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terça-feira, 14 de março de 2017

10 mitos e verdades sobre o cabelo



A dermatologista Paula Sanchez desvenda as principais mentiras contadas sobre os fios


Você já ouviu falar que tirar um fio de cabelo branco faz nascer dois no lugar? E que quando cortamos os fios eles nascem mais fortes? Essas e outras informações capilares circulam no nosso dia a dia com frequência, porém será que são realmente verdadeiras? A Dra. Paula Sanchez, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, selecionou 10 afirmações comuns sobre os fios e explica quais são mitos e quais são verdadeiras! Confira:


1- Se eu diminuir o número de lavadas, meu cabelo terá menos queda: Mito.  Há uma queda normal de 50 a 100 fios por dia que é perceptível principalmente quando lavamos os cabelos. Se diminuirmos o número de lavadas, teremos a impressão de que mais cabelos estão caindo quando lavarmos, uma vez que essa queda diária se acumulará.


2- Água quente prejudica os fios: Verdade. A água quente aumenta a produção de sebo pelas glândulas do couro cabeludo predispondo o aparecimento de caspa. Além disso, pode deixar os fios mais opacos e quebradiços. A dica é tomar banho em temperatura morna!


3- Prender ou dormir com os cabelos molhados prejudica os fios: Verdade. A umidade no couro cabeludo predispõe a infecções bacterianas e fúngicas. Além disso, o fio molhado é mais suscetível à quebra, por isso o ideal é dormir com os fios secos.


4- Quando arrancamos um fio de cabelo branco, nascem dois fios no lugar: Mito. Essa impressão pode ocorrer, pois à medida que o tempo passa mais fios brancos nascem então se você encontrou um fio branco, muito provavelmente outros irão nascer com o tempo, independentemente se você arrancou ou não. Isso não está relacionado com a retirada de um fio, mas sim com o envelhecimento!


5- Quando cortamos os cabelos, os fios crescem com mais força: Mito. Na verdade, quando cortamos os cabelos eliminamos as pontas duplas e as partes danificadas, melhorando sua qualidade e aspecto. Nós temos a impressão que ele está crescendo mais forte, mas na verdade é o comprimento que está saudável.


6- Estresse pode levar a queda de cabelos: Verdade. Situações estressantes do dia a dia provocam um desequilíbrio no ciclo de crescimento do cabelo, resultando na queda excessiva. O sono irregular também pode provocar aumento da queda capilar.


7- A alimentação adequada ajuda a prevenir quedas: Verdade. Uma alimentação rica em vitaminas, ferro e proteínas torna os cabelos mais fortes e os protegem da queda!


8- O uso de escova e tração excessiva ao prender os cabelos pode levar à queda: Verdade. Processos que tracionem o couro cabeludo podem provocar diminuição dos cabelos na área da frente da cabeça, conhecida como alopecia de tração. Quando puxamos demais os cabelos para alisá-los ou quando os prendemos de maneira muito apertada, podemos, em longo prazo, provocar falhas na região frontal do cabelo de tanto puxar.


9- As chapinhas devem ser usadas em diferentes temperaturas para cada tipo de cabelo: Verdade. Nos cabelos mais grossos, a temperatura pode ser mais elevada (até 190 graus), enquanto os cabelos finos ou submetidos à química suportam temperaturas mais baixas (até 150 graus). O tipo de cabelo também determina a frequência do uso da chapinha, mas de modo geral, não é recomendado fazer o processo mais de 3 a 4 vezes na semana.


10- O uso de chapinha faz mal ao cabelo: Mito.  A chapinha não faz mal ao cabelo, mas não devemos esquecer de que seu uso deve ser feito após aplicação de produtos termoativados para proteger os fios e também não exagerar na frequência e na temperatura do aparelho. Também é importante realizar hidratações semanais ou quinzenais!




Dra. Paula Sanchez - Formada em Medicina pela Universidade de São Paulo, Dra. Paula Sanchez se especializou em Dermatologia pelo Hospital das Clínicas, em São Paulo. Hoje é membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. Em sua clínica, localizada em Pinheiros, Paula trabalha com tratamentos e serviços estéticos, principalmente na área capilar. Além disso, a médica é uma ótima fonte para dermatologia infantil.




Plásticas reparadoras e autoestima



Entenda como as cirurgias plásticas reparadoras ajudam pacientes a corrigir condições indesejadas e se sentirem melhor com o próprio corpo


Alguns acidentes podem deixar sequelas inestéticas e incômodas. Queimaduras, por exemplo, quando em grau de intensidade elevado e em determinadas áreas do corpo, geram danos profundos à pele, ocasionando deformidades e cicatrizes limitantes. Doenças graves, como o câncer de pele, além de ameaçarem a vida do paciente, também podem deixar marcas físicas e psicológicas profundas. Nesses e em outros casos, a cirurgia plástica pode ser uma aliada importante na recuperação do paciente e na retomada de seu bem estar físico e mental.

Segundo o cirurgião plástico Roger Vieira, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da American Society of Plastic Surgeons (ASPS), as intervenções cirúrgicas que tratam tais condições são chamadas reparadoras, e justamente devido ao seu caráter restaurador, são muito benéficas para a saúde do paciente. “São cirurgias consideradas necessárias para que o paciente viva bem e realize melhor as atividades do dia a dia. Além disso, ao promoverem mudanças na aparência, elas contribuem para elevar a autoestima e trazer bem estar”. O médico ressalta que vários dos procedimentos estão disponíveis pelo SUS, entre eles o tratamento de feridas crônicas, cuidados com queimaduras e tratamento de tumores de pele e câncer de mama. Casos de crianças com fendas labiais e palatinas, além de cirurgias para correção de excesso de pele em ex-obesos mórbidos, também estão entre os procedimentos fornecidos pelo atendimento público.

Dados divulgados recentemente pela SBCP mostram que os brasileiros estão mais conscientes dos ganhos funcionais que esse tipo de procedimento pode trazer. Segundo levantamento, em 2009, foram realizadas 170 mil cirurgias reparadoras no país, o que correspondeu a 27% do total. Em 2013, o número passou para 1,23 milhão, representando 40%.

De acordo com a entidade, o tratamento dos cânceres de pele e de mama são os principais responsáveis por esse crescimento, mas não porque a incidência das doenças aumentou, e sim porque mais pessoas passaram a buscar a cirurgia plástica reparadora. No primeiro, ela atua removendo as sequelas deixadas pelo tumor, enquanto, no segundo, é feito o trabalho de reconstrução mamária. Outro fator significante da maior demanda é a popularização das cirurgias de redução de estômago. “Quando há perda significativa de peso, o paciente fica com excesso de pele na região da barriga, braços, pernas, entre outras, o que pode atrapalhá-lo a realizar uma série de atividades simples, como ir ao banheiro, realizar a higiene local ou até caminhar. Por isso a necessidade da cirurgia plástica reparadora para remoção dessa pele em excesso”, explica Vieira.

Na maioria desses tratamentos, a atuação do cirurgião plástico se dá de forma conjunta à de outros especialistas. Em casos de pessoas que sofreram grandes queimaduras, por exemplo, é importante também a atuação de assistentes sociais, nutrólogos, psicólogos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. “Outro exemplo: fonoaudiólogos, psicólogos, otorrinos, nutricionistas e pediatras trabalham em conjunto com o cirurgião plástico na abordagem de crianças que nasceram com fenda palatina e lábio leporino”, exemplifica Roger Vieira. “Todas as especialidades dependem entre si para atender de forma completa o problema do paciente. Caso o cirurgião plástico seja o primeiro a ser procurado para o tratamento, é seu dever solicitar a opinião de colegas em outras áreas para avaliar o melhor caminho a ser tomado em cada situação”.


Casos mais recorrentes

A finalidade da cirurgia plástica reparadora é a restauração ou correção de problemas anatômicos e funcionais do indivíduo. Em boa parte dos casos, são condições adquiridas após acidentes, doenças ou mudanças bruscas no organismo. Há também os casos em que as pessoas já nascem com a condição indesejada.

Segundo pesquisa da SBCP, os tumores de pele são o principal motivo para procura pelas cirurgias reparadoras (39,9% dos casos), seguidos de deformidades congênitas (12%) e reconstrução mamária (8,4%). Dentro de deformidades congênitas, incluem-se as cirurgias para correção das chamadas orelhas de abano (otoplastia), lábio leporino, anomalias cranianas e defeitos nas mãos.

Outras situações em que a cirurgia plástica reparadora pode ser necessária são:

- Traumas e lesões deformantes na região dos olhos, nariz, orelhas, estrutura óssea da face (fraturas) e mãos

- Grandes lesões com perda de tecidos nos membros superiores e inferiores
- Sequelas de queimaduras

- Cicatrizes alargadas, retraídas e deformantes

- Feridas crônicas e complexas que não cicatrizam sozinhas (comuns em diabéticos, idosos de cama e pacientes debilitados)

- Grandes excessos de pele em decorrência da perda elevada de peso




Fonte: Roger Vieira Cirurgia Plástica



Saúde e boa forma: aposte na dieta para eliminar a barriga e controlar a síndrome metabólica



Aporte nutricional adequado é fundamental para combater o acumulo de gordura abdominal


Os brasileiros são, sem dúvidas, um povo que se preocupa com a estética, pelo menos é o que apontam os dados do setor. Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética (Isaps) o país ocupa a segunda posição no ranking de cirurgias plásticas, atrás somente dos Estados Unidos, e o procedimento mais famoso por aqui é a lipoaspiração, que corresponde a extração de gorduras. No entanto, apesar de toda a preocupação dos brasileiros com a boa forma, pesquisas do Ministério da Saúde apontam que no país 56,9% dos adultos acima dos 20 anos sofrem com excesso de peso, e o percentual é maior ainda entre as mulheres. Porém, a preocupação vai muito além da estética, já que o acúmulo de gordura corporal, especialmente na região do abdome é destacado entre os principais fatores de risco para o surgimento de diversas doenças.

O que sua barriga diz sobre sua saúde

Há dois tipos de gordura na região abdominal: a subcutânea e a visceral. A primeira está localizada logo baixo da pele e acima dos músculos. Ela é mais recorrente em mulheres devido ao estrogênio – hormônio feminino responsável pelo controle da ovulação e que também favorece esse acúmulo de gorduras – e se acumula nos culotes, quadris e barriga, conferindo aquele formato de pera ao corpo. A subcutânea é a gordura mais visível e tem o aspecto mole, além disso é responsável pela celulite. Ela é menos perigosa, porém é a mais difícil de eliminar.

Já a gordura visceral está sob o musculo e em torno dos órgãos e, apesar de ter a função de formar uma parede protetora, seu excesso é extremamente nocivo à saúde, pois, coloca a pessoa numa alta taxa de risco para o desenvolvimento de doenças graves como hipertensão, aumento de triglicerídeos, elevação do colesterol ruim e alterações metabólicas. Os homens têm maior propensão para acumular esse tipo de gordura que se concentra prioritariamente na região da barriga e confere um formato de maçã e aspecto duro.

Segundo a nutricionista Sinara Menezes o acúmulo dessas gorduras é fruto, sobretudo, da má alimentação e do sedentarismo: “Uma dieta desbalanceada, rica em carboidratos simples, pode causar muitos danos ao organismo. O consumo excessivo de açúcar e amido não só propiciam o aumento do tecido adiposo no abdômen como também desencadeiam uma série de problemas de saúde, inclusive a síndrome metabólica” – explica a profissional da Nature Center.

O que é síndrome metabólica e seu prejuízo à saúde

As gorduras localizadas na circunferência da cintura têm grandes chances de acarretar patologias que resultem na síndrome metabólica, conhecida antigamente como síndrome X. Ela configura um conjunto de fatores de riscos como obesidade, hipertensão arterial, altos níveis de glicose, colesterol e resistência à insulina – aspectos que aumentam significativamente as chances de desenvolver diabetes e doenças cardíacas. Além disso, ela também está relacionada a uma taxa de mortalidade duas vezes maior, se comparado a população sadia e até três vezes mais em casos de doenças cardiovasculares.

Resistência insulínica é uma das principais causas

Estudos comprovam que, além da obesidade, todas as condições de risco da síndrome metabólica possuem por um elo em comum: a ineficiência da insulina. Esse hormônio secretado pelo pâncreas é o responsável pelo metabolismo dos carboidratos, ou seja, ela retira toda a glicose, ingerida através dos alimentos, do sangue e conduz para todas as células do organismo para que seja transformada em energia. Além disso esse hormônio participa de outras funções essenciais como o controle dos níveis de açúcar no sangue e o metabolismo de lipídios e proteínas.

A obesidade é o gatilho

A resistência insulínica começa quando há um ganho de peso excessivo e o aumento do tecido adiposo, fazendo com que o pâncreas tenha que produzir uma quantidade maior do hormônio para que ele consiga desempenhar suas funções no organismo, porém, quanto mais insulina é liberada, mais as células tendem a se proteger do excesso dela e, com isso, maior será o trabalho do pâncreas que, em determinado momento, perde a capacidade de continuar produzindo mais insulina, e é aí que os níveis de açúcar no sangue ficam elevados e surgem diversas patologias em decorrência disso, como a diabetes tipo 2.

Riscos e sintomas

Em geral as chances de desenvolver a síndrome metabólica aumentam com o envelhecimento, mas pessoas sedentárias e com alimentação desregrada, que possuem histórico de diabetes na família, níveis elevados de gordura no sangue, pressão alta ou o aumento do peso e acúmulo de gordura, principalmente na região da cintura, são mais propensas a serem diagnosticadas com a doença. O grande perigo por trás destes problemas é que a síndrome é silenciosa: em geral as pessoas conseguem conviver bem com os sintomas e a maioria nem sequer percebe a existência da disfunção, quadro que eleva ainda mais o risco para desenvolvimento de doenças graves como a diabetes e as cardiovasculares.

Mudança de hábitos

Um dos maiores problemas da vida moderna é a falta de tempo, e isso faz com que a maioria das pessoas acabem se descuidando da alimentação, abrindo mão da própria saúde em prol da praticidade, por isso, ao invés de consumir alimentos naturais e caseiros, grande parte opta pelos industrializados, refeições congeladas e pré-cozidas, que ficam prontas dentro de alguns minutos no micro-ondas, porém, para evitar essas gorduras prejudiciais tanto para a estética quanto para o organismo é crucial a adoção de novos hábitos alimentares.

Segundo Menezes uma dieta nutricional balanceada é a melhor forma de prevenção contra a gordura abdominal: “Para perder barriga não basta somente focar nos exercícios, ainda que sejam necessários para acelerar a queima e fortalecer o organismo, eles sozinhos não fazem efeito. É preciso se preocupar primeiro corrigir a alimentação, investindo num cardápio equilibrado que ajude a reduzir a gordura de forma eficiente, beneficiando não somente a estética, mas principalmente a saúde”.

O tratamento começa na mesa

Para a nutricionista, o primeiro passo para enxugar a silhueta e dar adeus às gordurinhas indesejadas de forma saudável é reduzir a ingestão calórica e moderar nos carboidratos, além de fugir do sedentarismo. Aliar um cardápio balanceado à pratica de atividades físicas regulares pode garantir uma saúde melhor e até mesmo a famosa “barriga negativa”.

Invista nas fibras

As fibras figuram entre os alimentos mais poderosos no processo de emagrecimento, isso porque elas conseguem se prender às moléculas de gordura e reduzir consideravelmente a absorção, eliminando boa parte nas fezes. Outro ponto importante é que elas dão uma sensação de maior saciedade de forma rápida e prolongada, fazendo com que a pessoa se sinta satisfeita com uma quantidade menor de alimento e demore a sentir fome novamente. Elas ainda potencializam o desempenho do intestino e eliminação de toxinas.

Aposte nos termogênicos

Os alimentos termogênicos tem a capacidade de acelerar o metabolismo e aumentar a queima de gorduras. Eles fazem com que o organismo gaste mais energia na digestão e utilize as reservas de gordura do corpo como fonte. Um bom exemplo de termogênico é o café, pois a cafeína presente na bebida estimula o metabolismo, reduz o cansaço e dá mais disposição para praticar exercícios físicos.

Mantenha-se hidratado

É recomendado que se consuma pelo menos 2 litros de água por dia. Além de ser fundamental para manter o bom funcionamento do organismo a ingestão adequada de água ainda reduz a retenção de líquidos e diminui o inchaço corporal. Outro ponto importante é que, quando se aumenta o consumo de fibras a água se torna essencial para evitar o congestionamento do intestino.

Modere os carboidratos

Como são rapidamente absorvidos pelo organismo, os carboidratos simples estão entre os alimentos que tem maior chance de virar gordura estocada no corpo, especialmente na barriga. No entanto, como este nutriente é a principal fonte de energia do organismo não deve ser totalmente eliminado da dieta. A alternativa? Fazer escolhas mais qualificadas “O ideal é consumir, com moderação, carboidratos complexos, que são os integrais, pois eles são considerados de baixo índice glicêmico devido as suas fibras que ajudam a reduzir a quantidade de absorção no organismo.” A nutricionista lista exemplos de substituições inteligentes: “Trocar a batata inglesa pela doce, o arroz branco pelo integral e fazer o mesmo com o tradicional pãozinho francês, substituindo-o pela versão integral”.

Diminua o glúten

O glúten é capaz de causar maior lentidão no metabolismo, ou seja, faz com que o organismo queime menos gordura e retarde o processo de emagrecimento. Além disso, ele também induz uma produção maior do hormônio que armazena a gordura na região abdominal e prejudica o desempenho do intestino, impedindo a liberação das toxinas de forma rápida. Portanto, mesmo que pessoa não seja celíaca e tolere bem o alimento, é preciso moderar o consumo para evitar maiores transtornos.




Fonte: Nature Center





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