Pesquisa da Ipsos-Ipec mostra que 57% dos entrevistados que não costumam levar o exame de colesterol ao médico interpretam os resultados por conta própria a partir dos valores de referências contidos no exame e traz, pela primeira vez, dados sobre o conhecimento em relação à insuficiência cardíaca
No Dia Mundial do Coração, celebrado hoje, em 29 de setembro,
uma nova pesquisa encomendada pela Novartis à Ipsos-Ipec traz um retrato sobre
o conhecimento e os hábitos dos entrevistados quando o assunto é saúde
cardiovascular. Os resultados mostram que temas já conhecidos ainda geram
dúvidas na prática: embora 78% já tenham ouvido falar em colesterol LDL, apenas
54% reconhecem que níveis elevados aumentam a chance de infarto. ¹ A edição de
2026 também amplia o levantamento ao investigar, pela primeira vez, o conhecimento
sobre insuficiência cardíaca.
Os resultados reforçam que conhecer um termo nem sempre significa entender o que ele pode representar para a saúde. No caso do colesterol, 36% dos entrevistados dizem não saber avaliar a relação entre níveis elevados de LDL e a chance de infarto. ¹
Na comparação com a primeira edição da pesquisa, realizada em 2025, os principais indicadores sobre colesterol e infarto permaneceram praticamente estáveis. Entre as mudanças observadas está a percepção sobre os sintomas do infarto: caiu de 51% em 2025 para 44% em 2026 a parcela que acredita que eles são iguais para homens e mulheres. ¹ A pesquisa também revela reflexos desse conhecimento na rotina: 63% dos entrevistados afirmam já ter mudado algum hábito pensando preventivamente na saúde do coração. Entre eles, 68% passaram a adotar uma alimentação mais saudável e 64% começaram a praticar atividade física. ¹
Para
a Dra. Maria Cristina Izar, Professora Adjunta Livre Docente da Disciplina de
Cardiologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São
Paulo, ex-Presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo- SOCESP
(2024-2025), ex-Diretora do Departamento de Cardiologia da Mulher da Sociedade
Brasileira de Cardiologia (2024-2025), os dados mostram a importância de
transformar o conhecimento sobre colesterol em uma conversa mais próxima da
rotina das pessoas. “O LDL já é conhecido por grande parte da população, mas a
pesquisa mostra que muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o que níveis elevados
podem representar para a saúde do coração. Entender os resultados dos exames e
conversar com o médico sobre os fatores de risco é uma parte importante desse
cuidado.”
Exame feito, e depois?
A pesquisa mostra que 79% dos entrevistados já fizeram exame de
sangue para medir o colesterol. Entre aqueles que realizam o exame, 76% levam
os resultados para avaliação médica e 62% afirmam fazer isso sempre. ¹
Entre os que não costumam procurar um médico para avaliar os
resultados, 57% dizem interpretá-los por conta própria, considerando os valores
de referência apresentados pelo laboratório. Outros 37% buscam informações na
internet e 18% mostram os resultados para amigos ou familiares. ¹
Os dados mostram que o acesso ao exame é apenas uma parte do
cuidado. A avaliação dos resultados também pode ser uma oportunidade para
conversar com o profissional de saúde sobre o que aqueles números representam
considerando o contexto de cada pessoa.
Insuficiência cardíaca entra pela primeira vez na pesquisa
Outra novidade da edição de 2026 é a investigação sobre
insuficiência cardíaca. Embora 83% dos entrevistados afirmem já ter ouvido
falar na condição, os resultados mostram diferenças na forma como seus possíveis
sinais são identificados. ¹
Cansaço excessivo é associado à insuficiência cardíaca por 74%,
e falta de ar, por 72% de quem conhece a condição. Já o inchaço nas pernas,
tornozelos ou pés é mencionado pela metade (48%). ¹ Cansaço, falta de ar e
inchaço nas pernas, tornozelos e pés estão entre os sintomas da insuficiência
cardíaca. ²
Entre aqueles que já ouviram falar na condição, 78% acreditam
que seu tratamento deve ser contínuo, enquanto 8% consideram que ocorre durante
um período e 14% não souberam responder. ¹
“A insuficiência cardíaca é uma doença crônica e grave, que
afeta cerca de 2 milhões de pessoas no Brasil.³ Seus sinais nem sempre são
imediatamente associados ao coração, como falta de ar, cansaço e inchaço nas
pernas e nos pés. Por isso, reconhecer esses sinais e buscar avaliação médica é
fundamental para que o diagnóstico seja feito e o paciente receba o cuidado
adequado”, explica a Dra. Maria Cristina.
Sobre a pesquisa
Estudo quantitativo realizado pela Ipsos-Ipec a pedido da Novartis,
com abrangência nacional, entre 10 a 20 de agosto de 2026. Foram realizadas
2.000 entrevistas com internautas com 18 anos ou mais, das classes ABCDE de
todas as regiões do país. Margem de erro de 2 p.p considerando nível de
confiança de 95%.¹
Referências
1. IPSOS-IPEC. Colesterol e Infarto – 2026. Pesquisa quantitativa online. Setembro de 2026. Base: 2.000 entrevistas.
2. PORTAL DRAUZIO VARELLA. Insuficiência cardíaca congestiva: sintomas, causas e tratamentos disponíveis. Publicado em 26 jun. 2023. Revisado em 3 fev. 2025. Disponível em: Link Acesso em: setembro de 2026.
3. CESTARI, V. R. F. et al. Distribuição Espacial de Mortalidade por Insuficiência Cardíaca no Brasil, 1996-2017. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 118, n. 1, p. 41-51, 2022. DOI: 10.36660/abc.20201325. Disponível em: Link Acesso em: setembro de 2026.
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