No Dia Mundial do Coração, o Médico-Veterinário da Vetnil® explica por que menor disposição, tosse e alterações respiratórias persistentes não devem ser normalizadas
O cão que antes completava o passeio e agora para
no meio do caminho, demora mais para se recuperar depois de uma atividade,
evita escadas ou perdeu o interesse pelas brincadeiras pode estar reagindo ao
calor, a uma mudança de rotina ou ao avanço da idade. Mas, quando persistentes
e intensas, essas alterações também podem estar relacionadas a problemas de
saúde, inclusive cardíacos, e precisam ser investigadas por um
Médico-Veterinário.
O alerta ganha relevância em 29 de setembro, Dia
Mundial do Coração. Em 2026, a campanha da World Heart Federation chama atenção
para doenças cardiovasculares que podem estar “escondidas à vista de todos”.
Embora a mobilização seja voltada à saúde humana, o conceito ajuda a iluminar
uma situação comum entre os pets: mudanças graduais de comportamento podem ser
incorporadas à rotina da família e atribuídas ao envelhecimento, sem que se
investigue o que está por trás delas.
De acordo com Kauê Ribeiro,
Médico-Veterinário da Vetnil®, nenhum desses sinais confirma,
isoladamente, uma cardiopatia. Cansaço, tosse e dificuldade respiratória podem
ter diferentes origens, como alterações pulmonares, excesso de peso, dor ou
doenças metabólicas. O ponto de atenção está na mudança em relação ao padrão
habitual do animal, especialmente quando ela se repete ou se intensifica.
“Envelhecer não pode estar diretamente relacionado
à diminuição do ritmo de vida do cão, então a idade não deve ser usada como
explicação automática para toda a perda de disposição. Se ele passa a
interromper atividades que antes realizava normalmente, como levar mais tempo
para recuperar o fôlego ou deixa de fazer algo que fazia sem dificuldade, vale
registrar essa mudança e conversar com o Médico-Veterinário. A avaliação
clínica permitirá estabelecer a diferença entre uma adaptação esperada e um
problema que exige investigação”, explica Ribeiro.
Quando o passeio deixa pistas
A intolerância ao exercício pode aparecer de forma
discreta. Em vez de recusar completamente o passeio, o cão pode caminhar mais
devagar, fazer pausas frequentes ou demonstrar dificuldade para percorrer a
distância habitual. Em casa, pode evitar escadas, hesitar antes de subir no
sofá ou brincar por períodos menores.
Esses comportamentos precisam ser analisados dentro
do contexto de cada animal. Temperatura elevada, obesidade, problemas
articulares, alterações respiratórias, entre várias outras, também podem
diminuir a disposição. O mais importante é perceber se houve uma mudança
consistente na rotina do pet e informar ao Médico-Veterinário quando ela
começou, em quais situações ocorre e quanto tempo o animal leva para se
recuperar. Vídeos e anotações podem contribuir muito para a avaliação.
Tosse nem sempre vem do
coração
A tosse merece atenção, sobretudo quando é
recorrente, ocorre durante a noite ou em repouso, aparece depois de esforço ou
vem acompanhada de cansaço e alterações respiratórias. Isso não significa,
porém, que seja necessariamente um sinal de doença cardíaca. Problemas nas vias
respiratórias, por exemplo, podem provocar manifestações semelhantes, sendo as
principais causas para esse sinal clínico.
O mesmo cuidado vale para a respiração. Ofegar mais
depois de uma brincadeira, em um dia quente ou diante de uma situação de
estresse pode ser esperado. Já o aumento persistente da frequência respiratória
em repouso, o esforço para respirar ou a dificuldade para se acomodar exigem
avaliação profissional.
“A combinação e a evolução dos sinais importam mais
do que uma manifestação isolada. Tosse, menor tolerância ao exercício e
mudanças respiratórias podem ter causas cardíacas e não cardíacas. Tentar
concluir a origem em casa ou administrar medicamentos por conta própria pode
atrasar o diagnóstico e até agravar o quadro”, alerta Ribeiro.
Consultas periódicas ajudam a
identificar alterações silenciosas
Algumas doenças cardíacas podem evoluir sem sinais
perceptíveis nas fases iniciais. Em determinados casos, sopros ou mudanças no
ritmo cardíaco são identificados durante o exame físico, antes que o
responsável perceba impacto na rotina. Por isso, consultas periódicas são
importantes mesmo quando o animal aparentemente está bem, principalmente entre
cães idosos ou que já apresentam fatores de risco definidos pelo
Médico-Veterinário.
Quando há suspeita, o profissional pode indicar
exames complementares de acordo com o histórico e os achados clínicos, como
aferição da pressão arterial, exames de sangue, radiografias, eletrocardiograma
e ecocardiograma. Vale ressaltar que muitas cardiopatias não apresentam cura,
mas podem ser controladas. O diagnóstico precoce permite iniciar o
acompanhamento e o tratamento no momento adequado, proporcionando mais
qualidade de vida ao animal.
Kauê Ribeiro reforça que a maior parte das
cardiopatias são silenciosas no início e, muitas vezes, são identificadas por
meio da ausculta durante consultas de rotina. Por isso, observar o pet, manter
os acompanhamentos veterinários em dia e procurar orientação diante de
alterações persistentes aumenta a possibilidade de identificar problemas mais
cedo e definir a conduta adequada para cada caso.
“O diagnóstico precoce pode promover mais qualidade de vida, evitando que o cão avance estágios da doença cardíaca, que exigem cuidados mais intensos e normalmente estão relacionados a quadros clínicos mais reservados. Por isso, é sempre importante reforçarmos o acompanhamento periódico como parte da rotina de cães saudáveis também”, conclui.
Fonte: https://vetnil.com.br/noticias/dia-mundial-do-coracao-mudancas-no-comportamento-dos-caes-merecem-atencao-e-diagnostico-precoce-e-fundamental/
Vetnil
https://vetnil.com.br/sobre

Nenhum comentário:
Postar um comentário