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sábado, 14 de fevereiro de 2026

Sol, suor e glitter: o que é mito e verdade sobre cuidados com a pele durante a folia

Proteção solar é indispensável para curtir a folia com
 saúde e manter a pele segura sob o sol
Banco de Imagens

Médica especialista em Dermatologia explica como proteger e recuperar a pele durante e após os dias de festa 

 

Com a chegada do Carnaval, blocos de rua, praias e piscinas se tornam cenário de longas horas de exposição ao sol. Entre fantasias, glitter e muita animação, o cuidado com a pele costuma ficar em segundo plano, o que pode trazer consequências que vão além da vermelhidão passageira. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, as queimaduras solares representam cerca de 20% das consultas dermatológicas durante o verão, reforçando a importância da prevenção, especialmente em períodos de maior exposição como a folia.

Nesse contexto, o uso do protetor solar com cor ganha destaque por unir proteção e benefícios adicionais à pele. Além dos filtros contra os raios UVA e UVB, muitos desses produtos contam com antioxidantes e ativos hidratantes, como vitamina E e niacinamida, que ajudam a combater os radicais livres, manter a hidratação e fortalecer a barreira cutânea, oferecendo benefícios que vão além da fotoproteção.

Outro ponto relevante é a proteção contra a luz visível. Embora todos os protetores solares com FPS adequado auxiliem na prevenção do fotoenvelhecimento e de manchas, as versões com cor podem oferecer uma proteção extra, especialmente para pessoas com melasma ou hiperpigmentação. Os pigmentos presentes nesses produtos ajudam a refletir a luz azul, que também contribui para o surgimento e agravamento de manchas em peles sensíveis.

Um dos principais mitos ainda comuns é acreditar que o protetor solar só deve ser usado em dias de sol intenso ou durante longas exposições. “O uso diário do protetor solar é indispensável, mesmo em dias nublados ou quando a pessoa acredita que não ficará muito tempo ao ar livre”, explica a médica dermatologista Flávia Villela. Segundo ela, os raios ultravioletas atravessam as nuvens e continuam agindo sobre a pele, acelerando o envelhecimento e aumentando o risco de manchas e câncer de pele.

Ainda de acordo com a médica, outro erro frequente é restringir a aplicação apenas ao rosto. “Pescoço, colo e braços são áreas que ficam constantemente expostas e recebem alta carga de radiação. Quando esquecidas, acabam denunciando rapidamente os sinais do envelhecimento”, orienta a Flávia Villela.

Em relação à proteção solar, a recomendação é o uso de filtro solar com FPS 50 ou superior, adequado ao tipo de pele e à intensidade da exposição. Além do fator de proteção elevado, a quantidade aplicada e a reaplicação correta são fundamentais para garantir a eficácia do produto. Durante o Carnaval, com suor excessivo, contato com água e fricção da pele, o protetor deve ser reaplicado a cada duas horas ou até antes, dependendo da intensidade da exposição.

Após a folia, os cuidados devem continuar. A exposição intensa ao sol pode deixar a pele desidratada, opaca e sem viço. Nesses casos, investir em hidratação profunda e em tratamentos que estimulem a produção de colágeno ajuda a recuperar a qualidade da pele, promovendo renovação celular, firmeza e luminosidade.

Flávia Villela reforça que cuidar da pele vai além da estética. “Proteger a pele diariamente é uma questão de saúde. O uso correto do protetor solar previne queimaduras, envelhecimento precoce e doenças mais graves, além de preservar a vitalidade e a aparência saudável ao longo do tempo”, destaca.

Para aproveitar o Carnaval com segurança, a orientação é clara: uso diário de protetor solar, reaplicação frequente, atenção às áreas esquecidas e cuidados reparadores após a exposição. Assim, é possível curtir a folia sem comprometer a saúde e a beleza da pele.

 

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