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sexta-feira, 19 de julho de 2024

Nomes curtos e bíblicos ganham espaço nas certidões de nascimento

Saiba também sobre as novas regras para registros de sobrenomes e mudança de nomes 


No ano passado, os cartórios brasileiros registraram uma tendência clara nos nomes de bebês: a preferência por nomes curtos, bíblicos e originais. Influenciadores digitais têm impulsionado essa moda, refletida no crescente número de crianças chamadas Miguel, Gael, Davi, Helena, Aurora e outros.

O nome Miguel segue se mantendo no topo dos nomes mais registrados do país faz alguns anos, com 25.216 registros, seguido por Helena, com 23.132, ambos em 2023. Nomes como Gael, Theo, Arthur e Heitor também se destacaram entre os meninos, enquanto Maria Alice, Alice, Laura e Cecília foram populares entre as meninas no último ano.


Rankings dos 10 nomes mais registrados em 2023: 

  1. Miguel – 25.216 registros
  2. Helena – 23.132 registros
  3. Gael – 22.478 registros
  4. Theo – 19.864 registros
  5. Arthur – 19.838 registros
  6. Heitor – 19.744 registros
  7. Maria Alice – 19.270 registros
  8. Alice – 17.605 registros
  9. Davi – 17.067 registros
  10. Laura – 16.823 registros


Mudança de nome: uma realidade mais acessível 

Uma mudança significativa na legislação brasileira, a Lei Federal 14.382/22, permite desde o ano passado que qualquer pessoa maior de 18 anos altere seu nome diretamente no cartório, sem a necessidade de processo judicial. Essa flexibilização facilitou a vida de muitos brasileiros, com 10.314 mudanças registradas apenas em um ano.

Para mudar o nome, é preciso comparecer ao cartório de registro civil com documentos pessoais, como RG e CPF. O custo varia conforme a unidade federativa. Se a pessoa mudar de ideia após a alteração, será necessário um processo judicial para reverter a mudança.

Os cartórios são responsáveis por comunicar as alterações aos órgãos expedidores de documentos de identidade, CPF, passaporte e ao Tribunal Superior Eleitoral, preferencialmente por meios eletrônicos.


Novas regras para sobrenomes 

A lei também trouxe facilidades para a alteração de sobrenomes, permitindo inclusões de sobrenomes familiares, mudanças devido a casamento ou divórcio e ajustes para refletir todas as linhagens familiares. Filhos podem acrescentar sobrenomes se os pais alterarem os seus. Viúvos também podem modificar seus sobrenomes com a certidão de óbito do cônjuge.

 

Huggies®


Ferramentas digitais e novas tendências de consumo no turismo

O turismo, assim como outros mercados, vive uma fase de transformação profunda, impulsionada por ferramentas digitais e novas tendências de consumo em uma sociedade cada vez mais conectada. 

A digitalização trouxe uma série de inovações que facilitam a vida dos viajantes. 

A presença de tecnologia em todos os aspectos das viagens, desde o planejamento até a execução, revolucionou o setor. Com fácil acesso a informações, imagens, relatos e avaliações de serviços, os viajantes podem antecipar e melhorar suas experiências de viagens. 

Nos últimos 20 anos, a tecnologia tem sido um motor de crescimento no turismo, com a ascensão de agências de viagens online que puderam ampliar a sua base de clientes. Mas o impacto das tecnologias digitais não para por aí. 

Os pagamentos digitais, por exemplo, estão simplificando as transações de viagem. Uma pesquisa da Visa revela que 70% dos turistas preferem métodos de pagamento sem contato, como o Apple Pay e Google Wallet. E a crescente tendência do uso de Inteligência Artificial (IA) também está redefinindo o mercado de turismo. 

Assistentes virtuais e chatbots estão proporcionando experiências mais personalizadas, oferecendo recomendações e suporte 24 horas por dia, sete dias por semana. Uma tecnologia que permite, se bem utilizada, aumentar a satisfação e fidelização dos clientes. 

Além disso, a hiperautomação, que combina IA e automação de processos robóticos (RPA), possibilita a otimização de processos e operações mais ágeis e eficientes. Empresas que adotam essa tecnologia registram um aumento de 30% na eficiência operacional. Isso inclui desde a gestão de reservas até o atendimento ao cliente, reduzindo o tempo de resposta e minimizando erros humanos. 

Diante desse novo cenário, os CRMs inteligentes estão se tornando uma importante ferramenta de análise de dados. Através deles, é possível prever tendências de consumos e segmentar clientes com base em seus comportamentos e preferências, possibilitando o aumento da taxa de conversão em até 20% devido a possibilidade de criar campanhas de marketing personalizadas. 

Segundo dados da Epsilon, 75% dos consumidores preferem comprar de marcas que oferecem experiências personalizadas. No turismo, isso significa desde recomendações de destinos baseadas em preferências pessoais até itinerários personalizados. 

Portanto, é fundamental que as empresas utilizem os dados obtidos para entender melhor seus clientes e oferecer experiências sob medida. 

Ao investir em uma comunicação estratégica e eficiente de marketing digital, elas estarão melhor posicionadas para atender as demandas atuais e futuras dos clientes, que as ferramentas digitais são capazes de antecipar, consolidando assim sua liderança no setor.

 


Vinícius Taddone - diretor de marketing e fundador da VTaddone®
www.vtaddone.com.br

 

Férias, um bom momento para que os jovens conheçam mais sobre o mercado de trabalho

O período de pausa nas aulas é um bom momento para que os estudantes do Ensino Médio conheçam as carreiras


A transição entre a vida escolar e a universitária é desafiadora para muitos jovens que têm que optar por uma carreira e estão se preparando para o ingresso na universidade. Com o fim do ano, chegam as férias e os especialistas afirmam que o período de descanso e de pausa nos estudos pode ser um excelente momento para que os jovens pesquisem carreiras e conheçam um pouco mais sobre o mercado de trabalho, de forma lúdica e sem o rigor do cotidiano. 

“Um bom ponto de partida é a afinidade que cada estudante possui com as diferentes áreas do conhecimento. Conversar com familiares e amigos sobre as profissões que cada um exerce ou gostaria de ter seguido é uma etapa importante também”, diz Aldo Cavalcante de Almeida, professor de Geografia do Ensino Médio e integrante do Conexão Universidade do Colégio Marista Asa Sul, em Brasília, que oferece orientações e dicas para os processos seletivos. 

O também professor do Colégio Marista Asa Sul, da disciplina de biologia, do Ensino Médio, José Nascimento da Silva Júnior, sugere que o estudante observe pequenos detalhes durante o dia a dia. “Qual assunto chama a sua atenção? Quando as pessoas mais experientes estão conversando, quais são os temas irresistíveis e que você não consegue ficar fora da conversa? Essas podem ser pistas para os problemas que você gostaria de se envolver e se sente inspirado em buscar soluções. A semente dessa escolha é, muitas vezes, delicada e germina de uma forma quase silenciosa, até tornar-se uma vontade concreta”, explica. 

Confira 10 dicas elaboradas pelos professores do Conexão Universidade do Colégio Marista da Asa Sul em Brasília:

  • Procure saber mais sobre o que os cursos têm a oferecer e quais são as grades curriculares. Isso pode ajudar na tomada de decisão;
  • Pesquise profundamente os cursos nos sites oficiais das universidades (cada faculdade apresenta a grade curricular dos cursos e alguns também disponibilizam ementas com a bibliografia estudada);
  • Faça também uma busca em sites especializados em avaliação das universidades para ajudar a listar seus interesses;
  • Preste atenção nos detalhes e perceba quais os temas e assuntos você gosta e te estimulam;
  • Converse com profissionais da área de interesse para reunir mais informações e para entender como é a carreira na prática;
  • Visite os locais de trabalho desses profissionais;
  • Se possível procure orientação de profissionais e realize testes vocacionais
  • Leia muito sobre a área em que você quer atuar;
  • Assista a séries, filmes de ficção e documentários sobre a área em que quer atuar.
  • Navegue em sites que fazem rankings comparativos de universidades nacionais e internacionais.

Riscos internos respondem por 90% da desvalorização do real

IMAGEM: DC
A conclusão consta de Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado Federal

 

A desvalorização do câmbio no Brasil se destaca em relação a outras moedas e, embora a conjuntura internacional esteja adversa, os riscos domésticos responderam por 90% da variação cambial no caso do real. As conclusões aparecem em artigo publicado no Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF), da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado Federal.

O artigo assinado por Rafael Bacciotti usa um modelo do IBRE/FGV para avaliar os fundamentos do real no curto prazo, considerando fatores globais (preço das commodities, posição do dólar ante outras moedas e retorno dos Treasuries), fatores locais ligados ao prêmio de risco e diferencial de juros entre as economias brasileira e norte-americana.

"Embora o comportamento do real geralmente siga os fundamentos globais, no acumulado de 2024 até junho, a desvalorização foi impulsionada principalmente por fatores locais, equivalentes a quase 90% da variação cambial", aponta o texto.

Os fatores globais contribuíram com o equivalente a 20% da variação cambial. Já o diferencial da taxa de juros atuou na outra direção, fortalecendo o real e equivalendo a quase 10% do movimento de câmbio.

"Apesar do crescimento da economia brasileira superar expectativas, a escalada da taxa de câmbio desde meados de abril parece refletir o aumento do risco fiscal interno associado ao compromisso do governo com o reequilíbrio da dívida pública como proporção do PIB", pontua.

Bacciotti destaca que as projeções de câmbio estão sendo revisadas constantemente pelo mercado, como se vê no relatório Focus. Ao mesmo tempo, as expectativas para inflação se afastam da meta de 3%, o que influencia na condução da política monetária, com a interrupção do ciclo de cortes da Selic. Esse contexto provocou elevação da curva futura de juros.

"O recente alívio nas cotações do real, em resposta à sinalização do governo sobre o compromisso com o arcabouço fiscal, é positivo para mitigar o aumento das expectativas de inflação. Isso poderia reduzir a necessidade de um aperto monetário mais agressivo por parte do Banco Central, evitando um cenário de juros ainda mais restritivo para a atividade econômica. A concretização de um cenário com juros mais altos amplificaria os desafios atuais para o reequilíbrio da dívida pública, especialmente em razão da perspectiva de aumento do déficit nominal, da redução dos investimentos e do crescimento econômico", aponta Bacciotti.


Desvalorização acentuada - O documento ainda mostra que desde o início de 2024, o real apresenta tendência de depreciação ante o dólar. Em dezembro de 2023, a taxa de câmbio era de R$ 4,84, subindo para R$ 5,56 em junho, o que representa uma queda de quase 15% e uma reversão aos níveis de 2021, descreve o documento.

O movimento reflete a conjuntura externa adversa, associada sobretudo às incertezas em relação à queda dos juros nos Estados Unidos. Isso provocou a desvalorização de várias moedas, principalmente de Países emergentes.

"No Brasil, a desvalorização foi particularmente acentuada, com uma queda de 15% no primeiro semestre, comparado a aproximadamente 3% no Peru, cerca de 7% no Chile, Colômbia, México, e cerca de 13% na Argentina", explica.


 Estadão Conteúdo



Fonte solar chega a 44 gigawatts no Brasil e ultrapassa R$ 208,2 bilhões de investimentos acumulados, segundo ABSOLAR

De acordo com a entidade, de janeiro a junho deste ano, setor fotovoltaico adicionou 7GW na matriz elétrica nacional, somando as grandes usinas solares e os sistemas de geração própria de energia

 

A fonte solar acaba de ultrapassar a marca de 44 gigawatts (GW) de potência instalada, de acordo com a Associação Brasileira de Energia fotovoltaica (ABSOLAR). Segundo a entidade, o setor fotovoltaico já atraiu mais de R$ 208,2 bilhões em novos investimentos e gerou mais de 1,3 milhão de empregos verdes no País.
 
De janeiro a junho deste ano, a fonte solar adicionou 7 GW na matriz elétrica nacional, somando as grandes usinas solares e os sistemas de geração própria de energia em telhados, fachadas e solo, o que amplia de forma expressiva o protagonismo brasileiro na transição energética global.    
 
Atualmente, a participação da fonte solar equivale a 18,9% da matriz elétrica brasileira. Adicionalmente, pelos cálculos da ABSOLAR, o setor fotovoltaico já evitou a emissão de 53,7 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade. De acordo com a entidade, desde 2012, os negócios no setor fotovoltaico garantiram mais de R$ 64 bilhões em arrecadação aos cofres públicos.
 
Na geração distribuída, são 30 GW de potência instalada da fonte solar. Isso equivale a cerca de R$ 146,7 bilhões em investimentos, R$ 43,7 bilhões em arrecadação e mais de 902 mil empregos verdes acumulados desde 2012, espalhados pelas cinco regiões do Brasil. A tecnologia solar é utilizada atualmente em 99,9% de todas as conexões de geração distribuída no País, liderando com folga o segmento.
 
Já no segmento de geração centralizada, as grandes usinas solares possuem mais de 14 GW de potência no País, com cerca de R$ 61,5 bilhões em investimentos acumulados e mais de 429,8 mil empregos verdes gerados desde 2012.
 
“A energia solar é uma das fontes mais competitivas do Brasil. E, por isso, é a que cresce mais rápido, seja nos sistemas de pequeno porte nos telhados e terrenos e seja nas grandes usinas conectadas no Sistema Interligado Nacional (SIN). Quem investe na geração própria fotovoltaica, por exemplo, consegue economizar até 90% na conta de energia. E o retorno é rápido, pois o preço dos módulos caiu mais de 50% no ano passado”, comenta Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR. 
 
Já Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR, ressalta que o protagonismo da tecnologia fotovoltaica na transição energética brasileira contribui fortemente para o desenvolvimento social, econômico e ambiental, em todas as esferas da sociedade. “Além de acelerar a descarbonização das atividades econômicas e ajudar no combate ao aquecimento global, a fonte solar tem papel cada vez mais estratégico para a competitividade dos setores produtivos, alívio no orçamento familiar, independência energética e prosperidade das nações”, explica.


quinta-feira, 18 de julho de 2024

Pessoas idosas precisam se prevenir contra a H1N1 e outras doenças, reforça SBGG

Na manhã desta quinta-feira, dia 18, a assessoria de imprensa do SBT divulgou que o apresentador, Silvio Santos, de 93 anos, está internado com H1N1. 

De acordo com o calendário de Vacinação Idoso 60+, lançado em abril deste ano pela Comissão de Imunização da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), em conjunto com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), algumas vacinas foram recomendadas para todas as pessoas com mais de 60 anos, entre elas a da Influenza, que protege contra a gripe. 

A presidente da Comissão de Imunização da SBGG, Dra. Maisa Kairalla, destaca a necessidade da vacinação em pessoas idosas e reforça o empenho da comissão em possuir um calendário moderno e atualizado: “As vacinas são inegavelmente uma das maneiras que temos para promover o envelhecimento melhor às pessoas. Nos dedicamos em ter um calendário moderno atualizado, que engloba diversas vacinas, aquelas que estão no Programa Nacional de Imunização e outras, para que tenhamos, principalmente, para esse uso mais frágil, mais comórbido, uma melhor proteção para o envelhecimento.”




Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia - SBGG


SENTE DORES TRABALHANDO EM CASA? CONHEÇA CINCO FORMAS SIMPLES E PRÁTICAS DE AMENIZÁ-LAS

Para quem acredita que trabalhar em frente ao computador e sentado no sofá é mil maravilhas, está muito enganado. As dores também aparecem e, para aliviá-las, especialista tem algumas dicas.

 

Segundo dados da estatística experimental divulgada pelo IBGE, o número de trabalhadores em home office cresceu mais de 50% após a pandemia da Covid, mas a grande questão desta modalidade é que a maioria das pessoas não possui estrutura física e ergonômica para se manter sentado em frente ao computador por 8h diárias. 

O fisioterapeuta e Diretor Clínico do ITC Vertebral de Guarulhos, Bernardo Sampaio considera que um dos principais erros na hora de realizar o home office é exatamente esse: Não ter o ambiente preparado para tal. “Não contar com uma cadeira ou mesa específica para o trabalho é o grande vilão desse profissional. A dica, nesse caso, é não ficar muito tempo na mesma posição, então, se possível, fazer um apoio para a coluna lombar com uma toalha dobrada”, explica. “Isso pode ajudar a reduzir os sintomas de dor nessa região e levantar de tempos em tempos se faz necessário”, completa. 

Outro erro comum, é não delimitar o espaço de trabalho. Ficar com o computador no sofá ou na cama, pode até parecer confortável, mas além de ser prejudicial a saúde também reduz a produtividade. “Além de causar dores e até possíveis lesões no futuro, posturas inadequadas diminuem a concentração. Por isso, é importante que você aja como se estivesse na empresa. Sempre atento à posição do seu corpo ao longo do dia, com a tela do computador na altura dos olhos e as mãos apoiadas”, orienta Bernardo. 

Bernardo ainda ressalta que realizar pequenas pausas e se movimentar durante o dia é fundamental para a circulação. Além da coluna, regiões como pescoço, punhos e panturrilhas também devem ser levados em consideração. “Alongar essas regiões de tempos em tempos ajuda e muito, a aliviar e prevenir futuras dores”, diz o especialista. Pensando nisso, ele listou algumas formas de se livrar das dores. Confira:

 

  • Pulsos:

Para aliviar essa parte do corpo, o que você terá de fazer são rotações em sentido horário e anti-horário nos dois pulsos. Você pode fazer estas repetições sempre que começar a sentir dores ou entre o final de uma tarefa e o início de outra.

 

  • Braços:

Junte as mãos e estique os braços para cima, deixando a postura ereta e o corpo bem elevado. Se mantenha nessa posição por 20 segundos e repita o movimento a cada duas horas (ou no intervalo de tempo que achar necessário). Você também pode variar a direção, fazendo isso com os braços para a frente, ao mesmo tempo.

 

  • Pescoço:

Para movimentar o pescoço e aliviar a tensão que geralmente depositamos nesta região, a dica do especialista é começar com movimentos bem suaves. Incline a cabeça, por 5 segundos, para cada lado e repita por 5 vezes. Depois faça o mesmo para frente e para trás e para finalizar faça o movimento de rotação completo nos dois sentidos, duas vezes para cada um deles.

 

  • Pernas:

Para diminuir toda pressão que as pernas sofrem por ficarem na mesma posição durante horas, você pode realizar um exercício super discreto: estique uma perna até ficar reta e flexione os joelhos para baixo, repetindo o movimento 10 vezes em cada perna. Na última repetição da série, deixe cada um dos membros inferiores esticados por 15 segundos. Além disso, não se esqueça de dar uma caminhadinha pela casa a cada duas ou três horas para ativar a circulação sanguínea.

 

  • Panturrilhas:

Na hora em que você estiver em pé por algum motivo, junte as pernas, fique na ponta dos pés e, depois volte à posição inicial. Repita isso de 10 a 15 vezes sempre que puder. 

“Com todas essas dicas, com certeza os dias de home office se tornarão mais produtivos e as dores vão ficar para trás”, finaliza.

 

Bernardo Sampaio - Fisioterapeuta pela PUC Campinas, possui especialização e aprimoramento pela Santa Casa de São Paulo e é mestrando em Ciências da Saúde pela mesma instituição. Atua como professor universitário em cursos de pós-graduação na área de fisioterapia músculo esquelética e é Diretor Clínico do Centro Especializado em Movimento (CEM), ITC Vertebral e Instituto Trata, de Guarulhos.

 

Será que estou sofrendo de insônia?

Os 3 sinais mais importantes a serem observados segundo a Associação Brasileira do Sono  

 

A insônia pode se manifestar de várias formas e cada pessoa pode experimentar sintomas diferentes. No entanto, existem alguns sinais comuns que podem ajudar a identificar se a pessoa está sofrendo desse distúrbio. A Associação Brasileira do Sono selecionou os três principais sinais que podem facilitar o diagnóstico:

1. Ficar deitado na cama por mais de 30 minutos tentando dormir;

2. Acordar várias vezes durante a noite e ter dificuldade em voltar a adormecer;

3. Acordar muito cedo e não conseguir voltar ao sono, mesmo que não tenha dormido o suficiente.

Essa dificuldade para dormir traz efeitos negativos na saúde física, mental e emocional. São eles:  

  • Sonolência diurna: A pessoa se sente constantemente sonolenta durante o dia (mesmo após ter dormido), pode ser um sinal de que a qualidade do sono está comprometida.  
  • Fadiga: A falta de sono pode causar cansaço, dificultando o desempenho das atividades diárias e afetando a qualidade de vida.
  • Irritabilidade e alterações de humor: A insônia pode causar irritabilidade, mau humor, ansiedade e até mesmo depressão.
  • Dificuldade de concentração e memória: A insônia pode afetar a capacidade de concentração, raciocínio e memorização, prejudicando o desempenho no trabalho, na escola e em outras atividades.  

A pessoa que está experimentando alguns desses sintomas com frequência e isso está afetando sua qualidade de vida e bem-estar geral, é importante procurar ajuda médica para avaliação e tratamento adequados. Um profissional de saúde pode ajudar a identificar a causa subjacente e desenvolver um plano de tratamento personalizado para melhorar a qualidade do seu sono!

 

Associação Brasileira do Sono (ABS)
https://www.instagram.com/absono/


Dia Mundial do Cérebro: dicas para mantê-lo ativo e saudável

Fortalecer a reserva cognitiva é essencial para proteger o cérebro contra doenças

 

Criado no dia 22 de julho pela Federação Mundial de Neurologia (FMN), neste mês celebramos o Dia Mundial do Cérebro. O objetivo da data é abordar e promover a saúde do mais importante órgão do sistema nervoso. A dra. Thais Bento, gerontóloga formada pela Universidade de São Paulo (USP), pesquisadora do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e diretora científica da Associação Brasileira de Gerontologia (ABG), parceira científica do Método SUPERA – Ginástica para o Cérebro, deixa algumas dicas para manter o cérebro ativo e saudável.

 

Alimentação Balanceada: inclua ômega-3 (peixes, nozes) e evite açúcar refinado e alimentos processados.


Exercícios Físicos Regulares: melhoram o humor e reduzem o estresse. Escolha uma atividade que você goste.


Bom sono: de sete a nove horas por noite ajudam na reparação do cérebro e na consolidação da memória.


Estímulos Cognitivos: quebra-cabeças, aprender algo novo e atividades que desafiem o raciocínio são ótimas opções.


Vida Social Ativa: interaja com amigos e familiares, participe de grupos e evite o isolamento.


Relaxamento: meditação, respiração profunda e momentos de lazer ajudam a reduzir o estresse.


* Consultas Médicas Regulares: detectar problemas precocemente é essencial para o tratamento eficaz.


* Ginástica para o cérebro: em comemoração à data, durante todo o mês, as escolas de ginástica para o cérebro do SUPERA estão de portas abertas, a fim de receber a população para tirar dúvidas sobre os cuidados com este importante órgão.

 

 

Reserva Cognitiva


A dra. Thais esclarece ainda sobre a importância da reserva cognitiva, que é a capacidade do cérebro de enfrentar adversidades, como possíveis exposições aos danos cerebrais ou doenças neurodegenerativas e acionar um mecanismo de proteção.

“Essa reserva é construída ao longo da vida através de atividades intelectualmente estimulantes, como leitura, estudos e aprendizado de novas habilidades e interações sociais. Fortalecer a reserva cognitiva é essencial para proteger o cérebro contra patologias como a doença de Alzheimer, a doença de Parkinson e demência, permitindo que ele se adapte e continue funcionando mesmo diante de lesões ou deterioração relacionada à idade”, afirma.

 

Segundo ela, “estimular a mente com atividades cognitivamente desafiadoras, manter uma vida social ativa para evitar o isolamento e tratar adequadamente problemas auditivos e depressão são estratégias importantes. A adoção de um estilo de vida saudável não só melhora a qualidade de vida, mas também contribui para a proteção do cérebro”, conclui.

 

SUPERA
www.metodosupera.com.br


Desafios da Terceira Idade: perda auditiva e dificuldade para engolir exigem atenção especial

Especialista explica como a perda auditiva e a dificuldade de deglutir afetam os idosos e destaca a importância da prevenção e do tratamento adequado

 

A população idosa enfrenta desafios específicos à medida que envelhece, entre eles, a presbiacusia, uma forma de perda auditiva relacionada à idade, e a disfagia, que é a dificuldade para engolir. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aproximadamente 1,5 milhão de brasileiros com mais de 60 anos têm deficiência auditiva, o que representa cerca de 4,3% dessa faixa etária.

O Dr. André Freire Kobayashi, otorrinolaringologista da Clínica Dolci, em São Paulo, explica que a presbiacusia é uma condição natural do envelhecimento, caracterizada pela perda auditiva progressiva em ambos os ouvidos. “Embora não haja cura para a presbiacusia, existem abordagens que podem atenuar e compensar a perda auditiva. Uma avaliação audiológica detalhada pode determinar se a perda está relacionada ao envelhecimento ou se há uma doença ativa agravando a situação”, afirma.

Entre os tratamentos disponíveis, Dr. Kobayashi cita o uso de aparelhos auditivos, medicações - em casos de doenças progressivas - e intervenções cirúrgicas. Ele ressalta a importância de uma abordagem preventiva, recomendando que os cuidados com a saúde auditiva comecem antes da terceira idade, com visitas regulares ao especialista.

Além da presbiacusia, os idosos também estão suscetíveis à disfagia, uma condição que afeta a deglutição e pode ocorrer em qualquer idade, mas se torna mais comum após os 60 anos. “Com o envelhecimento, a musculatura envolvida na deglutição pode enfraquecer, levando a engasgos e episódios de tosse”, explica o Dr. André Kobayashi. Ele destaca que a tosse ao comer não é normal e serve como um mecanismo de proteção quando o alimento segue por um caminho errado, podendo até entrar no trato respiratório.

Para quem sofre de disfagia, o otorrinolaringologista adverte que os líquidos são particularmente problemáticos, pois podem facilmente desviar para os pulmões. “Modificar a consistência dos alimentos pode prevenir complicações sérias, como pneumonia ou broncoaspiração”, aconselha.

O reconhecimento precoce dos sintomas é crucial para o tratamento eficaz dessas condições. A consulta com um otorrinolaringologista é essencial para diagnosticar, prevenir e tratar problemas auditivos e de deglutição de forma adequada, garantindo qualidade de vida para os idosos.

 

Clínica Dolci

 

Hospital do GRAACC alerta para sintomas de câncer de cabeça e pescoço em crianças e adolescentes

 

Quando diagnosticado precocemente, as chances de cura podem chegar a 90%; pais e responsáveis devem ficar atentos a sinais como obstrução nasal, sinusite crônica ou até mesmo casos de estrabismo


No próximo dia 27 de julho é celebrado o Dia Mundial do Câncer de Cabeça e Pescoço. A doença é considerada o quinto tipo com maior incidência no Brasil, sendo mais comum em adultos, mas também pode comprometer crianças e adolescentes. O Hospital do GRAACC, referência no combate ao câncer infantojuvenil, destaca que um dos principais problemas para o tratamento é o diagnóstico tardio. 

“Nós recebemos crianças e adolescentes com tumores muito extensos, comprometendo muitas vezes a respiração. Se identificados e tratados precocemente as chances de cura são muito boas, por exemplo o rabdomiossarcoma orbital, chegam a 90% se o diagnóstico é precoce”, diz a Dra. Eliana Maria Monteiro Caran, oncologista pediátrica do Hospital do GRAACC. 

Na infância, geralmente, esse tipo de câncer é causado por eventos genéticos. “Muitas vezes a criança nasce com uma alteração genética que predispõe ao tumor, já em adolescentes existe a infecção crônica por certos vírus, incluindo o HIV, o vírus de Epstein Barr e o HPV. Em adultos existem alguns fatores de risco, como, por exemplo, exposição à radiação, exposição ao tabaco e o consumo de álcool”, explica a médica. 

O diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura. Por isso, é preciso ficar atento a alguns sintomas. “O quadro clínico depende da localização do tumor, mas pode se manifestar com o aumento de linfonodos no pescoço, obstrução nasal, como uma sinusite que não melhora e a criança começa a dormir com dificuldade, começa a roncar a noite. Muitas vezes sai secreção sanguinolenta do ouvido, ou até mesmo casos de estrabismo”, revela Dra. Eliana. 

Em ordem de incidência, o tumor na cabeça e pescoço de crianças e adolescentes, a neuro-oncologista pediátrica do Hospital do GRAACC afirma que o mais comum são os linfomas, principalmente o linfoma de Hodgkin, que se manifesta pelo aumento dos linfonodos e pescoço. “Mas também temos os sarcomas, o carcinoma de rinofaringe, o carcinoma de tireoide e depois os tumores de glândulas salivares.

Esses pacientes exigem um tratamento mais complexo, porque além da questão do tumor existem também algumas questões estéticas e funcionais, como a alimentação e respiração, tudo isso pode estar comprometido”, explica a médica. 

Para tratar a especialidade de forma integral, o Hospital GRAACC conta com uma equipe multiprofissional envolvendo radioterapia, diagnóstico por imagem, fonoaudiologia e psicologia.


Especialista em Reprodução Humana explica a técnica utilizada para casais com problemas de fertilidade 

 

Em uma postagem recente no Instagram, a influencer Graciele Lacerda compartilhou com seus seguidores a jornada de sua gravidez, revelando que ocorreu através de fertilização in vitro. Este método foi necessário porque o cantor Zezé Di Camargo, seu parceiro, passou por uma vasectomia. Graciele explicou que a gestação foi alcançada na sétima tentativa do casal, e envolveu um procedimento de punção para coleta de espermatozoides. "Você faz uma punção e puxa os espermatozoides", detalhou.

Para entender melhor o processo, o Dr. Renato Fraietta, especialista em Reprodução Humana da Clínica Paulista de Medicina Reprodutiva (CPMR) e coordenador do Setor Integrado de Reprodução Humana da Unifesp, explicou que a vasectomia interrompe o canal que transporta os espermatozoides dos testículos para a uretra. "Essa interrupção faz com que a ejaculação não contenha mais espermatozoides. Porém, a produção continua pelo resto da vida e, se o homem decidir reverter a vasectomia, é possível", explicou o especialista.

Dr. Renato Fraietta destacou as diferentes técnicas de extração de espermatozoides para fertilização In Vitro. "Quarenta por cento dos fatores de infertilidade são de origem masculina, sendo um deles a azoospermia, que pode ser obstrutiva ou não obstrutiva", esclareceu.

Azoospermia Obstrutiva: Causada pelo bloqueio do caminho por onde passa o espermatozoide, desde o testículo até a uretra, impedindo a saída dos espermatozoides dos testículos. No caso em questão, nos ductos deferentes por ser uma vasectomia.

Azoospermia Não Obstrutiva: Dificuldade ou ausência de produção de espermatozoides nos testículos.

"Pacientes do sexo masculino tem um pequeno ducto no seu sistema reprodutor, chamado de epidídimo - responsável pelo armazenamento dos espermatozoides produzidos pelo testículo. Por isso, para homens vasectomizados, utiliza-se a PESA (Aspiração Percutânea de Espermatozoides do Epidídimo), realizada através da punção do epidídimo, ou a MESA (Aspiração Microcirúrgica de Espermatozoides do Epidídimo – padrão-ouro), que é uma microcirurgia com anestesia na qual o epidídimo é aberto para buscar os espermatozoides, portanto, sem dor. Em casos mais graves, como nas azoospermias não obstrutivas, quando não há produção de espermatozoides, são utilizadas técnicas como a TESE (Extração de Espermatozoides dos Testículos), uma obtenção direta no testículo realizada em centro cirúrgico, e a MICROTESE, uma técnica mais complexa que expõe o testículo para localizar os espermatozoides com a ajuda de um microscópio especializado", detalhou Dr. Renato Fraietta ao abordar as técnicas utilizadas em azoospermia.

 

Fertilização In Vitro

Após a coleta dos espermatozoides, seja por punção, microcirurgia ou masturbação, os espermatozoides passam por um tratamento especial no laboratório. Dr. Renato explica que o espermatozoide é então inserido no óvulo através da ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides). "A ICSI é usada quando há prejuízo na quantidade dos óvulos, baixa concentração de espermatozoides, morfologia ruim ou baixa motilidade, ou quando são obtidos cirurgicamente. Já a fertilização in vitro convencional é usada quando a qualidade do espermatozoide é adequada e obtida por masturbação", concluiu o especialista.

Buscar a ajuda de um especialista em reprodução humana é fundamental para casais enfrentando desafios de fertilidade. Profissionais como o Dr. Renato Fraietta possuem o conhecimento e as técnicas necessárias para identificar as causas da infertilidade e oferecer as melhores opções de tratamento, como a fertilização in vitro.

 

 Clínica Paulista de Medicina Reprodutiva - CPMR


Alerta: resistência bacteriana é a maior ameaça a saúde global

Especialista do maior hospital de otorrinolaringologia da América Latina explica que o uso incorreto de medicamentos é a principal causa 

 

A resistência bacteriana é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) uma ameaça global, principalmente na América Latina. A estimativa é que até 2050 ela esteja associada a mais de 10 milhões de mortes em todo o mundo. Segundo a OMS, cerca de 700 mil pessoas morrem por ano devido ao uso indiscriminado de medicamentos sem recomendação médica. 

Para o otorrinolaringologista Marco César Jorge dos Santos, do Hospital Paranaense de Otorrinolaringologia (IPO), maior referência do segmento na América Latina, a pandemia da Covid-19 intensificou os casos de resistência bacteriana por causa dos atendimentos a pacientes graves em UTI e agora está caminhando para níveis alarmantes. “O corpo vai criando resistência aos remédios porque a bactéria cria mecanismos de defesa, fazendo o medicamento não funcionar. O paciente que usa antibióticos de maneira indiscriminada, achando que antibiótico cura tudo, está na verdade desenvolvendo um estado de saúde com resistência a vários antibióticos”, conta o médico. 

As principais enfermidades tratadas de maneira equivocada com antibióticos são as gripes e resfriados, que em um processo natural da doença tem um ciclo que pode durar até sete dias. “Processos virais como gripes e resfriados são as principais doenças em que os antibióticos não funcionam para a cura, justamente porque estas doenças são virais e não bacterianas”, explica o especialista. O tratamento de gripes e resfriados deve ser focado em hidratação, lavagem nasal e sintomáticos, como o paracetamol, que ajudarão o processo natural de reestabelecimento da saúde do organismo. 

O uso de antibiótico de repetição desenvolvendo resistência bacteriana no organismo do paciente é uma das principais causas de morte em pacientes na UTI por infecções hospitalares. “Vale ainda lembrar de outra medicação de uso muito comum pelos pacientes sem orientação médica, que são os corticóides, pode ser a causa de doenças como glaucoma, tromboembolismo, diabetes, hipertensão e osteoporose. Fica então a mensagem que antibióticos e corticóides só podem ser utilizados pelos pacientes com orientação do seu médico”, completa Marco César Santos.


Como fisioterapia ajuda a melhorar doenças de inverno

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Problemas como asma, bronquiolite e até covid-19 podem ser tratados com exercícios específicos 

 

Quando o inverno chega, traz consigo uma série de doenças respiratórias que atingem desde as crianças até os idosos. Asma, bronquiolite, pneumonia, covid-19 e outros problemas são muito mais frequentes quando as temperaturas estão mais baixas e os espaços, menos arejados devido ao frio. Todas essas doenças podem ter seus sintomas atenuados com a ajuda da fisioterapia.

De acordo com o boletim do InfoGripe divulgado no final de junho, dez estados brasileiros apresentaram aumento no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A SRAG, ainda segundo o documento, foi causada principalmente pelos vírus da influenza A, vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus. “O início do inverno é motivo de atenção para o aparecimento das doenças respiratórias, porque as temperaturas mais baixas favorecem a disseminação dos vírus que são causadores dessas infecções, já que os ambientes ficam pouco ventilados”, explica a professora do curso de Fisioterapia da Universidade Positivo (UP), Francieli Gimenez. Em alguns casos, esses problemas podem fazer com que o paciente tenha dificuldade para respirar mesmo estando em repouso e com as medicações corretas indicadas pelos médicos. Daí a necessidade de uma intervenção com um fisioterapeuta.

Dentre os benefícios que a fisioterapia respiratória pode proporcionar para esses pacientes está a melhora da capacidade respiratória. Isso acontece, segundo a especialista, porque “muitos dos exercícios que a fisioterapia realiza ajudam na mobilização dos músculos ventilatórios, o que contribui para a desobstrução das vias aéreas e, consequentemente, para facilitar o fluxo de ar”. Se o tratamento exigir uma internação, a fisioterapia respiratória e a fisioterapia motora atuam no sentido de reduzir o tempo de hospitalização do paciente. Não à toa, os profissionais de fisioterapia foram tão fundamentais na pandemia de covid-19. Eles eram os responsáveis por auxiliar na recuperação dos pacientes internados nas unidades de saúde. Em alguns casos, o tratamento medicamentoso associado à fisioterapia pode evitar que o paciente precise ser hospitalizado.


Como e quando começar

Para Francieli, é hora de buscar ajuda sempre no inicio dos sintomas, quando houver dificuldade para respirar, grande acúmulo de secreção, febre, cansaço ou mesmo um diagnóstico médico de doença respiratória. “Outra preocupação é com as crianças, principalmente as menores de dois anos. Como elas ficam muito em creche ou na escola, o ambiente fechado nessa época de inverno favorece muito a disseminação dos vírus, devido à pouca ventilação, o que faz com que elas possam ser contaminadas por vírus respiratório e evoluir para uma bronquiolite. É importante que os pais percebam logo os primeiros sintomas, como febre, tosse com secreção e, principalmente, dificuldade para respirar”, alerta.

Todas as intervenções devem ser feitas com o acompanhamento de um profissional de fisioterapia. “Os tratamentos incluem algumas manobras específicas no pulmão do paciente e, por isso, é preciso realizar uma avaliação sobre a condição geral desse paciente para saber o que é indicado e o que é contraindicado”, explica. Embora alguns exercícios possam ser realizados em casa para acelerar a recuperação, eles também devem ser orientados por um profissional especializado.


Síndrome do ombro congelado provoca dores e limita o movimento

Doença atinge prioritariamente mulheres a partir dos 40 anos e pode levar meses para a recuperação dos movimentos 

 

Tudo começa com uma dor no ombro, uma pequena dificuldade de se movimentar, mas o problema avança e a pessoa chega a perder a capacidade de mover o braço, sofrendo com dores intensas, dificuldade para dormir e até incapacidade para o trabalho. A Síndrome do Ombro Congelado, também conhecida como capsulite adesiva, atinge prioritariamente mulheres dos 40 aos 60 anos e pode levar até dois anos de tratamento para obter a recuperação total dos movimentos.

A doença é caracterizada por uma rigidez no ombro que limita progressivamente os movimentos. Fica complicado levantar o braço, colocar a mão para trás ou até mesmo na nuca. Essa condição ocorre quando a cápsula do ombro fica inflamada e enrijecida. É comum que o quadro cause dores não só no ombro em si, mas também nas articulações do cotovelo e do pulso, uma vez que os movimentos, para poupar o ombro, são feitos de maneira incorreta.

De acordo com o médico ortopedista Cleber Furlan, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), as causas exatas ainda são desconhecidas, mas fatores como lesões no ombro, diabetes, doenças cardíacas e a imobilização prolongada do ombro podem aumentar o risco de adquirir a síndrome.

“Os principais sintomas incluem dor constante no local, principalmente no período noturno, e uma progressiva perda de mobilidade. Movimentos simples como vestir-se ou pentear o cabelo podem se tornar difíceis e dolorosos”, explica o especialista.

O diagnóstico é feito através de uma avaliação clínica pelo médico ortopedista, que analisa o histórico de saúde e realiza exames físicos. Em alguns casos, exames de imagem como raio-x e ressonância magnética podem ser necessários.

O tratamento inclui sessões de fisioterapia, exercícios de alongamento e até medicamentos anti-inflamatórios. Em casos mais graves, injeções de corticosteroides ou até mesmo cirurgias podem ser necessárias.




Cleber Furlan - Médico ortopedista há mais de 20 anos, o Dr. Cleber Furlan é também Mestre em Ciências da Saúde pela FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) e Doutorando em Cirurgia pela UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). Furlan é especialista em Cirurgia do Quadril, bem como membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Quadril.
https://www.cleberfurlanmedicina.com.br/


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