Transformações físicas de celebridades despertam comparações nas redes sociais, mas médico nutrólogo alerta que o número na balança não revela sozinho a qualidade do emagrecimento e explica como preservar músculos durante o processo.
A cada nova aparição pública ou
publicação nas redes sociais, a mudança física de figuras públicas volta a
dominar os tópicos mais comentados da internet. No entanto, o fascínio
despertado pela perda acentuada de peso em curto espaço de tempo costuma
encobrir um efeito colateral frequente e preocupante: a degradação da massa
magra. Quando a redução do ponteiro da balança ocorre sem um planejamento
nutricional e metabólico estruturado, parte significativa do peso perdido não
corresponde à gordura, mas sim ao tecido muscular, essencial para a saúde
metabólica, postural e imunológica.
A perda muscular acelerada altera
drasticamente a composição corporal, resultando muitas vezes no que a
literatura médica caracteriza como obesidade sarcopênica ou no aspecto visual
de fragilidade, mesmo em indivíduos que atingiram o peso considerado ideal.
"Quando o déficit calórico é imposto de forma drástica, o organismo
entende que está em situação de escassez e passa a utilizar os aminoácidos
presentes nos músculos como fonte imediata de energia. O resultado é uma
redução expressiva do metabolismo basal, o que torna a manutenção do novo peso
extremamente difícil a longo prazo", esclarece o médico nutrólogo Lailson
Ambrósio.
Além das implicações funcionais, como
redução da força e maior propensão à fadiga crônica, o empobrecimento muscular
compromete a sustentação da pele, favorecendo a flacidez acelerada. O fenômeno
reflete a falta de acompanhamento individualizado em dietas extremamente
restritivas ou no uso de terapias farmacológicas sem a devida adequação
proteica e estímulo resistido. A preservação da estrutura muscular exige uma
distribuição estratégica de macronutrientes ao longo do dia, ajustada à taxa
metabólica de cada indivíduo, aliada ao treino de força regular.
Para que o processo de emagrecimento seja sustentável, a prioridade clínica deve ser a eficiência metabólica, e não a velocidade das mudanças na balança. "O foco não deve ser simplesmente secar, mas reeducar a resposta hormonal e a síntese proteica do corpo. Sem o suporte adequado de micronutrientes e uma ingestão proteica fracionada, o paciente troca gordura por perda de funcionalidade, comprometendo a saúde em nome de um padrão estético passageiro", pontua o especialista. O monitoramento contínuo por exames de bioimpedância ou densitometria corporal surge, portanto, como ferramenta indispensável para garantir que o emagrecimento ocorra com preservação da vitalidade e da estrutura física.
Fonte: Dr Lailson Ambrósio - Médico Nutrólogo
https://drlailsonambrosio.com.br/
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