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segunda-feira, 11 de maio de 2026

O que é lúpus? Entenda sinais, causas e por que o diagnóstico é complex

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No Dia Mundial do Lúpus, especialista explica os desafios para identificar a doença e alerta para sintomas

 

O diagnóstico de uma doença pode ser comparado a um quebra-cabeça, e, no caso do lúpus, essa montagem costuma ser mais longa e desafiadora. No Dia Mundial do Lúpus, celebrado em 10 de maio, o alerta é para os sinais variados e pouco específicos da doença, que dificultam a identificação precoce.

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, o Brasil tem entre 150 mil e 300 mil pessoas com a doença, que atinge principalmente mulheres entre 20 e 45 anos, embora possa ocorrer em qualquer idade e sexo.

A dificuldade no diagnóstico ficou popular até na cultura pop, como na série Doutor House, em que o lúpus era frequentemente cogitado e descartado. E isso não é ficção. “A doença pode se confundir com outras condições, exigindo uma investigação detalhada, com avaliação clínica e exames laboratoriais específicos”, explica o reumatologista Leonardo Zambom, do Hospital e Maternidade São Luiz Osasco, da Rede D’Or.


O que é o lúpus

O lúpus é uma doença autoimune em que o sistema imunológico passa a atacar células saudáveis do próprio corpo, podendo causar inflamações em diversos órgãos.

A condição pode se apresentar de duas formas principais:

• Lúpus cutâneo: restrito à pele, com manchas avermelhadas, especialmente em áreas expostas ao sol (rosto, orelhas, colo e braços);

• Lúpus sistêmico: mais grave, podendo afetar múltiplos órgãos, além de articulações e pele.

Entre os sintomas mais comuns do Lúpus estão febre, emagrecimento, perda de apetite, fraqueza e desânimo. Outros são específicos de cada órgão acometido, como dor nas juntas, manchas na pele, inflamação na pleura, hipertensão e/ou problemas nos rins.

As manifestações da doença podem afetar o trabalho, a vida social e o emocional dos pacientes. Sem cura, o tratamento é adaptado a cada caso.

“O lúpus tem origem multifatorial, envolvendo fatores genéticos, hormonais, imunológicos e ambientais. Exposição solar, infecções e até alguns medicamentos podem atuar como gatilhos”, destaca o médico do São Luiz Osasco. A unidade possui maior e mais completa estrutura hospitalar da cidade e conta ainda com corpo clínico renomado, tecnologia de ponta, pronto-socorro, hotelaria diferenciada e serviços de alta complexidade.


Exames e investigação

O diagnóstico costuma começar pelo exame Fator Antinuclear (FAN), que identifica a presença de autoanticorpos, comuns em pacientes com lúpus. Outros testes, como o Anti-SM (Anti Smith), ajudam a confirmar o diagnóstico, enquanto o Anti-DNA funciona como um indicador da atividade da doença.

Exames gerais, como hemograma, função renal e análise de urina, também são fundamentais para avaliar possíveis impactos no organismo.


Tratamento e qualidade de vida

Apesar de não ter cura, o lúpus pode ser controlado. A base do tratamento inclui medicamentos como a hidroxicloroquina, além de corticoides e imunossupressores nos casos mais ativos. Em situações específicas, terapias imunobiológicas também podem ser indicadas.

“Hoje há um avanço importante na medicina personalizada, que permite ajustar o tratamento conforme o perfil de cada paciente, aumentando as chances de controle da doença e melhorando a qualidade de vida”, finaliza o especialista.

 

Rede D’Or


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