alta de 38% no faturamento deste ano. Em comparação, dentro de casa o crescimento em valor foi de apenas 18%. 

De acordo com a pesquisa, quase 20% dos brasileiros compram produtos para consumir na casa de terceiros (familiares ou amigos), o que representa um incremento de quase 4 milhões de pessoas em 2024. Isso sem contar que o tíquete cresce 15% ao se alimentar no local e 16% quando o pedido é realizado via delivery. 

Em relação aos canais, cinco compõem mais da metade do mercado fora do lar. São eles: ambulantes (14% de importância), hiper e supermercados (13%), bares (11%), padarias (9%) e mercadinhos e mercearias (8%). 

O brasileiro compra, em média, 10 marcas por ano, sendo que 43% das marcas apresentam crescimento em CRP. As cinco principais marcas neste mercado são: Coca-Cola (256,15 de CRP), Fanta (48,99 de CRP), Crystal (39,22 de CRP), Bauducco (34,85 de CRP) e Lacta (33,65 de CRP). 

É válido destacar que CRP – ou Consumer Reach Points – é uma métrica original da Kantar, que mensura quantos lares estão comprando produtos de determinada empresa e com que frequência isso ocorre. Quanto maior o número, mais popular é a marca. 

É importante dizer, no entanto, que a movimentação fora de casa se dá não apenas pelas marcas grandes, mas por menores que estão entrando no mercado. 73% das marcas presentes no consumo fora do lar tem até 10% de penetração, atingindo menos de 5MM de consumidores. 

“Mesmo com aumento de preços, o OOH é um mercado que está se desenvolvendo a partir de novos canais, novos comportamentos e novas estratégias de marcas. Sendo assim, a execução fora do tradicional se torna estratégia para explorar o desenvolvimento do consumo fora do lar”, comenta Hudson Romano, Head de Consumo Fora do Lar da Kantar. 

Os dados do Brand Footprint 2024 buscam analisar as decisões de compra feitas pelos consumidores ao redor do mundo. No Brasil, o material abrange análise de 430 marcas Fora do Lar.



Kantar
www.kantar.com/brazil


Apagão da Microsoft: como evitar perdas de dados corporativos?

Tela azul. Foi com essa cena que muitos profissionais se depararam em seus aparelhos Microsoft na manhã desta sexta (19) após falhas nos sistemas de segurança da empresa norte-americana CrowdStrike, a qual provê serviços de proteção de dados relacionados à computação em nuvem para essa e muitas outras organizações mundiais. Problemas deste tipo podem, infelizmente, acometer negócios dos mais diversos portes e segmentos, o que ressalta a importância de investir em soluções seguras que cuidem dos dados corporativos e minimizem os riscos que possam decorrer dessas falhas ou invasões hackers.

Segundo a dona do Windows, uma das empresas mais afetadas por esse apagão tecnológico, o problema aconteceu em seu software cloud Azure, o qual usa a ferramenta da norte-americana conhecida como Falcon. Com a falha, seus serviços foram interrompidos, afetando, diretamente, grandes informações que estavam hospedadas neste sistema em nuvem, os quais podem incluir dados referentes a seus clientes, por exemplo. Apesar de ser sido resolvido em poucas horas, certos resquícios residuais permanecerem em alguns servidores, o que evidencia os dois lados da moeda do sistema cloud para o mercado.

Diante da intensa e constante digitalização corporativa, o mercado cloud vem crescendo a níveis positivos em prol da maior segurança e otimização da gestão de informações. Em dados da McKinsey, como prova dessa importância, a computação em nuvem pode gerar até US$ 3 trilhões com a redução e otimização de custos e contribuir com a geração de novos modelos de negócios até 2030.

Fatores como agilidade, eficiência, melhor custo-benefício e, principalmente, a segurança, tem feito com que, cada vez mais, as organizações compreendam a importância de estabelecer a gestão em cloud. Não é à toa, temos grandes players de mercados consolidados nessa modalidade, que exploram cada vez mais suas funcionalidades na prestação de serviços.

Por outro lado, mesmo com uma ampla conscientização no mercado, é fundamental acender o alerta da importância de considerar uma série de aspectos antes de escolher o provedor, a fim de evitar uma contratação equivocada. Afinal, não são poucos os casos de empresas deste serviço tentando convencer seus clientes de que possuem a melhor oferta quando, na verdade, não têm qualquer tipo de especialização e conhecimento necessários para isso.

Essa realidade tem feito com que, infelizmente, muitos usuários se enganem e tenham uma experiência catastrófica na utilização do serviço, potencializando a maiores chances de riscos para o negócio. Sendo assim, mais do que olhar o preço, na hora de escolher o provedor em cloud, é importante se atentar para alguns aspectos. Veja sete deles:

#1 Propriedade e controle: é comum que, para “fisgar” o cliente, algumas empresas ofereçam o total manuseio das operações. Mas, é importante questionar: isso é realmente vantajoso ou oportunista? Afinal, a ideia de contratar um servidor em nuvem é ter o apoio no gerenciamento e manutenção da nuvem, otimizando o tempo da equipe e garantindo a segurança.

#2 Gerenciamento e backup: complementando o tópico anterior, é necessário avaliar se a provedora possui um time direcionado na gestão da nuvem, garantindo a continuidade das operações diariamente. Além disso, é crucial averiguar qual a frequência em que é feito o backup, a fim de garantir a segurança e proteção dos dados.

#3 Escalabilidade e flexibilidade: esse é um aspecto que precisa de muita atenção, afinal, a utilização da nuvem se torna atrativa para muitos, pois existe a opção de pagar apenas pelo aquilo que usa. No entanto, na eventual necessidade de aumento de capacidade, a empresa consegue garantir? É essencial checar se o serviço prestado não se trata de um Data Center, que exige um ponto físico e demanda um alto custo para expansão.

#4 Preço: este tópico é algo sensível nas corporações, que estão sempre na busca pelo melhor custo-benefício. Entretanto, é importante avaliar se o valor envolvido leva em conta todas as conformidades regulatórias, bem como ponderar no caso de uma nuvem estrangeira, se a precificação não está de acordo com a moeda da sua matriz, de forma que, quando convertida para o Brasil, possua algum tipo de diferenciação.

#5 Localização geográfica: qual a origem da nuvem? Por ser uma tecnologia que independe de um ponto físico, ela pode operar a partir de diversos lugares. Por isso, é importante solicitar a demonstração do seu desempenho, para conferir questões como a velocidade, latência e transição.

#6 Integração e compatibilidade: cada empresa possui o seu software. Deste modo, é preciso garantir que a nuvem tenha capacidade de integração com a ferramenta, bem como, em uma eventual troca de sistemas, tenha a capacidade de se adequar e exportar os dados com alta efetividade.

#7 Histórico e reputação: pesquise sobre a marca. É essencial verificar se a provedora tem, de fato, experiência na prestação de serviço, qual a sua avaliação no mercado e referências de projetos anteriores de sucesso.

Atualmente, vivemos o chamado “canibalismo empresarial”, que é quando um grupo de empresas concorrentes começam a adotar práticas não éticas e, nessa competição, vale tudo, inclusive, a promessa da oferta de serviços abaixo do preço, o que, para o cliente, parece ser algo vantajoso, e faz com que deixe de olhar os aspectos técnicos extremamente importantes no ato de contratação.

Esse descuido no ato da escolha da nuvem pode ser revertido na maior exposição à riscos de segurança como, por exemplo, ciberataques, exposição de dados, interrupção das operações, entre tantos outros que podem comprometer o desempenho do negócio. Sendo assim, todo cuidado é essencial e, mais do que escolher uma opção atrativa, é preciso se atentar em comprovar se aquilo que é prometido será, de fato, cumprido.

As nuvens mostram que, para a tecnologia, o céu não é o limite. Entretanto, é essencial tomar cuidado com as tempestades que podem surgir quando o provedor não tem domínios do clima e passam uma previsão do tempo equivocada.

 

Glaucia Vieira - sócia proprietária da G2.


G2
https://g2tecnologia.com.br/


Venda de carro online: 7 dicas que você precisa saber para fazer um bom negócio

Freepik
Ter a documentação em dia, fazer pesquisas aprofundadas e ser flexível pode ajudar na hora de fazer essa venda


A venda de carro online pode ser a opção ideal para quem tem pouco tempo, mas deseja fazer um bom negócio. A opção requer planejamento, muita pesquisa e uma boa negociação. Além dos sites de anúncios de vendas, existem empresas que já oferecem esse serviço, como no caso da Vaapty, líder do franchising no segmento de intermediação de venda de veículos do Brasil.  Com eles é possível vender seu carro de forma online e em 40 minutos, após passar por uma vistoria. Até a entrega, fica por conta da empresa. Com mais de 20 anos de experiência no setor automotivo, Ycaro Martins, CEO e sócio fundador da Vaapty, separou sete dicas para vender seu automóvel de forma rápida e segura. 


Faça pesquisas
Pesquisar o mercado para entender os preços, tendências e concorrência é um passo fundamental para quem deseja vender um carro. Estudar sobre o que você deseja vender também é essencial para fazer uma boa negociação. “Verifique também se há demanda para o produto ou serviço que você está negociando, por caso não haja, a melhor opção seria recorrer a uma empresa para fazer essa intermediação”, explica Ycaro Martins.


Boas fotos
Ter fotos de boa qualidade e em diferentes ângulos pode acelerar a venda do seu carro. Fotografe e filme o veículo por dentro, por fora, e se tiver alguma parte danificada, é importante que isso também seja registrado, para que esse comprador sinta confiança e transparência no seu anúncio.


Planejamento financeiro
Veja as opções de financiamento disponíveis e escolha a mais vantajosa para você e a partir daí, leve essas ideias para o possível comprador. Além disso, é preciso ter uma reserva financeira para resolver possíveis problemas e irregularidades no veículo, alerta o CEO da Vaapty:

“Verifique no carro alguns itens, como: Irregularidades na documentação, histórico, avarias, quilometragem, carro com financiamento, CDC, leasing ou débitos. Ao contrário do que parece, isso não irá inviabilizar a venda do carro, mas é importante ter tudo anotado na hora da venda, pois todos os detalhes importam para definir o valor do seu automóvel”.


Negociação eficaz
Ser flexível e estar aberto a concessões, é muito importante na hora da venda, mas tenha claro quais são os seus limites: “Saiba quais são os pontos fortes e fracos da sua proposta. Escute mais, fale menos, ouça as necessidades e preocupações da outra parte para encontrar soluções benéficas para as duas partes”, disse Martins.


Valorização e avaliação
Avalie o valor real do automóvel, compare preços e características para determinar o preço do que está negociando. Outro ponto importante é sempre inspecionar o carro antes de finalizar essa venda.


Tenha tudo documentado
Mantenha registros detalhados de todas as comunicações e acordos, utilize contratos claros e compreensíveis que protejam ambas as partes.


Onde é seguro vender meu carro?
É muito comum vermos relatos de golpes em algumas plataformas que não são próprias para venda de carros. Até 2023, pesquisas mostram que somente nos quatro primeiros meses do ano, as fraudes ocorridas atingiram a marca de 37,4 mil no Brasil, no momento da compra e venda de veículos online. 

Os meios pelos quais os golpistas realizam a fraude de pagamento e compra de veículos são inúmeros, então, escolha uma plataforma específica e confiável para compra e venda de carros, fique atento aos sinais, ao comportamento do comprador e faça uma busca na internet com o nome completo da pessoa.

 



Vaapty

Esperança do náufrago

Dia 25 de julho está aí, enfim o Dia Nacional do Escritor! Muitos me deram, estão dando ou darão parabéns, mirando no glamour do ofício. Tenho agradecido, filosofando no quanto sou resistente.

 

Afinal, paira no ar: quase ninguém lê livros no Brasil. Esse é o mantra que persegue o mercado editorial brasileiro e desestimula novos escritores a se jogarem no mundo de suas criações. Será verdade? As raízes desse credo estão entrelaçadas com a estabilidade econômica razoavelmente recente, o fato de a educação nunca ter sido real prioridade e os salários estarem cada vez mais defasados – há uma inflação sorrateira e invisível que o supermercado insiste em nos alertar. Quem vai comprar livros se o próprio papel que lhes dá base está caríssimo? 

Para agravar, vivemos o apogeu da atenção pulverizada: gatinhos e crianças em vídeos de 10 segundos nos raptam os poucos minutos de descanso; piadinhas, comentários entrecortados, fotos de gente bronzeada e voilà, dia seguinte teremos ônibus, metrô e nova jornada de trabalho.  

Há um círculo vicioso cultural no Brasil, verdadeira bomba-relógio. Sem fomento à leitura e ao pensamento crítico, estamos caminhando para uma nação de puro analfabetismo funcional. Compreensão de texto? Ninguém mais sabe, ninguém mais viu, e até pequenas legendas em redes sociais são lidas às pressas, mal-interpretadas e se tornam alimento para “hates” e cancelamentos. 

Como virar o jogo? Há décadas o sistema educacional brasileiro se encontra precarizado no ensino de Humanidades. Boa parte do currículo escolar ainda é povoado por fórmulas de Báskara e tantas outras inconsistências que nunca irão auxiliar a vida adulta. Essa falta de estímulo governamental à leitura e ao pensamento crítico já se reflete politicamente nas novas gerações de vereadores, deputados e senadores, que ressuscitam fundamentalismos, inverdades, negacionismos e potencialmente selarão nossa cultura com a devida pá de cal. 

Ser escritor no Brasil atualmente é, portanto, um ato de resistência política. Escrever um livro é como mandar mensagens dentro de garrafas e jogá-las ao mar: única esperança do náufrago. Esperança nas novas gerações, esperança no fomento à cultura e reforma consciente da educação pública.  Eu ainda creio nisso. E você?

 

Leonardo de Moraes - mestre em Direito do Estado, professor de Direitos Humanos e autor do romance "Tia Beth"

 

Detran-SP desenvolve plataforma para centralizar e otimizar atendimento a agentes regulados

Portal dos Credenciados, em desenvolvimento pela Prodesp, passará a ser a interface do órgão com autoescolas, empresas de vistoria, estampadoras, médicos e psicólogos; e, em um segundo momento, será também um amplo painel do mercado para o cidadão

 

Médicos e psicólogos foram os escolhidos para dar início a um projeto que pretende mudar a relação entre os agentes regulados e o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), e também entre esses prestadores de serviço e a população. A partir de agosto, esses profissionais serão os primeiros a se cadastrar no novo Portal dos Credenciados, plataforma que vem sendo desenvolvida pelo órgão em parceria com a Prodesp para centralizar o relacionamento e o atendimento a solicitações feitas por peritos e também por empresas de medicina de tráfego, clínicas de psicologia, centros de formação de condutores (CFCs), estampadoras, empresas credenciadas de vistoria (ECVs) e outros que atuam em nome do Detran-SP. A partir dos próximos dias, este nome estará até no e-mail do agente: com o portal, todos terão acesso a uma conta @credenciado-detran.sp.gov.br.

O embarque de cada grupo de agente regulado na plataforma será feito por meio de ondas, que serão anunciadas à medida que se aproximem. No primeiro momento, o cadastro será restrito a pessoas físicas. A previsão é que toda a comunidade de médicos e psicólogos ligada ao Detran-SP refaça o seu credenciamento via portal até o final de setembro. Depois disso, será aberta uma janela de trinta dias para o cadastro de empresas de medicina e psicologia. Mesmo quem acabou de se credenciar junto à autarquia, por exemplo nos meses de junho e julho, deve fazer o cadastro no site. Uma vez no ar, a plataforma será o caminho único, portanto, obrigatório para os agentes. 

O credenciamento no portal é simples, facilitado pelas integrações da plataforma com outros sistemas, como o da Receita Federal, onde colhe informações do agente regulado, liberando-o de preencher todos os campos do cadastro. O requisito mais importante, aqui, é ter uma conta .gov.br, selo prata ou ouro. Depois de logado, o usuário deve apresentar os documentos solicitados para cada caso ou categoria, e efetuar o cadastro.

Além de fazer o credenciamento na plataforma, no futuro o agente regulado poderá abrir chamados, por exemplo, para pedir mudança no endereço que consta em seu cadastro, troca ou inclusão de profissional no sistema e renovação do credenciamento. As funcionalidades serão desenvolvidas e disponibilizadas de forma gradativa. Por meio do portal, o atendimento às solicitações deve ganhar agilidade. O desenvolvimento do portal contou com entrevistas a representantes dos agentes regulados, como forma de captar sugestões que contribuíssem para a experiência do usuário.  

“A ideia de termos um portal para os nossos credenciados surgiu como forma de organizar, em um mesmo banco de dados, informações sobre o universo de agentes regulados, que envolve mais de 50 mil pessoas físicas e jurídicas”, diz Eric Wetter, Assessor de Gestão Regulatória do Detran-SP. “Um segundo momento do projeto, ainda em estudo, implantará recursos na plataforma para benefício direto do cidadão.”

Wetter está à frente de um grupo de trabalho que tem reformulado o Detran-SP por dentro – com claros impactos fora do órgão. O melhor exemplo desse movimento interno foi publicado no final de março no Diário Oficial do Estado (DOE): a Portaria Normativa nº 25, documento que reuniu 41 portarias anteriores para, com um único texto, modernizar a regulamentação das atividades delegadas ou reguladas. 

A nova regulamentação busca elevar os padrões de qualidade e transparência dos serviços prestados, propiciando maior segurança jurídica nos procedimentos de credenciamento, homologação e registro. A portaria normativa também firma um compromisso ético e moral com os prestadores para que inclusive seja preservada a segurança e privacidade das informações e dados da população que utiliza o serviço. 

Entre outras definições, uma diz respeito à identificação visual do agente regulado. No lugar da identidade visual do Detran-SP, cujo uso por terceiros já era vetado, a portaria traz selos que os prestadores podem usar para demonstrar vínculo com a autarquia.


30% dos microempreendedores individuais do país estão inscritos no CadÚnico

Levantamento feito pelo Sebrae mostra que o perfil do MEI registrado nos programas assistenciais do governo é predominantemente feminino e não branco
 

O empreendedorismo tem sido, ao lado dos programas de assistência social e redistribuição de renda, um importante instrumento para retirar as famílias brasileiras da situação de vulnerabilidade econômica e levá-las a uma vida mais digna. Um estudo realizado pelo Sebrae em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) revelou que aproximadamente 30% de todos os microempreendedores individuais (MEI) do país estão no CadÚnico – sistema que reúne os dados dos beneficiários dos programas do governo, como o Bolsa Família. O levantamento também revelou que – não por acaso – o perfil que predomina entre esse público é o de pessoas não brancas (63%) e do sexo feminino (55%), que representam a parcela mais vulnerável da população brasileira. 

Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, o estudo serviu para confirmar a percepção de que o MEI, além de ser o principal caminho para o ingresso na atividade empreendedora, é o caminho que boa parte dos brasileiros tem usado para enfrentar os desafios financeiros e a escassez de oportunidades. “O cruzamento dos dados do CadÚnico com o registro de microempreendedores individuais nos permite pensar em um conjunto de ações para apoiar essas pessoas que buscam o empreendedorismo movidas pela necessidade de geração de renda. Queremos capacitar esses microempreendedores individuais para que eles tenham condições de crescer, contribuindo com a geração de novos empregos e a redução da pobreza no país”, comenta.

O estudo “Empreendedorismo nas Famílias de Baixa Renda” identificou que do universo de 4,6 milhões de MEI que estão no CadÚnico, cerca de 52% (2,43 milhões) se formalizaram depois de se inscreverem nos programas de inclusão do governo. Dentro desse público, 55% (2,5 milhões) são mulheres contra 45% (2 milhões) de homens. Esse percentual é o oposto do encontrado entre os MEI que não estão no CadÚnico, que somam cerca de 11 milhões de empreendedores. Nesse grupo, quase 58% (6,3 milhões) são homens e 42% (4,6 milhões) são mulheres.



Ocupação

De acordo com o levantamento, quase metade dos MEI que estão no CadÚnico (49%) está concentrada em 10 atividades registradas na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), em especial nos setores de Serviços (5 atividades), seguido por Comércio (3 atividades) e Construção Civil (2 atividades). O destaque especial é a ocupação de “Cabeleireiros e outras atividades de tratamento de beleza”, que reúne aproximadamente 11% dos microempreendedores individuais inscritos no CadÚnico; e “Serviços domésticos”, com 3,18%, ”que são atividades em geral vistas como um meio de mulheres pobres tentarem escapar da pobreza ou, pelo menos, terem algum rendimento”, adiciona o presidente nacional do Sebrae.

Essa grande concentração de MEI também se intensifica nas atividades de “Serviços especializados para construção não especificados anteriormente”, “Obras de acabamento” e “Manutenção e reparação de veículos automotores”, grupos em que o público é predominantemente masculino.
 

MEI não é excluído do Programa Bolsa Família

O Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) é o principal instrumento de identificação e caracterização da situação socioeconômica das famílias de baixa renda. É a inscrição no Cadastro Único que permite às famílias o acesso aos Programas Sociais do Governo Federal como o Bolsa Família, à Tarifa Social de Energia Elétrica, ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), entre outros. 

Podem se inscrever as famílias que possuem renda mensal por pessoa de até meio salário-mínimo ou que tenham renda acima desse patamar, mas que estejam vinculadas ou pleiteando algum programa ou benefício que utilize o Cadastro Único em suas concessões. 

Uma das principais dúvidas de quem é microempreendedor individual é se quem é MEI tem direito ao acesso ou à manutenção dos benefícios vinculados aos programas sociais do governo, em especial o Bolsa Família. E a resposta é: sim! 

O MEI, assim como qualquer outra pessoa que trabalha com atividades remuneradas e carteira assinada, pode ser beneficiado com recursos do Bolsa Família, pois as condições necessárias são estar inscrito no CadÚnico e possuir renda familiar por pessoa de até R$ 218 (duzentos e dezoito reais). 

A elevação da renda familiar, seja por meio do empreendedorismo seja por meio de relação de trabalho com carteira assinada, não é condicionante imediata para perda do Bolsa Família. Se o beneficiário do bolsa família passa a desempenhar uma atividade que elevará o rendimento mensal de cada pessoa da família, aí sim haverá uma regra de transição, obviamente considerando novos limites de renda.
 

Números da Pesquisa

•     Do universo de aproximadamente 15,6 milhões de MEI, cerca de 4,6 milhões estão inscritos no CadÚnico, representando 30%.

•     Para os MEI no CadÚnico, as mulheres representam 54,6% do total. Já os não brancos são maioria (63,1% contra 36,8% de brancos).

•     Quase metade dos MEI no CadÚnico (42,5%) não possui rendimentos no trabalho. Além disso, apenas uma pequena parcela (16%) recebe acima de um salário-mínimo (R$1.320, valores de 2023).

•     Os MEI no CadÚnico estão mais dispersos entre as regiões do país, principalmente nas regiões Sudeste (48,7%) e Nordeste (23,8%).

 

LLMs x SLMs: as múltiplas linguagens de IA Generativa no futuro dos negócios


Big techs e empresas de diversos tamanhos seguem firmes na corrida pela melhor e mais completa plataforma de Inteligência Artificial (IA). Por trás desta busca estão os Grandes Modelos de Linguagem (LLMs, na sigla em inglês), que são mais do que nunca estratégicos quando levados para o ambiente dos negócios. Há diferenças importantes, porém algumas tendências estão mais do que claras. 

Acompanhei alguns bons debates e tive conversas interessantes sobre isso durante a Febraban Tech 2024, o maior evento de tecnologia bancária da América Latina, realizado no fim do mês passado em São Paulo (SP). O uso da IA Generativa norteou boa parte das discussões entre executivos e especialistas em tecnologia e muito ainda paira no ar em torno das escolhas dos melhores modelos funcionais. 

Quando falamos nos LLMs, temos que nos lembrar que, há dois anos, tratava-se de um tema mais teórico do que prático, bem diferente do cenário em ebulição atual. O lançamento do ChatGPT, em novembro de 2022 e considerado o grande marco nesta corrida de bilhões de dólares em torno das plataformas de IA Generativa, tratou de reforçar o quão impactante eles podem ser em múltiplos setores, como as redes sociais e o jornalismo profissional. E, na mesma esteira, o quanto torna-se imprescindível treiná-los com o máximo de dados disponíveis. 

No ambiente bancário, o qual me inspirou neste artigo, há uma demanda latente por esteiras de trabalho em TI que primem pela flexibilidade, que permitam mudanças com base nas estratégias de momento. Não que eficiência e custo tenham perdido importância: na verdade, esses dois elementos seguem sendo chave para melhores entregas de ofertas e soluções para os clientes, em um ambiente desafiador para desenvolvedores. 

Um bom arcabouço de um ambiente de LLMs encampados pela IA Generativa permite uma infinidade de tarefas, da geração de conteúdo em diversos formatos (texto, foto, vídeo), oportunidades de classificações de grandes bases de dados, chegando ao atendimento ao cliente por meio de chatbots que se aproximam, cada vez mais, da interação humana. A própria inspiração de um LLM é essa: trata-se de uma rede neural artificial, treinada em conjuntos de dados massivos de texto e código, aprendendo padrões e regras da linguagem humana. 

Não por acaso, temos visto que o mundo corporativo já se debruça em torno da possibilidade não de usar apenas uma plataforma de LLM, mas sim de múltiplos LLMs que interajam entre si, buscando assim extrair o melhor de cada uma. Há uma procura por resultados cada vez mais precisos e robustos, com processos de validação cruzada, de melhora constante da assertividade. Em um ambiente crítico como o financeiro, tais aspectos são essenciais. 

Todavia, como toda tecnologia nova e ainda em desenvolvimento, é preciso reconhecer que existe muito trabalho a ser feito. Os LLMs ainda apresentam respostas incorretas ou pouco coerentes, podendo ser utilizados para fins nada positivos (preconceito, desinformação e falta de interpretabilidade são alguns dos fatores a serem ajustados). Há também os aspectos de gastos e consumo, algo que abre espaço para alternativas. 

Ao contrário dos LLMs, os Pequenos Modelos de Linguagem (SLMs, na sigla em inglês) são menos complexos. Eles também contam com milhares ou milhões de parâmetros, porém são treinados em conjuntos de dados menores, o que os torna mais rápidos e eficientes. Ao se focarem em tarefas mais específicas, tornam-se mais baratos, ainda que mais limitados. Entretanto, usos setorizados podem ter um ganho expressivo também com os SLMs. 

Indo para além dos bancos, o fato concreto que temos é que a escolha entre um LLM e um SLM depende das necessidades específicas da aplicação de cada empresa ou ramo de atuação. E a decisão sobre qual modelo seguir deve considerar fatores como o tamanho do modelo, a capacidade desejada, o custo, a interpretabilidade e a generalização. Como consultor experiente, vejo que os LLMs ainda seguirão com algum protagonismo. Até quando? Não sabemos. 

O que não muda é a procura por soluções estratégicas e eficientes que sejam compostas por projetos sustentáveis, investimentos tangenciáveis e mensuração de informações de ponta a ponta. E neste sentido, os debates na Febraban Tech 2024 indicam que bons ventos já sopram para todos os players envolvidos, não importando qual seja a sua linguagem de preferência.

 

Jonatas Leandro - VP de Inovação da GFT Technologies no Brasil

 

Instalações elétricas e antiquedas feitas dentro das normas evitam acidentes

Recomendação é do Seconci-SP, por ocasião do Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho


Para evitar os acidentes de trabalho mais comuns na construção, como quedas e choques elétricos, não basta ter trabalhadores qualificados e conhecedores das normas de segurança. É preciso também dispor de instalações elétricas e antiquedas bem projetadas e feitas dentro das normas técnicas.

A recomendação é dos engenheiros José Bassili, gerente de Segurança Ocupacional do Seconci-SP (Serviço Social da Construção), e Gianfranco Pampalon, consultor de Saúde e Segurança do Trabalho (SST) da entidade, por ocasião do Dia Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho (27 de julho).

Bassili e Pampalon têm realizado uma série de palestras de conscientização nas Regionais do Seconci-SP no interior do Estado de São Paulo, dentro da Campanha Choque Zero. Eles observaram que muitos participantes desconhecem a aplicação da Norma Regulamentadora (NR 10 – Segurança em Instalações e Serviços Elétricos) e as normas técnicas de prevenção de riscos elétricos.

“Dos acidentes de origem elétrica no país, 51% são choques e 24% são efeitos, como queimaduras, do impacto de arco elétrico ou arco voltaico (descarga elétrica contínua de alta corrente que flui através de um espaço de ar entre condutores). Daí a importância de um painel adequadamente projetado e a utilização de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), tais como protetores faciais e vestimentas de proteção antitérmica”, afirma Pampalon.

De acordo com o consultor, a maioria dos acidentes com choques elétricos na construção atinge não os eletricistas, que adotam os cuidados preventivos, mas pedreiros e operadores de betoneiras, ao entrarem em contato com instalações mal feitas e fora do padrão das normas. Daí a necessidade de boas instalações.


Prevenção de quedas

Já em relação à prevenção de queda, responsável pela maioria dos acidentes de trabalho na construção, é diferente. “Os participantes das palestras da Campanha Queda Zero, que o Seconci-SP realizou no ano passado, mostravam bom conhecimento das medidas para evitar as quedas”, comenta Pampalon.

Segundo Bassili, a expectativa daqui para frente é de diminuição da ocorrência de quedas, após a recente publicação, em 3 de julho, pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), de duas normas técnicas sobre redes de segurança contra quedas e uma sobre guarda-corpos em obras. Bassili secretariou os trabalhos da comissão de estudos da ABNT que as elaborou.


Acidentes em números

As estatísticas mais recentes do INSS, sobre acidentes de trabalho notificados em 2022, mostram que a indústria da construção registrou 3.494 acidentes não fatais no Estado de São Paulo.

Naquele ano, todos os setores econômicos juntos somaram 612 mil acidentes no Brasil, um terço dos quais (204 mil) no Estado paulista. Destes, a cidade de São Paulo respondeu por cerca de 50 mil (25%).

Tais acidentes provocaram 2.538 mortes no país, das quais 592 (20%) no Estado de São Paulo. Os choques elétricos causam acidentes fatais em 1,32% por milhão de habitantes no Estado de São Paulo – incidência relativamente baixa, comparada ao Estado que detém o maior percentual, o Acre, com 9,79%.

Essas estatísticas, que envolvem os episódios notificados, incluem acidentes de trajeto, que não necessariamente têm a ver com a situação do trabalho, alerta Pampalon. De outra parte, os números não incluem os acidentes não notificados, da construção informal.

Segundo o consultor, o Brasil sempre é citado como colocado entre quarto e quinto país que mais contribui com acidentes de trabalho. “Mas as estatísticas disponíveis sempre nos comparam com países como Estados Unidos, China, e Rússia, mas não mencionam países populosos em que há grande subnotificação, como Índia, Indonésia, Malásia, Filipinas e Nigéria”.

“Medidas preventivas adequadas e contínuas evitam ou minimizam impactos negativos, para trabalhadores e empresas. O Seconci-SP está à disposição para fazer palestras e dar orientações às construtoras, além de oferecer treinamentos, realizar visitas técnicas e prestar diversos serviços em SST para seus clientes”, lembram Bassili e Pampalon.

 

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