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quinta-feira, 24 de junho de 2021

As barreiras que impedem a implementação do 5G no Brasil

Advogado especialista em direito digital e telecomunicações explica alguns desafios técnicos e estruturais para a chegada da tecnologia


O 5G é a geração que vai suceder a tecnologia celular 4G, contando com velocidade muito maior, baixa latência (tempo entre dar um comando em um site ou aplicativo e a sua execução) e vai permitir o funcionamento do que se chama IoT (Tecnologia das Coisas), onde “coisas” se conectarão em velocidade real, permitindo por exemplo, a utilização de veículos autônomos, o desenvolvimento da telemedicina, a automação completa dos ambientes e do agronegócio, dentre tantas outras utilizações.

Mas e o 5G que é anunciado por algumas operadoras de celular como implementado no país?

“Trata-se de uma rede 4G maximizada por meio de DSS (compartilhamento dinâmico do espectro) ou que funciona em 1.200 MHz na faixa de 6GHz, serviço conhecido nos EUA como Wi-Fi 6E, que permite a navegação com aumento de velocidade, mas não é 5G; tecnologia que também vai depender de aparelhos celulares com essa compatibilidade”, afirma Francisco Gomes Junior, advogado especialista em direito digital e telecomunicações.

Vemos então que o 5G não surgirá do dia para a noite e uma série de medidas técnicas e estruturais serão necessárias no processo de implementação da tecnologia. O primeiro passo para as empresas adquirirem o direito para operarem o 5G será dado no leilão promovido pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).  

“O edital para a realização do leilão do espectro das faixas de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz onde será disponibilizado o 5G, teve uma longa tramitação, com vários debates técnicos pelo caminho”, esclarece o advogado. 

O especialista complementa. “Foi necessário, por exemplo, que a Anatel estabelecesse que na faixa dos 3,5 GHz deverão conviver o 5G e a denominada Banda C estendida que permite aplicações de recepções televisivas. Outras dificuldades foram superadas para que o edital fosse finalmente submetido ao crivo do TCU (Tribunal de Contas da União)”.

Com a liberação do edital pelo TCU, esse será formalmente publicado e a data do leilão estabelecida. Depois de realizado, as empresas vencedoras para operar o 5G nas faixas leiloadas terão a liberdade de iniciar a instalação das antenas necessárias para colocar o serviço em funcionamento. Porém, novos entraves surgirão.

“Se todo o calendário previsto se realizar com o leilão neste ano, a implementação deve ocorrer ao longo do primeiro semestre de 2022 e podemos prospectar o início das operações em 5G até julho de 2022, mas com um longo caminho ainda a ser percorrido”, argumenta Gomes Junior.

Um dos entraves apontado pelo especialista em telecomunicações é a competência para legislar sobre o assunto. A Constituição Federal e o Decreto 10.480/2020 que regulamentou a Lei das Antenas (Lei 13.116/2015) estabelecem de forma inequívoca que a competência para legislar sobre telecomunicações é da União Federal, porém legisladores estaduais e municipais insistem em editar normas sobre a matéria.

“Trata-se muitas vezes de uma voracidade arrecadatória dos Estados e Municípios que querem cobrar taxas para a instalação das antenas e outros equipamentos, colocando inúmeros obstáculos para a concessão da licença”, diz. 

Resta, portanto, a torcida para que o calendário seja cumprido, contestações sejam rapidamente solucionadas, para que o país não se atrase na implementação de uma tecnologia fundamental para nossa completa inserção no mundo digital.

“Os conflitos sobre a competências para legislar sobre o assunto somente serão resolvidos pelo Supremo Tribunal Federal, que já possui julgados sobre o tema e majoritariamente vem revogando leis municipais restritivas e reafirmado a competência federal”, finaliza Gomes.

 


Francisco Gomes Júnior - advogado sócio da OGF Advogados, formado pela PUC-SP, pós-graduado em Direito de Telecomunicações pela UNB e Processo Civil pela GV Law – Fundação Getúlio Vargas. Foi Presidente da Comissão de Ética Empresarial e da Comissão de Direito Empresarial na OAB.


Como fica o Airbnb após o julgamento do STJ?

No artigo, a advogada Marina Amari aborda peculiaridades e questionamentos do Airbnb, configurado como "contrato atípico de hospedagem"

 

A qualificação do contrato Airbnb emergiu como um debate intrigante. Seria locação por temporada? Hospedagem? Ou um contrato atípico?

Algumas peculiaridades do Airbnb suscitam questionamentos dessa ordem. É comum que o imóvel seja reformado para suportar mais pessoas, e que haja uma alta rotatividade em razão das sequenciais contratações da plataforma. O uso do imóvel costuma se dar em um curto período de tempo e podem ou não ser convencionados serviços auxiliares, como internet, lavanderia, alimentação, e assim por diante. Em outro vértice, também existem situações em que o imóvel é ofertado por vários meses e que serviços adicionais não estão inclusos.

O Airbnb adentra o que se tem chamado de economia colaborativa. Novas formas negociais são criadas e ofertadas ao público no intuito de facilitar o acesso ao serviço e englobar diferentes estratos.

No final de abril, o Superior Tribunal de Justiça, em julgamento do REsp nº 1819075/RS, entendeu que o Airbnb configura “contrato atípico de hospedagem”, e que os condomínios residenciais poderiam impedir o uso dos imóveis para esse fim.

Antes disso, havia quem acreditasse que se trataria de locação por temporada, pois não teria a remuneração o condão de conferir o caráter de hospedagem. Em outra vertente, os defensores da qualificação pela hospedagem, geralmente contrários à possibilidade de utilização da plataforma em condomínios residenciais, argumentavam que a característica emergiria da curta duração do contrato, bem como dos serviços ofertados pela plataforma, aptos a atrair o caráter comercial da atividade.

Até o ano passado, no julgamento do REsp nº 1819075/RS, o Ministro Luis Felipe Salomão, relator do aresto, havia votado pela impossibilidade de os condomínios restringirem a operação Airbnb, em atenção à possível violação do direito de propriedade. O Ministro compreendia que não se tratava de contrato de hospedagem, dado que seria essencial à hospedagem a oferta de um plexo de serviços, como limpeza, arrumação, portaria e afins. No caso específico analisado pelo STJ, havia, de maneira acessória, a concessão de serviços de lavanderia e internet.

O processo estava com vistas do Ministro Raul Araújo, que abriu a divergência. O Ministro apontou que a atividade do Airbnb desvirtuaria a finalidade residencial do condomínio. Compreendeu que se trataria de “contrato atípico de hospedagem porque também inexistente, nas peculiares circunstâncias em que se dá a prestação do serviço, qualquer estrutura ou profissionalismo suficiente, exigidos na legislação pertinente, para a caracterização da atividade como empresarial e, assim, atrair a incidência da Lei 11.771/2008, referente ao turismo e à atividade de hospedagem típica”.

Todavia, qualificar o Airbnb como contrato atípico de hospedagem é uma contradição em termos.

Contratos típicos são aqueles que possuem uma disciplina jurídica prevista pelo ordenamento. Tanto a locação quanto a hospedagem são contratos típicos. Logo, se o STJ afirma que o Airbnb é um contrato de hospedagem, é necessário também reconhecer que as normas da Lei 11.771/2008 a ele se aplicam. A decisão, portanto, deve ser entendida no sentido de que o Airbnb não se identifica totalmente à hospedagem — tanto é assim que o STJ declarou que a Lei 11.771/2008 não se ajusta ao Airbnb.

Importante frisar que a estipulação de contratos atípicos é assegurada pelo ordenamento (art. 425, Código Civil). Significa dizer que os contratantes podem livremente criar negócios, desde que não violem normas de ordem pública. Aliás, é natural que novos contratos sejam constantemente criados e aperfeiçoados, em razão da criatividade negocial e à necessidade de aprimorar as técnicas utilizadas no meio, a fim de obter maior lucro e eficiência.

A princípio, tais contratos são regulados pelas normas gerais sobre obrigações e contratos dispostas no Código Civil. Dessa forma, não há qualquer óbice ao reconhecimento de que o Airbnb configura contrato atípico, puro e simplesmente.

O cuidado é necessário em razão das diferentes consequências jurídicas a serem tomadas pelo intérprete ante à lacuna legislativa sobre o tema. Se compreendido o Airbnb como hospedagem, forçoso crer pela aplicação da legislação sobre o contrato, conforme acima mencionado. Todavia, se compreendido que o Airbnb é locação por temporada, adotam-se os dispositivos existentes na legislação do inquilinato sobre essa modalidade, fato que pode impactar a interpretação de que os condomínios poderiam proibir a atividade. Vale destacar, inclusive, que a curta duração dos contratos de locação por temporada não afasta, por si só, o argumento de que não seria possível qualificar o Airbnb dessa forma, dado que a Lei de Locações prevê apenas um prazo não superior a 90 dias, sem que haja vinculação a um mínimo temporal.

Muito embora a decisão do STJ não tenha sido proferida em caráter vinculante, abriu-se o caminho para que as convenções de condomínio possam afastar a utilização das unidades para tal fim de maneira expressa. Decisões em sentido semelhante já podem ser vistas, por exemplo, nos tribunais de São Paulo e do Paraná[1].

Não se pode deixar de considerar, contudo, que tal julgado foi prolatado em um contexto muito especifico, sendo inadequado afirmar peremptoriamente que o Airbnb está proibido nos condomínios, com exceção dos casos em que há estipulação condominial nesse sentido. Não se deve perder de vista, também, que as particularidades do caso concreto, como acima mencionado, exigem uma acurada análise a respeito do Airbnb, sendo conveniente não adotar tal premissa sem ponderada análise.




Marina Amari - mestre em Direito pela Universidade Federal do Paraná, advogada no escritório Assis Gonçalves, Kloss Neto e Advogados Associado

 

[1] TJPR - 9ª C.Cível - 0000515-50.2019.8.16.0001 - Curitiba -  Rel.: Des. Domingos José Perfetto -  J. 20.05.2021; TJSP, Apelação Cível 1057128-88.2019.8.26.0100; Rel. Des.: Francisco Occhiuto Júnior; Órgão Julgador: 32ª Câmara de Direito Privado; Foro Central Cível - 26ª Vara Cível; Data do Julgamento: 04/05/2021; Data de Registro: 04/05/2021


Novo estudo da Collinson revela que as pessoas pretendem voar seis vezes no próximo ano

• Espera-se que os viajantes que eram passageiros frequentes antes da Covid-19 façam quase seis voos nos próximos 12 meses, sublinhando seu desejo de viajar o quanto antes

• 78% atribuem estar vacinado contra a Covid-19 como fundamental para sua confiança na segurança das viagens aéreas e 74% desejam um passaporte de vacinação

• A quarentena de alguns países segue sendo um grande impedimento às viagens internacionais, com 72% a citando como motivo para não viajar

• 48% têm mais chance de usar o acesso a salas VIP de aeroportos do que antes da pandemia

 

Uma nova pesquisa divulgada pelo Priority Pass, da Collinson, revelou que os passageiros frequentes pré-pandemia estão prontos para voltar a embarcar, afirmando que esperam viajar quase seis vezes nos próximos 12 meses. Comparado com as médias pré-Covid, de quase 10 voos por ano, isso representa uma recuperação de 61% em relação às viagens em 2019.

A pesquisa global analisou as opiniões de mais de 46.000 associados do programa Priority Pass™ da empresa e mostra que as viagens a lazer responderão por mais da metade das viagens (55%) feitas no próximo ano. Embora a recuperação das viagens a negócios vá ser mais lenta, há uma demanda dos passageiros frequentes por seu retorno, com a expectativa de que esse tipo de deslocamento vai representar 45% dos voos feitos globalmente no próximo ano.


Viajantes prontos para um recomeço

Mais de um ano se passou desde o início da pandemia, e a vida e os planos de viagem das pessoas continuam sendo impactados. Nos últimos meses, contudo, o processo de vacinação em andamento pelo mundo trouxe uma nova esperança para quem anseia pelo retorno das viagens.

Quando questionados sobre a possibilidade de viajar de avião nos próximos 12 meses, 78% dos associados expressaram sentimentos de entusiasmo e 61% se sentiam confiantes, resultados que, certamente, serão reconfortantes para o setor de viagens.

As viagens domésticas (em 64%) devem ter uma recuperação maior do que as viagens internacionais (em 59%), em comparação com os níveis de 2019.

Em um estudo realizado em junho deste ano pelo Melhores Destinos - site brasileiro de promoções de passagens aéreas, 27,15% dos 5.956 participantes do levantamento afirmaram que já voltaram a viajar pelo Brasil e outros 76% disseram que pretendem viajar pelo país ainda esse ano.

Também de junho, pesquisa do site de reservas Booking.com apontou que o Brasil é o terceiro país com a população que mais sonha em viajar ainda neste ano, representando 76% do total de brasileiros entrevistados, empatando com os indianos e atrás dos israelenses (80%) e vietnamitas (82%). Outro dado de destaque é que 1 em cada 5 brasileiros já comprometeu uma parte da renda para viagens, mesmo com o setor de turismo parado.


Mudanças nas expectativas das experiências de viagem

O desejo de manter os riscos à saúde o mais baixos possível resultou em mudanças nas maneiras como as pessoas vivenciam as viagens aéreas, com o objetivo de manter o contato externo ao menor nível.

• 22% têm mais chance de fazer voos curtos;

• 24% têm mais chance de usar instalações sem pessoas, tais como quiosques de passaportes biométricos;

• 48% têm mais chance de usar o acesso a salas VIP de aeroportos do que antes da pandemia;

• 20% têm mais chance de pedir alimentos e bebidas com antecedência e retirá-los antes da partida;

• 49% indicaram que o distanciamento social e transações sem contato no aeroporto são de importância relativamente alta ao viajar.


Vacinação cria um ambiente de esperança

Os motivos por trás da crescente confiança nas viagens incluem a disponibilidade de vacinas contra a Covid-19, com 78% dos viajantes mundiais admitindo que se sentem mais confiantes em relação à segurança das viagens aéreas com mais pessoas sendo vacinadas, enquanto 40% dizem que viajarão um mês depois de receber a vacina. Embora a vacinação ainda não tenha sido concluída no mundo todo, sua disponibilidade continua gerando esperança, assim como as discussões sobre certificados digitais de saúde, com 74% dos entrevistados afirmando que gostariam de utilizar um.

Ao mesmo tempo, 76% dos associados afirmam que se sentiriam confiantes para viajar internacionalmente se a vacinação se tornasse uma medida obrigatória. Esse sentimento é corroborado por outros 64% dos viajantes que concordam que os testes de Covid-19 e o uso de certificados digitais de saúde os encorajariam a viajar para o exterior.


Quarentenas vistas como ineficientes

A pesquisa também mostra que, embora medidas de quarentena sigam sendo aplicadas ao redor do mundo, somente 29% dos viajantes sentem que se trata de uma medida de segurança essencial, enquanto outros 72% a veem como um grande impedimento às viagens internacionais. Explorando mais a fundo os motivos por trás desse sentimento amplamente negativo em relação à quarentena, 70% culpam os custos adicionais envolvidos e a natureza imprevisível das regras de quarentena, enquanto 61% relutam em passar tanto tempo dentro de casa, um achado que provavelmente está ligado à crescente ênfase no bem-estar mental ao viajar.

David Evans, CEO Conjunto da Collinson, afirma: "Nossa pesquisa mostra a confiança que os viajantes frequentes têm no ano seguinte, o que é imensamente encorajador; no entanto, isso sozinho não levará o mundo a voltar a viajar com segurança. Cabe agora aos governos ao redor do mundo entrar em acordo e alinhar-se em relação a um programa efetivo para retomar as viagens internacionais frequentes, empregando certificados digitais de saúde, juntamente com testes antes da partida e na chegada, para reduzir ou remover o tempo de quarentena, ao mesmo tempo mantendo os viajantes a salvo."

Com o evidente apetite por viajar e a esperança no alinhamento dos governos, o setor precisa estar preparado.

Henrique Donnabella, Diretor Geral da Collinson Brasil, afirma: "Está claro que os viajantes que eram passageiros frequentes antes da COVID-19 estão prontos e esperando para embarcar, contanto que as medidas certas, como distanciamento social e transações sem contato, estejam em vigor. Mas a experiência de viagem mudará, com uma demanda dos viajantes por mais automação e espaços com distanciamento social, como salas VIP, a fim de equilibrar as dificuldades do ano que passou. Assim, todos os players do ecossistema de viagens precisam estar totalmente preparados para administrar o grande aumento, que tende a ocorrer, com o objetivo de oferecer uma jornada de retorno que seja o mais tranquila e agradável possível. A comunicação e a colaboração entre todos os players do setor de viagens, e, por sua vez, com os viajantes, serão essenciais."


Sobre os dados

Realizou-se uma pesquisa on-line com 46.830 associados do Priority Pass de 15 a 17 de março de 2021. Destes, 52% eram viajantes a lazer e 24% eram viajantes a negócios - embora alguns entrevistados tenham respondido tanto da perspectiva do viajante a lazer quanto do viajante a negócios. A pesquisa foi realizada em mercados na África, APAC, Europa, Oriente Médio, América do Norte, América Central, América do Sul e Caribe.


Identifique sites falsos em 6 passos

Na era da transformação digital, saber como identificar sites falsos não é apenas útil; é absolutamente necessário para se proteger online. Saber como localizar um site fraudulento pode proteger sua identidade pessoal e profissional, suas informações financeiras e logins de seu e-mail e mídia social.

As fraudes por e-mail dispararam no Brasil nos últimos meses, grande parte por conta da pandemia. Com mais pessoas em casa, usando mais telefones celulares e computadores para fazer compras e transações bancárias, os golpistas aproveitam para fazer novas vítimas. É o que mostra pesquisa da Febraban. Entre janeiro e fevereiro de 2021, houve um aumento de 100% nos ataques de phishing em relação ao mesmo período de 2020.

Na América Latina, um estudo da Microsoft e da Marsh mostra que mais de 30% das empresas na América Latina perceberam um aumento nos ataques cibernéticos como resultado da covid-19. O phishing é considerado o principal risco para as organizações.  No México, no ano passado, a Guarda Nacional desativou mais de 5.000 páginas da web falsas que se faziam passar por agências governamentais do país, bem como lojas de departamentos e até um time de futebol.

Para você não cair em golpes como esses, é essencial saber como identificar sites fraudulentos. Montei aqui um passo a passo para ajudar você nessa tarefa.

Como verificar um site

1. Verifique se o URL está com erros ortográficos

Um indicador importante de um site falso é uma URL com erros ortográficos – isso mesmo! Erros de ortografia. Os criminosos costumam alterar um pouco o nome de um URL, como usar amaz0n.com, ou podem alterar a extensão do domínio - como amazon.org em vez de amazon.com.

2. Verifique os selos

Um selo de site indica que ele é autêntico e, geralmente, você pode clicar nele para revelar mais informações sobre a página e como ela foi verificada.

 

3. Olhe além da fechadura 

O cadeado significa que um site é protegido por um certificado TLS / SSL que criptografa os dados do usuário. Você pode procurar o cadeado no canto superior esquerdo da barra de endereço. Existem três tipos de certificados TLS: Validação de Domínio, Validação de Organização e Validação Estendida. 

● Certificado de Validação de Domínio: verifica a propriedade do domínio. No entanto, os certificados DV não fornecem informações de identificação organizacional. Portanto, não é recomendável usar certificados DV para fins comerciais. 

● Certificado de Validação da Organização: as organizações são autenticadas pela CA (autoridade de certificação) em bancos de dados oficiais de registro de empresas. Este é o tipo de certificado padrão recomendado para um site comercial ou público. 

● Certificado de Validação Estendida: contém etapas de validação adicionais e oferece o mais alto nível de autenticação para proteger sua marca e seus usuários. As CAs podem exigir determinados documentos e contato pessoal para garantir que os certificados EV contenham informações comerciais legítimas. Eles são usados ​​pelas principais organizações do mundo para garantir a confiança do usuário, dando alta confiança de que o site é autêntico e de propriedade da entidade com a qual acreditam estar fazendo transações. 

Se um site não tiver proteção por um certificado TLS /SSL, a maioria dos navegadores exibirá um aviso de "não seguro". No passado, simplesmente procurar o cadeado era suficiente, mas com o aumento das fraudes online, você precisa olhar além para se resguardar.


 4. Site seguro X site fraudulento
O cadeado significa que as informações em um site são criptografadas e os navegadores irão considerá-las seguras. Só porque um site tem um cadeado não significa necessariamente que ele não seja falso. Pesquisas mostram que até metade dos sites falsos usados ​​para phishing agora têm um cadeado.
Normalmente, os fraudadores usam certificados DV: certificados TLS de baixo nível que algumas Autoridades de Certificação (CA) oferecem gratuitamente, de forma que eles só precisam provar que são donos do site para obter um certificado. Com os certificados DV, eles não precisam provar que a empresa é legítima. Às vezes, criminosos podem usar um certificado OV ou EV, mas como eles exigem mais dados para obtenção, incluindo comprovar o registro de uma empresa, pagar com um cartão de crédito válido e responder a consultas de CA, a maioria dos criminosos não consegue utilizá-los.
Sites falsos que usam certificados TLS geralmente são detectados, mas podem causar estragos até serem desativados.
 
5. Clique no cadeado e entenda as informações
Você deve olhar além do cadeado clicando nele uma vez para revelar mais informações. Se o site tiver o nível mais alto de autenticação, ao clicar no cadeado, será exibida a seguinte mensagem: “Emitido para: [Nome da empresa]” abaixo de “Certificado (válido).” Infelizmente, essa funcionalidade só funciona atualmente em navegadores de desktop. Mas, se você estiver no navegador do celular, consegue descobrir seguindo as orientações do tópico.
 
6. Teste a página com um verificador de sites
Em caso de dúvida, use um verificador de sites para saber se ele é seguro ou não. Uma verificação de página segura pode informar sobre quaisquer vulnerabilidades no site, se ele está usando criptografia e qual o nível de verificação dele.
 
Outras maneiras de verificar um site
Além de verificar se há algum bloqueio, o selo do site e executar a URL por meio de um verificador de site, procure também os seguintes indicadores de confiança em um site:
● Política de privacidade
● Política de devolução
● Dados de contato da empresa, como número de telefone e endereço
● Ortografia e gramática corretas
● Avaliações on-line (simplesmente dê um Google “avaliações de [nome do site]” para encontrar feedback on-line)
Em geral, evite quaisquer negócios que pareçam bons demais para ser verdade, porque provavelmente são golpes.
 
O que fazer se encontrar um site fraudulento
Se você acessou um site fraudulento, não forneça informações confidenciais, como detalhes financeiros, login e senha, códigos de verificação, login do Facebook ou mesmo seu nome e informações de contato. Em caso de dúvida, não o preencha. Além disso, não clique em links de e-mails desconhecidos, postagens online ou DMs.

E não se esqueça! Você deve denunciar um site falso para o Google Safe Browsing e fechá-lo imediatamente.

 

Diretor Sênior de Desenvolvimento de Negócios da Digicert

 

DigiCert

digicert.com ou siga @digicert


Região Sudeste registra gasolina mais cara do País no início de junho, aponta Ticket Log

Preço médio do combustível avançou 0,88% na comparação com o fechamento de maio


De acordo com o mais recente levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), os postos da Região Sudeste registraram a gasolina mais cara do País nas primeiras semanas de junho. O combustível foi encontrado nos postos a R$ 5,953, após alta de 0,88% na comparação com o fechamento de maio. Já o litro do etanol avançou 1,76% e foi encontrado a R$ 4,861.

“O diesel e o diesel S-10 no Sudeste também apresentaram aumento nos preços, mas na comparação com outras regiões, têm valores médios acima apenas da Região Sul. O diesel comum foi comercializado a R$ 4,567, após aumento de 0,40%, enquanto o diesel S-10 avançou 0,30% e foi encontrado a R$ 4,636”, pontua Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil.

Em Minas Gerais, tanto o diesel quanto o diesel S-10 foram comercializados pelo maior preço médio do Sudeste, a R$ 4,681 e R$ 4,731, respectivamente. Os maiores aumentos no valor por litro, no entanto, foram registrados em São Paulo, de 0,51% para o diesel comum, e no Espírito Santo, de 0,52% para o tipo S-10.

O etanol e a gasolina de maior preço médio foram encontrados no Rio de Janeiro. O etanol nos postos fluminenses avançou 1,96% e foi comercializado a R$ 5,410. Já no caso da gasolina, as bombas registraram valor médio de R$ 6,308 o litro, após a menor alta da Região Sudeste para o combustível, de 0,59%.

O etanol teve o aumento mais significativo em Minas Gerais, de 2,27% em relação ao fechamento de maio. E a gasolina avançou em São Paulo com a maior taxa, de 1,24%.

Nos postos paulistas, todos os combustíveis foram comercializados pelo menor preço médio da região. O diesel foi encontrado a R$ 4,499; o diesel S-10, a R$ 4,544; o etanol, a R$ 4,204; e a gasolina, a R$ 5,486.

O preço médio do gás natural veicular (GNV) na região avançou 3,67% neste início de junho. O combustível foi comercializado a R$ 3,868. No Espírito Santo, o valor médio mais alto por metro cúbico foi encontrado, de R$ 4,082, após redução de 0,46%. Rio de Janeiro apresentou o maior recuo, de 1,22%.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados à Ticket Log, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: 1 milhão ao todo, com uma média de oito transações por segundo. A Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais de 30 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários.



Variações e correlação gasolina x etanol

 



Ticket Log 

https://www.ticketlog.com.br/

https://www.ticketlog.com.br/blog/

https://www.linkedin.com/company/ticket-log/

https://www.instagram.com/ticket.log/

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Edenred

www.edenred.com.br

www.linkedin.com/company/22311673/

 

A avaliação psicológica no contexto do trânsito

A avaliação psicológica aplicada para condutores de todo o país têm sido realizada para diversas finalidades, como nas clínicas (para diagnosticar transtorno de estresse pós-traumático decorrente de acidentes de trânsito e dar suporte às intervenções em psicoterapia) e nas empresas de transporte (para selecionar motoristas de ônibus e realizar diagnóstico organizacional sobre estresse e qualidade de vida no trabalho).

Além dessas, existe também a avaliação psicológica pericial, conforme inserida no processo de habilitação de condutores. Essa é uma atividade tradicional do psicólogo do trânsito , regulada por leis e resoluções, e exercida pela maior parte (76,7%) desses profissionais, conforme pesquisa nacional do Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas, divulgada nos anos de 2009 e o mais recente em 2018.

Nesse caso, os psicólogos trabalham em clínicas credenciadas pelos Departamentos Estaduais de Trânsito (DETRANs) na prestação desses serviços, sendo responsáveis por avaliar pessoas para a obtenção da Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC) e da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e para a renovação, adição ou mudança de categoria.

O trabalho pode envolver ainda as juntas psicológicas, instauradas pelos órgãos de trânsito para julgar os recursos dos candidatos referentes ao processo de avaliação.

Existem pelo menos quatro passos para alcançar os resultados esperados da avaliação psicológica:

• Definir os objetivos da avaliação (como obtenção e renovação, adição ou mudança de categoria da CNH) e escolher os instrumentos e as estratégias adequadas (entrevistas diretas e individuais, testes psicológicos, dinâmicas de grupo), sendo essa uma prerrogativa do psicólogo, desde que devidamente fundamentados na literatura científica psicológica e nas normativas vigentes do Conselho Federal de Psicologia (CFP);

• Coletar informações, como tomada de informação, processamento de informação, tomada de decisão, autoavaliação/comportamento e traços de personalidade;

• Integrar as informações e desenvolver as hipóteses iniciais;

• Indicar as respostas e comunicar os resultados (se estão aptos, inaptos temporários ou inaptos), por meio de entrevista devolutiva e do documento escrito, por exemplo, laudo ou atestado, conforme se aplicar ao caso;

Cada uma dessas etapas requer desenvolvimento e integração de diversas competências. Especificamente sobre a primeira etapa, que inclui a seleção de testes e técnicas, existem alguns norteadores. Assim, o universo de testes e técnicas que serão possivelmente selecionados começa a ser mais delimitado em função de alguns aspectos, dentre eles:


1) Finalidade da avaliação

As pessoas que o procurarão serão somente aquelas pessoas com as seguintes finalidades: obter/renovar/mudar a sua CNH. Nessa avaliação pericial no processo de habilitação, em que o psicólogo contribui socialmente para a segurança viária, não há espaço para outras demandas a serem investigadas nesse momento específico, embora o profissional precise encaminhar a pessoa para outros profissionais para investigação, por exemplo, de algum transtorno mental ou comprometimento neuropsicológico.


2) Características do candidato

Idade, escolaridade e presença de deficiência física. Na avaliação para a CNH, jamais o psicólogo atenderá candidatos abaixo dos 17 anos para aquisição da carteira, uma vez que não é permitido por lei. Adicionalmente, a seleção dos testes psicológicos envolve a integração de outros conhecimentos que tornam a tarefa mais complexa.

Em conjunto, todos esses conhecimentos e habilidades embasam o que pode ser chamado de seleção dos testes psicológicos fundamentada em aspectos técnicos e científicos da psicologia, conferindo, portanto, mais autonomia, num sentido amplo da palavra, em vez das escolhas feitas exclusivamente com base nos hábitos de usar determinado instrumento aprendido na graduação, no baixo custo, na tradição ou na recomendação de uma pessoa mais experiente. Nesse caso, refletindo uma baixa autonomia do profissional e maior dependência.

Uma vez selecionado o teste psicológico, o trabalho não para por aí. Será preciso também o psicólogo do trânsito manter-se atualizado na área e aprimorar as habilidades no uso dos testes e técnicas psicológicas e no raciocínio clínico.

Afinal, nunca cessam as pesquisas sobre os processos psicológicos associados ao comportamento (seguro/inseguro) no trânsito e sobre os testes que podem ser usados. Isso porque, especificamente sobre os testes, os seus criadores e editoras precisam continuamente aperfeiçoá-los e demonstrar evidências de que são bons para medir ou predizer fenômenos psicológicos e comportamentais.

Desse modo, a existência do Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (SATEPSI) não significa que o profissional irá apoiar-se exclusivamente nele para sua escolha. Manter-se atualizado nos estudos dos testes usados frequentemente nas avaliações fará com que se possa extrair maiores informações dele para melhor fundamentar as conclusões do processo pericial, como também as orientações e os encaminhamentos. Com base no que foi discutido, percebe-se que o universo da avaliação psicológica no contexto do trânsito é amplo, sendo nosso dever estarmos cada vez mais preparados para cumprir nossa missão perante a sociedade, de contribuir com a segurança no trânsito e com a saúde e o bem-estar das pessoas no que diz respeito à mobilidade.

 


Fábio De Cristo - doutor em psicologia social, do trabalho e das organizações pela Universidade de Brasília (UnB). Atualmente, é professor adjunto na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), além de desenvolver pesquisas sobre saúde mental no ensino superior e sobre o comportamento no trânsito, com foco na investigação, a partir da psicologia ambiental e da avaliação psicológica.


Venda direta gera independência financeira para empreendedores de qualquer porte

Segmento cresceu de 10% em volume de negócios em 2020, segundo ABEVED. Na holding mineira AKMOS, comercializar produtos de saúde e bem-estar é protagonizar o crescimento profissional em um mercado em expansão

 

Há oito anos, a empresária Rafaela Guimarães, 31, estava desempregada, grávida e com perspectiva limitada de futuro. Precisava de sustento e fazia questão de cuidar da filha de perto. Começou como empreendedora revendendo produtos de bem estar e beleza da Akmos, holding multinível do setor de bem-estar e beleza. E, depois de 3 anos trabalhando com vendas diretas e formando equipe de vendas, abriu a primeira franquia da marca em Goiânia (GO). Um ano depois, a segunda loja em Brasília (DF). Juntas, as duas unidades movimentam R$ 500 mil por mês. E ela agora tem cerca de 5 mil revendedoras empreendendo em seu time. “O mercado de venda direta me empoderou em um momento de dificuldades financeiras e pessoais. E é isso que faço com minha equipe. Tenho maior prazer ensinar, estimular e dar suporte porque sei como é desafiador o começo. Mas com técnicas, confiança e ótimos produtos, todos podem chegar lá. E a Akmos oferece isso. Venci e quero levar aquelas que trabalham comigo ao mesmo lugar de sucesso”.

 

No ano passado, o Brasil bateu o recorde histórico da quantidade de empreendedores da história nacional chegando a 52 milhões de brasileiros que possuem negócio próprio, segundo levantamento da Global Entrepreneurship Monitor, GEM. E cerca de 30% do PIB anual veio daí. Edvaldo Francisco Dias tem 3 franquias da Akmos no Pará e uma em Manaus (AM). Ele conta que investiu em vendas pela internet e entrega em domicílio e conseguiu bons resultados até mesmo na pandemia “O cuidado com o bem-estar e a beleza está ainda mais necessário com a pandemia. As pessoas precisam ainda mais de cuidados e, por isso, vejo esse mercado como potencial para aqueles que precisam se reinventar também, sabe? O suporte da empresa é ótimo e tem cliente para comprar” comenta animado.

 

Em 2020, foram comercializados bilhões de itens (produtos e serviços) por venda direta no Brasil, que geraram um volume de negócios cerca de R$ 50 bilhões, ou seja, 10,5% maior que 2019. A força de vendas também cresceu 5,5% em 2020, ultrapassando 4 milhões de empreendedores, que atuam como revendedores diretos das empresas - revelam dados da Associação Brasileira de Empresa de Venda Direta, ABEVED. A Akmos tem se destacado no segmento de venda direta. A empresa registrou o aumentou em 60% a quantidade de empreendedores individuais totalizando cerca de 16.000 no país no primeiro semestre de 2021 comparado com mesmo período de 2020. A quantidade de lojas aumentou 10% e as projeções são otimistas este ano: aumento de venda de 40%. “Nossa empresa cresce porque cada um dos nossos empreendedores cresce junto. Fazemos questão de dar suporte no contexto geral e também individualizado para aumentar as vendas no formato multinível. A liberdade de horários e as ferramentas digitais têm somado muito. E aqui tem espaço para todos os perfis de empreendedores e portes de empresários” revela William Miranda, CEO da Akmos.

 

Haender Fernandes, 44 anos ex jogador de futebol profissional que se encontrou como empreendedor em Uberlândia. Ele está construindo sua carreira com as vendas diretas e tem planos para o futuro: “Acredito neste tipo de negócio para promover minha independência financeira. Já estou colhendo os frutos mesmo em épocas tão difíceis como agora, mas o mercado e a excelência na prestação de serviços ajudaram muito. E quero crescer ainda mais”. Para Eduardo Henrique Soares, Gerente de comunicação do grupo Akmos, fazer parte da transformação pessoal de cada um por meio do trabalho é um valor da empresa: “Nossa força é realmente mudar a história das pessoas. Nós vivenciamos isso. E estamos aqui de portas abertas para quem desejar tornar a vida melhor”.



 

Akmos

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