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sábado, 17 de fevereiro de 2024

Um sol para cada pet: 4 cuidados com os bichinhos durante altas temperaturas

freepik
Veterinária orienta como deixar os bichinhos mais confortáveis dentro e fora de casa durante o período de altas temperaturas e ondas de calor


Ainda que o verão só tenha começado de fato em dezembro, a previsão é que as ondas de calor continuem atingindo as cidades brasileiras ao longo de 2024, segundo especialistas ouvidos pelo portal DW. Considerando que o “verão”, portanto, pode durar muitos meses, os cuidados com os pets devem ser mais do que redobrados. 

“Os pets tendem a sofrer um pouco mais em dias quentes, por isso, deve-se prestar atenção no comportamento deles e tomar medidas que refresquem e ajudem o bichinho a passar por esses períodos de forma saudável”, comenta Marina Meireles, veterinária comportamentalista do Nouvet, centro veterinário de nível hospitalar em São Paulo, que também possui uma escola para cães. “Principalmente durante as férias de verão, em que tutores levam seus amiguinhos às praias, essa vigilância faz uma grande diferença”, complementa. 

Pensando nisso, a especialista aponta cuidados importantes para os pets aproveitarem a estação. Confira:

 

Passeios devem acontecer, mas com alguns cuidados

Os passeios ao ar livre não são inimigos dos cães no calor, mas sim o horário em que são realizados. Entre 10h e 16h, as temperaturas costumam ser altas, então optar por horários mais frescos no começo da manhã ou final da tarde é uma boa pedida. 

“Um ponto importante é sempre testar a temperatura do piso antes de expor o pet à área externa, seja areia ou cimento, pois há o risco de queimaduras sérias nas almofadinhas das patas. Lugares arborizados e com sombra são preferíveis para os momentos de descanso durante o passeio”, explica a veterinária do Nouvet.

 

Hidratação e protetor solar são os melhores amigos

Não importa se os peludos estão dentro ou fora de casa, a água deve ser a melhor amiga do seu pet. Esteja sempre acompanhado de uma garrafa ou potinho d’água para mantê-los bem hidratados durante as caminhadas e passeios. Assim como os humanos, os pets também devem usar protetor solar específico para eles, principalmente nas regiões com menor cobertura de pelos, como no focinho, orelhas e barriga.

 

Atividades refrescantes

Apostar em atividades de enriquecimento ambiental utilizando gelo também é uma alternativa divertida e refrescante para ajudar os cães. Isso pode ser feito com brinquedos recheáveis congelados com sachês, caldo do cozimento de carne ou legumes, frutas, ou mesmo a própria ração do cão. Além disso, cubos de gelo e alimentos úmidos são bem-vindos também.

 

Felinos também precisam de cuidado

Os tutores devem lembrar que não são apenas os cães que precisam de atenção no calor, os gatos também requerem cuidados especiais. Mesmo que fiquem dentro de casa e sejam mais adaptados ao calor, uma opção é oferecer uma toalha molhada e observar se o felino se deita em cima dela naturalmente, sem forçá-lo. 

É importante manter os gatinhos em um ambiente confortável, ventilado, com sombra e com água à disposição. Seja em formato líquido ou em petiscos congelados, a água precisa ser ofertada de forma recorrente, pois gatos costumam ingerir pouco líquido e podem precisar de incentivos dos tutores para se manterem hidratados.

 

 Nouvet


PETS & BEBÊS: Como preparar seu cachorro para a chegada de um recém-nascido

A veterinária Marcela Barbieri reuniu a experiência profissional ao que viveu enquanto estava grávida para ajudar - e tranquilizar! - pais de pet com a chegada de um bebê

 


O período de gravidez é uma fase cheia de novidades, com a preparação do novo quartinho, enxoval e, claro, muitas expectativas para a nova rotina com a chegada de um bebê. As gestantes que têm um ou mais pets ainda sentem uma preocupação a mais, pois sabem da importância de fazer uma apresentação tranquila e segura do recém-nascido para o membro de quatro patas da família. Além disso, a nova rotina da casa pode despertar novos comportamentos do animal e saber lidar com tudo isso é essencial para que a família passe por esse período da melhor forma. 

 

Depois de viver essa experiência e com objetivo de auxiliar famílias que estão nessa fase, a veterinária especializada em comportamento canino, Marcela Barbieri (@marcela.barbieri no Instagram), passou a compartilhar o passo a passo do que fez para garantir que tudo corresse da melhor maneira não só durante os 9 meses de gravidez, mas também depois que o filho nascesse, com apresentação entre bebê e cãozinho (ela é tutora do apaixonante Cirilo, um salsichinha que não era muito chegado em criança e se tornou o melhor amigo do filho dela, o Francisco, hoje com dois aninhos).

 

Com uma abordagem única e expertise comprovada, Marcela juntou toda a experiência como veterinária comportamental, adestradora e mãe para oferecer insights práticos sobre como integrar o pet na rotina familiar, desde os primeiros dias de gestação até a adaptação à presença do recém-nascido, garantindo que essa fase de tantas novidades aconteça de maneira adequada para todos os moradores da casa - incluindo o pet.


Ela esclarece que cada cãozinho é único e reage de uma forma diferente, mas que é possível “preparar o terreno” para não assustar o integrante de quatro patas da família. “Existem treinos que podem ser feitos com o pet, mas um trabalho multidisciplinar também acelera esse processo, com os cuidados básicos explicados por uma enfermeira e também por obstetra, que garantem uma abordagem segura e saudável para a introdução do pet ao recém-nascido”, explica.

 

Marcela Barbieri - veterinária comportamental, zootecnista e adestradora há mais de 8 anos. Dedicada ao bem-estar e ao comportamento canino, ela transformou a vida de centenas de tutores e dos animais deles. Além de atendimentos presenciais e online, ela também compartilha conteúdo sobre comportamento canino nas redes sociais.


VOCÊ ENTENDE SEU PET? CONHEÇA WAGNER BRANDÃO, COMPORTAMENTALISTA ANIMAL

Com uma metodologia pautada na paciência, Wagner Brandão é um dos poucos comportamentalistas animais do Brasil. Adestrou desde moscas até tigres e tigresas.

 

Existe uma crença enraizada na sociedade de que os animais são seres extremamente diferentes dos seres humanos. Os pets, tanto de estimação quanto os da natureza, sofrem com problemas de saúde física e emocional como depressão, síndrome do pânico, fobia e principalmente ansiedade. 

Conforme revelado por um estudo conduzido pelos cientistas da Universidade de Helsinque, na Finlândia, cerca de três em cada quatro cachorros vivenciam episódios de ansiedade. Essa condição, mais conhecida como ansiedade de separação, geralmente se desencadeia na ausência de seus tutores, manifestando-se através de sintomas como medo, falta de atenção, agressividade, sensibilidade a ruídos e comportamentos compulsivos. Contudo, a boa notícia é que a ansiedade animal pode ser superada com a assistência de um profissional comportamentalista, cuja abordagem difere significativamente dos métodos tradicionais de adestramento, sendo pautada pela paciência, precisão e uma atenção individualizada ao animal. 

Wagner Brandão é um dos trinta comportamentalistas animais no Brasil formado pela USP (Universidade de São Paulo) em 2002, em uma turma exclusiva. Residente em São Paulo, Wagner já adestrou mais de quinhentos cachorros e não se restringe apenas a essa espécie. Em sua carteira de “clientes," encontram-se gatos, hamsters, peixes, tigres, tigresas e até mesmo moscas. 

"Quando um cachorro apresenta um comportamento anormal, como fazer xixi no lugar errado, latir incessantemente ou morder os móveis, é comum pensar em chamar um adestrador. Isso não está errado; em alguns casos, o adestrador pode resolver o problema. No entanto, meu método comportamentalista é mais específico. Poderíamos dizer que eu venço o animal pelo cansaço; minha metodologia se baseia na paciência. Eu não aplico broncas ou repreensões, sou paciente e trabalho no aspecto psicológico do pet, sempre buscando compreender as raízes do comportamento e como tratá-lo." comenta Wagner Brandão. 

Ex-investigador da Polícia Civil, em 2005, Wagner foi convocado para treinar cachorros para faro e ataque na mesma. Entre seus feitos notáveis, o comportamentalista foi responsável por treinar um cachorro na cidade de Franco da Rocha - SP, para rastrear cheiros específicos de um tipo de sangue, facilitando o reconhecimento de possíveis vítimas de crimes e desaparecimentos. Além disso, Wagner desenvolveu projetos de interação entre cachorros e crianças autistas para promover o estímulo muscular e o desenvolvimento psíquico delas. 

Parceiro de mais de 156 protetores de animais independentes, Brandão também é um ativista da causa animal. Para o futuro, sua meta é abrir uma creche e um hotel animal. "A creche e o hotel animal são propostas diferenciadas, ao contrário dos estabelecimentos convencionais que, geralmente, aceitam apenas cachorros. Em meu projeto, gatos e até outras espécies serão bem-vindos. Tudo com preços acessíveis e o máximo de segurança. Além disso, o treinamento comportamentalista animal poderá ser realizado durante a hospedagem, se for desejo do tutor”, resume. 

Atualmente, Wagner atende tanto de forma online quanto presencial, oferecendo pacotes de cinco a dez aulas. O comportamentalista não impõe um tempo máximo para atender seus clientes; cada aula é cuidadosamente planejada e conduzida de acordo com a necessidade de cada um. A rapidez também é uma das suas principais características, isso porque de cinco a dez aulas o animal já está adestrado. Além disso, o comportamentalista oferece consultorias onlines gratuitas aos tutores de cães, onde tira dúvidas, conhece mais sobre o cachorro e passa alguns exercícios comportamentais. 

Wagner assegura que nunca encontrou um pet que não pudesse ser adestrado. "Tenho uma taxa de eficiência de 100%. Jamais recebi relatos de cachorros, gatos ou outros animais não adestrados, e para mim, isso é apenas o começo. O futuro reserva ainda mais parcerias, projetos e tutores conectados com seus pets.", finaliza o comportamentalista.

 

Wagner Brandão - comportamentalista animal desde 2002, formado pela Universidade de São Paulo, é ex-investigador da Polícia Civil e ex-treinador de cães policiais para faro e ataque. Colaborador de mais de 156 protetores animais independentes, Wagner já treinou mais de 500 cachorros. Seus clientes incluem não apenas animais de estimação, como gatos, mas também grandes felinos como tigres e tigresas, além de peixes e até mesmo moscas. Atualmente, Wagner presta atendimento a clientes de todo o mundo, tanto de forma online quanto presencial. Saiba mais em: adestradorwagnerbrandao


Entenda quais cuidados ter com o pet no verão

As altas temperaturas estão sempre presentes no verão brasileiro. Os períodos de calor extremo exigem cuidados especiais também com os animais de estimação, que costumam sentir bastante essas mudanças climáticas.  Mas é preciso estar atento a quais práticas realmente são indicadas para refrescar o seu pet, senão você corre o risco piorar a situação. 

“Os animais não apresentam glândulas sudoríparas para liberação do calor e a transpiração ocorre pela boca, através da língua, enquanto os gatos transpiram pelas almofadinhas das patas”, explica a médica veterinária responsável pela plataforma de teleorientação veterinária, TioChico, Fernanda Loss. A veterinária orienta ainda que a hidratação é essencial, visto a importância da reposição do que foi perdido através do suor. Para isso, a dica é colocar vários potinhos de água espalhados pela casa, pedrinhas de gelo na água e fazer trocas constantes para que permaneça sempre fresquinha.

“O momento do passeio requer atenção. O melhor é evitar a exposição ao sol entre 10h e 16h, pois neste horário os raios solares são mais intensos. Atenção também à temperatura do chão. Se for muito quente para você, estará para o seu pet. O uso de protetor solar também é recomendado para os pets e as roupas não devem ser usadas. O piso frio e o gramado são aliados para os dias quentes, mas ambientes abafados e pouco arejados devem ser evitados”, recomenda Fernanda. 

Banhos, uso de tapete refrescante e tosa são outras ótimas opções para amenizar o calor. “Apesar do que muitos tutores acreditam, a tosa pode ter um papel fundamental na amenização do calor, pois apesar da pelagem funcionar como barreira para as altas temperaturas, o que está retido também não sai. A situação é bem semelhante à nossa ao usar um casaco de pele durante o verão. Portanto, se o pet não tem alguma predisposição genética a ter problemas com crescimento de pêlo ou doenças de pele, não há contraindicação para a tosa”, esclarece a veterinária. 

Fernanda orienta que em temperaturas elevadas a atenção com os pets deve ser redobrada, principalmente se o pet for um braquiocefálico. E, se necessário for, o uso de ar-condicionado e ventilador podem contribuir para o bem-estar do animal de estimação.

O empresário e idealizador do projeto, Cláudio Goldsztein, destaca a importância do tutor poder contar com um veterinário para orientá-lo no cotidiano. “Dúvidas como essa podem ser facilmente esclarecidas com o acompanhamento e orientação periódica de um médico veterinário, que irá recomendar exatamente o que o pet precisa de acordo com a sua necessidade individual. E o TioChico nasceu justamente dessa necessidade que sentimos do mercado. Oferecemos muito mais que atendimento de emergência, acompanhamos o animal de estimação em todas as fases e orientamos sobre todos os assuntos. Para proporcionar assim, uma real qualidade de vida”, destaca. 

 

TioChico
www.tiochico.vet


Pets e Decoração: o papel do ambiente no comportamento dos animais e no convívio com seus donos

 Divulgação
 É possível harmonizar a casa para atender as necessidades dos bichos e dos humanos

 

É comum ouvirmos donos de pets dizerem que seus animais dominam todos os espaços da casa, muitas vezes destruindo móveis, espalhando uma grande quantidade de pelos ou outras situações que podem levar a um estresse entre os bichos e seus donos, por mais amor envolvido que haja nessa relação. Mas, é plausível pensar em possibilidades de decoração que minimizem esse conflito, utilizando elementos que se adequam ao tipo de animal ao mesmo tempo que atendem as necessidades dos donos quanto ao estilo de decoração.

O Seu Canto No Mundo, projeto do arquiteto Glaucio Gonçalves e da especialista em desenvolvimento humano Lívia Romeiro, é especializado na harmonização de ambientes, de forma a atender as expectativas, necessidades e personalidade de todos que habitam o lar, para que a casa ou apartamento sejam acolhedores e compatíveis aos gostos e comportamentos de cada um, inclusive os pets.

“Há muitos casos em que as pessoas acabam desistindo de cuidar da decoração da casa ou até mesmo abrindo mão dos animais por não conseguirem manter o lugar livre de pelos ou ter móveis intactos. Isso pode ser minimizado, escolhendo tecidos mais adequados para sofás, poltronas e cadeiras, por exemplo, nos quais o pelo não grude tanto; modelos e materiais que os pets não gostem de arranhar, entre outras soluções”, sugere Lívia.

A especialista explica que não há um padrão de decoração para esses casos, e que é preciso entender todo o contexto do ambiente, tipo de pets e as diferentes personalidades que convivem na casa. “Se no mesmo lugar moram uma pessoa organizada e minimalista e outra que precisa de mais cores e elementos para se sentir acolhida, e ainda houver animais de estimação, é possível encontrar um equilíbrio na decoração para que todos tenham ‘seu canto’ dentro da casa”, explica.

A funcionalidade personalizada, proposta pelo Seu Canto No Mundo aposta na importância de criar ambientes para que todos que convivem no mesmo lar se sintam confortáveis, acolhidos pelo espaço e representados em suas maneiras de ser.

Para ela, é importante que os bichos também sejam inseridos nesse planejamento, adaptando a casa ou apartamento de forma que eles também tenham seus espaços, o que pode os deixar menos agitados ou estressados. “Até mesmo um aquário mal posicionado ou com estilo diferente da decoração da casa pode ser um motivo de desconforto para as pessoas, que tendem até a se cansar e desistir da peça que, se bem planejada, pode ser um elemento muito positivo na decoração do ambiente”, acrescenta Lívia.

“A necessidade de ter ‘seu canto’ é inerente a todo ser vivo, seja animal ou humano, desde o útero materno. Transmitir esse conceito para a decoração da casa, apartamento ou ambiente de trabalho coopera para a harmonia, conforto, produtividade, bem estar físico e emocional, das pessoas, além de melhorar o convívio entre elas”, finaliza Glaucio Gonçalves.

Saiba mais sobre o Seu Canto no Mundo: www.seucantonomundo.com.br 


Pets: saiba como e por que é importante cortar as unhas do seu cachorro


Unhas podem encravar, quebrar e atrapalhar o equilíbrio e o caminhar dos animais

 

O hábito de cortar regularmente as unhas dos pets é essencial para se manter a higiene, o bem-estar e a saúde deles. Os tutores devem ter cuidado para não machucar ou causar sangramentos durante o corte. Segundo a professora do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, Nina Gabriela Gualberto, as unhas grandes atrapalham o caminhar dos bichinhos, pois elas podem adentrar nos coxins e causar inflamação e infecção. 

“Cortar as unhas dos cães é um grande temor da maioria dos tutores, mas esse hábito precisa constar na rotina dos pais e mães de pets, para o bem da saúde dos bichinhos e também para evitar acidentes domésticos com crianças e idosos, além de ajudar na conservação de móveis e objetos”, afirma a docente.
 

ANATOMIA DA UNHA DO CACHORRO

As unhas dos cachorros são parecidas com as humanas: a parte firme e rígida da unha é formada por queratina, uma proteína sintetizada por muitos seres vivos para formar diversas estruturas do corpo. A diferença é que os cachorros apresentam uma estrutura chamada “sabugo”, uma rede muito sensível de vasos sanguíneos responsável por nutrir a unha do animal.

O sabugo é uma região rosada, facilmente identificável em animais que têm a unha clara. Nesses casos, segundo o especialista, é mais fácil o ato de cortar a unha. O problema é quando o animal têm unha escura: é preciso ir aparando a unha do cachorro por partes, para não cortar o sabugo. Caso a região seja atingida, é possível que haja sangramento.
 

QUANDO CORTAR A UNHA DO CACHORRO?

Para identificar o momento certo de cortar a unha do animal, o tutor pode ficar atento se o cão produz barulho de atrito com o chão ao caminhar, uma espécie de “tic-tic”. Em alguns casos, se a unha estiver incomodando o cachorro, ele mudará a forma de caminhar, andando com a patinha levemente levantada, por exemplo.
 

UNHA GRANDE PODE CAUSAR PROBLEMAS

Com o passar do tempo, as unhas podem encravar, quebrar e causar até problemas de mobilidade, locomoção e dores na coluna do animal. Sem o devido corte, elas crescem de forma curvada, podendo até penetrar na patinha do cachorro. A boa notícia é que com a manutenção regular, o sabugo acaba retraindo, facilitando cada vez mais os próximos cortes nas unhas.
 

O tutor também deve prestar atenção à unha do “dedo vestigial” do animal. Os cães têm 5 dedos nas patas dianteiras, e quatro dedos nas patas traseiras. O dedo vestigial é o do meio da pata da frente, que exceto em casos de má-formação, não toca o chão quando o cachorro caminha. Por isso, essa unha tende a ser maior e curvada, e precisa ser cortada com mais regularidade. 

“Para que o corte das unhas seja menos traumático para o animal, é recomendável realizar o procedimento em um ambiente calmo e com luz, fazendo carinho no animal, além de recompensá-lo com algum petisco após o corte, para que ele associe o ato a um momento feliz. O tutor não pode esquecer de usar cortadores e tesouras de unha apropriadas para animais, disponíveis em diversas versões no mercado pet”, finaliza o professor universitário.

 

Anhanguera
Acesse o site e o blog para mais informações

 

5 MANEIRAS DE INCENTIVAR O CÃO A SE HIDRATAR NO VERÃO USANDO SACHÊ COMO UM ALIADO

Confira sugestões refrescantes e deliciosas recomendadas pela PEDIGREE® em dias mais quentes

 

Com as altas temperaturas registradas no verão, cuidar da hidratação dos pets tem uma importância maior. E nessa onda de calor, a PEDIGREE®, uma das marcas mais conhecidas no mercado de nutrição e alimentação para cães, apresenta 5 maneiras para manter os pets hidratados de maneira nutritiva e muito saborosa com os sachês, que são uma maneira lúdica e prática de garantir que os pets estejam hidratados, felizes e saudáveis nesta temporada.

Sachê puro: Com elevada concentração de água na receita, o sachê é um excelente aliado para hidratar e prevenir problemas renais. Além de oferecer uma solução prática e rápida para manter os pets hidratados.

Picolé de sachê: coloque o sachê favorito do seu pet no freezer por duas horas. Quando ele estiver com uma consistência firme, sirva a refeição como uma opção geladinha e refrescante.

Mousse de sachê: bata o sachê favorito do seu pet no liquidificador até que fique em uma textura cremosa. Depois disso, leve até a geladeira por 2 horas ou até que fique gelado.

Cubos de gelo nutritivos: Despeje o sachê em uma forma de gelo e leve ao congelador. Depois de 2 horas, retire os cubos congelados e acrescente à água do seu cachorro.

Bolo de Aniversário: nesta receita, você precisará de uma lata de patê PEDIGREE®, um pacote de sachê, Biscrok™ para decorar o bolo, água e uma forma de silicone.

Misture o patê com água até obter uma consistência cremosa. Cubra a forma com essa mistura, adicione o sachê no centro como recheio e finalize com o restante do patê. Após desenformar, decore o bolo com os petiscos Biscrok™ para um toque final irresistível.

Além do benefício da hidratação, os sachês são uma maneira de oferecer uma alimentação completa e balanceada para o seu cão, de forma prática e rápida. Rica em vitaminas e minerais, essa opção de alimentação contribui para a saúde geral e o bem-estar dos pets.

A Dra. Deise Silva Alberto, médica veterinária especialista em nutrição animal e consultora da Pedigree, destaca a importância dos sachês durante o verão: “Os sachês oferecem uma excelente fonte de hidratação, sendo grandes aliados para enfrentar as altas temperaturas que estão por vir. Formulados com rigorosos padrões de qualidade, contribuem para o bem-estar dos cães, além de auxiliar na prevenção de doenças renais.”

Lembre-se de ajustar as porções de acordo com o tamanho e as necessidades específicas do seu pet. Essas receitas proporcionarão não apenas hidratação, mas também uma experiência saborosa e divertida para seu animal de estimação.

 

Mars

 

QUARESMA: O QUE É, SIMPATIAS E ORAÇÕES PARA SE PROTEGER NESSE PERÍODO


O período de resguardo que mais sofre com mudanças energéticas é a quaresma. Conheça as diferentes formas de se proteger nesta fase do ano.

 

Você já ouviu falar da quaresma? Para quem não conhece, a quaresma é um período litúrgico que se estende por 40 dias, desde a quarta-feira de cinzas até o domingo de ramos, último domingo antes da Páscoa. 

Nesse período, as pessoas costumam repensar as atitudes, se dedicam mais a ajudar os outros, constroem novos hábitos, se purificam e fazem algum tipo de sacrifício pessoal. De acordo com Yara Vieira, consultora esotérica do Astrocentro, a quaresma é época de nos arrependermos dos nossos pecados, de mudarmos algo em nós para sermos melhores. “Nesses 40 dias, somos convidados a mudar de vida, é tempo de perdão e reconciliação”, diz.
 
“Muitos pensam que a quaresma é um tempo de tristeza, mas não. Na verdade, é a preparação para uma grande festa. Normalmente para uma festa compramos roupa e sapatos novos, arrumamos o cabelo, as unhas, pois então, nesses quarenta dias, é como nos preparamos para a grande festa de renovação de nossa vida, a passagem para uma vida nova, que é a Páscoa” complementa Yara.
 

Como, então, posso me preparar para a quaresma e me resguardar durante ela? 

O início deste processo de limpeza, resguardo e proteção é criterioso e intenso, mas as orações, jejum, banhos e simpatias podem ajudar. 

“Uma simpatia na quaresma busca sempre a fé, a abertura de caminhos e a precaução para se alcançar o resultado desejado, por isso, são excelentes opções, já que elas também são capazes de direcionar nossas intenções e desejos, oferecendo um campo vibracional ideal para atrair o que almejamos”, explica a consultora do Astrocentro.
 

Simpatia na quaresma para recuperar um amor perdido, a saúde, objeto perdido ou por qualquer coisa que foi perdida 

Assista à Missa de Sábado de Aleluia com uma vela branca acesa. Quando a missa terminar, apague e leve a vela com você. Chegando em casa, acenda novamente a chama e faça seu pedido a Jesus com toda a força de sua fé. Com certeza será atendida.
 

Simpatia na quaresma para atrair prosperidade
 

Ingredientes necessários:

● 3 cascas de ovos inteiras (faça em cada ovo um buraco bem pequeno e jogue fora toda a clara e a gema);

● 3 pedaços de papel amarelo;

● Fita adesiva;

● Tinta ou papéis coloridos;

● Uma vela marrom.
 

Escreva em cada um dos pedaços de papel aquilo que deseja. Dobre bem e coloque um pedaço em cada casca. Feche o buraquinho com fita adesiva, decore as cascas com tinta ou cole pedaços de papéis coloridos. No Domingo de Páscoa, vá a um parque, ou qualquer outro lugar ao ar livre, cave um buraco e coloque terra por cima. Coloque a vela marrom acesa em cima e peça aos deuses da terra que a abençoe com prosperidade completa. 

“Para quem não é adepto às simpatias, as orações também são ótimas opções. Com força, fé e devoção, as orações também exercem um papel fundamental para proteção e atender pedidos durante a quaresma”, explica Yara.
 

Poderosa oração da quaresma para proteção

 

“Senhor e Mestre de minha vida,

afasta de mim o espírito de preguiça,

de abatimento, de domínio, de loquacidade,

e concede a mim, teu servo, um espírito de integridade,

de humildade, de paciência e de amor. Sim, Senhor e rei, concede ver meus pecados e não julgar meus irmãos porque és bendito pelos séculos dos séculos. Amém”

“Mas lembre-se de que não adianta só pedir. É preciso também agir e executar sua própria parte na história toda. A verdadeira mudança acontece de dentro para fora”, finaliza Yara.

 

 Astrocentro


Benefícios da Aromaterapia para começar o ano


Conheça os óleos essenciais que proporcionam relaxamento, alívio do estresse e melhora do sono


 2024 já começou! Com o calendário repleto de atividades, adotar novos hábitos é uma prática fundamental para conquistar o tão almejado equilíbrio físico e mental, desenvolvendo um estilo de vida mais saudável e que melhor se adapte ao dia a dia movimentado. Além de investir em uma alimentação balanceada, na prática de atividades físicas e momentos de lazer, a Aromaterapia também pode ser uma aliada para começar o ano mais relaxado e com disposição para encarar todos os desafios que vem pela frente. 

A Aromaterapia, terapia que une óleos essenciais extraídos de plantas e outros compostos vegetais para promover o bem-estar físico, emocional e mental, traz benefícios que podem contribuir em diversos momentos. De acordo com a Dra. Jackeline Barbosa, médica, especializada em Aromaterapia e consultora da Oshadhi, marca alemã referência no assunto, algumas combinações proporcionam, entre outros benefícios, a redução do estresse e da ansiedade. 

"Óleos essenciais como Lavanda, Camomila, Laranja e Bergamota são conhecidos por terem propriedades relaxantes, podem ajudar a aliviar o estresse e a ansiedade, além de auxiliar na melhoria da qualidade do sono e estimular sentimentos de alegria e tranquilidade”, explica a especialista. 

Pensando nisso, a Oshadhi preparou uma seleção de combinações de “duos”, sendo uma sugestão o Duo Equilíbrio, que une os óleos de Lavanda Maillette e Petitgrain de Laranja Amarga, indicado para promover o equilíbrio mental, sendo uma ótima opção para momentos antes do sono. 

Há também óleos essenciais que podem ajudar a melhorar o humor e aumentar a energia. Os aromas cítricos são frequentemente associados às sensações de vitalidade, energia e alegria”, destaca a Dra. Jackeline Barbosa.

O Óleo Essencial de Limão Siciliano Orgânico é fonte de revitalização e energia; assim como o Óleo Essencial de Bergamota Orgânico, que traz alegria e energia positiva para o ambiente. 

Para aumentar o foco e atingir todos os objetivos neste início de ano, o óleo essencial de Hortelã Pimenta é uma excelente opção. “Criar um momento de relaxamento pessoal é importante para o bem-estar mental e o uso de determinados óleos essenciais pode auxiliar na concentração e no foco”, finaliza a médica. 


Meu filho não quer ir para a escola. E agora?

Na volta às aulas, nem todos estão animados para rever os amigos. Confira a orientação da psicanalista e pedagoga Maristela Carvalho para estes casos

 

Contagem regressiva para a volta às aulas. Todos animados para rever os amigos e retomar a rotina? Nem sempre é assim. Em alguns casos, o retorno à escola traz angústia e insegurança não apenas a crianças ou jovens, mas também aos pais, que não sabem o que fazer.

 

Acolher, agir com firmeza, investigar o que está acontecendo, procurar a direção, mudar de escola?

 

Segundo a psicanalista e pedagoga Maristela Carvalho, esta angústia pode surgir por diversas razões, como dificuldade com uma matéria, um professor ou um colega. Seja o que for, temos que tomar cuidado, pois a escola é a primeira grande sociedade da criança, onde enfrentará as dificuldades do dia a dia, aprenderá a lidar com elas e a enfrentá-las.

 

“A criança que passa por uma dificuldade muito grande, não deve ser afastada do problema, ela precisa ser acompanhada, acolhida, orientada neste processo. Isso irá fortalecê-la para que, não apenas neste, mas também nos problemas futuros, quando adulta, consiga ter força para enfrentar”, explica.

 

Maristela aponta que o modo como lidamos com os impasses hoje e como apoiamos os nossos filhos, refletirá na maneira como eles farão mais tarde, na vida adulta.

 

“Os problemas seguirão acontecendo. Hoje, é na escola, mas em breve será com um chefe, um colega de trabalho, com colaboradores. Como resolvemos as situações ao longo da vida está relacionado às experiências da nossa infância. Por isso, é tão importante apoiar desde cedo crianças e jovens a enfrentarem cada desafio.”

 


Como resolver?

 

Se a criança não quer ir para a escola, o primeiro passo é estar perto para acompanhar, ajudar a enfrentar e não se esconder. Maristela destaca que precisamos deixar claro que entendemos a sua angústia, que estamos sempre do seu lado e que acreditamos que aquele desafio será ultrapassado.

 

“A mãe com medo, que não enxerga a capacidade do filho, transmite a ele toda a sua insegurança, deixando-o ainda mais fragilizado. Reconhecer que ele é capaz de superar e transmitir com clareza esse sentimento fortalecerá esta criança a acreditar em si mesma”.

 

Caso estas medidas não sejam suficientes, é importante procurar ajuda profissional, seja na escola ou apoio psicológico para a criança. O que não podemos é ignorar um sinal de alerta, afirma Maristela.

 

 

Maristela Carvalho - formada em pedagogia pela PUC/SP; em psicanálise pelo Centro de Estudo Psicanalítico; e em psicologia pela Université Lumière Lyon II, na França. É membro do Grupo APOIAR e do Centro de Refugiados da USP, nos quais presta serviços de apoio à saúde mental para refugiados e pessoas em situação de vulnerabilidade social, e do Órion Instituto Médico.


Apagão Sexual: o desinteresse da Geração Z nas relações sexuais

Estudos recentes apontam que jovens de 18 a 24 anos fazem menos sexo que gerações passadas


Nascidos entre 1996 e 2010, a conhecida “Geração Z” vem sendo alvo de muitas pesquisas e curiosidades de cientistas de todo o mundo. Por meio de muitos estudos, uma coisa foi confirmada: os jovens atuais estão transando cada vez menos e buscando cada vez mais o auxílio de terapia sexual. Em uma época em que se fala tanto sobre a liberdade sexual parece até um contrassenso. Mas então, do que se trata esse fenômeno? 

O Especialista em Relacionamentos, Maicon Paiva, fundador da Casa de Apoio Espaço Recomeçar, responde esta questão que vem sendo feita por grupos de cientistas por todo o mundo. 

Apelidado de “apagão sexual”, o fenômeno foi observado pelos estudiosos do Instituto Karolinska, em Estocolmo, na Suécia, e pelo Departamento de Medicina da Universidade de Washington em St. Louis, nos Estados Unidos. De acordo com a pesquisa, considerando-se a faixa etária de 18 a 24 anos, 31% dos homens e 19% das mulheres disseram não ter tido relações nos 12 meses anteriores. Em 2002, menos de 20% deles e 15% delas diziam não ter transado nesse mesmo intervalo de tempo. 

Maicon Paiva reflete sobre o processo de flerte ter sido constantemente reconfigurado e relembra como eram as gerações anteriores. “Antigamente as pessoas eram movidas pelo romance. A paquera era concreta. O jogo da conquista e da sedução era algo muito importante e valorizado. Os jovens de hoje perderam o romantismo, aquele sonho de se entregar, de 'fazer amor'. Estão mais conectados com a parte mais prática e dinâmica da vida". 

Os padrões de corpos e beleza disseminados na internet também atrapalham bastante essas relações. Se desnudar para o outro é mostrar o próprio corpo, como é realmente, com todas as suas imperfeições."Esse padrão de beleza virtualizado faz com que muitos homens e mulheres se sintam frustrados com a própria aparência. Ataca a autoestima e isso é perigoso. São muitas as mudanças que vêm acontecendo. É preciso acompanhar toda essa transformação", destaca o Especialista. 

De acordo com o Especialista, um grande auxílio para manter a força e o amor em um relacionamento em casos de apagão sexual é a Amarração Amorosa. “O Serviço Espiritual, oferecido no Espaço Recomeçar, possibilita que o casal possa manter acesa a força e a paixão em um relacionamento. A falta das relações sexuais podem trazer um afastamento do casal, uma certa desconexão entre os dois após um tempo de relação. A Consulta Espiritual é um serviço oferecido no Espaço Recomeçar, que pode auxiliar o casal a encontrar uma maneira de resolver estes problemas com a ajuda espiritual. A Consulta Espiritual será o primeiro passo para que o Especialista encontra qual serviço espiritual melhor ajudará o casal.” 



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Conheça e pratique as "três ordens do amor"

Já imaginou a possibilidade de desfazer padrões repetitivos e negativos das gerações passadas? As Leis Sistêmicas, denominadas por Bert Hellinger como "Ordens do Amor", formam a base do pensamento sistêmico e regem as relações humanas. No total, são três leis fundamentais que demandam respeito para manter a harmonia: Lei do Pertencimento, Lei do Equilíbrio e Lei da Hierarquia.

A Lei do Pertencimento destaca o direito igualitário de todos pertencerem ao núcleo familiar. Esta lei natural opera independentemente da nossa vontade e exige a inclusão de todos os membros, vivos ou mortos. A exclusão de qualquer indivíduo pode gerar desequilíbrio e repercutir de forma negativa.

Já a segunda lei, a do Equilíbrio, permeia todas as relações humanas. Funciona como uma balança que busca a equivalência nas trocas, especialmente nos relacionamentos conjugais. A vida, o maior presente que se pode receber da família, implica uma díade constante de concessões entre pais e filhos. A quebra dessa dinâmica, seja por disfuncionalidade parental ou arrogância, pode gerar conflitos que se estendem para além do âmbito familiar e que afetam toda a sociedade.

Uma troca equilibrada nas relações exige a aceitação de receber sem necessariamente compensar, evita que o desejo de doar se transforme em desequilíbrio. Quando há um comprometimento excessivo com a compensação, a hierarquia é distorcida e gera uma sensação de sobrecarga, de injustiça. Aqueles que se colocam como superiores aos pais e ancestrais podem criar um desequilíbrio nas relações e assumirem um papel inadequado.

A última ordem do amor, a Lei da Hierarquia, orienta-se pela chegada cronológica ao sistema. Isso indica que os membros mais antigos têm preferência diante dos mais recentes. Ela prioriza a família atual sobre a anterior, independentemente da qualidade do relacionamento precedente. Respeitar avós, pais e irmãos mais velhos é essencial. Sendo assim, o valor está em reconhecer a contribuição de cada geração para a continuidade do legado.

Bert Hellinger ainda destaca que a profundidade da vinculação diminui com cada nova relação, mas a precedência dela não implica necessariamente em qualidade no amor. Todos os antepassados são fundamentais para nossa existência, e, ao abrir espaço para novos vínculos, é crucial reverenciar a ancestralidade, reconhecer a força que possibilitou o surgimento da ordem atual e a expansão do legado.

Em síntese, compreender e respeitar as “Ordens do Amor” possibilita promover relações mais saudáveis e sustentáveis, além de romper com padrões disfuncionais que atravessam gerações. 

 

Mary Cristiane - advogada e psicóloga, com especialização em Psicopedagogia Institucional e Clínica e experiência em Justiça Restaurativa, autora do livro Amarras do Destino.


Por que há mulheres que não se libertam de relações abusivas

Insegurança e sentimento de inferioridade podem nutrir uma percepção distorcida da relação, havendo uma excessiva idealização do parceiro

 

Encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, junto ao Instituto Datafolha, a quarta edição da pesquisa ‘Visível e Invisível’ mostrou que 27,6 milhões de brasileiras (com 16 anos ou mais) relataram que foram vítimas de violência provocadas por parceiro íntimo ao longo dos anos, enquanto 18,6 milhões afirmaram ter sofrido algum tipo de violência ou agressão. 

De acordo com Claudia Petry, pedagoga com especialização em Sexologia Clínica e especialista em Educação para a Sexualidade pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC/SC); um dos gatilhos dessa problemática é o relacionamento abusivo. 

“Trata-se de um padrão ainda exaustivamente estudado, já que existe uma série de contextos por trás deste comportamento. Afinal, nenhuma mulher escolhe viver uma relação destrutiva”, pontua Claudia, que também é membro da SBRASH (Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana) e professora no Instituto de Parapsicologia e Ciências Mentais de Joinville (SC). 

Como identificar que a relação mudou seu rumo: segundo Bárbara Bastos, sexóloga clínica e educacional pela FASEX, em uma relação saudável, ambos nutrem afeto, respeito, confiança, admiração, empatia, tolerância diante de divergências e, acima de tudo, uma comunicação eficaz e assertiva. 

“Já o relacionamento abusivo desvaloriza aspectos fundamentais como autoestima, amor-próprio, equilíbrio emocional e autoconhecimento, além de manter um vínculo totalmente nocivo”, diz Bárbara, pós-graduanda em Sexualidade Humana pelo Child Behavior Institute of Miami (Estados Unidos). 

A psicóloga Monica Machado, fundadora da Clínica Ame.C e pós-graduada em Psicanálise e Saúde Mental pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein; explica que a mudança pode começar de maneira sutil, como uma crítica a um comportamento, a maneira da mulher se vestir, e vai piorando aos poucos, quando o parceiro demonstra claramente que está controlando e perseguindo a mulher, com a pretensão de coagi-la e torna-la submissa a ele. 

“Esse tipo de relação resulta também na humilhação em público. Exemplo disso é a postura de reprovação do homem quando a mulher expressa suas ideias durante um encontro entre amigos ou familiares. Ao notar que o outro não gostou, a pessoa se sente intimidada, envergonhada, acaba se calando e ficando apática. Pior: com medo de desagradar, ela insiste em querer justificar a todos o comportamento do outro”. 

Para a psiquiatra Danielle H. Admoni, supervisora na residência da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM) e especialista pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria); neste tipo de relacionamento, crenças relacionadas à insegurança e sentimento de inferioridade podem nutrir uma percepção distorcida da relação, havendo uma excessiva idealização do parceiro, inclusive achando que ele irá mudar. 

Segundo ela, muitas vezes, não é fácil perceber que o relacionamento está se transformando, já que o abusador costuma usar discursos como “faço isso porque me preocupo com você”, ou “estou cuidando do seu bem-estar e da sua segurança”. Todo este comportamento pode ser erroneamente percebido como amor. 

“A pessoa acaba exercendo poder sobre a outra, limitando a sua liberdade, humilhando, denegrindo, impondo sua forma de pensar e ser, de modo que ela acaba perdendo parte de sua identidade. Quando chega a esse ponto de sofrimento psíquico e físico, é hora de rever a relação”, reflete Danielle Admoni.

 

Comodismo ou medo? Além de questões individuais da mulher, como insegurança, sentimento de inferioridade e necessidade de estar com alguém, muitos fatores contribuem para que ela permaneça em um relacionamento abusivo. 

“Algumas tendem a acreditar que não encontrarão outra pessoa. Há também pressões familiares ou sociais, dependência emocional, dependência financeira, medo de se expor e até culpa, pois, muitas vezes, o agressor a responsabiliza pelo comportamento manifestado por ele”, afirma Bárbara Bastos. 

Quem passa por esses abusos, “finge” já ter se acostumado, e prefere continuar do jeito que está do que enfrentar os desafios que virão pela frente. 

“Essa acomodação pode estar relacionada à própria personalidade da pessoa, alguém que frequentemente se sente frágil e, mesmo sendo abusada, se sente protegida pelo outro. Daí, cria-se uma relação simbiótica, na qual um depende emocionalmente do outro, formalizando um processo de desrespeito e submissão, que é alimentado continuamente”, explica Claudia Petry.

 

Quando é o momento de pedir ajuda: segundo a pesquisa Datafolha/FBSP, 72,4% das mulheres sentem necessidade de consultar um especialista em saúde mental, enquanto 69,4% consideram buscar suporte legal e serviços que a orientem. 

“Quando chega a extremos de agressão verbal e/ou física, a situação passa a demandar uma mudança comportamental urgente, a começar pela busca de um tratamento que visa a ruptura da relação simbiótica e a busca de equidade e equilíbrio. Para isso, é preciso primeiro reconhecer que é parte de uma relação de abuso”, orienta Petry. 

Já a psicóloga Monica Machado alerta que, a partir do momento em que a mulher consegue ter consciência da sua realidade e que precisa se libertar da visão que tem sobre amor e respeito, fica mais fácil trabalhar essa distorção em terapia, conseguindo resgatar sua integridade física, moral e psicológica. 

“Uma vez fora da relação abusiva, é importante que a mulher se fortaleça, desenvolva autoconhecimento e saiba reconhecer o que define amor”, complementa a host do podcast Ame.Cast. 

A psiquiatra reforça que, em caso de violência física e/ou psicológica, é imprescindível conversar com alguém de confiança e procurar ajuda profissional imediatamente. 

“Muitas mulheres se sentem envergonhadas e preferem se calar. No entanto, essa ferida pode gerar um trauma e levar a transtornos mentais graves. Guardar para si é alimentar a continuidade da situação, e não pensar que alguém próxima também pode ser vítima algum dia”, finaliza Danielle Admoni. 

Para denunciar e/ou pedir ajuda, ligue para a Central de Atendimento à Mulher no 180 ou chame pelo WhatsApp no (61) 99610-0180.


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