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terça-feira, 22 de agosto de 2023

Saúde: saiba a importância de respirar bem para a prevenção de várias doenças

Conheça 5 doenças respiratórias irritantes que podem ser evitadas ou abrandadas com medidas simples e o devido acompanhamento médico


Rinite, sinusite, asma, ansiedade e até apneia. Nosso nariz pode ser a porta de entrada de muitas “ites” e de tantas outras doenças capazes de roubar boas noites de sono. Podemos afirmar que milhares de brasileiros passam toda uma vida respirando mal ou pela boca, com o nariz obstruído de forma crônica ou em virtude de alergias, infecções e inflamações. 

 

Existem inúmeras pessoas com uma sensibilidade excessiva a determinadas substâncias, como pólen, poeira e pelos de animais, e produzem uma resposta imune exacerbada, gerando o espessamento do muco e o inchaço local, o que culmina em uma irritação bem conhecida mundialmente, a rinite alérgica. Nariz entupido, coriza (nariz escorrendo) e coceira são alguns dos sintomas. Esse mal afeta cerca de 30% da população brasileira, de acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai).

 

Conversamos com a otorrinolaringologista Joana Tavares para entender melhor as formas de ganhar a guerra contra várias doenças do trato respiratório, e a descoberta foi surpreendente: é possível, com medidas simples, ter mais qualidade de vida.

 

“Uma série de doenças podem ser evitadas ou abrandadas com hábitos diários. A lavagem do nariz é uma delas. Estudos mostram que esse ato corriqueiro, quando realizado sistematicamente, é capaz de desobstruir vias nasais e impedir inflamações da mucosa nasal, comumente gerada por bactérias”, explica Joana Tavares.

 

Todavia, a falta de informação faz com que muitas pessoas imaginem que, ao passar por casos de doenças respiratórias, estão condenadas a viverem com esse mal pelo resto de suas vidas. E essa não é mais uma verdade. A medicina avançou. “Hoje uma simples turbinectomia, que consiste na retirada de parte dos cornetos nasais para facilitar a passagem do ar, é capaz de impedir que uma doença se instaure”, tranquiliza a especialista. 

 

Na lista das doenças que tiram o sono de qualquer um, estão também a sinusite, a asma e a apneia do sono. O acúmulo de secreção no septo, estrutura que separa as narinas, e nos seios da face - conjunto de cavernas internas dentro do rosto - permite que germes e bactérias façam a festa, desencadeando a temida sinusite.

 

Até o ronco, motivo de brigas entre casais, pode ser sanado ou minimizado com o devido tratamento. “O ronco é um indício de que o fluxo de ar está parcialmente bloqueado, o que força a respiração bucal, mas um procedimento cirúrgico de correção de desvio de septo pode permitir que o ar passe sem impedimentos durante o sono”, analisa a otorrinolaringologista. Contudo, o mais preocupante é que esse quadro pode dar início à apneia do sono, doença capaz de propiciar a hipertensão e a diabetes, por exemplo. Nos casos mais graves, a apneia pode levar à morte por parada cardíaca, relata Tavares, que é também PhD em Ciências da Saúde (UNB) e Harvard Medical School.

 

“Eu desenvolvi uma apneia do sono. Então eu falei para mim mesma ‘eu não vou passar o resto da minha vida com essa dificuldade para respirar. Eu tenho de procurar uma solução para isso’. Daí, eu fiz uma rinoplastia funcional, melhorei a respiração e fiz mudanças estéticas no mesmo procedimento. Foi realmente um divisor de águas na minha vida. Eu voltei a respirar”, relata Silvana Dias, 68 anos, ginecologista.

 

“Os dados comprovam que respirar bem não é apenas importante, mas fundamental para o bem-estar, uma vez que o corpo atua de forma sistêmica, dependente e complexa”, finaliza Joana.    

 

72% das mulheres sofrem de incontinência urinária

Técnicas de fortalecimento e treinamento da musculatura pélvica podem evitar os casos da doença

 

De acordo com um estudo divulgado pela Sociedade Brasileira de Urologia, 72% das mulheres em todo o mundo sofrem de incontinência urinária, sendo 20% dos casos em mulheres adultas e aproximadamente 50% em idosas. Entre os principais motivos da doença, está o enfraquecimento da musculatura do assoalho pélvico, fazendo com que haja uma perda involuntária de urina, caracterizada em três tipos: a de esforço, de urgência e a mista.

Para Laura Barrios, fisioterapeuta pélvica na Clínica Ginelife, muitas mulheres têm vergonha de procurar ajuda, sendo que esse é um problema que pode ser resolvido facilmente. “Mulheres de todas as idades acreditam que os casos de incontinência são naturais do corpo e optam por não buscar um tratamento”, comentou. “Com base em avaliações, é elaborado um plano de tratamento individualizado, que pode incluir várias técnicas, como exercícios de contração e fortalecimento, além do treinamento da musculatura do assoalho pélvico”, completou.

A alteração da parte hormonal do corpo da mulher, perda de massa muscular, gestação e parto, lesões, obesidade e tabagismo são fatores que podem fazer com que a mulher desenvolva incontinência urinária, causando desconforto e problemas na qualidade de vida de quem sofre da doença.

A médica ginecologista e especialista em saúde da mulher, Fernanda Lellis, da Clínica Ginelife, afirma que o auxílio médico durante esse período é totalmente normal e necessário. “Devemos lembrar que este é um problema que pode acontecer com pessoas de todas as idades e buscar um tratamento o mais rápido possível, é essencial para garantir um bom estilo de vida”, explicou. “Não importa a que a continência esteja associada, seja hormonal, etária ou qualquer outro tipo, há tratamento e pode ser feito de forma simples, por meio da fisioterapia pélvica”, finalizou”.

A fisioterapia pélvica é também uma forma de prevenção da continência urinária. As mulheres podem procurar este método antes mesmo de serem diagnosticadas, pois fortalecendo a musculatura do assoalho pélvico, as chances de aparição da doença no futuro são menores.  



Laura Barrios - fisioterapeuta pélvica na Clínica Ginelife. Formada em fisioterapia pela Universidade do Grande ABC, com pós-graduação em Fisioterapia Respiratória pela UNICID e em Fisioterapia Pélvica pela Faculdade Inspirar. Mestrado em UTI pela Sociedade Brasileira de Terapia Intensiva. Instagram: @clinicaginelife

Dra. Fernanda Lellis - ginecologista na Clínica Ginelife. Médica pela Faculdade de Medicina de Mogi das Cruzes. Residência de Ginecologia e Obstetrícia pela Faculdade de Medicina do ABC. Especialização de Videoendoscopia Ginecológica pela Faculdade de Medicina do ABC. Título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Associação Médica Brasileira e FEBRASGO. Título de especialista em Endoscopia Ginecológica pela Associação Médica Brasileira e FEBRASGO. Preceptora do setor de Videoendoscopia Ginecológica no Hospital Mario Covas.

 

Sangue dourado: saiba tudo sobre o tipo sanguíneo mais raro do mundo

Com 43 casos estimados em todo o mundo, sendo cerca de dois no Brasil, pessoas com sangue Rh nulo necessitam de acompanhamento médico constante e sistema seguro de estoque para emergências

 

Considerado o tipo sanguíneo mais raro do mundo, estima-se que o RH nulo ou, como é conhecido, sangue dourado, acomete menos de 50 pessoas em todo o mundo. No Brasil, há conhecimento de pelo menos dois casos, segundo dados do Ministério da Saúde.

Para entender melhor as características e implicações aos portadores desse grupo, a Dra. Maria Cristina Pessoa dos Santos, hemoterapeuta chefe da agência transfusional do Hospital da Mulher Mariska Ribeiro, gerido pelo CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro tira dúvidas sobre a classificação dos tipos sanguíneos de maneira geral.

Ela explica que os diferentes tipos sanguíneos são definidos pelos antígenos que eles carregam, que são as proteínas presentes nos glóbulos vermelhos (hemácias). Atualmente, existem 44 sistemas de grupos sanguíneos reconhecidos, contendo 354 antígenos de hemácias.

“Essas classificações são muito importantes, pois determinam, de acordo com sua presença ou ausência no sangue, de quem um indivíduo pode receber ou para quem pode doar sangue”, destaca.

Segundo a especialista, o sangue do tipo A é considerado o mais comum no Brasil, seguido pelo tipo O. Entre os menos incidentes estão os tipos B e AB. “Estudos indicam que apenas 8% da população brasileira possui sangue tipo B, incidência ainda menor para o tipo AB.”

Já o sangue dourado ocorre quando as hemácias não contam com nenhum tipo de antígeno RhD, o que o torna, ao mesmo tempo, muito especial e perigoso para quem o possui.

“Sem o fator RH, o indivíduo seria, teoricamente, o verdadeiro doador universal, uma vez que seu sangue não terá conflito com os antígenos existentes nos outros tipos sanguíneos, desde que seja respeitado o sistema ABO. No entanto, suas hemácias têm      vida média mais curta e apresentam um certo grau de anemia. Eles só devem doar para outras pessoas com o mesmo fenótipo, pois estes só podem receber sangue desse mesmo grupo, o que, devido à sua raridade, pode se tornar um grande risco à sua vida”, detalha.

A médica destaca que esse tipo de sangue ocorre quando pai e mãe possuem a mesma mutação genética. É o caso das duas brasileiras que fazem parte do grupo e – ambas são irmãs, sendo uma moradora do Rio de Janeiro (RJ) e outra de Juiz de Fora (MG), e monitoradas pela equipe do Cadastro Nacional de Sangue Raro (CNSR), do Ministério da Saúde, que centraliza as informações de doadores raros registrados nos hemocentros públicos do país.

Dra. Maria Cristina ressalta que pessoas com sangue dourado devem ter sua saúde acompanhada de perto, uma vez que há riscos de desenvolverem anemia devido à fragilidade da estrutura dos glóbulos vermelhos.

O ideal, segundo ela, é realizar o congelamento das hemácias de tipos raros de sangue, a fim de assegurar uma reserva para possíveis casos de transfusão.

“Hemácias não congeladas duram apenas 42 dias, o que inviabiliza uma doação emergencial quando se precisa buscar um doador em outro país. No caso das duas brasileiras, caso uma delas necessite de sangue e a outra esteja impossibilitada de doar, o ideal é que possamos recorrer a um estoque reserva”, frisa.



CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial 


“QUEM PAGA A CONTA?” Questões Jurídicas e a Equipe Multidisciplinar em Saúde

Desde a Constituição Federal de 1988, o Brasil apresenta claramente uma Judicialização de sua sociedade, onde as relações sociais, as mais diversas, quando conflituosas, acabam sendo apresentadas ao Poder Judiciário.



A área da Saúde não é uma exceção.

Cabe aqui lembrar que a própria Carta Magna garante o princípio da universalidade da jurisdição, em seu artigo 5, inciso XXXV, garantindo a todos o acesso ao Poder Judiciário. Além do princípio da indeclinabilidade, artigo 126 do CPC, onde não pode o magistrado dispensar a análise de questões judiciais que lhe são submetidas.

A judicialização da medicina é um fenômeno recente no Brasil, apresentando um aumento exponencial nos nossos dias.

Quando falamos em medicina, não estamos restringindo tal fenômeno a figura do médico, mas sim nos referindo a toda a equipe de saúde que atua na assistência à saúde dos pacientes.

Entende-se por Judicialização da Medicina a busca do Poder Judiciário para resolver problemas e conflitos que envolvam a área médica (área da saúde), desde o acesso aos serviços e bens de saúde até a responsabilização dos profissionais pelos atos praticados.

O Conselho Nacional de Justiça constatou que em 2011 tramitavam no Brasil 240.980 processos judiciais que envolviam a área de saúde.



Com certeza esse número atualmente deve ser muito maior.

São duas as principais demandas que “batem” a porta do judiciário: O direito do acesso aos serviços e bens de saúde e as ações de reparação de danos causados por profissionais de saúde.



Acesso aos Serviços e Bens de Saúde

A Constituição Federal de 1988 foi conhecida como a “Constituição Cidadã”, isto porque um de seus pilares, inclusive sendo cláusula pétrea da mesma, é a garantia dos chamados direitos fundamentais.

Dentre estes direitos está o direito a saúde e a vida, compreendidos no princípio da dignidade da pessoa humana, preceito norteador de todo o texto constitucional.

Com base nestes direitos fundamentais, muitos são os que procuram o Poder Judiciário para efetivar o que está garantido em nossa Constituição.

Este fenômeno não limita-se a saúde pública, estendendo-se também a saúde privada, porém de forma diferente.

A chamada saúde complementar não lida com recursos públicos, podendo repassar aos seus clientes de forma direta o custo decorrente desta judicialização, o que é mais difícil na saúde pública, pois dependeria de aumento de repasses nas diferentes esferas governamentais.

Em relação a saúde pública, a inexistência de políticas públicas de saúde que garantam ao cidadão o acesso aos serviços de saúde e aos meios necessários para o seu tratamento, fazem com que o Poder Judiciário acabe determinando a aplicação dos recursos da saúde pública.

Isto verifica-se no dia a dia de quem trabalha em hospitais públicos, onde quase que diariamente algum paciente será internado ou submetido a procedimentos com base em determinações judiciais.

Neste cenário, a aplicação de recursos não está sendo determinada pelo Poder Executivo ou Legislativo, como se espera, mas sim pelo Poder Judiciário.

Não podemos, entretanto, atribuir ao Poder Judiciário o problema, muito menos ao cidadão, mas sim a ineficiência do Estado em efetivar o chamado “mínimo essencial”.

Esta situação está criando dentro do Sistema de Saúde duas classes de pacientes, uma vez que a obtenção de uma decisão judicial favorável acarreta atendimento diferenciado em relação aos outros usuários do sistema.

Quando analisamos tal situação nas Unidades de Terapia Intensiva, Hospitais, filas para cirurgias o problema se agrava.

A inexistência de leitos profissionais da saúde e insuficientes para atender a demanda, faz com que diariamente exista algum tipo de internação por determinação judicial.

Estas internações, muitas vezes por medida liminar, fazem com que a atuação de toda equipe de saúde fique limitada e dificultosa.

A determinação judicial de internação e procedimentos, transfere a decisão de quem necessita ser atendido e tratado da equipe de saúde para os operadores do direito.

Este é o principal problema causado pela judicialização da medicina no que tange aos pedidos de prestação de serviços jurisdicional na área de saúde.

Pode ocorrer que um individuo que necessite mais do atendimento médico ser preterido por outro, pois o segundo recorreu ao Judiciário.



A decisão deixa de ser técnica e passa a ser jurídica.

A reflexão que tem que ser feita é: Como chegar ao ponto de equilíbrio entre a prestação de serviços jurisdicional necessária e a valorização técnica e profissional de saúde, sem esquecer que ambas buscam os mesmos objetivos: "Estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas ausência de doença" DR. JOÃO BAPTISTA.

 

Prof. Dr. João Baptista Opitz Junior - Médico; doutor e mestre em medicina pela faculdade de medicina da usp; pos-doutor em direito penal e garantias constitucionais pela ULM - Buenos Aires; doutor em ciências sociais e jurídicas pela UMSA - Buenos Aires; especialista em medicina do trabalho, medicina legal e pericia médica. Autor do livro "Perícia Médica no Direito" (editora Rideel) e "Perícia Médica - visão trabalhista e previdenciária" (editora Lujur). Autor de várias obras em perícia médica, erro médico e responsabilidade cível; professor e palestrante nas áreas de perícia médica, responsabilidade civil e penal do médico, medicina do trabalho e meio ambiente do trabalho; perito judicial / assistente técnico nas áreas trabalhista, penal, cível e previdenciária; diretor do instituto paulista de higiene, medicina forense e do trabalho. Ex-diretor da sociedade brasileira de perícia médica regional são paulo e ex-diretor jurídico da associação paulista de medicina do trabalho. Ex- membro consultor da comissão de direito de família da OAB-SP. Membro consultor da comissão de direito previdenciário da OAB-SP. Membro consultor da comissão de pericia forense da OAB-SP.
institutopaulistasst

 

Cigarro e HPV têm efeito sinérgico nas células, potencializando o risco de câncer de cabeça e pescoço

Conclusão é de estudo conduzido por pesquisadores
da USP e da Universidade do Chile. Ao analisar células
da boca que expressavam proteínas do papilomavírus
 humano e foram expostas à fumaça de cigarro, grupo observou
aumento de enzima ligada à progressão de tumores e a danos ao DNA
(
foto: wirestock/Freepik)


Além de constituírem fatores de risco independentes para o câncer de cabeça e pescoço, o tabagismo e o papilomavírus humano (HPV) podem provocar efeitos nas células que interagem entre si, aumentando ainda mais o risco da doença. A conclusão é de um estudo feito por cientistas das universidades de São Paulo (USP) e do Chile, cujos resultados foram publicados no International Journal of Molecular Sciences. Ao aumentar a compreensão sobre os mecanismos moleculares envolvidos nesse tipo de tumor, a descoberta abre caminho para a adoção de novas estratégias de prevenção, tratamento ou outra intervenção capaz de beneficiar os pacientes.

O câncer de cabeça e pescoço engloba tumores nas cavidades nasal e oral, faringe e laringe. Em 2020, afetou cerca de 830 mil pessoas em todo o mundo, causando a morte de mais de 50% delas. Segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Câncer (Inca), foram quase 21 mil mortes no Brasil em 2019. Embora a doença esteja historicamente ligada a consumo de álcool, fumo e má higiene bucal, o HPV surgiu nas últimas décadas como fator de risco relevante, afetando uma população mais jovem e de nível socioeconômico mais alto. Hoje, trata-se de um dos tumores associados ao HPV que mais crescem no mundo.

“Em vez de continuar analisando tabagismo e HPV como fatores oncogênicos separados, passamos a focar na possível interação entre os dois”, explica Enrique Boccardo, professor do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) e coautor do estudo. “Afinal, tanto o cigarro quanto o papilomavírus humano estão associados ao aumento do estresse oxidativo e a danos no DNA relacionados ao câncer e, de acordo com estudos prévios, podem regular a enzima superóxido dismutase 2 [SOD2], que é um biomarcador de doenças iniciais associadas ao HPV e do desenvolvimento e progressão de tumores.”

Em testes in vitro, os cientistas brasileiros e chilenos analisaram células orais que expressavam as oncoproteínas HPV16 E6/E7 (a expressão foi induzida em laboratório para mimetizar a condição de células infectadas pelo papilomavírus) e foram expostas a um condensado da fumaça do cigarro. Foi observado nessa condição um aumento considerável dos níveis de SOD2 e de danos ao DNA, reforçando o potencial nocivo da interação entre HPV e fumaça de cigarro em relação à condição-controle. Ou seja, as células-controle (não expostas a oncoproteínas ou fumo) expressam menos SOD2 que células que expressam E6/E7 ou que células tratadas com fumaça de cigarro, enquanto células que expressam E6/E7 e foram tratadas com fumaça de cigarro expressam níveis maiores de SOD2 do que qualquer outro grupo analisado. Isso indica a “interação” entre a presença de genes de HPV e a fumaça de cigarro.

Uma segunda etapa do trabalho, apoiado pela FAPESP por meio de dois projetos (10/20002-0 e 19/26065-8), envolveu a análise de dados genômicos de 613 amostras que integram o repositório público The Cancer Genome Atlas (TCGA). Na plataforma, são catalogadas as mutações genéticas responsáveis pelo câncer a partir de sequenciamento de genoma e bioinformática. O grupo focou na análise de transcrições de SOD2 para confirmar os achados.


Ponto de partida

“Apesar de serem realizados em um ambiente artificial, estudos in vitro são um ponto de partida para compreender o que acontece em modelos mais complexos e, no futuro, talvez nos permitam intervir de forma objetiva e trazer algum benefício”, afirma Boccardo. “Atualmente, por exemplo, a vacinação contra o HPV só está disponível no SUS [Sistema Único de Saúde] para crianças entre 9 e 14 anos, porque estudos apontaram maior eficácia na prevenção de patologias genitais, mas acredito que seja possível considerar a extensão para um grupo maior de indivíduos a fim de evitar doenças em outras regiões anatômicas.”

O pesquisador destaca ainda que este trabalho realiza a translação dos resultados obtidos em laboratório para a análise clínica ao superar o calcanhar de Aquiles da pesquisa básica, que é o acesso a amostras humanas. Isso se dá graças à evolução da tecnologia, que levou à criação de bases de dados de amostras humanas, como a utilizada na pesquisa. Esses bancos incluem estudos de análise de expressão de RNA e proteínas e permitem o acesso a informações de longos períodos de tempo.

“O próximo passo seria aumentar a complexidade do modelo utilizado, analisando a questão funcional em um contexto de expressão normal das proteínas virais, ou seja, em que o promotor do HPV regule de fato a expressão da E6/E7 [no caso do estudo a expressão das proteínas foi induzida em laboratório e não pela infecção]”, acredita Boccardo. “Não podemos esquecer, por exemplo, que existem eventos como o processo inflamatório, que não conseguimos visualizar in vitro, mas que sabemos que, na prática, pode ter um papel muito importante no desfecho da doença.”

O artigo Interaction between Cigarette Smoke and Human Papillomavirus 16 E6/E7 Oncoproteins to Induce SOD2 Expression and DNA Damage in Head and Neck Cancer pode ser lido em: www.mdpi.com/1422-0067/24/8/6907.

 

Julia Moióli
Agência FAPESP https://agencia.fapesp.br/cigarro-e-hpv-tem-efeito-sinergico-nas-celulas-potencializando-o-risco-de-cancer-de-cabeca-e-pescoco/42183/


Tuberculose: A doença descoberta no século XIX pode ser prevenida, tem cura, mas ainda afeta 10 milhões de pessoas no mundo

Diagnóstico é rápido, assertivo e auxilia para o tratamento precoce, afirma infectologista

 

 
Causada pelo bacilo de Koch, uma bactéria chamada Mycobacterium tuberculosis, a tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões, mas também pode acometer outros órgãos. Nas Américas, o Brasil é o país com o maior número de casos notificados. Em 2022, cerca de 78 mil pessoas adoeceram por tuberculose no país, um aumento de 4,9% em relação a 2021, segundo informações do Ministério da Saúde.

 

“O diagnóstico é rápido e muito assertivo, feito por exames como a baciloscopia e, exames de biologia molecular, como PCR e também de cultura, todos realizados com amostra de escarro. Além de exames de imagem, como radiografia e tomografia de tórax”, explica o médico infectologista do Sabin Diagnóstico e Saúde, Alexandre Cunha.

 

Em caso de diagnóstico positivo, o tratamento deve ser iniciado imediatamente por meio de medicamentos. “Apesar de ser uma doença descoberta há séculos, que já possui uma vacina segura e eficaz, diagnóstico rápido e cura, a tuberculose ainda afeta milhares de pessoas mundo afora e segue ocasionando óbitos”, alerta Alexandre.

 

A vacina BCG (bacilo Calmette-Guérin) é a principal medida preventiva, o imunizante protege contra formas mais graves da doença e deve ser aplicado ainda na infância, entre o nascer e até completar 5 anos de idade”, complementa o médico.

 

A transmissão acontece por via respiratória, por meio da tosse, fala ou espirros de uma pessoa infectada. O bacilo é sensível à luz solar e a circulação de ar ajuda na dispersão de partículas, por isso é importante manter ambientes ventilados e com luz natural para diminuir o risco de transmissão.

 

Entre os sintomas mais comuns da tuberculose estão a tosse seca ou com catarro por três ou mais semanas, febre vespertina, sudorese noturna e emagrecimento. Ao observar esses sintomas é fundamental procurar um médico.

 

Nos últimos anos, houve uma redução importante da cobertura vacinal da BCG, até 2018, o índice de vacinação estava acima do patamar de 95%. Porém, desde 2019, a cobertura não ultrapassa os 88%. Essa queda representa aumento do risco de casos graves e óbito pela doença.

 

Anualmente, cerca de 10 milhões de pessoas sofrem com a enfermidade mundialmente e mais de um milhão vieram a óbito por ela, só o Brasil notifica a cada ano cerca de 4,5 mil mortes em decorrência da tuberculose, segundo o Ministério da Saúde.


Grupo Sabin | Referência em saúde, destaque na gestão de pessoas e liderança feminina, dedicado às melhores práticas sustentáveis e atuante nas comunidades onde está presente, o Grupo Sabin nasceu na capital federal, fruto da coragem e determinação de duas empreendedoras, Janete Vaz e Sandra Costa, em 1984. Hoje conta com cerca de 7000 colaboradores unidos pelo propósito de inspirar pessoas a cuidar de pessoas.

 

Presente em 15 estados, além do Distrito Federal, a empresa oferece serviços de saúde com excelência, inovação e responsabilidade socioambiental às 78 cidades em que está presente e atende mais de 6,5 milhões de clientes ao ano em 350 unidades distribuídas de norte a sul do país.

 

O ecossistema de saúde do Grupo Sabin integra um portfólio de negócios que contempla análises clínicas, diagnósticos por imagem, anatomia patológica, genômica, imunização e check-up executivo. Além disso, contempla também serviços de atenção primária contribuindo para a gestão de saúde de grupos populacionais por meio de programas e linhas de cuidados coordenados, e a plataforma integradora de serviços de saúde - Rita Saúde - solução digital que conta com diversos parceiros como farmácias, médicos e outros profissionais, promovendo acesso à saúde com qualidade e eficiência. 

 


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Leite humano é o alimento padrão ouro aos bebês e a sua doação pode salvar vidas

Neste mês é celebrado o Agosto Dourado para promover a importância da amamentação aos bebês, sendo a cor uma referência ao padrão ouro do leite humano pela sua qualidade e exclusividade de benefícios. O leite humano é recomendado até os dois anos de idade ou mais e de forma exclusiva até o sexto mês de vida para o desenvolvimento saudável do bebê, já que é a principal e mais completa fonte de alimento. O Ministério da Saúde estima que o aleitamento materno seja capaz de diminuir em até 13% a morte de crianças menores de cinco anos por causas preveníveis.

O aleitamento materno é uma prática importante para a criança, para a mãe e a sociedade em geral e deve ser sempre incentivado e protegido. O leite humano fornece os nutrientes e anticorpos, favorece a relação afetiva mãe-filho e o desenvolvimento da criança, do ponto de vista cognitivo e psicomotor que auxilia no crescimento e na proteção contra doenças diversas, como infecções, alergias, diarreias e doenças respiratórias a curto, médio e a longo prazo. A amamentação está associada a um menor risco de desenvolvimento de algumas doenças crônicas na vida adulta, como diabetes tipo 1 e obesidade.

Sem incentivo e ações concretas fica muito difícil para as mulheres continuarem a amamentar após o fim da licença maternidade devido à falta de locais adequados para a amamentação, retirada e armazenamento do leite durante a jornada de trabalho. Espaços adequados nas empresas e instituições, além de campanhas informativas e profissionais qualificados nas instituições, são fundamentais. No Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) temos a Sala de Coleta do Leite Humano, que possibilita a retirada de leite humano das mães internadas, das que têm filhos internados no local e das funcionárias do próprio hospital, que também podem utilizar o local para extração e armazenamento de leite durante o período de trabalho. 

Os Bancos de Leite Humano presentes em todo o país são fundamentais para o apoio e auxílio à amamentação e que, por meio de doações, possibilitam a distribuição de leite humano aos bebês que estão internados nas unidades neonatais. No HSPE também temos um Banco de Leite Humano, em funcionamento há mais de 50 anos, que recebe doações para os bebês internados no hospital e orienta as mulheres sobre a importância do aleitamento materno, da doação de leite humano e que também promove o acolhimento para as mães com dúvidas e dificuldades na amamentação. O local também disponibiliza um serviço que retira o leite materno nas casas das doadoras cadastradas que moram próximas ao hospital.

As lactantes que desejam fazer doações ao Banco de Leite Humano do HPSE devem atender a alguns critérios, fazer uma entrevista e exames laboratoriais de sangue para garantir a segurança do processo. Após a doação, o leite passa por um processo de pasteurização na própria instituição, com rigoroso controle de qualidade e segue para armazenamento. Isso permite que ele seja distribuído aos bebês, contribuindo para a nutrição, saúde e diminuição de casos de morbimortalidade.  

Também é importante abordar os aspectos da saúde das lactantes, já que a amamentação também traz benefícios a elas por estimular a ocitocina, hormônio que promove sensação de bem-estar e que também ajuda a reduzir as cólicas uterinas, auxiliando o retorno do útero ao seu tamanho normal, reduzindo o risco de complicações como hemorragias e anemias. Esse momento reforça o vínculo entre mãe e filho e pode diminuir o risco de depressão pós-parto e câncer na mulher.

O leite humano é um alimento completo aos bebês e a sua doação é um ato de solidariedade que pode salvar vidas, especialmente dos prematuros. Cada gota vale muito.

Para mais informações sobre o Banco de Leite Humano do HSPE, entre em contato pelos telefones (11) 4573-8172 e (11) 4573-8247, das 7h às 18h, de segunda a sexta-feira. Acesse o site da rede BLH bit.ly/localizacaoBLH para saber a localização dos Bancos de Leite Humano e postos de coleta do seu Estado.

 



Dr. Walter Nelson Cardo Junior - pediatra neonatologista e coordenador do Banco de Leite Humano do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), principal unidade do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe).

Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo - Iamspe


Hormônios do bem-estar: descubra quais as suas principais funções e como aumentar os seus níveis no organismo

Com impactos significativos na saúde mental e emocional, em níveis equilibrados eles apresentam benefícios como alívio do estresse, redução da ansiedade e melhora do humor

 

Já ouviu falar em hormônio do bem-estar? É o nome dado para substâncias químicas produzidas pelo corpo humano que desempenham um papel crucial no sistema nervoso central. O nosso organismo não possui apenas um, mas vários deles que atuam para regular as emoções e promover a sensação de felicidade e tranquilidade, sendo a serotonina e as endorfinas, os mais conhecidos. Mas, há também a oxitocina e a dopamina. 

A serotonina é um neurotransmissor que regula o humor, o sono e a sensação de prazer. Ele é ativado por um aminoácido chamado triptofano”, explica Mayara Stankevicius, nutricionista da Vitamine-se, marca brasileira que combina inteligência de dados e suplementos de alta qualidade para oferecer uma nutrição personalizada para cada pessoa. 

Os hormônios do bem-estar exercem impactos significativos na nossa saúde mental e emocional. Em níveis equilibrados, é possível experimentar uma série de benefícios, como alívio do estresse, redução da ansiedade e melhora do humor. “Além disso, eles ajudam a regular o sono, melhorar a memória e aumentar a resistência à dor, por exemplo. Quando estão em níveis adequados, nos sentimos com mais energia, motivados e capazes de lidar com os desafios do dia a dia”, completa Mayara. 

As endorfinas são responsáveis pela sensação de euforia e alívio da dor, sendo consideradas “analgésicos naturais” do corpo. Já a dopamina é conhecida como o “hormônio da recompensa”, e é liberada quando o cérebro está esperando ser recompensado por algo. A oxitocina é muitas vezes referida como o “hormônio do amor” porque é liberada em momentos de toque e carinho, como durante um abraço ou um beijo, por exemplo. Também é liberada durante o trabalho de parto para ajudar na ligação entre a mãe e o bebê, e é importante para a amamentação.

 

Quais os impactos do desequilíbrio hormonal? 

Quando há um desequilíbrio nos níveis dos hormônios do bem-estar, diversas doenças e condições relacionadas podem surgir. A falta de serotonina, por exemplo, está associada à depressão, ansiedade, distúrbios do sono e transtornos alimentares, como a compulsão alimentar. Já a deficiência de endorfina pode resultar em baixa tolerância à dor, sensação de tristeza e falta de motivação. 

A ansiedade também é relacionada aos baixos níveis de oxitocina, já que está envolvida na regulação do sistema de resposta ao estresse. “A falta de oxitocina ainda é associada com a depressão pós-parto. Isso porque, durante o nascimento do bebê, ela desempenha um papel importante no vínculo mãe-criança e na regulação do humor”, afirma Mayara. Por outro lado, como a dopamina está ligada ao sistema de recompensa do cérebro e associada à sensação de prazer e recompensa, a baixa quantidade deste hormônio também tem sido relacionada com a depressão.

 

Como aumentar os seus níveis? 

Existem diversas formas de aumentar os níveis dos hormônios do bem-estar em nosso organismo. Uma das mais eficazes é a prática regular de exercícios físicos, pois durante a atividade física, o corpo libera endorfinas, proporcionando uma sensação de euforia e bem-estar. O exercício também estimula a produção de serotonina, melhorando o humor e reduzindo a ansiedade. 

A nutricionista da Vitamine-se lembra que “além disso, a alimentação saudável desempenha um papel importante na produção desses hormônios, já que alimentos ricos em triptofano, como peixes, ovos, nozes e sementes, podem ajudar a aumentar os níveis de serotonina”. Uma dieta equilibrada, rica em vitaminas e minerais, também contribui para o bom funcionamento do sistema nervoso e para a produção adequada, segundo a especialista. 

Técnicas de relaxamento, meditação e respiração profunda também são importantes aliadas. Tais práticas ajudam a reduzir o estresse, a ansiedade e promovem a sensação de calma e tranquilidade. 

Já a ingestão de triptofano, que é um aminoácido que auxilia na produção da serotonina, também pode ajudar. “Por se tratar de um aminoácido essencial para o processo de regulação emocional, a ingestão diária desse suplemento ajuda na melhora da ansiedade, depressão e estresse oxidativo. Ovos, carnes magras, peixes, oleaginosas e frutas, como a banana, são fontes de triptofano”, esclarece a nutricionista. Vale ressaltar que o nosso corpo não produz triptofano. Por isso, é importante obtê-lo por meio de alimentos ou suplementação. 

Diante do papel vital dos hormônios do bem-estar para a saúde emocional e mental, a Vitamine-se desenvolveu Relax, primeira bebida funcional e natural, pronta para beber, com funcionalidade antiestresse do mercado. O produto promove a sensação de bem-estar e relaxamento de forma saudável e traz em sua composição três ativos essenciais: melatonina, substância que ajuda na regulação do relógio biológico; triptofano, que além de relaxar estimula o bom-humor; e magnésio, que colabora para o relaxamento muscular. 

A bebida funcional de baixa caloria, com ingredientes naturais, sem açúcares ou corantes artificiais, é adoçada naturalmente com stevia – ideal para quem lida com situações estressantes, muitas responsabilidades ou simplesmente deseja bebê-la ao longo de um dia agitado, ou antes de dormir para ter um sono de melhor qualidade. O produto está disponível em latas de 269ml em dois sabores: um de maracujá, capim limão e camomila, e outro de maçã e lavanda.


Vitamine-se


Criança usa cosmético?

No Dia da Infância, é fundamental lembrar da importância correta dos produtos


Comemorado no Brasil em 24 de agosto, o Dia da Infância é uma celebração que reforça a importância de preservar o bem-estar das crianças. A ocasião evidencia o valor da responsabilidade coletiva de garantir um ambiente saudável e seguro para o crescimento e desenvolvimento das novas gerações. Nesse contexto, a escolha de produtos de higiene adequados para os pequenos desempenha um papel crucial, uma vez que a pele infantil é delicada e sensível, sendo mais suscetível a irritações e alergias. Optar por artigos específicos e suaves é fundamental para proteger a pele de substâncias agressivas e potencialmente prejudiciais, assegurando a saúde das crianças.

A utilização de cosméticos ideais não é apenas uma questão de estética, mas também de saúde. Muitos produtos voltados para adultos contêm ingredientes químicos que podem ser excessivamente agressivos para a delicada pele infantil em desenvolvimento. Escolher itens formulados especialmente para crianças, que são livres de substâncias como parabenos, fragrâncias fortes e corantes, ajuda a minimizar o risco de reações adversas. Além disso, o uso de produtos adequados desde cedo auxilia no estabelecimento de hábitos saudáveis de cuidados pessoais, ensinando aos pequenos a importância de proteger e respeitar a integridade da pele.

Ao escolher um cosmético para uso infantil é fundamental se certificar de que ele tenha sido submetido a rigorosos testes de segurança e minimize os riscos de irritações ou alergias na pele. A fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), é essencial para a redução de riscos, isso porque eles determinam regras mais rigorosas para produtos destinados ao público infantil. É importante checar os rótulos das embalagens, pois neles devem constar as faixas etárias para qual a utilização do produto é permitida.

A indústria de cosméticos infantis tem evoluído para oferecer opções mais seguras e benéficas. A Alergoshop, referência em desenvolvimento e comercialização de produtos hipoalergênicos, se destaca no mercado ao oferecer itens livres de 95 substâncias agressivas para a saúde. Com linhas de fórmulas veganas e cruelty free, a franquia tem seus cosméticos recomendados pelos médicos, por serem alternativas não agressivas e ideais para peles sensíveis.

A praticidade também se revela essencial ao tratar de cosméticos para crianças, uma vez que é preciso oferecer produtos que se adaptem à sua rotina dinâmica e muitas vezes agitada. Itens formulados especificamente para os mais jovens devem ser de fácil aplicação, permitindo que os responsáveis apliquem os produtos de forma rápida e eficiente, sem causar desconforto às crianças. Essa proposta faz com que os produtos se integrem facilmente em atividades diárias das crianças, como a higiene pessoal e momentos de diversão, sem comprometer a sua saúde ou causar qualquer inconveniente.

Logo, a conveniência dos cosméticos infantis não apenas simplifica a vida dos adultos envolvidos, mas também contribui para uma experiência positiva e agradável das crianças em relação aos cuidados pessoais, estabelecendo desde cedo hábitos saudáveis. A emulsão para banho da linha Nossos Amores, da Alergoshop, por exemplo, tem fórmula suave e foi desenvolvida para ser usada da cabeça aos pés e, se desejado, diariamente. O fato de o produto poder ser aplicado no corpo todo e de forma rápida e eficaz, o torna uma opção prática.

Diante desse cenário, ao escolher produtos certificados e recomendados por profissionais de saúde, os pais e cuidadores estão investindo na educação e no bem-estar das crianças. A promoção do uso de cosméticos saudáveis contribui para um ambiente que nutre não apenas a pele das crianças, mas também a sua autoestima e confiança. Proteger a infância é um compromisso essencial, e isso inclui tomar decisões informadas sobre os produtos utilizados nos pequenos para garantir um crescimento saudável.

Conheça a linha Nossos Amores, da Alergoshop, que pode ser utilizada pelo público infantil.

 

Alergoshop
https://alergoshop.com.br/


Tratamento em hemodiálise

Autocuidado com a fístula garante bons resultados e reduz riscos de complicações e de infecções para o paciente

 

Para muitos pacientes renais crônicos, o uso da fístula arteriovenosa (FAV) é a pior parte do tratamento. Mas não precisa ser assim. O acesso implantado no corpo possibilita a ligação com a máquina de hemodiálise e pode ter uma duração média de três a cinco anos, desde que seja adotada uma rotina de autocuidados. A medida também reduz os riscos de complicações e de infecções pelo usuário.

Coordenadora de Enfermagem do Bloco Cirúrgico da unidade de Nefrologia de Venda Nova do Hospital Evangélico de Belo Horizonte (HE), Ana Izabel Fernandes da Silva Costa destaca que o autocuidado com a fístula, pelo paciente, é fundamental para que o tratamento de hemodiálise alcance os melhores resultados. “Esse acesso vascular é permanente e pode durar entre três e cinco anos dependendo da adesão do paciente ao tratamento, comorbidades, da equipe de enfermagem que cuida diretamente do indivíduo durante as sessões e das ações de educação em saúde realizadas para orientar sobre os cuidados com a FAV”, enumera.

Na prática o dispositivo é implantado em bloco cirúrgico com anestesia local e faz a ligação de uma veia a uma artéria para que o sangue arterial, que tem mais pressão, circule pela veia. O processo causa a dilatação da veia, durante um período de seis semanas, prazo que consolida a forma de acesso físico ao tratamento em hemodiálise.


Boas práticas

Para manter a fístula em boas condições de uso, o paciente deve observar alguns cuidados. Entre eles: evitar carregar peso, não dormir sobre o braço, não permitir a verificação da pressão arterial e de coleta de sangue no membro, não remover crostas formadas pelas punções realizadas na região, realizar exercícios diários no membro em que foi feita a FAV, proceder com a compressão adequada para hemostasia (conjunto de mecanismos que mantém o sangue dentro do vaso, sem coagular, nem extravasar) após a diálise, verificar diariamente a presença de algum ruído (frêmito) no equipamento e observar alterações no local etc.

“Geralmente, os pacientes são acompanhados nas sessões. Essas pessoas também são orientadas a incentivar o autocuidado e a observar as condições da FAV. A não realização dos cuidados pode complicar o quadro clínico do paciente, que necessitará de intervenções mais complexas e até mesmo de hospitalização”, aponta.

Desde 2022, as quatro unidades de Nefrologia do HE já disponibilizam uma cartilha própria, formatada pela Gerencia de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde da instituição com todas as informações para os pacientes que estão iniciando o tratamento em hemodiálise. Para incentivar o autocuidado, colaboradores da unidade que participam do Programa de Aceleração do Aculturamento Ágil na Associação Beneficente Evangélica de Minas Gerais (COLMEIA AEBMG 2023) vai propor a criação de grupos de orientação específicos sobre esse tema. Atualmente, são atendidos cerca de 3,5 mil pacientes.

 

HE –Hospital Evangélico de Belo Horizonte

 

Saúde Bucal e Estética: O Segredo para um Sorriso Perfeito

 

Um sorriso perfeito é o desejo de muitas pessoas. A estética dos dentes desempenha um papel importante na aparência e autoconfiança de cada um. No entanto, para alcançar a estética impecável dos dentes, é essencial priorizar a saúde bucal. A cirurgiã-dentista especialista em saúde bucal, Dra. Bruna Conde, compartilha informações valiosas sobre a relação entre saúde bucal e estética dos dentes, além de orientações para manter a saúde bucal antes e após realizar procedimentos estéticos. 

 

Saúde bucal como base para a estética dos dentes 

Antes de buscar procedimentos estéticos para melhorar a aparência dos dentes, é fundamental garantir uma saúde bucal sólida. Imagine a saúde bucal como a base de uma casa: se ela não estiver forte e estável, qualquer melhoria estética será temporária e pode até mesmo comprometer a estrutura dos dentes. Portanto, é importante estabelecer uma rotina consistente de cuidados bucais, incluindo escovação adequada dos dentes, uso de fio dental e visitas regulares ao dentista. 

Quando a saúde bucal não está em dia, alguns tratamentos estéticos podem apresentar complicações ou não proporcionar os resultados desejados. É importante entender que a saúde bucal é a base para um sorriso bonito e que problemas como cáries, doenças gengivais e infecções podem interferir negativamente nos tratamentos estéticos. A seguir, a Dra. Bruna Conde cita alguns tratamentos estéticos e as possíveis complicações relacionadas à falta de saúde bucal adequada:

 

    1. Clareamento Dental

O clareamento dental é um procedimento comum para melhorar a aparência dos dentes. No entanto, se houver cáries não tratadas ou inflamação gengival, o clareamento pode causar sensibilidade dentária intensa e desconforto. Além disso, o clareamento pode não ser eficaz em dentes com manchas profundas ou escurecimento causado por infecções, ou lesões.

 

    2. Lentes de Contato Dentais

As lentes de contato dentais são finas camadas de porcelana ou resina aplicadas sobre os dentes para melhorar sua estética. Se houver cáries, infiltrações ou danos estruturais nos dentes, a aplicação das lentes pode não aderir corretamente ou resultar em um resultado estético insatisfatório. É essencial que os dentes estejam saudáveis e estruturalmente íntegros para que as lentes de contato dentais sejam aplicadas com sucesso.

 

    3. Implantes Dentários

Os implantes dentários são utilizados para substituir dentes ausentes, proporcionando uma aparência estética e funcional. No entanto, se houver doença periodontal não tratada ou perda óssea significativa na área do implante, o procedimento pode não ser bem-sucedido. A saúde gengival e a qualidade do osso são fatores determinantes para o sucesso dos implantes dentários.

 

    4. Alinhamento Ortodôntico

O tratamento ortodôntico, como o uso de aparelhos dentários, é utilizado para corrigir a posição dos dentes e melhorar a estética do sorriso. No entanto, se houver doenças periodontais, cáries ou má saúde bucal, em geral, o tratamento ortodôntico pode ser comprometido. A presença de cáries ou inflamação gengival pode dificultar a movimentação correta dos dentes, atrasar o tratamento e até mesmo causar danos adicionais.

 

“A busca por um sorriso perfeito vai além da estética dos dentes. A saúde bucal é a base fundamental para alcançar resultados duradouros e preservar a beleza do sorriso ao longo do tempo. Ao priorizar uma rotina de cuidados bucais adequada, você estará investindo não apenas em um sorriso esteticamente impecável, mas também em sua saúde geral. Lembre-se de que cada caso é único, e é essencial buscar orientação profissional para obter os melhores resultados”. Finaliza a Dra. Bruna Conde.

 


Dra. Bruna Conde - Cirurgiã-Dentista.
CRO SP 102038

Check-up médico: exames que devem fazer parte da rotina

Análises laboratoriais são essenciais na medicina preventiva, auxiliando no diagnóstico precoce de doenças e na escolha do tratamento ideal


Os exames de rotina são essenciais para a manutenção da saúde e prevenção de doenças. Eles permitem que o médico identifique possíveis problemas de saúde antes mesmo que sintomas apareçam, o que aumenta a chance de tratamento bem-sucedido e reduz o risco de complicações graves.

Apesar de sua importância, não é de hoje que os check-ups de saúde não são um hábito comum na população. Pesquisas anteriores já mostravam um cenário em que 35% dos brasileiros nunca haviam feito exames preventivos, seja por conta das grandes filas do SUS ou pela dificuldade com os altos preços praticados no mercado.

Esse quadro traz desafios, e muitas empresas tentam mostrar a importância dessa verificação de rotina, além de evidenciar que os check-ups geralmente são rápidos e simples. “A prevenção é uma das ferramentas mais poderosas para cuidarmos da saúde. Detectar um problema no início traz vantagens para os tratamentos, resultados e, muitas vezes, também para o bolso, pois pode evitar procedimentos mais complexos. E, claro, os check-ups trazem o mais importante, que é a certeza de que a saúde está em ordem.”, afirma Vitor Moura, CEO da plataforma de saúde VidaClass Saúde.  

Entre os principais procedimentos, destacam-se: exames de sangue, urina, imagem, entre outros. Eles são recomendados de acordo com a idade, histórico médico e fatores de risco individuais. Por exemplo, mulheres acima de 40 anos devem fazer mamografia anualmente para detectar precocemente o câncer de mama. Além disso, os exames de rotina também são importantes para monitorar a eficácia do tratamento de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, e para acompanhar o desenvolvimento de crianças e adolescentes.

 

VidaClass Saúde

 

Tecnologia permite cirurgia minimamente invasiva no cérebro

Neuronavegação
divulgação
O Dr. Felipe Saad, neurocirurgião do Hospital Albert Sabin, explica sobre essa técnica inovadora


A neuronavegação é um sistema eletrônico de localização precisa de estruturas intracranianas. Com a técnica, é possível localizar qualquer lesão dentro da cabeça de uma pessoa, permitindo assim o emprego de cirurgias minimamente invasivas.

Para o procedimento, é realizado um exame de imagem, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, com cortes milimétricos. As imagens geradas são manejadas por um computador, ligado a um sistema de câmeras, para reconstruir a cabeça do paciente em 3D. 

“Durante a cirurgia, há uma pinça acoplada disponível para o médico, de maneira que, ao manipulá-la, o computador aponta exatamente o local em que se está na TC ou RM do paciente, permitindo planejar toda a via de acesso ao alvo com exatidão”, explica o Dr. Felipe Saad, neurocirurgião do Hospital Albert Sabin (HAS).

A técnica de neuronavegação é recomendada para o tratamento de tumores em áreas nobres do cérebro, onde há dificuldade de localização. Outra vantagem é a exigência de uma incisão menor e a minimização de danos à parte sadia ao redor de uma lesão.

“Os riscos do procedimento são praticamente nulos e a recuperação é muito mais rápida quando tal tecnologia é empregada, além do aumento da chance de ressecções completas dos tumores”, diz o médico do HAS.

O Hospital Albert Sabin, referência na zona oeste de São Paulo, conta com toda a estrutura para a realização da neuronavegação, que vai desde os mais modernos aparelhos, até equipes médicas e de apoio extremamente capacitadas e treinadas na utilização desse inovador recurso.


Hospital Albert Sabin - HAS
https://www.youtube.com/watch?v=M7W28Af8tKI
Link vídeo 50 anos: https://youtu.be/uNoHjdPVMVI
http://www.hasabin.com.br
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Endereço : Rua Brigadeiro Gavião Peixoto, 123 – Lapa – São Paulo – SP


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