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sábado, 20 de julho de 2024

Oito benefícios da prática do Hot Yoga durante o inverno

Divulgação
Isabela Kimura, Head Coach do Vidya Studio, explica como a prática da modalidade pode ajudar no bem-estar do corpo e da mente durante as temperaturas frias da estação 


Com a chegada do inverno, muitas pessoas buscam maneiras de se manterem ativas e aquecidas durante os dias frios e uma prática que combina perfeitamente com essa estação é o hot yoga. A modalidade oferece não apenas um treino eficaz, mas também uma forma de aquecer o corpo e a mente durante as temperaturas baixas. “O hot yoga é uma prática que envolve realizar posturas de yoga em uma sala aquecida a temperaturas elevadas. Durante o inverno, a atividade pode oferecer inúmeros benefícios para o corpo e a mente, tornando-se uma opção atraente para manter a saúde e o bem-estar”, explica Isabela Kimura, Head Coach do Vidya Studio, marca líder de hot yoga, conhecida por realizar as práticas em salas ambientadas, com baixa iluminação, umidade controlada, trilha sonora relaxante e aquecidas a até 40ºC.
 

Pensando nisso, a especialista elencou os benefícios da prática da modalidade durante a estação. Confira, a seguir:

 

1. Melhora da circulação

O aquecimento nas salas de prática do hot yoga promove a dilatação dos vasos sanguíneos, o que, consequentemente, melhora a circulação. “Uma melhor circulação pode ajudar a manter o corpo aquecido durante o inverno e promover a saúde cardiovascular”, ressalta Isabela.

 

2. Fortalecimento do sistema imunológico

De acordo com a especialista, a prática regular da modalidade pode aumentar a imunidade. “O aumento da circulação e a prática de exercícios regulares podem ajudar a fortalecer o sistema imunológico, proporcionando uma melhor defesa e tornando o corpo mais resistente a gripes, resfriados e outras doenças comuns no inverno”, explica.

 

3. Controle do peso

A prática intensa de hot yoga pode queimar um grande número de calorias. “Isso ajuda a manter ou perder peso durante os meses de inverno, quando a tendência é diminuir a atividade física”, reverbera Kimura.

 

4. Alívio do stress e da ansiedade e aumento de energia

A prática regular de yoga, combinada com o calor, pode melhorar o humor e a saúde mental geral, combatendo os sentimentos de depressão que podem surgir durante os meses mais frios e escuros do ano, período o qual muitas pessoas experimentam o SAD (Transtorno Afetivo Sazonal). “A combinação de calor e exercícios físicos libera endorfinas, ajudando a combater a depressão sazonal e a manter o humor elevado durante os dias mais escuros e frios, reduzindo o stress e a ansiedade e, com isso, proporcionando uma sensação de calma e bem-estar”, explica a profissional. “Além disso, no inverno, o corpo fica mais preguiçoso para fazer atividade física e a prática de hot yoga ajuda a despertar e movimentar energia”, completa.

 

5. Desintoxicação

A prática em um ambiente aquecido provoca suor intenso, que, no inverno, acaba diminuindo pela falta ou diminuição do movimento do corpo. “Isso ajuda a eliminar toxinas e esse processo de desintoxicação pode melhorar a função da pele e a saúde geral”, comenta.

 

6. Aquecimento do corpo e aumento da flexibilidade

Praticar yoga em uma sala aquecida ajuda a manter o corpo quente, tornando mais fácil o alongamento e reduzindo o risco de lesões que são mais comuns em climas frios. “ O calor ajuda a aquecer os músculos mais rapidamente, permitindo que eles se alonguem com mais facilidade e resultando em uma maior flexibilidade”, explica Isabela.

 

7. Melhora da Qualidade do Sono

O calor e o exercício ajudam a relaxar o corpo, tornando mais fácil adormecer e permanecer dormindo. “A prática de hot yoga pode ajudar a regular o ciclo do sono, promovendo um sono mais profundo e reparador”, completa Kimura.

 

8. Redução das Dores Musculares e Articulares

O calor pode aliviar a rigidez muscular e as dores articulares, comuns durante o inverno. “Isso torna o hot yoga uma excelente opção para pessoas com artrite ou outras condições musculoesqueléticas, por exemplo”, finaliza a gerente técnica do Vidya Studio.

 

Por fim, Isabela ainda ressalta que a combinação de todos os benefícios da prática do hot yoga pode ajudar a transformar a forma como as pessoas enfrentam o inverno e as temperaturas frias trazidas pela estação. “No Vidya Studio, oferecemos um ambiente acolhedor e especializado para que as pessoas possam aproveitar todos esses benefícios e manter seu bem-estar em dia, mesmo nos meses mais frios, aquecendo o corpo e revitalizando a mente neste inverno”, finaliza.
  


Vidya Studio
Instagram: @vidyastudio


Esporte x relações sexuais: o que essas duas atividades físicas têm em comum?

Especialista explica que cada vez mais a relação do sexo e da prática de exercícios está presente no cotidiano das pessoas; a Prudence, marca de preservativo, inclusive, está apostando nesse insight

 

O esporte e as relações sexuais são atividades essenciais na vida de muitas pessoas, oferecendo não apenas prazer, mas também diversos benefícios à saúde física e mental. Mas você já parou para pensar nas semelhanças entre essas duas práticas aparentemente distintas? 

De acordo com a Dra. Mariana Ferronato , médica ginecologista e parceira da DKT South America, empresa detentora da marca Prudence, ambas as atividades são excelentes para a saúde cardiovascular. Praticar esportes regularmente melhora a circulação sanguínea, fortalece o coração e aumenta a resistência física. Da mesma forma, a prática regular de relações sexuais pode contribuir para a saúde do coração, ajudando a manter a pressão arterial sob controle e reduzindo o risco de doenças cardíacas. 

“Além disso, tanto o esporte quanto o sexo são eficazes na queima de calorias. Uma sessão intensa de exercício físico pode queimar centenas de calorias, auxiliando na manutenção de um peso saudável. Do mesmo modo, uma relação sexual ativa pode queimar entre 100 a 300 calorias por hora, dependendo da intensidade e duração da atividade”, complementa. 

O esporte e as relações sexuais também têm um impacto significativo na saúde mental. Ambos liberam endorfinas, os chamados hormônios da felicidade, que ajudam a reduzir o estresse, melhorar o humor e combater a depressão. 

O ato sexual, assim como o exercício físico, promove a liberação de hormônios como a endorfina e a oxitocina, conhecidos por suas propriedades de alívio do estresse e aumento da sensação de bem-estar. O orgasmo, em particular, desencadeia uma explosão de dopamina e serotonina, neurotransmissores que melhoram o humor e aumentam a sensação de prazer e satisfação. Além disso, a prática regular de atividades físicas melhora a circulação sanguínea e a resistência cardiovascular, fatores que contribuem para um desempenho sexual mais vigoroso e prazeroso. A combinação dessas atividades pode, portanto, criar um ciclo virtuoso de bem-estar físico e emocional”, afirma. 

Enquanto os esportes frequentemente envolvem trabalho em equipe e colaboração, ajudando a desenvolver habilidades sociais e a construir relacionamentos, as relações sexuais são uma forma íntima de conexão entre parceiros, fortalecendo os laços emocionais e melhorando a comunicação.
 

Marcas antenadas na tendência
 

E não é só na rotina das pessoas que essa ligação surgiu. Tendo em vista essa tendência, a Prudence, marca líder em preservativos, está apostando nessa visão em seu novo lançamento Prudence Super Sensitive, na versão Intense. 

Segundo Luciana Persoli, Diretora de Marketing da DKT South America, empresa detentora da marca Prudence, assim como no esporte, onde a busca por desempenho e a liberação de hormônios do “bem-estar” são essenciais, essa nova versão do Prudence Super Sensitive está projetada para maximizar o prazer e a satisfação. “A prática de atividades físicas exige esforço, liberdade de movimento e uma experiência sensorial intensa – e é exatamente essa a filosofia que inspirou este lançamento. O novo preservativo da Prudence garante que cada momento íntimo seja uma jornada de movimento, suor e êxtase, comparável aos momentos mais intensos de uma prática esportiva. Principalmente, porque ele não tem o cheiro do látex, o que melhora muito a experiência”, afirma Luciana. 

A nova camisinha foi projetada para potencializar essa experiência de prazer e bem-estar. Com uma espessura mais fina, ela aumenta a sensação de contato, permitindo uma maior sensibilidade e conexão entre os parceiros. Além disso, a lubrificação extra reduz o atrito, proporcionando uma experiência mais fluida e confortável. Essas características tornam a relação sexual mais intensa e satisfatória, facilitando a chegada ao orgasmo e, consequentemente, a liberação dos hormônios do prazer. Com essa combinação de benefícios, a nova camisinha não apenas protege, mas também enriquece a experiência sexual, promovendo uma saúde física e emocional ainda mais robusta. 

“Esporte e relações sexuais, apesar de serem atividades distintas, compartilham muitos benefícios semelhantes que contribuem para uma vida saudável e equilibrada. Incorporar ambas as práticas de maneira regular podem proporcionar melhorias significativas na saúde física, mental e emocional”, finaliza Flávia Gonzalez, Gerente de Marketing da DKT.


DKT South America
Para saber mais, acesse o site
DKT: DKT Salú, DKT Academy e Use Prudence


No Dia do Amigo, descubra como as amizades na infância moldam um cérebro poderoso e uma vida livre de ansiedade

A neurociência revela que conexões sociais na infância são vitais para o desenvolvimento do cérebro e da saúde mental ao longo da vida

 

O Dia do Amigo é comemorado no próximo sábado, dia 20 de julho, em diversos países da América do Sul, como Brasil e Argentina, e está no calendário oficial de celebrações de algumas cidades como Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Essa data celebra a importância das amizades e reforça o papel essencial que elas desempenham em nossas vidas, desde a infância até a idade adulta.

Segundo Telma Abrahão, especialista em Educação Neuroconsciente, Traumas e Infância, e autora de best-sellers, as relações sociais são importantíssimas para um desenvolvimento saudável. “Somos mamíferos e seres sociáveis. O primeiro vínculo que temos é com a nossa mãe ou cuidador primário, mas por volta dos 4 anos de idade começamos a ter uma necessidade de nos relacionamentos com outras pessoas. Nos abrimos para o mundo e a socialização. A neurociência tem revelado insights fascinantes sobre a importância das amizades na infância e adolescência, mostrando como essas relações afetam o desenvolvimento neurológico, emocional e mental dos jovens”, afirma.

De acordo com a especialista, durante a infância, o cérebro está em pleno desenvolvimento, formando novas sinapses — as junções entre neurônios que permitem a transmissão de informações. “As experiências sociais são fundamentais nesse processo. Quando as crianças interagem com seus amigos, os estímulos sociais positivos potencializam a criação e fortalecimento dessas conexões sinápticas, desenvolvendo habilidades cognitivas e emocionais importantes para os relacionamentos ao longo da vida”, explica.

O processo de entender e empatizar com as intenções e emoções dos outros é intensamente ativado durante as interações sociais. Estudos revelam que a área temporo-parietal do cérebro (TPJ), responsável pela empatia, mostra maior atividade quando jovens observam e reagem aos sentimentos dos amigos. “Essa atividade cerebral é fundamental para o desenvolvimento da empatia e da compreensão social, habilidades essenciais para a vida adulta. Esse processo exige um esforço cognitivo significativo, especialmente ao lidar com pessoas desconhecidas, o que reforça a importância das amizades na formação dessas habilidades sociais complexas” ressalta Abrahão.

Amizades fortes e seguras também desempenham um papel vital na regulação do estresse. Pesquisas indicam que crianças e adolescentes com amizades sólidas apresentam menores níveis de cortisol, o hormônio do estresse. “Essas relações proporcionam um suporte emocional constante, ajudando os jovens a enfrentar desafios e reduzir sintomas de ansiedade e depressão. As interações sociais positivas atuam como um amortecedor emocional, protegendo a saúde mental e promovendo um ambiente onde o cérebro pode funcionar de maneira mais eficaz, por isso são tão importantes”, explica a especialista.

Já durante a adolescência, a necessidade de intimidade e apoio emocional em amizades se intensifica. Os jovens começam a se afastar gradualmente da dependência dos pais e a buscar mais apoio entre os pares. Estudos mostram que adolescentes com amizades saudáveis têm maior autoestima, melhor desempenho acadêmico e são mais capazes de enfrentar adversidades emocionais. “Essa fase da vida é marcada por uma intensa remodelação cerebral, onde as conexões sinápticas são refinadas e as amizades ajudam a moldar essas mudanças, influenciando o comportamento e a saúde mental dos adolescentes”, alerta Telma.

A especialista enfatiza que a qualidade das amizades é mais importante do que a quantidade. “Relações que oferecem segurança, confiança e pouca conflitualidade são associadas a uma melhor saúde mental. Adolescentes que conseguem cultivar amizades saudáveis tendem a ter uma vida emocional mais equilibrada e são menos propensos a vícios e comportamentos de risco. Essas relações de qualidade promovem um ambiente onde o cérebro pode se desenvolver de maneira saudável, fortalecendo as habilidades de resolução de problemas e resiliência emocional”, destaca.

Os insights da neurociência têm implicações práticas importantes. Telma Abrahão sugere que pais e educadores incentivem os jovens a desenvolver e manter amizades, oferecendo oportunidades para interações sociais positivas e intervenções quando necessário. Ela ressalta que investir na promoção de amizades saudáveis desde a infância é essencial para garantir que os jovens tenham a resiliência e o suporte necessários para enfrentar os desafios da vida adulta.

“As amizades são mais do que simples relações sociais: são componentes vitais para o bom desenvolvimento emocional das crianças e adolescentes. Compreender essa importância pode ajudar a criar ambientes ricos em conexões sociais, garantindo que eles desenvolvam as habilidades necessárias para uma vida emocionalmente e mentalmente saudável”, finaliza Abrahão.

 

 

 

Telma Abrahão - biomédica, especialista em Neurociências e desenvolvimento infantil e uma das pioneiras no Brasil a unir ciência à educação dos filhos. Idealizadora da Educação Neuroconsciente, que ‘nasceu’ da necessidade de levar o conhecimento sobre a neurociência por trás do comportamento infantil para mães, pais e profissionais da saúde e da educação. Telma Abrahão é autora dos best-sellers “Pais que evoluem” e “Educar é um ato de amor, mas também é ciência” e lança seu terceiro livro “Revolucione a relação com seus filhos em 21 dias”. Seus livros são vendidos em mais de 15 países e ajudam milhares de pessoas ao redor do mundo a se reeducarem para melhor educar. Ela também escreveu 12 obras exclusivas para o Leituras Rápidas da Amazon com o objetivo de abordar temas que ajudam os pais a lidarem com os desafios na educação dos filhos.

@telma.abrahao

 

Ansiedade causa fome e perda de apetite, psicóloga explica


As mudanças nos hábitos alimentares diante da ansiedade podam se manifestar na fome ou na ausência do apetite. A psicóloga Valeska Bassan, especialista em transtornos alimentares de São Paulo e co-autora do primeiro livro sobre o tema, intitulado de ‘Manual de Psicoterapia dos Transtornos Alimentares’, fala que, apesar da diferença, os dois extremos estão ligados ao ‘comer emocional’. 

“Muitas pessoas recorrem à comida como uma forma de lidar com emoções negativas, como ansiedade. Isso pode levar ao consumo excessivo de alimentos, especialmente aqueles ricos em açúcar e gordura, que podem proporcionar uma sensação temporária de conforto. Já outros, podem experimentar uma drástica diminuição do apetite provocadas pelo estresse que a ansiedade traz e pode desencadear a liberação de hormônios que suprimem a fome, resultando em uma ingestão reduzida de alimentos”, explica. 

A especialista fala que a ansiedade pode aumentar os desejos por certos tipos de alimentos, geralmente aqueles considerados "confortáveis" ou "reconfortantes". Isso pode incluir alimentos ricos em carboidratos, açúcares e gorduras. “Em casos mais extremos, a ansiedade pode estar associada a distúrbios alimentares, como anorexia nervosa, bulimia nervosa e transtorno de compulsão alimentar”, fala. 

Para Valeska, ainda é preciso ter atenção aos sinais da mastigação nervosa, que é o hábito de mastigar constantemente quando estão ansiosas, mesmo que não estejam realmente com fome. “Por isso que reconhecer os gatilhos e as situações ou emoções que desencadeiam a ansiedade e os comportamentos alimentares associados, ajudam a identificar os padrões e controlá-los para não recorrer à comida como forma de alívio emocional. Nestes casos, as dietas muito restritivas podem aumentar o estresse e a ansiedade em relação à alimentação”, alerta. 

Valeska lembra que cada pessoa é única, e o que funciona para uma pode não funcionar para outra. “É importante encontrar estratégias que funcionem para cada um individualmente e buscar ajuda profissional para lidar com a aceitação corporal de modo saudável tanto do ponto de vista emocional, quanto do fisiológico, evitando assim as doenças da mente e do corpo”, finaliza. 



Valeska Bassan - Psicóloga aprimorada em Transtornos Alimentares pelo Programa de Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clinicas de São Paulo (Ambulim/IPQ/ USP) e pós graduanda em Medicina e Estilo de Vida e coaching de saúde no Hospital Israelita Albert Einstein. Coordenou o Curso de Aprimoramento em Transtornos Alimentares Programa de Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clinicas de São Paulo (Ambulim/IPQ/ USP) e a equipe de psicólogos do Grupo de Estudos do Comer compulsivo em mulheres portadoras de obesidade (GRECCO) também do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clinicas de São Paulo (Ambulim/IPQ/ USP). Professora de pós graduação das disciplinas de Transtornos Alimentares Pós Cirurgia Bariátrica e dos Aspectos Psicológicos dos Transtornos Alimentares na Faculdade iGPs.
@psicologavaleskabassan


Mulheres saem ganhando mais do que homens com os exercícios físicos

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Estudo mostra que, com menos esforço, elas atingem os mesmos resultados.

 

Estudo publicado no Journal of the American College of Cardiology concluiu que, com menos esforço, mulheres que praticam exercícios físicos regularmente têm menos riscos de morte precoce e de desenvolverem doenças do que homens. No levantamento, é confirmado que a população feminina alcança os mesmos benefícios para a saúde com cerca de metade das atividades que o público masculino precisa realizar. 

A pesquisa analisou os hábitos de exercícios físicos e as informações sobre mortes e doenças de 412 mil adultos. O resultado mostrou que os homens (43%) se exercitavam mais do que as mulheres (32%), mas também morriam mais. Para explicar este dado, os pesquisadores pontuam que muitas pessoas do sexo masculino só passam a se exercitar quando já foram diagnosticadas com alguma doença. 

Para as mulheres, por outro lado, melhorar a relação com o próprio corpo já é um motivo que desperta o interesse em treinar, de acordo com outra pesquisa, realizada pela Universidade Estadual de São Paulo. Além disso, um visual recém-adquirido para a academia, como um conjunto fitness rosa ou um tênis novo, também funciona como um aspecto motivacional.

Menos esforço, mesmos benefícios

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda entre 150 a 300 minutos de atividade física de intensidade moderada por semana, o que equivale, em média, a 45 minutos por dia. O estudo publicado no Journal of the American College of Cardiology avaliou os benefícios da prática regular de exercícios físicos para homens e mulheres.

O resultado revelou que os homens atingiram o benefício máximo para a saúde cardíaca fazendo exercícios aeróbicos moderados por cerca de 300 minutos por semana, como indicado pela OMS. As mulheres, por sua vez, precisaram se movimentar a metade do tempo para perceber os mesmos efeitos, em torno de 150 minutos semanalmente. 

Da mesma maneira, quando analisados os exercícios de musculação, os homens atingiram o rendimento máximo fazendo três vezes por semana, enquanto as mulheres, apenas uma vez por semana.

Dessa forma, o estudo afirma que a população feminina consegue alcançar os mesmos benefícios que a masculina com menos esforço, a partir de um fator de estímulo, como uma garrafa de água em mãos ou a escolha de um visual confortável para realizar as atividades.

Para os dias quentes, combinar um short fitness feminino com uma regata de tecido leve pode assegurar o conforto necessário para boa parte dos treinos aeróbicos e de musculação. A recomendação é optar por peças que garantam a mobilidade e a transpiração.

Já para as mulheres que optam por correr ou pedalar em longas distâncias, a combinação de uma calça legging e um top feminino é o mais recomendável para assegurar a sustentação dos seios e o conforto na realização dos movimentos.

Diferenças na anatomia explicam resultados do estudo

Os pesquisadores responsáveis pelo estudo publicado no Journal of the American College of Cardiology relatam que as diferenças nos resultados entre os gêneros estão relacionadas às variações na anatomia e fisiologia. 

Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (SBME), os homens, em sua maioria, têm mais massa muscular, quando dividida pelo peso corporal total, enquanto as mulheres apresentam maior percentual de gordura corporal, o que resulta em uma menor eficiência termorregulatória nos exercícios realizados em ambientes quentes.

Porém, os sistemas de transporte, absorção de oxigênio e os órgãos envolvidos na transformação de energia da população masculina são, geralmente, maiores do que os das mulheres. Por isso, nas atividades físicas, elas exigem menos nas capacidades respiratórias e de força, atingindo os mesmos benefícios com menor esforço.


Benefícios das atividades físicas para a saúde

Como divulgado no estudo, as mulheres, em média, tendem a praticar menos exercícios físicos do que os homens. Porém, as descobertas da pesquisa podem ser uma forma de inspiração, já que, com menos esforço, a população feminina atinge os mesmos benefícios em comparação com a masculina.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), os exercícios físicos regulares ajudam a reduzir o risco de doenças cardíacas, que são uma das principais causas de morte entre as mulheres. 

Outro benefício relevante é a prevenção da osteoporose, que ocorre, sobretudo, após a menopausa. A Fundação Internacional de Osteoporose (IOF) explica que as atividades de resistência e impacto, como caminhada e levantamento de peso, aumentam a densidade óssea e ajudam na prevenção da doença.

Já a Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBGO) destaca a importância dos exercícios físicos na regulação hormonal e saúde reprodutiva. As atividades podem ajudar a regular o ciclo menstrual, aliviar a síndrome pré-menstrual e reduzir os sintomas da menopausa.

Além desses benefícios, o Ministério da Saúde mostra que a atividade física ajuda a reduzir os sintomas de depressão e ansiedade, melhora o humor, a qualidade do sono e aumenta a autoestima. Os exercícios podem, também, aumentar os níveis de energia e diminuir a sensação de fadiga.


Por todo aquele verão

Era tarde da noite. Vinha-me embora pensando nos meus pecados, imaginando outros melhores para cometer. Faz alguns anos. No caminho da praia onde morava, passa-se por uma cidadezinha, sempre deserta nas melhores horas para se viver. Deparo com um veículo mal estacionado, capô aberto. Ao lado, uma moça. O automóvel estava na minha mão de ida, mas, por precaução, encosto no lado oposto da rua. 

Olho, mas não falo nada por uns instantes. Por fim, abaixo o vidro e pergunto se há necessidade de ajuda. Ouço que não, que está tudo bem. Respondo com tranquila firmeza: “Olhe, eu não vou sair do carro sem a sua permissão; se a senhora necessita de auxílio, diga, então eu fico... Se disser para eu ir embora, eu me vou. Mas... pense bem antes de responder”. Logo veio: “Em nome de ‘deus’ (suponho que haja usado maiúscula), me ajude”. 

Desembarquei, permaneci quieto por um instante, olhei para a mulher, sorri e falei: “Desculpe, mas nós estamos em um impasse: a senhora quer que eu a ajude em nome de deus; eu me disponho a ajudá-la, mas por modesta solidariedade humana. Não quero intermediar interesses divinos, isso sempre acaba em briga... Até em guerra”. Com olhos arregalados, questionou com explícita censura: “O senhor não tem religião?” 

Dei de ombros e disse: “Olhe, a senhora acha mesmo importante ter uma?” Aí, confesso, a resposta me surpreendeu: “Ai!, o ‘senhor’ (seguramente, ela usou maiúscula) escreve mesmo por linhas tortas: mandou-me um pecador”. Mas me refiz: “Bem, uma pessoa que crê tem sempre uma primeira tarefa: levar a ‘palavra’; converter o incréu. Então, deixamos o carro como está porque, parece, a obra é sua: a senhora é que tem que me socorrer”. 

O susto agora foi dela: “Será?!” Mas nisso percebo que no banco de trás do automóvel dormia uma criança. Fui olhar a placa do carro. Estávamos nas praias de Santa Catarina, ela vinha do interior do Rio Grande do Sul. Manifesto minha repreensão: “Mas a senhora está vindo de muito longe, sozinha com uma criança, e a estas horas da noite?!” A mulher não titubeou: “Quem confia no ‘senhor’ (claro, com maiúscula) não tem o que temer”. 

Meio irritado, meio divertido, forcei uma cara séria e intimei-a: “A senhora pecou de modo feio há pouco tempo, não foi?” A mulher me devolveu outra interrogação: “Por quê?” Falei com severidade: “Oras, por quê?! Porque o seu deus acaba de quebrar o seu carro e mandou um sujeito que não entende nada de mecânica para ajudar. Quem sabe a senhora faz umas orações e “ele” mesmo conserta? Sou inútil aqui. Vou indo”. 

As coisas vieram aos termos terrenos. A mulher implorou: “Por favor, não me deixe aqui”. Vingado, suavizei, mas continuei na Terra: “Olha, um humano decente jamais a abandonaria nesta situação; como posso ajudá-la?” Esclareceu, agora sem apelos ao divino: “Meus familiares me procuram... Eu não conheço aqui, e antes que pudesse explicar onde me encontro, fiquei sem bateria”. Liguei aos parentes, expliquei, prometi não me ir. 

Não me fui; não me iria. Esperamos um bocado. Ligaram, ligaram. Detalhei, detalhei o caminho até nós. Já irritado, cumpri o dever de ficar. Chegaram os parentes. Saltou o tio. Agradeceu-me muito em nome do “senhor” (com maiúscula). Cansado, não contrapus um único som. Aí, saltou a prima. Era um encanto. Com graça e sabedoria elucidou as razões celestiais de eu estar ali. Então, estive convertido, por todo aquele verão. 



Léo Rosa de Andrade
Doutor em Direito pela UFSC.
Psicanalista e Jornalista.


O que fazer quando os pais não valorizam o ensino de habilidades socioemocionais

Segundo neuropedagoga, papel da escola e dos educadores é gerar consciência a respeito da importância do tema 

 

Habilidades socioemocionais incluem elementos primordiais para a construção social da criança. Esses aspectos são práticas que contribuem, por exemplo, para a formação de relacionamentos baseados na confiança de uma amizade sólida ou de qualquer relação social com as pessoas que fazem parte do contexto do aluno. Mas o que fazer quando os pais não valorizam o ensino dessas habilidades?

Segundo Mara Duarte, neuropedagoga, psicopedagoga e diretora pedagógica da Rhema Neuroeducação, empresa que atua com o objetivo de oferecer conhecimento para profissionais da educação e pessoas envolvidas no processo do neurodesenvolvimento infantil, tanto nas áreas cognitivas e comportamentais, quanto nas áreas afetivas, sociais e familiares, é preciso entender que muitas vezes não existe consciência a respeito da importância do assunto. “O que falta para esses pais é entendimento, pois quando negamos algo, inúmeras vezes é por falta de conhecimento. Quando eles não valorizam o ensino de habilidades socioemocionais é necessário uma abordagem cuidadosa e informada”, diz.

De acordo com a neuropedagoga, é papel da escola, nas reuniões pedagógicas, falar sobre a necessidade do ensino das habilidades socioemocionais e sua relevância na vida do aluno. “Essas habilidades são responsáveis por formar competências que ajudam a regular as emoções, a entendê-las e a desenvolver capacidades para obter discernimento diante de situações adversas. Além disso, de acordo com estudos, as crianças usam essas competências em atividades e interações do dia a dia, especialmente em contextos socialmente ricos em que a educação se mostra como a base de tudo”, explica Mara Duarte.

Para a diretora pedagógica da Rhema Educação, a escola pode movimentar reuniões de pais, ao menos uma vez por mês, para levar dicas e sugestões que mostrem os processos e a importância do aprendizado de habilidades socioemocionais. “É possível criar workshops e propiciar momentos para que pais e filhos vivenciem atividades juntos. Em nossos cursos, também costumamos ressaltar a necessidade de reunião da equipe escolar, ou seja,  diretor,  coordenador e professores para que seja montado um planejamento estratégico focado nessa área”, conta Mara Duarte. 

A neuropedagoga também afirma que as habilidades socioemocionais são tão importantes que há estudos frequentes sobre o assunto. “Algumas pesquisas constataram que, em um período curto, tais práticas são responsáveis por incutir nos pequenos algumas atitudes positivas no aprendizado de experiências sociais. Elas ajudam a gerar autoconsciência e autocontrole, assim como empatia e responsabilidade social”, finaliza. 

Confira alguns exemplos de estratégias de ensino de habilidades socioemocionais que podem ser aplicadas  em sala de aula:

  • Uso de atividades e jogos onde os alunos possam praticar a comunicação eficaz e a resolução de conflitos
  • Uso de livros, vídeos e materiais que abordem habilidades socioemocionais e posterior discussão a respeito
  • Promoção de cultura de respeito, empatia e inclusão na escola
  • Envolvimento da família em atividades para que os pais possam reforçar aprendizados em casa
  • Estímulo a práticas de meditação e mindfulness
  • Estímulo à autorreflexão, com uso de um diário onde os alunos possam escrever sobre suas atitudes e emoções 


Mara Duarte da Costa - neuropedagoga, psicopedagoga, diretora pedagógica da Rhema Neuroeducação. Além disso, atua como mentora, empresária, diretora geral da Fatec e diretora pedagógica e executiva do Grupo Rhema Neuroeducação. As instituições já formaram mais de 80 mil alunos de pós-graduação, capacitação on-line e graduação em todo o Brasil. Para mais informações, acesse instagram.com/maraduartedacosta.


Rhema Neuroeducação
https://rhemaneuroeducacao.com.br/


O mercado de casamento mudou. Confira o que é tendência

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Casais da Geração Z não hesitam em romper com os padrões estabelecidos para ter uma festa mais personalizada, com looks autênticos e estéticas criativas que surpreendem os convidados

 

Algo antigo, algo novo, algo emprestado e algo azul. O mantra que regeu a mente das noivas por décadas já não dita mais o planejamento dos casamentos. Fugindo às regras, essas celebrações agora têm outras prioridades.

Convites digitais, cardápios com opções vegetarianas, orgânicas e sem glúten, wedding weekend, roupas autênticas e detalhes que façam sentido para o casal compõem uma tendência cada vez mais forte - a de não seguir tradições.

A explicação dada pela cerimonialista Indra Araújo passa a fazer ainda mais sentido quando lembramos que os noivos de hoje - Millennials e a Geração Z - já provaram que se sentem à vontade em romper com as convenções e redefinir um estilo de vida próprio. Passando pela forma como se vestem, vivem, trabalham e socializam, não seria diferente na hora de se casar.

O relatório americano The Knot, considerado o mais importante do mercado de planejamento de casamentos, entrevistou mais de 9 mil casais que se uniram em matrimônio no ano passado ou estão planejando fazê-lo em 2024 e mostrou, por exemplo, que em relação a 2018, houve queda de 20% no interesse pelo uso de trajes tradicionais, como vestidos brancos e ternos. 

Outra descoberta do estudo, segundo Tim Chi, CEO da The Knot Worldwide, envolve a troca de votos. As citações de Shakespeare e Jane Austen deram lugar às falas de Harry Potter e declarações trocadas por personagens de seriados, como Friends e Grey's Anatomy.

Nessa esteira, o que se percebe é a adesão cada vez mais recorrente ao movimento anti-bride ou anti-wedding. Em alta, o conceito surge como uma alternativa para os casais que desejam romper com os padrões estabelecidos e ter um casamento mais personalizado, diz Indra.

Por isso, o que se deve esperar para os próximos anos, segundo a cerimonialista, são festas mais intimistas, looks mais autênticos e modernos, vários dias de celebração e estéticas mais criativas que surpreendam os convidados.

PEQUENOS ATELIÊS E VESTIDOS DA CHINA

Quando o assunto é vestido de casamento, normalmente o que vem à mente é a Rua São Caetano, na região da Luz, no Centro de São Paulo. Embora o passeio pela região ainda seja uma tradição, comprar por lá já não é mais uma tendência.

Com noivas mais minimalistas e modernas, as opções que sempre estiveram no radar, especialmente para cerimônias no civil, se tornaram atraentes também para quem deseja subir no altar. Macacões, calças pantalona com cropped, terninho ou até mesmo vestidos mais curto e com menos tecido ganham a preferência de muitas.

Quem surfa essa onda é o ateliê Minimiz, fundado em 2020 pela estilista Dallila Teles Lobo Waack, em Brasília. Ao perceber que o público buscava peças diferentes para eventos menores, com um melhor custo-benefício, Dallila criou a primeira coleção da marca com peças mais leves e naturais e que é sucesso até hoje.

Entre as possibilidades que diferenciam a marca do restante do mercado estão a personalização com uma produção sob medida on-line, os preços que em média variam entre R$ 500 e R$ 1,2 mil, o atendimento a diferentes biotipos e a construção de peças que funcionam bem para diferentes situações - podendo ser usadas no dia a dia e também em ocasiões especiais, como um casamento.

"De modo geral, a figura da noiva ganhou um tom mais casual. O clima tropical, os formatos de festas e a mudança de cenário para espaços mais abertos refletem no comprimento desse vestido tão emblemático, que é até dispensado por algumas”, diz Indra.

Fernanda Campos, dona de um pequeno ateliê de vestidos de noivas em Campinas, no interior de São Paulo, levanta outro ponto: a influência de famosas. Duda Reis, Larissa Manoela, Kourtney Kardashian e Sophie Habboo são alguns nomes que se casaram usando modelos curtíssimos no último ano. Um estudo da plataforma de moda global Lyst mostra que as buscas por modelos curtos aumentaram em 170% desde 2021.

Como costureira, Fernanda observa também outro movimento, que teve um boom entre 2015 e 2017: a compra de vestidos de noiva em marketplaces chineses. Na época, a empresária era muito requisitada para ajustar, bordar, adicionar mais tecido e até mesmo consertar o que as noivas compravam pela internet.

Hoje, de acordo com Fernanda, essas consumidoras já sabem que a qualidade chinesa é muito inferior. Mas aquelas que têm o orçamento muito apertado, compram e já calculam uma margem adicional para dar uma repaginada na peça, diz a costureira.


WEDDING WEEKEND

Seja no Caribe, em uma vinícola em Portugal ou em uma praia na Bahia, o brasileiro também pegou o gosto pelos chamados wedding weekend. A tendência de trocar a festa convencional por uma cerimônia na praia, no campo ou em uma cidade charmosa ganha força.

"Os casais querem o inusitado e há um desejo de transformar esse momento em uma experiência. O que pode ser melhor do que uma viagem?", comenta Indra.

Ao citar algumas das razões para esse movimento, a cerimonialista explica que a escolha por se casar no exterior, por exemplo, indica o desejo por algo mais intimistas e até mais baratos do que um casamento convencional de médio porte, além da ideia de estender a festa por dias.

No Brasil, o tíquete médio de uma festa completa nos moldes tradicionais, com toda a logística que o evento envolve, custa em torno de R$ 61 mil, indica Fabio Camillo, CEO e sócio do Casar.com. O levantamento da plataforma também mostra que, em média, cada casal contrata 15 fornecedores para a celebração, incluindo serviços como buffet, local da recepção, decoração, som e iluminação, entre outros itens que compõem o grande dia.

Ainda de acordo com dados do Casar.com em conjunto com a Assessoria VIP, o mercado brasileiro de casamentos movimentou cerca de R$ 26 bilhões em 2023 e deve ultrapassar os R$ 28 bilhões em 2024.

Com base na experiência de Indra, cerimônias em meio a paisagens, como as de Cancun, no México, ou Punta del Este, no Uruguai, podem custar até 40% menos que um casamento tradicional no Brasil. Ela cita que há opções de festas completas de alto padrão dentro de hotéis pé na areia ou na beira da piscina por R$ 50 mil, para 40 convidados.

Considerando a possibilidade de hospedar todos em um único hotel, onde acontecerá o evento, os noivos ainda podem receber algumas regalias, como hospedagem gratuita, upgrade no cardápio ou até horas extras na comemoração.

Outro diferencial costuma ser o custo-benefício que esses destinos trazem em relação à bebidas, alimentação e decoração. Itens mais sofisticados, como vinhos e frutos do mar, costumam custar menos, e a beleza da paisagem local reduz ou quase elimina o montante gasto com flores e decoração em festas brasileiras.


CARDÁPIO SAUDÁVEL

Seja qual for a comemoração, a gastronomia desempenha um papel de destaque, e nos casamentos não seria diferente. Assim como as balas de coco deram lugar ao bem-casado e a tradicional valsa do casal se transformou em coreografias ensaiadas com padrinhos e madrinhas, as comidas servidas também passaram por transformações e ganharam o tom de experiências culinárias de alta qualidade.

Quase unanimidade entre as festas atuais, os snacks noturnos, como entregas de pizzas ou lanches, fizeram do McDonald's, por exemplo, uma aparição comum na pista de dança no meio da madrugada.

Indra cita também os coquetéis secretos. A ideia é que cada convidado tenha algum tipo de senha secreta que deve ser dita diretamente no bar, ou algum vale-bebida surpresa que dará direito a um drink exclusivo.

Menus degustação, opções de doces locais, bebidas artesanais e estações de comida que proporcionem uma interatividade com os convidados também são uma grande tendência. Imagine um espaço onde cada convidado possa montar a sua própria pizza, seu próprio temaki ou até mesmo cozinhar uma pequena porção de massa na hora que quiser e como quiser.

Além disso, atender às necessidades dos convidados, oferecendo opções vegetarianas, veganas e sem glúten, bem como pontos de comidas orgânicas, surge como pré-requisito para os cozinheiros.

Baseada em estudos do comportamento atual dos noivos e do mercado de casamento, Indra aposta em casamentos cada vez menos convencionais - um grande reflexo da Geração Z, que além de estar totalmente ligada às novas tecnologias, não hesita em modernizar as tradições ao apostar em roupas diferenciadas, espaços alternativos, gastronomia menos formal, decorações ousadas e até pitadas nostálgicas. 



Mariana Missiaggia
https://dcomercio.com.br/publicacao/s/o-mercado-de-casamento-mudou-confira-o-que-e-tendencia


A pior epidemia de drogas está dentro da sua casa

Imagine a seguinte cena: você vai à praia ou ao parque com sua família e filhos. Vocês se sentam em cadeiras e tendas, outras famílias começam a chegar, e os jovens vão, aos poucos, se deitando nas espreguiçadeiras, ainda conversando com pais e irmãos. Mas, em um dado momento que parece mais um piscar de olhos, estão todos em posição fetal com seus telefones a cerca de 20 cm dos rostos. Ninguém diz nada, ninguém fala nada. Os adultos parecem achar a cena normal, afinal não é a primeira vez que eles veem seus filhos desse jeito. Rapidamente os adultos também estão sentados, vidrados em seus próprios telefones. Para alguns leitores, esta pode parecer a cena de um filme distópico, mas para muitos, talvez a maioria, é uma cena real já presenciada em alguma escala.

Muitos pais e educadores se perguntam qual o equilíbrio para o uso das redes sociais na adolescência, se o uso das tais redes é ou não nocivo, se existe algum benefício que possa ser extraído das redes, uma vez que seus filhos não conseguem parar de usá-las. Felizmente não há grande controvérsia para responder todas estas questões, o que ilumina o caminho a se seguir.

Não é possível o equilíbrio: o uso é extremamente nocivo para o desenvolvimento e, apesar de existirem benefícios, quase ninguém consegue aproveitá-los. Em um país onde 95% dos jovens usam alguma rede social (Agência Brasil, 2023), é seguro dizer que vivemos os tempos de maior vício da história de nosso país. Há mais de uma década as pesquisas sobre o vício das redes sociais geram mais e mais informação para corroborar o que todos já sabemos: o uso das redes sociais vicia. É como se 95% dos nossos jovens tivessem acesso à cocaína 24h por dia, 7 dias por semana. Parece um exagero, mas é fácil provar esta afirmação.

Todo pai e toda mãe cujos filhos têm redes sociais percebe uma mudança de comportamento nos filhos e nunca para melhor. Eles se tornam mais introspectivos, mais arredios, mais agressivos, ainda menos cooperativos. O desempenho das atividades cotidianas é deixado de lado ou vai se extinguindo gradativamente e a visão se deteriora, além de surgirem problemas de outra ordem como Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, Transtorno Opositor, Transtornos de Ansiedade e Depressão, dentre outros. Muitos destes sintomas são vistos em usuários de drogas “clássicas”.

Alguns argumentarão que não é culpa das redes sociais, mas dos pais, da destruição da família ou dos tempos modernos. Não devemos perder o foco - precisamos travar uma batalha por vez. Nas redes sociais, seus filhos estão expostos a tudo, tudo mesmo. Pornografia, mortes, pensamentos perversos dos mais diversos, para citar algumas coisas. Tudo cortado e formatado para a maior dessensibilização e produção de dopamina (prazer) possível.

Outros argumentarão que nas redes sociais você encontra bons conteúdos, feito por bons profissionais - e é verdade. Mas é como ir ao mercado e tentar chegar àqueles alimentos orgânicos lá no fundo de um corredor recheado de balas, doces, refrigerantes e todo tipo de industrializado que se possa imaginar. Você até compra seus orgânicos, mas encheu o carrinho de açúcar e disruptores endócrinos, assim sua saúde ficará comprometida. Usar redes sociais para acessar esses profissionais na juventude? Não vale o risco. Na vida adulta? Tampouco, mas o adulto deveria ser capaz de ponderar os riscos e benefícios de maneira madura.

Agora os pais e jovens, a contragosto, se perguntam: o que podemos fazer então? No mundo real, não existe um cenário onde estes 95% de jovens simplesmente deixem de consumir suas drogas. Este deve ser o alvo de pais e educadores de toda sorte, mas não serviria para nada tentar obrigá-los a parar. A vontade das pessoas é fraca, e é preciso fortalecer os bons hábitos enquanto se reduz os maus.

Escolha uma obrigação que deve ser feita todos os dias por seus filhos, algo condizente com sua idade, e ajude-os a fazer de forma leve e tranquila. Para os pequenos, retirar os pratos da mesa ou arrumar as camas e os brinquedos sempre que forem usados pode ser um bom começo. Para os mais velhos, retirar o lixo de casa, fazer uma atividade física ou tomar um banho gelado pela manhã pode ser o início deste caminho. Isso vai fortalecer a vontade de fazer o que é certo, de se perceber dominante diante dos impulsos na busca por prazer, de fortalecer o intelecto que nos diferencia dos animais.

Ao mesmo tempo, deve-se ir reduzindo os perfis seguidos nas redes sociais, bem como o tempo nas redes, nos videogames ou televisão. Ao fim de um mês, qualquer pessoa não deveria seguir mais do que três perfis. Estes três perfis devem ser de pessoas que agreguem algo a sua vida e, de preferência, distintos uns dos outros. Não adianta seguir três psicólogos, ou três empresários, por exemplo. Você irá perceber que essas três contas irão gerar conteúdo mais que suficientes para seu tempo de ócio. Ao final, talvez se perceba que nem mesmo estes três perfis estão agregando tanto. Você poderia estar fazendo um curso, trabalhando, aperfeiçoando-se e sendo útil à sua comunidade no lugar de estar nas redes sociais.

Pode ser que algumas pessoas ainda pensem no exagero, que não é bem assim. Pense que seus filhos podem estar conversando com pedófilos, que eles estão consumindo uma droga extremamente nociva todos os dias, que se vocês que são os pais não fizerem algo, seus filhos estão à mercê do mal. E pode chegar o dia em que tentar recuperar o tempo perdido será tarde demais.




Sergio Patto - psicólogo clínico especialista na infância e na adolescência. Também escreveu “McUlster”, uma aventura épica sobre a jornada heroica de um adolescente.


Como o Yoga ajuda a fortalecer a saúde masculina?


Cada vez mais homens têm praticado Yoga e tido os benefícios da prática, afirma o  professor de Yoga, naturopata e entusiasta por saúde e bem-estar, Ravi Kaiut
 

 

No último  dia 15 de julho comemorou-se o Dia Nacional do Homem, uma data dedicada à conscientização sobre a saúde masculina, incentivando os homens a cuidarem de si mesmos, realizarem exames preventivos e adotarem um estilo de vida mais saudável. 

Antes vista como majoritariamente feminina, cada vez mais homens têm recorrido ao Yoga para cuidar da sua saúde integral e prevenir doenças, explica o professor de yoga, especialista no Método Kaiut Yoga, naturopata e entusiasta por saúde e bem-estar, Ravi Kaiut. 

Muitos homens têm descoberto os benefícios do yoga para cuidar da saúde integral e prevenir doenças crônicas. O Yoga traz diversos benefícios para o público masculino, desde controle do estresse, até melhora da mobilidade e performance sexual”, explica.

 

Yoga: Ganho de massa muscular e o peso ideal

A prática de Yoga também incentiva várias mudanças comportamentais e de estilo de vida, que junto com as técnicas tradicionais, ajudam a melhorar a função corporal. 

O Yoga não tem como objetivo diretamente o ganho muscular, mas ele acaba sendo um benefício à medida em que ele estimula a atividade física e uma dieta equilibrada, fortalece áreas como o core, quadril e costas, melhorando a mobilidade”. 

Além disso, ele também age no controle do estresse e ansiedade reduzindo a 'fome emocional' e isso ajuda a ter uma dieta mais equilibrada”, explica Ravi Kaiut.

 

Melhora da saúde sexual masculina

A saúde sexual também é um dos indicadores de saúde integral, por isso, também melhora com a prática regular de Yoga, que fortalece a musculatura pélvica e reduz a ansiedade, um dos grandes inimigos da saúde sexual. 

Vários estudos científicos reforçam os efeitos positivos do Yoga na performance sexual e isso acontece porque a prática ajuda a melhorar a saúde física, aumentando a mobilidade, fortalecendo a musculatura do quadril e melhorando a circulação sanguínea, o que ajuda a melhorar a ereção”. 

Mas ele também melhora a saúde mental, reduzindo a ansiedade e estresse, que podem reduzir a libido e causar ejaculação precoce, por exemplo”, ressalta Ravi Kaiut.

 

Prevenção de lesões

Para homens que praticam esportes, musculação ou atividade física com frequência, as lesões podem ser um perigo sério, mas o Yoga ajuda a reduzir o risco e o impacto das lesões na sua mobilidade, como explica Ravi Kaiut. 

Para homens mais ativos fisicamente, principalmente aqueles que praticam esportes de alta intensidade ou que têm mais idade, é preciso ter um cuidado a mais com lesões, principalmente preventivo”. 

O yoga ajuda a melhorar a mobilidade das articulações, que são os locais mais suscetíveis a lesões de movimento, ele também aumenta a amplitude dos movimentos, fortalece a musculatura de suporte articular e ajuda a manter um peso saudável, reduzindo pressões”, reforça. 

 

Ravi Kaiut - Foi diagnosticado aos 4 anos com Síndrome de Legg Perthes, doença genética que destrói o quadril e causa grandes dores, como parte do tratamento passou a praticar Yoga, se apaixonou e decidiu que deveria compartilhar seu conhecimento com o mundo.

Campeão brasileiro de fisiculturismo e 10º melhor do mundo, pelo Campeonato Brasileiro de Fisiculturismo e Fitness, da Federação IFBB. Co-fundador da Greenlist, iniciativa com o objetivo de estimular o consumo sustentável. Ensina atualmente na unidade principal do Kaiut Yoga em Curitiba.


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