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segunda-feira, 7 de junho de 2021

Dez tendências de marketing e vendas para 2022

Divulgação

Um dos impactos visíveis no panorama econômico causados pela Covid-19 atinge o comportamento dos consumidores à medida que mudam sua forma de consumir e, por consequência, influenciam a dinâmica do mercado de diversos setores. Dessa forma, ações de marketing precisaram ser transformadas para acompanhar esse “novo consumidor”.  

Se antes da pandemia as lojas on-line já eram uma alternativa a mais para o empresário e comerciante, hoje vender pela internet é a principal atividade de muitos negócios. Em 2020, o atendimento ao cliente adquiriu ainda mais importância com o crescimento do tráfego no comércio on-line. Sem enxergar fisicamente seu público, tornou-se necessário entender o perfil do consumidor e oferecer atendimento personalizado, assim como, investir em modelos de negócio que correspondam às expectativas do cliente. A massificação do direct-to-consumer (D2C) é prova disso.

De acordo com a pesquisadora e professora de Comunicação, Marketing e Branding da Business School e Programa de Pós-Graduação da Universidade Positivo, Fabiana Mariutti, as relações de consumo e as estratégias de comunicação e marketing — seja no âmbito institucional, informacional, promocional ou puramente comercial — dependem de cada segmento de mercado ou setor econômico. 

"Muitos negócios inovam para conseguir sobreviver e surpreender seus clientes atuais ou em prospecção ao aplicar técnicas de negociação e estratégias de valor agregado como poderosos alicerces comerciais para fidelização. Em tempos difíceis para todos, diante das mais diferenciadas emoções e vivências desta longa pandemia, atender humanamente o consumidor — de forma presencial ou virtual — é a palavra que deve estar no propósito da marca e na missão, visão e valores de qualquer estratégia de um negócio", afirma a pesquisadora.

Ações e estratégias de marketing e vendas – que estão sendo adotadas visando à sobrevivência nos novos tempos – tornam-se ainda mais importantes nesse contexto. Especialistas apontam dez tendências que ganharam força durante a pandemia e seguem em alta para 2022.


Pesquisa por voz

Falar é mais natural e relativamente mais fácil do que digitar. É por isso que a pesquisa por voz faz todo o sentido. Na verdade, é uma inovação tecnológica brilhante que já altera a forma como o consumidor se comunica digitalmente. "A pesquisa por voz simplifica a procura de informações on-line, além de reduzir drasticamente o tempo de tela", salienta Marcio Pacheco, CEO da PhoneTrack, startup paranaense especializada em Inteligência Artificial aplicada à voz. Segundo um levantamento da Strategy Analytics, as vendas de alto-falantes inteligentes em todo o mundo chegaram, no primeiro trimestre de 2020, a 28 milhões de unidades, um resultado 8% maior que no ano anterior. Projeções estimam que para 2021 o aumento seja de 21% e que até 2024 as vendas cheguem a um total de 640 milhões de unidades. "Para tirar proveito dessa tendência, as marcas devem fazer os ajustes certos sobre como enquadrar os dados para responder adequadamente a esse comportamento emergente do consumidor", alerta Pacheco.


Inteligência Artificial

A inteligência artificial, o Big Data e o Analytics vêm ganhando cada vez mais espaço no mercado digital, uma vez que automatizam processos, e fazem a gestão de dados e análises. "Ao detectar padrões e facilitar a compreensão do comportamento dos consumidores, as ferramentas baseadas em inteligência artificial ajudam a operar de forma otimizada e com mais foco, proporcionando as melhores experiências aos clientes", afirma Pacheco. Tecnologias como o call tracking e o speech analytics, por exemplo, trazem informações detalhadas sobre as necessidades do consumidor por meio da análise da voz em ligações telefônicas, ajudando a mensurar campanhas, recuperar contatos perdidos e transformar ligações em novos leads.


Estratégia Omnichannel

A pandemia fez com que muitos estabelecimentos comerciais fechassem as portas, passando a atender apenas com a loja on-line. Outros ampliaram os canais, abrindo estratégias de venda por WhatsApp, delivery e drive-thru. Para Pacheco, adotar novos canais não significa abandonar os tradicionais. Segundo ele, um canal considerado ultrapassado por uma faixa da população pode ser o mais utilizado por outra. O telefone é um exemplo disso. Um levantamento da PhoneTrack mostrou que as ligações telefônicas voltaram a fazer parte da jornada do consumidor. Em 2016, 41% dos consumidores usavam o telefone para entrar em contato com uma empresa após pesquisa on-line. Em 2020, esse número saltou para 60%. Com cada vez mais canais de comunicação e venda, é importante estar onde o consumidor estiver, seja on-line ou off-line. "Mas é bom lembrar que as estratégias não podem ser as mesmas para todos os canais, pois cada um tem a sua particularidade e, às vezes, um público bem específico", ressalta.


Vendas em Redes Sociais

Cada vez mais, as mídias sociais, além de exercerem papel fundamental na execução de estratégias de marketing, também acabam ajudando na ampliação das vendas. Recentemente, o Instagram implantou o social commerce, que permite às lojas venderem seus produtos na rede social de forma parecida com os marketplaces da web. "A estratégia atrai o consumidor para a conversão dentro das próprias plataformas das redes sociais", afirma José Paulo Trigueiro, da Agência MKT Real. Segundo ele, em 2022, a tendência é que essa tecnologia seja ainda mais adotada e receba melhorias que impactem positivamente para empresas e clientes.


Holistic Health

A pandemia também fez as pessoas valorizarem mais a saúde e o bem-estar. Nesse sentido, o conceito de holistic health é usado no marketing e nas vendas para entender a saúde do consumidor de forma ampla, sob diferentes aspectos que representam o bem-estar. "É se reconhecer como um todo: somos a resultante de saúde física, mental, emocional, social, intelectual, e espiritual. A pandemia escancarou essa necessidade da gente se ver num contexto maior, e como seres complexos. No marketing não será diferente", afirma a gerente de marketing da Jasmine Alimentos, Thelma Bayoud.


Comunicação interna

"É importante entender as pessoas, sua individualidade, suas dores e personalizar a comunicação, principalmente com o público interno, que é o principal cliente de organizações de qualquer segmento", ressalta Cristiano Caporici, CMO da Tecnobank, empresa de tecnologia para negócios. Ele diz que a pandemia, o isolamento social e o trabalho remoto revelaram a importância da comunicação interna para o bom andamento das atividades da empresa. "Mesmo que o trabalho volte a ser 100% presencial, a lição aprendida com a pandemia é que a comunicação interna reflete diretamente nos resultados da companhia", garante Caporici.


Proteção e segurança de dados

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a crescente sensibilidade dos clientes tornam a proteção e a segurança de dados um desafio importante para as empresas que processam dados pessoais para fins de marketing e vendas. De acordo com Rogério de Lorenzo Leal, gerente de marketing da Central Sicredi PR/SP/RJ, a mudança desse paradigma, no qual os dados pessoais passam a ser cada vez mais entendidos como propriedade da pessoa e não das empresas, irá impactar muito todos os setores. "Tarefas que antes eram naturais para o mercado agora não poderão mais ser executadas sem o devido consentimento do consumidor. Como estamos vivendo um cenário no qual a venda on-line tem desempenhado vertiginoso crescimento, e nesse ambiente virtual a coleta de dados é fundamental, as empresas precisam estar conscientes dos reflexos que a nova legislação impõe antes de estruturar suas ações e estratégias comerciais", alerta Leal. Numa sociedade em que dados estão se transformando no novo petróleo, todo o mercado será muito impactado e exigirá das empresas maiores investimentos e estudos nesse setor. 


Marketing interativo

Um site bom, funcional e responsivo, projetado para oferecer a melhor experiência possível ao usuário, sempre foi essencial. No entanto, isso se tornou ainda mais fundamental com a pandemia. "Agora é necessário ir mais longe e pensar em novas iscas para atrair tráfego para o site da empresa", alerta Cesar Cantarella, CEO da DealerSites, startup que atua no segmento de e-commerce no setor automotivo. Para ele, no caso da negociação de compra e venda de um carro, por exemplo, a aposta é adicionar elementos interativos ao site, abrindo espaço para o cliente ser ouvido e fazer a sua proposta. "Quando o cliente tem a chance de, no próprio site da concessionária, abrir uma ferramenta que o permita pesquisar o valor de mercado do seu carro usado e apresentar as suas condições de negociação, isso acaba sendo determinante para a conversão", ressalta. 


Transparência

"Anunciar um produto sem o valor é o mesmo que criar um perfil nas Redes Sociais sem foto", compara Cantarella. Segundo ele, o marketing on-line deve ser transparente - sob o risco de perder o cliente para sempre. "No caso de automóveis, por exemplo, o site da concessionária é um canal para pesquisa de preços e modelos, além de relacionamento entre vendedor e consumidor. Se o preço não está lá, a confiança do cliente na empresa é abalada, pois ele busca informações claras e diretas, sem enrolação e sem ter que procurar muito", ressalta. O tráfego nos sites de concessionárias aumentou 35% durante a pandemia, segundo estudo da DealerSites. 


Responsabilidade Social

Uma coisa que a Covid-19 acelerou é a percepção da necessidade dos consumidores de que as marcas sejam mais socialmente responsáveis. "É cada vez mais comum consumidores utilizarem-se das redes sociais e da cultura de cancelamento para boicotar marcas corruptas, preconceituosas, que agridem o meio ambiente ou maltratam animais, por exemplo", explica Eliziane Gorniak, diretora do Instituto Positivo. Porém, ela ressalta que é essencial que a empresa tenha autenticidade e coerência nas ações de responsabilidade social que se propuser a fazer, antes de anunciar ao mercado.


Localização na lavoura muda a percepção da cana-de-açúcar em relação à passagem do tempo

Plantas situadas em áreas que recebem luz solar mais tardiamente ao amanhecer demoram até duas horas para iniciar a fotossíntese, revela estudo conduzido na USP. Trabalho foi apresentado durante a conferência BBEST 2020-21 (foto: Carlos Hotta/USP)


A despeito de compartilharem o mesmo espaço, os espécimes de cana-de-açúcar de uma lavoura percebem as transições nas fases do dia em momentos diferentes. Algumas se dão conta de que amanheceu e “despertam” com um atraso de até duas horas em relação a outras, como se estivessem em outro fuso horário.

Essa diferença na percepção das plantas em relação à passagem do tempo pode estar relacionada com sua localização na lavoura. Os espécimes situados no lado leste, por exemplo, recebem luz solar direta com antecedência de duas horas em relação aos que estão localizados na face oeste da plantação. Dessa forma, as células das folhas iniciam em momentos distintos a fotossíntese, por meio da qual produzem açúcares que serão usados para mantê-las e fazê-las crescer.

A descoberta, feita por pesquisadores do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP) por meio de um projeto apoiado pela FAPESP, pode contribuir para aumentar a produtividade dos canaviais.

O estudo foi publicado na plataforma bioRxiv, ainda sem revisão por pares, e apresentado em palestra durante a Brazilian Bioenergy Science and Technology Conference (BBEST) 2020-21.

O evento on-line, realizado no fim de maio, faz parte das atividades do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN) e ocorreu paralelamente à segunda edição da Biofuture Summit, promovida pela Plataforma para o Biofuturo – consórcio formado por 20 países, incluindo o Brasil, com o objetivo de fomentar soluções de transporte de baixo carbono e a bioeconomia.

“Observamos que a percepção da passagem do tempo pela cana-de-açúcar é afetada pela posição da planta na lavoura”, disse Carlos Hotta, professor do IQ-USP e coordenador do projeto.

O pesquisador e colaboradores têm se dedicado nos últimos anos a estudar o ritmo circadiano das plantas – os mecanismos moleculares utilizados por elas para ajustar o relógio biológico de modo a perceber a passagem do tempo e, assim, coordenar as funções fisiológicas.

Uma das perguntas que querem responder é como o relógio biológico das plantas contribui para a produtividade da lavoura e como isso pode ser útil para a agricultura.

Um experimento inicial, feito em 2002 por pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, onde Hotta fez seu doutorado, foi fundamental para avançar no entendimento dessa questão. Os pesquisadores observaram que versões da Arabidopsis thaliana, planta da família da mostarda, modificada geneticamente para superexpressar um gene marcador do relógio circadiano, fixavam menos carbono, tinham menor eficiência no uso de água e, em geral, eram menos produtivas do que as plantas do tipo selvagem.

“Essa constatação nos motivou a analisar o relógio circadiano de plantas com safras muito produtivas, como a cana-de-açúcar”, afirmou Hotta.

As análises de experimentos controlados com cana-de-açúcar em salas de cultivo e expostas à luz constante indicaram que a amplitude do relógio circadiano da planta é muito alta em comparação com outras culturas.

A planta expressa mais genes circadianos como o LHY, transcrito ao amanhecer, e o TOC1, expresso ao anoitecer, na transição entre a luz e a escuridão, do que a Arabidopsis, o milho, as gramíneas do gênero Brachypodium e o arroz.

“Vimos que mais de 30% das transcrições de genes da cana são reguladas pelo relógio circadiano. Isso é muito mais do que observamos em outras plantas usando técnicas de análise semelhantes”, disse Hotta.

A fim de analisar o ciclo circadiano da cana no campo, os pesquisadores fizeram um experimento em que colheram espécimes da planta com nove meses a cada duas horas, durante 26 horas, antes do amanhecer, logo depois do sol raiar e no dia seguinte.

Foram analisadas as folhas, o colmo apical – responsável pelo alongamento do caule – e um colmo mais abaixo, que armazena açúcar. Os resultados das análises mostraram que as folhas apresentavam maior expressão de genes circadianos do que os entrenós. As plantas também apresentavam um pico de expressão do gene LHY no início do dia e de produção de metabólitos mais tarde em comparação com espécimes mais novas, com quatro meses.

“Com base nessa observação, levantamos a hipótese de que o atraso no pico de expressão do gene LHY nas plantas mais velhas, com nove meses de idade, poderia estar relacionado com o fato de terem sido sombreadas umas pelas outras na lavoura. Dessa forma, estariam sofrendo um atraso na detecção da luz solar ao amanhecer”, contou Hotta.

A fim de testar essa hipótese, os pesquisadores analisaram a expressão do gene LHY em espécimes da planta situadas em diferentes áreas da lavoura, como na parte leste, que recebe luz solar mais cedo, e na oeste, iluminada mais tardiamente.

Os resultados das análises indicaram que o pico de expressão do gene LHY é atingido mais tarde nas plantas localizadas na parte oeste em comparação com as situadas no lado leste da lavoura.

“Assim como para os humanos, dormir duas horas a mais ou acordar duas horas antes faz uma grande diferença para as plantas”, afirmou Hotta.

Também foram observadas diferenças na expressão de LHY entre as plantas em distâncias muito menores, de centímetros entre elas.

“Estamos observando que os microambientes são capazes de causar mudanças no relógio circadiano das plantas. Apesar de dividirem uma mesma lavoura, as plantas se comportam como se estivessem vivendo em fusos horários diferentes”, disse Hotta.

O artigo Field microenvironments regulate crop diel transcritpt and metabolite rhythms (DOI: 10.1101/2021.04.08.439063), de Luíza Lane Barros Dantas, Maíra Marins Dourado, Natalia Oliveira de Lima, Natale Cavaçana, Milton Yutaka Nishiyama-Jr, Glaucia Mendes Souza, Monalisa Sampaio Carneiro, Camila Caldana e Carlos Takeshi Hotta, pode ser lido na plataforma bioRxiv em www.biorxiv.org/content/10.1101/2021.04.08.439063v1.
 

 

 

Elton Alisson

Agência FAPESP

https://agencia.fapesp.br/localizacao-na-lavoura-muda-a-percepcao-da-cana-de-acucar-em-relacao-a-passagem-do-tempo/36045/


Saiba como o auxílio emergencial americano de 1400 dólares pode prejudicar a economia do país

Nos últimos dias tivemos uma novidade lançada por Joe Biden que pode ter deixado muitas pessoas felizes. Trata-se de um auxílio emergencial para todos os americanos e tem como objetivo aquecer a economia do país. A proposta pode agradar muitas pessoas, especialmente aqueles que são mais direcionados para o partido democrata, à esquerda e às políticas assistencialistas. No entanto, é preciso lembrar que o valor está saindo de um lugar em que poderá fazer falta e é preciso pensar no dia de amanhã.

O dinheiro é um poder finito, então quando ele é tirado de determinado lugar e aplicado em outro, passa a faltar onde ele estava anteriormente. É possível comparar a situação com a do Brasil em meados de 2020 com a distribuição do auxílio emergencial, em que eu vinha alertando a respeito do risco de aumento da inflação. Atualmente, o Brasil já apresentou duas mudanças de metas devido ao crescimento constante dos valores, impactando na perda do valor da moeda (real) e aumento de preços de diversos produtos.

O congresso americano está atualmente discutindo a aprovação da quarta e quintas parcelas referentes ao “Stimulus Check” de até US$ 1400.00 por pessoa com o intuito de melhorar a economia. Todos que fizeram a declaração de imposto de renda nos últimos anos receberam esse auxílio, inclusive eu mesmo, mas optei por não utilizá-los para evitar problemas caso eventualmente surja alguma cláusula restritiva, relacionada a esses benefícios.

Uma das coisas que me chamou atenção nas últimas notícias é a respeito de uma petição com mais de 2 milhões de assinaturas enviada ao congresso para que seja aprovado a liberação de US$ 2000.00 por pessoa ao mês, sem determinar o período de tempo. A iniciativa é de uma comerciante do Colorado, Stephanie Bonin.

Muitos devem pensar que isso é realmente uma ótima opção para os Estados Unidos. Para famílias com esposa, marido e um único filho, a ajuda pode chegar à soma de US$ 6000.00, um valor  até mais alto do que a família ganharia normalmente trabalhando. Esse auxílio gera o que vem acontecendo nos últimos meses: pessoas abandonando o emprego, pois já recebem do governo, aumentando a taxa de desemprego e iniciando o ciclo do assistencialismo, que não aquece a economia.

Com essa situação em andamento, é possível que seja necessária a emissão de moeda, algo que o país historicamente faz com frequência, mas que não é saudável para a economia. Desde o início da pandemia, ainda na gestão de Donald Trump, vimos que existe uma pressão pela queda do dólar, vindo tanto da China quanto da Rússia, que age indiretamente.  

A emissão do valor sugerido por Bonin, quando multiplicada pela população dos Estados Unidos, pode chegar a 800 bilhões de dólares ao mês e os US$ 1400.00 que estão sendo analisados pelo congresso americano já ameaçam a alta da inflação, especialmente em um momento em que o governo está atuando no aquecimento da economia com a impressão de novas notas. Ainda assim, acredito que pelo menos mais uma parcela deve ser aprovada nos próximos dias.

No momento, muitas cidades estão com políticas de reabertura, o que por si só é um indício de que os negócios voltam a lucrar e melhorar a situação financeira das pessoas após esse período de pandemia. Tenho certeza que o trabalho pode ser mais benéfico para o país do que a política de sustento.

 

Daniel Toledo - advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em direito Internacional, consultor de negócios internacionais e palestrante. Para mais informações, acesse: http://www.toledoeassociados.com.br.  Toledo também possui um canal no YouTube com quase 110 mil seguidores https://www.youtube.com/danieltoledoeassociados com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Ele também é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB São Paulo e Membro da Comissão de Direito Internacional da OAB Santos.

 

Toledo e Advogados Associados

http://www.toledoeassociados.com.br

Inocuidade dos Alimentos: um assunto que precisa estar sempre em discussão

No dia 07 de junho, marcado por ser o Dia Mundial sobre o tema, integrantes das comissões do CRMV-SP ressaltam a importância de debatê-lo


A pandemia de Covid-19 tem levantado alguns questionamentos acerca da inocuidade dos alimentos. Um deles é em relação à segurança alimentar, ou seja, o acesso de todos a alimentos de qualidade. Outra dúvida é referente à sanidade dos produtos consumidos.

Todos os anos, uma em cada dez pessoas adoece após consumir alimentos infectados por bactérias, vírus, parasitos ou substâncias químicas prejudiciais à saúde, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). Por isso, os cuidados com os alimentos são tão importantes e vão desde o transporte, processamento e comercialização até a conservação e preparo. 

A zootecnista Tabatha Silvia Rosini Lacerda, que integra a Comissão de Responsabilidade Técnica do Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP), diz que a segurança alimentar e nutricional consiste no direito dos indivíduos de terem acesso regular e contínuo a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente. 

“Uma alimentação saudável é rica em proteínas, vitaminas e minerais e deve prover todas as necessidades das pessoas, variando com sua faixa etária e composição corporal”, explica. 

Nesse desafio entra o trabalho importante dos profissionais da Medicina Veterinária e da Zootecnia. Com a responsabilidade de acompanhar a cadeia produtiva de alimentos de origem animal, eles contribuem para garantir que estes não apresentem danos ou riscos à saúde.

“Do campo à mesa do consumidor temos a atuação desses profissionais, que trabalham arduamente para que nenhuma etapa do processo de produção de alimentos de origem animal seja comprometida. A busca incessante pela inocuidade do alimento e de novas tecnologias que reduzam as perdas nutricionais durante o processamento dos alimentos é primordial”, destaca Tabatha.

Prevendo crescimento exponencial da população, necessidade de alimentação adequada a todos e prevenção de doenças, torna-se imprescindível a discussão constante sobre quantidade, qualidade e inocuidade dos produtos. “Se faz totalmente necessário um conjunto de ações que deve ser intersetorial, interdisciplinar e participativo”, acrescenta. 


Desafios

Ricardo Moreira Calil, presidente da Comissão Técnica de Alimentos do CRMV-SP, concorda que o grande desafio do mundo moderno é fazer com que a produção de alimentos possa ser suficiente em quantidade e qualidade, tendo preço acessível ao maior número de pessoas. Porém, de acordo com Calil, só isso não basta.

Para ele, os alimentos são fundamentais ao bom funcionamento do organismo e, por isso, devem receber os cuidados necessários para não causar danos à saúde de quem os consome. 

“A segurança dos alimentos tem que ser um tema em permanente discussão pela sociedade, para que a população possa entender melhor o seu papel na escolha de um produto que atenda suas necessidades e que preserve a sua saúde”, enfatiza.

Por isso, a importância de se optar por alimentos que tragam os selos de inspeção (SIF, SIM e SIE) e informações sobre a origem dos produtos. Outro recurso que ganha espaço no mercado nacional é a rastreabilidade, capaz de permitir que os consumidores tenham informações do alimento em seus diversos estágios de produção, processamento e distribuição.  

“Considerando todas as necessidades do ser humano, hoje não há alternativa: a discussão sobre produção de alimentos precisa ser colocada em primeiro lugar. É por meio de uma alimentação saudável e disponível para todos que se obtém saúde, bem-estar e desenvolvimento da população”, avalia a zootecnista.

 



Sobre o CRMV-SP

O CRMV-SP tem como missão promover a Medicina Veterinária e a Zootecnia, por meio da orientação, normatização e fiscalização do exercício profissional em prol da saúde pública, animal e ambiental, zelando pela ética. É o órgão de fiscalização do exercício profissional dos médicos-veterinários e zootecnistas do estado de São Paulo, com mais de 44 mil profissionais ativos. Além disso, assessora os governos da União, estados e municípios nos assuntos relacionados com as profissões por ele representadas.


Impacto da participação dos pais na vida escolar das crianças

"Puxa, professora, o problema é que meu filho odeia ler". Ouço com muita frequência esse tipo de desculpa para justificar a falta de repertório do filho no texto. As notas baixas, dizem eles, são por conta desse bendito celular. Não tem como competir. De fato, devo concordar que as redes sociais são sim tentadoras e, olhando por esse lado, não dá exatamente para dizer que eles não leem; leem até muito, mas nada (ou muito pouco) que agregue valor ou conhecimento. Mais uma coisa para a lista de culpa dos pais, talvez esta esteja até no topo: a atenção à rotina escolar.

Segundo Nicholas Papageorge, economista da Universidade Johns Hopkins, duas pessoas que são geneticamente semelhantes podem ter pontuações surpreendentemente diferentes no teste de QI porque algumas famílias, geralmente as mais ricas, investiram mais em seus filhos: alimentando-os bem, lendo para eles em taxas mais altas e inscrevendo-os em mais atividades.

O papel dos pais, portanto, é preponderante. No entanto, participar da vida escolar do filho não é fácil. Afinal de contas, os pais também devem ter repertório para poder cobrar um. Como tornar um filho leitor se eles mesmos não o são? Como convencer de que a leitura te faz melhor se a própria definição de pessoa melhor não me é clara? Aliás, a atriz Reese Witherspoon faz uma excelente interpretação de uma mãe obcecada pela rotina escolar dos filhos na série Big Little Lies. O equilíbrio nem sempre é fácil. Mas há algumas unanimidades.

Participar da vida dos filhos não é fiscalizar professor ou tolher acesso a certo tipo de conhecimento, mas sim oferecer o contato com o contraditório para que, a partir de informações, a criança e o adolescente consigam formar sua opinião. Quando se participa da vida escolar, percebe-se que a liberdade de ensinar deve ser soberana. Os docentes nunca deveriam ser auditados pelas suas opiniões. Participar da vida escolar do filho é defender a escola como instituição, é lutar contra seu sucateamento e a favor da laicidade. É combater o desrespeito, enaltecer as diferenças e ensinar a tolerar. 

Participar da vida escolar do filho é dar poder a ele por meio das palavras e do conhecimento e não ensinar a força pela violência, como bem distingue Hannah Arendt. Participar da vida escolar dos filhos é, por vezes, aprender mais e melhor, é mudar de opinião, o que não exige mudar de caráter, apesar de que o conhecimento tem esse poder. Participar da vida escolar do filho é defender a rotina, as obrigações e os horários determinados pela instituição. Ou seja, é defender a cidadania.

Participar da vida escolar dos filhos é ficar mais tempo com eles, é ler para eles, é participar de atividades culturais, debater questões políticas, econômicas e sociais, é escolher junto. O respeito não deve vir 'porque eu sou seu pai/ sua mãe', mas porque todos devem ter lugar de fala e devem, sim, ser respeitados pelo que são, pelas suas escolhas. A boa escola dará continuação a isso, um papel suplementar. O tripé escola, família e aluno ainda continua sendo a base da formação de uma sociedade democrática. 



Candice Almeida - professora de Redação do Colégio Positivo e assessora pedagógica de Redação no Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e Desenvolvimento (CIPP) dos colégios do Grupo Positivo.


Energia solar ultrapassa 9 GW no Brasil, com 270 mil empregos e R$ 46 bilhões de investimentos, diz ABSOLAR

Segundo a entidade, setor pode trazer mais de R$ 139 bilhões em investimentos e gerar mais de 1 milhão de novos empregos ao País, nos próximos anos, com o marco legal da geração própria de energia renovável proposto pelo PL nº 5.829/2019, em curso na Câmara dos Deputados
 

 
 Novo levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) aponta que o Brasil acaba de ultrapassar a marca histórica de 9 gigawatts (GW) de potência operacional da fonte solar em usinas de grande porte e pequenos e médios sistemas instalados em telhados, fachadas e terrenos. Desde 2012, a fonte já trouxe mais de R$ 46 bilhões em novos investimentos ao País e gerou mais de 270 mil empregos acumulados. 

Segundo análise da ABSOLAR, o avanço da energia solar no País, via leilões para grandes usinas ou pela geração própria em residências, pequenos negócios, propriedades rurais e prédios públicos, é fundamental para reduzir o chamado “custo Brasil”, com uma energia elétrica mais competitiva aos brasileiros, reduzindo a ocorrência das bandeiras vermelhas na conta de luz da população e diversificando o suprimento de energia elétrica do País.
 
No segmento de geração centralizada, o Brasil possui 3,3 GW de potência instalada em usinas solares fotovoltaicas, o equivalente a 1,9% da matriz elétrica do País. Em 2019, a fonte foi a mais competitiva entre as fontes renováveis nos dois Leilões de Energia Nova, A-4 e A-6, com preços-médios abaixo dos US$ 21,00/MWh.
 
Atualmente, as usinas solares de grande porte são a sétima maior fonte de geração do Brasil, com empreendimentos em operação em nove estados brasileiros, nas regiões Nordeste (Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte), Sudeste (Minas Gerais e São Paulo) e Centro-Oeste (Tocantins). Os investimentos acumulados deste segmento ultrapassam os R$ 18 bilhões.
 
Ao somar as capacidades instaladas das grandes usinas e da geração própria de energia solar, a fonte fotovoltaica ocupa o sexto lugar na matriz elétrica brasileira, atrás das fontes hidrelétrica, eólica, biomassa, termelétricas a gás natural e termelétricas a diesel e outros combustíveis fósseis. A fonte solar já representa mais do que a somatória de toda a capacidade instalada de termelétricas a carvão e usinas nucleares, que totaliza 5,6 GW.
 
No segmento de geração própria de energia, são 5,7 GW de potência instalada da fonte solar. Isso equivale a mais de R$ 28 bilhões em investimentos acumulados desde 2012, espalhados pelas cinco regiões do Brasil. A tecnologia solar é utilizada atualmente em 99,9% de todas as conexões de geração própria no País, liderando com folga o segmento.
 
Segundo a entidade, a criação de um marco legal para a geração própria de energia, conforme proposto no Projeto de Lei nº 5.829/2019, de autoria do deputado federal Silas Câmara e relatoria do deputado federal Lafayette de Andrada, em curso na Câmara do Deputados, é prioridade no cenário atual. O marco legal irá fortalecer o desenvolvimento socioeconômico e sustentável no período de pandemia.
 
Para o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, o crescimento das energias renováveis fortalecerá a diversidade e segurança de suprimento elétrico do Brasil, aliviando a pressão sobre os recursos hídricos, cada vez mais escassos e valiosos, bem como reduzindo o uso de termelétricas fósseis, caras, poluentes e responsáveis pelas terríveis bandeiras vermelhas na conta de luz dos brasileiros.
 
“O estudo técnico de três anos, intitulado ‘Integração de Fontes Renováveis Variáveis na Matriz Elétrica do Brasil’, com participação do Ministério de Minas e Energia (MME), Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e Operador Nacional do Sistema (ONS), em parceria com a entidade do governo alemão Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), comprovou que é possível ampliar a participação das fontes solar e eólica, limpas, renováveis e competitivas, em mais de quatro vezes, com confiabilidade, segurança e estabilidade da matriz elétrica nacional”, explica.
 
O estudo desbancou o velho mito de que o País dependeria de termelétricas para dar suporte ao crescimento das renováveis. “Pelo contrário: na realidade, apontou que o equilíbrio do sistema quando há variações nos ventos e no sol é fornecido em especial pelas hidrelétricas renováveis, não pelas termelétricas fósseis. Por isso, a evolução para uma matriz elétrica 100% limpa e renovável é possível e depende mais de vontade e liderança política, do que de condições técnicas e econômicas”, acrescenta Sauaia.
 
“Somente na geração própria de energia, o setor solar pode trazer mais de R$ 139 bilhões em investimentos e gerar mais de 1 milhão de novos empregos ao Brasil até 2050, com o marco legal proposto pelo PL nº 5.829/2019”, afirma Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR. “Os benefícios da modalidade somam mais de R$ 173 bilhões no período, com a redução de custos no uso de termelétricas e redução de perdas elétricas, responsáveis pelos aumentos tarifários na conta de luz e pelas emissões de poluentes e gases de efeito estufa do setor elétrico”, conclui.

domingo, 6 de junho de 2021

Sensação de Exaustão Mental: saiba como lidar com ela

Excesso de informações e sentimentos provocados pela pandemia vêm provocando efeitos nocivos à saúde mental, incluindo dificuldade constante de concentração, insônia e até mesmo crises de ansiedade e depressão

Cansaço, estresse mental, tristeza. Esses são alguns dos adjetivos que podem descrever como anda a saúde mental da população um ano após o início da pandemia. Com o aumento de casos e mortes e novos lockdowns podendo ser decretados, a esperança de que a situação pudesse mudar vai sendo adiada, gerando ainda mais ansiedade na população.

Os dados confirmam a tendência. Um estudo encomendado pela revista Veja aponta que mais de 80% da população acha que a crise está demorando mais do que esperava e cerca de 73% veem o número de óbitos muito acima do que imaginavam. A preocupação em perder algum parente é grande para 48% dos brasileiros e cerca de 8% temem ficar desempregados. São medos que, aliados com uma rotina mais sobrecarregada de home office para muitos, abalam em muito o equilíbrio mental.

Para o psiquiatra Marco Abud, especialista no assunto, o excesso de informações acaba preenchendo nosso cérebro de tal maneira que resulta em um turbilhão de reflexões que, em alguns casos, leva a um descontrole emocional capaz de levar à dificuldade constante de concentração, insônia, e até mesmo crises de ansiedade e depressão.

"Não existe ainda um consenso que classifique o que vem sendo denominado de ‘aceleração do pensamento’ como um distúrbio, até por conta da necessidade de estudos científicos mais robustos que apontem com mais clareza para as causas e consequências dessa condição, mas de fato a dificuldade em parar de pensar traz efeitos nocivos para a nossa saúde geral. Entre as consequências estão a elevação no nível de preocupações e excesso de tarefas, o que faz com que acabem sendo desencadeados outros sintomas que impactam na nossa qualidade de vida. A exemplo disso, podem ocorrer a elevação dos batimentos cardíacos, sensação de fadiga, falta de ar, dor de cabeça e até outros sinais físicos que saltam aos olhos, como a queda excessiva de cabelos", explica.

Fundador do canal Saúde da Mente no YouTube, o maior sobre o tema no Brasil - somando atualmente mais de 1,5 milhão de inscritos - , Abud afirma que há formas para controlar esse tipo específico de ansiedade e que, com apoio médico, é possível passar a reconhecer os gatilhos responsáveis por desencadear o problema e aprender a frear seus avanços.

"Para muitos de nós, o celular se tornou instrumento de trabalho em tempo integral nesta pandemia, fazendo com que a nossa dependência em estarmos conectados 100% do tempo traga prejuízos gerais ao nosso bem estar físico e mental. Mas a partir de medidas simples, como criar o hábito de restringir o uso do aparelho em momentos como a hora das refeições e perto da hora de dormir, podem trazer de cara uma melhora efetiva na redução desses sintomas de aceleração".

Técnicas de controle da respiração e meditação, assim como a adoção rotineira de atividades físicas e de iniciativas que permitam que possamos sair do piloto automático, buscando outras formas de interação que façam com que o nosso cérebro relaxe, também são aliadas nessa busca pelo equilíbrio mental. E o médico enfatiza: não tenha receio de buscar aconselhamento especializado para lidar com essas questões.

"É essencial que deixemos de tratar os assuntos relacionados à saúde mental como tabu. Assim como sabemos que é preciso buscar apoio médico quando sentimos uma dor estomacal ou dificuldade para enxergar letras miúdas no momento da leitura, buscar o diagnóstico para transtornos que causam o desequilíbrio emocional não deveria ser motivo de dúvidas. O acompanhamento profissional irá garantir um olhar para os sintomas específicos de cada indivíduo e, de acordo com a gravidade do caso, indicar as condutas terapêuticas mais assertivas", reforça Abud.

Acima de tudo, a chave está em lembrar que, antes de qualquer outra urgência, o respeito a si mesmo deve prevalecer. "É impossível deixar a agenda de lado e esquecer os compromissos. Não há mal algum em fazer uma coisa de cada vez, e mesmo que a lista de tarefas pareça estar repleta de urgências, lembre-se de avaliar as reais prioridades e organizá-las numa ordem lógica antes de começar a fazer tudo de uma vez. Isso permitirá que você direcione a sua concentração e consiga concluir uma ação antes de iniciar outra, o que, certamente, trará muito mais proveitos ao final do dia. E não não deixe de estabelecer limites: pequenas pausas ajudam a ‘recarregar as baterias’ e é preciso criar uma agenda que limite as horas de trabalho - mesmo estando em home office - e garanta a preservação dos momentos de descanso", finaliza Marco Abud.

A seguir, confira cinco dicas para "desacelerar" os pensamentos e controlar a sensação de exaustão mental:



Desconectar

Os aparelhos eletrônicos se tornaram tão essenciais nas nossas vidas que parece não ser mais possível viver sem um celular por perto - e sem sinal de internet o mundo parece até que irá desabar. O problema é que esse vício em nos mantermos conectados, leva a um ciclo sem fim de excesso de informações que chegam por meio de redes sociais, aplicativos de mensagens e inúmeros outros canais de comunicação digital. Esse excesso, contudo, faz com que a nossa mente permaneça em alerta máximo o tempo todo. E o remédio para isso é um só: concentre-se no que estiver fazendo e largue o celular quando ele não for essencial para aquela atividade específica.



Organize uma lista de tarefas antes

A pandemia e toda adaptação ao home office trouxe a sensação para muitas pessoas de que falta tempo para dar conta do trabalho e ainda tocar os afazeres domésticos. Afinal, é preciso dar conta de participar de reuniões virtuais, produzir aquilo que é necessário para o bom andamento do trabalho, cozinhar as refeições (e lavar a louça), ajudar os filhos nas tarefas… Uma lista de tarefas que parece interminável, não é mesmo? Mas a verdade é que na maioria das vezes é totalmente possível dar conta de tudo isso sem abrir mão dos momentos de relaxamento e descanso. O poder de estabelecer limites cabe só a você mesmo e nem sempre aquela tarefa que parecia tão essencial precisa ser feita com urgência. Reflita e crie uma agenda, só assim será possível focar no que precisa ser feito sem deixar que o desespero te faça se autosabotar.



Faça pausas

Que tal aproveitar para almoçar com calma ao som das suas músicas favoritas? Ou talvez tentar sentar à mesa no mesmo horário que as pessoas que moram com você e aproveitar o momento para conversar um pouco sobre temas que sejam do interesse de todos? Vale também levantar no meio da tarde para tomar um cafezinho ou comer uma fruta longe do computador. Esses momentos de descontração e distração são excelentes para ajudar o cérebro a relaxar antes de retornar ao nível máximo de produtividade.



Pratique alguma atividade de lazer

Não é novidade que a prática de exercícios físicos traz benefícios para o corpo e a mente. Quando nos movimentamos o cérebro libera hormônios como endorfina, serotonina, dopamina e ocitocina, que provocam a sensação de bem-estar e, com isso, ajudam a controlar os níveis de estresse. Vale caminhar, dançar, praticar os mais variados esportes.


Mas não é só isso: tocar um instrumento, pintar, cozinhar, ler ou incluir qualquer outra ação na sua rotina que contribua para te trazer prazer e aliviar a tensão são sempre bem-vindos. Entre a comunidade médica também há um consenso sobre o valor das chamadas práticas integrativas, como a meditação e a ioga, que exercem papel essencial para o equilíbrio entre corpo e mente, ajudando no controle da respiração e relaxamento em prol da saúde mental.



Se sentir que algo está fora de controle, procure ajuda profissional

Quando tentar colocar as ideias em ordem se torna um motivo de desespero é hora de pedir apoio. Ainda mais diante desse período de mais de um ano de incertezas que seguimos enfrentando, é comum nos sentirmos desorientados, sem saber como processar o volume de dados, tarefas e preocupações que insistem em nos rondar. O aconselhamento médico profissional irá contribuir nesse processo de reencontro com o seu equilíbrio e te dar as ferramentas para lidar da melhor maneira com essas dificuldades.


Como encarar o erro como parte do processo de inovação?

Há bastante tempo, venho falando sobre inovação para empresas de diversos portes e segmentos. Infelizmente, na esmagadora maioria delas me deparo com um forte e robusto esquema que batizei de “sistema imunológico”.

Na biologia, o sistema imunológico é composto por diferentes células, tecidos, órgãos e moléculas que tem a função de proteger o nosso corpo contra infecções. Nas empresas, percebemos uma série de regras, padrões e convenções sociais que visam a preservação do status quo.

Esse comportamento também é amplamente conhecido como Síndrome de Gabriela. Para quem é jovem demais para se lembrar, a novela Gabriela, Cravo e Canela, que foi ao ar na década de 70, tinha como protagonista uma personagem embalada pelo hit “eu nasci assim, eu cresci assim, eu vivi assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim”.

Mais de quatro décadas depois, ainda tem gente achando que é melhor deixar tudo como está. Por outro lado, também tem muita gente acreditando que é preciso se abrir ao novo, fazer diferente, experimentar coisas novas. Fato é que nos dois grupos há um sentimento bastante preponderante: o medo de errar.

Sophia, a robô humanoide desenvolvida pela empresa Hanson Robotics, de Hong Kong, disse uma frase digna de filósofo em uma entrevista a um jornalista português: “o medo é o assassino da mente”. Consequentemente, o medo é também o grande assassino da inovação nas empresas.

Já identifiquei dezenas de serial killers por aí. Normalmente, eles estão sempre muito bem disfarçados e tendem a querer se passar por bons moços, dizendo coisas do tipo “É uma boa ideia, mas aqui não vai funcionar”, “Alguém já tentou isso antes?”, “Nos viramos bem sem isso até agora” e o pior de todos: “Conheço alguém tentou e foi demitido!”. Até o mais inovador dos inovadores se esmoreceria com esse tipo de colocação.

Segundo o dicionário, medo significa uma espécie de perturbação diante da ideia de que se está exposto a algum tipo de perigo, que pode ser real ou não. Na prática, quer dizer um sofrimento por antecipação. Uma angústia que nos toma e paralisa pelo simples receio das consequências de uma atitude – ou até mesmo da falta dela.

No caso das empresas, o medo mais comum é o de errar. Um projeto fracassado, uma ideia não exitosa, um produto que não foi um estouro de vendas. Nenhuma empresa está livre do erro. Ele faz parte do processo. Toda nova iniciativa está sujeita a ameaças e oportunidades, a vitórias e derrotas, perdas e ganhos, sucessos e fracassos.

O grande problema é que vivemos numa sociedade que valoriza as medalhas e esconde as cicatrizes, ignorando que são elas as grandes responsáveis pelo êxito. Estamos acostumados com quadros que ovacionam fotos dos funcionários mais brilhantes do mês, enquanto os que cometem falhas – por menor que sejam – têm suas cabeças cortadas a fim de servirem de exemplo aos demais.

Enquanto estivermos em ambientes que colocam os erros debaixo do tapete, tudo o que dissermos sobre inovação não passará da mais pura demagogia. Thomas Watson, que foi presidente da IBM, dizia que “se você quer aumentar a sua taxa de sucesso, precisa dobrar a sua taxa de fracasso”. A lógica é simples. Se quisermos manter tudo do jeito que sempre foi, não iremos inovar e correremos o risco de ser sucumbidos. Agora, se decidirmos abraçar a inovação, temos que estar preparados para correr riscos e aprender a lidar com os fracassos.

Será preciso criar ambientes de segurança psicológica, onde todos os indivíduos tenham espaço para se expressar e interagir com o grupo sem qualquer tipo de repressão por ideias tolas ou erros honestos. Precisaremos ressignificar o próprio sucesso, entendendo que inovação se faz muito mais com transpiração do que com inspiração.

Quem não acerta, aprende. E segue muito mais forte para a próxima batalha. O impossível só existe até alguém provar o contrário.

 

Marília Cardoso - consultora de inovação na PALAS, consultoria pioneira na ISO de inovação, a 56002.

 

 

 

Estudo revela mudança de hábitos de sono entre adolescentes durante a pandemia de Covid-19

Impacto na qualidade de vida entre estudantes do ensino médio mostra aumento da ansiedade e atraso no ciclo do sono de até 1,5 horas entre os jovens

 

Um estudo sobre os hábitos e mudanças no sono dos adolescentes durante a pandemia de Covid-19 pode ajudar a entender os impactos na saúde física e emocional dos jovens durante período de isolamento social decorrente da pandemia de Covid-19. 

Adolescentes têm maior necessidade de sono em comparação à idade adulta, além da ocorrência de um atraso natural do horário de início do sono. Durante a pandemia, os adolescentes puderam flexibilizar a programação de aulas e adaptar a grade às preferências de sono. Além disso, em algumas instituições as aulas online começam mais tarde do que as aulas presenciais habituais, além de não haver o tempo gasto no deslocamento para a escola. Tudo isso poderia ter um impacto benéfico na aprendizagem. No entanto, a pressão do confinamento, o medo do contágio e a ausência de contato presencial com amigos e parentes impactaram significativamente os adolescentes.

Preocupações como essas, somadas às mudanças no sistema das aulas e à maior exposição às telas de smartphones e notebooks acabaram por motivar uma mudança nos horários de sono sem, com isso, melhorar a qualidade dele. “Nossa hipótese era de que a pandemia de Covid-19 tivesse induzido um turno noturno do ritmo diário entre os adolescentes e que isso afetou negativamente a qualidade do sono – e de vida – de estudantes do ensino médio, o que se mostrou verdadeiro. A duração e a qualidade do sono melhoraram apenas entre os alunos que já tinham menor duração do sono antes da pandemia”, ressalta Pedro Genta, pneumologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo e um dos autores da pesquisa.

Os 94 alunos participantes do estudo foram questionados sobre horários habituais de dormir e acordar e responderam a questionários como o Pittsburg Sleep Quality Questionnaire (PSQI), à Escala de Sonolência de Epworth (ESS), ao Morning-Eveningness Questionnaire (MEQ) e ao World Health Organization Quality of Life Questionnarie (WHOQOL) antes e durante a pandemia. Após a comparação das duas fases do estudo, foi revelado que os alunos atrasaram em 1,5 hora os horários de dormir e em até 2 horas para acordar, em média. Houve também a alteração do cronotipo, ou seja, a predisposição natural de cada pessoa de sentir energia ou cansaço de acordo com o período do dia, que migrou para o anoitecer durante a pandemia.

A piora dos domínios físico e psicológico do WHOQOL e a melhora do domínio ambiental evidenciam as experiências conflitantes que os alunos do ensino médio estão enfrentando durante a pandemia, o que é preocupante, mas compreensível. “Durante o sono o sistema nervoso prepara o cérebro e o corpo para o dia seguinte, consolidando o que foi aprendido ao longo do dia. Esses dados poderão ajudar a entender melhor os impactos físicos e psicológicos nos jovens e, com isso, buscar soluções para ajudá-los a passar por esse momento”, conclui Genta.

 


BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo


‘Preciso estar sempre online para não perder nada’: saiba o que é F.O.M.O


Problema afeta cada vez mais pessoas devido aos hábitos digitais; para Leidiane Matinez, da Core Psicologia, apoio psicológico é essencial para combater o vício

 

Devido ao coronavírus, o isolamento social reforçou o distanciamento social, mantendo as pessoas em casa, e, consequentemente, aumentou o uso da Internet e potencializou os problemas de saúde mental. Um deles é o medo de ficar sem Internet e perder algo, doença conhecida como FOMO — sigla em inglês para fear of missing out, que em português se traduz em medo de estar perdendo alguma coisa. O Brasil é a segunda nação mais ‘viciada’ em internet do mundo, segundo o relatório Digital 2019. 

"Sinto, às vezes, uma ansiedade pela internet, acordar e já saber as mazelas do mundo. Então, nos dias que estou mais tranquila, tento levantar, ir para a sala, tomar café e ler, deixar o celular no quarto. Rola dias em que é maravilhoso, mas outros sinto uma falta", conta Suzana Pohia, de Porto Alegre.

A síndrome, descrita pela primeira vez em 2000 por Dan Herman, pode causar desde angústia e mau humor até depressão, afetando a vida pessoal e profissional de um indivíduo. Segundo especialistas, o medo é identificado principalmente em jovens e adultos até 34 anos, mas pode afetar pessoas de qualquer idade.


Sintomas: como diagnosticar?

Para diagnosticar uma pessoa com o FOMO é preciso, assim como com outras síndromes, procurar ajuda de um especialista, neste caso um psicólogo. No entanto, a própria pessoa ou família e amigos podem reconhecer quem esteja com FOMO, já que os sintomas são de fáceis percepção.

Geralmente, a pessoa não consegue passar muitas horas sem estar conectada, fica ansiosa por medo de perder algo no ambiente online, em eventos presenciais passa boa parte do tempo com o smartphone, além de ficar mais distraído, seja ao conversar pessoalmente com alguém em casa, na rua e em reuniões.

Para a psicóloga Leidiane, sócia da Core Psicologia, é preciso ter cuidado ao achar normal passar horas e dias sempre conectado independentemente da situação. “Como você usa a Internet? Aproveita o intervalo do almoço para checar as novas postagens ou precisa atualizar a timeline várias vezes durante o dia? Ao sair com os amigos, consegue se desconectar dela e aproveitar o momento ou não deixa o smartphone de lado nem por um minuto. São ações cotidianas, mas feitas em excesso que podem fazer com que qualquer pessoa tenha essa síndrome”, explica.

 

Apoio

A tecnologia é essencial para realizarmos as atividades, seja em casa ou no trabalho, e não dá para ficar sem usá-la. Para reduzir o vício/síndrome, a procura por um psicólogo para receber o tratamento adequado é fundamental, pois ajudará a entender que a pessoa tem a síndrome mesmo achando que não tem.

“Vale destacar que, ao contrário de outros vícios, nesse caso, o paciente não precisa ser completamente afastado do ambiente digital. O apoio psicológico ajudará esse paciente a entender que ficar toda hora conectado, seja postando ou vendo as postagens de outras pessoas, prejudica a vida dessa pessoa. Lembrando para ele que não é possível participar e ver tudo o que acontece", finaliza a especialista.

Instalar no smartphone ou computador um aplicativo que aponte quantas horas gasta em cada plataforma é outra alternativa. Outra dica é deixar comparações com a rotina dos outros de lado e focar em si mesmo, para ter uma vida melhor já que é muito comum a comparação de padrão de vida imposta nas redes sociais que afeta muitas pessoas.


Dicas:

Diminua o consumo de redes sociais;

Pratique atividades que não dependam do uso da internet;

Estabeleça limites para o uso da internet.


Desafios do trabalhador: lidando com a instabilidade em tempos de pandemia

Psiquiatra indica o risco de transtornos psiquiátricos e como evitá-los

 

A pandemia da Covid-19 trouxe novos modelos e desafios para trabalhadores enfrentarem.  Diminuição de renda, mudanças nas rotinas e fechamento dos comércios agora fazem parte do dia a dia e, junto deles, transtornos psiquiátricos podem surgir. Dentro dessa dinâmica do inesperado, funcionários e patrões precisam encontrar ferramentas para manter a saúde mental e o bem-estar. 

Além do aspecto financeiro, alterações na forma de trabalhar podem afetar a mente dos trabalhadores. Para a psiquiatra Regiane Kunz Bereza, a sensação de ser útil e de executar as tarefas ocupa papel fundamental na boa relação com o trabalho e consequentemente com a saúde mental.  

“O trabalho não é só nossa forma de manter a subsistência, ele também é uma fonte de gratificação importante. Pensando no contexto da pandemia, a maioria das pessoas encararam restrições nas rotinas de trabalho e isso gera uma insegurança em relação ao futuro, aumentando nosso sentimento de ansiedade e nos dando a constante expectativa de que algo de ruim pode acontecer”, afirma a psiquiatra.


Transtornos

Entre os transtornos psiquiátricos mais relacionados ao trabalho, está a Síndrome de Burnout, que se relaciona ao esgotamento físico e mental, apresentando sintomas semelhantes aos da ansiedade e da depressão com a diferença de associar-se às situações de trabalho. A doutora explica que sensações físicas como coração acelerado, falta de ar e pressão no peito toda vez que se pensa no trabalho ou se inicia a jornada laboral, além de apreensão relacionada ao ambiente de trabalho são sinais de que a procura por ajuda profissional é necessária. Para evitar que a situação chegue nesse ponto, ela aponta a necessidade de saber intercalar os períodos de trabalho com outras atividades.  

“Uma rotina mais equilibrada, com momentos para fazer atividades físicas ou almoçar com a família pode ajudar a recobrar as energias, principalmente do ponto de vista mental e emocional”, aconselha a médica.

 

Home Office

Ganhando destaque nos períodos de isolamento social, o modelo de trabalho home office parece uma alternativa confortável, contudo a pressão por produtividade e a mudança na rotina podem ser desafios que provocam grandes problemas.  

"Conseguir isolar o ambiente doméstico para trabalhar de forma efetiva é bem difícil. Para quem está começando a prática do home office, essa estrutura precisa ser bem pensada para que isso não se torne um ritmo de trabalho constante ou a ausência completa dele”, comenta a doutora. 

A chave para ser bem-sucedido no home office, segundo a psiquiatra, é conseguir delimitar rotinas e horários.  

“Ter definido uma hora a partir da qual não se lida com a rotina doméstica para se dedicar ao trabalho e outra para sair das obrigações profissionais e “volta para casa” faz com que se consiga fazer as coisas de forma separada e organizada”, elucida a especialista. 

Tendo em vista a quantidade de tempo que as pessoas passam trabalhando, é importante manter uma relação saudável com essa função, momentos de satisfação nesse ambiente, equilibram o estresse natural do dia a dia do trabalhador, permitindo um modelo sustentável de trabalho. 

“Mesmo em meio a pressão e às diferentes adversidades do momento, é preciso criar uma rotina que permita conciliar trabalho e descanso. Mais do que nunca, a saúde mental está sendo fortemente abalada por diversos fatores  e quanto menor é a exposição ao estresse, por exemplo, menores são as chances de desenvolver algo grave”, conclui a psiquiatra.

 

Fortes emoções podem desencadear síndrome semelhante ao infarto

Foto Burak Kostak
A “síndrome do coração partido” é mais comum em mulheres e está mais frequente na pandemia


Uma forte dor no peito, um sentimento de esmagamento, de que o coração vai explodir. Estas são algumas das sensações que podem ser confundidas com um infarto. A síndrome do coração partido é considerada uma doença que tem como principal causa o estresse e é desencadeada por sentimentos fortes, como uma notícia de morte ou, alguns casos, felicidade.

“Um estresse emocional forte é a principal causa. Há alguns anos, durante uma copa do mundo, um jovem teve traumatismo raquimedular ao comemorar a vitória do Brasil. A mãe vivenciou toda a angústia de conseguir o leito para o melhor tratamento dele. No dia que ela conseguiu, teve um quadro de Síndrome do Coração Partido”, explica a cardiologista e diretora do Hospital Águas Claras, Núbia Welerson Vieira.

Também conhecida como a cardiomiopatia do estresse ou cardiomiopatia de takotsubo, a característica clínica consiste em uma disfunção transitória do coração, no ventrículo esquerdo, que acontece por conta da circulação excessiva de adrenalina na corrente sanguínea. Segundo a cardiologista, a maioria dos pacientes com a síndrome são mulheres, por volta dos 40 anos de idade.

A médica conta que, durante a pandemia do novo coronavírus, a síndrome se tornou recorrente em seu consultório. “Neste período, muitas pessoas passaram por estresse financeiros, perdas, parentes internados e, apesar de toda a humanização que tentamos fazer neste período, esse distanciamento, essa falta de calor humano fizeram com que muita gente ficasse em casa angustiado, sem poder fazer nada”, explica.

Os principais sintomas são: dificuldade em respirar, aperto no peito ou na região do estômago entre outros. Não existe prevenção para a doença, mas a cardiologista Núbia Welerson recomenda práticas saudáveis, como realização de atividades físicas, alimentação saudável, além de acompanhamento psicológico, como forma de amenizar os efeitos da condição, caso ela venha a aparecer.


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