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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

DIETA BAIXA EM CARBOIDRATOS AUMENTA CHANCES DE GRAVIDEZ




  • Alimentação adequada pode ajudar a aumentar a fertilidade
·         Tanto as mulheres quanto os homens se beneficiam de uma alimentação saudável e equilibrada para manter seus níveis de fertilidade ótimos, e inclusive para aumentar as chances de sucesso dos tratamentos de reprodução humana que estejam realizando.

·         A dieta ideal é baixa em carboidratos e rica em vegetais e proteínas, como por exemplo, a dieta mediterrânea.

·         Segundo resultados do estudo realizado pelo Delaware Institute for Reproductive Medicine (DIRM), nos Estados Unidos, 58% das voluntárias que adotaram uma dieta baixa em carboidratos, obtiveram um resultado positivo de gravidez. Enquanto entre as pacientes com uma dieta alta em carboidratos, somente 11% conseguiu engravidar.

·         Altos níveis de carboidratos, especialmente refinados, já são conhecidos por seu impacto negativo no metabolismo, o que pode levar à obesidade, algo que está relacionado a uma redução de até 3 vezes das chances de gravidez, conforme explica Dra Genevieve Coelho, especialista em reprodução humana e diretora da clínica IVI Salvador.

·         Pessoas que estão enfrentando dificuldades para engravidar devem cuidar de sua dieta e evitar muitas restrições para que não faltem nutrientes importantes para a fertilidade. “A dieta mediterrânea é altamente recomendável para manter um nível nutricional que beneficia a fertilidade”, afirma Dra Genevieve.


Quanto de carboidrato posso comer?

·         Uma porção ao dia de alimentos ricos em carboidratos deve ser o limite, de preferência elimine pão branco e excesso de massas. Uma alimentação mais nutritiva é rica em vegetais frescos, frutas e proteínas.


Obesidade bloqueia a produção de hormônios

·         A razão pela qual a obesidade reduz a fertilidade está ligada à produção de hormônios, que se desregula diante de altos níveis de sobrepeso. Além disso, o excesso de peso é um fator de risco durante a gravidez, podendo gerar complicações para a gestante e para o bebê.


Dieta pode melhorar qualidade dos espermatozoides

·         Segundo a pesquisa publicada recentemente na Revista Científica Fertility and Sterility, o impacto positivo de uma dieta saudável influencia a fertilidade dos homens inclusive a níveis genéticos, reduzindo a fragmentação de DNA espermático. Os benefícios da dieta foram ainda mais relevantes entre homens que apresentavam uma qualidade dos espermatozoides abaixo da normalidade.


Reduzir o açúcar também ajuda

·         Com o tempo, o corpo se torna menos hábil para processar o açúcar, o que prejudica o metabolismo e pode causar um aumento de inflamações e danos mitocondriais, que estão relacionados à saúde das células e, como consequência, afeta a saúde dos óvulos e espermatozoides.



Fonte: IVI RMANJ




Saiba como tratar as lesões mais frequentes na dança



Ortopedistas esclarecem as lesões que podem ocorrer na prática e repetição dos movimentos feitos durante a dança


Esforço e disciplina são a base de qualquer dançarino. Repetições de movimentos e a execução de forma inadequada, sem acompanhamento de profissionais, podem acarretar em sérios problemas de saúde. De acordo com uma pesquisa, feita pela Universidade Wolverhampton constata que, as lesões sofridas durante a dança são mais frequentes do que em outros esportes. O estudo ainda afirma que, 80% dos atletas sofrerão traumas que podem afetar sua vida profissional na dança.

“Antes de enfrentar esses problemas é essencial que o dançarino esteja atento a importância dos alongamentos antes dos treinos, da postura, ficar alerta aos sinais de dores e não arriscar técnicas sem acompanhamento e experiência. 

Tudo isso leva muitas vezes ao afastamento das atividades e, em alguns casos, até mesmo para sempre”, afirma a ortopedista e traumatologista do Hospital Moriah, Dra. Juliana Doering (CRM: 144.528).

A médica ainda afirma que o diagnóstico nem sempre é feito de forma adequada. “Os diagnósticos são dados de forma correta apenas por especialistas no assunto. É importante procurar por profissionais ou instituições que realmente tenham a vivência e experiência com essas lesões, o diagnóstico tardio ou errado pode acarretar em sérios problemas e até mesmo em frustrações psicológicas”, alerta.

Para auxiliar nesse assunto e alertar para alguns casos, a Dra. Juliana, do Hospital Moriah, esclarece dúvidas frequentes sobre as principais lesões associadas à dança. Confira:


Quais são as principais lesões?

Conseguimos, após estudos e pesquisas, identificar seis problemas que ocorrem com mais frequência. São elas: Entorses de tornozelo, joanetes dolorosos, dor da parte da frente –durante grand pliés- ou de trás do tornozelo - durante a ponta e meia ponta -, tendinites, fraturas por estresse e traumas.


Como o dançarino pode sofrer essas lesões?

Os excessos de ensaios são os mais comuns, afinal para chegar a perfeição é necessário fazer movimentos repetitivos por diversos dias, meses, anos. Outro fator são condições físicas predisponentes, por exemplo os pés chatos e frouxidão ligamentar. Além das tendências familiares (hereditária) e até mesmo o uso das sapatilhas de ponta, usadas no Ballet.


Como prevenir?

Todo atleta precisa ter acompanhamento médico para orientações gerais. É importante ficar atento aos sintomas e dores para que se possa iniciar a fisioterapia e cuidados precoces, assim evitando a evolução dos problemas.


Quais os tratamentos específicos?

Depende da lesão, mas cada uma exige um método diferente de tratamento.

·         Entorses do tornozelo e tendinites: é necessário realizar fisioterapia. Caso as entorses ou tendinites sejam recorrentes é preciso optar pelo procedimento cirúrgico;

·         Os joanetes das bailarinas: diferentemente de como tratamos indivíduos que não são bailarinos, neste grupo de atletas o correto é optar pelo tratamento não cirúrgico. Hoje em dia com novas técnicas os resultados da correção cirúrgica são excelentes do ponto de vista de dor e estético porém nota-se com frequência certa perda de mobilidade da articulação do dedo o que, no caso de um bailarino, poderia prejudicar gravemente sua habilidade em subir nas pontas do pés, e inviabilizaria realização de giros no próprio eixo.

·         Dores na parte anterior e posterior dos tornozelos: iniciamos sempre com o tratamento não cirúrgico, com fisioterapia. No caso de falha desse programa, e ainda na presença de pequenos ossos ao redor do tornozelo, optamos por cirurgias com técnica totalmente artroscópica, que consiste em um tratamento realizado de forma minimamente invasiva, com recuperação rápida e menores índices de dor.

·         Fraturas por estresse e traumas: dependerá da fratura, às vezes, suspender ensaios por algum tempo e fisioterapia já é suficiente, em outros casos só tratamentos cirúrgicos.


Qual o tempo de recuperação?

Também dependerá da lesão. Lesões de tratamento conservador, procedimento relativamente simples, como as entorses leves necessitam de aproximadamente 4 semanas de recuperação. Já as fraturas por estresse podem levar até 6 meses para curar totalmente.




Dieta Cetogênica pode ser uma opção terapêuticapara alguns casos de epilepsia



·        Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) 30% das crises de epilepsia não podem ser contidas por medicamentos

·        A dieta é recomendada para crianças, adolescentes e adultos com epilepsia de difícil controle que não responderam a duas ou três medicações


As dietas restritivas são cada vez mais discutidas e questionadas por sua eficácia. A dieta cetogênica, que tem como proposta reduzir bruscamente a quantidade de carboidratos e aumentar consideravelmente o conteúdo de gorduras, mantendo a ingestão adequada de proteínas, é um dos exemplos comumente tratados apenas para a perda de peso. No entanto, para pessoas com epilepsia, pode ser recomendada como uma linha de tratamento para o controle de crises, desde que compatível com quadro do paciente e com acompanhado médico adequado. 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 30% dos casos de epilepsia não são controlados por meios medicamentosos, dessa forma, a dieta cetogênica é uma das alternativas, sendo uma possibilidade menos invasiva, como uma cirurgia, por exemplo. Mesmo assim, é necessário ter cautela ao iniciar qualquer procedimento dessa natureza e por isso a relevância de entender a fundo sua atividade no corpo e recomendação do especialista que acompanha o paciente.

Para compreender melhor como a dieta funciona no organismo, a Dra. Letícia Sampaio, doutora em neurologia infantil pela Universidade de São Paulo (USP), compartilha alguns pontos relevantes a serem discutidos.


Funcionamento

A dieta cetogênica é rica em gorduras, equilibrada em proteínas e com menor quantidade de carboidratos, favorecendo a procura de outras fontes de energia.

  Sem a glicose,  a gordura é a segunda opção para queima, o que explica o aumento da escolha do cardápio por pessoas que desejam perder peso em curto prazo. No entanto, quando falamos em sua utilização para o tratamento da epilepsia, ganha cunho terapêutico: “A dieta irá induzir o aumento da produção dos corpos cetônicos, que ocorre por conta dessa queima de gordura pelo fígado, estimulando a cetose constante, que é justamente o que se procura no tratamento das crises”, pontua a Dra. Letícia. 

É importante ressaltar que a dieta é um tratamento e para ser executada é preciso uma análise meticulosa do paciente, até porque existem efeitos adversos, como hipoglicemia, acidose, aumento do colesterol ou refluxo. Dessa forma, pode ser considerado um tratamento multidisciplinar, envolvendo especialistas de diferentes áreas, como neurologista e nutricionista.


Tratamento

Essa opção é recomendada para crianças, adolescentes e adultos com epilepsia de difícil controle depois de não responderem como esperado à primeira linha de tratamento feita com, no mínimo, dois fármacos. “Ela pode ser iniciada de duas formas, ambulatorial, que não envolve grande estrutura, e normalmente nos “ceto-centros”, que são os lugares mais adequados para esse tipo de atendimento. Também é possível quando há casos de internação hospitalar, principalmente para crianças no primeiro ano de vida. A dieta é introduzida gradualmente, sendo a cada semana aumentada a quantidade de gordura na dieta. Não é necessária a realização de jejum para a introdução da dieta, mas o protocolo depende de cada serviço, pontua a doutora.

A dieta é constituída de quatro refeições ao dia: café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. Conforme a continuidade do procedimento, a quantidade de gordura inserida será aumentada. Todas as refeições devem ser seguidas à risca. Sendo assim, é importante que a alimentação tenha  orientação profissional. “Um ponto significativo de se lembrar, é que a dieta cetogênica não oferece as vitaminas e minerais necessários para um funcionamento considerado saudável do organismo. Assim, é muito importante que seja sempre realizada a suplementação com polivitamínicos e minerais”, lembra a doutora. 

Ainda segundo a especialista, “o procedimento envolve comprometimento e paciência. Cada paciente responde de forma distinta ao tratamento, podendo apresentar resultado em semanas até meses. Outra pergunta comum é sobre o tempo mínimo de duração. Recomenda-se três meses para avaliação do quadro e optar por continuidade ou não”. Normalmente, a dieta não é seguida pela vida toda, sendo mantida por uma média de dois a três anos na rotina alimentar do paciente.


Resultados

É possível verificar os resultados por meio dos exames de urina, em que mensura a quantidade de corpos cetônicos, que estão sendo estimulados para aumentar durante a terapia. Quanto maior o número de corpos, melhor a resposta ao tratamento. “Isso acontece porque  a dieta incita um estado de cetose constante, que é a chave para o controle das crises” afirma a médica. 

Ainda para o sucesso da terapia é preciso que familiares, amigos e colegas de escola ou emprego estejam envolvidos durante o processo: “é um tratamento que exige muita organização e envolvimento, pois demanda criar um ambiente e uma estrutura que facilite o convívio com a restrição alimentar, que não é algo fácil”. Uma das principais ferramentas para lidar com a doença é induzir as pessoas de convívio com o paciente à conscientização sobre os obstáculos enfrentados.




 UCB Biopharma






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