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quarta-feira, 23 de agosto de 2023

A longa espera por um direito: a saúde

Um levantamento recente revelou que mais de 8 mil brasileiros estão na fila do Sistema Único de Saúde (SUS), em 16 estados, pela cirurgia denominada artroplastia de quadril, intervenção pela qual o presidente Lula deve passar nos próximos meses para tratar uma artrose. Segundo o estudo, no Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo, o tempo de espera pelo procedimento na rede pública de saúde é, em média, de cinco anos. Infelizmente, esses números não surpreendem no cenário trágico da saúde no Brasil, quando se trata de tratamentos médicos especializados. 

Um relatório do Ministério da Saúde revelou que mais de 1 milhão de procedimentos cirúrgicos eletivos estão travados na fila do SUS em todo o Brasil. Esses dados são fruto de décadas de falência do sistema da saúde público, apesar das mudanças de governo. 

O cenário é claro: o sistema público de saúde apresenta falhas em seus principais programas e precisa de ações mais efetivas para transformar essa realidade. O Ministério da Saúde anunciou que pretende repassar cerca de R$ 600 milhões aos governos estaduais e do DF para a redução dessa fila. De acordo com o Ministério, para receber o recurso financeiro, cada estado deve enviar um plano com o número de cirurgias eletivas identificadas na fila, quantas poderiam ser realizadas com o investimento do governo federal e os hospitais que fariam as operações. O levantamento demonstrou que Goiás é estado que tem a maior fila: são cerca de 125 mil procedimentos travados. Em seguida, aparece São Paulo, com 111 mil, e em terceiro lugar, o Rio Grande do Sul, com 108 mil. 

As principais cirurgias que representam demanda represada nos Estados inscritos no Programa até agora são: cirurgia de catarata, retirada da vesícula biliar, cirurgia de hérnia, remoção das hemorroidas e retirada do útero. Certamente, para tratar das intercorrências que algumas dessas condições provocam, o SUS gasta tanto (ou mais) do que gastará com o procedimento cirúrgico em si. Quanto custa mensalmente cada um desses pacientes à espera de uma cirurgia? Esses números não foram apurados.

 Segundo as estimativas, esse investimento deve reduzir em cerca de 45% o total dos procedimentos. Assim, se o projeto correr como o planejado, cerca de 487 mil cirurgias serão feitas, mas ainda sobrarão mais de 595 mil na fila de todo o Brasil. 

Ou seja, esse programa terá um efeito paliativo. Sem dúvida, ajudará milhares de pessoas e famílias, mas ainda não é a solução para esse gigantesco problema. Essa fila poderá crescer rapidamente, caso não sejam tomadas outras medidas paralelas de curto e médio prazos. 

Um fator que corrobora para essa longa espera está na má distribuição dos médicos especialistas no Brasil. O número de médicos no país cresceu fortemente nos últimos anos, atingindo mais de 500 mil profissionais, uma média de 2,4 para cada 1 mil habitantes. Entretanto, a distribuição ainda é bastante desigual, com maior presença nas regiões mais ricas e menos oferta no Norte e Nordeste. Os dados estão são de uma pesquisa realizada pelo Conselho Fede al de Medicina, em dezembro de 2020. A falta de equilíbrio ocorre também quando comparados os sistemas de saúde. Dos profissionais, 28% atendem exclusivamente no setor privado, 22% somente no setor público e os 50% restantes nos dois tipos de serviços. 

A redução das filas de espera para procedimentos cirúrgicos no SUS é um desafio complexo que requer ações em várias frentes. O investimento em infraestrutura com a construção ou aparelhamento de hospitais, clínicas e centros de saúde para aumentar a capacidade de atendimento e realização de cirurgias. 

Ter lugares e não haver profissionais de saúde para atendimento não resolve.  É fundamental aumentar o número de médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde para atender à demanda. Isso pode ser feito por meio de concursos públicos, incentivos para a fixação de profissionais em áreas remotas e a contratação de profissionais estrangeiros. 

Paralelo a isso: fundamental otimizar a gestão dos recursos disponíveis, garantindo que sejam utilizados de forma eficiente. Isso inclui a melhoria dos processos de agendamento de cirurgias, a redução do tempo de espera entre a consulta e o procedimento cirúrgico e a melhor utilização dos leitos hospitalares. É importante estabelecer critérios claros de priorização para os procedimentos cirúrgicos, dando preferência aos casos mais urgentes e graves. Isso pode ser feito por meio de triagem adequada e classificação de risco. 

É possível que o governo faça mutirões e parcerias com instituições privadas para diminuir filas e atender a essa demanda. Consultas por telemedicina para fazer uma triagem dessas pessoas que estão na fila, a fim de que especialistas avaliem se essas pessoas realmente precisam de cirurgias, pode ser um primeiro passo importante. Depois dessa triagem, pode ser realizado um chamamento dos especialistas por áreas, para que eles sejam distribuídos nos estados e municípios onde suas especialidades sejam mais requisitadas. Uma verdadeira força-tarefa com o uso da tecnologia, como já se provou possível e eficaz em vários projetos financiados pelo PROADI (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde). 

Sem dúvida, investir em programas de prevenção e cuidados primários pode ajudar a reduzir a necessidade de procedimentos cirúrgicos. Isso inclui campanhas de vacinação, programas de controle de doenças crônicas e promoção de hábitos saudáveis. 

O que tem ocorrido com cirurgias, também se revela em tratamento como a diálise. Em um recente estudo realizado com secretarias estaduais de Saúde e divulgado em reportagem especial no Jornal Nacional, cerca de 1.500 pacientes aguardavam vagas em clínicas de diálise em oito estados da Federação e no Distrito Federal. Ou seja, faltam vagas em clínicas de diálise no sistema público de saúde. A principal causa dessa falta de vagas é o subfinanciamento do setor. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia, 80% dos pacientes em diálise são atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde acenou com um reajuste insuficiente para cobrir a hemodiálise que, a partir de setembro, será de R$ 240 por sessão, enquanto o custo médio atual é de R$ 302. 

O que se espera, em um futuro breve, é que as políticas de saúde pública tratem o indivíduo como parte de um sistema que necessita de políticas sérias, com controle efetivo das demandas reprimidas tanto de cirurgias como consultas ou procedimentos. Necessário projetos de curto, médio e logo prazo para solucionar os problemas de muitas vidas, de muitas famílias. As soluções precisam ser pensadas de forma interdisciplinar, envolvendo vários autores (inclusive a população), sob pena de não se conseguir mudanças duradouras, mas sim soluções imediatistas que não tratam diretamente causas dos problemas de saúde. 

Se mudanças não começarem a ser feitas de imediato, o brasileiro continuará ingressando na Justiça para não morrer na fila ou no corredor de um hospital, enquanto o dinheiro público vaza por outros meios, por exemplo, a Judicialização. Essencial que se efetive realmente um programa de promoção à saúde, com a prevenção de doenças e diminuição de uma medicina “hospitalocêntrica”. A sociedade não precisa ter uma saúde pública cronicamente doente.

 

Sandra Franco - consultora jurídica especializada em Direito Médico e da Saúde, doutoranda em Saúde Pública, MBA-FGV em Gestão de Serviços em Saúde, diretora jurídica da Abcis, consultora jurídica da ABORLCCF, especialista em Telemedicina e Proteção de Dados, fundadora e ex-presidente da Comissão de Direito Médico e da Saúde da OAB de São José dos Campos (SP) entre 2013 e 2018.

 

23 de agosto: Dia Mundial do Internauta

 Imagem ilustrativa - Divulgação da Check Point Software
Navegar com segurança é preciso no atual mundo digital


 Para navegar com segurança é preciso compreender o cenário de ameaças; em 2022, houve um aumento alarmante de 38% nos ciberataques, por isso, os especialistas listaram as seis dicas vitais de proteção constante e proativa



Em mais um Dia Mundial do Internauta é crucial refletir sobre a jornada digital. Com notáveis 5,16 bilhões de usuários ativos da Internet, o que se traduz em 64,4% da população global, os números do WeAreSocial retratam apropriadamente o profundo impacto da Internet em nossas vidas. A Check Point® Software Technologies Ltd. (NASDAQ: CHKP), uma fornecedora líder de soluções de cibersegurança global, aproveita esta ocasião para alertar sobre as crescentes ameaças cibernéticas, bem como as técnicas e situações exploradas pelos cibercriminosos para golpes e roubo de dados.

 

Conforme demonstrado pelos estudos da Statista, uma grande proporção de usuários em todo o mundo afirma que não poderia "imaginar sua vida sem a Internet", e é ativamente conectada à rede por uma média de até 6,4 horas por dia. Dentre esses usuários globais, segundo estudo Digital 2023, havia 181,8 milhões de usuários de Internet no Brasil, no início de 2023, o que representa 84,3% da população; e um total de 221,0 milhões de conexões móveis estavam ativas no Brasil no início deste ano, equivalente a 102,4% da população total.

Crédito: Imagem de Gerd Altmann por Pixabay - Link

A era digital, embora traga inúmeros benefícios, comprovado por esse universo de usuários, não está isenta de perigos. Como a equipe da Check Point Research (CPR) destaca meticulosamente, houve uma escalada de 38% nos ataques cibernéticos apenas no ano passado. Os cibercriminosos de hoje são muito mais astutos e versáteis, empregando uma variedade de táticas, como:

 

Malware direcionado a crianças: As crianças, apesar de seu louvável conhecimento de tecnologia, são vulneráveis. Aplicativos maliciosos, habilmente camuflados sob marcas ou personagens familiares a elas, representam ameaças substanciais.

 

Business Phishing:  Business email compromise (BEC) é um tipo específico de ataque de phishing, cujo o objetivo é induzir os funcionários a realizar ações prejudiciais, geralmente enviando dinheiro para o atacante. Os cibercriminosos se fazem passar por entidades confiáveis, usando e-mails enganosos e sites falsificados, tudo com o objetivo de furtar dados críticos.

 

Fraudes nas mídias sociais: As plataformas sociais estão repletas de brindes e concursos falsos, astuciosamente projetados para induzir os usuários a compartilhar inadvertidamente suas informações pessoais.

 

Golpes por telefone: Golpes de voz, muitas vezes atacando os idosos, capitalizam a percepção de intimidade e imediatismo da comunicação por voz para enganar as pessoas.

 

Violações de IoT: A proliferação de dispositivos conectados, embora revolucionária, forneceu inadvertidamente aos cibercriminosos novos gateways para infiltração não autorizada de dados.

 

Para manter uma presença online robusta, a Check Point Software lista as seis dicas vitais de segurança:

 

1.Atualizações consistentes: Manter todos os softwares, do sistema operacional às aplicações e os aplicativos, atualizados garante proteção contra vulnerabilidades conhecidas.

 

2.Senhas fortes: É fundamental criar senhas exclusivas, uma fusão de letras, números e símbolos. Cada vez mais serviços, programas, aplicações ou aplicativos podem ser usados pela Internet. Por esta razão, as mesmas credenciais de acesso são frequentemente utilizadas para simplificar e evitar problemas de esquecimento e conectividade. Porém, este é um grande erro, pois se um cibercriminoso obtiver acesso à base de usuários e senhas de qualquer um desses aplicativos, será muito fácil invadir o restante das contas. Assim, é essencial usar diferentes usuários e senhas, e não usar senhas que possam ser facilmente descobertas como data de aniversário, nome do animal de estimação, entre outras.

 

3.Aproveite o 2FA: A autenticação de dois fatores (2FA) reforça a segurança da conta ativando uma camada de verificação secundária, geralmente por e-mail ou SMS. A 2FA fornece uma barreira adicional caso as senhas sejam comprometidas. Ao adicionar uma etapa obrigatória em que o usuário deve autorizar o acesso a uma de suas contas, essas ferramentas podem deter e prevenir ataques cibernéticos.

 

4.Vigilância com aplicativos: Tenha discernimento ao instalar aplicativos, optando apenas por aqueles de fontes confiáveis e verificadas. Games, redes sociais, banco online, entre outros, são aplicativos móveis que estão cada vez mais disponíveis para download e isso significa que os usuários tendem a instalar um grande número desses programas em seus dispositivos móveis. É importante que o usuário se certifique de baixar um desses aplicativos a partir da loja oficial (Play Store, App Store e outras), caso contrário, o usuário poderá perder o controle sobre seus dados.

 

5.Evite abrir anexos desconhecidos: Arquivos não solicitados, por mais benignos que pareçam, podem ser cavalos de Troia. Recomenda-se cautela e, principalmente, não abrir tais arquivos desconhecidos.

 

6.Atenção às Wi-Fi públicas e discrição: Redes públicas, muitas vezes desprovidas de segurança robusta, são terrenos férteis para violações cibernéticas. É prudente limitar as atividades confidenciais nessas redes.

 

"A Internet, embora transformadora, é uma faca de dois gumes. Cabe a nós, os usuários, manejá-la criteriosamente. O primeiro passo para uma segurança online robusta é o conhecimento, pois tendo consciência dos perigos, podemos navegar no mundo digital com confiança e minimizando os riscos", reforça  Fernando de Falchi, gerente de Engenharia de Segurança e Evangelista da Check Point Software Brasil. 



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terça-feira, 22 de agosto de 2023

Mercúrio retrógrado, e agora?

 Astróloga Virginia Gaia explica que os períodos de Mercúrio retrógrado ao longo do ano não devem gerar pânico


Na quarta-feira, 23 de agosto, o planeta Mercúrio fica retrógrado mais uma vez em 2023, nos últimos anos os períodos de retrogradação de Mercúrio tem gerado memes astrológicos - até divertidos, mas que não correspondem totalmente à realidade do fenômeno.   

Dizemos que um planeta está retrógrado quando ele parece caminhar na direção oposta à sequência dos signos do zodíaco, na perspectiva de observação a partir da Terra. Esse fenômeno acontece em virtude da distância entre as órbitas dos planetas no sistema solar e a velocidade de cada um em seu movimento ao redor do Sol. Trata-se, portanto, de uma ilusão de ótica, já que as órbitas planetárias não são alteradas. Entretanto, para a Astrologia, ainda que a aparente mudança de direção no céu não seja algo necessariamente negativo, pede-se maior atenção aos temas regidos por determinado planeta, durante o seu período de retrogradação. 

Ao identificar a casa astrológica onde acontece a retrogradação de determinado planeta, é possível saber qual área da vida será afetada. Para calcular gratuitamente o mapa astral, saber o signo ascendente, bem como as casas astrológicas e áreas da vida regidas pelos signos em destaque, é só ir a este link: www.virginiagaia.com.br/mapa-astral-gratuito

Mercúrio retrógrado: planeta regente da comunicação e do cotidiano, Mercúrio retrógrado costuma gerar pequenos atrasos, dificuldades com aparelhos e transações eletrônicas (é por isso, que a retrogradação de Mercúrio é mais percebida pelas pessoas do que a de outros planetas).   

 

Abaixo, as fases de retrogradação de Mercúrio durante 2023. 

 

- De 29 de dezembro de 2022 a 18 de janeiro de 2023, em Capricórnio

- De 21 de abril a 15 de maio, em Touro.

- De 23 de agosto a 15 de setembro, em Virgem.

- De 13 de dezembro de 2023, em Capricórnio, a 2 de janeiro de 2024, em Sagitário.  

   

Virginia Gaia explica: "É importante salientar que, com exceção do Sol e da Lua, todos os planetas ficam retrógrados em seu movimento aparente, quando observados a partir da perspectiva da Terra. Essa ilusão de ótica é resultado da dinâmica das órbitas dos planetas, suas distâncias e diferentes tempos para completar uma volta ao redor do Sol. Ou seja, é algo natural e observado desde os primórdios da astrologia e da astronomia." 

Sobre os memes astrológicos brincando com o temido Mercúrio retrógrado como culpado de tudo que atrasa ou não sai conforme o planejado, a astróloga observa: "Nenhuma retrogradação deve ser motivo para desespero, pois não necessariamente traz algo negativo. É impressionante a proporção que o tema vem ganhando com a popularização da astrologia, pois esse alarde desproporcional não consta na literatura astrológica com esse tom alarmista. Deve-se aproveitar todo período de retrogradação para a revisão e o crescimento, pessoal e coletivo. Há de se notar que, em toda retrogradação, também há a oportunidade de resolução de temas em definitivo, quando aquele assunto é bem trabalhado e assimilado internamente."    

Virginia explica: :”É preciso entender o que esse movimento celeste significa. Funciona assim: todos os dias, vemos as estrelas, agrupadas em constelações, nascendo no Leste e se pondo no Oeste. Esse movimento acontece de forma contínua, mas não conseguimos ver durante o dia por conta do brilho do Sol, que ofusca as demais estrelas. Então, depois do pôr do Sol, é mais fácil notar esse deslocamento. Em meio a todas as 88 constelações que iluminam o nosso céu, há uma faixa que cruza 13 conjuntos de estrelas. Esse caminho, que é onde vemos os planetas se movimentarem, recebe o nome de eclíptica. 

As constelações sobre a eclíptica formam o conjunto chamado de zodíaco. Ele é dividido em 12 partes iguais, em função das quatro estações climáticas (primavera, verão, outono e inverno). Então, das 13 constelações zodiacais, 12 delas deram nome aos signos do zodíaco. E é pelo zodíaco – esse caminho marcado por constelações e signos – que os planetas se deslocam. Na maior parte do tempo, vemos os corpos celestes se deslocando de Oeste para Leste, cruzando o fundo de estrelas. Mas há fases do ano na qual alguns planetas se deslocam do Leste para o Oeste. A essa mudança de direção, damos o nome de movimento retrógrado." 

Lembra aquele passo famoso do Michael Jackson, no qual ele parecia andar para trás, o “Moonwalk”? Então: a retrogradação é o “Moonwalk” dos planetas! E é isso que Mercúrio fará, da próxima quarta-feira, 23 de agosto, até 15 de setembro.  

E o que ele traz de diferente? Simples! É só um momento de reflexão e revisão dos temas mercuriais: comunicação, cotidiano, comércio e transações eletrônicas.  

A astróloga finaliza: "afinal, como mensageiro e comunicador, Mercúrio manda o recado de que não existe nada mais retrógrado do que cair em fake news!"

 


Virginia Gaia - Astróloga, taróloga, psicanalista e terapeuta holística, Virginia Gaia também ministra cursos e palestras para audiências variadas. Com presença constante como especialista em diversos meios de comunicação. Estudiosa das ciências herméticas, do ocultismo, de religião e mitologia comparada há mais de 20 anos, Virginia é também sexóloga profissional e, em sua abordagem terapêutica, une conceitos das áreas de desenvolvimento da espiritualidade, da afetividade e da sexualidade para estimular o estabelecimento e a manutenção de relacionamentos melhores.
www.virginiagaia.com.br


Casos de meningite e encefalite crescem no País: saiba como se proteger com as dicas de médico da BP

As principais doenças infecciosas do sistema nervoso podem deixar sequelas como perda de audição e visão, convulsão e déficit intelectual


O número de óbitos relacionados a doenças infecciosas tem aumentado nos últimos anos, preocupando os especialistas da área. Só em São Paulo, mais de 170 pessoas faleceram este ano devido a casos de meningite, de acordo com a Secretaria de Saúde do Estado¹. Essa infecção, em conjunto com a encefalite, representam as emergências médicas mais frequentes que envolvem o sistema nervoso, e podem evoluir para quadros graves. Por isso, o coordenador da UTI Neurológica da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Salomón Soriano Ordinola Rojas, ressalta a importância de diagnosticar e tratar da doença na fase inicial. “A precocidade faz grande diferença, reduzindo o risco de complicações e possíveis sequelas”, diz. 

Essas inflamações no sistema nervoso são provocadas pela presença de vírus, bactérias e outros agentes infecciosos, como fungos e protozoários. A transmissão geralmente ocorre por meio do contato com gotículas e secreções de alguém infectado, conforme explica o médico da BP. “Caso tenha contato com alguém infectado, é importante procurar assistência médica para prescrição de medicação preventiva”, orienta. Ele também enfatiza que é importante procurar atendimento mesmo sem apresentar sintomas clássicos, como rigidez na nuca, pois os sinais costumam ser vagos e indeterminados. 

A meningite atinge as membranas meninges, que envolvem o cérebro, o encéfalo e medula espinhal. As formas mais agressivas são as de origem bacteriana, que podem resultar em perda de audição e visão, convulsão e déficit intelectual, enquanto as meningites virais tendem a ser mais brandas. Já a encefalite afeta diretamente o cérebro, frequentemente desencadeada por vírus, mas também pode ser causada por picadas de carrapatos e insetos, além do consumo de alimentos ou bebidas contaminados. Há ainda a meningoencefalite, uma condição rara e geralmente fatal, que se caracteriza pela infecção simultânea do cérebro e das meninges. 

A forma mais eficaz para se proteger dessas doenças é a vacinação. O Programa Nacional de Imunização oferece prevenção contra agentes infecciosos como o vírus influenza B e as bactérias meningococo e pneumococo. Porém, a baixa adesão às campanhas de vacinação no Brasil tem resultado em um aumento no número de ocorrências. No Estado de São Paulo, por exemplo, foram confirmados 2.484 casos de todos os tipos de meningites no primeiro semestre de 2023, um aumento de 33% em comparação com o mesmo período do ano anterior. 

Além de manter a vacinação em dia, Salomón aconselha lavar as mãos regularmente, usar máscara, evitar o compartilhamento de objetos pessoais e se distanciar de locais fechados com aglomeração de pessoas. Essas medidas preventivas ajudam a combater várias doenças, inclusive a meningite e a encefalite. Ambas as infecções apresentam sintomas semelhantes, como febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, náusea, vômito, intolerância à luz, prostração, confusão mental, convulsões, sonolência e dificuldade respiratória, conforme lista o especialista.

O diagnóstico é realizado por meio do exame de líquido cefalorraquidiano para identificar o agente infeccioso, e por meio da ressonância magnética para determinar qual a região afetada. O tratamento varia conforme a causa, sendo baseado em corticoides, antivirais, antibióticos e outros medicamentos administrados por via intravenosa durante um período médio de 7 a 14 dias para controle dos sintomas.

 

BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo


Como o abuso de álcool, dores e insônia podem estar relacionados ao stress

Especialistas debatem como o gerenciamento do stress pode ser uma ferramenta importante no cotidiano

 

Todos os dias vivemos situações que representam ameaça. Elevador que demora, uma reunião mal sucedida e até o trânsito de uma grande cidade que já sabemos ser caótico em muitos horários, nosso corpo vai disparar o cortisol (hormônio do stress) na corrente sanguínea para nos proteger, e aí decidimos se vamos lutar ou fugir. Desde o tempo das cavernas é assim. Mas agora, com todas as informações disponíveis, é nossa responsabilidade gerenciar as emoções diante das situações. Essa é a habilidade do presente. 

Um estudo realizado em São Paulo e Porto Alegre, com 1000 homens e mulheres entre 25 e 65 anos, revelou uma série de descobertas sobre os efeitos do stress na saúde física, emocional e comportamental. A pesquisa, conduzida pela ISMA-BR, examinou os impactos do stress em diferentes aspectos da vida e, surpreendentemente, ou não, dados sobre os impactos físicos, emocionais e comportamentais foram relatados. Dores musculares, cansaço excessivo, insônia, ansiedade, angústia, preocupação excessiva, uso de medicamentos, bebidas alcoólicas e até alterações no apetite.

Vale destacar que muitos participantes relataram mais de um sintoma de stress, abrangendo as três vertentes mencionadas. A pesquisa identificou também que 54% das pessoas com níveis elevados de stress, apresentavam comportamentos agressivos, enquanto 46% mostravam atitudes passivas, frequentemente associadas a sentimento de culpa. Os resultados revelaram que o desempenho dos profissionais com níveis elevados de stress é, em média, 30% menor do que seus colegas menos estressados.

Existem algumas possíveis causas para o stress profissional, são elas: A sensação de desvalorização, insatisfação em relação ao trabalho, desmotivação para realizar suas funções; O Presenteísmo (é o que configura uma forma de ausência em que o trabalhador se apresenta a seu posto de trabalho, mas é incapaz de se dedicar completamente às suas tarefas) e as Emoções Reprimidas.

Diante dos resultados desta pesquisa, houve a iniciativa do primeiro evento de conscientização e capacitação sobre gerenciamento de stress no Brasil, que está agendado para o dia 04 de Setembro. Esse evento on-line reunirá mais de 10 especialistas em saúde mental, líderes empresariais e profissionais de diversas áreas para discutir estratégias eficazes para lidar com o stress no ambiente de trabalho e, também, na vida cotidiana.

Os interessados em participar do evento podem se inscrever através do site: https://eventos.ismabrasil.com.br/

 

O que você precisa saber sobre linfoma não Hodgkin

Hematologista e professora do curso de Medicina do Unipê, lista os principais cuidados e formas de tratamento da doença

 

O linfoma não Hodgkin é um tipo de câncer que tem origem nas células do sistema linfático, uma rede de pequenos vasos e gânglios linfáticos, que é parte tanto do sistema circulatório como do sistema imune. 

Segundo a hematologista e professora do curso de Medicina do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê), Carolina de Melo Fernandes Rolo, esse é um dos tipos de câncer hematológico mais comuns que existe. No entanto, os cânceres hematológicos são considerados raros se comparados com outros que atingem os adultos, como de próstata, cólon e mama. 

“No linfoma não Hodgkin, é possível notar uma grande variedade gigantesca com mais de 20 tipos diferentes, que podem ser indolentes ou agressivos. Dependendo da análise patológica, é possível diagnosticar o tipo que afeta o paciente”, complementa Carolina. 

De acordo com a docente, na maioria das vezes não é possível estabelecer a causa do linfoma, mas é possível notar alguns fatores de riscos. Dentre alguns exemplos, estão exposição a produtos químicos e alguns tipos de vírus, que podem desencadear o linfoma não Hodgkin. 

Esse câncer, assim como o linfoma Hodgkin, acomete os linfonodos, órgãos espalhados pelo corpo humano. É comum que o paciente queixe de um aumento de tamanho dos linfonodos quando tem o câncer: por exemplo, é comum o aumento desses órgãos na garganta infeccionada e sua diminuição com o passar da inflamação; caso não diminua ou aumente sem aparente infecção, deve-se buscar um serviço médico. 

“Se por acaso esse linfonodo aumentar progressivamente sem apresentar uma infecção concomitante e o paciente perceber um crescimento em algumas partes do corpo, como pescoço, axila e virilha, é importante procurar um especialista, pois pode ser um indício de linfoma não Hodgkin”, frisa Carolina. 

O paciente também pode apresentar perda de peso, febre, suores durante a noite e alguns outros sintomas relacionados, como anemia, queda de imunidade e facilidade para sangramento. 

Quanto a cura, Fernandes explica que vai depender bastante do subtipo do linfoma Não Hodgkin. “Existem os indolentes e os agressivos. No primeiro, normalmente sabemos que se multiplicam mais devagar, geralmente não têm cura, e muitas vezes o paciente vai ser assintomático, conseguindo conviver com a doença e, em algumas ocasiões, falecerá de outros motivos”, diz. 

Já os agressivos apresentam possibilidade de cura e a taxa vai depender do subtipo. “O mais comum do tipo agressivo é o não Hodgkin de grandes células B. Quando esse linfoma é localizado, o paciente pode ter uma taxa de cura acima de 80%, segundo a literatura médica. E nas situações em que estiver mais avançado e acometer outros órgãos, a taxa pode cair em torno de 50%”, informa. 

A hematologista e professora do Unipê afirma que o tratamento também depende do tipo de linfoma. “No caso dos indolentes, se o paciente estiver assintomático, dependendo da situação ele não vai precisar realizar tratamento, enquanto nos agressivos, na maioria das vezes ele será tratado com quimioterapia, radioterapia ou imunoterapia. Em algumas situações, indicamos também o transplante de medula óssea”, finaliza. 

 

Centro Universitário de João Pessoa – Unipê
www.unipe.edu.br



Esvaziar a bexiga antes de entrar no carro pode salvar a sua vida

As complicações mais comuns causadas por segurar a vontade de ir ao banheiro já são de conhecimento público há algum tempo, como a incontinência urinária e a infecção de bexiga, por exemplo. Entretanto, segurar o xixi ao andar de carro pode ter consequências mortais. Isso porque andar de carro com a bexiga cheia, principalmente em alta velocidade, como é o caso de dirigir em estradas durante viagens, aumenta o risco de ruptura do órgão no caso de um acidente automobilístico, conforme explica a doutora em Ciências da Saúde e professora do curso de Medicina da Universidade Positivo (UP), Mariane Rigo Laverdi. “Em caso de acidente, o risco de a bexiga estourar e causar uma infecção generalizada (sepse) é muito maior”, alerta a doutora, apontando que a fratura pélvica é a lesão mais comum associada ao rompimento da bexiga.

A especialista aponta que a mortalidade desse tipo de acidente geralmente está mais associada aos traumas em outros órgãos; no entanto, a pressão de uma bexiga cheia pode, sim, aumentar a possibilidade do rompimento ou perfuração da própria bexiga, em caso de acidentes. “Esses tipos de traumas podem acontecer mesmo com a bexiga vazia, porém, a bexiga cheia pode agravar essas complicações no momento da colisão”, ressalta. 

Quando vazia, a bexiga fica atrás do púbis, osso acima da região genital. Ao se encher, a bexiga fica mais tensa e ultrapassa os limites do púbis em direção ao umbigo, o que facilita um rompimento em caso de impacto na barriga - que pode ser causado pelo próprio cinto de segurança, airbag ou, pior, se a pessoa for projetada para frente do veículo por estar sem cinto. 

"Quando a bexiga está vazia, o osso da bacia pode romper ou perfurar o órgão. Mas, quando cheia, ela pode estourar e deixar a urina vazar para dentro da cavidade abdominal mesmo com traumatismo de menor impacto e sem fratura do osso", esclarece Mariane. Se isso acontecer, a urina pode facilmente ser infectada por bactérias e causar sepse, doença responsável por uma a cada cinco mortes em todo o mundo.

 

Universidade Positivo
up.edu.br/


Pulmão itinerante visita a RMC e alerta sobre os perigos do cigarro

 

Pulmão gigante itinerante visita a RMC alertando sobre os perigos do cigarro

Ação organizada pelo Grupo SOnHe marca a conscientização do Dia Nacional de Combate ao Fumo

 

Campinas, Hortolândia e Sumaré recebem neste mês de agosto uma ação especial de conscientização sobre os perigos do cigarro. A ação, organizada pelo Grupo SOnHe, grupo de oncologistas e hematologistas que atua na Região Metropolitana de Campinas, contempla 3 cidades da região, de 24 a 31/08, e tem como objetivo levar o novo pulmão gigante inflável, com cerca de 3 metros de altura, para pontos de grande circulação de pessoas. O pulmão poderá ser visitado no Terminal Rodoviário de Campinas, no dia 24/08; na Ceasa, nos dias 25 e 26/08; no Shopping Parque das Bandeiras, no dia 28/08 e no Aeroporto Internacional de Viracopos, no dia 29/08. Em Sumaré, o pulmão será exposto no dia 30/08, no Shopping ParkCity Sumaré. Já em Hortolândia, o pulmão poderá ser visitado no supermercado Good Bom, no dia 31/08. A ideia é que ao visualizar o pulmão em grande escala, o visitante compreenda os efeitos do tabaco no organismo. O novo pulmão é gigante por natureza e tem três metros de altura, permitindo uma experiência diferente. O passeio pelo pulmão inflável é gratuito e aberto a toda a população.

O Dia Nacional de Combate ao Fumo é celebrado no dia 29 de agosto desde 1986 e, de lá para cá, o alerta sobre os malefícios do cigarro vem aumentando consideravelmente. O cigarro é a maior causa de morte, doença e empobrecimento em todo mundo. Apesar disso, mais de 1,1 bilhão de pessoas são tabagistas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2023, mais de 8 milhões de mortes serão registradas pelo cigarro, sendo 1,2 milhão de fumantes passivos. Vinícius Conceição, oncologista clínico e sócio do Grupo SOnHe, explica que um único cigarro contém mais 4.800 compostos químicos, sendo 70 deles comprovadamente cancerígenos. “Não é à toa que o cigarro mata cerca de metade dos seus usuários”, alerta o oncologista.

Agosto recebe o laço branco para reforçar a prevenção ao câncer de pulmão, cuja causa está diretamente relacionada ao uso do cigarro. Cerca de 2 milhões de novos casos de câncer de pulmão são diagnosticados por ano em todo o mundo, com 1,7 milhão de mortes pela doença. O oncologista Vinícius Conceição alerta para um fator preocupante relacionado à descoberta desse tipo de tumor. “80% dos casos são diagnosticados com a doença em estágio avançado”. O médico explica ainda que cerca de 80 a 90% das pessoas que têm câncer de pulmão são tabagistas e 15% dos fumantes vão desenvolver o tumor em algum momento da vida. “Além disso, o cigarro é o segundo fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e reduz em 14 anos a expectativa de vida de quem faz uso”, alerta o médico.

 

Cigarros Eletrônicos 

Os cigarros eletrônicos representam uma grande preocupação em todo o mundo. Muitas pessoas acreditam que o hábito seja menos nocivo do que o cigarro convencional, no entanto, os cigarros eletrônicos, também conhecidos por “vapes”, podem alcançar estruturas mais profundas do pulmão, como os alvéolos, e caindo no sistema circulatório, aumentando ainda mais o risco de doenças cardiovasculares. No Brasil, embora a comercialização seja proibida, o Ministério da Saúde alerta para um dado importante: 1 a cada 5 jovens brasileiros, entre 18 a 24 anos, já experimentou o cigarro eletrônico. Nos Estados Unidos, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças identificou um aumento expressivo nas vendas de cigarros eletrônicos. Em janeiro de 2020, foram comercializados 15,5 milhões deles contra 22,7 milhões em dezembro do mesmo ano, um aumento de 46,45%.

 

Serviço:

 

Pulmão itinerante visita a RMC e alerta sobre os perigos do cigarro

 

Campinas

 

Data: 24/08

Horário: das 8 às 16 horas

Local: Terminal Rodoviário de Campinas – Rua Dr. Pereira Lima, 85 – Vila Industrial

 

Data: 25/08

Horário: das 8 às 16 horas

Local: Mercado de Hortifruti CEASA Campinas – Rodovia Dom Pedro I, KM140 – Jardim Santa Mônica

 

Data: 26/08

Horário: das 7 às 12 horas

Local: Mercado de Flores CEASA Campinas – Rodovia Dom Pedro I, KM140 – Jardim Santa Mônica

 

Data: 28/08

Horário: das 10 às 20 horas

Local: Shopping Parque das Bandeiras – Av. John Boyd Dunlop, 3900 – Jardim Ipaussurama

 

Data: 29/08

Horário: das 8 às 16 horas

Local: Aeroporto Internacional de Viracopos – Rodovia Santos Dumont, km 66 – Parque Viracopos

 

Sumaré

Data: 30/08

Horário: das 10 às 21 horas

Local: Shopping ParkCity Sumaré – Av. Rebouças, 3400 – Jardim Paulista

 

Hortolândia

Data: 31/08

Horário: das 8 às 16 horas

Local: Supermercado Good Bom – Av. da Emancipação, 1550 – Jardim do Bosque



Grupo SOnHe - Oncologia e Hematologia

www.sonhe.med.br


Saúde: saiba a importância de respirar bem para a prevenção de várias doenças

Conheça 5 doenças respiratórias irritantes que podem ser evitadas ou abrandadas com medidas simples e o devido acompanhamento médico


Rinite, sinusite, asma, ansiedade e até apneia. Nosso nariz pode ser a porta de entrada de muitas “ites” e de tantas outras doenças capazes de roubar boas noites de sono. Podemos afirmar que milhares de brasileiros passam toda uma vida respirando mal ou pela boca, com o nariz obstruído de forma crônica ou em virtude de alergias, infecções e inflamações. 

 

Existem inúmeras pessoas com uma sensibilidade excessiva a determinadas substâncias, como pólen, poeira e pelos de animais, e produzem uma resposta imune exacerbada, gerando o espessamento do muco e o inchaço local, o que culmina em uma irritação bem conhecida mundialmente, a rinite alérgica. Nariz entupido, coriza (nariz escorrendo) e coceira são alguns dos sintomas. Esse mal afeta cerca de 30% da população brasileira, de acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai).

 

Conversamos com a otorrinolaringologista Joana Tavares para entender melhor as formas de ganhar a guerra contra várias doenças do trato respiratório, e a descoberta foi surpreendente: é possível, com medidas simples, ter mais qualidade de vida.

 

“Uma série de doenças podem ser evitadas ou abrandadas com hábitos diários. A lavagem do nariz é uma delas. Estudos mostram que esse ato corriqueiro, quando realizado sistematicamente, é capaz de desobstruir vias nasais e impedir inflamações da mucosa nasal, comumente gerada por bactérias”, explica Joana Tavares.

 

Todavia, a falta de informação faz com que muitas pessoas imaginem que, ao passar por casos de doenças respiratórias, estão condenadas a viverem com esse mal pelo resto de suas vidas. E essa não é mais uma verdade. A medicina avançou. “Hoje uma simples turbinectomia, que consiste na retirada de parte dos cornetos nasais para facilitar a passagem do ar, é capaz de impedir que uma doença se instaure”, tranquiliza a especialista. 

 

Na lista das doenças que tiram o sono de qualquer um, estão também a sinusite, a asma e a apneia do sono. O acúmulo de secreção no septo, estrutura que separa as narinas, e nos seios da face - conjunto de cavernas internas dentro do rosto - permite que germes e bactérias façam a festa, desencadeando a temida sinusite.

 

Até o ronco, motivo de brigas entre casais, pode ser sanado ou minimizado com o devido tratamento. “O ronco é um indício de que o fluxo de ar está parcialmente bloqueado, o que força a respiração bucal, mas um procedimento cirúrgico de correção de desvio de septo pode permitir que o ar passe sem impedimentos durante o sono”, analisa a otorrinolaringologista. Contudo, o mais preocupante é que esse quadro pode dar início à apneia do sono, doença capaz de propiciar a hipertensão e a diabetes, por exemplo. Nos casos mais graves, a apneia pode levar à morte por parada cardíaca, relata Tavares, que é também PhD em Ciências da Saúde (UNB) e Harvard Medical School.

 

“Eu desenvolvi uma apneia do sono. Então eu falei para mim mesma ‘eu não vou passar o resto da minha vida com essa dificuldade para respirar. Eu tenho de procurar uma solução para isso’. Daí, eu fiz uma rinoplastia funcional, melhorei a respiração e fiz mudanças estéticas no mesmo procedimento. Foi realmente um divisor de águas na minha vida. Eu voltei a respirar”, relata Silvana Dias, 68 anos, ginecologista.

 

“Os dados comprovam que respirar bem não é apenas importante, mas fundamental para o bem-estar, uma vez que o corpo atua de forma sistêmica, dependente e complexa”, finaliza Joana.    

 

72% das mulheres sofrem de incontinência urinária

Técnicas de fortalecimento e treinamento da musculatura pélvica podem evitar os casos da doença

 

De acordo com um estudo divulgado pela Sociedade Brasileira de Urologia, 72% das mulheres em todo o mundo sofrem de incontinência urinária, sendo 20% dos casos em mulheres adultas e aproximadamente 50% em idosas. Entre os principais motivos da doença, está o enfraquecimento da musculatura do assoalho pélvico, fazendo com que haja uma perda involuntária de urina, caracterizada em três tipos: a de esforço, de urgência e a mista.

Para Laura Barrios, fisioterapeuta pélvica na Clínica Ginelife, muitas mulheres têm vergonha de procurar ajuda, sendo que esse é um problema que pode ser resolvido facilmente. “Mulheres de todas as idades acreditam que os casos de incontinência são naturais do corpo e optam por não buscar um tratamento”, comentou. “Com base em avaliações, é elaborado um plano de tratamento individualizado, que pode incluir várias técnicas, como exercícios de contração e fortalecimento, além do treinamento da musculatura do assoalho pélvico”, completou.

A alteração da parte hormonal do corpo da mulher, perda de massa muscular, gestação e parto, lesões, obesidade e tabagismo são fatores que podem fazer com que a mulher desenvolva incontinência urinária, causando desconforto e problemas na qualidade de vida de quem sofre da doença.

A médica ginecologista e especialista em saúde da mulher, Fernanda Lellis, da Clínica Ginelife, afirma que o auxílio médico durante esse período é totalmente normal e necessário. “Devemos lembrar que este é um problema que pode acontecer com pessoas de todas as idades e buscar um tratamento o mais rápido possível, é essencial para garantir um bom estilo de vida”, explicou. “Não importa a que a continência esteja associada, seja hormonal, etária ou qualquer outro tipo, há tratamento e pode ser feito de forma simples, por meio da fisioterapia pélvica”, finalizou”.

A fisioterapia pélvica é também uma forma de prevenção da continência urinária. As mulheres podem procurar este método antes mesmo de serem diagnosticadas, pois fortalecendo a musculatura do assoalho pélvico, as chances de aparição da doença no futuro são menores.  



Laura Barrios - fisioterapeuta pélvica na Clínica Ginelife. Formada em fisioterapia pela Universidade do Grande ABC, com pós-graduação em Fisioterapia Respiratória pela UNICID e em Fisioterapia Pélvica pela Faculdade Inspirar. Mestrado em UTI pela Sociedade Brasileira de Terapia Intensiva. Instagram: @clinicaginelife

Dra. Fernanda Lellis - ginecologista na Clínica Ginelife. Médica pela Faculdade de Medicina de Mogi das Cruzes. Residência de Ginecologia e Obstetrícia pela Faculdade de Medicina do ABC. Especialização de Videoendoscopia Ginecológica pela Faculdade de Medicina do ABC. Título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Associação Médica Brasileira e FEBRASGO. Título de especialista em Endoscopia Ginecológica pela Associação Médica Brasileira e FEBRASGO. Preceptora do setor de Videoendoscopia Ginecológica no Hospital Mario Covas.

 

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