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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Almoço de família: separe uma cadeira para o smartphone



Em 1963, por meio do decreto 52.748, foi instituído a data de 8 de dezembro como sendo o dia da família. Afinal, o que podemos considerar família e por que tanta importância foi dada a esta instituição que mereceu um decreto lei determinando uma data para ser comemorada?

Família é um grupo de pessoas interligadas por parentesco e que, supostamente, se amam, se respeitam, se ajudam mutuamente, convivem em paz e harmonia. Constituída a partir de um casal que se uniu por laços de amor, procriaram, e desta procriação adveio outros que se uniram e assim deram origem a formação deste núcleo.

Mas infelizmente essa composição vem sofrendo com as inúmeras demandas e responsabilidades do dia a dia. Os momentos em grupos ficaram cada vez mais distantes da imagem de que tínhamos no passado. Além disso, as inúmeras crises que se originam umas das outras, afetam diretamente a entidade familiar e a prova disto é o aumento na dissolução de casamentos, disputas judiciais de guarda dos filhos e patrimônio familiar.

A total falta de respeito àquele grupo que deveria estar unido para poderem juntos enfrentarem as dificuldades, está se dissipando ou não mais existe.

As reuniões de finais de semana com os filhos, noras, genros, netos e até bisnetos em torno de uma enorme mesa nos finais de semana, na casa da matriarca ou patriarca, para juntos degustarem um almoço cercado de histórias, conversas, risadas, ou seja, uma enorme confraternização, a cada dia que passa torna-se mais um folclore a ser estudado.

Hoje em dia, quando ocorre uma reunião da família, mesmo que parcial, é comum que boa parte dos participantes estejam com a atenção voltada aos seus smartphones, nas redes sociais, estando a todo momento olhando seus smartphones para verificarem se há uma mensagem nova, um post novo.

Há pouco diálogo entre todos, encerrando-se o almoço rapidamente pois cada um possui ainda compromissos, deixando a imagem de que, àquela reunião, ocorreu por obrigação de todos, mas não por vontade de conviverem entre si, trocarem suas energias amorosas e fraternais.

Vale perguntar: o que é família para você?

Aquele patriarca ou aquela matriarca, hoje com seus 70 anos de idade, acostumados ao passado, quando se reuniam na casa de seus pais, irmãos ou parentes próximos, que passavam horas sentados na mesa de refeição, conversando, sorrindo, trocando suas energias positivas com os seus parentes, hoje assistem, quando eventualmente ocorre uma reunião, cada um sentado em um canto com seus telefones, pessoas agitadas para seguirem com seus compromissos (mesmo que não tenham imaginam ter), pessoas que não possuem mais aquela vontade de permanecerem na mesa de refeição conversando entre eles. Permanecem desligados daquele momento real que estão convivendo um com os outros.

Aqui vai um apelo: Que tal no próximo almoço em família, todos ao ingressarem no local do almoço, depositarem seus smartphones em uma caixa destinada a isto e somente retirarem no momento de ir embora? Que tal experimentarem uma experiência (que não o é) de se reunirem em volta de uma mesa de refeição sem estarem providas dos celulares e experimentarem a sensação de conversarem ao vivo e a cores com os seus parentes e amigos.

Todos irão sentir um estado de abstinência, mas que será suprido por uma sensação especial: convívio familiar e amor. Certamente seus avós ou tios vão sentir que estão recebendo atenção, que aqueles ali sentados são seres humanos e não robôs usando tecnologia.

Vamos todos experimentar ser uma família, vamos todos sentir o prazer de conviver com seres humanos e não com aparelhos "devices" eletrônicos.
Quem sabe, com esta experiência possamos a voltar aos princípios básico de família, e através disto, termos uma visão diferente da vida.






Paulo Eduardo Akiyama - formado em economia e em direito 1984. É palestrante, autor de artigos, sócio do escritório Akiyama Advogados Associados, atua com ênfase no direito empresarial e direito de família. Para mais informações acesse http://www.akiyamaadvogadosemsaopaulo.com.br/ ou ligue para (11) 3675-8600. E-mail akyama@akiyama.adv.br




Depressão e estresse: os ladrões da libido feminina



Para um dos maiores estudiosos da mente humana da história, Sigmund Freud, a libido é a força motriz da vida sexual. Para ele, inclusive, o desejo sexual é o que nos motiva e nos dá forças para nossas tarefas diárias. Porém, para uma boa parcela das brasileiras, incluindo as mais jovens, nada anda mais em baixa do que a libido. Segundo o estudo Mosaico 2.0, do Projeto Sexualidade da Universidade de São Paulo (SP), um terço das entrevistadas tem dificuldade em se interessar pelo sexo.

De acordo com psicóloga e neuropsicóloga, Carolina Marques, cofundadora da Estar Saúde Mental, atualmente a falta de desejo sexual atinge mulheres e homens. Entretanto, a mulher apresenta algumas peculiaridades que faz com que a prevalência da queda ou da ausência da libido seja mais alta nelas do que neles.

Montanha-russa hormonal
“As mulheres são marcadas pela oscilação dos hormônios sexuais durante toda a vida. Além das mudanças hormonais típicas do ciclo menstrual, há aquelas que ocorrem durante a gravidez, no pós-parto e na menopausa. Até mesmo o anticoncepcional, dependendo do tipo, pode reduzir a libido”, explica Carolina.

Além de lidar com a montanha-russa hormonal, as mulheres têm duas vezes mais risco de desenvolver o estresse, a ansiedade e a depressão, transtornos que mexem muito com o desejo sexual. “Aliado a estes dois fatores, precisamos levar em conta que a mulher moderna, em geral, trabalha fora, cuida dos filhos e do lar, numa tripla jornada exaustiva. Portanto, a chance de pensar em sexo no final do dia, pode ser realmente mínima”, conta a especialista.

Como a depressão afeta o sexo
A depressão afeta 11,5 milhões de brasileiros, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), sendo o Brasil o país com maior prevalência da doença na América Latina e nas Américas só perde mesmo para os Estados Unidos. Um dos sintomas da depressão é justamente a queda ou a perda da libido.

“A depressão afeta o funcionamento normal da mente e isso se reflete na vontade de fazer sexo de várias maneiras. Uma delas é que para despertar o desejo sexual precisamos usar a imaginação, ter fantasias, ideias ou lembranças. Além disso, exige uma disponibilidade para a estimulação dos sentidos, do contato com o outro. Mas, as pessoas deprimidas tendem a se isolar socialmente e ficar mais apáticas, o que também impacta na libido. Sem contar que o efeito colateral mais comum de vários antidepressivos é justamente a perda da libido ou a dificuldade de se atingir o orgasmo”, explica Carolina.

Estresse crônico afeta sexualidade
Outro fator que pode detonar a vida sexual é o estresse, presente em 70% da população economicamente ativa no Brasil. Um estudo mostrou que o aumento dos níveis do cortisol, o hormônio do estresse, interfere na resposta sexual das mulheres.

Sexo alivia o estresse
Os motivos para a baixa da libido, como vimos, são quase óbvios. Porém, a pergunta que fica é: será que tem solução? “Uma vida sexual saudável é um dos pilares da qualidade de vida. Mas, a sexualidade é muito individual. Há pessoas que não sentem necessidade ou falta de manter relações sexuais e convivem muito bem com isso. Já para quem gosta de sexo e enfrenta problemas nessa área, o ideal é procurar ajuda”, comenta Carolina.

Descartados os problemas físicos, a psicoterapia pode ajudar muito a recuperar o desejo sexual e ter mais alegria debaixo dos lençóis. Carolina explica que para recuperar a libido é preciso identificar o que a está afetando, como depressão, estresse, insônia, cansaço, pós-parto, etc. A partir disso, é possível tratar a condição e melhorar a sexualidade.

Além do tratamento por meio da psicoterapia, por exemplo, é bom lembrar que o sexo é uma ótima maneira de relaxar, já que libera neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar e prazer. Então, depois de um dia estressante, fazer sexo pode ser sim uma boa ideia!



FUTURO DO MERCADO DE SEGUROS



Futuro. Nos últimos anos, especialmente após o início da crise econômica, política e institucional que vive o Brasil, nada é mais esperado do que ele. Independente do setor da economia, do tamanho das empresas ou do momento de vida de cada profissional, nada é mais esperado do que o futuro. No setor de seguros, claro, isso não é diferente.

Apesar de toda tribulação vivida no país, o mercado segurador conseguiu passar por 2016 crescendo cerca de 7% e a expectativa é de que em 2017 a performance do setor seja semelhante. O desafio para o futuro está em retomar os planos de crescimento que existiam em meados de 2015, quando uma pesquisa realizada pela KPMG no Brasil apontava crescimento de 50% para esse mercado nos cinco anos seguintes. Obviamente que para isso não podemos cruzar os braços e esperar que a solução venha do céu.

Creio que o desafio e a chave para a retomada estejam em fazer com que as pessoas pensem no próprio futuro. Na compreensão de que contratar um seguro não é uma despesa, mas um exercício financeiro importante para resguardar as pessoas em momentos críticos. Interessante como nós, brasileiros, ainda não abrimos os olhos para tal realidade.

Claro, também é importante que as empresas seguradoras entendam as necessidades dos clientes e criem oportunidades de crescimento. Enxergo como caminho para o mercado de seguros a personalização dos produtos para atender nichos específicos da população – algo que conheço bem e aplico há anos – além de parcerias entre empresas do segmento a fim de ganhar capilaridade.

Vejo o mercado de seguros se aperfeiçoando no nosso país, o que é ótimo. Também vejo que a disseminação de conhecimento sobre o tema entre a população tem avançado. Talvez não na velocidade e dimensão de ideias, mas, com certeza, já temos uma realidade diferente do que enfrentávamos na chamada década perdida (anos 1980). Além disso, também é importante lembrar o papel do corretor habilitado pela Susep, que vai indicar os melhores caminhos aos clientes, orientá-los sobre o produto ideal e, acima de tudo, auxiliar as pessoas no fornecimento das informações certas e completas na hora de contratar um seguro. O apoio do corretor de seguros é imprescindível para que todo o processo de contratação seja...seguro!

Outro aspecto importante e que não se pode deixar de abordar ao falar do futuro do mercado são as corretoras online, cujo número tem crescido nos últimos anos. O mundo digital é realidade há tempos e sem dúvida vai evoluir muito mais. Porém, será que nossa sociedade está preparada para contratar seguros online, sem o apoio de um corretor durante o processo? Será que não seria o momento de utilizar um modelo híbrido, em que um corretor possa acompanhar os passos do futuro segurado?

A realidade é que o mercado já evoluiu bastante e que a fiscalização realizada pela Susep é bastante efetiva, pontos importantes para que o nosso setor seja cada vez mais confiável. Crise, ao contrário do que se pensa, revela oportunidades. Quem tem visão de futuro e de mercado, faz um bom planejamento e consegue desenvolver produtos ou inovar, esses certamente largam na frente se atendem os anseios dos consumidores. Estamos todos fazendo isso?





Pedro Pereira de Freitas - CEO da American Life, tradicional seguradora brasileira com mais de 20 anos de mercado, reconhecida por apostar em nichos de mercado.





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