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Desligar o celular na mesa e incluir a criança no processo de
preparo das refeições são dicas preciosas que Gi Belarmino, consultora Philips
Avent em nutrição e alimentação infantil, traz para lidar com os desafios dessa
fase
A alimentação composta por alimentos in natura ou
minimamente processados deve ser a base da alimentação da criança e de toda
família. Como revela o Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos,
desenvolvido pela Fiocruz e o Ministério da Saúde. Mas muitas vezes, com o
corre-corre das famílias, a ausência de um planejamento alimentar em casa ou
até mesmo a falta de intimidade com as panelas pode levar a uma alimentação não
balanceada. Isso piora quando a criança se recusa a experimentar e a comer
certos tipos de alimento, conhecida como seletividade alimentar infantil.
“É natural no início da infância, geralmente por volta dos
2 anos, as crianças começarem a recusar determinados alimentos e demonstrar
preferências por outros. Esse é um obstáculo muito comum na maternidade que
pode ser transposto se a introdução alimentar for feita respeitando o que a
criança tem capacidade de engolir e digerir. Começando por comidas pastosas,
depois com pequenos pedaços, até chegar nos pratos para os adultos, na mesma
consistência em que o restante da família se alimenta”, , explica Gi
Belarmino, consultora de Philips Avent e especialista em nutrição
materno-infantil e pós-doutoranda na USP.
A especialista traz 7 dicas para ajudar na aceitação dos
alimentos pelos pequenos e contribuir com um prato variado e saudável.
1. Respeite o apetite da criança - Se a criança está sem
fome, NÃO force uma refeição ou um lanche. Da mesma forma, não a suborne ou
pressione a comer determinadas comidas – ou a “limpar o prato” – quando ela
disser “estou cheia” ou “estou satisfeita”. Isso poderá apenas desencadear (ou
reforçar) uma luta pelo poder sobre o prato.
As crianças possuem uma autorregulação da saciedade e
sabem quando estão com fome e quando estão saciadas. Além disso, podem alternar
dias de muito apetite com dias de pouco volume – isso é normal e depende de
vários fatores. Não espere um padrão homogêneo. O importante é assegurar que
estejam crescendo normalmente.
2. Não seja um cozinheiro quebra-galho - Preparar uma
refeição alternativa ou substituir a refeição por leite quando ele rejeita a
original poderá promover e reforçar o padrão seletivo. Encoraje-o a permanecer
na mesa mesmo que ele não coma – um novo alimento será oferecido na próxima
vez.
3. Torne a refeição agradável - Sirva brócolis e outros
vegetais com um molho favorito. Corte os alimentos em vários formatos
(estrelas, bolas, bichos etc), com variedade de cores vivas.
4. Inclua seu filho no processo - Leve-o ao supermercado,
nas feiras ou na padaria, peça que ele o ajude a selecionar frutas, vegetais e
outras iguarias saudáveis. Em casa, encoraje-o a lavar os vegetais, mexer
molhos ou preparar a mesa.
5. Dê bom exemplo - Estudos já comprovaram que os filhos
imitam o hábito alimentar dos pais. Portanto, se você tiver restrições a alguns
alimentos, aproveite a oportunidade e a boa causa para mudar seus hábitos. Você
estará fazendo um grande investimento para a consolidação de hábitos saudáveis
dos seus filhos, além de ajudar a prevenir doenças da vida adulta.
6. Minimize distrações - Desligue a TV, celulares e
outros jogos eletrônicos durante as refeições. Isso ajudará a criança a focar na
comida.
7. NÃO ofereça sobremesas como recompensas ou prêmios -
Barganhar a sobremesa pode transmitir a mensagem equivocada de que as
sobremesas são os melhores alimentos, o que aumentará o desejo das crianças por
doces.
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