No Mês dos Pais, urologista alerta para a baixa adesão masculina aos exames de rotina e explica os cuidados fundamentais em cada etapa da vida — da fertilidade na juventude à prevenção do câncer de próstata e controle hormonal na maturidade.
O hábito de postergar consultas médicas
ainda é uma realidade enraizada no público masculino. De acordo com dados do
Ministério da Saúde, homens vivem, em média, sete anos a menos que as mulheres,
disparidade alimentada pelo diagnóstico tardio de doenças evitáveis. À medida
que ultrapassam a barreira dos 35 anos, período em que muitos vivem a transição
para a paternidade ou lidam com a rotina intensa da criação dos filhos, o
cuidado individual costuma ser relegado ao último plano. O cenário acende um
alerta sobre como o acompanhamento preventivo contínuo é determinante para
preservar a vitalidade e a longevidade.
Na juventude e no início da vida
adulta, as preocupações costumam se concentrar na fertilidade e no desempenho
físico. Contudo, hábitos silenciosos e alterações metabólicas prévias podem
comprometer o planejamento familiar sem dar sinais evidentes. A avaliação
integrativa surge como ferramenta decisiva para identificar deficiências
nutricionais, alterações na qualidade do sêmen e desequilíbrios hormonais
precoces. Investigar esses fatores antes que se transformem em quadros crônicos
garante não apenas a capacidade reprodutiva, mas a manutenção da energia diária
necessária para acompanhar o ritmo familiar.
"O grande obstáculo do cuidado com
o homem é o diagnóstico tardio de condições que poderiam ser controladas de
forma simples. A partir dos 35 anos, existe uma queda natural e progressiva em
diversos marcadores metabólicos e hormonais. Quando o paciente busca
atendimento apenas ao sentir dores ou limitações graves, muitas vezes já perdeu
uma janela preciosa de prevenção. Cuidar de si é um ato de responsabilidade que
impacta diretamente a estrutura e o futuro de toda a família", destaca o
médico especialista Dr. Maxmillian Dutra.
Conforme o tempo avança, a atenção
precisa se voltar para a saúde do sistema urinário e para a preservação
hormonal. A andropausa, caracterizada pelo declínio gradual da testosterona,
manifesta-se frequentemente por meio de fadiga constante, perda de massa
muscular, oscilações no humor e diminuição da libido. Paralelamente, o rastreio
preventivo para doenças da próstata torna-se indispensável. Exames clínicos e
laboratoriais periódicos permitem diagnosticar alterações anatômicas ou
neoplasias ainda em estágios iniciais, aumentando drasticamente as chances de
tratamentos bem-sucedidos e sem sequelas.
A integração entre urologia e
nutrologia propõe um olhar abrangente sobre o organismo, conectando equilíbrio
hormonal, alimentação e estilo de vida à longevidade funcional. Em vez de focar
apenas no tratamento de sintomas isolados, essa abordagem busca otimizar a
composição corporal, a saúde cardiovascular e o bem-estar mental. O
acompanhamento constante permite readequar condutas a cada nova fase,
garantindo que o indivíduo envelheça com autonomia e disposição.
Superar a resistência cultural de ir ao
consultório é o primeiro passo para mudar as estatísticas de mortalidade
precoce entre a população masculina. A celebração do Mês dos Pais funciona como
um lembrete de que estar presente para ver os filhos crescerem exige atenção
contínua com a própria estrutura biológica. A medicina preventiva deixa de ser
um evento isolado diante de emergências para se tornar um pilar diário de
preservação da qualidade de vida.
Fonte: Dr. Maxmillian Dutra – Urologista com atuação em Nutrologia.
instagram: @doutormax
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