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quinta-feira, 18 de julho de 2024

A importância de uma boa alimentação para os 60+

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Médica aponta alimentos essenciais para se manter saúde na terceira idade

 

Com o passar dos anos e o processo natural de envelhecimento, o corpo passa por várias mudanças que afetam a forma como metabolizamos os alimentos e absorvemos os nutrientes, entre eles proteínas, cálcio, vitaminas D e B12. Além disso, outro fator a se atentar em pessoas idosas é a ingestão mínima de água, podendo ocasionar uma desidratação, que se dá principalmente devido à diminuição da sede. A Dra. Sylvia Ramuth, Diretora Técnica do Emagrecentro, lista abaixo alguns cuidados valiosos para manter a saúde dos mais velhos em dia. Confira:


Transição alimentar

Segundo a Dra. Ramuth: a transição alimentar costuma acontecer naqueles idosos que apresentam alterações na saúde, metabolismo e na função digestiva. É possível observar mudanças nas necessidades nutricionais e nos padrões alimentares que podem exigir ajustes na alimentação de acordo com as individualidades de cada um.


O que não pode faltar na mesa dos idosos

“Alguns tipos de alimentos são essenciais como os  ricos em cálcio e vitamina D (leite, queijos, iogurte), aliados na prevenção da osteoporose. É importante consumir peixes (salmão, sardinha e cavalas),  excelentes fontes de ômega-3 e proteínas que ajudam a manter a massa muscular. Alimentação rica em fibras como vegetais e legumes, colaboram na prevenção da constipação. Já alimentos como carne e ovos que contêm B12  estimulam a memória. Pessoas com pressão alta devem limitar a ingestão de sódio. E indivíduos com diabetes ou risco de desenvolver diabetes tipo 2, precisam evitar a ingestão de açúcares simples e carboidratos refinados para controlar os níveis de açúcar no sangue”, explica a médica.


Dicas para estimular a alimentação

Uma queixa comum entre esse público é a falta de apetite: “Para facilitar a ingestão de alimentos mais nutritivos pode-se optar por líquidos encorpados como sopas, smoothies, sucos de frutas e shakes de proteína, que são mais fáceis de consumir. Utilizar ervas, especiarias e condimentos também pode ser uma estratégia para realçar o sabor e tornar as refeições mais atrativas, mesmo para aqueles com paladar reduzido”, indica Dra. Sylvia.


A importância da vitamina D

“A vitamina D desempenha um papel crucial na absorção de cálcio, ajudando a manter os ossos fortes e saudáveis, auxiliando na função muscular, imunidade e na saúde em geral. É comum que pessoas mais velhas tenham deficiência deste nutriente, assim aumentando o risco de osteoporose, fraqueza muscular, quedas e outras complicações de saúde, por isso é necessário ficar atento para reposição dele”, alerta a especialista.


Cuidados com a digestão

Vale ressaltar que alguns alimentos promovem a saúde gastrointestinal e facilitam o processo digestivo. “A fibra é importante para manter a regularidade intestinal e prevenir a constipação. Boas fontes incluem saladas e vegetais, como brócolis, cenouras e espinafre. Já aqueles ricos em probióticos como iogurte, podem ajudar a promover um equilíbrio saudável de bactérias no intestino, assim melhorando a saúde digestiva. Beber água e mastigar bem os alimentos também é fundamental para o funcionamento adequado do intestino ”, orienta a Dra. Sylvia.


Rotina para regular o organismo

“Incorporar atividades físicas regulares no dia a dia como caminhadas, exercícios leves, jardinagem ou yoga ajudam a manter a saúde física e mental.  Ir para a cama e acordar aproximadamente no mesmo horário todos os dias, ajuda a regular o relógio biológico e melhorar a qualidade do sono. Por fim, estabelecer horários para o café da manhã, almoço, jantar e lanches pode ajudar a manter a regularidade nos padrões alimentares e melhorar a digestão”, finaliza Dra. Ramuth.

  

Emagrecentro


“Pandemia” de canabinoides à vista


Segundo a Organização Mundial da Saúde, pandemia é a disseminação mundial de uma nova doença. O termo passa a ser usado quando uma epidemia – surto que afeta uma região – se espalha por diferentes continentes, com transmissão sustentada de pessoa para pessoa.

No contexto das medicações, podemos traçar um paralelo com o uso indiscriminado de medicamentos psicoativos como uma prática comum, muitas vezes sem acompanhamento adequado de um profissional de saúde.

O crescente fardo das doenças mentais continua sendo uma grande preocupação global, com altos custos e necessidades não atendidas de tratamento em todo o mundo. O estudo World Mental Health (WMH) da Organização Mundial da Saúde (OMS), realizado em 28 países, estimou em, aproximadamente, 18% a 36% a prevalência ao longo da vida de transtornos de ansiedade, humor, comportamento disruptivo e transtornos por uso de substâncias do DSM-IV.

Os países de baixa e média renda compreendem mais de 80% da população mundial e, apesar da alta prevalência e impacto da ansiedade, flutuações de humor, controle de impulsos e transtornos por uso de substâncias identificados nas pesquisas do WMH nesses países, mais de 75% dos indivíduos não receberam nenhum cuidado, o que demonstra as deficiências no acesso ao tratamento.

No contexto dos psicofármacos, a sociedade já vivenciou os problemas resultantes do uso indiscriminado de benzodiazepínicos. Em 1977, as benzodiazepinas eram os fármacos mais receitados em todo o mundo.

Atualmente, colhemos os frutos da epidemia de opioides nos Estados Unidos. Somente em 2021, mais de 71 mil pessoas entre 19 e 49 anos morreram nos EUA por overdose ou intoxicação por fentanil, de acordo com o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), órgão governamental de monitoramento de saúde do governo federal estadunidense.

De acordo com a excelente publicação dos professores Thiago Rodrigues e Paulo Pereira, de 6 de abril de 2023, grandes empresas farmacêuticas, entre os anos 1990 e 2000, conseguiram criar uma panaceia: o medicamento opioide perfeito, sem risco de abuso. Por isso, ele poderia ser usado em muitas situações de dor, inclusive a dor crônica, que demanda uso prolongado e é a forma mais comum de queixa de pessoas que sofrem com dores.

Sendo assim, um “remédio” potente e supostamente inofensivo teria um potencial lucrativo imenso. É interessante notar que tática similar foi utilizada em outros momentos históricos, com drogas psicoativas diferentes, sempre propagandeadas como “elixires contra todos os males”.

O mercado de cannabis nos EUA deve atingir US$ 45 bilhões em vendas até 2027. Não existe fármaco com tantas indicações: epilepsias refratárias, insônias, Alzheimer, Parkinson, dor crônica, esclerose múltipla, transtorno de ansiedade etc.

De acordo com o Relatório Mundial sobre Drogas 2022 do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), a legalização da cannabis na América do Norte parece ter provocado aumento no uso diário da substância, sobretudo de produtos mais potentes e particularmente entre os jovens adultos. Também foram relatados aumentos relacionados a pessoas com transtornos psiquiátricos, suicídios e hospitalizações. A legalização também aumentou a receita tributária e, em geral, reduziu as taxas de prisão pela posse da substância.

Avanços científicos e tecnológicos resultaram na criação e proliferação de compostos químicos que imitam os efeitos dos canabinoides naturais, presentes na planta de cannabis. Esses compostos, os canabinoides sintéticos (CS), também conhecidos como agonistas sintéticos dos receptores canabinoides, emergiram no cenário mundial como uma preocupação no campo da saúde pública. Conhecidas coloquialmente como “Spice”, “K2”, “K4”, “K9”, “Kronic” ou “ervas sintéticas”, essas substâncias geram efeitos imprevisíveis no organismo.

No cenário global contemporâneo, o fenômeno das drogas evolui de maneira surpreendente e desafiadora, apresentando-se, cada vez mais, em um contexto em que substâncias ilegais tradicionais compartilham mercado com substâncias recém-criadas.

Essas são as consequências terríveis de quando a voracidade por lucro das empresas fármaco-químicas se encontra com a voracidade por lucro do tráfico de drogas, resultando em sofrimento físico e psíquico e na morte de milhares de pessoas.

Enfatizo aqui a importância de mobilizar a comunidade internacional, os governos, a sociedade civil e as partes interessadas para que tomem medidas urgentes para proteger as pessoas, inclusive fortalecendo a prevenção ao uso de drogas e o tratamento adequado dos transtornos psiquiátricos.

 

Professor-doutor Sandro Blasi Espósito - Graduado e mestre em Medicina pela PUC-SP, doutor em Neurologia pela Universidade de São Paulo (2003), professor assistente doutor e coordenador da disciplina de Neurologia do curso de Medicina da PUC-SP, atua com ênfase em Neurologia Infantil, sobretudo nos seguintes temas de epilepsia, sono, infância, cefaléia e terapêutica.


Dia Mundial do Cérebro: Entenda como o órgão pode influenciar a dor crônica

Muitos pensam que a dor só está relacionada ao local onde ela se manifesta, mas o cérebro está fortemente ligado a todo estímulo nervoso de dor, afirma o neuro-ortopedista Dr. Luiz Felipe Carvalho 

 

Neste dia 22 de Julho é comemorado o Dia Mundial do Cérebro, uma data dedicada à conscientização sobre a saúde cerebral e a promover conhecimento sobre a importância do “gerente” do nosso corpo. 

Mas além das suas funções mais comuns, como tomar decisões, imaginar, sonhar, etc., o cérebro também está envolvido em processos que muitos sequer imaginam como, por exemplo, a dor, como explica o neuro-ortopedista e especialista no tratamento de dor, Dr. Luiz Fеlipе Carvalho. 

A dor não é apenas uma questão física; fatores psicológicos e processos cerebrais também influenciam como a sentimos. Esses aspectos podem aumentar ou diminuir a chamada ‘percepção da dor’. Quando ocorre uma lesão ou um estímulo doloroso, os receptores de dor, chamados nociceptores, são ativados e enviam sinais ao cérebro via medula espinhal, responsáveis pela sensação de dor”, explica.

 

Os fatores envolvidos na dor

Ainda de acordo com o Dr. Luiz Felipe Carvalho, todo o processo da dor envolve várias regiões cerebrais e neurotransmissores diferentes. 

Existem vários neurotransmissores envolvidos na modulação e transmissão da dor e que definem a sua intensidade. Por exemplo, a ‘substância P’, um neurotransmissor neuropeptídeo, é liberada por fibras nervosas nociceptivas que comunicam os nervos periféricos ao Sistema Nervoso Central, ela é um dos neurotrasmissores mais importantes para a formação da dor”. 

Mas além dela, neurotransmissores como noradrenalina, dopamina, serotonina e GABA também desempenham papéis importantes no processamento da dor”.

 

Segundo o estudo “Neurociência da dor: exercícios para dor crônica”, publicado na revista científica Estudios y Perspectivas, pelo Dr. Luiz Felipe Carvalho em parceria com o Pós PhD em Neurociências e membro da Society For Neuroscience nos Estados Unidos, Dr. Fabiano de Abreu Agrela, diversas áreas cerebrais ajudam na sensação da dor. 

As vias da dor são processadas em distintas áreas cerebrais, abrangendo o córtex somatossensorial, responsável por achar a região da localização de dor no corpo, e o córtex cingulado anterior, que atua na avaliação emocional da dor”, afirma o estudo.

  

Dr. Luiz Felipe Carvalho - O Gaúcho é Diretor do Departamento de Tratamento com Uso de Células Tronco do CPAH - Centro de Pesquisa e Análise Heráclito - possui um profundo conhecimento sobre os modernos procedimentos cirúrgicos da coluna vertebral e também trabalha com técnicas minimamente invasivas. É diplomado pela Academia Americana de Medicina Regenerativa (AABRM), e pelo grupo Latino Americano ORTHOREGEN. Atualmente está estruturando o serviço de Medicina Regenerativa na Cidade de São Paulo para tratamentos de Artrose e de dores crônicas osteomusculares. Dr. Luiz Felipe Carvalho é ortopedista especialista em coluna vertebral e medicina regenerativa e neurociências. Já tratou grandes atletas como o jogador de futebol Rodrigo Dourado e o Ferreirinha do Grêmio. Além do tenista Argentino naturalizado Uruguaio Pablo Cuevas que faz tratamento com célula tronco desde 2017 melhorando muito sua performance avançando no ranking desde então.


Roupas de malha: além do look, também é preciso combiná-las com a sua saúde!

 

A escolha dos tecidos pode fazer toda a diferença a quem tem alergias respiratórias, explica médica do Hospital Paulista; lavagem periódica também é outro aspecto que deve ser levado em conta


O friozinho já chegou com mais intensidade na região centro-sul do país. É hora, portanto, de resgatar do armário o casaco de moletom, a jaqueta de nylon, o abrigo de tricô, o cachecol de lã e todos os demais itens de vestuário que tanto costumamos recorrer quando as temperaturas ficam abaixo da casa dos 20 graus – não é mesmo?
 

Para muitos, a propósito, trata-se do momento mais oportuno do ano para andar mais elegante, compor diferentes cores, estampas e agregar as mais variadas tendências da moda. Só que essas combinações, no entanto, também precisam estar harmonizadas com a sua saúde! Afinal, roupa guardada, por mais limpa que possa parecer, geralmente, traz consigo uma infinidade de alérgenos, como mofos e ácaros – especialmente as malhas. 

De acordo com a médica otorrinolaringologista e especialista em alergias respiratórias, Dra. Cristiane Passos Dias Levy, do Hospital Paulista, é preciso ficar atento a certos deslizes em relação ao acondicionamento e lavagem dessas vestimentas, além da escolha dos tecidos. 

“A quem tem asma, rinite alérgica ou qualquer outro tipo de sensibilidade respiratória, é importante escolher roupas de tecidos hipoalergênicos e lavá-las regularmente. O mesmo vale para quem é alérgico a certos materiais, como tecidos sintéticos ou produtos químicos usados no processo de fabricação”, ressalta a especialista, que elencou aqui os principais cuidados a serem adotados para ter um guarda-roupa que, de fato, proteja do frio e deixe elegante, mas sem riscos de suscitar alergias.

 

Lã ou sintético? 

Embora a lã seja um material natural que possui excelentes propriedades isolantes, macio, confortável e respirável, algumas pessoas podem ser sensíveis e devem evitar seu uso. Neste contexto, as malhas sintéticas são mais indicadas para pessoas com sensibilidades ou alergias respiratórias. 

Por serem feitas de materiais como poliéster, acrílico ou microfibra, isso as tornam mais leves, de secagem rápida e podem oferecer boa proteção contra o vento – ainda que não sejam tão eficientes em manter o calor como a lã. 

No final, a escolha entre uma malha natural ou sintética dependerá das preferências individuais, necessidades específicas e condições climáticas em que serão usadas.

 

Higiene e conservação   

Para garantir a durabilidade de suas roupas de inverno e, de fato, torná-las úteis na proteção de sua saúde, Dra. Cristiane destaca os seguintes tópicos: 

- Lave regularmente. Sobretudo antes da temporada de frio. Dependendo do material da vestimenta, verifique as instruções de lavagem recomendadas. Geralmente, roupas de lã podem ser lavadas à mão ou à máquina, em ciclo delicado, enquanto as sintéticas podem ser lavadas mais facilmente. Lave-as regularmente para remover sujeira, germes e odores. 

- Use detergente suave. Evite produtos químicos agressivos, com odor forte ou que possam danificar o tecido. Certifique-se de enxaguar completamente para remover todos os resíduos de sabão. 

- Evite torcer ou esfregar durante a lavagem. Para conservar as malhas, pressione-as suavemente para remover o excesso de água. 

- Seque adequadamente. Seja em uma superfície plana, seja pendurada suavemente, é preciso secar as roupas de malha ao ar livre. Evite a exposição direta à luz solar intensa, pois isso pode desbotar as cores. 

- Armazene corretamente. Ao guardar as malhas, certifique-se de que elas estejam limpas e completamente secas. Dobre-as cuidadosamente ou enrole-as e guarde-as em local limpo e seco para evitar o acúmulo de sujeira, mofo ou odores indesejados.



Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


Confira seis dicas para manter a saúde ocular e a qualidade da visão

O oftalmologista e presidente da Sociedade Goiana de Oftalmologia (SGO), Henrique Rocha, comenta que cuidados simples, como utilizar óculos escuros, ter atenção às alergias e higienizar as lentes de contato, podem fazer a diferença

  

A saúde dos olhos não costuma receber tanta atenção no dia a dia quanto outros cuidados que dispensamos ao nosso corpo. Dados do IBGE apontam que cerca de 35 milhões de pessoas sofrem algum tipo de problema de visão no Brasil, com miopia, astigmatismo e hipermetropia na lista dos diagnósticos mais comuns no país. O que muita gente ignora é que grande parte desses problemas poderia ser evitada. 

O oftalmologista e presidente da Sociedade Goiana de Oftalmologia (SGO), Henrique Rocha, comenta que cuidados simples, como utilizar óculos escuros, ter atenção às alergias e higienizar as lentes de contato podem fazer a diferença. “Cuidar da saúde ocular é um investimento no bem-estar e na qualidade de vida”, ressalta o especialista.

Confira seis dicas do oftalmologista Henrique Rocha para cuidar da saúde ocular:


Proteção Contra Raios UV

O uso de óculos de sol é crucial para proteger os olhos dos raios ultravioletas (UV). “A exposição ao sol pode acelerar o envelhecimento da retina, levando à degeneração macular relacionada à idade (DMRI). Esta doença afeta a mácula, a região central da visão, e pode resultar em cegueira irreversível”, afirma Henrique.


Higiene das Lentes de Contato

Segundo o oftalmologista, é vital manter uma boa higiene das lentes de contato, especialmente durante atividades recreativas no verão. “Contaminações por pseudomonas ou acanthamoeba podem causar úlceras de córnea severas e rápidas, levando até à cegueira. Lave bem as mãos, limpe as lentes regularmente e nunca durma com elas para garantir a oxigenação adequada da córnea”, diz.


Evitar Esfregar os Olhos

“Evitar esfregar os olhos é crucial para prevenir a progressão do ceratocone, uma doença genética que afeta a estrutura da córnea e pode levar à necessidade de transplante”, ressalta o médico. Segundo ele, o hábito de coçar os olhos pode agravar a condição. Consultar um oftalmologista é fundamental para avaliar a presença desta doença, especialmente se houver histórico familiar.


Alimentação Saudável e Hidratação

De acordo com Henrique, uma dieta equilibrada e a hidratação adequada são fundamentais para a saúde ocular. “Durante épocas secas, a lubrificação dos olhos com colírios apropriados pode aliviar a sensação de secura, ardor e irritação. Produtos com ácido hialurônico e menos conservantes são recomendados. Suplementos como ômega 3 também podem melhorar a qualidade da lágrima, mas sempre consulte um médico antes de iniciar qualquer tratamento”, salienta.


Atenção às Alergias

“No período de seca, as alergias oculares são comuns, apresentando sintomas como olho vermelho, coceira e lacrimejamento. Lubrificantes, anti-alérgicos tópicos ou orais e, em casos severos, corticoides de baixa dose podem ser necessários”, destaca o especialista. Ele frisa a necessidade de orientação médica para o tratamento adequado.


Proteção Durante a Prática de Esportes

Usar óculos de proteção durante a prática de esportes é essencial para evitar lesões oculares. “Atividades como beach tennis e outras que envolvem bolas e raquetes exigem cuidados extras. Para quem já usa óculos, considerar lentes de contato com óculos de sol por cima pode ser uma solução eficiente”, comenta Henrique.


H.Olhos recomenda 5 cuidados para prevenir o Olho Seco no período do inverno

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Doença ocular afeta cerca de 18 milhões de brasileiros e o clima mais frio causa agravamento dos casos 


Julho Turquesa é o mês de conscientização do Olho Seco, doença ocular que tem os casos agravados no período do inverno em razão do clima mais frio, da baixa umidade do ar e do aumento da poluição. Alguns dos sintomas são ardência, lacrimejamento, vermelhidão, secura, sensação de areia nos olhos, sensibilidade à luz e embaçamento visual.
 

A Dra. Myrna Serapião dos Santos, oftalmologista, especialista em doenças da superfície ocular e córnea e diretora técnica do H.Olhos, hospital de olhos da rede Vision One em São Paulo, recomenda adotar 5 cuidados para prevenir a condição:
 

- ingerir bastante água para auxiliar na lubrificação dos olhos e protegê-los do ressecamento;

- evitar permanecer em locais com ar-condicionado, pois o ar fica mais seco e acelera a evaporação da lágrima;

- reduzir o tempo diante de telas (notebook, computador, tablet ou celular) para prevenir a fadiga dos olhos e redução da umidade na superfície ocular;

- utilizar óculos de proteção em ambientes externos para proteger a visão dos raios solares, do vento e das impurezas do ar;

- ligar o umidificador sempre que o clima estiver seco a fim de evitar a secura dos olhos.

A Síndrome do Olho Seco é caracterizada pela lubrificação inadequada da superfície dos olhos, que ficam desprotegidos contra agentes externos, como a poeira. Ocorre uma disfunção do filme lacrimal, produzido pelas glândulas lacrimais, e a quantidade insuficiente de lágrima causa o ressecamento da superfície do olho.


"Ao apresentar sinais de olho seco é fundamental nunca tratar por conta própria e consultar um especialista para que investigue a causa do problema e avalie a necessidade de receitar um lubrificante ocular ou colírios anti-inflamatórios e imunomoduladores, para os casos de maior gravidade", orienta a Dra. Myrna Serapião dos Santos.
 

A Síndrome do Olho Seco pode ter relação com o envelhecimento, alterações hormonais, com o uso de medicamentos, com lesões oculares ou doenças autoimunes. O tratamento é indicado após a identificação da causa do distúrbio e por se tratar de uma doença crônica, o paciente deverá ter acompanhamento oftalmológico para afastar o risco de lesões na córnea.
 

"No Brasil, aproximadamente 18 milhões de pessoas têm o diagnóstico de Síndrome do Olho Seco, sendo essa uma das doenças oculares mais comuns. Tratar corretamente previne o comprometimento da visão e melhora a qualidade de vida do paciente", complementa a oftalmologista.


 

H.Olhos - Hospital de Olhos
 

Vision One

 

A gestão adequada do trabalho em home office - seu impacto na ergonomia e na prevenção de doenças psicossociais

Como as empresas de SST ajudam as organizações a realizarem uma gestão profissional do trabalhador em home office – mais de 20 milhões, principalmente nos aspectos ergonômicos e psicossociais

 

A pandemia tornou comum o home office. Após esse período, empresas adotaram retorno gradual às atividades presenciais, mas as novas tendências de trabalho marcam a rotina dos brasileiros.

De acordo com uma pesquisa do Datafolha, o trabalho remoto e o modelo híbrido são os preferidos por 52% deles.

Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) indicou, no ano passado, que o número de trabalhadores em home office, parcial ou integral, tem potencial para ser quase duas vezes maior do que o atual, que está acima de 20 milhões.

Segundo pesquisa da Bare International, líder em levantamentos sobre experiência do cliente, 38% dos 592 entrevistados ouvidos trabalham em home office. Entre eles, 70% afirmaram que não gostariam de voltar ao modelo presencial.

As novas modalidades são defendidas principalmente pelas mulheres. Segundo dados do PwC Brasil, empresa de auditoria e consultoria, em conjunto com o PageGroup, referência em recrutamento de profissionais, 73% das mulheres preferem home office ou regime híbrido, com uma ou duas idas ao escritório na semana, enquanto homens são 61%.

Um levantamento da JJL Consultoria - que ouviu 289 gerentes de RH e financeiros de empresas com presença em 13 países da América Latina, mostrou que o Brasil lidera hoje a adoção do modelo de trabalho híbrido:  86% dos entrevistados atuam com o sistema que mistura dias da semana no escritório com outros em casa. Esse índice supera o da América Latina, 71%, ainda de acordo com o levantamento. 

         É nesse cenário, com muitos trabalhadores ainda em home office, que a gestão de saúde e segurança se torna, mais uma vez, imprescindível.


Os riscos ergonômicos do home office e como uma gestão adequada pode mitigá-los

Os riscos ergonômicos do home office estão relacionados ao ambiente de trabalho e às práticas inadequadas que podem levar a doenças musculoesqueléticas.

Segundo o Dr. Ricardo Pacheco, médico, gestor em saúde e presidente da ABRESST (Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança no Trabalho) e diretor da Oncare Saúde, os riscos são variados. “Passam da postura inadequada (sentar-se de forma incorreta pode causar dores nas costas, pescoço e ombros, e uso de cadeiras não ergonômicas que não suportam adequadamente a coluna). Também há a configuração inadequada do ambiente (como a altura incorreta da mesa e da cadeira, ou o monitor colocado muito alto ou muito baixo, forçando o pescoço).

O médico ainda ressalta como riscos a falta de pausas regulares e os equipamentos inadequados. “Longos períodos sentados sem pausas podem causar fadiga e problemas circulatórios; e o uso de teclado e mouse que não são ergonômicos pode causar lesões por esforços repetitivos (LER), assim como a falta de suporte adequado para os pés”, elenca o presidente da ABRESST.

Uma gestão adequada, visando o conforto ergonômico do trabalhador em home office, precisa focar nas adequações de mobiliário e equipamentos, como priorizar a utilização de uma cadeira ergonômica que suporte a curva natural da coluna; promover ajustes na altura da cadeira para que os pés do trabalhador fiquem planos no chão ou em um suporte para pés; e se certificar que a mesa está na altura dos cotovelos quando estiver sentado. Também é necessário a verificação da posição do monitor, teclado e mouse; e garantir uma iluminação adequada, para evitar a fadiga ocular. “Além dessas providências recomendamos que o colaborador faça pausas regulares e realize alongamentos simples para aliviar a tensão muscular”, observa o médico.

Ele enfatiza que uma gestão adequada da ergonomia no home office traz inúmeros benefícios. “Além da prevenção de dores e lesões - já que minimiza o risco do trabalhador desenvolver problemas musculoesqueléticos, uma gestão profissional ainda aumenta a produtividade, pois um ambiente confortável e bem organizado pode melhorar a concentração e eficiência. Também reduz o estresse físico e mental, contribuindo para um melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Implementar práticas ergonômicas no home office é crucial para manter a saúde e a produtividade a longo prazo”, esclarece Dr. Ricardo Pacheco.

 

Os riscos psicossociais do home office e como mitigá-los

Os riscos psicossociais do home office podem afetar a saúde mental, o bem-estar e a produtividade.

Entre os principais riscos destacam-se o isolamento social – a ausência de interação física com colegas pode levar ao sentimento de solidão e desconexão; a dificuldade em separar trabalho e vida pessoal - a falta de um espaço físico dedicado pode fazer com que as fronteiras entre trabalho e vida pessoal se tornem nebulosas, levando a um desequilíbrio; o aumento da carga de trabalho – a percepção de estar sempre disponível pode resultar em jornadas de trabalho mais longas e em excesso de tarefas; estresse e ansiedade – a incerteza e a falta de controle sobre o ambiente de trabalho podem aumentar os níveis desses distúrbios de saúde mental; e falta de suporte e feedback – a comunicação menos frequente com supervisores e colegas pode levar a uma sensação de falta de apoio e reconhecimento.

Para o presidente da ABRESST, a empresa de SST pode adotar estratégias específicas para mitigar esses riscos. “Dentre elas enfatizo a importância de manter a comunicação com esse trabalhador, por meio de videoconferências, chats e e-mails para assegurar o contato regular com colegas e supervisores. Também é imprescindível que sejam estabelecidos limites claros, com horários específicos para o trabalho e para o descanso. Se possível, ajudar a empresa a criar um espaço de trabalho separado - para delinear o período de trabalho e o pessoal; e gerenciar o tempo, de forma que sejam priorizadas tarefas e estabelecidas metas diárias para manter a produtividade sem sobrecarga”.

O médico alerta que é absolutamente necessário que esta gestão ofereça apoio ao trabalhador. “Sempre incentivando-o a conversar com colegas, amigos ou familiares sobre suas preocupações e desafios. Além de oferecer os recursos de saúde mental oferecidos pela empresa, como o apoio de um profissional, se necessário. Sempre lembrando que as práticas de autocuidado precisam ser mantidas, como uma rotina regular de exercícios físicos, alimentação saudável, sono adequado e a reserva de tempo para hobbies e atividades de lazer que ajudem a relaxar e desconectar do trabalho”, explica Dr. Ricardo Pacheco.

Ele ressalta ainda que gerenciar os riscos psicossociais no home office é essencial para manter a saúde mental e o bem-estar dos trabalhadores, garantindo um ambiente de trabalho positivo e produtivo. “Além de promover a melhoria da saúde mental - reduz o estresse, a ansiedade e a depressão, promovendo um bem-estar geral; aumenta a produtividade – trabalhadores que se sentem apoiados e equilibrados são mais produtivos e engajados; e promove maior satisfação no trabalho - um ambiente saudável e equilibrado contribui para uma maior satisfação e retenção de talentos”, afirma o médico e gestor em saúde.

 

Como o apoio das empresas especializadas em Segurança e Saúde no Trabalho podem ajudar na gestão do trabalhador em home office

Esse apoio é fundamental para a gestão adequada dos trabalhadores em home office, especialmente nos aspectos ergonômicos e de saúde mental. Essas empresas podem oferecer uma série de serviços e recursos que ajudam a criar um ambiente de trabalho mais seguro, saudável e produtivo.

“Na promoção da ergonomia podem realizar avaliações ergonômicas remotas do ambiente de trabalho do colaborador por meio de videoconferências; e oferecerem recomendações específicas para ajustes no mobiliário, postura e disposição dos equipamentos. Também podem promover programas de educação ergonômica, com treinamento sobre boas práticas ergonômicas, uso correto de equipamentos e técnicas de alongamento; bem como realizarem sessões práticas sobre como configurar uma estação de trabalho ergonômica em casa; e orientarem a escolha de cadeiras, suportes para monitores, teclados e mouses ergonômicos”, exemplifica o médico.

Quanto à prevenção da saúde mental do trabalhador em home office, Dr. Ricardo Pacheco lembra que as empresas especializadas estão preparadas para promover programas de bem-estar e saúde mental. “Desde a oferta de sessões de terapia online com psicólogos e outros profissionais de saúde mental, até treinamentos específicos para ajudar os trabalhadores a gerenciarem o estresse e a ansiedade. Muitas ainda realizam check-ins periódicos para avaliar o bem-estar mental e emocional dos colaboradores, e disponibilizam linhas de apoio e recursos para assistência psicológica a qualquer momento”.

Com a assessoria de uma empresa especializada, as organizações só têm a ganhar, visto que a gestão profissional minimiza o risco de problemas de saúde que possam levar a afastamentos, como lesões por esforços repetitivos e transtornos mentais.

“Esse apoio resulta em aumento da produtividade - colaboradores que trabalham em um ambiente ergonomicamente adequado e têm apoio psicológico tendem a ser mais produtivos; eleva a satisfação e permanência do trabalhador - demonstrar cuidado com o bem-estar dos profissionais em home office aumenta a satisfação e pode melhorar a retenção de talentos; e mantém a empresa em conformidade com normas e regulações – ajudando-a a cumprir as normas legais de saúde e segurança no trabalho, como a NR-17, mesmo em um ambiente remoto”, conclui Dr. Ricardo Pacheco, presidente da ABRESST.

Portanto, a assessoria especializada em SST é um investimento crucial para garantir que os trabalhadores em home office mantenham a saúde física e mental, promovendo um ambiente de trabalho seguro, saudável e eficiente. 

 

ABRESST - Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança no Trabalho

 

Febre Oropouche: confira 10 dúvidas frequentes sobre a doença que vem crescendo no Brasil

Também originada da picada de mosquito, doença tem sintomas confundidos com os da dengue, destaca infectologista do CEJAM


O número de casos confirmados de febre Oropouche tem aumentado no Brasil. Apenas em 2024, o país já registrou mais de 6.600 casos, com a maioria concentrada no Amazonas e em Rondônia. Contudo, notificações também foram reportadas em todas as outras regiões do país, segundo o Ministério da Saúde, o que acende um alerta. 

Assim como a dengue, a doença é causada por um arbovírus e transmitida através da picada de mosquitos infectados. No entanto, o principal vetor nesse caso é o mosquito Culicoides paraenses, popularmente conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Outras espécies, como o Coquilletti diavenezuelensis e o Aedes serratus, também são capazes de disseminar a doença. 

Por ser um quadro que ainda não é amplamente conhecido pela população e com sintomas semelhantes aos da dengue e da Chikungunya, sua identificação ainda causa bastante confusão. 

Abaixo, a infectologista Rebecca Saad, do CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, responde às principais dúvidas sobre o tema. Confira!
 

Quais são os sintomas da febre Oropouche?

A doença é aguda, ou seja, aparece de repente, com sintomas que incluem febre alta, dor de cabeça forte, dores musculares, nas articulações e nas costas. A doença pode ter sinais sugestivos de meningite, que, além desses indícios, também ocasiona fotofobia, sinais de irritação meníngea, náuseas e vômitos.
 

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico envolve a detecção do material genético do vírus, através de um teste chamado PCR em tempo real. Também pode ser feito o isolamento do vírus em culturas celulares e a identificação de anticorpos específicos no sangue do paciente usando técnicas de laboratório, como o teste ELISA e a inibição da hemaglutinação.
 

Como posso diferenciar a febre Oropouche da dengue?

Os sintomas dessas duas infecções virais são muito semelhantes, portanto, a maneira mais eficaz de distingui-las é através do diagnóstico por exames laboratoriais.
 

É verdade que o vírus dessa doença é transmitido para o mosquito pelo bicho-preguiça?

No ciclo natural da doença, os principais hospedeiros são primatas e bicho-preguiças, sim. Já no ambiente urbano, o ser humano se torna o principal alvo do vírus. Portanto, se o mosquito picar um desses hospedeiros contaminados, ele passará a carregar o vírus consigo e poderá transmiti-lo.
 

Então a doença não é transmitida de pessoa para pessoa? Apenas pela picada?

Isso. Não existem indícios de casos de transmissão de pessoa para pessoa.
 

Qual o tempo estimado da febre Oropouche no organismo?

Os sintomas da doença, geralmente, se manifestam por cinco a sete dias, mas a recuperação total do paciente pode levar várias semanas. De modo geral, a maior parte dos pacientes se recupera em uma a duas semanas.
 

Existe tratamento?

Na verdade, o tratamento para a febre Oropouche é voltado para o alívio dos sintomas e prevenção de complicações, já que não existe uma terapia antiviral específica aprovada para combater o vírus. Em casos mais graves ou com complicações, pode ser necessário internar o paciente para um acompanhamento mais rigoroso.
 

A abordagem terapêutica deve ser cautelosa para evitar o uso de medicamentos que possam piorar a condição do paciente. Por exemplo, em situações em que há também suspeita de dengue, os fármacos salicilatos devem ser evitados devido ao risco de sangramento e síndrome de Reye, doença rara e grave que afeta todos os órgãos do corpo, sendo mais prejudicial ao cérebro e ao fígado.
 

Por que os números de casos estão aumentando no Brasil?

Há vários fatores, mas alguns deles são a capacidade de os mosquitos transmissores de se adaptarem a diferentes habitats, as mudanças no meio ambiente, o desmatamento e a movimentação das pessoas. Esses elementos contribuem para que o vírus se espalhe geograficamente.
 

Já existe uma vacina para proteção contra a febre Oropouche no país?

Atualmente, não há uma vacina disponível. A falta de imunidade específica em populações que nunca foram expostas ao vírus e a ausência de vacinas ou tratamentos antivirais específicos também aumentam o risco de surtos e epidemias. Isso representa um desafio para os esforços de controle e prevenção da doença.
 

Como podemos prevenir a febre Oropouche?

Para prevenir a transmissão desse vírus, é necessário um esforço conjunto. Isso envolve o controle dos mosquitos transmissores e a adoção de medidas de proteção individual. 

Primeiramente, é crucial eliminar locais onde os mosquitos possam se reproduzir, lembrando que eles são atraídos por água parada. Além disso, o uso de inseticidas e larvicidas pode ser bastante eficaz. A instalação de barreiras físicas, como telas e mosquiteiros em casa, também é uma estratégia útil. Por fim, não podemos esquecer do uso de repelentes no dia a dia e de roupas que minimizem a exposição da pele.





CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
cejamoficial


Férias escolares: saiba a importância de levar as crianças ao oftalmologista

Cuidado ocular é fundamental para o desenvolvimento físico, cognitivo e social da criança

 

Férias escolares geralmente são sinônimo de brincadeiras e muito descanso. Entretanto, a falta de rotina também faz a criança acordar e ir dormir mais tarde, além de aumentar consideravelmente o uso de celulares, tablets, computadores e outras telas. Por isso, o ideal é aproveitar o período de descanso para levar as crianças a uma consulta de rotina no oftalmologista. 

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,4 milhão de crianças no mundo apresentam problemas de visão em algum grau. De acordo com a Dra. Samantha de Albuquerque, médica oftalmologista e consultora da HOYA Vision Care, empresa japonesa que produz lentes para óculos de alta tecnologia desenvolvidas para correção de problemas da visão, utilizar o tempo livre para uma consulta aos especialistas oculares pode ser benéfico. 

“Investir nos cuidados dos olhos é fundamental para o desenvolvimento físico, cognitivo e social da criança. As telas apresentam um impacto direto na visão e, com isso, há uma preocupação crescente com possíveis danos no desenvolvimento visual. Essa é uma questão que os oftalmologistas têm estudado muito e na consulta orientamos as famílias em relação às mudanças de comportamento e aos tratamentos disponíveis, pois a miopia (especialmente quando mais alta) pode levar a alterações da retina e baixa visão”, afirma. 

Outro ponto importante é que as crianças geralmente não reclamam de problemas de visão, acarretando em um diagnóstico tardio quando descoberto. “É imprescindível que os pais observem qualquer alteração e queixa, se existente. Tudo isso ajuda no tratamento mais eficaz o mais rápido possível.” A médica dá ainda algumas dicas que podem ajudar a cuidar melhor da saúde ocular das crianças.

  1. Fazer atividades ao ar livre auxilia na proteção contra a progressão da miopia, podendo possivelmente aumentar o efeito positivo do tratamento de uma intervenção de controle da doença;
  2. O diagnóstico precoce é essencial, principalmente, em casos mais graves. Nosso maior medo em relação aos casos mais comuns do dia a dia é que a criança chegue tarde ao consultório e não seja mais possível estimular o desenvolvimento neurológico da visão;
  3. Muita atenção ao tempo dedicado às telas, pois cada vez mais as crianças e adolescentes têm apresentado sintomas como olho seco e cansaço visual;
  4. É fundamental fazer pausas periódicas para descansar a visão e melhorar a lubrificação. A cada 20 minutos usando a visão de perto, deve-se desviar o olhar para algo a aproximadamente seis metros de distância (20 pés) e fixar a visão por 20 segundos (chamamos isso de 20/20/20);
  5. Por fim, consultas regulares com o oftalmologista, inclusive antes do período de alfabetização, são necessárias para que o médico consiga corrigir os problemas antes de eles escalarem progressivamente.

A realização de exames preventivos, adoção de hábitos diários saudáveis, além da proteção contra a exposição à luz solar são algumas das recomendações gerais para manter a saúde ocular bem cuidada”, conclui a especialista.

 

Hoya Vision Care

 

Especialista destaca os benefícios e os riscos dos métodos contraceptivos de longa duração

LARCs são importantes aliados para o planejamento reprodutivo

 

No cenário atual, onde a saúde reprodutiva e o planejamento familiar são fundamentais, os métodos contraceptivos de longa duração (LARCs) têm se destacado por seus benefícios. Entre os tipos mais comuns, encontram-se o implante subdérmico de etonogestrel, o sistema intrauterino liberador de levonorgestrel e o dispositivo intrauterino não hormonal, como o DIU de cobre e o DIU de cobre e prata. A convite da Organon, o Dr. Carlos Eduardo Novaes, professor de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), oferece uma visão abrangente sobre os prós e contras desses métodos. 

Uma das principais vantagens dos LARCs é a sua eficácia independente da ação diária da mulher. "Os métodos contraceptivos como a pílula dependem da ação da paciente para sua eficácia. Estudos mostram que 65% das usuárias de pílulas esquecem de tomar ao menos um comprimido a cada três meses e 67% não tomam os comprimidos no horário correto, levando a falhas contraceptivas e gravidez não planejada", explica. Em comparação, os LARCs oferecem uma solução de longa duração que elimina a necessidade de lembranças diárias, semanais ou mensais, proporcionando maior conveniência e facilidade de uso. 

Além disso, os LARCs hormonais, como o implante de etonogestrel, oferecem benefícios adicionais além da contracepção, incluindo a redução das cólicas menstruais e dos sintomas da TPM. "O implante melhora sobremaneira a dismenorreia em 77% dos casos", afirma o especialista. Ele acrescenta que, em relação aos contraceptivos que contêm estrógenos associados, os LARCs hormonais e não hormonais apresentam uma incidência menor de risco de trombose e doenças cardiovasculares. 

O médico também destaca o papel significativo dos LARCs na saúde reprodutiva a longo prazo. "Na atualidade, há muitas opções para se evitar uma gravidez não planejada ou indesejada, e isso é um dos pontos que os métodos de longa duração auxiliam", afirma. Eles proporcionam uma segurança contraceptiva maior, especialmente o implante, que tem uma incidência mínima de efeitos colaterais inflamatórios. 

De acordo com o ginecologista, os LARCs são os métodos que mais crescem em escolha por parte das pacientes nos últimos anos. Ele enfatiza a necessidade de informação de qualidade: “Estudos mostram que, quando a paciente é orientada sobre a possibilidade de usar um LARC e a segurança que vai adquirir com seu uso, boa parte opta por esses métodos. São métodos recomendados para a maioria das mulheres, exceto em casos específicos como mulheres com câncer de mama ou endométrio, bem como aquelas com trombose ativa e doença hepática grave”, explica. 

A fertilidade após a remoção dos LARCs geralmente retorna rapidamente. "Após a retirada do implante subdérmico de etonogestrel, a fertilidade volta ao normal em poucas semanas. Contudo, é importante lembrar que o DIU tem maior risco de causar doença inflamatória pélvica, o que pode comprometer a fertilidade", alerta Dr. Novaes.




Organon
www.organon.com/brazil


Qual a ligação de infecções dentárias com doenças cardíacas?

A dentista Karina Moreno explica a importância do diagnóstico odontológico em casos de endocardite


Estudos mostram que infecções dentárias e cardíacas podem ter mais ligação do que imaginamos. Isso se dá pela semelhança de bactérias presentes em infecções cardiovasculares com as presentes em infecções bucais, como abcessos odontológicos e doenças periodontais. Tais bactérias também podem ser localizadas no revestimento interno do coração quando há o diagnóstico de endocardite bacteriana aguda, doença causada pela inflamação do endocárdio. Nos casos odontológicos, a contaminação bacteriana pode surgir na parte de sustentação dos dentes, onde forma-se uma bolsa com bactérias incomuns na nossa microbiota quando há infecções bucais mal tratadas. 

A partir disso, profissionais de saúde indicam a examinação da saúde bucal dos pacientes com esse diagnóstico. “Em alguns casos, essa avaliação pode necessitar até mesmo da extração de dentes, pois essa infecção ativa pode contribuir para a complicação do caso por ser um foco de bactérias em desenvolvimento”, explica Karina Moreno, formada em Odontologia pela USP. 

A doutora também pontua que devemos ter atenção com a evolução das infecções na arcada inferior para Angina de Ludwig, que de acordo com sua dissipação, pode alcançar a região da garganta, causando edema e em alguns casos, levando a óbito pelo fechamento da traqueia. Karina finaliza reiterando a importância da opinião odontológica nesses casos e da avaliação completa do paciente, sobretudo em quadros mais graves. 

 

 

https://www.instagram.com/dra.karinamoreno/


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