Pesquisar no Blog

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

É a vez do shopping (não só da loja) conhecer melhor o cliente

Freepik
Com e-commerce e pandemia, programas de fidelidade, incluindo campanhas de produtos colecionáveis, são essenciais até para direcionar os negócios dos centros de compra 

 

Quando eles surgiram no Brasil, a partir dos anos 60, o apelo era conveniência. Várias lojas reunidas em um mesmo ambiente, com estacionamento, segurança e praça de alimentação.

Seis décadas depois, na era de e-commerce e pandemia do novo coronavírus, o relacionamento com o cliente passa a ser uma das prioridades dos shopping centers no Brasil.

O que o cliente pensa, acha, deseja, não é algo que importa somente aos lojistas. Os shoppings estão mais do que nunca atrás dessas informações para direcionar os seus negócios.

“Conhecer o cliente, oferecer experiências, serviços, entretenimento, prêmios passam a ser cada vez mais relevantes para trazer fluxo para os shoppings”, afirma Viviane Moura Rocha Ferreira, professora e pesquisadora do FGVcev – Centro de Excelência em Varejo da FGV.


IGUATEMI

Há mais de dez anos, o shopping Iguatemi tem um programa, com base nos gastos do seu público, que dá direito a descontos em lojas, participação em eventos e estacionamento grátis.

Na categoria Silver, basta uma compra para fazer parte do Iguatemi One, programa de relacionamento que envolve os 17 shoppings do grupo.

Nas categorias Gold e Black, o consumidor precisa acumular 40 mil pontos e 200 mil pontos, respectivamente, para a troca por produtos e ou serviços.

Isto é, precisa gastar R$ 100 mil (Gold) e até R$ 500 mil (Black) em um ano.

Numa iniciativa para estimular este programa de relacionamento, o Iguatemi lançou, no início de setembro, a campanha Iguatemi Collections.

Desenvolvida pela L -founders of loyalty, a ação tenta encantar os consumidores dos empreendimentos do grupo com produtos colecionáveis da Nachtmann e da Mandarina Duck.

Para participar da campanha, a primeira deste tipo, os clientes precisam fazer um cadastro no aplicativo Iguatemi One e enviar as notas fiscais de compras.

Os produtos escolhidos para a campanha, que vai até o início de dezembro, são copos para água, whisky e drinks da Nachtmann e bolsas, mochilas e malas da Mandarina Duck.

“A campanha visa fomentar o relacionamento com os clientes e concentrar os gastos nas lojas dos shoppings do grupo”, diz Alexandre Biancamano, diretor de marketing do Iguatemi.

As tradicionais campanhas de shoppings, de curta duração, como as baseadas em sorteios de carros na época de Natal, afirma ele, já não são assertivas.

“As informações que os shoppings passam a ter acesso por meio de notas fiscais ajudam a traçar o perfil do cliente, entender hábitos de consumo para agir de forma mais eficiente.”

Erra, de acordo com ele, quem pensa que o público de maior poder aquisitivo não fica encantando com campanhas deste tipo que o Iguatemi lançou.

“Todo mundo gosta de ter benefícios, acesso ao que não está disponível no mercado, como os copos da Nachtmann e as bolsas da Mandarina Duck”, diz.


ANCAR IVANHOE

Com a administração de 24 shoppings no Brasil, a Ancar Ivanhoe, segue o mesmo caminho. Por meio de aplicativos, a empresa busca se relacionar cada vez mais com os clientes.

“O objetivo das ferramentas digitais é entender e facilitar a vida do consumidor, se deseja comprar ingressos, evitar filas”, diz Caroline Thomaz Pereira, head de marketing da Ancar.

No caso de alguns shoppings administrados pela Ancar, como o Rio Design Barra e o Rio Design Lebon, um programa baseado em pontos permite descontos em lojas, experiências e prêmios.

“Entender cada vez mais os consumidores é preciso para gerar mais valor ao negócio, seja na escolha do mix de lojas, dos eventos e até dos produtos para as campanhas”, diz Caroline.

A aceleração da digitalização somada à pandemia, de acordo com ela, mudou o comportamento das pessoas no processo de compra.

“O consumidor, cada vez mais antenado, faz muito mais pesquisa pelo celular e quer ter uma experiência completa no físico e no digital”, afirma.


FIDELIZAÇÃO

Sylvio Carvalho Netto, consultor de varejo com experiência de mais de 30 anos em shoppings, diz que o objetivo principal dos programas de relacionamento é a fidelização.

“Conhecer o padrão de consumo do cliente, o quanto ele gasta é fundamental para as estratégias das empresas e para o mix de produtos”, diz.

As novas tecnologias, de acordo com ele, permitem obter informações mais precisas, quais lojas vendem mais e menos, por exemplo, e do que os clientes mais gostam.

“Os programas de relacionamento são uma tentativa de se aproximar dos consumidores que ficaram mais ariscos após a pandemia”, afirma Netto.


HÁBITOS DE CONSUMO

No final de 2020, a FGV entrevistou 20 gestores de shoppings, de investidores e administradores a lojistas, e 800 consumidores para traçar mudanças nos hábitos de compra.

Com base em informações de moradores da Região Metropolitana de São Paulo, com renda acima de 20 salários mínimos, os resultados não foram nada positivos para os shoppings.

Antes da pandemia, 30% dos entrevistados costumavam ir uma vez por semana a um centro de compra. Depois, esse percentual caiu para 12%.

A fatia dos ouvidos que não ia ao shopping, que era de 3% antes da pandemia, subiu para 30%. “A compra online, portanto, passou a ser mais recorrente”, diz Viviane.

Quase sete em cada dez consumidores informaram que não participavam de programa de fidelidade de shoppings, mas a maioria deles concordava em participar.

Segurança, estacionamento, variedade de lojas, restaurantes, nesta ordem, eram os atributos mais valorizados pelos consumidores na hora de optar por ir a um shopping.


EXPERIÊNCIA

“O que sugerimos aos shoppings é que, com os dados de compra e do perfil dos consumidores, integrem as experiências física e digital, com programas de fidelidade”, diz ela.

Para isso, de acordo com os especialistas ouvidos pela FGV, os shoppings devem criar seus próprios marketplaces e vender por meio de mídias sociais.

Essa é uma conveniência que permite a compra a qualquer hora do dia, sem perda de tempo.

As lojas físicas, por sua vez, precisam atuar como ‘hubs’ de distribuição de produtos e investir em experiências para os clientes durante toda a jornada de compra.

Para que os shoppings se mantenham relevantes, dizem os especialistas, precisam apostar em formas variadas de experiência e oferecer de salões de beleza e academias a clínicas médicas.


EFEITO-PANDEMIA

Os efeitos da pandemia ainda são vistos em muitos shoppings espalhados pelo país, especialmente aqueles que dependem do público de escritórios.

Os shoppings Vila Olímpia, da Multiplan, e Market Place, do grupo Iguatemi, em São Paulo, são pelo menos dois exemplos de empreendimentos que sofrem com vacância e público menor.

Dados da Abrasce (Associação Brasileira dos Shoppings Centers) mostram que o fluxo de pessoas nos shoppings ainda está 20% menor do que o do período pré-pandemia.

Em alguns dos centros comerciais tradicionais de São Paulo, como o Pátio Higienópolis, os tapumes ainda persistem, assim como o deslocamento de lojas entre os andares.

O movimento de fusão de grandes grupos do setor, como o da Aliansce Sonae com a brMalls, revela o impacto das mudanças no setor, processo que deve se acelerar em 2023.

Especialistas em shoppings entendem que o modelo de negócio exclusivamente focado na receita de aluguel não se sustenta mais.

Os centros comerciais precisam gerar valor para os lojistas, com a construção de uma base de dados capaz de incrementar o faturamento de todos os envolvidos no negócio.

 

Fátima Fernandes

https://dcomercio.com.br/publicacao/s/e-a-vez-do-shopping-nao-so-da-loja-conhecer-melhor-o-cliente


Postos do Poupatempo ficam fechados durante feriado prolongado de Proclamação da República

Entre segunda (14) e terça-feira (15), os atendimentos permanecerão mantidos exclusivamente nos canais digitais com 245 opções para a população

 

Os postos do Poupatempo em todo o estado estarão fechados entre segunda (14) e terça-feira (15) devido ao feriado prolongado de Proclamação da República. As unidades reabrem na quarta (16) com atendimento presencial mediante agendamento prévio, que pode ser feito gratuitamente nas plataformas eletrônicas.

Durante o feriado, todos os 245 serviços digitais do programa permanecem disponíveis no portal (www.poupatempo.sp.gov.br), aplicativo Poupatempo Digital, totens de autoatendimento e pelo assistente virtual do Poupatempo, o P, que atende no portal e no WhatsApp, pelo número (11) 95220-2974.

Entre as opções, estão renovação de CNH, licenciamento de veículos, consulta de IPVA, Carteira de Trabalho Digital, seguro-desemprego e comprovante digital de vacinação contra a Covid-19, entre outros.

Últimos dias para municípios participarem da seleção que vai capacitar 10 destinos turísticos inteligentes

Novo modelo de gestão turística, criado a partir de metodologia internacional, será compartilhado por Sebrae e BID 


Sebrae e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) estão com inscrições abertas para o edital que vai selecionar 10 destinos turísticos brasileiros que receberão assessoramento na elaboração de instrumentos de planejamento e na implementação de ações-chave para sua consolidação como destinos turísticos inteligentes. A parceria vai atuar com dois destinos turísticos de cada região brasileira e de variados portes: pequeno (população estimada em até 50 mil habitantes), médio (até 100 mil habitantes) e grande (acima de 100 mil habitantes).

A ação conjunta entre Sebrae e BID se dará no desenvolvimento de um novo modelo de gestão turística para essas localidades. O foco estará na gestão de dados, inovação, sustentabilidade e experiência, o que deve contribuir para que esses destinos tenham um novo posicionamento no mercado nacional e internacional, em consonância com o perfil dos novos viajantes.  

A metodologia de Destinos Turísticos Inteligentes (DTI) foi desenvolvida pela Sociedad Mercantil Estatal para la Gestión de la Innovación y las Tecnologías Turísticas (SEGGITUR) da Espanha e adaptada pelo Sebrae para a realidade brasileira, em 2016 nas suas iniciativas de apoio ao desenvolvimento do turismo. O Sebrae classifica como Destinos Turísticos Inteligentes aqueles territórios sustentáveis que proporcionam experiências inesquecíveis, segundo eixos definidos: governança, tecnologia, experiência e sustentabilidade, sendo esse último em sua perspectiva econômica, ambiental e social. 


Mapa do Turismo Brasileiro

Podem participar do processo todos os destinos turísticos contemplados no Mapa do Turismo Brasileiro 2022. Serão aceitas apenas candidaturas de municípios individualmente.

Os municípios interessados devem se inscrever gratuitamente até o dia 18 de novembro, por meio do preenchimento de formulário e envio de documentos para a primeira etapa do processo de seleção. Os selecionados para a segunda etapa, por sua vez, deverão enviar outros documentos descritos no edital, bem como responder a perguntas relacionadas ao objeto da seleção. 


Detalhes da seleção 

O processo de seleção dos destinos turísticos vai acontecer em duas etapas. A primeira será eliminatória e tem o objetivo de selecionar até três destinos turísticos por estado e por porte, com uma meta de 79 destinos pré-selecionados. As propostas recebidas serão avaliadas a partir de critérios de elegibilidade e qualitativos, descritos em edital. A previsão é que a lista dos pré-selecionados seja divulgada em dezembro deste ano. 

Na segunda etapa, os selecionados deverão enviar documentação e informações adicionais para compor sua candidatura e passarão por uma nova avaliação, desta vez classificatória. O objetivo será a seleção de 10 destinos turísticos representando as cinco regiões brasileiras e de distintos portes.  Nesta etapa, a avaliação vai considerar a análise da documentação submetida pelos destinos, bem como o diagnóstico da atividade turística e a estrutura para a execução do projeto por eles apresentadas.  A previsão é que o resultado final seja divulgado até a primeira quinzena de março de 2023.


Tráfico humano e vidas falsas na internet

De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2021), o Brasil registra a média de 200 desaparecidos por dia. Vale considerar algumas imprecisões, já que muitas pessoas não foram registradas por seus pais ou familiares. Naturalmente, a pandemia também acentuou o problema de identificação - até porque os pacientes nos hospitais eram numerosos e alguns foram incinerados. A situação piora na medida que a recessão formada por estes dois anos de confinamento agrava a vulnerabilidade, o desespero faz fila, e o tráfico humano, infelizmente, sabe atrair sonhos. 

Este tipo de crime é muito lucrativo, afinal, um ser humano pode ser vendido mais de uma vez. Dados da ONU estimam que cerca de 2,5 milhões de pessoas sejam vítimas deste negócio que anualmente desmembra centenas de famílias. Se por um lado a internet facilita sobremaneira nossa vida, por outro, favorece transações ilícitas, de difícil combate e difícil identificação. EM 2021, a Organização das Nações Unidas solicitou ação mundial para proteger as vítimas e reafirmar o Plano de Ação para o Combate ao Tráfico de Pessoas, lançado em 2010.

A alta exposição na internet, especialmente de jovens que buscam pelo reconhecimento de um público cada vez maior, pode se tornar um perigo. Essa produção de dados em excesso, espalhados massivamente nas redes sociais pode favorecer pessoas mal intencionadas, cujos objetivos podem chegar ao tráfico de pessoas. Diante disso, deixo a reflexão: Até onde uma pessoa é capaz de ir para conquistar likes, seguidores e views? Será que toda essa exposição vale a pena no final?

São questões como essas que levanto em “Laila”, um romance ficcional sobre uma jovem influenciadora que faz de tudo para conquistar números na internet. Assim como observamos diariamente nas redes sociais, a personagem mostra aos seguidores cada detalhe da própria vida, fazendo com que esse excesso de exposição lhe aproxime do tráfico humano.

 

Vanessa Silla - formada em Letras, com Especialização em Literatura Brasileira, mestre e doutora em Escrita Criativa pela PUCRS. Com 12 livros publicados, transita entre poesia, crônica e prosa. “Laila” seu romance mais recente e que constrói um diálogo entre literatura e tecnologia.   


Gestão acertada reduz demissão surpresa

Pesquisa da consultoria Produtive, realizada nos meses de maio e junho deste ano, trouxe um apontamento interessante, 61,4% dos trabalhadores demitidos disseram que não esperavam por essa decisão.

Para começar gostaria de tocar em algo que venho falando com uma certa frequência que é o propósito em tudo o que fazemos, aqui em especial focando no campo profissional. A pandemia deixou um rastro que ainda não foi corrigido pelas empresas, que é o do excesso de reuniões. Num período fazia sentido, não estávamos acostumados a trabalhar à distância. Agora estamos. Porém não paramos com essa medida. 

Essa não é uma ação sem consequências, recente estudo realizado por Steven Rogelberg, professor de ciência organizacional, psicologia e gestão da Universidade da Carolina do Norte, conclui que as grandes empresas gastam US$ 100 milhões por ano com reuniões desnecessárias. Naturalmente as companhias menores têm uma despesa ou um desperdício menor com essas ações, mas é fato que também o tem. A conta tem que ser feita conforme o tamanho de cada uma.

De forma prática, além de todo esse gasto, se uso meu tempo participando de reuniões como resolvo aquilo que pede minha atenção? Além disso, é comum que muitos participantes nem saibam o porquê de terem sido convidados para aquele encontro. Isso pode de alguma forma comprometer o resultado do trabalho? É claro que sim e se não há entrega, naturalmente há um aumento na possibilidade de entrar na fila daqueles que serão desligados, caso a empresa passe por algum problema financeiro, o que temos visto de maneira recorrente, especialmente em startups.

É necessário adotar uma postura e ferramentas que permitam fazer a análise do desempenho de cada um dentro da organização da maneira mais objetiva e eficiente possível. Indico o uso dos OKRs - Objectives and Keys Results (Objetivos e Resultados Chaves) -, por ser uma ferramenta ágil de gestão onde, dentre várias outras coisas, você atualiza um software com o avanço do seu trabalho ou faz uma reunião bastante objetiva, aproveitando melhor o tempo dispensando com isso diversas reuniões. Também o funcionário sabe o que fez e o que precisa fazer, se não souber, cabe a liderança atuar e fornecer os elementos necessários. Naturalmente, se ele estiver em débito com suas atividades, não será surpreendido se entrar numa lista de demissões. 

Outro ponto importante em todo esse cenário é o de que é preciso entender os motivos do atraso nas entregas das atribuições de cada um. Neste caso, valem os feedbacks pontuais e frequentes para que se entendam essas razões e, mais, para ajudar aquele integrante do time a se desenvolver melhor. A pesquisa da Productive mostra, inclusive, que 35,7% dos funcionários desligados não ficam sabendo nem na hora da demissão quais foram as razões que os colocaram naquela condição. Há aqui uma demonstração clara de que a troca de informações é rara. Em alguns casos, vários até, aquele que não tem uma entrega satisfatória não está na função ideal. Basta um ajuste pequeno. Esse apontamento está nas premissas da gestão por OKR aliada ao Constant Feedback and Reward (CFR) ou feedback e reconhecimento constante. 

Uma boa troca de informações com cada membro da equipe, com ajustes pontuais, rende muito mais que uma reunião geral, que tira a todos de suas funções, mas que, na verdade, serve apenas para um ou outro. Nesses encontros pontuais e pessoais, indico apontar o que foi alcançado e o que ainda não se conseguiu alcançar para, não só corrigir uma rota, como também, se necessário, mudar, ou, no caso, trocar aquele membro da equipe de função.

 

Pedro Signorelli- um dos maiores especialistas do Brasil em gestão, com ênfase em OKR. Já movimentou com seus projetos mais de R$ 2 bi e é responsável, dentre outros, pelo case da Nextel, maior e mais rápida implementação da ferramenta nas Américas.
http://www.gestaopragmatica.com.br/

 

A importância da alimentação antes, durante e após o ENEM

Professora Joyce Beatriz da Silva, do curso de Nutrição da Unifran, explica que uma alimentação balanceada ajuda o sistema imunológico, melhora a memória, reduz o cansaço, aumenta a qualidade do sono e fornece disposição para a prova

Uma alimentação saudável e balanceada é de extrema importância em todos os momentos da vida. Porém, o tipo de comida muda conforme a situação ou acontecimento. Por exemplo, o café da manhã exige uma refeição mais reforçada para fornecer energia no início do dia. Já ao realizar uma prova, é mais adequado consumir alimentos leves e ricos em vitaminas, para manter o foco e equilíbrio do funcionamento do corpo. 


Quais são os melhores alimentos para consumir antes e durante a realização da prova? 

Primeiro as frutas, que podem ser ótimas para comer antes e durante o Enem, por ter vitaminas e minerais que são disponibilizados e pela facilidade de levá-las, segundo a Profa. Ma. Joyce Beatriz da Silva, do curso de Nutrição da Universidade de Franca – Unifran. As frutas ricas em Vitamina C auxiliam na absorção de ferro no corpo e, além disso, são ricas em antioxidantes que contribuem para um bom funcionamento do sistema nervoso, como a laranja, tangerina, maracujá, morango e acerola. 

Joyce aponta a importância de o aluno consumir alimentos leves próximo ou durante o ENEM para não ter surpresas na hora da prova. “Entre os alimentos aconselháveis estão as barras de cereais, castanhas, lanches naturais feitos em casa e frutas cortadas, mas lembrando que as embalagens permitidas são somente os transparentes, assim como a garrafa de água.” 

A nutricionista diz que a banana possui alta quantidade de triptofano, um precursor da serotonina – um neurotransmissor –, que auxilia no bom funcionamento cerebral, podendo ajudar no equilíbrio emocional e reduzir a ansiedade. Já o abacate é rico em vitaminas B6, B12, C e E, além de selênio, luteína, colina e outros compostos fundamentais para os neurônios. As oleaginosas também são práticas e contribuem muito para aumentar a função cerebral e atividade mental, por ter ácido glutâmico.  

“Até mesmo o chocolate pode ser um bom aliado, mas lembrando que o 70% é o mais indicado neste caso, por diminuir a quantidade de açúcar presente na sua composição e por conter flavonoides, antioxidantes presentes naturalmente no cacau. Eles aumentam o fluxo sanguíneo do cérebro e promovendo melhora da memória.” 


Por que comidas pesadas não são aconselháveis no pré-ENEM?  

De acordo com a nutricionista, os alimentos pesados normalmente contêm molhos, frituras, empanados ou com muita quantidade de gordura, como bacon e queijos gordos, e podem ocasionar desconforto gástrico desenvolvendo até mesmo dores abdominais e dificuldade de concentração na hora da prova.  


Alimentos com alto nível de cafeína e açúcar são aconselháveis?  

“Alimentos com alto nível de cafeína podem manter o estudante um pouco mais alerta durante a prova, no entanto, não se pode exagerar. Todo excesso também pode ser prejudicial, bem como alimentos muito açucarados podem causar desconforto gástrico e até mesmo interferir na concentração” explica a docente.  


Existem alimentos que ajudam a manter o foco? Quais?  

A nutricionista afirma que sim. Alguns alimentos que podem auxiliar na manutenção do foco são as castanhas, a banana e o chocolate amargo devido a sua concentração de polifenóis, que são benéficos nessas situações. 


Existem alimentos ou bebidas proibidas de levar para o ENEM? Quais?  

Sim. Bebidas alcóolicas, principalmente. Entre os alimentos, não existem proibidos, mas evite alimentos muitos gordurosos e pesados.  

Joyce finaliza indicando que os estudantes adotem uma alimentação balanceada. Ela ajuda o sistema imunológico, melhora o humor e a memória, reduz o cansaço e o estresse, aumenta a qualidade do sono, melhora o sistema digestivo sem gerar desconfortos e mal-estar e ainda fornece disposição e mais energia para a prova.  

 

UNIFRAN

www.unifran.edu.br  


Perspectivas para a economia em 2023

Para Douglas Carvalho, Consultor Titular na Target Advisor, empresa especializada em Finanças Corporativas, o que devemos esperar da economia no próximo governo é manter os planos nos trilhos. Mas, segundo ele, o setor de serviços deve sofrer com a instabilidade do primeiro trimestre.


Douglas Carvalho, 12 anos de mercado financeiro, Consultor Titular na Target Advisor, empresa especializada em Consultoria Financeira, Reestruturação Empresarial e Recuperação Judicial, Fusão e Aquisição, Valuation e Finanças Corporativas, a tônica do começo do ano deve ser a incerteza: “apesar da instabilidade do momento, é importante que o novo governo comece, desde já, a passar uma tendência de permanência das políticas econômicas”, enfatiza.

Para ele, os investimentos estrangeiros devem permanecer, independentemente da mudança de governo: “somos um país continental, terceiro do mundo na produção de alimentos, de carnes, maior ativo educacional, uma das melhores saúdes, isso vai continuar. A única coisa que poderia influenciar, mas não acredito que vá acontecer, seria a taxação de commodities, de produtos base, como o aço e a soja, numa tentativa de ajudar a indústria nacional”.

Douglas lembra: “2022 mostra números muito melhores do que 2019, ou seja, conseguimos ‘vencer’ as sombras da pandemia, e a própria Petrobras, mesmo depois do resultado das eleições, divulgou um lucro gigantesco. Isso mostra que o país está crescendo e que a tendência do novo governo precisa ser a de manutenção desse crescimento”.

Ainda assim, o empresário reforça, a insegurança vai ser grande, pelo menos no primeiro trimestre do ano e quem deve sofrer com isso são os prestadores de serviço: “as empresas devem priorizar o crescimento do caixa e esperar até depois do carnaval para voltar a investir”, explica.

Para ele, o mais importante para a confiança dos investidores no país e para que as empresas sigam prosperando é a manutenção do dólar e a negação de qualquer grande aventura econômica. “Não acredito que a nova equipe de governo fará grandes mudanças, inclusive para evitar o acaloramento da opinião pública. Entretanto, uma certa cautela nunca fez mal a ninguém”, finaliza.


O desafio da formação de engenheiros(as) para enfrentar os problemas sociais e climáticos complexos

O Brasil e o mundo estão enfrentando uma série de desafios associados a diversos problemas socioambientais complexos, de natureza tanto técnica quanto política. Esses problemas impactam toda a população e abrangem questões cotidianas, como tratamento médico, habitação e disponibilidade de alimentos; sociais, como educação, emprego e desigualdade social; e ambientais, como as postas pelas mudanças climáticas, que serão discutidas durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2022 (COP-27), entre 6 e 18 de novembro em Sharm El Sheikh, no Egito.

As diversas áreas de atuação profissional devem ser envolvidas na busca de soluções para esses problemas e a engenharia é uma das mais abrangentes, pois afeta praticamente todos os aspectos de nossa sociedade e pode-se dizer que é a face do poliedro das atividades humanas que trabalha para a solução de problemas com o uso da ciência e da tecnologia.

O desenvolvimento proporcionado pela engenharia tem impactos diretos nas interações sociais e ambientais, muitos dos quais negativos. As consequências socioambientais da engenharia teriam sido diferentes se os engenheiros estivessem mais bem preparados para um estudo sistemático do complexo papel da engenharia na sociedade, se tivessem tido maior envolvimento com cientistas sociais e dialogado de forma mais adequada com comunidades afetadas por seus empreendimentos.

Para que a engenharia dê sua contribuição para o equacionamento e a solução dos grandes desafios da humanidade novas competências são requeridas. O envolvimento do profissional da engenharia como um solucionador de problemas comprometido e cientificamente informado é um apoio fundamental para a sociedade. Logo, a formação em engenharia deve contemplar a discussão do envolvimento dos engenheiros e das engenheiras nos fundamentos éticos, racionais e morais da modificação da natureza.

No Brasil, as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) da Engenharia passaram a vigorar em abril de 2019, trazendo avanços com relação à expectativa de formação desses profissionais, privilegiando as competências em vez dos conteúdos e destacando o seu papel social. Segundo as DCNs, o egresso de um curso de Engenharia deve, entre outras competências, ter visão holística e humanista, considerar os aspectos globais, políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e de segurança e saúde no trabalho, além de atuar com isenção e ter compromisso com a responsabilidade social e com o desenvolvimento sustentável.

Por isso, o incentivo para trazer a dimensão social à educação superior também está presente na determinação do MEC, de que todo curso deve dedicar 10% de sua carga horária a atividades extensionistas. Essa resolução, de dezembro de 2018, estabelece as diretrizes para a extensão na educação superior brasileira.

Dessa forma, uma missão para a engenharia, em todo o mundo, seria colocar as necessidades mais imediatas da sociedade em um contexto mais amplo. Acreditamos que uma das ações da engenharia para que os ODS sejam alcançados é influenciar a criação de políticas públicas que façam a sociedade avançar em termos de sustentabilidade e solução de problemas socioambientais.

Porém, para isso, o fator “mudanças climáticas” deveria ser considerado nos projetos. Isso passa, portanto, pela construção de projetos pedagógicos que coloquem os engenheiros e engenheiras como atores sociais competentes para resolver problemas complexos, vencer os grandes desafios da humanidade e contribuir para um mundo sustentável, com menos desigualdade social, em que haja alegria de viver. A mudança começa na escola!

 

Prof. Dr. Roberto de Aguiar Peixoto - Eng. Leonardo Sanches Previti, Profa. Me. Gabriela Sá Leitão de Mello e Prof. Dr. Marcello Nitz, do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT)


Cartão de crédito pode ser vilão ou mocinho nas finanças, diz educador

Para Thiago Martello, da Martello EF, instrumento pode ser comparado a avião ou arma


Quando se trata de cartão de crédito, a maioria das pessoas acredita que se trata de um vilão das finanças. O sentimento é justificado, afinal de contas, no cenário brasileiro, a maior parte dos endividados encontrou no instrumento de pagamentos uma ferramenta poderosa para consumir além do que poderia e, naturalmente, entrar no vermelho. 

 

Para Thiago Martello, educador financeiro e fundador da Martello EF, é preciso olhar para a situação de uma outra forma. “O cartão de crédito pode ser, sim, muito perigoso, mas é uma faca de dois gumes: pode ser altamente destrutivo, mas também a melhor ferramenta de controle de crédito que existe”, explica. 

 

O especialista compara o poder do cartão ao poder de um avião. “Um avião é rápido e seguro, mas já foi muito utilizado em guerras para potencializar o efeito destrutivo. Ou seja, tudo na vida pode ser bom ou ruim, a responsabilidade de fazer com que uma ferramenta exerça uma função positiva ou negativa é sempre nossa”, diz. “Também é como uma arma de fogo, que pode ser usada para matar alguém ou como instrumento na prática de um esporte olímpico que exige muita concentração”. 

 

Martello explica que o cartão de crédito  foi criado para ser um facilitador de pagamentos, já que no lugar de ser necessário andar com um bolo de dinheiro, as pessoas poderiam carregar um pedaço de plástico. “O problema é que  o uso foi deturpado e ele virou um produto de crédito. Com ele, as pessoas podem ter acesso antecipado a coisas que não poderiam ter no momento. Elas usam dinheiro do banco, aí no meio do caminho algo acontece, deixam de pagar a fatura e as dívidas viram uma bola de neve”. 

 

Os altos limites oferecidos pelos bancos são, na opinião do educador, o grande problema no uso do cartão. “Normalmente a pessoa recebe um salário de R$ 5 mil e tem um limite de R$ 10 mil, R$ 15 mil, R$ 20 mil. Não é óbvio que não faz sentido? Existe uma argumentação de que a pessoa vai precisar de crédito se quiser comprar uma coisa mais cara, mas o que acontece é que esse limite acaba sendo usado no dia a dia, sem qualquer consciência. O limite tem que ser adequado, até porque comprar parcelado é uma anomalia brasileira. O que a pessoa precisa é construir uma reserva de emergência para poder usar caso algo aconteça, não usar o cartão do banco”, afirma.

 

A parte positiva do cartão de crédito, de acordo com Martello, é que o uso consciente faz com que ele seja uma ferramenta de controle ideal. “Não é necessário anotar nada em lugar nenhum e, no final de um período, ele entrega exatamente, em detalhes, para onde foi cada centavo do dinheiro. E ainda há uma inteligência colocada. Alguns aplicativos de cartões mostram em gráficos para onde está indo o dinheiro.” 

 

Martello reforça que o cartão de crédito é um ser inanimado. Ou seja, não tem vontade própria. “Quem faz mal uso dele são as pessoas. Claro que instigadas pela mídia, pelo sentimento de “Eu mereço”, por uma vontade de pertencimento ou fuga ou, ainda, pela facilidade de crédito, entre vários outros fatores. Mas precisamos lembrar que o cartão pode ser vilão ou mocinho. Cada um determina como ele vai agir na vida, se vai ajudar ou vai levar para um buraco financeiro.”

 

 

 

Thiago Martello -  administrador de formação, pós-graduado pela FGV, especialista e agente autônomo de investimentos, além de atuar como educador e planejador financeiro desde 2015. Ele começou a trajetória aos nove anos, vendendo balas no farol perto de casa e hoje já mudou a vida de mais de mil pessoas através de uma metodologia exclusiva, simples e divertida e que transformou a vida de muitas famílias. Com bom humor, ele mostra que é possível organizar as contas de forma prática e dar uma "martellada" definitiva na desordem financeira. Para sabe mais, acesse https://martelloef.com.br/

 

Martello Educação Financeira

martelloef.com.br/ 


Como preparar o e-commerce das PMEs para a Black Friday? Especialistas dão dicas...

Lideranças de empresas como Tuvis, Nuvemshop e Salesforce contam como a tecnologia pode contribuir estrategicamente para alavancar novos negócios online durante o período de maior venda do ano

Desde que se consolidou como a principal data do ano para o comércio, a Black Friday tem registrado crescimento exponencial nas vendas online. No Brasil, por exemplo, em pesquisa realizada pela Conversion, 96% dos brasileiros entrevistados pretendem fazer compras online na Black Friday deste ano. Isso representa um crescimento de 8% em comparação com 2021.
Diante de uma concorrência cada vez mais especializada, como é possível preparar o e-commerce para competir com as gigantes do varejo, com vantagem competitiva otimizada e pronta para performar da melhor maneira possível, engajando e convertendo interessados em consumidores?

Entrevistamos líderes no mercado de vendas online, como a Nuvemshop e a gráfica Printi, de startups que são referência em sales enablement, como a Tuvis, de smart techs, fintechs e big techs, como IOB, Zoop, Salesforce e Tableau, e até mesmo de um dos maiores escritórios de advocacia do país, o Trench Rossi Watanabe.

Eles vão dar dicas e derrubar alguns mitos sobre o uso da tecnologia para alavancar pequenas e médias empresas na busca por leads qualificados e conversão durante um dos maiores eventos comerciais do ano em todo o mundo. Veja as recomendações:
 

1. Identifique o melhor canal de vendas

Yanir Calisar, CEO e cofundador da Tuvis, empresa de inovação tecnológica para times de vendas, desenvolveu uma solução que torna o dia a dia deles bem mais produtivo e prático. Seu produto é um SaaS que automatiza tarefas e coloca as plataformas e ferramentas mais usadas pelos vendedores, como CRM, videochamadas e assinatura digital, direto na tela do WhatsApp, com apenas um só clique. Para o empreendedor, nesta Black Friday, vão se destacar os e-commerces que souberem identificar estrategicamente os melhores canais de relacionamento com seus clientes.

“A nova geração da experiência de interação 1:1 com o cliente já está sendo criada e tem o canal de relacionamento como prioridade. No Brasil, por exemplo, o aplicativo mais popular para mensagens é hoje o WhatsApp. Então, colocamos as ferramentas de trabalho dos times de vendas dentro do app, na interface que eles estão acostumados a usar. Isso os torna bem mais produtivos, pois podem focar em fazer novos negócios e conversar com seus clientes diretamente, de forma estratégica e em um só local. Todo o resto foi sincronizado automaticamente ou está a um clique do chat”, explica Calisar.
 

2. Invista em cibersegurança

A IOB, smart tech que une conteúdo e tecnologia para potencializar empresas e escritórios de contabilidade, alerta que em datas comerciais, como a Black Friday, há um aumento do número de ataques cibernéticos. Segundo Clayton Alves Lourenço, head de cibersegurança da IOB, vale o reforço do alerta para as pequenas empresas, pois as grandes corporações costumam ter estruturas de segurança mais robustas. Já as PMEs correm sérios riscos, uma vez que contam com um poder de investimento menor e estruturas mais enxutas. Além dos prejuízos financeiros e operacionais, um ataque pode significar a falência do negócio.

“Como nesse tipo de crime é comum que os dados e acessos aos sistemas da empresa sejam sequestrados e os criminosos peçam um resgate para devolver o controle, ter seguro empresarial é recomendável. Porém, é importante frisar que a contratação do seguro é bem mais acessível para empresas que têm algum tipo de segurança, como as plataformas de proteção digital, por exemplo. Vale buscar uma ferramenta que seja capaz de detectar, identificar ameaças e responder contra elas”, reforça Lourenço.
 

3. Faça a melhor análise de dados

A Tableau, líder em análise de dados e empresa do grupo Salesforce, é uma companhia presente no mercado de varejo e atenta às necessidades das empresas para que estas possam fazer o melhor uso dos dados em períodos críticos para o setor, como a Black Friday.

Segundo o country manager Brasil da Tableau, Jaime Müller, os dados são essenciais no e-commerce em todas as suas etapas, desde a identificação para geração de uma campanha, a escolha do canal a ser utilizado, a métrica de resultado de um potencial cliente até disponibilidade em estoque, proximidade e roteirização da logística de entrega, assim como a captura do sentimento da Experiência do Cliente. “Em período de Black Friday, embora haja bastante demanda de consumo, diferenciação é chave para vencer concorrência”, avalia.

Conforme o especialista, obter as respostas e direcionar o planejamento a partir de dados é a forma mais eficiente e precisa para elaborar ofertas e produtos e obter os melhores resultados. “As tecnologias de previsão e análises, referência nas grandes companhias, são acessíveis para empresas de qualquer tamanho e em especial as PMEs, fazendo com que elas explorem ao máximo o valor dos seus dados e alavanquem as suas vendas”, diz Müller.
 

4. Diversifique as formas de pagamento

A Zoop, fintech líder em tecnologia para serviços financeiros no mercado B2B, aponta a necessidade dos varejistas diversificarem os meios de pagamento para melhorar o checkout na Black Friday. Entre as tendências de meios de pagamento para este ano, as soluções que valem a pena ficar de olho e que podem ajudar no aumento do volume de vendas são: carteiras digitais, links de pagamento, pagamento via QR Code, pagamentos por aproximação, pagamentos por aplicativos, também conhecidos como pagamentos invisíveis, além, é claro, do Pix em diversas formas, como o Pix na maquininha de cartão, e o Pix Copia e Cola. Não se esqueça do pagamento BNPL, em tradução livre compre agora e pague depois, uma modalidade de pagamento a prazo que pode ser oferecida em compras realizadas em lojas físicas ou online, sendo que o consumidor não precisa estar vinculado a uma instituição financeira, nem precisa ter limite de crédito pré-aprovado disponível, como ocorre com o cartão de crédito.

“Para aproveitar a data é importante oferecer diversas opções de pagamento para atrair cada vez mais clientes, uma vez que estão buscando por conveniência e praticidade no momento de efetuar a compra. Além de incluir também a possibilidade de parcelamento como o Buy Now Pay Later (Compre Agora Pague Depois), que é um tipo diferente de crediário. Outro ponto relevante é integrar todos os canais de vendas e de atendimento, oferecendo aos consumidores uma verdadeira experiência de varejo omnichannel”, afirma Patrícia Esteves, chief customer officer da Zoop.
 

5. Atenção aos direitos do consumidor

O aumento no volume de compras durante a Black Friday torna imprescindível que as empresas se atentem para os direitos do consumidor ao preparar suas plataformas de e-commerce e canais digitais. Alexandre Salomão Jabra, associado do Trench Rossi Watanabe, um dos maiores escritórios de advocacia do país, alerta para esse ponto na data mais movimentada para o varejo no ano.

“O aumento das vendas na Black Friday faz com que o número de reclamações de consumidores também cresça -- consequentemente, as investigações de autoridades também são reforçadas no período. Do ponto de vista legal, os varejistas precisam cumprir os termos das promoções oferecidas, que devem ser informadas de forma clara e precisa, e garantir que os produtos sejam entregues devidamente. Eles também devem estruturar um serviço robusto de atendimento ao cliente para fornecer informações claras sobre a validade das promoções, se preparando para responder às mais variadas reclamações, envolvendo desde defeitos nos produtos até o descumprimento de prazos de entrega”, avalia Jabra.
 

6. Simplifique as soluções em toda a jornada

A Printi, gráfica online focada em materiais personalizados, pioneira nas práticas de Web2Print e Web2Pack no Brasil, atua de forma bem-sucedida entregando soluções para empresas de diferentes portes. Para isso, a companhia busca simplificar ao máximo suas soluções, principalmente em seu site, para tornar a experiência de seus clientes cada vez mais prática e intuitiva. Dica que num mundo digital first pode ser valiosa para outras empresas que querem se destacar na Black Friday.

“A jornada digital nos dias de hoje precisa ser ágil e descomplicada, e aqui na Printi nós trabalhamos todos os dias para oferecer a melhor experiência de compra para os nossos clientes. Para o empreendedor que está se preparando para a maior data do varejo do país, minha dica é pensar na jornada do início ao fim. Desde garantir que a identidade visual da marca esteja clara em todos os produtos, até frete e previsão de entrega. Para garantir uma experiência positiva, os consumidores devem possuir todas as informações. Isso pode ser um grande diferencial com a chegada da Black Friday”, destaca Fábio Carvalho, diretor de Supply Chain da Printi.
 

7. Foque na experiência e fidelização dos clientes

Outra dica para os empreendedores é focar na fidelização dos compradores. Mesmo com a alta demanda por atendimento e fluxo de vendas durante Black Friday, os lojistas precisam também priorizar a experiência do cliente durante e nos pós compras a fim de fidelizá-los. De acordo com a pesquisa “Aquecimento Black Friday”, realizada pela Nuvemshop -- plataforma de e-commerce líder na América Latina --, 33% dos pequenos e médios empreendedores online irão oferecer brindes aos compradores durante a campanha.

“Encantar o cliente é essencial para gerar mais engajamento para o seu negócio. Uma ferramenta poderosa que auxilia na fidelização do cliente é a experiência wow e unboxing”, afirma Luiz Natal, gerente de e-commerce e desenvolvimento de plataforma da Nuvemshop. “Agilizar o envio e entrega do pedido, e investir em uma embalagem chamativa, com cupons de descontos e brindes, são ações que aumentam as chances do seu cliente compartilhar o produto nas redes pessoais, gerando mais engajamento para a loja e aumentando as chances de novas compras.”
 

8. Crie relações mais próximas e humanizadas

A Salesforce, líder mundial em soluções de gestão de relacionamento com clientes (CRM), tem soluções para apoiar empresas de todos os tamanhos e segmentos em sua transformação digital e na visão de 360 graus dos clientes.

Segundo a última edição do seu relatório State of the Connected Customer, que traz insights de quase 17 mil consumidores e compradores empresariais em 29 países, 95% dos brasileiros afirmam considerar a experiência tão importante quanto produtos ou serviços. Nesse contexto, Eunice Hirata, vice-presidente regional de commerce cloud da Salesforce Brasil, acredita que uma relação mais próxima e humanizada das empresas com os seus clientes pode ser o principal diferencial das marcas durante a concorrida Black Friday.

“A pandemia acelerou a transformação digital do relacionamento entre marcas e consumidores e aumentou as expectativas por simplicidade, facilidade e confiança. Já não basta apenas oferecer o produto de melhor qualidade ou o preço mais atraente -- a construção de uma jornada digital eficiente e personalizada é tão fundamental quanto. Extrair o máximo potencial do uso de dados será o grande diferencial para quem quiser entregar isso nesta Black Friday”, comenta a executiva.
 

É importante lembrar que, neste ano, as atenções da Black Friday serão divididas com a Copa do Mundo, o que pode ser um desafio extra ou uma grande oportunidade, desde que o negócio tenha resiliência e senso de urgência para não perder o timing e largar à frente da concorrência. Para isso, são necessárias uma infraestrutura e ferramentas de vendas ajustadas a otimizar as jornadas de compra e prpmover relacionamentos cada vez mais duradouros e de qualidade.

Com uso de CRM, a escolha estratégica dos canais de relacionamento e tomadas de decisão sendo feitas com base na análise dos dados, o e-commerce pode se preparar para atender a toda a demanda do período em grande escala. Isso, somado ao investimento na segurança digital, facilidades e foco total no consumidor, pode ser a base do sucesso para atrair a atenção (e conversão) na Black Friday de 2022.

 

Tuvis - https://tuvis.com

 IOB. Poder para transformar

 Tableau - https://www.tableau.com

Zoop

Trench Rossi Watanabe

 Printi - https://www.printi.com.br/

A Nuvemshop

Salesforce -  https://www.salesforce.com/br

Posts mais acessados