• Consumidores com renda de 1 a 2 salários mínimos lideraram a demanda por crédito, com alta de 41,0%;
•
Mato Grosso (36,3%), Acre (27,5%) e Amapá (26,2%) registraram os maiores
avanços entre os estados.
A busca dos
brasileiros por crédito registrou crescimento de 16,5% no acumulado dos últimos
12 meses até agosto, segundo o Indicador de Demanda dos Consumidores por
Crédito da Serasa Experian,
primeira e maior
datatech do país. Entre as faixas de renda, os consumidores que recebem de 1 a
2 salários mínimos apresentaram a maior alta no período (41,0%). Na sequência
apareceram aqueles com renda de até 1 salário mínimo (14,1%), de 5 a 10
salários mínimos (12,0%) e acima de 10 salários mínimos (7,0%). Veja, no
gráfico e na tabela abaixo, o detalhamento dos dados:
Para a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, a composição da demanda continua revelando diferenças importantes entre as faixas de renda. “Mesmo com uma perda de ritmo do indicador agregado, a procura por crédito permanece muito elevada entre os consumidores com renda de 1 a 2 salários mínimos. Esse comportamento reforça que, para uma parcela importante das famílias de menor renda, o crédito continua tendo um papel relevante na administração do orçamento e das despesas do dia a dia. Ao mesmo tempo, o mercado segue operando com juros elevados e concessão mais criteriosa, especialmente nas modalidades de menor custo, enquanto linhas rotativas, que possuem taxas significativamente mais altas, continuam sendo acessadas por parte desses consumidores. É uma combinação que exige cautela, principalmente diante dos níveis ainda elevados de inadimplência e comprometimento da renda”, analisa.
Mato Grosso mantém liderança na demanda por crédito
Na análise por
Unidades Federativas (UFs), a procura por crédito apresentou crescimento em
todo o país no acumulado dos últimos 12 meses até agosto. Mato Grosso (36,3%)
liderou o ranking nacional, seguido por Acre (27,5%) e Amapá (26,2%). Também se
destacaram Rio Grande do Sul (24,8%), Roraima (24,2%) e Mato Grosso do Sul
(22,9%). Na outra ponta, os menores crescimentos foram observados no Distrito
Federal (11,2%), São Paulo (11,8%) e Rio de Janeiro (11,9%). Confira o
detalhamento estadual no gráfico abaixo:
Variação anual desacelera para 5,5%
Na comparação
entre agosto de 2026 e o mesmo mês do ano anterior, a demanda dos consumidores
por crédito cresceu 5,5%. Entre as faixas de renda, os consumidores que recebem
de 1 a 2 salários mínimos registraram alta de 43,9%. As demais faixas
apresentaram retração: acima de 10 salários mínimos (-23,1%), de 5 a 10
salários mínimos (-14,5%), até 1 salário mínimo (-9,8%) e de 2 a 5 salários
mínimos (-1,1%). Confira o gráfico com a série histórica:
A economista-chefe
da datatech explica que “enquanto o acumulado em 12 meses permanece resiliente,
a comparação anual mostrou uma desaceleração mais intensa da demanda por
crédito em agosto. O resultado sugere uma perda de fôlego pontual frente ao
ritmo observado nos meses anteriores, embora ainda seja cedo para afirmar que
esse movimento representa uma mudança mais persistente no comportamento dos
consumidores."
Para conferir
mais informações e a série histórica do indicador, clique aqui.
Metodologia do indicador
O Indicador
Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito é construído a partir de
uma amostra significativa de CPFs, consultados mensalmente na base de dados da
Serasa Experian em processos de avaliação para concessão de crédito. Por isso,
ele captura a intenção ou busca por crédito, mas não significa necessariamente
que a operação tenha sido aprovada ou efetivamente contratada. A quantidade de
CPFs consultados, especificamente nas transações que configuram alguma relação
creditícia entre os consumidores e instituições do sistema financeiro ou
empresas não financeiras, é transformada em número índice (média de 2024 =
100). O indicador é segmentado por UF e por classe de rendimento mensal.
experianplc.com




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