Nota Conjunta |
Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) e Sociedade de Cardiologia do
Rio Grande do Sul (SOCERGS)
Neste Dia Mundial do Coração, celebrado em 29 de
setembro, a Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) e a Sociedade de
Cardiologia do Rio Grande do Sul (SOCERGS) chamam a atenção para a necessidade
de fortalecer a prevenção, o diagnóstico precoce e o controle dos fatores de
risco associados às doenças cardiovasculares.
As enfermidades do coração e dos vasos sanguíneos
permanecem como a principal causa de morte no mundo. No Brasil, a Sociedade
Brasileira de Cardiologia (SBC) informa que elas provocam cerca de 400 mil
óbitos por ano e estima que aproximadamente 14 milhões de brasileiros convivam
com algum tipo de doença cardiovascular. Em âmbito global, o dado mais recente
apresentado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que aproximadamente
19,8 milhões de pessoas morreram por essas condições em 2022, o equivalente a
cerca de 32% de todos os óbitos registrados no planeta. Desse total, 85% estiveram
relacionados a infarto ou acidente vascular cerebral (AVC).
Entre os principais fatores que aumentam o risco de
infarto estão hipertensão arterial, colesterol elevado, diabetes, tabagismo,
obesidade, sedentarismo e histórico familiar de doença cardiovascular precoce.
Alimentação inadequada, consumo excessivo de álcool e comportamentos que
prejudicam o organismo ao longo dos anos também merecem atenção. A combinação
desses elementos pode elevar significativamente a probabilidade de um evento
cardíaco.
Muitos desses aspectos, entretanto, são
modificáveis e podem ser prevenidos ou controlados. Alimentação equilibrada,
prática regular de atividade física, abandono do tabagismo, manutenção do peso
adequado e moderação no consumo de bebidas alcoólicas estão entre as medidas
capazes de reduzir o risco cardiovascular.
Reconhecer sinais de alerta também é fundamental.
Dor, aperto ou pressão no peito, especialmente durante esforço e com possível
irradiação para braços, costas, pescoço ou mandíbula, estão entre as manifestações
mais conhecidas. Falta de ar, cansaço desproporcional, palpitações, tontura,
desmaio e diminuição da capacidade para realizar atividades que antes eram bem
toleradas também devem ser investigados.
Em mulheres, idosos e pessoas com diabetes, os sintomas
podem se apresentar de maneira menos típica, com náusea, mal-estar, suor frio
ou fadiga intensa. Diante de dor ou pressão forte no peito, principalmente
quando acompanhada de falta de ar, sudorese ou mal-estar súbito, a orientação é
procurar atendimento de urgência.
O cuidado com o coração deve ser contínuo. Não
fumar, manter uma rotina de exercícios, adotar hábitos alimentares saudáveis e
acompanhar periodicamente a pressão arterial, o colesterol e a glicemia são
atitudes que fazem diferença ao longo da vida. Sono adequado, consumo moderado
de álcool e acompanhamento médico conforme a idade e as características
individuais completam essa estratégia.
A AMRIGS e a SOCERGS ressaltam que a atenção à
saúde cardiovascular não deve começar somente com manifestações clínicas.
Conhecer as próprias condições de saúde, manter acompanhamento médico e
incorporar escolhas mais saudáveis ao cotidiano são caminhos essenciais para
diminuir complicações, favorecer o diagnóstico precoce e preservar a qualidade
de vida.
Dr. Gerson Junqueira Jr. - Presidente da AMRIGS
Dr. André Luís Câmara Galvão - Presidente da
SOCERGS

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