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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Astigmatismo atinge cerca de 20 milhões de brasileiros e exige atenção à saúde visua

Foto: Imagem de benzoix no Magnific
Irregularidade ocular provoca distorções visuais e demanda diagnóstico precoce, explica oftalmologista 


Você conhece alguém que tenha astigmatismo? Sabia que o problema é mais comum do que imagina? Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, cerca de 20 milhões de brasileiros convivem com essa alteração visual, muitas vezes sem diagnóstico adequado ou acompanhamento regular. Apesar de amplamente conhecido, o quadro ainda é subestimado, principalmente quando comparado à miopia, o que pode atrasar a busca por avaliação especializada e comprometer a qualidade de vida. 

“Existe uma percepção equivocada de que o astigmatismo causa apenas leve desconforto, porém a distorção visual pode ser bastante significativa e interferir em diversas atividades do dia a dia”, explica o Dr. Alfredo Pigatin Neto, oftalmologista do H.Olhos. 

Caracterizado por uma curvatura irregular da córnea ou do cristalino, o problema impede que os raios luminosos sejam focados corretamente sobre a retina, resultando em imagens borradas ou distorcidas em qualquer distância. Diferente de outros erros refrativos, essa condição não se restringe a perto ou longe, afetando a nitidez de forma global. “O paciente pode enxergar linhas tortas, perceber sombras nas letras ou ter dificuldade em manter foco contínuo durante leitura e uso de telas”, afirma. Esses sinais, muitas vezes ignorados, podem evoluir para quadros de fadiga ocular intensa. 

Além da visão embaçada, sintomas como dores de cabeça frequentes, ardência, lacrimejamento e sensação de esforço constante são comuns, especialmente após longos períodos de concentração. Crianças também podem ser impactadas, apresentando queda no rendimento escolar ou desinteresse por atividades que exigem atenção visual. “Quando não identificado precocemente, o astigmatismo pode prejudicar o desenvolvimento, já que a dificuldade para enxergar interfere diretamente na aprendizagem”, ressalta o oftalmologista. 

A confirmação ocorre por meio de consulta oftalmológica completa, com exames que analisam refração e estruturas oculares. Esse processo permite identificar o grau da irregularidade e definir a melhor estratégia de correção. Óculos com lentes cilíndricas ou lentes de contato específicas costumam ser indicados para compensar a curvatura desigual. “A escolha do método deve considerar o perfil do paciente, rotina e necessidades visuais, garantindo conforto e eficiência na adaptação”, explica. 

Em situações específicas, principalmente quando há graus elevados ou intolerância às opções convencionais, procedimentos cirúrgicos podem ser recomendados. Técnicas modernas possibilitam remodelar a superfície corneana, corrigindo a irregularidade e melhorando a qualidade da visão. “A cirurgia refrativa evoluiu muito nos últimos anos, oferecendo segurança e bons resultados, desde que haja indicação criteriosa e avaliação individualizada”, destaca. 

Mesmo sendo comum, o astigmatismo exige atenção contínua. Consultas periódicas são essenciais para monitorar possíveis mudanças e ajustar a correção ao longo do tempo. O cuidado preventivo evita complicações e contribui para o bem-estar visual em todas as fases da vida. “Enxergar bem não deve ser encarado como luxo, mas como parte fundamental da saúde, e qualquer alteração precisa ser investigada com seriedade”, finaliza o Dr. Alfredo Pigatin Neto.


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