No Dia Mundial do Lúpus, especialista explica os
desafios para identificar a doença e alerta para sintomas
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O
diagnóstico de uma doença pode ser comparado a um quebra-cabeça, e, no caso do
lúpus, essa montagem costuma ser mais longa e desafiadora. No Dia Mundial do
Lúpus, celebrado em 10 de maio, o alerta é para os sinais variados e pouco
específicos da doença, que dificultam a identificação precoce.
Segundo
a Sociedade Brasileira de Reumatologia, o Brasil tem entre 150 mil e 300 mil
pessoas com a doença, que atinge principalmente mulheres entre 20 e 45 anos,
embora possa ocorrer em qualquer idade e sexo.
A
dificuldade no diagnóstico ficou popular até na cultura pop, como na série Doutor
House, em que o lúpus era frequentemente cogitado e descartado. E isso não é
ficção. “A doença pode se confundir com outras condições, exigindo uma
investigação detalhada, com avaliação clínica e exames laboratoriais
específicos”, explica o reumatologista Leonardo Zambom, do Hospital e
Maternidade São Luiz Osasco, da Rede D’Or.
O que é o lúpus
O
lúpus é uma doença autoimune em que o sistema imunológico passa a atacar
células saudáveis do próprio corpo, podendo causar inflamações em diversos
órgãos.
A
condição pode se apresentar de duas formas principais:
• Lúpus cutâneo: restrito
à pele, com manchas avermelhadas, especialmente em áreas expostas ao sol
(rosto, orelhas, colo e braços);
• Lúpus sistêmico:
mais grave, podendo afetar múltiplos órgãos, além de articulações e pele.
Entre
os sintomas mais comuns do Lúpus estão febre, emagrecimento, perda de apetite,
fraqueza e desânimo. Outros são específicos de cada órgão acometido, como dor
nas juntas, manchas na pele, inflamação na pleura, hipertensão e/ou problemas
nos rins.
As
manifestações da doença podem afetar o trabalho, a vida social e o emocional
dos pacientes. Sem cura, o tratamento é adaptado a cada caso.
“O
lúpus tem origem multifatorial, envolvendo fatores genéticos, hormonais,
imunológicos e ambientais. Exposição solar, infecções e até alguns medicamentos
podem atuar como gatilhos”, destaca o médico do São Luiz Osasco. A unidade
possui maior e mais completa estrutura hospitalar da cidade e conta ainda com
corpo clínico renomado, tecnologia de ponta, pronto-socorro, hotelaria
diferenciada e serviços de alta complexidade.
Exames e investigação
O
diagnóstico costuma começar pelo exame Fator Antinuclear (FAN), que identifica
a presença de autoanticorpos, comuns em pacientes com lúpus. Outros testes, como
o Anti-SM (Anti Smith), ajudam a confirmar o diagnóstico, enquanto o Anti-DNA
funciona como um indicador da atividade da doença.
Exames
gerais, como hemograma, função renal e análise de urina, também são fundamentais
para avaliar possíveis impactos no organismo.
Tratamento e qualidade de vida
Apesar
de não ter cura, o lúpus pode ser controlado. A base do tratamento inclui
medicamentos como a hidroxicloroquina, além de corticoides e imunossupressores
nos casos mais ativos. Em situações específicas, terapias imunobiológicas
também podem ser indicadas.
“Hoje
há um avanço importante na medicina personalizada, que permite ajustar o
tratamento conforme o perfil de cada paciente, aumentando as chances de
controle da doença e melhorando a qualidade de vida”, finaliza o especialista.
Rede D’Or
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