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terça-feira, 29 de setembro de 2026

Como identificar os sinais e buscar o diagnóstico de linfoma

 Conhecer os principais sintomas e buscar avaliação médica diante de alterações persistentes podem contribuir para a identificação precoce da doença

 

Os linfomas são um grupo de cânceres que se desenvolvem no sistema linfático, estrutura fundamental para a defesa do organismo. Apesar de apresentarem diferentes tipos e características, alguns sinais podem servir de alerta e indicar a necessidade de investigação médica. Reconhecer esses sintomas e buscar avaliação adequada pode contribuir para o diagnóstico precoce, fator importante para melhores resultados no tratamento¹. 

Os linfomas surgem quando os linfócitos, células responsáveis pela proteção do organismo contra infecções, passam a se multiplicar de forma desordenada1,2. A doença é dividida principalmente em dois grupos: linfoma de Hodgkin e linfoma não Hodgkin, que apresentam características, comportamentos e tratamentos distintos.2,3 

Apesar dos avanços terapêuticos registrados nas últimas décadas, muitos pacientes ainda recebem o diagnóstico em fases mais avançadas da doença. Por isso, é importante estimular a atenção aos sintomas e incentivar a busca por avaliação médica diante de sinais persistentes. 2,4  

Entre os principais sintomas que merecem investigação estão o aumento de gânglios linfáticos, popularmente chamados de “ínguas”1,5. Eles podem surgir como pequenos caroços ou nódulos sob a pele, principalmente no pescoço, nas axilas e na virilha, e podem ser percebidos ao tocar ou durante atividades do dia a dia.2,5  

“Em casos de linfoma, os gânglios podem apresentar aumento persistente e progressivo, além de não desaparecerem espontaneamente. Outros sinais de alerta incluem febre sem causa aparente, suor noturno, perda de peso involuntária, fadiga persistente e coceira na pele. Como esses sintomas também podem ter outras causas, a persistência ou o crescimento dos gânglios deve ser avaliado por um profissional de saúde”, orienta o hematologista Dr. Rony Schaffel (CRM: 5258314-1 RJ e RQE: 45232), médico consultor da Libbs Farmacêutica. 

Segundo o especialista, o diagnóstico precoce é um dos principais aliados no manejo dos linfomas, pois permite iniciar o tratamento da doença em estágios menos avançados e pode contribuir para melhores desfechos clínicos.2,4,6 “Atualmente, os pacientes contam com diferentes opções terapêuticas, como quimioterapia, imunoterapia, terapias-alvo e, em casos indicados, transplante de medula óssea. Embora não exista uma forma específica de prevenção para todos os tipos de linfoma, a adoção de hábitos saudáveis e a atenção aos sinais do organismo contribuem para o cuidado integral da saúde do paciente”, conclui.

 

Retrato do linfoma 

Segundo a Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), cerca de 70% da população mundial não sabe o que são linfomas.7 No Brasil, considerando as estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o período de 2026 a 2028, são estimados 12.560 casos de linfoma não Hodgkin e 3.070 de linfoma de Hodgkin a cada ano do triênio.8,9 

Informações não referenciadas correspondem à opinião e/ou prática clínica do profissional da saúde entrevistado. 

 


Libbs
www.libbs.com.br 

  

Referências

  1. Lewis WD, Lilly S, Jones KL. Lymphoma: diagnosis and treatment. Am Fam Physician. 2020;101(1):34-41.
  2. Brasil. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer (INCA). Linfoma de Hodgkin [internet]. 2022 [Acesso em 02 set 2026]. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/linfoma-de-hodgkin
  3. National Cancer Institute. Indolent B-cell non-Hodgkin lymphoma treatment (PDQ®): health professional version [Internet]. Bethesda (MD): National Cancer Institute; 2025 [Acesso em 02 set 2026]. Disponível em: https://www.cancer.gov/types/lymphoma/hp/indolent-b-cell-lymphoma-treatment-pdq
  4. Tokola S, Marin K, Kuusisto MEL, Kuitunen H, Pollari M, Jyrkkiö S, et al. Prolonged time from symptoms to diagnosis is associated with an inferior progression-free survival in diffuse large B-cell lymphoma. Cancer Med. 2025;14(22):e71409.
  5. Yankov Y, Parvanov B, Tuneva K. Lymphadenopathy—general data and its significance for maxillofacial surgery. A review article. Scr Sci Med. 2024;56(1):16-20.
  6. Xavier FD, Levy D, Pereira J. Time-to-treatment of diffuse large B-cell lymphoma in São Paulo. Clinics (Sao Paulo). 2014;69(5):367-71.
  7. Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear e Imagem Molecular. Dia Mundial de Conscientização sobre o Linfoma [internet]. [Acesso em 21 set. 2026]. Disponível em: Link
  8. Instituto Nacional do Câncer (INCA). Linfoma de Hodgkin - Versão para população (estatística) [internet]. 2022. [Acesso em 21 set. 2026]. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/linfoma-de-hodgkin
  9. Instituto Nacional do Câncer (INCA). Linfoma não Hodgkin - Versão para população (estatística) [internet]. 2022. [Acesso em 21 set. 2026]. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/linfoma-nao-hodgkin


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