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domingo, 26 de novembro de 2023

Medo de falar em público se compara com o medo da morte

Saiba como superar de vez o medo de se comunicar 

Em um mundo onde a habilidade de se expressar publicamente é uma necessidade e diferencial competitivo, a fonoaudióloga especialista em voz e comunicação, além de CEO da Yutter, Mirna Abou Rafée, se destaca como uma profissional essencial para aqueles que enfrentam o desafio temido de falar em público. Com uma carreira dedicada ao aprimoramento da comunicação, Mirna oferece abordagens individualizadas para lidar com o medo da fala em público.  

O medo de falar em público já fez parte da vida de notáveis personalidades, como o ator Harrison Ford, as atrizes Julia Roberts, Renée Zellweger, Nicole Kidman e até mesmo o ator icônico de 'Mr. Bean'. Samuel Jackson, por exemplo, superou a gagueira em público quando era criança, com a recomendação de aulas de atuação de seu fonoaudiólogo, resultando em uma carreira de mais de 120 filmes. 

 

Desmistificando a Glossofobia 

Já se deparou com a estatística surpreendente de que, segundo uma pesquisa americana, 75% das pessoas têm mais receio de falar em público do que da própria morte? Embora esses números possam não ser conclusivos em sua totalidade, é amplamente reconhecido que enfrentar uma plateia, seja em uma conferência para centenas de pessoas, em uma reunião departamental para colegas ou ao compartilhar uma apresentação com o chefe, é uma experiência que desperta horror na maioria das pessoas. Evitar ativamente essa situação torna-se uma resposta comum.  

Segundo artigos publicados na revista Psychology Today, a ansiedade relacionada à fala em público encontra suas raízes na insegurança, na tensão nervosa e no medo de sair da zona de conforto. Mirna enfatiza que, para muitos, a falta de confiança e de técnicas adequadas enquanto oradores públicos é um obstáculo significativo, levando à autossabotagem. 

A contraposição entre oradores revela-se de forma intrigante: há aqueles que experimentam nervosismo genuíno e os que optam por dissimular tal ansiedade. Mas por que esse fenômeno é tão aterrorizante? O que nos leva a preferir a ideia de enfrentar a morte a abrir a boca diante de uma plateia? 

A antecipação de nervosismo, ansiedade e até mesmo medo é algo que evitamos a todo custo. Esse medo, com seu correlato nervosismo, muitas vezes está enraizado na falta de confiança em nossas habilidades como oradores públicos. Convencemo-nos de que não dominamos o assunto, de que não conseguiremos manter o público envolvido, de que não somos suficientemente cativantes. Embora, na maioria das vezes, essas autopercepções se mostrem infundadas, nossa mente, nos momentos de pânico, tende a abraçar essas crenças negativas.

Além disso, surge o receio do público, a percepção de que a audiência se assemelha a uma matilha de lobos ávidos por nos desestabilizar. Mesmo após semanas de preparação, a preocupação persiste: o público poderia expor nossa suposta falta de domínio sobre o tema, confrontar-nos com perguntas desafiadoras e, em última análise, buscar provar que estamos equivocados. Esse temor pode ser particularmente desgastante quando assumimos novas responsabilidades ou nos apresentamos a um grupo que imaginamos ser mais experiente do que nós. 


A boa notícia é que, na realidade, esses sentimentos são completamente naturais e, sem dúvida, compartilhados por muitos. 

Em muitas ocasiões, a realidade da situação raramente é tão desfavorável quanto a imaginação nos faz crer, e diversas estratégias estão disponíveis para auxiliá-lo a lidar eficazmente com a situação.

 

Como vencer o medo de se comunicar?

Quando se encontrar prestes a discursar ou apresentar e o medo e a ansiedade surgirem, é crucial lembrar que essa reação é completamente normal, uma manifestação do corpo que busca zelar por seu bem-estar. Remontando a eras em que o perigo constante de predadores era uma realidade, nossos corpos desenvolveram a resposta inata de "lutar ou fugir" para nos ajudar a escapar do perigo. Embora não estejamos enfrentando perigos mortais ao nos depararmos com desafios de fala em público, nossa percepção pode nos fazer sentir ameaçados, gerando uma sensação de estar "no limite" e nos preparando para a luta ou fuga. Reconhecer essa resposta, compreender que os sentimentos são passageiros e assegurar-se de que não estamos verdadeiramente em perigo pode contribuir para controlar os sentimentos de nervosismo. 

É altamente improvável que a audiência esteja desejando prejudicá-lo. Ao comparecerem para ouvi-lo, estão ansiosos pelo valor que você proporcionará. Ao elaborar seu discurso, considere a plateia como se fosse um grupo de amigos, certificando-se de que está adicionando valor e que eles estão obtendo algo significativo com sua mensagem. 

“A habilidade de se comunicar é uma peça fundamental na vida social e profissional. Buscar entender quais as oportunidades de melhoria e quais os pontos fortes da sua comunicação, vai minimizar o receio na hora de se expor. Claro que contar com um especialista faz toda diferença para que seu desenvolvimento seja assertivo e direcionado.” . Afirma Mirna Abou Rafée. 

Expressar-se de maneira clara fortalece conexões e amplia o potencial, facilitando o alcance de objetivos. Com uma comunicação eficaz em diferentes contextos, podemos beneficiar diversas áreas, explicando ideias complexas, estabelecendo estratégias, defendendo pontos de vista e conduzindo conversas informais de forma mais eficiente. 

A leitura atua como uma tática valiosa para aumentar o repertório e deixar a sua comunicação mais rica. Livros relacionados a negócios, gestão , ou áreas de interesse pessoal ampliam o vocabulário, aprimoram a capacidade de argumentação e fornecem uma estrutura clara para organizar ideias. Esses elementos são cruciais para uma comunicação eficaz. 

O treinamento contínuo é um princípio respaldado pela teoria de Steve Jobs, que afirmava serem necessárias dez mil horas de prática para dominar uma habilidade. Essa máxima aplica-se também à arte da comunicação. A jornada para a excelência nesse campo demanda esforço persistente e dedicado, uma verdade que Steve Jobs mesmo comprovou em suas apresentações iniciais, evoluindo com o tempo para se tornar um dos líderes de negócios mais carismáticos do mundo.

 

Concentre-se na sua respiração

Aprimore sua concentração adotando técnicas de respiração, uma vez que o cérebro consome aproximadamente 20% do oxigênio circulante no corpo. Essa demanda é crucial para realizar desde funções automáticas, como regular o batimento cardíaco, até atividades mais complexas, como os processos de atenção e comunicação. Além de otimizar a cognição, a melhoria na oxigenação corporal contribui significativamente para o controle da ansiedade, do estresse e do humor. Surpreendentemente, dedicar apenas um minuto do seu dia à atenção à respiração pode resultar em uma notável melhoria na concentração, eliminando distrações e promovendo um estado de maior foco. Experimente, também, técnicas mais elaboradas de respiração para potencializar esses benefícios. 

“O processo contínuo de aprimoramento da comunicação e o desenvolvimento de habilidades para superar o medo de se expressar em público é fundamental para o sucesso pessoal e profissional. Ao reconhecer que a comunicação é uma ferramenta essencial na vida social e no ambiente de trabalho, podemos adotar estratégias práticas para enfrentar os desafios da exposição transformando o medo em uma oportunidade de crescimento. Nesse percurso, a autenticidade e a confiança são aliadas poderosas, permitindo não apenas superar o receio, mas também nos tornarmos comunicadores capazes e confiantes”. Conclui Mirna Abou Rafée.

  

Mirna Abou Rafée -Idealizadora da Yutter, Mirna Abou Rafée é tagarela por vocação e apaixonada por comunicação. Acredita que tão importante quanto o que se diz é como se diz. Defende que uma comunicação autêntica e bem desenvolvida faz você sair na frente e garantir um lugar de destaque, seja onde for. Afinal, uma boa fala tem o poder de valorizar qualquer discurso. Fonoaudióloga formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Especialista em voz pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia com duas pós-graduações. Mentora de comunicação de líderes e executivos de empresas de diversos segmentos. Participação no programa de neurociências na Universidade de Yale em Connecticut/USA

 

Amor, tentativa frustrada de definição

 

Esforços de significação. Para o que este texto interroga, enuncia o Aurélio:
“sentimento terno ou ardente de uma pessoa por outra, e que engloba também
atração física”. Conforme o Houaiss: “atração baseada no desejo sexual”. Esta
definição alicerça o amor no desejo sexual. Aquela põe o sexo como um
agregado, ainda que necessário.

Essas definições não bastam. Amor é mais. É uma química, e acontece no
plural, entre pelo menos duas pessoas. Vontade unilateral não é amor. É estéril
insistência, resulta em infelicitação. Sem correspondência, o anseio amoroso
converte-se em rancor, em mágoa que não sara, em fixação doentia no objeto
que se nega ao sujeito desejante.

Ainda menos verdadeiro – embora na “moda” – é o amor autodeclarado. Que
se invente outra denominação para essa jurada apreciação que corações
desertos afirmam dedicar-se. Onanistas, jurar amor a si e declarar-se em
satisfação é só outro nome para a solidão glamourizada como solitude. Não
perduraria, nem se nomeará amor se não houver reciprocidade amorosa.

Mas o desejo recíproco é bastante? Não o é. Há que existir, além do desejo
afetuoso do outro, uma espagiria que provoque ardências, sustente o tesão. O
amor que persiste nunca dá por saciado o desejo, mesmo quando todos os
desejos se saciarem. O amor válido é o sempre atiçado: amor ávido que
persiste vontade, ainda que a vontade esteja de corpo cansado.

Amor também é conflito, dado que é relação de poder. Posto o amor, nasce a
angústia de alcançar controle. O\a amante quer o\a amado\a submetido\a às
suas exclusivas pretensões. Para mais e melhor fiscalizar, marca presença
acachapante. O amor fica grudento. A relação é posta “na base do só vou se
você for” (Vinícius); se você for, eu vou também.

A coisa se consome na presença cobrada e na distância monitorada. Posse e
dominação. O cotidiano, assim banalizado, cansa. O amor se põe ofensivo,
mas o ser desejado, já só objetificado, perdido de paixão – o amor em seu
estado quente, exaltado –, ilude-se: confunde domínio como afeição. No propor
um ser todo meu está a violência da marcação cerrada.

Acreditar que há eficácia no controle, apostar no grosseiro “manter em rédea
curta” é um equívoco da ânsia controladora. Ora, é difícil controlar
comportamento e impossível controlar vontade. O “investimento” tem de ser em
si, no sentido de se fazer desejado\a. Se me faço o desejo do outro\a, o\a
outro\a gravitará espontaneamente ao meu redor.

E os amantes, quanta mentira dão-se a dizer: vantagens contadas; juras
vazias, amarrações a malograr. No mais das vezes, é isso mesmo: palavras
sem lastro, compromissos a não cumprir. “Amar é dar o que não se tem ”(Lacan). Promete-se o que não se pode entregar, inclusive o “amor para toda a
vida”, não obstante “só ser eterno enquanto dure” (Vinícius).

Amor também é cultura: nos jeitos, nos rituais, na intimidade. A cultura lhe dita
os modos, pauta-lhe até os momentos essenciais. As partes se declaram,
entregam e seguem conforme os ditames sociais, ou não se sentem nos
conceitos prestigiados. As formatações sociais estabelecem as aparências
públicas e privadas do sentimento de amor.

Amar de forma alternativa à que se ama em uma circunscrição de lugar e
tempo é ofensivo às expectativas gerais de se cumprir a relação amorosa. O
amor é entregue em holocausto aos ritos solicitados pelos costumes: etiquetas
de atenção, rituais de obrigações, publicações de felicidade. Há um gozo
doentio nisso, mas que se realiza pleno de cumplicidade.

Amor ademais é havido como uma moral edificante, tem uma ética exortatória.
Brincamos com as quebras da moral amorosa, traímos o discurso embutido em
sua ética: é quando fazemos malcriação doméstica com o amor (impudicícias);
é quando nos damos licenças por fora do contrato (tácito) da relação (traímos,
somos inescrupulosos com nosso par).

Muitas outras coisas, ainda bem, acontecem. Coisas mundanas assentas na
realidade, contaminam os modos enlevados, atributo dos princípios amorosos:
quem fazia amor, agora, fode com vontade. Sim, há a pureza amorosa.
Encontra-se-a como ternura, gentileza, cuidado; como inocência, até. Tudo isso
compõe o amor. Mas amor também será bandalheira.

Nesse ponto incide outro equívoco: confunde-se atração amorosa com gana de
sexo. Todavia, amor é amor e sexo é sexo, ainda que a conjugação de ambos
pareça ser, segundo a tradição declarada, o ideal constitutivo da relação.
Suponho que haja um percentual significativo de amantes com tesão recíproca,
porém são inegáveis os deleites do puro prazer da carne.

Conteúdo sacana: se não houver fêmea se esfregando sequiosa, dando-se
toda, não haverá amor; se não houver macho cobiçoso lambuzando a fêmea,
se não houver pegada, o amor não será a contento. Amor é carinho, mas morre
sem sexo puto, com pecado. A fêmea quer ser tomada; o macho quer tomar.
Se tudo pode, isso pode ser invertido? Pode e deve, em havendo desejo por
qualquer outro modo de transar.

O amor se realiza no gozo. Quero objeto; sou objetificado. Se não faço do outro
o objeto do meu gozo, nunca saciarei o meu gozar. Se não me objetifico ao
gozar do outro, o outro jamais gozará sua vontade. No gozo, pois, há oferta e
império da vontade. Cada qual, a um tempo próprio, se dará por objeto de gozo
e cumprirá a soberania do gozar. No gozo inexistem cortesias, só saciedade.
Amor carnal: dar-se em uso e usar abusadamente.

Há um indescritível no amor. Gresiela Nunes da Rosa: “Há um não sei. O amor
perdura enquanto não descrevo o que sinto, enquanto não sei das suas razões.
Quando me sei na relação, quando delineio o outro, já não há amor”. “Hoje eudiria que cogitar que sabe do outro é mais perder o direito de amar e ser
amado. Quem é que sabe? Tanto o amor quanto o desejo carecem da
alteridade e aí, me parece, tem, necessariamente, um impossível de saber”.

Tenho sede de saber o outro. Mais e mais. Oponho-me a demarcações e corro
riscos. Creio que compreendo Gresiela, todavia pelo inverso do dito: morre o
amor se resumido à vivência das coisas dadas. Se me basta o que sei e já não
quero saber mais nada, talvez não aconteça que eu saiba a tal ponto que não
tenha mais que saber; quiçá, apenas, já não me interesse. O outro já não me
entretém o querer, já não me açula desejo.

Amor por inércia: muita gente, embora esgotadas as vontades, permanece.
Namora de caso acabado. Pode ser pelas boas lembranças, que sempre as há,
pode ser por perdurar um amor amigo que nos dê escora para os medos da
vida. Uma pessoa ao lado sempre fará grande bem. Mas não é disso que se
trata. Seja porque a relação está demais desvendada, seja porque já não
interessa desvendar a relação, os ímpetos de sedução estarão arrefecidos.

Desilusão. Se uma das partes pretender partir para a vida, desmancha tudo,
reacomoda as circunstâncias, termina a relação. Melhor que seja vontade de
ambas as “carametades”, assim se podem despedir com alegria, até com
alguma saudade antecipada. Quando a coisa está azeda, dois caminhos: ou se
desvencilham reciprocamente com elegância, ou acaba em demanda judicial
com passagem pela delegacia especializada em violência doméstica.

Há, porém, casos que seguem por válidos ou mesquinhos interesses; outros
persistem porque os casais se habituaram a estar casados. Alguns se
convertem em belas amizades. Às vezes, questão prática, os corpos se
emprestam ao sexo: não haverá encanto, mas haverá alívio após o sexo de
ocasião, alívio da vontade, mas, já, alívio no afastamento. Eu diria que é
quase uma tarefa: cumpre-se-a; realizada, as partes regressam ao cotidiano.
 

Outro tipo de amor: companhia de conversa; convívio de respeito. Convivência
respeitosa, sem arrebatamento. Não estão “felizes para sempre”, não há sexo
com gosto nem com “criatividade”. Algum acalanto é um beijo na testa.
Inocentes o nomeiam “amor verdadeiro”. Nada. Não tem paixão. O amor
mesmo, só “porque ela era ela e eu era eu” (Chico), o amor indefinito, perdeu
seu crisol, está acabado. Nada disso comporta o amor sem definição.

  

Léo Rosa de Andrade
Doutor em Direito pela UFSC.
Psicanalista e Jornalista.


Como a acupuntura pode ajudar a lidar com a ansiedade?

Especialista explica os benefícios da técnica

 

A ansiedade tem se tornado bastante comum por todo o globo. Procurando uma forma de lidar com esse problema, o Centro Nacional para a Saúde Complementar e Integrativa (NCCIH), do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos publicou estudos que comprovam a eficácia da acupuntura no tratamento da ansiedade. Em 2012 foram feitos 32 experimentos, onde os cientistas encontraram resultados positivos, especialmente para esse transtorno. 

Segundo Vítor Barbosa, professor e coordenador curso de pós-graduação de acupuntura na Newton Paiva, um dos principais benefícios dessa prática é combater inflamações diversas. “A ansiedade pode desencadear esses processos em regiões do cérebro. Como acupuntura tem a capacidade de controlar isso, também auxilia nesse sentido”, explica ele. 

De acordo com a Medicina Tradicional Chinesa, trata-se de uma técnica que cria estímulos a partir de pontos específicos do corpo com o uso de agulhas de aço cirúrgico, através de eletroestimulação, e também da aplicação de estímulos com lasers. “A acupuntura age sobre os canais por onde circula o Qi, que em nossa língua tem significado aproximado a energia. Então, impacta em todos os processos que necessitam dela para acontecer, como as funções orgânicas de forma geral. Esse chi percorre por canais, relacionados a cada um dos órgãos, sendo acessados por meio de pontos, chamados de acupontos. Cada ponto desses tem funções específicas”, continua o coordenador do curso. 

Após novos estudos e com o avanço da tecnologia, foi descoberto que existe uma diferença no tecido dos pontos, assim como na conexão entre as células e a microcirculação sanguínea. Hoje, entende-se que acupuntura tem importante atuação no sistema nervoso central e como o mesmo gera uma resposta para os tecidos. “Nesse sistema existem áreas e entre essas estão os córtex cerebrais. As pesquisas recentes mostram que os estímulos dos acupontos agem em áreas específicas do córtex, que levam uma reposta para o resto do corpo”, explica Vítor. 

Quando se fala de ansiedade, muitos dos acupontos estão ligados direto nas sensações desse transtorno. “A Medicina Tradicional Chinesa considera que eles estão associados às alterações do que chamam de Cinco Almas. Elas são características da personalidade, do comportamento e do caráter das pessoas. Assim, entendemos que a nossa mente reside em nosso Coração. Segundo a Medicina Tradicional Chinesa, é nele que reside o Shen, que podemos traduzir como consciência”, adiciona o coordenador. 

Existem vários tipos e causas de ansiedade. Dependendo da necessidade, são utilizadas combinações de pontos diferentes. “Uma vez estimulados vão gerar a centralização e acalmar o Shen. Ou seja, vai acalmar a mente e os pensamentos.” Isso ocorre porque a prática traz também a sensação de relaxamento muscular, diminuindo a tensão. “Também pode melhorar o sono, fazendo com que o paciente tenha a possibilidade de acordar com corpo e mente descansados”, esclarece Vítor. 

Por conta do progresso das pesquisas, hoje sabemos que pode ajudar na modulação da serotonina e dopamina, que são hormônios relacionados ao bem-estar. “Ela reduz a quantidade de cortisol, que traz o estresse e a adrenalina. E tem se mostrado eficaz na síntese de neurotrofinas, proteínas importantes para o crescimento dos neurônios e para a recuperação dos mesmos, que acabam entrando em degeneração quando há a presença de transtornos como a depressão e a ansiedade”, complementa o especialista.
 

Ansiolítico x Acupuntura 

Muitas pessoas que sofrem desse mal fazem o uso de medicamentos. Mas quais as diferenças entre o tratamento com ansiolítico e a acupuntura? Quando se realiza o procedimento com agulhas, é importante salientar que nada é adicionado nelas. “Não colocamos nenhuma substância, mas fazemos com que o corpo produza as próprias substâncias que vão combater as alterações.” Sendo assim, não são efeitos colaterais graves por conta da prática. “Podemos ter, em alguns casos, pequenos sangramentos em um ponto ou o paciente pode ficar sonolenta após a sessão. Acontecem eventos raríssimos nos quais pode apresenta algum incômodo como tontura, náusea ou sensação de desmaio”, acrescenta o professor. 

Outra diferença é que, no caso dos ansiolíticos, é comum as pessoas reclamarem que sofrem com sonolência, fadiga ou diminuição da libido. Além disso, os remédios fazem com que elas não sintam o mal-estar, nem tampouco outras emoções, resultando em um estado de apatia. “Com a acupuntura, isso não vai acontecer. O paciente deixa de sentir raiva, tristeza ou ansiedade? Não. Esses são sentimentos comuns do ser humano. No entanto, o que o tratamento faz é ajudá-lo a lidar com esses sentimentos”, esclarece o coordenador. 

Contudo, uma pessoa que está enfrenando o transtorno não deve deixar outros tratamentos. “Deve continuar o acompanhamento psiquiátrico, a terapia e o uso de medicamentos. A acupuntura vem para complementar.” Dessa forma, o resultado será ainda mais duradouro. Depende muito da disciplina e de como o corpo irá reagir.

Logo, pode variar de acordo com a idade, com os hábitos e com a dedicação do paciente em manter o efeito. “Tudo isso influencia. Alguns fazem um ciclo de seis sessões e não vão mais apresentar os sintomas durante um ou dois anos. Por outro lado, alguns passam mais de cinco anos sem apresentar os sintomas”, exemplifica Vítor. 

E quem está interessado ou com dificuldades, pode procurar um acupunturista. O Centro Universitário Newton Paiva oferece atendimento em uma clínica-escola a preços populares na Avenida Silva Lobo, 1718 em Belo Horizonte/MG. O Centro Universitário oferece ainda cursos de acupuntura, para graduados na área da saúde.


Superando Desafios: o caminho para um Novo Ano com novos objetivos

 A psicóloga Alana Anijar traz dicas práticas para cultivar a resiliência criando um novo o caminho para um começo repleto de realizações

 

Em um mundo onde a mudança é constante e os desafios são inevitáveis, a resiliência emerge como uma qualidade fundamental para enfrentar as adversidades. Isso não significa ausência de dificuldades, mas sim a habilidade de se recuperar e prosperar mesmo diante das situações mais desafiadoras. 

A resiliência é como um músculo que pode ser fortalecido ao longo do tempo. A psicóloga Alana Anijar explica que é importante sempre lembrarmos que os desafios são oportunidades de crescimento e que esse sentimento nos permite aprender com as experiências, adaptar-nos às circunstâncias e emergir com mais força.

“Entender que as derrotas não definem nossa trajetória, mas sim como as encaramos e superamos, é o primeiro passo para cultivar essa habilidade. Esse modo de pensar estabelece ter mais foco e propósito, possibilitando que a resiliência se transforme em uma valiosa aliada na jornada em direção ao desenvolvimento pessoal e à conquista de seus objetivos”, explica a psicóloga.

Alana também traz dicas práticas para fortalecer essa capacidade e trilhar um caminho mais resiliente:

 

1. Autoconhecimento

Conhecer a si mesmo é essencial para lidar eficazmente com desafios. Reflita sobre seus valores, pontos fortes e áreas de desenvolvimento. Isso fornecerá uma base sólida para enfrentar obstáculos com autenticidade.

 

2. Aceitação da mudança

A vida é dinâmica e está sempre em transformação. Desenvolva a capacidade de aceitar e se adaptar às mudanças. Enxergue cada revés como uma oportunidade de crescimento e aprendizado.

 

3. Estabelecimento de metas realistas

Defina metas alcançáveis e divididas em etapas menores. Isso não apenas facilita o progresso, mas também permite celebrar as pequenas vitórias ao longo do caminho.

 

4. Rede de apoio

Cultive relacionamentos saudáveis e construa uma rede de apoio. Compartilhar experiências e buscar suporte emocional é crucial para enfrentar desafios com mais confiança.

 

5. Cuidado com o bem-estar

Uma mente resiliente reside em um corpo saudável. Priorize o autocuidado, incluindo uma alimentação equilibrada, exercícios regulares e momentos de descanso. Esses hábitos contribuem para uma base sólida de resiliência.

“Ao adotar essas práticas, você estará fortalecendo sua capacidade de enfrentar os desafios que a vida apresenta. Lembre-se, a resiliência não é apenas sobre superar obstáculos, mas também sobre crescer e florescer, independentemente das circunstâncias. Ao embarcar no próximo ano com esses princípios em mente, você estará construindo as bases para um caminho mais focado e repleto de objetivos realizáveis”, finaliza Alana.

 

Alana Anijar - psicóloga formada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), especializada em Terapia Cognitivo Comportamental. Fundou junto com o marido, em março de 2020, o Psi do Futuro, especialistas em empreendedorismo digital para psicólogos, ajudando milhares de estudantes e profissionais a conquistar a tão sonhada agenda lotada e viver bem da profissão. Hoje, já alcançou mais de 3 milhões de pessoas direta e indiretamente para mostrar que a Psicologia pode ser moderna, dinâmica e acessível para todos.

 

Transtornos mentais podem ser causados pela violência?

Crédito: Canva
 Entenda a relação 

Equipe de saúde mental da SIG - Residência Terapêutica, comenta que episódios violentos - que vão além de agressão física - são gatilhos importantes; prevenção ainda é o melhor caminho


A palavra violência costuma ocupar um espaço de preocupações diárias. Em termos gerais, é comum associá-la a agressões físicas e ações cometidas com a intenção de causar dor, dano ou sofrimento e o brasileiro sabe bem disso, já que o Brasil é o 9º país mais violento do mundo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). De acordo com a agência da ONU, a cada 100 mil pessoas, 31,1 são mortas. 

A OMS define a violência como o uso de força física ou poder, em ameaça ou na prática, contra si próprio, outra pessoa ou contra um grupo ou comunidade que resulte ou possa resultar em sofrimento, morte, dano psicológico, desenvolvimento prejudicado ou privação. “A violência por si só não é capaz de fazer com que uma pessoa desenvolva um transtorno mental, mas é um gatilho muito forte para uma crise de quem já tem uma predisposição”, comenta Solange Tedesco, terapeuta da SIG - Residência Terapêutica. 

Em uma discussão ampla e importante, voltamos para a problemática violência e saúde mental, que pode entrar em três categorias, segundo a especialista: os indicadores de violência como um dos fatores de correlação a problemas de saúde mental, o estigma que a ‘desrazão’ é normalmente inferida aos quadros psiquiátricos como os que causam temor, e a violência, necessária ou suficiente, aquela que, muitas vezes, extrapola a ética do cuidado, em relação ao tratamento involuntário ou compulsório que algumas situações de crise impõem. 

Frente às terríveis cenas de violência contemporânea, no nosso dia a dia, nas imagens das guerras, da fome, do sofrimento de doenças e pobreza e nas desigualdades do próprio cuidado, podemos dizer que o sofrimento humano provocado, pode ter ‘boas intenções’? Existe violência justificada? 

“Outro problema nessa definição está no termo ‘agressão física’. Sabemos que as mais requintadas formas de tortura, as que produzem uma enorme desorientação emocional, desorientação dos sentidos que podem nos causar danos irreparáveis para a mente, corpo e cérebro podem não envolver qualquer agressão física direta”, comenta Tedesco. “Temos inúmeros exemplos de violência no ambiente de trabalho e nos relacionamentos, também chamado de tóxicos, que submetem na desigualdade formas insuportáveis de existência. Talvez o termo violência possa melhor ser descrito como formas coercitivas de infligir danos, dor e morte”, completa. 

Recortando essa discussão para as problemáticas da saúde, a violência pode ser entendida, de acordo com o Ministério da Saúde, como todo ato intencional de força física ou poder, ameaçado ou real, contra si mesmo, outra pessoa ou sobre um grupo ou comunidade, que resulta ou tem alta probabilidade de resultar em lesão, dano psicológico ou privação. 

Aqui ressalta-se que a violência física ocorre quando uma pessoa está em relação de poder com a outra. Onde essa evidência é também definida? “Discutimos no dia a dia o impacto dessa temática na nossa vida. No sistema de residência urbana a cidade nos permeia nas ações cotidianas. Nossos residentes, por exemplo, transitam na cidade e assistem e participam do horror da fome na rua, de pessoas abandonadas que vivem nos arredores dos metros, dos teatros, nas ruas, assistem os noticiários e leem jornais”, explica. 

Ainda de acordo com Solange, alguns dos residentes da SIG carregam marcas da violência da vida e do próprio tratamento. “Muitos ficaram anos institucionalizados, sem voz ou opinião, outros foram submetidos a extremos danos morais, financeiros e físicos, sem compreender como isso se relacionava ao seu quadro psicopatológico, muito menos ao seu tratamento”, comenta. “Falamos muito aqui sobre os fatores estressantes, individuais e coletivos e nossas estratégias, também individuais e coletivas para lidar com as condições desfavoráveis inerentes à vida. 

De fato, a violência em suas diferentes frentes está sim relacionada ao risco para o adoecimento psíquico e sofrimento emocional, tanto nas vulnerabilidades biológicas, genéticas, psicológicas e ambientais como nos riscos das adversidades duradouras, principalmente no desenvolvimento de crianças e adolescentes. 

“Temos, por enquanto, a tarefa da melhora possível da qualidade de vida e da qualidade de vida em saúde. A prevenção é mais eficaz. Os estilos de vida saudáveis, se possível, são mecanismos potentes de prevenção”, finaliza Solange.

 

Sig - Residência Terapêutica


O Psicanalista e Palestrante Rafael Cobra lista possíveis sinais de que você não está sendo valorizado em um relacionamento

 

Especialista em relacionamentos e relações interpessoais, o palestrante TEDX Rafael Cobra , soma mais de 20 mil alunos em mentorias e palestras sobre carreira, saúde, espiritualidade, alta performance e claro, relacionamentos, pelo mundo.

Quando o assunto é amor próprio, Cobra insiste que quando um indivíduo passa muito tempo tentando decifrar o que está acontecendo em uma relação à dois, e ao invés de focar em si próprio, coloca uma terceira pessoa como o centro da sua jornada, deixa claro para o outro que tudo e qualquer pessoa pode ser mais valioso que ele próprio.

Quando a doação por uma relação é sem medidas e unilateral, não é saudável. Para Cobra cada indivíduo precisa ser sua prioridade para ser valorizado por alguém. “Não espere que o outro te valorize quando você mesmo não faz isso!”

Aqui, Rafael listou alguns sinais de que você não está sendo valorizado em um relacionamento:

  • Você nunca é prioridade: Não ser pelo menos uma das prioridades na vida do outro quando se encontra em uma relação à dois é um forte indício que não está sendo valorizado. Atente quando observar falta de interesse do seu parceiro (a) por suas questões emocionais, profissionais e familiares, por exemplo; 
  • Apenas críticas e comentários negativos: Em uma relação à dois, críticas construtivas são bem-vindas, mas é cansativo se relacionar com quem só tem comentários negativos para tecer. Se você se relaciona com quem te compara, diminui suas conquistas e dúvida da sua capacidade o tempo todo, você definitivamente não vive com alguém que te valoriza; 
  • Não é um companheiro na hora das necessidades: Se você está em um relacionamento, mas seu parceiro nunca se faz presente em momentos tristes ou felizes, onde você mais precisa de companhia ou apoio emocional, é hora de repensar o valor que está recebendo. A vida é para ser compartilhada com quem está disposto a caminhar ao nosso lado em todos os momentos, e não apenas por conveniência; 
  • Brigas por coisas banais: Quando algo não tem valor para alguém, você sente o tempo todo que vive em uma relação descartável. Quando em uma relação à dois, um dos indivíduos parece criar motivos para sempre estar em conflito, você tem mais um sinal que o que vocês dividem não tem grande valor.

Todos merecem viver relações saudáveis, reciprocas e respeitosas. Com autoconhecimento e informações necessárias, é possível sair de ciclos viciosos que só estagnam. Se você precisa de ajuda para sair de um relacionamento que não te leva a lugar nenhum, ou simplesmente deseja se tornar uma pessoa mais atraente, interessante e valorizada siga @orafaelcobra no Instagram para dicas gratuitas diárias ou para ficar por dentro das datas de suas próximas palestras e mentorias.


Saiba como se proteger da inveja com a radiestesia terapêutica

Mariana Tortella 
 
Gráficos Radiônicos


A terapeuta holística Mariana Tortella explica que é possível se blindar do mau olhado com o gráfico anti magia

 

A inveja é um sentimento negativo que pode se manifestar de várias formas, desde sensações leves de admiração misturada com um desejo de alcançar algo semelhante, até emoções mais intensas de rivalidade e hostilidade em relação à pessoa invejada. Há quem acredite que a inveja é a causa de conflitos e tensões nas relações interpessoais e por isso buscam diversas formas para se proteger, desde banho de sal grosso até o uso de amuletos. No entanto, você sabia que existe uma técnica milenar, bastante popular na Europa, para se blindar da inveja? É a radiestesia terapêutica. Segundo Mariana Tortella, terapeuta holística especialista na prática, é possível utilizar gráficos radiônicos para afastar pensamentos negativos direcionados a você.

De acordo com a terapeuta Mariana, nós somos seres energéticos e estamos vibrando o tempo todo, captando informações energéticas de absolutamente tudo. “Quando você chega em um ambiente, as energias que ali permeiam entram em contato com a sua energia. Logo, se não estamos bem, se não estivermos com o nosso campo energético equilibrado e protegido, involuntariamente estamos suscetíveis a absorver a energia negativa dessas pessoas. E isso é considerado magia”, explica.

No entanto, existe um gráfico utilizado para proteção que é o anti magia, facilmente encontrado na internet. “Esse gráfico serve como um escudo, protegendo da inveja, negatividade e pensamentos direcionados a você, mesmo vindo de longe, que entram no seu campo energético sem sua permissão”, pontua a especialista. Por isso, é importante estar com os chakras equilibrados, a aura expandida e com o campo magnético protegido para não ser impregnado pela inveja.


Como usar o gráfico anti magia

Para utilizar o gráfico anti magia, Mariana explica que basta imprimir a imagem em papel sulfite, colocar uma foto atual sua no centro, 3x4 ou 10x15, e pendular quanto tempo de o gráfico deve ficar montado, ou seja, o tempo que você precisa receber a energia de proteção. “Caso você queira, pode também adicionar um cristal de sua preferência para potencializar ainda mais esse gráfico. O cristal pode ser quartzo branco, turmalina negra, cianita, entre outros. Ao final, retire a foto e o cristal de dentro do gráfico e seu campo energético estará protegido “, explica a terapeuta.

Para saber o tempo de atuação, recorra ao relógio radiestésico, um gráfico com informações de tempo, também facilmente encontrado na internet. “Com o auxílio do relógio radiestésico, identifique com a ajuda do pêndulo a duração que aquele gráfico deve ficar montado. Ao final do tempo indicado, é legal perguntar novamente ao relógio, com o auxílio do pêndulo, se o tratamento está 100% finalizado”, finaliza a especialista.

  

Mariana Tortella - terapeuta holística especialista em Radiestesia e Radiônica há quase 10 anos. Ela é formada em Engenharia de Materiais pela Instituição de Ensino Superior em São Bernardo do Campo e possui mestrado em Engenharia Mecânica. Seu maior objetivo é ajudar pessoas que já são terapeutas holísticas, ou desejam ser, a transformarem a si mesmas e a outras pessoas com 100% de Confiança através de uma das Terapias Energéticas mais Poderosas do Mundo: a Radiestesia Terapêutica, podendo até mesmo viver financeiramente disso como profissão.

  

sábado, 25 de novembro de 2023

Confira 7 dicas para driblar a seletividade alimentar infantil

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Desligar o celular na mesa e incluir a criança no processo de preparo das refeições são dicas preciosas que Gi Belarmino, consultora Philips Avent em nutrição e alimentação infantil, traz para lidar com os desafios dessa fase

 

A alimentação composta por alimentos in natura ou minimamente processados deve ser a base da alimentação da criança e de toda família. Como revela o Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos, desenvolvido pela Fiocruz e o Ministério da Saúde. Mas muitas vezes, com o corre-corre das famílias, a ausência de um planejamento alimentar em casa ou até mesmo a falta de intimidade com as panelas pode levar a uma alimentação não balanceada. Isso piora quando a criança se recusa a experimentar e a comer certos tipos de alimento, conhecida como seletividade alimentar infantil.

“É natural no início da infância, geralmente por volta dos 2 anos, as crianças começarem a recusar determinados alimentos e demonstrar preferências por outros. Esse é um obstáculo muito comum na maternidade que pode ser transposto se a introdução alimentar for feita respeitando o que a criança tem capacidade de engolir e digerir. Começando por comidas pastosas, depois com pequenos pedaços, até chegar nos pratos para os adultos, na mesma consistência em que o restante da família se alimenta”, , explica Gi Belarmino, consultora de Philips Avent e especialista em nutrição materno-infantil e pós-doutoranda na USP. 

A especialista traz 7 dicas para ajudar na aceitação dos alimentos pelos pequenos e contribuir com um prato variado e saudável.

 

1. Respeite o apetite da criança - Se a criança está sem fome, NÃO force uma refeição ou um lanche. Da mesma forma, não a suborne ou pressione a comer determinadas comidas – ou a “limpar o prato” – quando ela disser “estou cheia” ou “estou satisfeita”. Isso poderá apenas desencadear (ou reforçar) uma luta pelo poder sobre o prato.

As crianças possuem uma autorregulação da saciedade e sabem quando estão com fome e quando estão saciadas. Além disso, podem alternar dias de muito apetite com dias de pouco volume – isso é normal e depende de vários fatores. Não espere um padrão homogêneo. O importante é assegurar que estejam crescendo normalmente. 

 

2. Não seja um cozinheiro quebra-galho - Preparar uma refeição alternativa ou substituir a refeição por leite quando ele rejeita a original poderá promover e reforçar o padrão seletivo. Encoraje-o a permanecer na mesa mesmo que ele não coma – um novo alimento será oferecido na próxima vez.

 

3. Torne a refeição agradável - Sirva brócolis e outros vegetais com um molho favorito. Corte os alimentos em vários formatos (estrelas, bolas, bichos etc), com variedade de cores vivas.

 

4. Inclua seu filho no processo - Leve-o ao supermercado, nas feiras ou na padaria, peça que ele o ajude a selecionar frutas, vegetais e outras iguarias saudáveis. Em casa, encoraje-o a lavar os vegetais, mexer molhos ou preparar a mesa.

 

5. Dê bom exemplo - Estudos já comprovaram que os filhos imitam o hábito alimentar dos pais. Portanto, se você tiver restrições a alguns alimentos, aproveite a oportunidade e a boa causa para mudar seus hábitos. Você estará fazendo um grande investimento para a consolidação de hábitos saudáveis dos seus filhos, além de ajudar a prevenir doenças da vida adulta.

 

6. Minimize distrações - Desligue a TV, celulares e outros jogos eletrônicos durante as refeições. Isso ajudará a criança a focar na comida.

 

7. NÃO ofereça sobremesas como recompensas ou prêmios - Barganhar a sobremesa pode transmitir a mensagem equivocada de que as sobremesas são os melhores alimentos, o que aumentará o desejo das crianças por doces.

  

Giliane Belarmino - mais conhecida como Gi Belarmino, é nutricionista e cientista, com 11 prêmios internacionais e 7 nacionais na área da nutrição. Com mais de 20 anos de carreira, a especialista é representante do Brasil no Vars Award, Congresso Americano da ASPEN, além de contar com mais de 13 publicações de artigos científicos em revistas internacionais. Com doutorado e pós-doutorado em Ciências, pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Giliane também atua como pesquisadora científica, professora e produtora de conteúdo nas redes sociais. Para saber mais, acesse: o link do De Mãe para Mãe e também o perfil da Gi Belarmino no Instagram


Conheça o papel da nutrologia na promoção do bem-estar e longevidade

Especialista explica como um acompanhamento personalizado impacta numa maior expectativa de vida 

 

O estudo “Tábuas de Mortalidade”, divulgado pelo IBGE, aponta uma expectativa de vida de 77 anos para os brasileiros nascidos em 2021 - um aumento de 2 meses e 26 dias em relação a 2020. Esse avanço foi impulsionado principalmente pelas mulheres, que atingiram uma expectativa de vida média de 80,5 anos, enquanto os homens alcançaram 73,6. Com esse aumento da longevidade e busca constante pelo bem-estar, a nutrição personalizada surge como importante aliada. 

Segundo o Dr. Gustavo Feil, renomado médico especializado em Ciências da Longevidade Humana e Nutrologia, são necessárias estratégias nutricionais adaptadas a cada indivíduo, para alcançar não apenas a saúde, mas também uma vida prolongada e equilibrada. "A nutrologia personalizada é um caminho inovador para alcançar a plenitude da saúde. Com uma abordagem individualizada, considerando as particularidades do paciente, é possível otimizar a alimentação e promover a vitalidade e a longevidade de forma eficaz", explica. 

A Nutrologia tem se destacado nesse contexto. O papel do nutrólogo consiste em investigar e avaliar a ingestão de alimentos pelos pacientes, considerando tanto seus benefícios quanto seus malefícios, para realizar avaliações precisas das necessidades orgânicas individuais. Além disso, o especialista empenha-se na manutenção da saúde, prevenindo doenças e ajustando nutrientes para equilibrar excessos ou déficits específicos.

Ao considerar fatores como genética, estilo de vida e condições singulares, a nutrologia personalizada torna-se uma ferramenta vital para um envelhecimento ativo e pleno, destacando-se como um pilar essencial rumo ao bem-estar e envelhecimento saudável.

"O nutrólogo, ao focar no estado nutricional dos pacientes, desempenha um papel importante no diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças relacionadas a desequilíbrios nutricionais”, acrescenta o especialista. O objetivo é promover um envelhecimento com qualidade e maior expectativa de vida, abrangendo desde distúrbios de crescimento até condições como diabetes, osteoporose, ovários policísticos e outras enfermidades.

Acompanhar de perto o estado nutricional do paciente e compreender a fisiopatologia das doenças ligadas aos nutrientes capacitam o especialista da área a agir de forma preventiva e terapêutica, contribuindo significativamente para a promoção de uma longevidade saudável. A Nutrologia, conforme definida pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), engloba uma avaliação que implica no diagnóstico, tratamento e prevenção das doenças associadas à alimentação ou à falta dela.

“Administrando uma oferta adequada de nutrientes e fitoquímicos ao organismo, o nutrólogo desempenha um papel importante na redução do risco de doenças crônicas não transmissíveis, como obesidade, hipertensão arterial, diabetes e câncer, que figuram entre as principais causas de mortalidade”, conclui. 



Gustavo Feil - médico do desenvolvimento Físico e Mental com foco em Nutrologia e Medicina da Longevidade formado pela Universidade Comunitária da Região de Chapecó - UNOCHAPECÓ/ SC e está sempre em busca da melhor versão em saúde, por meio da prevenção e promoção do bem estar. Também é pós graduando em Nutrologia pela USP RP e em Ciências da Longevidade e Vida Saudável pela Academia Longevidade Saudável. Possui trabalho com foco em emagrecimento, performance, estilo de vida saudável, longevidade e desenvolvimento humano. Para saber mais, acesse pelas redes sociais @drgustavofeil.


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