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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

DPOC, a doença do cigarro, mata aproximadamente 100 pessoas9 por dia no Brasil – Em São Paulo, estima-se que 1 milhão de pessoas sofrem com a doença1,2




O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável no mundo. Estima-se que um terço da população mundial adulta seja fumante3. O resultado desse número alarmante é o crescimento de casos de doenças relacionadas ao fumo, como a DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), que será a terceira maior causa de morte até 2020, atrás apenas das doenças cardiovasculares e neurológicas. 4,5

A DPOC é uma doença do sistema respiratório caracterizada pela diminuição progressiva da capacidade respiratória, devido à obstrução das vias aéreas e perda de função pulmonar6. Apesar de pouco conhecida, já acomete aproximadamente 11 milhões de pessoas apenas no Brasil1,17, sendo que  estimativas indicam que 70% dos pacientes permanecem não diagnosticados.6,11 Em São Paulo, estima-se que 1 milhão de pessoas tenham a doença, com base em dados de prevalência brasileiros1,2. 

Falta de ar excessiva, tosse e produção de catarro - com ou sem chiado no peito -, são sinais de alerta.5 Em estágios mais avançados da doença pulmonar obstrutiva crônica, os pacientes não conseguem realizar atividades básicas como tomar banho, lavar a louça, levantar da cama, subir alguns lances de escada e até mesmo caminhar12,13.

A prevalência da doença é maior em pessoas acima dos 40 anos, fumantes ou ex-fumantes5 e, por causa disso, os sintomas são geralmente confundidos com o envelhecimento natural, causando atraso no diagnóstico. Quando a doença é descoberta, muitas vezes,  até 50% da função pulmonar já está perdida14.

A DPOC não tem cura, porém parar de fumar, mudar o estilo de vida e seguir o tratamento corretamente, permite que o paciente tenha mais qualidade de vida15.


Sugestão de porta-voz: Dr. Mauro Gomes, Professor da Disciplina de Pneumologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de S. Paulo.


DPOC em números

Em São Paulo:
·         Estima-se que 1 milhão  de pessoas tenham DPOC, com base em dados de prevalência brasileiros.1,2


No Brasil
·         Calcula-se que aproximadamente 11 milhões de brasileiros têm DPOC1,17
·         Estimativas indicam que 70% dos pacientes com DPOC no Brasil permanecem não diagnosticados6,11
·         Na última década, a doença foi a quinta maior causa de internação no SUS entre os maiores de 40 anos com cerca de 200 mil hospitalizações por ano.16
·         DPOC mata aproximadamente 100 pessoas8 por dia no Brasil.




Referências
1.       Menezes AMB, Perez-Padilla R, Jardim JR, et al. Chronic obstructive pulmonary disease in five Latin American cities (the PLATINO study): a prevalence study. Lancet. 2005 Nov 26;366(9500):1875-81.
2.       Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São Paulo. Disponível em: http://www.censo2010.ibge.gov.br/sinopse/index.php?uf=35&dados=26#topo_piramide. Acesso em 03/08/2016.
3.       Portal Brasil. Disponível em: http://www.brasil.gov.br/saude/2009/11/tabagismo1. Último acesso em 29/07/2016
4.       Murray CJ, Lopez AD. Alternative projections of mortality and disability by cause 1990-2020: Global burden of disease study. Lancet. 1997 May 24;349(9064):1498-504.
5.       Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD). Global Strategy for the Diagnosis, Management, and Prevention of Chronic Obstructive Pulmonary Disease. Atualizado 2016. Disponível em: http://www.goldcopd.org/guidelines-global-strategy-for-diagnosis-management.html. Acesso em 03/08/2016.
6.       Moreira GL, Manzano BM, Gazzotti MR, et al. PLATINO, a nine-year follow-up study of COPD in the city of São Paulo, Brazil: the problem of underdiagnosis. J Bras Pneumol. 2014 Jan-Feb;40(1):30-7.
7.       Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). II Consenso Brasileiro sobre Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica - DPOC - 2004. J Bras Pneumol. 2004;30 Suppl 5. Disponível em: http://www.jornaldepneumologia.com.br/audiencia_pdf.asp?aid2=124&nomeArquivo=Suple_124_40_DPOC_COMPLETO_FINALimpresso.pdf. Acesso em 03/08/2016.
8.       Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria Nacional de Ações Básicas. DATASUS - Informações de Saúde (TABNET), Estatísticas Vitais – Mortalidade. Disponível em: http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=0205&id=6937. Acessado em  02/08/2016.
9.       Ministério da Saúde – DATASUS. Disponível em: http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=0203. Acessado: 13 de junho de 2016
10.    Ministério da Saúde - Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS)
11.    Nascimento OA, Camelier A, Rosa FW, et al. Chronic obstructive pulmonary disease is underdiagnosed and undertreated in São Paulo (Brazil): results of the PLATINO study. Braz J Med Biol Res. 2007 Jul;40(7):887-95.
12.    Rodriguez Gonzalez-Moro JM, de Lucas Ramos P, Izquierdo Alonso JL, et al. Impact of COPD severity on physical disability and daily living activities: EDIP-EPOC I and EDIP-EPOC II studies. Int J Clin Pract. 2009 May;63(5):742-50.
13.    O'Hagan P, Chavannes NH. The impact of morning symptoms on daily activities in chronic obstructive pulmonary disease. Curr Med Res Opin. 2014 Feb;30(2):301-14.
14.    Doherty D. et al. Chronic obstructive pulmonary disease: consensus recommendations for earlydiagnosis and treatment. Journal of Family Practice. November 2006.
15.    Associação Brasileira de Portadores de DPOC.  Disponível em <http://www.dpoc.org.br/perguntas-frequentes>  Acessado em 04/08/2016
16.    Ministério da Saúde – DATASUS. Disponível em  www.datasus.gov.br em Consulta Pública DPOC 2010.
17.    IBGE/Diretoria de Pesquisas. Disponível em http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/projecao_da_populacao/2013/default_tab.shtm em Coordenação de População e Indicadores Sociais. Gerência de Estudos e Análise Demográfica. Projeção da população do Brasil por sexo e idade para o período 2000-2060 > Acessado em 04/08/2016

Quanto maior o peso na balança, maior o risco de gordura no fígado



Excesso de peso requer atenção pois pode afetar o fígado e desenvolver  esteatose hepática

Você costuma abusar de comidas gordurosas? Com a correria da vida moderna, muitas vezes fica difícil ter uma alimentação saudável, e ainda conseguir um tempo para praticar uma atividade física. O problema é que além destes fatores estarem relacionados com a obesidade, podem afetar um órgão muito importante, o fígado, ocasionando sérios problemas para a saúde.

A gordura acumulada no fígado, conhecida como esteatose hepática é cada vez mais diagnosticada nos consultórios médicos. O fígado humano possui normalmente pequenas quantidades de gordura. Porém, quando ela ultrapassa 10% do peso, caracteriza-se um quadro de esteatose. “É uma doença muito comum e a tendência é que se torne ainda mais”, comenta o gastroenterologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, de Curitiba, Dr. Alcindo Pissaia Junior. 

Causas e Sintomas
De acordo com a Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite (ABPH), atualmente 80% dos pacientes com sobrepeso têm acúmulo de gordura no fígado. Mas, apesar de ser um problema de saúde que afeta pessoas com sobrepeso, outros fatores que favorecem o acúmulo anormal de gordura no fígado são o diabetes tipo 2, a resistência à insulina, má alimentação, colesterol elevado e o uso excessivo de álcool. 

O médico explica que Inicialmente a esteatose é silenciosa e não apresenta sintomas. “Nessa fase, muitas vezes a doença é descoberta por meio de exames de rotina por meio de ecografia abdominal e exame de sangue”, afirma. Por isso é tão importante a realização de um check-up periódico. 

Diagnóstico e tratamento
O problema é que se a doença não for diagnosticada ainda em seu estágio inicial, pode trazer sérias complicações. A gordura em excesso por muito tempo pode provocar inflamação do fígado. “Pode evoluir para cirrose e até mesmo câncer”, orienta Dr. Alcindo. 

O tratamento é feito principalmente com mudança de hábitos de vida. Se a causa for diabetes, por exemplo, o paciente deve manter a glicemia sob controle; se for obesidade, deve-se dar atenção à perda de peso, reeducação alimentar, e prática de exercícios físicos.





Exxon e a morte dos recifes de corais em todo o mundo



Mergulhadores de comunidades costeiras do mundo todo colocaram uma fita que levava escrito “cena do crime” em volta de diversos recifes de corais mortos. Isso foi feito durante vários mergulhos para mostrar os danos catastróficos causados a esse importante ecossistema marinho. Eles alegam que a indústria dos combustíveis fósseis é a culpada por essa perda. Uma série de fotografias tiradas embaixo d’água nas Ilhas Marshall, Samoa, Fiji, Andamão, na Flórida e na Grande Barreira de Corais da Austrália foi publicada hoje, com o intuito de chamar a atenção para os impactos causados pela maior descoloração massiva de corais da história. Essa é uma das consequências do comportamento negligente da Exxon e de empresas de combustíveis fósseis que tentam impedir o movimento global pelo clima.
 
 “A morte rápida de tantos corais no mundo todo este ano é uma tragédia para as pessoas que dependem desses ecossistemas. O mais repugnante é o fato de que tudo isso poderia ter sido evitado se a Exxon e outras empresas da mesma laia tivessem falado a verdade sobre as mudanças climáticas quando as descobriram. Não é exagero dizer que elas mataram os recifes; é uma questão de física e biologia”, afirmou Bill McKibben, consultor sênior e cofundador da 350.org.
Uma pesquisa recente confirma que a temperatura do mar acima da média causa essa descoloração em 38 países, como resultado das mudanças climáticas causadas pela ação humana no mundo todo, e não pela poluição local, como foi alegado anteriormente. Além disso, ficou comprovado que a indústria dos combustíveis fósseis é a principal culpada por esses impactos. Desde o século passado, empresas como a Exxon decidiram ignorar os alertas de seus próprios cientistas e investir recursos para enganar o público ao financiar grupos que negam a existência das mudanças climáticas, votar contra resoluções de acionistas relativas a esse tema e obstruir a ação climática.
Os recifes de corais coloridos e brilhantes, cheios de vida, tornaram-se brancos, depois marrom escuros, até morrerem e serem cobertos por algas. Em lugares como a Grande Barreira de Corais, na Austrália, até 50% dos recifes antes saudáveis descoloriram e morreram. Na América do Norte, a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) prevê que Guam, a Comunidade das Ilhas Marianas Setentrionais, a Micronésia Oriental e a Ilha de Hainan (China) possam sofrer a pior descoloração nos próximos meses. Também haverá descoloração no Havaí e em vários pontos do Caribe.
Esse fenômeno teve início em 2014 com uma descoloração que se estendeu do oeste do Pacífico até a Flórida. Em 2015, espalhou-se pelo mundo todo, principalmente em decorrência do impacto do aquecimento global, pois a maior parte da descoloração ocorreu antes do El Niño de 2015/2016. Os recifes abrigam aproximadamente 25% das espécies marinhas. Portanto, uma descoloração massiva de corais coloca em risco o meio de subsistência de 500 milhões de pessoas, além de bens e serviços no valor de US$ 375 bilhões a cada ano.
A Exxon é um exemplo de como as empresas de combustíveis fósseis ganham centenas de bilhões enquanto destroem alguns dos lugares com maior biodiversidade da Terra, financiando uma ampla rede que nega a existência das mudanças climáticas. Recentemente, a Exxon adquiriu na América Latina dois blocos para a exploração de petróleo e gás de xisto: na Bacia do Ceará e na Bacia Potiguar, no Brasil. A empresa também planeja investir mais de US$ 10 bilhões nas próximas décadas em Vaca Muerta, um dos maiores depósitos de gás de xisto do mundo, localizado na Patagônia argentina.
A atração pelo “ouro negro” estimulou grandes investimentos em Vaca Muerta, que apresentou um crescimento populacional considerável: de três mil habitantes para seis mil habitantes em menos de dois anos. A população enfrenta um conflito entre uma economia de subsistência e a atividade extrativista em um território dominado pelo setor de hidrocarboneto, onde prevalece a violação dos direitos humanos. Por sua vez, as bacias brasileiras abrigam ecossistemas que possuem um papel fundamental na preservação de espécies, como o peixe-boi.
“A resistência contra o fracking tem crescido progressivamente na América Latina. Um número cada vez maior de pessoas criou consciência sobre as sérias ameaças que essa atividade representa para o meio ambiente, a água, o ar e a saúde das comunidades locais. Continuaremos informando os cidadãos e empoderando-os para que pressionem as autoridades a impedir que a destruição dos recursos terrestres e marinhos dos quais as pessoas dependem continue. Ao mesmo tempo, esperamos que as empresas façam a sua parte e parem de investir em energias do século passado”, defende Nicole Figueiredo de Oliveira, diretora da 350.org Brasil e América Latina.



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