Pesquisar no Blog

segunda-feira, 10 de julho de 2017

O falido Estado venezuelano e o papel do Brasil



A grave situação política, econômica e social que atravessa a Venezuela é um dos maiores desafios a serem enfrentados pela democracia latino-americana. A deterioração gradativa se reflete numa inflação de 700%ao ano, com aumento da fome, da desnutrição, do desabastecimento e a falta de atenção médica e medicamentos. A pobreza, a violência e o desemprego assumem proporções gigantescas e muitos procuram deixar o país de qualquer modo, fugindo para países vizinhos, formando uma grande corrente migratória de desesperados. O quadro revela uma crise humanitária sem precedentes nas Américas.

O governo já não consegue dar a mínima condução à economia e fracassa na condução dos negócios do Estado. Sustenta-se através da repressão generalizada a seus opositores e manutenção de inúmeros presos políticos. A situação é agravada pelos níveis de total impunidade em que o governo ignora os direitos fundamentais e arma milícias para reprimir a dissidência. Há algumas semanas Maduro distribuiu meio milhão de armas às forças de choque dos chavistas, os assim denominados “coletivos”.

A violência está instaurada e impera nas ruas das principais cidades do país . Já somam quase 100 dias de mobilização intensa, quase diárias contra o governo. Nesse período foram mortos mais de 90 manifestantes, a maioria jovens. De março a junho, 376 jornalistas sofreram agressões. As forças de segurança agem com grande brutalidade e os coletivos armados fazem o resto. As respostas dos manifestantes tendem a ser cada vez menos pacíficas pela falta de alternativas. A possibilidade de uma guerra civil é concreta e iminente.

O regime venezuelano está em agonia. São muitos os sinais de sua desagregação. Militares descontentes têm sido detidos, são 123 desde que começaram os protestos diários. Outros desertam para países vizinhos. A Suprema Corte do país, chavista, foi atacada por helicóptero dirigido por militares dissidentes. Uma das principais juízas da Suprema Corte tornou-se uma das principais vozes discordantes no seio do regime.

A invasão do Parlamento venezuelano por milícias chavistas incentivadas pelo governo é o evento mais recente que revela um recrudescimento da situação política que vive o país. Brigadas chavistas invadiram o Parlamento, agrediram deputados eleitos democraticamente, deixando vários ensanguentados, além de deter durante horas centenas de pessoas como reféns.

A situação está claramente descontrolada. O governo venezuelano despreza a democracia e a seus representantes, não cumpre sua função de protege-los. Não há perspectiva real de que Maduro vá negociar com a oposição que tem uma maioria de quase dois terços no Parlamento. Na semana passada, o próprio presidente afirmou que “o que não consegue com votos, o fará com as armas”. Não se trata de uma declaração que busca a paz e a conciliação.

Tudo indica que a Venezuela é um Estado falido, que já não detém controle da situação em todas as suas dimensões: econômica, política ou social. Seu fracasso revela a falência do Estado ditada por uma política inconsequente e predatória dos recursos de que o país dispõe.

Embora seja difícil uma saída para a crise, a melhor opção hoje seria construir uma aliança de países, integrada majoritariamente por nações latino-americanas, que ajudariam na construção de um pacto social na Venezuela evitando uma guerra civil. A aliança apresentaria determinadas condições para as partes em conflito e garantiria o seu cumprimento. Ocorre que para a construção dessa alternativa o Brasil teria que assumir o papel de articulador, pois além de ser o maior país sul americano, possui uma extensa fronteira com a Venezuela e está recebendo um enorme fluxo de refugiados.

O problema é que um governo frágil não consegue articular com os países vizinhos uma proposta desse nível e que demandaria uma liderança forte na região. Algo que o Brasil não tem assumido há muito tempo, marginalizando-se de importantes processos regionais como a recente construção da paz na Colômbia, da qual foi o grande ausente. Mas valeria o esforço, principalmente considerando a questão humanitária. As organizações da sociedade civil também poderiam contribuir, pressionando o governo brasileiro para adotar ações mais incisivas e proativas no conflito venezuelano. Antes que seja tarde.





Reinaldo Dias - professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, campus Campinas. Doutor em Ciências Sociais e Mestre em Ciência Política pela Unicamp.




Saiba como economizar em suas compras online



Escolher um produto com calma e recebê-lo em casa, sem filas. Comprar pela internet já faz parte do dia a dia dos brasileiros e a utilização do e-commerce aumenta a cada dia. 

Segundo o 35º relatório de comércio virtual Webshoppers, realizado pela Ebit, as compras na web cresceram 7,4% em 2016. Para 2017, a previsão é que as transações por e-commerce em todo o País registrem crescimento de 12%. O estudo aponta ainda que 48 milhões de consumidores utilizaram o comércio eletrônico pelo menos uma vez no ano, uma alta de 22% ante 2015. De todas as transações on-line, 21,5% foram realizadas por smartphones.

Mas como fazer compras de maneira segura e economizando dinheiro? Confira algumas dicas que separamos para vocês:


1-      Planejar a compra

Antes mesmo do primeiro clique, defina o que vai comprar. Ao navegar na rede sem uma finalidade específica ficamos sujeitos a muitas tentações. É como andar por um shopping, onde os atrativos são muitos e o bombardeio de ofertas enorme. Além de economizar tempo, o planejamento antes da compra evita gastos desnecessários e possíveis arrependimentos.


2 - Procure as promoções
Sempre que entrar em um site para comprar algo, procure pelas promoções. Às vezes o produto que se procura é exatamente aquele que está com desconto no momento.


3 - Procure outlets e produtos semi novos
Que quando a estação/coleção muda os preços caem todo mundo sabe, certo? O que poucas pessoas sabem é que produtos seminovos podem ser também ótimas alternativas. Na Liquida Preço, loja virtual de eletrônicos baseada na cultura do recommerce, eletroeletrônicos seminovos são vendidos com garantia, parcelamento e descontos de até 70%.


4 - Compare preços
Do mesmo modo que na “vida real”, esta é a regra básica para economizar nas compras pela internet. Pesquise no máximo de lojas possível. Sites comparadores de preços são excelentes para isso. Os de maior destaque nesse ramo são: BuscapéZoomBondfaro e  JáCotei.  


5 - Não compre por impulso!

Evite comprar por impulso, isso ajudará você a não gastar dinheiro à toa. Para saber se o produto desejado está realmente barato, você deve estar atento ao preço normal dele.


6 - Cadastrar o e-mail para receber ofertas

Normalmente as pessoas não gostam de receber e-mail marketing, entretanto, essa é sem dúvida uma boa ferramenta para economizar nas compras online. Para evitar chateações, basta assinar apenas as newsletters de empresas pelas quais você tenha um real interesse.


7 - Instale plugins no navegador
Use os recursos disponíveis que permitem que você saiba quais são as ofertas do dia ao entrar no site. Uma boa ideia é usar algum plugin - uma extensão para navegadores - que notifique o usuário toda vez que tiver um desconto no site que está visitando.


8 - Utilize cupons de desconto
Antes de finalizar qualquer compra, procure pelos cupons de desconto, pois eles podem te ajudar a economizar mais sem muito esforço.


9 - Fique de olho nas ofertas relâmpago
Muitas lojas oferecem ofertas relâmpago em horários com menos pessoas conectadas. Por isso, vale ficar de olho na internet nos finais de semana, feriados e até de madrugada.

10 - Analisar o custo benefício do produto

Mesmo que o preço seja parecido com o da loja física, ao optar pela internet, o comprador investe menos tempo (evita trânsito e não fica preso a filas), além de não gastar com transporte para ir e voltar da loja (táxi, condução, gasolina). No final das contas, ainda que a economia seja pequena, o cliente sai ganhando em termos de comodidade e praticidade, sem que sua escolha pese no bolso.
Agora não tem erro! Comprar na internet não é sinônimo de esbanjar dinheiro. Faça as melhores escolhas e boas compras!




Uso das redes sociais para fins criminosos preocupa 97% dos brasileiros, indica pesquisa da Unisys



De acordo com a edição de 2017 do estudo Unisys Security Index, apenas 3% dos participantes do Brasil não se preocupam que as redes sociais possam ser utilizadas como meio para planejamento e execução de crimes


O uso das redes sociais para objetivos criminosos é uma grande preocupação dos brasileiros, de acordo com a edição de 2017 da pesquisa Unisys Security Index, a qual indica que 97% têm alguma preocupação em relação ao tema, sendo que 77% estão muito ou extremamente apreensivos. O estudo entrevistou mais de 1.000 pessoas no País em abril deste ano.

O Unisys Security Index é um índice de referência mundial sobre o tema segurança e considera as seguintes variáveis para sua construção: Segurança Pessoal, Segurança Pública, Segurança na Internet e Segurança Financeira, o que determina um indicador de cada país pesquisado e um global, em uma escala de 0 a 300, na qual 300 é a maior taxa de preocupação com o tema segurança e 0 a menor. No Brasil o índice total apresentado foi de 189 pontos, enquanto que a média no mundo foi de 173 pontos.

Na Argentina, país onde foi realizada a mesma pergunta sobre redes sociais, o resultado é muito semelhante ao do Brasil, com 98% dos participantes tendo indicado apreensão com o uso das redes sociais para fins criminosos.

Entre os brasileiros, a preocupação com a questão é de maneira geral elevada entre homens (96%) e mulheres (98%), sendo muito alta (99%) entre adultos de 25 a 34 anos e de 45 a 54 anos (98%). Além disso, é possível notar uma leve diminuição do percentual (93%) entre os jovens de 18 a 24 anos, um grupo no qual 7% apontou ainda não se preocupar nem um pouco com o tema.
Na análise dos participantes pelo grau de escolaridade, a preocupação no Brasil e na Argentina é elevada para todos os grupos, porém é levemente menor (95%) entre os entrevistados brasileiros que indicaram ter completado o ensino médio. Este grupo também apresentou o maior percentual (5%) para os que responderam não terem nenhuma preocupação sobre a questão.

No comparativo entre os países vizinhos levando em conta a classe social, 48% dos participantes da pesquisa de baixa renda no Brasil e na Argentina estão extremamente preocupados com a questão. Já na classe média brasileira o percentual para esta alternativa cai para 44% e na Argentina para 37%. A amostra de respondentes com maior nível socioeconômico apresentou ainda o menor índice de preocupação grave, 36% no Brasil e 33% na Argentina.
“Pelo fato do Brasil ser um dos principais países na utilização das redes sociais, os brasileiros acabam ficando naturalmente mais expostos e não é raro encontrar pessoas que já tiveram contas invadidas e clonadas, bem como seus dados utilizados para fins ilegais. Em geral os criminosos utilizam ainda as redes sociais como principal canal de comunicação para a articulação e planejamento de crimes. Neste contexto digital no qual a privacidade é uma questão sensível ao cidadão, destacam-se algumas tecnologias capazes de adicionar uma camada extra de proteção a dispositivos móveis, computadores, servidores ou mesmo data centers para torná-los invisíveis e, portanto, blindados contra a ação de criminosos”, explica Leonardo Carissimi, Líder da Prática de Segurança da Unisys para América Latina.




Unisys Security Index – www.unisys.com/unisys-security-index/brazil
 Unisys - www.unisys.com.br





Posts mais acessados