Data marca campanha de conscientização sobre os
efeitos nocivos do cigarro e do vape, que vão muito além dos pulmões
O Dia Nacional de
Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, é um importante lembrete dos danos
causados pelo tabaco à saúde e não apenas à saúde pulmonar. A Sociedade
Brasileira de Dermatologia (SBD) destaca como o cigarro tradicional e os
cigarros eletrônicos (os vapes) impactam diretamente na qualidade da pele,
aceleram o envelhecimento precoce e contribuem para o surgimento de doenças
dermatológicas.
Apesar de muitos
considerarem o vape uma alternativa “menos nociva” ao cigarro, os
dermatologistas alertam que os efeitos dos vaporizadores também são perigosos
para a pele e para a saúde em geral.
“Os líquidos
usados nos vapes contêm substâncias químicas que podem causar irritações,
reações alérgicas e até agravar quadros de acne e retardar a cicatrização da
pele. Além disso, há evidências de que o uso do vape impacta a saúde sistêmica,
inclusive os pulmões, e pode afetar os jovens de forma ainda mais grave”, diz
Dr. Sergio Palma, membro da diretoria da SBD.
Envelhecimento
precoce, melasma e cabelos frágeis
A exposição
contínua ao cigarro e também ao vape provoca danos nas fibras de colágeno e
elastina, responsáveis pela firmeza e elasticidade da pele. A consequência é
uma aparência mais envelhecida, com rugas acentuadas, especialmente ao redor da
boca, além de perda de brilho, manchas e coloração amarelada da pele.
Dra. Marcelle
Nogueira, coordenadora do Departamento de Geriatria da SBD reforça que o
tabagismo também reduz o fluxo sanguíneo na pele, prejudicando a oxigenação e a
nutrição dos tecidos. “Esse processo acelera o envelhecimento extrínseco,
tornando a pele mais áspera, opaca e suscetível a manchas. Além disso, o fumo
está associado ao afinamento dos fios de cabelo e à fragilidade das unhas”,
explica a especialista.
Para quem busca um
envelhecimento saudável da pele, Dra. Marcelle recomenda: Parar de fumar ou
utilizar vaporizadores; ter uma alimentação rica em antioxidantes, como
vitaminas C e E; usar protetor solar diariamente; hidratar a pele com
frequência e evitar banhos muito quentes; procurar um dermatologista
regularmente.
Tabaco e
câncer de pele: existe relação?
Embora o tabagismo
não esteja diretamente ligado ao desenvolvimento do câncer de pele, ele pode
potencializar os efeitos da radiação solar, principal fator de risco para essa
doença. Isso porque o fumo compromete os mecanismos de defesa e regeneração da
pele, dificultando a reparação do DNA celular após exposição ao sol.
Segundo o
presidente da SBD. Dr. Carlos Barcaui, o envelhecimento provocado pelo tabaco
pode aumentar a suscetibilidade à ação da radiação UV, favorecendo o surgimento
de lesões pré-cancerosas e até cânceres de pele, especialmente em pessoas com
histórico de exposição solar intensa ou uso de bronzeamento artificial,
proibido no Brasil desde 2009.
“A pele envelhecida pelo fumo apresenta sinais como espessamento, manchas, rugas profundas e coloração irregular. Esses fatores tornam mais difícil identificar alterações precoces que podem evoluir para câncer, portanto o Dia Nacional de Combate ao Fumo vai além da saúde respiratória é também um convite a olhar com mais atenção para a pele como órgão de alerta sobre os impactos do tabaco e derivados. Parar de fumar é um passo essencial para preservar a saúde como um todo, da pele aos pulmões”, conclui Dr. Barcaui.
Para mais informações sobre condições dermatológicas, além de cuidados com a saúde da pele, cabelos e unhas, acesse as redes sociais @dermatologiasbd ou o site www.sbd.org.br. Encontre um especialista associado à SBD em sua região e cuide de sua saúde integral. Lembre-se que o check-up dermatológico de manchas e pintas deve ser feito anualmente.
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