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sábado, 14 de fevereiro de 2026

Alopecia: quando a queda de cabelo merece atenção médica

Dermatologista explica por que a perda dos fios vai além da estética, quais são os sinais de alerta e como o diagnóstico precoce faz diferença no tratamento 

 

A queda de cabelo faz parte do ciclo natural dos fios, mas quando se intensifica, se prolonga ou resulta em falhas visíveis no couro cabeludo, é importante investigar. O tema ganhou destaque, após o relato público de uma cantora brasileira, o que ajudou a ampliar a conversa sobre alopecia e saúde capilar, especialmente entre as mulheres.

De acordo com a dermatologista Luana Vieira Mukamal, do grupo Kora Saúde, nem toda queda de cabelo indica uma doença, mas alguns padrões fogem do esperado e exigem avaliação especializada. “A perda diária de fios é considerada normal até certo limite. O problema surge quando há afinamento progressivo, queda intensa ou surgimento de áreas com rarefação ou falhas”, explica.


Mas afinal, o que é alopecia?

A alopecia é o termo médico utilizado para definir a perda parcial ou total dos cabelos e pode estar associada a diferentes fatores, como predisposição genética, alterações hormonais, condições autoimunes, inflamações do couro cabeludo e períodos de estresse físico ou emocional. A condição pode se manifestar de formas distintas e em diferentes fases da vida, o que torna o diagnóstico individualizado essencial.

A alopecia é uma condição multifatorial e não deve ser tratada de forma genérica. Cada paciente apresenta um padrão de queda, um histórico clínico e fatores associados distintos. Por isso, o diagnóstico dermatológico individualizado é fundamental para definir a melhor abordagem terapêutica e evitar a progressão da perda dos fios”, afirma a especialista.


Quando a queda deixa de ser normal?

Segundo a dermatologista, alguns sinais indicam que a queda de cabelo ultrapassou o esperado. A diminuição perceptível do volume capilar, o aparecimento de falhas, a queda persistente ao longo dos meses e sintomas associados, como coceira ou sensibilidade no couro cabeludo, são indicativos de que algo pode estar fora do equilíbrio. 

Além da perda visível, a alopecia pode se manifestar por meio de alterações na textura e no ciclo dos fios, que passam a nascer mais finos, frágeis ou com crescimento mais lento. Em alguns casos, o couro cabeludo apresenta sinais inflamatórios, como ardor, sensibilidade ao toque ou descamação, sintomas que frequentemente antecedem a queda mais acentuada e costumam ser subestimados no dia a dia.


Diagnóstico e tratamento

O tratamento da alopecia depende diretamente da identificação de sua causa. A avaliação dermatológica permite analisar o histórico do paciente, o padrão da queda e, quando necessário, solicitar exames complementares. A partir disso, podem ser indicadas terapias tópicas ou sistêmicas, procedimentos dermatológicos e ajustes nos cuidados diários.

O tratamento deve sempre partir da identificação da causa, já que diferentes mecanismos estão envolvidos na queda de cabelo. A avaliação dermatológica permite compreender o padrão da perda dos fios e os fatores associados, orientando uma abordagem terapêutica específica e individualizada. Quanto mais precoce for essa condução, maiores são as chances de controlar a evolução da condição e preservar a saúde capilar”, reforça Luana.


Mais do que estética, uma questão de saúde

Embora o impacto estético seja significativo, a alopecia não deve ser tratada apenas sob essa perspectiva. A condição pode refletir alterações no organismo e afetar diretamente a autoestima e o bem-estar emocional. “Cuidar do cabelo também é cuidar da saúde. A informação correta ajuda a reduzir o estigma e incentiva a busca por acompanhamento médico”, finaliza a dermatologista.

 

Kora Saúde


CARNAVAL 2026: DICAS PARA PELE E CABELO

 Produtos específicos, proteção solar, procedimentos e cuidados pós-folia fazem parte das recomendações para curtir a folia, com saúde e visual em dia

 

Carnaval chegando, época de festa, alegria, looks brilhantes e divertidos... O primeiro alerta que faço para garantir a folia é em relação à maquiagem. A gente vê no carnaval maquiagens maravilhosas, com muito brilho: é muito importante que a gente utilize produtos específicos para a pele. 

Ou seja, criatividade é bom, mas nada de improvisar com aquele glitter comum (brilho em partículas bem pequenas), que a criança usa na escola, que a gente vai usar na maquiagem, pois pode em contato com a pele pode gerar micro traumas importantes. Este glitter arranha, não é específico e em contato com o calor e o suor, pode provocar uma alergia. Primeira dica: utilize produtos específicos para maquiagem. 

Outra dica para quem for curtir o Carnaval ao ar livre, é lançar mão do trio: boné, hidratação e protetor solar. O recomendável é que se utilize pelo menos o fator 50 para cada tipo de pele, escolhendo o protetor mais específico mas lembrando que quando a gente associa o protetor com cor ou com uma base de maquiagem, isso ajuda a proteger mais, deixando a pele menos suscetível ao desenvolvimento de manchas. 

Algo a mais que a dermatologista pode recomendar são os anti-oxidantes orais, que são recomendados como aliados deste cuidado. E ainda sobre o protetor solar, é recomendável reaplicá-lo ao longo do dia. Muitas horas expostas ao sol, é interessante levar o protetor para o Bloquinho. 

No pós-folia é importante guardar um pouco de energia para remover esta maquiagem de forma adequada. Não dá para dormir sem remover, pois isso vai gerar sujidades, que pioram a oleosidade e trazem espinhas, além do envelhecimento precoce da pele. 

Qual a forma correta de higienizar a pele? Se a maquiagem tiver glitter, pegar antes o Micropore e, de forma leve, colocar em contato com a pele, colando este excesso de glitter para fazer essa remoção; em seguida lavar com óleo demaquilante (Cleansing Oil). Há muitas marcas deste produto. E depois aplicar Solução Micelar com algodão, para depois utilizar sabonete específico. São quatro etapas de limpeza, mas que fazem muita diferença.

Depois de tanta limpeza, é importante utilizar um hidratante calmante e ativos seguros para o verão, ou seja, nada de ácidos muito fortes. A dermatologista deixa uma rotina específica para o verão. 

Por fim, três procedimentos, que recomendo à minhas pacientes nesta época de calor e festas: Botox, que melhora muito ruguinhas e qualidade da pele e tem um resultado em duas semanas, o Peeling de Hollywood, que não agride a pele, traz hidratação, qualidade de pele e clareamento, e o Volnewmer que é uma radiofrequência que ajuda tanto no estímulo de colágeno, combatendo a flacidez, como na hidratação. São procedimentos muito seguros e de recuperação rápida, que dão aquele up no visual para as festas!

 

Cabelos coloridos: Muitas dúvidas também surgem em relação aos cabelos coloridos de Carnaval, principalmente em relação às crianças. Falando em tintura “normal”, abaixo dos 12 anos, não é recomendável criança tingir o cabelo, principalmente porque a criança tem o fio muito fino, fragilizado, o couro cabeludo mais sensível, suscetível à inflamação e alergias.  A partir dos 12 anos de idade, utilizar, de preferência, tinturas mais específicas, evitando as que contenham amônia que podem agredir mais. 

Já as tinturas temporárias de Carnaval têm uma ação superficial no fio; então se for um produto idôneo, registrado pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pode ser utilizado nos pequenos, sempre com o cuidado com  a pele. Uma dica extra é proteger a região do couro cabeludo e aplicar mais nos fios para não ter de esfregar tanto o couro cabeludo, o que pode trazer irritações.

 

Dra Priscilla Pereira - Médica Dermatologista Priscilla Pereira (CRM 147255, RQE 50593) é de Juiz de Fora (MG). Mora em São Roque e atende em consultórios nas cidades de São Roque e Ibiúna. Médica formada na ‘Universidade Federal de Juiz de Fora’. Fez Residência Médica em Dermatologia pela ‘Universidade de Mogi das Cruzes’. Especialização em Tricologia, Cosmiatria e Laser pela ‘Universidade de Mogi das Cruzes’. Transplante Capilar ‘Barcelona Hair Clinic’. Especialista em Dermatologia pela ‘Sociedade Brasileira de Dermatologia’. É membro titular da ‘Sociedade Brasileira de Dermatologia’.
@drapriscilla_dermatologista
Agendamentos, WhatsApp: 11 1197834-5269
#umadermatoparachamardesua



Cheiro e memória: por que o perfume que você usa no Carnaval nunca é esquecido


Quando pensamos em Carnaval, logo lembramos de música, cores e energia — mas um dos elementos mais poderosos dessa experiência pode ser o cheiro. Perfumes e fragrâncias têm uma capacidade surpreendente de gravar momentos na memória de quem os usa, especialmente em situações marcantes como os dias de festa.


De acordo com a ciência, há uma razão biológica para isso: o sentido do olfato tem uma “conexão direta” com as áreas do cérebro que processam emoções e memórias, como o hipocampo e a amígdala, sem passar por estruturas intermediárias como acontece com outros sentidos. Essa ligação única faz com que cheiros associados a eventos significativos — como um bloco com amigos, um beijo na avenida ou a alegria de um encontro inesperado — sejam lembrados com grande intensidade e emoção. (Cleveland Clinic).


Estudos científicos mostram que os odores não apenas evocam memórias com mais clareza do que estímulos visuais ou auditivos, mas também tendem a trazer lembranças mais antigas e emocionalmente fortes à tona. Em experimentos neurocientíficos, a conexão entre os centros olfativos e o hipocampo foi comprovada como mais direta e vigorosa do que a de outros sentidos, o que pode explicar por que um perfume específico pode nos transportar “no tempo”, evocando lembranças de momentos vividos anos atrás. (Scientific American).


“Durante o Carnaval, os aromas que escolhemos nos acompanham em momentos de alegria, emoção e conexão com outras pessoas. Por isso, chegamos a sentir novamente sensações e lembranças daquele dia sempre que sentimos aquele cheiro novamente”, afirma Luane Lohn, CEO da Ciclo Cosméticos.


Essa ligação entre cheiro e memória não é apenas um fenômeno emocional: estudos apontam que memórias desencadeadas por odores são frequentemente mais vívidas e emocionalmente carregadas do que aquelas evocadas por imagens ou sons, fazendo com que o perfume de um Carnaval nunca seja realmente esquecido. 



COMO CADA SIGNO SE COMPORTA NO CARNAVAL



Talita Melo, especialista do Astrocentro, explica como cada característica aparece na hora da festa, do flerte e da diversão


O Carnaval chegou e, se tem uma coisa que acompanha a energia dessa festa, é o céu astrológico movimentado. Afinal, cada signo tem um jeito único de curtir a folia, alguns dominam a avenida, outros observam, alguns se apaixonam e há quem termine a festa chorando abraçado em alguém.

A seguir, a especialista Talita Melo, do Astrocentro, te conta como cada signo se comporta no Carnaval e veja se você se identifica (ou reconhece seus amigos) nessa análise astrológica da festa mais animada do ano.


Áries: intensidade ligada no 220V

Arianos não passam despercebidos. Eles entram no bloco com energia máxima, fantasia chamativa e disposição para tudo. São impulsivos, podem beijar sem nem perguntar o nome e, se alguém pisar no pé deles, a reação vem de forma rápida. Com Áries, o Carnaval é adrenalina pura.


Touro: conforto e comida em primeiro lugar

Taurinos curtem a festa, mas com estilo e praticidade. Nada de sapato desconfortável ou perrengue desnecessário. O foco é aproveitar a música, comer bem e garantir prazer sensorial. O limite? A fome. Se faltar comida, o taurino perde o brilho.


Gêmeos: o socializador oficial do bloco

Geminianos fazem amizade com todo mundo e sabem exatamente o que dizer para animar qualquer roda. Conversam, riem, trocam contatos, mas provavelmente esquecem o nome da pessoa minutos depois. São a energia social que mantém o bloco vivo.


Câncer: emoção do começo ao fim

Cancerianos cantam marchinhas com empolgação e abraçam desconhecidos como velhos amigos. Mas existe um risco: no final da festa, podem acabar emocionados, lembrando de histórias do passado, especialmente amores antigos.


Leão: brilho, destaque e paquera

Leoninos não vão para a folia para serem coadjuvantes. Glitter, paetê e looks chamativos são praticamente obrigatórios. Gostam de camarotes, atenção e paquera. Eles não correm atrás, eles apenas brilham e deixam que as coisas venham.


Virgem: organização até na folia

Os virginianos são os responsáveis por garantir que o grupo não se perca. Sabem horários dos blocos, rotas e pontos de encontro. Também são os primeiros a reclamar do banheiro químico ou da falta de planejamento. Mesmo assim, são indispensáveis para a logística da diversão.


Libra: mestre do flerte

Librianos dominam a arte do olhar sedutor. Trocam olhares com várias pessoas, encantam facilmente, mas podem travar na hora de escolher alguém. O dilema clássico: tantas opções, qual vale a pena?


Escorpião: intensidade e mistério

Os escorpianos vivem a festa de forma profunda. Se gostam do bloco, mergulham totalmente, se não, vão embora sem aviso. Apostam em looks sensuais e, em algum momento, podem desaparecer para viver um romance intenso típico de Carnaval.


Sagitário: o verdadeiro inimigo do fim

Sagitarianos querem aproveitar tudo. Conhecem pessoas, fazem amizade com estrangeiros e topam qualquer aventura. Mas atenção, junto com a diversão, podem perder celular, chinelo ou qualquer objeto pelo caminho.


Capricórnio: estratégia até na festa

Capricornianos sabem se divertir, mas sempre com um olhar prático. Até no bloco conseguem enxergar oportunidades, seja networking, ideias de negócio ou contatos importantes. Para eles, diversão e estratégia podem caminhar juntas.


Aquário: imprevisível e original

Aquarianos fogem do óbvio. Em um momento estão pulando no meio da multidão, no outro, quietos observando tudo. Podem até puxar uma conversa filosófica sobre a vida no meio do trio elétrico. São únicos e fazem questão disso.


Peixes: sonho, carinho e distração

Piscianos vivem a festa como se fosse um universo paralelo. Abraçam todo mundo, entram no clima emocional coletivo e se entregam à vibe. O único risco é se perder do grupo, já que se deixam levar facilmente pelo momento.


“A astrologia mostra que cada pessoa vive experiências de acordo com sua essência e o Carnaval apenas amplifica essas características. Enquanto alguns brilham, outros observam, alguns se apaixonam, outros organizam e há quem apenas se deixe levar pela magia do momento. No fim, a verdadeira graça está em aproveitar a festa do seu jeito”, finaliza Tatiana Melo.

 

Astrocentro
www.astrocentro.com.br



BANHOS PARA AUMENTAR O PODER DE SEDUÇÃO NO CARNAVAL

Dicas fáceis para se sentir mais confiante, solta e magnética durante a folia, de dentro pra fora
 

O Carnaval é o momento perfeito para brilhar, atrair olhares e viver novas conexões com intensidade. Mais do que fantasia e maquiagem, essa época pede energia em movimento, corpo aberto e confiança em alta. Segundo a espiritualista Kelida Marques, rituais simples de autocuidado podem potencializar o poder de sedução e ajudar a despertar uma aura naturalmente magnética durante os dias de folia.

De acordo com Kelida, corpo, mente e espírito acumulam energias que nem sempre estão em harmonia, e isso interfere diretamente na autoestima, no desejo e na forma como cada pessoa se coloca no mundo. “O banho energético é um ritual poderoso de limpeza, ativação e intenção. Ele prepara o campo vibracional para o prazer, para o encontro e para a troca. Quando a energia flui, a sedução acontece de forma natural”, explica.

A espiritualista destaca que os banhos afrodisíacos não atuam apenas na atração física, mas também no fortalecimento interno. “Quando a pessoa se sente bem consigo mesma, segura e alinhada com seus desejos, ela irradia uma energia que chama a atenção. O Carnaval amplifica tudo isso”, afirma.

A seguir, ela ensina banhos que podem ser feitos antes de sair para a folia ou na preparação para noites especiais, com o objetivo de aumentar o poder de sedução e abrir caminhos para novas experiências.


Banho de ervas para aumentar a libido

Ideal para uma noite especial, esse banho complementa o charme pessoal e ajuda a despertar o desejo.


Ingredientes:

2 litros de água
Casca de 1 maçã bem vermelha
Canela em pó
Cravo-da-índia
4 gotas de óleo essencial de rosas


Modo de preparo:

Ferva a água com a casca da maçã, a canela e o cravo por 15 minutos. Desligue o fogo, adicione o óleo essencial de rosas e deixe descansar por 2 horas. Coe e, após o banho higiênico, jogue o líquido do pescoço para baixo, deixando secar naturalmente.


Banho de guaraná para mais energia e disposição

Esse banho ajuda a renovar as energias e aumentar a vitalidade para aproveitar o Carnaval ao máximo.


Ingredientes:

2 litros de água
1 colher (sopa) de guaraná em pó


Modo de preparo:

Aqueça a água até formar pequenas bolhas e desligue o fogo. Acrescente o guaraná em pó, misture bem e deixe esfriar por cerca de 20 minutos. Após o banho normal, despeje do pescoço para baixo.


Banho das rosas vermelhas para magnetismo e paixão

As rosas vermelhas são símbolos de desejo, charme e sedução.


Ingredientes:

2 rosas vermelhas
1 colher de açúcar mascavo
1 litro de água


Modo de preparo:

Ferva a água, desligue o fogo e acrescente as pétalas das rosas e o açúcar mascavo. Deixe em infusão até amornar, coe e despeje no corpo do pescoço para baixo, mentalizando-se envolvida por uma aura magnética.


Banho para prolongar o prazer

Indicado para quem deseja intensificar as sensações e prolongar o clímax.


Ingredientes:

Um punhado de erva-marcela
2 litros de água
2 gotas de óleo essencial de melissa


Modo de preparo:

Ferva a erva-marcela por 20 minutos. Após desligar o fogo, acrescente o óleo essencial. Espere esfriar, coe e despeje sobre o corpo do pescoço para baixo após o banho higiênico. O ideal é realizar esse banho pelo menos 24 horas antes da relação.


Banho para atrair boas energias e proteção no Carnaval

Além da sedução, Kelida reforça a importância da proteção energética durante a folia.


Ingredientes:

Água
Óleo essencial de patchouli
Óleo essencial de lavanda
Olíbano
Vela amarela


Modo de preparo:

Em água fervida, misture 3 gotas de patchouli, 4 gotas de lavanda e 2 gotas de olíbano. Acenda uma vela amarela e mentalize proteção, alegria e segurança. Após o banho higiênico, despeje a mistura do pescoço para baixo.


“Mais do que fórmulas mágicas, esses rituais ajudam a alinhar intenções, fortalecer a autoestima e permitir que cada pessoa viva o Carnaval com mais prazer, presença e autenticidade”, finaliza Kelida.


Kelida Marques - Detentora de um dos principais canais do YouTube sobre Espiritualidade, conta com mais de 1,27M de seguidores em suas redes. Também é psicanalista, hipnóloga e terapeuta holística reikiana realiza atendimentos online, promove rituais de cura, benzimentos e vigília, de maneira constante e gratuita. Faz previsões, rituais, responde perguntas através do baralho cigano e fala com propriedade sobre conexões entre almas, cartas psicografadas, numerologia e terapias alternativas. Com toda essa bagagem espiritual (bruxa naturalista na linhagem de São Cipriano por tradição familiar) e profissional (formada em psicologia), a mística espiritualista atua unindo corpo, mente e espírito sempre com um pouco de magia. Também é uma das comentaristas da terceira temporada de Inexplicáveis do History Channel e lançou recentemente o livro psicografado que conta a verdadeira história de Maria Padilha | kelidaoficial

 

Amor de Carnaval: por que a atração aumenta nessa época?


Paquera, romance e química no ar: quem já viveu o Carnaval sabe que algo muda. As pessoas ficam mais abertas ao contato, ao flerte e às conexões rápidas. Mas essa atmosfera não é só cultural ou emocional — o cérebro e o olfato têm um papel direto nesse fenômeno, explica a aromaterapeuta e neurocientista Daiana Petry.

Segundo a especialista, o Carnaval reúne uma combinação poderosa de estímulos que favorecem a atração: proximidade física, dança, calor, música, luzes e, principalmente, cheiros.

Diferente dos outros sentidos, o cheiro não passa primeiro pelas áreas racionais do cérebro. Ele segue direto para o sistema límbico, região ligada às emoções, à memória e ao comportamento afetivo.

“O olfato é um sentido profundamente emocional. Ele pode aumentar a sensação de conexão, familiaridade e prazer, muitas vezes de forma inconsciente”, explica Daiana.

É por isso que, em ambientes intensos como o Carnaval, os cheiros se tornam parte fundamental da experiência — e da atração.
 

Porque a sedução aumenta no Carnaval?

O calor, a dança e a proximidade fazem o corpo produzir mais suor. E, embora a palavra “suor” possa soar pouco romântica, ele carrega substâncias químicas que funcionam como sinais biológicos sutis de atração, conhecidos popularmente como feromônios.

“Cada pessoa tem um odor corporal único, influenciado por fatores genéticos e hormonais. Em situações de maior contato social, como no Carnaval, o cérebro pode interpretar esses sinais olfativos como compatibilidade ou atração”, afirma a especialista.

Esses sinais não são percebidos de forma consciente, mas ajudam o cérebro a decidir, em segundos, se alguém parece interessante ou não.

Além do cheiro natural do corpo, perfumes e aromas também participam dessa “dança química”.

Aromas quentes, adocicados ou amadeirados, por exemplo, costumam estar associados a sensações de conforto, proximidade e sensualidade. Já notas cítricas e frescas transmitem leveza, energia e abertura social.

“Os aromas não criam atração sozinhos, mas podem intensificar a percepção de presença, marcar a memória emocional e aumentar a sensação de proximidade”, explica Daiana.

Ou seja: o cheiro pode ser um dos motivos pelos quais alguém se torna inesquecível depois de um encontro de Carnaval.

Durante o Carnaval, o cérebro também está sob efeito de maior liberação de dopamina e outros neurotransmissores ligados ao prazer e à recompensa. Com as barreiras sociais mais flexíveis, o sistema emocional ganha mais espaço do que o racional — e o olfato entra como um facilitador dessa conexão.

“É um cenário perfeito para o cérebro associar cheiros a emoções intensas, criando memórias afetivas rápidas e profundas”, conclui Daiana. 



Daiana Petry @daianagpetry - Aromaterapeuta, perfumista botânica, naturóloga e especialista em neurociência. Professora dos cursos de formação em aromaterapia, perfumaria botânica e psicoaromaterapia. Autora dos livros: Psicoaromaterapia, Cosméticos sólidos e Maquiagem ecoessencial.Fundadora da Harmonie Aromaterapia.

Quando o controle deixa de ser virtude e vira armadilha emocional?

Obcecados por metas, agendas lotadas e produtividade constante, cada vez mais profissionais transformam organização em fonte de ansiedade e o preço muitas vezes é a saúde mental


A busca por controle nunca foi tão valorizada. Planejadores digitais, métodos de produtividade, metas trimestrais, rotinas cronometradas e listas intermináveis de tarefas se tornaram símbolos de eficiência em um mundo que exige performance contínua. No entanto, aquilo que começa como organização pode, silenciosamente, se transformar em sofrimento psíquico. Quando cada minuto precisa ser útil e qualquer imprevisto é vivido como fracasso, o controle deixa de ser ferramenta e passa a ser prisão. 

A cultura contemporânea reforça a ideia de que estar no comando de tudo é sinal de maturidade e sucesso. A lógica é simples: quem planeja melhor, produz mais; quem produz mais, vale mais. Nesse cenário, o descanso parece culpa, o improviso parece incompetência e a flexibilidade é vista como desleixo. O resultado é uma geração que não apenas administra o tempo, mas tenta dominar a própria vida como se fosse uma planilha. 

O problema surge quando essa necessidade de controle deixa de servir ao sujeito e passa a governá-lo. Pequenas mudanças de rota, atrasos ou falhas provocam irritação desproporcional, ansiedade constante e sensação permanente de insuficiência. A agenda cheia, antes motivo de orgulho, se torna um lembrete diário de que nunca é possível fazer o bastante. 

Segundo a psicóloga Blenda Oliveira, doutora em Psicologia pela PUC-SP, esse padrão tem se tornado cada vez mais comum nos consultórios. “Existe uma diferença importante entre organização saudável e controle rígido. A primeira oferece segurança. O segundo nasce do medo. Quando a pessoa acredita que só estará protegida se prever absolutamente tudo, ela começa a viver em estado de alerta permanente”, afirma. 

Esse estado contínuo de vigilância cobra um preço alto do corpo e da mente. Insônia, dificuldade de concentração, tensão muscular, irritabilidade e crises de ansiedade passam a fazer parte da rotina. Paradoxalmente, quanto maior o esforço para controlar, maior a sensação de descontrole. O imprevisto, que é parte natural da vida, passa a ser vivido como ameaça. 

No ambiente de trabalho, o fenômeno se manifesta no excesso de metas pessoais, na incapacidade de delegar tarefas e na autocrítica severa diante de qualquer erro. Profissionais altamente competentes entram em ciclos de exaustão, tentando compensar uma cobrança interna que nunca se satisfaz. A produtividade, nesses casos, deixa de ser sustentável e se aproxima do burnout. 

Blenda observa que essa dinâmica está ligada também a fatores emocionais profundos. “Muitas pessoas aprenderam, ao longo da vida, que precisam ser perfeitas para serem aceitas. O controle vira uma estratégia de sobrevivência afetiva. Só que ninguém consegue controlar tudo o tempo todo, então a frustração se torna inevitável”, explica. Para ela, o perfeccionismo excessivo frequentemente mascara inseguranças antigas. 

As redes sociais e o discurso da alta performance intensificam essa pressão. Rotinas matinais impecáveis, planners coloridos e histórias de sucesso vendem a ideia de que basta disciplina para eliminar o caos. Pouco se fala sobre cansaço, falhas ou limites humanos. A comparação constante alimenta a sensação de que relaxar é ficar para trás. 

Especialistas defendem que o caminho não é abandonar a organização, mas ressignificá-la. Planejar pode ser saudável quando há espaço para pausas, erros e improvisos. Aprender a tolerar o inesperado, reduzir metas irreais e reconhecer os próprios limites são atitudes que ajudam a reconstruir uma relação mais flexível com o tempo e consigo mesmo. 

“Controle demais não é sinônimo de equilíbrio, é sinal de medo”, conclui Blenda. “Saúde mental envolve justamente o contrário: confiar que você consegue lidar com o que surgir, mesmo que não esteja previsto na agenda.” Em tempos de agendas lotadas e exigências infinitas, talvez o verdadeiro autocuidado seja abrir espaço para o imprevisível — e permitir-se não dar conta de tudo. 



Blenda Oliveira - Ela é doutora em psicologia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e psicanalista pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP). É autora do livro Fazendo as pazes com a ansiedade, publicado pela Editora Nacional, que foi indicado ao Prêmio Jabuti em 2023. A especialista também palestra sobre saúde mental e autoconhecimento e vem se dedicando ao tema do envelhecimento e solidão.


Como manter a fluência no inglês com cinco hábitos simples e eficazes

 Especialistas do Cel.Lep apontam caminhos para que o idioma deixe de ser apenas aprendido e passe a ser vivido diariamente 


Em um mundo onde o inglês se tornou uma ferramenta essencial, seja para estudos, trabalho ou mobilidade internacional, manter a fluência exige mais do que fazer aulas regulares. É necessário transformar o idioma em parte da rotina. De acordo com especialistas, praticar leitura, escuta e fala de maneira constante ajuda a aprimorar o inglês de forma sustentável. 

“A fluência se conquista dentro da sala de aula, mas também se constrói dia após dia, com pequenas práticas inteligentes e consistentes. No Cel.Lep, estimulamos nossos alunos a adotar o inglês como parte do estilo de vida e não apenas um conteúdo a ser estudado”, afirma Juarez Moreira, CEO do Cel.Lep. Pensando nisso, os especialistas do Cel.Lep selecionaram 5 hábitos simples para manter a fluência no inglês:
 

1. Traga o inglês para a sua rotina, todos os dias 

Manter contato frequente com o idioma é um dos caminhos mais naturais para ganhar fluência. Séries, filmes, podcasts e leituras em inglês ajudam o cérebro a se acostumar com sons, estruturas e expressões da língua — e ainda tornam o aprendizado mais prazeroso. Autoridades mundiais em ensino inglês recomendam estudar a língua inglesa por pelo menos 15 minutos todos os dias.
 

Como aplicar: escolha algo que você realmente goste de consumir em inglês todos os dias. Pode ser um episódio de série, um vídeo no YouTube, um podcast curto ou até uma notícia. O segredo é não transformar isso em obrigação. Se quiser ir além, anote palavras ou expressões que chamem sua atenção e ao lado coloque a tradução. Esse contato frequente ajuda o cérebro a reconhecer padrões e a reagir com mais naturalidade na compreensão e na fala.
 

2. Não fique só no entendimento: produza em inglês 

Entender bem o inglês é importante, mas a fluência só se consolida quando você começa a se expressar. Falar, escrever e até gravar a própria voz são exercícios simples e eficazes para destravar o idioma e ganhar confiança.
 

Como aplicar: reserve um momento da semana para produzir em inglês de forma livre. Pode ser um áudio contando como foi seu dia, um pequeno texto ou até um vídeo curto. Não se preocupe em acertar tudo. Depois, ouça ou releia com calma e perceba onde travou, quais palavras faltaram ou soaram estranhas. Esse processo de tentativa e ajuste fortalece a fluência e reduz o medo de errar.
 

3. Use o método “skimming” e “scanning” para ler melhor 

Muita gente, especialmente nos níveis iniciante e intermediário, trava ao ler em inglês por tentar entender cada palavra e fazer traduções mentais o tempo todo. A boa notícia é que isso faz parte do processo — e não é algo que precisa durar para sempre. Técnicas como skimming (leitura rápida para captar a ideia geral) e scanning (busca por informações específicas) ajudam a quebrar esse bloqueio. Com a prática constante, o aluno passa a compreender o texto de forma mais fluida, sem precisar traduzir palavra por palavra, até que a leitura em inglês se torne tão natural quanto em português.
 

Como aplicar: escolha um texto em inglês e faça duas leituras. Na primeira, foque apenas no sentido geral e responda sobre o que é o texto e qual a mensagem principal? Na segunda, procure informações específicas, como dados, opiniões ou exemplos. Essa abordagem ajuda a ampliar o vocabulário, melhora a agilidade mental e reduz o bloqueio diante de textos mais longos ou complexos.
 

4. Tenha metas possíveis 

A fluência não vem de maratonas ocasionais, mas de constância. Ter uma rotina organizada, mesmo com pouco tempo, faz toda a diferença. Segundo especialistas do Cel.Lep, alunos que mantêm metas claras e alcançáveis evoluem mais rápido e com mais segurança.
 

Como aplicar: monte um plano mensal com três metas realistas. Por exemplo: aprender cinco phrasal verbs e usá-los em frases, manter uma conversa de dez minutos em inglês ou assistir a um vídeo sem legenda. Acompanhe seu progresso semana a semana e valorize cada avanço. Pequenas conquistas mantêm a motivação lá em cima.
 

5. Use a tecnologia como aliada da fluência 

A tecnologia tem se tornado uma grande aliada no aprendizado contínuo de idiomas. No Cel.Lep, ela é usada de forma estratégica e responsável. A escola conta com uma plataforma interativa impulsionada por inteligência artificial, desenvolvida para o ensino de inglês e alimentada com conteúdos pedagógicos seguros e revisados. O sistema oferece feedback em tempo real sobre pronúncia, permitindo que o aluno pratique de forma autônoma e personalizada, mesmo fora da sala de aula.

Como aplicar: Use a tecnologia a seu favor. Grave sua própria voz lendo pequenos trechos em inglês, utilize IA para revisar a pronúncia e comparar com o modelo correto, e analise os relatórios de desempenho para identificar padrões e pontos de melhoria. Repetir o exercício com base em feedback fortalece a autopercepção linguística e acelera o progresso de fluência.


Valentine's Day no Brasil: cultura digital reflete em avanços do uso de termos em inglês no Brasil

 O uso de termos em inglês no cotidiano é especialmente gerado pelo consumo de streaming e redes sociais. Pesquisas apontam que 74% dos brasileiros consomem produtos audiovisuais online, sendo o streaming a atividade cultural favorita no país. O Valentine's Day, celebrado em 14 de fevereiro nos Estados Unidos, também funciona como um laboratório prático para o aprendizado do idioma. 

 

O Valentine’s Day, celebrado em 14 de fevereiro nos Estados Unidos, caiu no gosto do brasileiro que, cada vez mais, adotam termos em inglês no cotidiano. Para os especialistas da KNN Idiomas, isso é um reflexo direto do consumo de streaming e redes sociais. Pesquisa do Itaú Cultural/DataFolha sobre hábitos culturais apontou que 74% dos brasileiros consomem produtos audiovisuais online, sendo o streaming a atividade cultural favorita no país. 

"Esse contato constante com filmes e séries em inglês cria uma demanda por compreensão que vai além da tradução literal, e focam em expressões de contexto que dominam o diálogo informal global. Esta também é uma oportunidade para trazer esse hábito para a sala de aula, aproveitando essa tendência para fortalecer o aprendizado de um novo idioma”, explica Reginaldo Kaeneêne Santos, CEO da KNN. A rede, que já atendeu mais de um milhão de alunos, utiliza metodologia exclusiva voltada a falantes de português e integra hobbies como reforço do ensino.

No Brasil, onde apenas 5% da população possui algum domínio do inglês e somente 1% é fluente, segundo dados do British Council, a data funciona como um laboratório prático. O uso de expressões idiomáticas ligadas a relacionamentos cresce nas redes sociais, impulsionado por plataformas como TikTok e Instagram, onde o consumo de conteúdo estrangeiro molda o vocabulário da Geração Z.

O país ocupa a 70ª posição no EF English Proficiency Index (2024), e o domínio de expressões específicas, como as de relacionamento, é um dos maiores desafios de compreensão auditiva, segundo Reginaldo da KNN Idiomas. “Termos como "head over heels" (apaixonado) ou "tie the knot" (casar) são exemplos usados no dia 14 de fevereiro e uma prévia para o Dia dos Namorados nacional", conta.

Em datas como o Valentine’s Day, o especialista explica que o aluno desenvolve leitura contextual e reconhece padrões de uso que aparecem em diálogos naturais, repertório aplicável inclusive no Dia dos Namorados brasileiro.

 

Expressões frequentes e seu uso técnico:

  • Match made in heaven: termo usado para casais com alta compatibilidade.
  • Fall for someone: a fase inicial de se apaixonar.
  • Playing hard to get: estratégia comportamental de fingir desinteresse.
  • Go on a date: o ato social do encontro, termo sem tradução direta exata no português cotidiano.

 

KNN Idiomas
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O impacto emocional do retorno às aulas: como acolher sem superproteger

Pressão, insegurança e sensação de reinício coexistem no começo do ano. Entender esse movimento ajuda o aluno a se reorganizar emocionalmente

 

O retorno às aulas marca mais do que a retomada da rotina acadêmica. Para muitos estudantes, especialmente entre o final do Fundamental e o início do Médio, esse momento ativa uma mistura complexa de emoções: empolgação, ansiedade, comparação, expectativa e medo de não corresponder. O adolescente volta tentando entender a si mesmo em um ambiente que também está se reorganizando. 

Segundo Hugo de Almeida, diretor do PB Colégio e Curso, o início do ano funciona como uma espécie de lupa emocional. “O aluno volta mais sensível. Ele avalia como os colegas o veem, como o professor o percebe, como ele mesmo se enxerga. Tudo parece maior nesse período”, afirma.
 

Por que o começo do ano mexe tanto com o emocional

Durante as férias, o estudante se desconecta de pressões. Com a volta, ele precisa recalibrar limites, expectativas e a própria autoconfiança. Isso vale para diferentes idades, mas aparece com intensidade maior na pré-adolescência e adolescência, quando fatores como humor, autoestima e imagem social se tornam centrais.

Hugo explica que o emocional do aluno influencia diretamente o rendimento:
“Quando ele está inseguro, ele participa menos, pergunta menos, se arrisca menos. Isso não é falta de interesse, é proteção emocional.”

Além disso, o retorno traz microtensões: reencontro com colegas, medo de fracassar, comparação com quem parece mais preparado, receio de não se adaptar à nova turma ou ao novo professor.
 

Acolher sem superproteger: o ponto de equilíbrio

Famílias e escolas normalmente oscilam entre duas posturas: exigir demais ou aliviar demais. Nenhuma das duas funciona. O que ajuda é o equilíbrio entre acolhimento e clareza.

Para Hugo, acolher não significa impedir a frustração. “Frustração é parte da construção emocional. Ajudar o aluno é mostrar que ele consegue lidar com ela. Superproteger é negar a oportunidade de amadurecimento.”

A postura ideal envolve ouvir sem dramatizar, orientar sem sufocar, e mostrar confiança antes de oferecer soluções prontas.
 

Estratégias emocionais que ajudam o aluno a se reencontrar

Hugo reforça que o estudante precisa de uma base emocional para entrar no ritmo cognitivo. Três atitudes fazem grande diferença nos primeiros dias:

• validar emoções reais, como insegurança e receio, sem transformar em problema

• oferecer previsibilidade (horários, rotina, ambiente de estudo)

• reforçar pequenas vitórias, não apenas desempenho ou produtividade 

“Quando o aluno percebe que o adulto confia na capacidade dele, ele relaxa. E quando relaxa, ele aprende melhor”, explica.
 

O que a escola pode fazer nesse período

No PB, reconhecido pela forte preparação para vestibulares e por um acompanhamento individualizado, as primeiras semanas são dedicadas à leitura emocional dos alunos. Professores observam humor, permanência, interação social, resistência à frustração e necessidade de apoio. 

“O objetivo é identificar rapidamente quem precisa de suporte emocional para evitar que a insegurança se transforme em dificuldade acadêmica. A intervenção correta no momento certo muda o ano inteiro do estudante”, afirma Hugo. 

Para o diretor, o retorno às aulas deve ser visto como um período de adaptação, não de desempenho.
“O aluno não precisa começar perfeito, precisa começar. O emocional dele precisa ser respeitado. Quando a escola e a família caminham juntas, o estudante se sente forte para enfrentar o ano”, conclui Hugo de Almeida, diretor do PB Colégio e Curso.

 

Meu filho não é responsabilidade apenas do professor de apoio

Especialista da UniCesumar explica que o papel de toda a comunidade escolar, gestores a colegas, é crucial para garantir que a inclusão de crianças neurodivergentes saia do papel e se torne realidade

 

Em um cenário onde o Brasil reconhece 2,4 milhões de pessoas com autismo, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2025, a discussão sobre a inclusão de crianças neurodivergentes no sistema de ensino torna-se mais urgente do que nunca. Com uma alta concentração de diagnósticos na faixa etária de 5 a 9 anos, o país enfrenta o desafio de transformar escolas em espaços verdadeiramente inclusivos, que não apenas acolham, mas também potencializem o desenvolvimento de cada aluno. 

Um dos maiores obstáculos para a inclusão é a rigidez do sistema escolar, que muitas vezes impõe um modelo único de aprendizagem e socialização. Para crianças neurodivergentes, essa falta de flexibilidade se manifesta em barreiras atitudinais, sensoriais e pedagógicas, que vão desde a dificuldade de adaptação a ruídos e estímulos visuais até a falta de metodologias de ensino diversificadas. 

"O ideal de homogeneidade no processo de aprendizagem mobiliza a resistência a adaptações. Submetidas a contínuas experiências de exclusão e isolamento, a criança não consegue focar sua disposição interna para a aprendizagem, o que prejudica o desenvolvimento de sua capacidade cognitiva, gerando desmotivação, ansiedade e comprometimento da autoestima", destaca Juliana Alencar, psicóloga e professora do curso de Pedagogia EAD da UniCesumar. 

A escola, como espaço fundamental de socialização, tem o dever de forjar um ambiente de pertencimento, pautado nos direitos humanos, onde a diferença e a igualdade são valores indissociáveis. Isso significa investir em adaptações físicas, como espaços de conforto sensorial, e em adaptações pedagógicas, como currículos flexíveis e avaliações continuadas, que valorizem as potencialidades de cada aluno.

 

Capacitação docente e o esforço coletivo pela inclusão

Para Juliana, o erro mais comum no processo de inclusão é confundi-lo com o simples acesso ao ensino regular, sem garantir a participação efetiva na comunidade escolar. Frequentemente, a criança neurodivergente é vista como responsabilidade exclusiva do professor de apoio, e não como aluno de toda a escola. 

“A capacitação de professores e de toda a equipe escolar é crucial para desmistificar preconceitos e instrumentalizar os profissionais com ações que potencializem o desenvolvimento socioemocional e intelectual dos alunos. No entanto, a inclusão é um trabalho coletivo que envolve gestores, colegas de classe e, fundamentalmente, a família, que atua como principal rede de apoio em alinhamento com a escola”, explica a docente da UniCesumar. 

A convivência com a diversidade na escola não beneficia apenas a criança neurodivergente, que desenvolve seu sentimento de pertencimento, mas também os alunos neurotípicos, que aprendem na prática valores como empatia e respeito. “Ao romper com estigmas históricos e se organizar para atender cada aluno em sua singularidade, a escola pavimenta o caminho para uma sociedade mais democrática, ética e humana”, conclui a especialista.

  

UniCesumar


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