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sexta-feira, 16 de março de 2018

20 de Março: Dia Mundial da Saúde Bucal



PREVENIR CÂNCER BUCAL É ARMA PARA
EVITAR MORTES E INFECÇÃO POR HPV

Álcool+cigarro: 10 x mais riscos de câncer bucal, que mata 5 mil brasileiros/ano. HPV vitima também + de 5 mil mulheres.

ABCD lança campanha 2018: Pense Saúde, Pense Saúde Bucal
Prevenir e conscientizar sobre os riscos do câncer bucal que mata 5 mil brasileiros/ano, além de alertar sobre a prevenção do HPV, que pode infectar a boca, garganta, orofaringe e colo do útero, que provoca outras 5.430 mortes de mulheres (Inca), são os objetivos da Campanha Sorria para a Vida que acontece em 20 de Março, Dia Mundial da Saúde Bucal. O diagnóstico precoce de infecções bucais – única forma de salvar vidas – será feito por cirurgiões-dentistas voluntários em dois odontomóveis instalados sob a marquise da Fiesp (Av. Paulista, 1313).

Câncer bucal - De acordo com dados do Instituto do Câncer (Inca), o Brasil deve registrar neste ano 600 mil novos casos de câncer. O câncer bucal contabiliza 15 mil casos por ano e 5 mil mortes. No entanto, grande parcela da população não conhece nem os fatores de risco, nem a prevenção desse tipo de câncer. O objetivo da campanha é conscientizar as camadas mais desprotegidas da sociedade, como jovens e idosos e, principalmente, salvar vidas.


Se não tratar, mata- Para o presidente da Associação Brasileira de Cirurgiões-dentistas (ABCD), Silvio Cecchetto, que promove o evento, “cada lesão suspeita diagnosticada precocemente é uma chance de evitar a morte de um brasileiro devido ao câncer bucal. O paciente encaminhado a exames aprofundados e tratamentos adequados tem condições de sobrevida de qualidade. Esta é a única maneira de salvar vidas,” afirma.
“Por esta razão, a ABCD abraçou não apenas a Campanha Sorria para a Vida, mas transformou-a em verdadeira missão que tem início pela divulgação do que é o câncer bucal entre a população”, destaca Cecchetto. 

Álcool+cigarro: 10 vezes mais perigo – A missão dos cirurgiões-dentistas voluntários (mais de 700 desde 2014) é também a de informar sobre a doença em todas as suas frentes de risco. Por exemplo, quem bebe e fuma tem 10 vezes mais chances de apresentar câncer bucal. 

Sexo, HPV e colo do útero - Também jovens e idosos estão na mira da prevenção porque por falta de conhecimento esta camada da sociedade não está se protegendo contra o HPV durante contatos sexuais, outro risco para a doença que pode evoluir de infecção bucal a câncer, em todas as idades. O HPV pode infectar ainda o colo do útero (13.370 novos casos e 5.430 mortes , segundo o Inca/2018), também devido à falta de proteção, uma barreira efetiva que deixa de ser utilizada por não haver conscientização entre a população. 

Menos da metade dos jovens se protege - Mais da metade de pacientes adolescentes de ginecologistas e obstetras é sexualmente ativa (13 a 19 anos), de acordo com pesquisa feita com médicos destas especialidades. A percepção desses profissionais é de que menos da metade dos jovens recebe orientação sobre DSTs e também outra metade deles não usa preservativo na primeira relação sexual. Em uma das questões da pesquisa, 55,56% dos médicos têm a percepção de que a maioria dos adolescentes não sabe que o preservativo ajuda a evitar a transmissão de DSTs, mas a maioria conhece a pílula do dia seguinte. (dados da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo-Sogesp). 

Por outro lado, o risco de HPV também atinge a população idosa, que vive mais, tem mais relações sem perigo de engravidar, mas não de se infectar pelo HPV.

Saúde integral é ter também saúde bucal - O tema da Sorria para a Vida deste ano é Pense Saúde, Pense Saúde Bucal (mundialmente apresentada por uma exclamação: “Say Ahh”!, caracterísica de bom hálito seguindo a linha da Federação Dentária Internacional (FDI), entidade que congrega 69 países, é a voz mundial da Odontologia e tem a ABCD como representante da Odontologia brasileira.

A disseminação deste conceito de saúde integral está mais do que provada.  Hoje são conhecidas as inter-relações entre todas as partes do organismo humano, e não é possível ser saudável sem cuidar da saúde bucal. A boca é parte importante, por ela pode entrar a saúde (boa alimentação, evitar vícios, ter boa higiene), mas também os males advindos da má higienização bucal (doença nas gengivas que podem ser sinal de outros males e também piorar o quadro de saúde se o indivíduo já está doente).

“É preciso disseminar este conceito - afirma o presidente da ABCD - pois o lema atual nos guia para a saúde integral do ser humano, Sem saúde bucal, não há saúde.”

Fique de olho - Mancha ou afta que não cicatrize em 15 dias deve merecer a atenção do dentista, pois pode ser um indício de câncer bucal e quanto antes diagnosticado, maior a chance de tratamento e cura. 

Riscos mais severos: O cigarro e o tabaco, em todas as formas, são os primeiros da lista de riscos. Noventa por cento dos tumores na boca são devidos ao tabaco e ao álcool.  O Vírus HPV (papilomavírus humano) adquirido em contato ou relação sexual ou oral sem proteção ou pelo beijo está ganhando terreno contra a saúde.

Diagnóstico precoce: sobrevida de 80% - Se o câncer bucal for diagnosticado precocemente e receber o tratamento adequado, a possibilidade de cura é de 80%. Cada caso é um caso, mas envolve cirurgia, radioterapia e outros procedimentos especializados. 

O papel do dentista – O dentista é o profissional qualificado a identificar precocemente se a lesão na boca é benigna ou maligna, encaminhar para exames aprofundados e para tratamento, se for o caso, em entidades associadas à ABCD. Além da prevenção são importantes os exames periódicos feitos no dentista e no ginecologista.

Quem realiza: ABCD, APCD-SP, CRO-SP e Abimo

A Sorria para a Vida, Campanha da Associação Brasileira de Cirurgiões-dentistas (ABCD) ,entra em seu 5º ano, lançando dia 20 deste mês a edição 2018 na Av. Paulista. Trata-se de iniciativa da Associação Brasileira de Cirurgiões-dentistas (ABCD), em parceria com a Associação Paulista de Cirurgiões-dentistas (APCD), Conselho Regional de Odontologia-SP (CRO-SP) e Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos e de Laboratórios (Abimo). Participam da campanha, desde 2014, 700 cirurgiões-dentistas voluntários.


Conheça a vaginite: causas, tratamento e prevenção



Coceira, corrimento e cheiro desagradável são alguns dos sintomas


Algumas circunstâncias do dia a dia podem aumentar as chances de uma vaginite, termo usado para definir qualquer tipo de infecção ou inflamação na vagina. O problema atinge milhares de mulheres de todas as idades, e de acordo com a ginecologista do Hapvida Saúde, Ana Larissa de Melo Bezerra, atualmente existem quatro tipos da doença.

A mais conhecida é a vaginite causada pelo fungo cândida, que produz corrimento branco e espesso, normalmente, sem odor. Outra infecção comum em mulheres na idade reprodutiva é a vaginose bacteriana, ocasionada pelo crescimento de bactérias presentes na vagina que produzem corrimento leitoso e fino com forte odor.

“Infecções por cândida costumam fazer a vagina e a vulva ficarem vermelhas e com coceira. Já na vaginose bacteriana, muitas pacientes não apresentam sintomas e apenas descobrem durante exame ginecológico de rotina”, explica a ginecologista.

Há também a tricomoníase, doença sexualmente transmissível (DST) provocada por um parasita unicelular. “Pode causar coceira, sensação de queimação ao urinar e sensibilidade na região. A maioria não desenvolve sintomas”, comenta. O quarto tipo é a vaginite não-infecciosa originada por uma reação alérgica ou irritação derivada por sprays, gels, espermicidas ou outros produtos. “Os sinais que indicam o problema são queimação, coceira ou corrimento vaginal, mesmo que não exista infecção”, diz. 


Tratamento

O primeiro passo para tratar o problema é descobrir o seu tipo.  Por isso, a mulher deve procurar um médico para indicar o tratamento adequado de acordo com o causador. “Em alguns casos, não há sintomas. Por este motivo, é importante realizar exames ginecológicos de forma regular”, enfatiza a especialista.

Geralmente, a vaginite por cândida é tratada com cremes ou óvulos anti-fungos inseridos dentro da vagina; a bacteriana com antibiótico oral ou tópico; nos quadros de não-infecciosa deve-se interromper o uso do produto que originou a irritação e talvez será necessário o uso de pomadas para reduzir os sintomas.

E quando ocorre em decorrência de DSTs, a médica explica que “é necessário evitar contato sexual até que seja tratada para prevenir a transmissão. O parceiro (a) também precisará se submeter ao tratamento. A clamídia e a tricomoníase são tratadas com antibióticos.  Os casos de herpes e HPV não podem ser curados, porém são controlados com auxílio médico e medicamentos”. 


Prevenção

Seguir alguns cuidados podem reduzir os riscos de uma vaginite, como, evitar roupas que acumulam calor e umidade, evitar sprays e produtos que podem provocar irritação vaginal e praticar sexo seguro, com uso de preservativo, contribui para prevenir o tipo derivado de doenças sexualmente transmissíveis. 


Emoções armazenadas pela mãe podem influenciar saúde emocional do bebê



Ginecologista Dra. Erica Mantelli explica a influência da vida da mãe para o bebê durante e após a gestação


De acordo com a ginecologista e obstetra, Dra. Erica Mantelli, desde o momento da concepção, o feto já começa a desenvolver células de memória e a sentir as emoções da mãe. Diante disso, é importante manter uma interação com a criança ainda dentro do útero.

A partir de cinco semanas, o bebê já sente alguns estímulos por causa das células de memória. “O bebê não pode ouvir, mas sente as vibrações do som. Durante as primeiras semanas de gestação é importante que a mãe mantenha hábitos saudáveis para garantir uma formação saudável do bebê. 

Neste período, tudo que a mãe fizer pode influenciar diretamente na criança. “, adverte a especialista.
Por conta disso, é recomendável que a mãe tente transmitir tudo que há de bom dentro dela. Estresse, ansiedade, medo e rejeição são algumas emoções e sentimentos armazenados no inconsciente do feto desde a fase do ventre. “Quando a mãe frequentemente se deixa levar por estas sensações, seu sistema nervoso libera algumas substâncias na corrente sanguínea e que podem alterar a composição do sangue, podendo até modificar a bioquímica do ambiente intrauterino, interferindo assim no desenvolvimento do feto. “, explica Dra. Erica. 

Ademais, é possível que tais sensações possam se manifestar após algum trauma ou até no começo de sua vida fora da barriga.






Dra. Erica Mantelli - Graduada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro, com título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Dra Erica Mantelli tem pós-graduação em Medicina Legal e Perícias Médicas e Sexologia/Sexualidade Humana pela Universidade de São Paulo (USP). É formada também em Programação Neurolinguística, por Mateusz Grzesiak (Elsever Institute).


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