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| oNo Brasil, cerca de 12,8 milhões de crianças, entre 5 e 15 anos, apresentam deficiência visual por condições não corrigidas, segundo o Ministério da Saúde Magnific |
Sociedade Goiana de Oftalmologia aponta cuidados para crianças e adolescentes durante os dias livres, e lembra sobre a importância da consulta, especialmente para diagnosticar problemas silenciosos
Tão
aguardada pelas crianças e adolescentes, a chegada das férias escolares
representa para elas dias de descanso, diversão e viagens. Em paralelo, é
importante também adotar medidas preventivas para que os momentos de lazer não
se transformem em problemas para a saúde, o que inclui a visão.
O
alerta é do presidente da Sociedade Goiana de Oftalmologia (SGO), Leiser
Franco. "Brincadeiras com objetos pontiagudos, estilingues, dardos, fogos
de artifício, armas de brinquedo que lançam projéteis e produtos químicos de
piscina representam riscos importantes para lesões oculares. Também é
fundamental proteger os olhos durante esportes de impacto e evitar a exposição
excessiva à radiação solar, utilizando óculos com proteção contra raios
ultravioleta quando indicado”, observa.
Ele
observa que grande parte dos acidentes oculares na infância ocorre dentro de
casa e pode ser evitada com medidas simples, como deixar produtos de limpeza
fora do alcance das crianças, supervisionar atividades e brincadeiras que façam
uso de objetos perfurantes, ferramentas, elásticos, estilingues e brinquedos
que disparam projéteis exigem supervisão rigorosa, e jamais brincar com fogos
de artifício.
“É
importante orientar as crianças a nunca manipular produtos químicos sem
acompanhamento. Em caso de contato do olho com substâncias químicas, deve-se
realizar lavagem abundante com água corrente e procurar atendimento
oftalmológico imediatamente. Nunca se deve utilizar medicamentos caseiros ou
esfregar os olhos após um trauma”, orienta
Outro
problema, esse longe da algazarra da meninada, que pode acarretar em
consequências para a visão é uso excessivo de telas, que costuma aumentar com
as férias. “O uso excessivo de telas está associado principalmente ao aumento
da fadiga visual, ressecamento ocular, visão embaçada temporária, dores de
cabeça e maior progressão da miopia em crianças predispostas. Além disso, a
redução do tempo em ambientes externos diminui um importante fator protetor
contra o desenvolvimento da miopia. Também há repercussões sobre o sono, a
atenção e o desenvolvimento cognitivo", alerta o médico.
Ele
observa que menores de 2 anos não devem fazer uso de telas, exceto chamadas de
vídeo supervisionadas. De dois a 5 anos, o uso deve ser de até uma hora por
dia, sempre com conteúdo de qualidade e acompanhamento dos responsáveis. Entre
6 e 10 anos, o limite é até 2 horas diárias de lazer em telas. Já os
adolescentes devem estabelecer limites individualizados, priorizando pausas
frequentes, higiene do sono e equilíbrio entre atividades digitais e
presenciais.
Hora da consulta
O
presidente da SGO lembra que as férias também são uma oportunidade de se fazer
a consulta de rotina no oftalmologista, que deve ser anual após o início da
idade escolar, mas nem todos os pais se atentam a isso, especialmente quando os
filhos não apresentam sintomas.
No
Brasil, cerca de 12,8 milhões de crianças, entre 5 e 15 anos, apresentam
deficiência visual por condições não corrigidas, segundo o Ministério da Saúde,
no documento “Diretrizes de Atenção à Saúde Ocular na Infância”.Cerca de 20%
das crianças em idade escolar apresentam alterações visuais, segundo o Conselho
Brasileiro de Oftalmologia (CBO).
O
médico observa que muitos problemas de visão são silenciosos e, quando
descobertos mais tarde, podem ter a reversão total comprometida. “Além dos
prejuízos visuais, o diagnóstico tardio pode trazer outras consequências
emocionais: a criança pode apresentar dificuldades de aprendizagem, atraso no
desenvolvimento, redução da autoestima e limitação de oportunidades ao longo da
vida", observa.
Os
problemas mais frequentes entre crianças e adolescentes são os erros refrativos
— miopia, hipermetropia e astigmatismo — que podem ser corrigidos com óculos ou
lentes de contato, quando apropriado. Outro problema bastante comum é a
ambliopia, conhecida como "olho preguiçoso", geralmente causada por
diferenças de grau entre os olhos ou estrabismo. O estrabismo também merece destaque,
pois pode comprometer o desenvolvimento da visão binocular. Já o ceratocone,
que é uma deformação da córnea, pode ser identificado na adolescência.

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