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quarta-feira, 15 de março de 2017

IR 2017: Entenda mudanças e saiba como fazer a declaração sem riscos



Com algumas mudanças, IR exige cuidados que vão do preenchimento às informações de despesas

De março a abril, a declaração de imposto de renda tem prazo obrigatório para todas as pessoas físicas residentes no Brasil que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2016. Com algumas novidades para esse ano, fazer a declaração de maneira correta pode evitar problemas com a Receita Federal. 

Aparentemente, qualquer pessoa pode preencher a declaração de Imposto de Renda, devido à grande quantidade de conteúdo sobre o assunto disponível na internet. Porém, entender como fazer é que faz toda a diferença. “É sempre melhor quando se tem uma visão macro sobre a declaração e não apenas entendê-la por partes. Para fazer a declaração do IR de maneira correta é preciso ter uma visão geral, por isso, ter ajuda de um contador é sempre recomendado”, explica o diretor da CSL Assessoria Contábil, Claudionei Santa Lucia.

Segundo o contador, alguns inconvenientes podem ser evitados, como cair na temida malha fina. “Se a declaração for para a fiscalização da Receita Federal, podem demorar até cinco anos para que o problema seja resolvido e o documento liberado”, afirma. Por isso, se planejar, organizar e antecipar a entrega é o melhor a se fazer para evitar qualquer imprevisto.

“Se for possível, o ideal é ter um contador que te receba e o cliente possa conversar, trocar documentos, checar comprovantes e se atualizarem sobre as mudanças de uma no para o outro. Quem entrega a declaração antes, recebe sua restituição já nos primeiros lotes disponibilizados pela Receita Federal. Fazer antecipadamente também evita imprevistos, como a falta de um documento obrigatório, o que pode ser punido com multa fixa”, explica Santa Lucia.

Tempo é sinônimo de organização na hora do IR 2017. Abaixo, confira três mudanças para a declaração do imposto de renda esse ano:


Rendimento anual
Houve um reajuste para determinar quem declara ou não imposto de renda. Para esse ano, são considerados declarantes pessoas físicas com renda superior a R$ 28.559,70.


Programa atualizado
Em 2017, a o programa para preenchimento do IR foi atualizado. Agora é preencher e enviar o arquivo não precisando utilizar outro software.


CPF para dependentes
Se você possui dependentes com mais de 12 anos é preciso declarar o CPF de cada um deles. Caso o dependente não tenha o documento a Receita Federal não fará as deduções. Portanto, fique atento a importância do documento.

Além das mudanças, o contribuinte deve ficar atento aos principais erros cometidos na hora de fazer a declaração. De acordo com Claudionei Santa Lucia, omissão de rendimentos e declarações de despesas médicas são duas das principais falhas na hora de informar a Receita Federal.  “Despesas médicas precisam ser comprovadas. Sem um recibo, por exemplo, não há comprovação de gastos. Por isso, sempre aconselhamos a todos que guardem seus recibos ou notas fiscais por pelo menos cinco anos”, afirma.

Outro ponto que o contribuinte deve ficar atento é sobre a declaração de bens, que deve ser feita de acordo com o valor de compra. “É comum querer declarar pelo valor que o bem tem em 2017, mas qualquer valorização só pode ser aceita se houver como provar. Neste caso, melhorias, reformas e qualquer atualização no imóvel deve ter comprovação de despesas, como recibos e notas fiscais com os gastos”, explica o diretor da CSL.

Organização e preparo são as duas ações para se fazer neste momento. Além disso, é sempre recomendado contar com a ajuda de um profissional que possa validar a declaração de imposto de renda. Fique atendo ao prazo, que termina dia 28 de abril.




Como ser um consumidor antenado no Dia do Consumidor



Em homenagem ao dia do consumidor, confira algumas dicas de como melhorar sua experiência de compra online


O e-commerce brasileiro vem se fortalecendo com o passar dos anos. Só no primeiro semestre de 2016 o setor tinha crescido 5,2% em relação a 2015 de acordo com a EBIT, empresa responsável pelas análises da área. Essa estatística não foi a única que cresceu, o ticket médio também aumentou, contudo, os números de compras diminuíram.

Então, como é possível que o lucro do e-commerce brasileiro foi mais alto em 2016 do que em 2015 se a quantidade de compras foi menor? A resposta é simples. O comportamento do consumidor mudou, além, é claro, da crise econômica que afligia o país. Consequência disso foi o aumento de 42% do uso de parcelas únicas nas compras realizadas online. Fato que também revela a imersão das classes A e B no e-commerce brasileiro.

Dados do EBIT mostram que o Dia do Consumidor de 2016 faturou R$271 milhões. O número de pedidos teve um aumento de 19%, enquanto o faturamento de 12%, em relação a 2015. Já no ano como um todo, o crescimento do e-commerce no Brasil foi de 7,4% em 2016.

Porém, quanto maior o número de pessoas comprando na rede, maior o número de pessoas expostas aos riscos da internet. Spam, vírus, hackers, fraudes, roubos, cartões clonados. Por mais que as empresas busquem uma experiência cada vez melhor para seus usuários, o que inclui cada vez mais segurança, é preciso que o próprio consumidor esteja atento.

  1. 1. Busque referência
De acordo com os dados da EBIT, o número de busca no Reclame Aqui durante a Black Friday de 2016 sofreu um aumento de 26% se comparado com os dias comuns, o que mostra que cada vez mais os usuários estão interessados nas empresas com as quais estão se relacionando. Além do site, as páginas das redes sociais também são boas fontes de referência de uma empresa, principalmente para as quais oferecem serviços. Apenas tome cuidado com perfis fakes.
Outro fator relevante que pode ajudar na hora de avaliar uma empresa é a Trusted Company, que coleta reviews de diversos usuários e torna essa avaliação pública. Empresas de todos as áreas utilizam a plataforma, um exemplo é a Remessa Online, plataforma independente que realiza transferências internacionais completamente online, por meio de um sistema simples e menos burocrático, avaliada pela plataforma com nota 4.7 de 5.

  1. 2. Valores
Será que aquele produto que está na promoção realmente tem algum desconto? A internet também ajuda nessa missão. Hoje existem ferramentas que possibilitam o acompanhamento do histórico do valor de alguns produtos, os comparadores.

  1. 3. Compra assegurada
Após realizar a compra ainda existe o medo de que aconteça algo com seu produto durante o caminho da entrega? Tenha certeza de que a empresa que você está se relacionando ofereça um seguro. Diversas empresas oferecem esse tipo de serviço. Um exemplo é a BeeCâmbio, correspondente cambial online que possibilita a compra de moedas estrangeiras e a visualização das cotações em tempo real.

Se mesmo depois das pesquisas e certeza de que a compra está sendo feita em uma empresa séria o consumidor ainda tiver algum tipo de problema, existe o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor, mais conhecido como PROCON, que tem o objetivo de mediar entre o comprador e seu fornecedor. Para entrar em contato com eles, basta discar o 151 no seu telefone.





Fraudes em alimentos prejudicam saúde dos brasileiros



Auditores Fiscais Federais Agropecuários alertam para os perigos de produtos adulterados ou não certificados


Neste Dia do Consumidor (15/3), Auditores Fiscais Federais Agropecuários alertam a população para produtos que oferecem risco à saúde. Pescados, orgânicos e queijos estão na mira dos profissionais. As fraudes vão desde a adulteração de selos de inspeção, troca de produtos e falta de certificação para orgânicos.

No caso dos pescados, a substituição é uma das principais irregularidades encontradas. “O bacalhau e o linguado estão entre os alvos. São trocados por peixes de menor valor, como o panga, o alabote e a polaca do Alasca. O polvo também é alterado por lulas gigantes, que, pelo tamanho de seus tentáculos (braços) e similaridade são facilmente confundíveis”, explica o auditor agropecuário Rodrigo Mabília.

Ele destaca que a fraude representa um sério problema de integridade econômica que afeta o bolso do consumidor, além de desrespeitar moralmente o direito de escolha pela espécie que deseja consumir. Mabília acrescenta que o problema está relacionado a crimes ambientais, com o envolvimento de espécies ameaçadas de extinção, além de aspectos nutricionais e de saúde pública.

O queijo é outro produto alvo de fraudes. O auditor federal agropecuário Cristovão Morelly dá algumas dicas. Além de observar a origem sanitária, como, por exemplo, se a marca é reconhecida e se no rótulo há dados do fabricante, bem como o selo do Serviço de Inspeção Oficial – SIF (federal), SIE (estadual) e SIM (municipal) –, é preciso cuidado em relação a outros aspectos: odores exalados, sujeiras presentes no produto e possíveis distorções no rótulo.

Atenção para os queijos ralados. Segundo Morelly, qualquer queijo passado por uma salga pesada ganha consistência para ser ralado. Os produtos clandestinos produzidos com leite cru, sem o processo de pasteurização, ou seja, sem aquecimento e alterações, também podem ser ralados, após o processo de salga. “Por ser feito com leite cru, o alimento ganha características indesejáveis como odor pútrido”, destaca o fiscal. Ele afirma que sujeiras no produto, até mesmo baratas, além de contaminações de inseticidas e raticidas, podem estar no queijo produzido em local clandestino, sem a devida higienização. Adição de amido de milho e uso de leite rejeitado pelas indústrias por estar vencido ou fora de qualidade também ocorrem em produções fraudulentas.

Já no caso dos orgânicos, a auditora federal agropecuária Vera Lucia Ferreira, afirma que principal característica do produto é seu sistema de cultivo sem a utilização de agrotóxicos, organismos geneticamente modificados, adubos químicos ou substâncias sintéticas que agridam o meio ambiente. “Ao adquirir algo orgânico, o consumidor está contribuindo para o fortalecimento de um novo modelo de produção que considera questões fundamentais como a otimização de recursos naturais, a sustentabilidade econômica e ecológica, a maximização dos benefícios sociais e a minimização da dependência de energia não renovável”, explica Vera, que é engenheira agrônoma.

Para o consumidor, não é fácil saber se o alimento é orgânico ou não. No entanto, existem formas de comprovar se o que está sendo ofertado cumpre com as exigências legais que podem garantir a qualidade orgânica. Nos mercados em geral, ressalta a auditora, o consumidor deve observar se o produto tem no rótulo o selo do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (SisOrg) e se foi verificado por "Certificação por Auditoria" ou "Certificação por Sistema Participativo de Garantia".





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