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quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Mais da metade da população brasileira consome ultraprocessados regularmente

Levantamento realizado pela YouGov aponta refrigerantes, biscoitos recheados e embutidos entre os mais procurados

 

Em um cenário marcado pela busca por conveniência e praticidade, o consumo de alimentos ultraprocessados segue em alta no Brasil. Um levantamento da YouGov, multinacional referência em pesquisa de consumo online, mostra que 52% dos brasileiros consomem ultraprocessados todos os dias. Outros 36% consomem de duas a quatro vezes por semana, enquanto apenas 12% evitam totalmente esse tipo de produto. 


Refrigerantes, biscoitos recheados, embutidos, salgadinhos industrializados e refeições congeladas estão entre os itens mais presentes no dia a dia. O estudo também revela que a faixa etária de 25 a 34 anos lidera o consumo, com 58% ingerindo esses produtos diariamente, contra 44% entre pessoas acima de 55 anos.
 

Para David Eastman, diretor-geral da YouGov no Brasil, os dados mostram um alerta importante sobre os hábitos alimentares da população. “O consumo elevado de ultraprocessados está ligado a fatores culturais e de conveniência, mas também evidencia a necessidade de maior acesso e incentivo a escolhas mais saudáveis. Esses números ajudam a entender comportamentos e a orientar políticas públicas e iniciativas privadas”, afirma.
 

 

A nutricionista Izabel Lamounier explica que já existe um corpo consistente de evidências associando dietas ricas em ultraprocessados a doenças intestinais e outros problemas de saúde. “Sabemos que esses alimentos estão ligados ao aumento do risco de doenças inflamatórias intestinais, câncer colorretal e síndrome do intestino irritável. A dieta pode alterar a microbiota intestinal, a função de barreira do organismo e até a imunidade inata. Além disso, o tipo de gordura presente nesses produtos influencia diretamente esse risco”, afirma. 

Izabel acrescenta que os aditivos alimentares amplamente utilizados em ultraprocessados, como emulsificantes, adoçantes, corantes, micropartículas e nanopartículas, já foram demonstrados em estudos como capazes de afetar o microbioma, aumentar a permeabilidade intestinal e promover inflamações. “A recomendação é clara: quanto mais natural e menos processado o alimento, menor a exposição a esses riscos”, conclui.

 


 Metodologia

A ferramenta YouGov Profiles é alimentada por dados coletados diariamente por meio de pesquisas contínuas, com uma amostra robusta de mais de 70 mil brasileiros (o tamanho da amostra varia de acordo com o país). Os dados do Profiles Brasil são representativos em âmbito nacional e cuidadosamente ponderados por idade, gênero e região, garantindo alta precisão e relevância nas análises.


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