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domingo, 9 de julho de 2017

Presidente, para quê?



Há tempo sabia que o poder corrompe, mas pensava que fosse apenas um vício ou crime e não uma doença


Recentemente, pela leitura do artigo de João Pereira Coutinho, "A doença do poder" (Folha, 27/6), que relata recentes estudos de psicologia e neurociência sobre a profunda relação entre o abuso do poder e a formação de lesões cerebrais, percebi que é uma moléstia patológica.

As tentações autoritárias, desenvolvendo a vaidade natural e a loucura da ambição desenfreada tornam o governante um alienado da realidade, vítima de ideologias insanas ou de um egoísmo narcisista que deforma a mente humana.

Figuras emblemáticas dessa doença podem ser consideradas Stalin, Hitler, Fidel Castro, Hugo Chaves, Maduro, entre outros ditadores, presidentes ou monarcas autocratas. Se quanto maior for o poder, maior será o perigo para a sociedade, propiciando corrupção e impunidade, por que concentrar a voz de mando numa única pessoa, em lugar de diluir as forças políticas e judiciais em várias instâncias, controlando-se reciprocamente?

Numa democracia verdadeiramente funcional o povo deveria escolher seus representantes votando apenas em vereadores e deputados. Caberia ao partido mais votado nomear prefeito, governador e presidente da República. Tal sistema garantiria a governabilidade por possibilitar uma rápida substituição de pessoas nos postos chaves da administração pública, toda vez que aparecessem sintomas de corrupção ou ineficiência, evitando-se, assim, traumas de impeachment.

Seria uma espécie de recall: quem elegeu tem o direito de trocar o governante inepto ou desonesto. O problema é que existe uma doença mental da massa popular muito pior do que a doença do poder dos políticos.

Aliás, é aquela que sustenta esta. É o conformismo atávico que nos induz a aceitar as coisas como estão, esperando na vinda de um salvador da pátria, feitos uma manada de ovelhas precisando de um pastor. Como os crentes das várias religiões continuam esperando milagres que nunca acontecem, assim a multidão vota nos políticos de sempre, que nunca realizam a justiça social que vêm prometendo.

O dramaturgo alemão Bertolt Brecht (1898-1956), na peça A Vida de Galileu, proferiu uma verdade acachapante: "Desgraçado o país que necessita de heróis". Pelo jeito, a desgraça do Brasil ainda vai durar por muito tempo. Pesquisas de opinião revelam que Lula e Bolsonaro encabeçam a lista dos presidenciáveis nas eleições de 2018. O que esperar desses dois "heróis" nacionais?

O primeiro, petista de esquerda sindicalista, após mais de quatorze anos no poder (8 como Presidente e seis à sombra da preposta Dilma), deixou o Brasil numa profunda crise econômica pelo insustentável desequilíbrio fiscal. Gastar mais do que se arrecada é de uma irresponsabilidade imperdoável até para um síndico de condomínio. Que dizer, então, da corrupção institucionalizada?

Acusado, se justifica dizendo que "não sabia de nada". O outro aspirante ao trono, Jair Messias (sic!) Bolsonaro, de extrema direita, deputado federal pelo PSC (Partido Social Cristão), ex-capitão do Exército, batizado no rio Jordão (Palestina) pelo Pastor Everaldo, promete salvar o Brasil aumentando o contingente policial para enfrentar os bandidos. Ainda não aprendeu que violência gere violência, aumentando revoltas e podendo provocar uma guerra civil.

O meio mais eficiente para combater a delinquência é o exemplo de moralidade que venha dos chefões dos Três Poderes, sem o envolvimento de deputados, senadores, juízes, prefeitos em redes de corrupção, protegidos por imunidades, foros privilegiados e outros benefícios. O assalto ao erário público é o que há de mais prejudicial à sociedade.

Concorrendo com esses dois campeões presidenciáveis estão aparecendo um ou outro outsider (azarão), prometendo mundos e fundos, sem nos explicar como enfrentarão o Parlamento do "toma lá dá cá". Sem uma profunda reforma político-eleitoral não adianta trocarmos de Presidente.

A mudança que está em curso no Congresso Nacional é apenas a de aumentar o fundo partidário para propiciar mais dinheiro público às futuras campanhas de políticos. É revoltante! Infelizmente, conforme aponta um recente estudo, apenas 5% das nossas escolhas são gerenciadas pela mente consciente.

Se refletíssemos sobre as informações que nos chegam pela mídia, verificaríamos que as Nações mais desenvolvidas não têm líderes políticos ou religiosos. Por acaso, alguém sabe quem governa na Suécia, Noruega, Nova Zelândia ou no Canadá?

Presidente por eleição direta para quê? Mais de duzentos milhões de cidadãos na dependência de uma única cabeça? A espécie verdadeira do "homo sapiens" ainda é muito rara!





Salvatore D´Onofrio - Dr. pela USP e Professor Titular pela UNESP.

Fonte:  www.odebate.com.br/



 

O que fazer nas férias?



 Educadoras do Ensino Fundamental I e II dão dicas sobre como aproveitar o mês de julho e sobre como momentos em família são importantes para o desenvolvimento da criança


         As férias de julho chegaram e o que fazer com as crianças nesse período? Muitos pais e responsáveis se planejam no trabalho para programar atividades juntos, pois muitas vezes, por falta de opção, se resumem a jogos de vídeo game, uso da internet ou programas de televisão. Especialistas dão dicas sobre como aproveitar esse tempo com os filhos e falam também sobre a importância do convívio com a família e do descanso para o retorno às aulas.

A sugestão para os alunos do 1º ano do Ensino Fundamental I do Colégio Franciscano Pio XII, instituição de educação localizada no bairro do Morumbi, em São Paulo, é que eles façam um diário de férias. “A orientação é que a criança faça pelo menos cinco registros, seja de algum lugar que tenha visitado, uma brincadeira feita, ou de um filme que assistiu no cinema, em que ela deve escrever uma frase completa sobre a atividade realizada e apresentar aos colegas no primeiro dia de aula”, conta Vanessa Gonçalves de Andrade, coordenadora pedagógica do Ensino Fundamental I.

Para os alunos do 2º ano do Ensino Fundamental I, um almanaque de férias é confeccionado com várias atividades para que eles aproveitem o período de maneira divertida. “No material, damos sugestões de livros para ler, de brincadeiras, jogos, cruzadinhas, desafios, passatempo, culinária para fazer junto a um adulto e até um espaço para que eles façam um pequeno comentário, caso tenham assistido um filme no cinema ou a uma peça de teatro”, diz Vanessa.

Dicas culturais e sugestões de leituras também são indicadas para as crianças do 3º ano. “Indicamos visitas ao Sabina Escola Parque do Conhecimento e Planetário e Teatro Digital Johannes Kepler, MASP, Pinacoteca e a livrarias com programação para crianças no período de férias”.

As professoras da área de inglês também dão dicas culturais por série e que sejam semelhantes aos conteúdos que as turmas estão estudando. “Sugerimos aos alunos do 4º ano ir ao Zoo São Paulo ou ao Aquário de São Paulo, pois eles vão estudar sobre os animais e suas características. Assim, eles podem anotar aspectos interessantes e em sala de aula, compartilhar com seus colegas, comparando as características e os animais vistos”, comenta a orientadora. Ainda para o 4º ano, outra proposta é que o aluno escreva uma reportagem de turismo, dando dicas de um lugar interessante que ele visitou ou viajou com a família.

Aos alunos do 5º ano, as dicas são brincadeiras lúdicas para que as crianças se divirtam no mês de julho. Os locais sugeridos são o Museu da Imaginação, em que o aluno pode apostar uma corrida de saco, ouvir histórias ao redor de uma fogueira, tocar instrumentos musicais e participar de um caça ao tesouro; o Festival Risadaria Kids, braço do Festival RISADARIA, maior festival de humor do mundo, que traz espetáculos circenses, teatro, música e oficinas; e o Escape 60, um lugar de entretenimento especializado em jogos de fuga, que permite a crianças e adultos viver de verdade aventuras como nos filmes e games.

“A aprendizagem é contínua. O aluno tem um distanciamento nas férias da aprendizagem formal, porém ele deve continuar aprendendo”, diz Janice Pontes, coordenadora do Ensino Fundamental I do Colégio Humboldt. Ela também indica manter o hábito da leitura, mas sem formalidades. “Ir a uma livraria, participar de oficinas, fazer atividades lúdicas, e até cruzadinhas também são indicados”.

Durante o período, ela também sugere que as crianças façam atividades culturais, como ir ao teatro, assistir a um espetáculo musical ou visitar museus, assim também como frequentar espaços ligados à natureza, com projetos de sustentabilidade, inclusive para os pais fazerem junto aos filhos. “Quanto mais contato com a natureza, para que eles possam correr, brincar, participar de oficinas ao ar livre ou uma ida ao parque, melhor”.

Janice também valoriza a convivência com a família durante as férias. “Fazer coisas em casa, como cozinhar ou preparar um lanche juntos, fazer uma refeição, seja um café, um almoço ou uma janta, favorece o fortalecimento do relacionamento da criança com pais e responsáveis”.

A coordenadora alerta pais para tratar com seletividade atividades ligada a computador e games. “Quando a criança sai de férias, ela deve fazer o uso da criatividade e aproveitar as possibilidades para exercitar o ócio. Descansar e se distanciar das coisas que as estressam, também são sugestões para o período”.

Dentre as atividades para se divertir, Cleonice Martini, coordenadora educacional do Ensino Fundamental II do Colégio Mary Ward, localizado no bairro do Tatuapé, em São Paulo, dá dicas culturais simples, enriquecedoras, e que não pesam muito no bolso, como é o caso da visita a pontos turísticos da cidade, como MASP, na avenida Paulista, a feirinha da Liberdade, e o Mercadão Municipal. “São pontos que podem ser visitados e explorados por estudantes de todas as séries”.

De acordo com a coordenadora, os momentos de descontração com a família também são importantes. Entre as atividades propostas pela coordenadora, encontram-se um Dia de Master Chef. “A criança pode preparar um jantar para a família ou convidar os avós para um dia especial”. Outras dicas propostas são: Um dia de piquenique no parque. “Em São Paulo, há uma variedade de parques, como Parque do Carmo e o Ibirapuera, que tem ótimos espaços para piqueniques”. Jogos diversos em casa, como caça ao tesouro ou com os que já possuem em casa. “O importante é usar a criatividade e envolver-se nesse mundo mágico da imaginação, recheado de muito amor e desejo de momentos especiais com as crianças”, ressalta a coordenadora.

“Como coordenadora educacional, oriento nossos alunos a aproveitarem o momento de férias para realmente descansarem e renovarem as energias para o próximo semestre. Sugiro que desfrutem de atividades prazerosas, aproveitem momentos diferenciados com a família e os amigos. No entanto, na última semana, o ideal é que comecem a se preparar para o retorno às aulas, por isso é sempre bom dar uma revisada nos conteúdos que já foram trabalhados e reforçar as disciplinas que apresentam maior dificuldade”, finaliza.





Saiba que tipos de lâmpadas LED terão a venda proibida a partir de 17 de julho



Após o dia 17 de julho fica proibido comercializar lâmpadas LED (com regulador integrado à base) sem certificação do Inmetro


As lâmpadas LED já são realidade no mercado nacional, ganhando a preferência dos consumidores, que vêm cada vez mais aprendendo a importância da economia de energia dentro do orçamento familiar, bem como do uso de produtos sustentáveis, que não agridem ao meio ambiente.

É possível hoje encontrar todos os tipos e formatos de lâmpadas LED, muitas vezes com os mesmos formatos das lâmpadas que conhecemos de outras tecnologias, com a finalidade de facilitar a vida do consumidor nessa substituição. Entretanto, é possível encontrar também os mais diversos níveis de qualidade nos produtos LED.

Por isso mesmo, o consumidor deve ficar atento: no próximo dia 17 de julho de 2017 termina o prazo para comercialização no Brasil, por atacadistas e varejistas (*), de lâmpadas LED sem certificação do INMETRO do tipo com regulador integrado à base, ou seja, aquelas que não precisam de outros dispositivos para ligação e/ou que podem ser ligadas direto na rede elétrica.

A certificação é a ferramenta que assegura, não só ao consumidor como aos distribuidores e varejistas, que uma organização independente, por meio da análise do processo de fabricação e ensaios em laboratórios, verificou que o produto está em conformidade com padrões específicos de segurança, desempenho e qualidade estipulados por um órgão certificador renomado.


Mas como identificar uma lâmpada LED certificada?

A Abilumi (Associação Brasileira dos Fabricantes e/ou Importadores de Produtos de Iluminação) orienta o consumidor a verificar os seguintes itens na embalagem:

- Todas as informações devem, obrigatoriamente, estar em português.

- Nome do fabricante, CNPJ e telefone do SAC.

- Selo do Inmetro.

- Potência em Watts.

- Fluxo luminoso em lúmens.

- Eficiência luminosa em lúmens por Watt.

- A etiqueta deve conter ainda, na parte de segurança, um número de registro, pois alguns fornecedores estão colocando apenas XXXXXX (veja indicação na imagem abaixo). Caso isso aconteça, não tenha dúvida, a certificação é falsa!


A motivação para a certificação de lâmpadas LED não foi diferente das outras lâmpadas: expurgar do comércio importadores e fabricantes que encontraram no mercado brasileiro, desregulamentado, uma oportunidade de comercializar lâmpadas baratas, com baixa qualidade, não só em termos de desempenho, como de segurança. Segundo o engenheiro elétrico e Assessor Técnico da Abilumi, Rubens Rosado, com o mercado desregulamentado, consumidores que se preocupam apenas com o preço no momento de aquisição de suas lâmpadas perdem triplamente.

“Primeiro, por colocarem em risco sua vida e suas instalações, com produtos que não têm, por exemplo, isolamento adequado e proteção contra curto circuito. Segundo, por estarem sendo enganados em relação às informações de embalagem, como fluxo luminoso e potência, inferiores ao que o produto proporciona. Terceiro, por que fica difícil para os importadores e fabricantes comprometidos com a qualidade trazerem para o mercado interno produtos com novas tecnologias, mais eficientes, mais seguros, que estão surgindo no mercado internacional a cada dia”, explica o especialista. “A qualidade tem um preço, que deve ser justo para quem comercializa e para quem adquire um produto”, completa o engenheiro.

Vale ressaltar que após o fim do prazo estabelecido, ações de fiscalização ocorrerão e lojistas e distribuidores poderão ser autuados, sendo passiveis de apreensão das mercadorias sem certificação e multa. Dessa forma, é necessário agora que consumidores, lojistas e distribuidores se preparem para as novas regras, deixando de adquirir produtos duvidosos e comprando só produtos certificados.

Hoje as empresas com responsabilidade já oferecem produtos certificados, pois entendem a importância de garantir a qualidade de seus produtos.


 (*) Atacadistas e varejistas cadastrados como Micro e Pequenas Empresas (MPE) terão o prazo para comercialização destas lâmpadas prorrogado até 17 de janeiro de 2018.




ABILUMI (Associação Brasileira de Fabricantes e/ou Importadores de Produtos de Iluminação)





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