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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Policlínica alerta sobre a perda de massa muscular após os 50 anos

Exercícios são aliados importantes na prevenção da
 sarcopenia e na promoção de um envelhecimento saudável.
(Foto: Divulgação/IMED)

Condição conhecida como sarcopenia pode comprometer a mobilidade e a qualidade de vida, mas pode ser prevenida com exercícios, alimentação adequada e acompanhamento profissional

 

A perda de força e de massa muscular faz parte do processo natural do envelhecimento. No entanto, quando ocorre de forma acelerada, pode indicar um quadro de sarcopenia, condição que acomete principalmente pessoas acima dos 50 anos e está associada ao aumento do risco de quedas, fraturas, hospitalizações e perda da independência nas atividades do dia a dia. Para conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, a Policlínica Estadual da Região do Entorno – Formosa orienta sobre os fatores de risco, os sinais de alerta e as medidas que ajudam a manter a musculatura saudável ao longo da vida.

 

Reconhecida como doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a sarcopenia é caracterizada pela redução progressiva da massa, da força e do desempenho muscular. O problema pode ser agravado pelo sedentarismo, alimentação inadequada, doenças crônicas, tabagismo, consumo excessivo de álcool e períodos prolongados de repouso ou internação.

 

Segundo a fisioterapeuta Thaís Silveira, a perda de força não deve ser encarada como uma consequência inevitável do envelhecimento. "Muitas pessoas acreditam que sentir-se mais fraco com o passar dos anos é algo normal e que não há o que fazer. Na verdade, a sarcopenia pode ser prevenida e tratada quando identificada precocemente. A prática regular de exercícios de fortalecimento muscular, aliada a uma alimentação equilibrada e rica em proteínas, ajuda a manter a musculatura, melhora o equilíbrio e reduz significativamente o risco de quedas e outras complicações", explica.

 

Além da diminuição da força, alguns sinais merecem atenção, como dificuldade para levantar da cadeira sem apoio, subir escadas, carregar objetos leves, caminhar por longas distâncias, redução da velocidade ao andar, cansaço frequente e perda de peso sem causa aparente. Diante desses sintomas, é importante procurar avaliação médica para investigação e definição do tratamento mais adequado.

 

A especialista destaca que o envelhecimento saudável está diretamente relacionado à adoção de hábitos preventivos. "Nunca é tarde para começar a cuidar da musculatura. Mesmo quem já apresenta perda de força pode alcançar ganhos importantes com exercícios orientados, alimentação adequada e acompanhamento multiprofissional. O objetivo é manter a autonomia e garantir mais segurança e qualidade de vida nas atividades diárias", ressalta.

 

Entre as principais medidas preventivas está a prática regular de exercícios físicos, especialmente musculação e atividades de resistência, que estimulam o fortalecimento muscular. Uma alimentação equilibrada, rica em proteínas de qualidade, presentes em carnes magras, ovos, leite, derivados e leguminosas, também desempenha papel fundamental. Frutas, verduras e legumes complementam a dieta ao fornecer vitaminas e minerais essenciais para o bom funcionamento do organismo.

 

Outro cuidado importante é manter níveis adequados de vitamina D, sempre com orientação médica, já que ela exerce papel importante na saúde dos músculos e dos ossos. Evitar longos períodos de inatividade, levantar-se com frequência ao longo do dia e manter uma rotina ativa também contribuem para conservar a força e a mobilidade.

 

O controle de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, obesidade e osteoporose, ajuda a reduzir o risco de perda muscular. Dormir entre sete e nove horas por noite favorece a recuperação do organismo, enquanto evitar o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas também contribui para um envelhecimento mais saudável.

 

Por fim, a realização de consultas médicas periódicas é indispensável, especialmente após os 50 anos. Ao perceber diminuição da força, alterações no equilíbrio ou dificuldade para realizar atividades rotineiras, a recomendação é buscar atendimento o quanto antes. O diagnóstico precoce aumenta as chances de retardar a progressão da doença e manter a independência funcional e a qualidade de vida.

 

TIC Trens promove ação de conscientização do Agosto Lilás na estação Francisco Morato

Iniciativa, em parceria com a Casa da Mulher Moratense, oferece orientações sobre a prevenção e o enfrentamento da violência contra a mulher para passageiros da Linha 7-Rubi

 

A TIC Trens promove, nesta segunda-feira (10), uma ação de conscientização em apoio ao Agosto Lilás, campanha nacional de enfrentamento da violência contra a mulher. Realizada em parceria com a Casa da Mulher Moratense, a iniciativa acontece no mezanino da estação Francisco Morato, da Linha 7-Rubi, das 10h às 16h. 

A ação tem como objetivo ampliar o conhecimento da população sobre a prevenção e o enfrentamento da violência contra a mulher, por meio da disseminação de informações sobre violência doméstica e familiar, identificação de relacionamentos abusivos, formas de acolhimento às vítimas, canais de denúncia e a importância da rede de proteção. 

Durante a atividade, profissionais da Casa da Mulher Moratense estarão à disposição dos passageiros para prestar orientações, esclarecer dúvidas e promover atividades de conscientização sobre o tema. A iniciativa também busca incentivar a reflexão, ampliar o acesso à informação e fortalecer o compromisso social com a promoção dos direitos humanos, da igualdade e da proteção aos direitos das mulheres.

 

Serviço

Ação de conscientização do Agosto Lilás – TIC Trens e Casa da Mulher Moratense

Local: Estação Francisco Morato

Data: 10 de agosto

Horário: até às 16h


Dia do Estudante: Como a Gen Z e novas gerações estão redefinindo o planejamento de viagens em 2026

Levantamento da Amo Promo mapeia o comportamento de consumo por faixa etária e revela como a busca por eficiência financeira transformou a jornada de compra de passagens aéreas e seguros-viagem
 

Com a proximidade do Dia do Estudante (11 de agosto), o mercado de turismo acende os refletores para uma mudança profunda no perfil dos viajantes no Brasil. Em um cenário em que a eficiência do orçamento doméstico se tornou prioridade, a tradicional figura do "estudante mochileiro no improviso" deu lugar ao "viajante analítico e hiperconectado". Esse movimento de busca ativa por economia, impulsionado pela Geração Z, acabou contaminando positivamente todas as faixas etárias — alcançando dos Millennials ao público 60+.
  

Um mapeamento da Amo Promo, empresa retentora das marcas Vai de Promo e Seguro Promo, de tecnologia especializada no monitoramento e comparação de passagens aéreas e seguros de viagem, traçou o Raio-X do consumo intergeracional no setor:

  • Geração Z e juventude (18 a 26 anos): Priorizam a autonomia digital e o uso de plataformas agregadoras de preços. São os consumidores mais atentos às oscilações de tarifas e ao uso do parcelamento inteligente. A palavra de ordem é a maximização do orçamento: usam a tecnologia para viabilizar intercâmbios, viagens acadêmicas e festivais gastando o mínimo possível por dia.
  • Millennials (27 a 42 anos): Têm como foco a conveniência e o turismo bleisure (combinação de trabalho remoto e lazer). Por estarem em fase de consolidação profissional e formação de família, priorizam coberturas de seguro-viagem mais abrangentes e flexibilidade de reagendamento.
  • Geração 60+ (Sênior): Representam o público com maior flexibilidade de calendário e orçamento consolidado. Apesar de buscarem turismo de experiência e conforto, adotaram massivamente as ferramentas de comparação de preços para garantir um fluxo contínuo de viagens ao longo de todo o ano.

Para Paulo Zamboni, CEO da Amo Promo, a tecnologia consolidou-se como o pilar central do planejamento financeiro no turismo, independentemente da idade do passageiro.

"A juventude de hoje dita o ritmo do mercado porque ele não aceita a assimetria de informações. Ele não quer perder tempo navegando em dezenas de sites de companhias aéreas ou seguradoras de forma isolada. O viajante moderno exige transparência instantânea. A inteligência de comparar ofertas de voos e apólices de seguro em um único ambiente digital garante uma tomada de decisão fundamentada, gerando uma economia que pode variar entre 30% e 40% no custo final do bilhete e da proteção, sem abrir mão da segurança", analisa Zamboni.

Com a alta procura registrada no segundo semestre para o planejamento de viagens de férias e compromissos acadêmicos, o executivo destaca três comportamentos essenciais adotados pelo novo perfil de consumidor:

  1. Centralização de produtos essenciais: A contratação combinada da passagem aérea e do seguro-viagem otimiza o tempo de pesquisa e previne imprevistos financeiros graves relacionados a emergências médicas ou extravio de bagagem.
  2. Monitoramento ativo e compra estratégica: O uso de algoritmos e alertas de tarifas substitui a compra por impulso, permitindo identificar o momento exato de queda nos preços.
  3. Flexibilidade operacional: Pequenos ajustes de 24 a 48 horas nas datas de partida ou a escolha de horários alternativos garantem a margem financeira necessária para estender a permanência no destino.
"A democratização do turismo passa inevitavelmente pela eficiência tecnológica. Nosso papel é simplificar a jornada de escolha e devolver o poder de decisão ao passageiro — seja ele um estudante planejando a primeira experiência internacional ou um viajante sênior explorando novos destinos na aposentadoria", conclui o CEO.


NR-1: suspensão das multas amplia prazo, mas não muda desafio das empresas

Especialista explica o que as empresas devem fazer durante o período adicional de adaptação previsto pela decisão do STF

 

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de suspender por 90 dias a aplicação de multas relacionadas aos riscos psicossociais previstos na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) ampliou o prazo para adaptação das empresas às novas exigências. A medida, no entanto, não altera a vigência da norma nem a responsabilidade das organizações de identificar, avaliar e gerenciar os riscos psicossociais relacionados ao trabalho, que podem impactar a saúde dos trabalhadores. 

Para especialistas em saúde ocupacional, o momento é menos de esperar e mais de preparar: o período adicional deve ser aproveitado para planejar processos, capacitar lideranças e desenvolver uma cultura organizacional voltada à prevenção. A atualização da NR-1 amplia a gestão dos riscos ocupacionais ao incluir a identificação, a avaliação e o controle dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho, como excesso de demanda, jornadas prolongadas, assédio e conflitos interpessoais. O objetivo é prevenir fatores que possam contribuir para o adoecimento dos trabalhadores, incluindo impactos à saúde mental, reforçando que o foco da norma está na gestão dos riscos presentes no ambiente de trabalho. 

"O maior desafio não é cumprir uma exigência regulatória, mas sim transformar a gestão dos riscos psicossociais em uma prática permanente", afirma Kátia Nakamura, gerente de Saúde, Segurança e Bem-Estar da Rede Santa Catarina. "Isso exige preparo das lideranças, canais de acolhimento, processos bem definidos e uma cultura organizacional capaz de reconhecer precocemente situações de sofrimento emocional." 

Um dos maiores desafios na gestão dos riscos psicossociais é que quem enfrenta um processo de adoecimento emocional nem sempre reconhece os primeiros sinais. Frequentemente, colegas e lideranças percebem essas mudanças antes da própria pessoa. "Muitas vezes, quem enfrenta um processo de adoecimento emocional continua desempenhando suas atividades normalmente. Preparar essas equipes para reconhecer sinais e saber como acolher pode fazer toda a diferença." 

Neste contexto, é fundamental saber diferenciar risco psicossocial e sofrimento mental. Kátia explica que os riscos psicossociais estão diretamente relacionados às condições e à organização do trabalho. Já o sofrimento mental diz respeito à experiência individual do colaborador. "Idealmente, as empresas precisam atuar nas duas frentes: reduzir fatores de risco e garantir acolhimento e encaminhamento quando necessário."

 

Da norma à prática

A experiência da Rede Santa Catarina ilustra como algumas organizações vêm transformando as exigências da NR-1 em uma política permanente de cuidado. O movimento começou antes mesmo da atualização da norma. Desde 2025, a instituição, que reúne hospitais e unidades de ensino, estruturou uma estratégia voltada à gestão dos riscos psicossociais e ao cuidado integral dos colaboradores, aliando prevenção, acolhimento, acompanhamento especializado e desenvolvimento de lideranças. 

Um dos pilares da estratégia é o Programa Agentes de Suporte ao Acolhimento (ASA), que formou uma rede interna composta por médicos, enfermeiros e profissionais de Gestão de Pessoas capacitados em Primeiros Socorros em Saúde Mental. Ao todo, 40 colaboradores foram capacitados para reconhecer sinais precoces de sofrimento emocional, realizar uma escuta ativa, orientar sobre os canais institucionais de apoio e incentivar a busca por atendimento especializado. 

O ASA integra uma política mais ampla de cuidado, que contempla o Programa de Apoio e Assistência ao Colaborador (PAAC), acesso à rede credenciada de psicologia e psiquiatria, telemedicina, Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), ferramentas digitais de bem-estar emocional, capacitação de lideranças por meio do Programa Ser e o mapeamento dos riscos psicossociais em todas as áreas da instituição. 

Para Alline Cezarani, CEO da Rede Santa Catarina, a discussão sobre os riscos psicossociais e a saúde mental precisa ultrapassar o aspecto regulatório. "A atualização da NR-1 representa um avanço relevante, mas nenhuma legislação, por si só, cria ambientes psicologicamente seguros. Essa transformação depende de lideranças preparadas e de uma cultura em que as pessoas se sintam seguras para pedir ajuda. Cuidar da saúde mental precisa ser um compromisso permanente das organizações."

 

Por onde começar?

Na avaliação da especialista, organizações que ainda estão estruturando suas ações podem iniciar por medidas que combinam prevenção, acolhimento e desenvolvimento das lideranças. Entre elas, estão:

  • Mapear fatores de risco presentes no ambiente de trabalho;
  • Criar canais seguros de acolhimento e escuta qualificada;
  • Capacitar líderes e equipes para reconhecer sinais precoces de sofrimento emocional;
  • Estabelecer fluxos claros de encaminhamento para atendimento especializado;
  • Promover letramento e ações permanentes de prevenção e combate ao estigma relacionado à saúde mental.


Mais imagens, menos ruído: o papel da IA no videomonitoramento

Nunca se produziu tanta imagem. No videomonitoramento, isso deixou de ser apenas um avanço tecnológico e passou a ser um desafio operacional. Câmeras em ruas, empresas, condomínios, varejo e centros logísticos geram um volume contínuo de vídeo que já não pode ser tratado como simples arquivo. É dado bruto, em escala industrial. E dado sem inteligência vira custo, ruído e risco. 

A boa notícia é que a inteligência artificial mudou esse cenário. Hoje, plataformas de videomonitoramento já conseguem transformar imagens em informação acionável, com busca inteligente, detecção de eventos, classificação automática e alertas em tempo real. Em vez de exigir vigilância humana contínua sobre dezenas de fluxos simultâneos, a IA filtra o excesso e destaca o que realmente merece atenção. Esse é o grande salto: sair do registro passivo para a análise proativa. No nosso caso, preditiva.

 

O mercado já reconheceu essa virada. Relatórios recentes, como o The state of AI in video surveillance (2025), mostram expansão consistente do setor de videomonitoramento e do uso de IA, impulsionados por segurança, eficiência operacional e inteligência de negócio. Não é modismo passageiro. Trata-se de uma resposta concreta a um problema real, uma vez que o ser humano não consegue acompanhar, sozinho, a avalanche visual gerada por sistemas modernos. A tecnologia entra para reduzir fadiga, acelerar decisão e evitar que sinais importantes se percam no meio do excesso.

 

Há ganhos muito objetivos. Em sistemas tradicionais, qualquer sombra, chuva ou movimento irrelevante pode gerar alerta. Com análise por IA, o sistema permite reconhecer padrões, diferenciar objetos, reduzir falsos alarmes e melhorar a confiabilidade da operação. Em outras palavras: menos ruído, mais precisão. Isso importa porque um centro de monitoramento não pode desperdiçar tempo com notificações que não levam a nada. Cada falso positivo consome atenção, energia e orçamento. Ninguém quer custo desnecessário.

 

No setor de segurança, a imagem deixou de ser apenas prova posterior. Ela passou a ser instrumento de prevenção. Quando bem aplicada, a IA possibilita identificar comportamento anômalo, priorizar incidentes e apoiar respostas mais rápidas. Em empresas de monitoramento e vigilância, essa lógica é central, ou seja, as imagens são transformadas em informação, e a informação em decisão. É uma mudança de mentalidade. O valor dessa operacionalidade não está em acumular vídeos, mas em interpretá-los com contexto, velocidade e precisão.

 

Ainda assim, é importante evitar a ilusão de que a IA resolve tudo sozinha. Ela amplia a capacidade humana, já que é o olhar humano que vai definir as ações, sem indubitavelmente substituir critério, governança e revisão responsável. O melhor resultado surge quando tecnologia e operação trabalham juntas. É isso que separa sistemas apenas volumosos de plataformas realmente inteligentes.

 

O excesso de imagens não vai diminuir. Mas a forma de lidar com ele pode e tem que evoluir. A inteligência artificial já mostrou que não serve apenas para acumular mais conteúdo. Ela se insere nesse cenário, sobretudo, para dar sentido ao que já existe, fazendo toda a diferença no setor de videomonitoramento. 


 

Vinicius Romano – analista de sistemas, CEO da Camerite e especialista em tecnologia voltado para segurança eletrônica.

 

Fraudes de identidade avançam 31,2% em maio, chegando a uma ocorrência a cada 5,6 segundos, segundo Serasa Experian

• Segundo Mapa da Fraude da datatech, foram 476.060 tentativas no mês – número representa alta de 4,62% em relação a abril de 2026;

• “Varejo” teve alta de 60%, o maior crescimento entre os setores analisados;

• Entre as gerações, Gen Z e Millennials tiveram altas de 19,13% e 16,02%, respectivamente, indicando maior pressão dos golpistas sobre públicos em idade economicamente ativa.

 

As tentativas de fraude de identidade em jornadas de cadastro aceleraram em maio e chegaram a 476.060 ocorrências, segundo o Mapa da Fraude da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil. O volume representa uma alta de 31,24% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando foram registradas 362 mil tentativas, e avanço de 4,62% frente a abril de 2026 (455.034 casos). O dado indica uma tentativa de fraude de identidade a cada 5,6 segundos no país.

 

O avanço reforça a pressão dos fraudadores sobre uma das etapas mais sensíveis da jornada digital, justamente quando o consumidor valida sua identidade para acessar produtos e serviços. “O cadastro é a principal porta de entrada no ambiente digital e, quando essa etapa é explorada por criminosos, o risco vai além de uma operação isolada. Por isso, é essencial que as companhias assumam um papel ativo na proteção dessa jornada, com estratégias antifraude em camadas que combinem inteligência de dados, biometria, documentoscopia, validações cadastrais e análise de risco. Quanto mais integrada for essa atuação, maior a capacidade de barrar golpes antes que avancem, sem criar barreiras desnecessárias para o consumidor legítimo”, afirma o Diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, Leandro Bartolassi.

 

Setor financeiro segue como foco, mas Varejo chama atenção pela aceleração

Os setores ligados ao universo financeiro continuam concentrando a maior parte das tentativas de fraude de identidade. Juntos, “Bancos e Cartões”, “Financeiras” e “Meios de Pagamento” somaram 293.426 ocorrências em maio de 2026, o equivalente a 61,64% de todos os registros do mês. Na comparação com maio de 2025, o bloco teve alta média ponderada de 9,59%.

 

Apesar do protagonismo financeiro, o destaque entre os setores foi o “Varejo”, que saiu de pouco mais de 5,3 mil tentativas em maio de 2025 para quase 8,6 mil em maio de 2026, crescimento de 61,58%. O avanço acompanha o aumento da digitalização das jornadas de consumo, com mais cadastros, compras online e interações entre marcas e consumidores acontecendo em ambientes digitais, cenário que também amplia as oportunidades exploradas por golpistas. Outros segmentos também tiveram altas relevantes no período. “Serviços” avançou 47,36%, enquanto “Telefonia” cresceu 46,40%. 


“O crescimento no Varejo mostra que a fraude de identidade não está restrita a bancos ou instituições financeiras. Sempre que há uma jornada digital de cadastro, contratação ou compra, existe a possibilidade de criminosos tentarem se passar por consumidores legítimos. Por isso, segurança e fluidez precisam caminhar juntas, especialmente em setores com alto volume de transações e forte competição por conversão”, explica o diretor da datatech.

 


Golpistas miram públicos em idade economicamente ativa

No recorte geracional, os dados indicam maior pressão sobre públicos em idade economicamente ativa, especialmente aqueles com forte presença digital e relação crescente com crédito, consumo online e abertura de novos cadastros. A Geração Z registrou 80.948 tentativas de fraude de identidade em maio de 2026, alta de 19,13% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já os Millennials somaram 64.252 ocorrências, avanço de 16,02%.

 


 Para Bartolassi, o comportamento reforça um ponto de atenção para empresas: públicos mais jovens e economicamente ativos tendem a circular por mais plataformas digitais, criar cadastros e acessar diferentes serviços online, o que pode aumentar a exposição a tentativas de uso indevido de dados. “Fraudadores buscam oportunidades onde há volume, velocidade e valor econômico. Gerações mais digitalizadas, que estão construindo ou ampliando sua vida financeira, tornam-se alvos importantes em ataques de identidade, especialmente em jornadas de cadastro e onboarding”, complementa o executivo da datatech


Sudeste lidera entre regiões identificadas 

Na leitura regional dos dados de identidade em produtos orquestrados, o Sudeste concentrou o maior volume entre as regiões identificadas, com 135.801 tentativas em maio de 2026. Em seguida aparecem o Nordeste (71.650) e o Sul (34.831). Enquanto essas regiões registraram alta, o Centro-Oeste teve retração de 3,53%, e o Norte teve queda de 0,69%. Os registros sem identificação regional totalizaram 151.956 ocorrências. Abaixo está a análise por região: 


Esses dados correspondem ao recorte de identidade de produtos orquestrados, ou seja, soluções combinadas entre si para apoiar a decisão antifraude em jornadas digitais. Entre as camadas que podem compor esse tipo de estratégia estão biometria, documentoscopia, score, validações cadastrais e outros mecanismos de autenticação e prevenção, aplicados de forma integrada para reduzir riscos sem comprometer a experiência do usuário legítimo.

 

Metodologia

 

O levantamento considera o recorte de Onboarding/Cadastro do Mapa da Fraude da Serasa Experian, com base nas tentativas de fraude de identidade identificadas em maio de 2026. As comparações foram realizadas em relação a maio de 2025 e abril de 2026, conforme os recortes por setor, geração e região disponíveis na análise. 

 

Experian
experianplc.com


O que fazer no feriado de 7 de setembro em Maceió

Divulgação/ Grupo MME


Destino reúne praias paradisíacas, cultura e experiências para toda a família.
 

O feriado prolongado de 7 de setembro é uma excelente oportunidade para conhecer ou revisitar um dos destinos mais procurados do Brasil: Maceió. Com temperaturas agradáveis durante todo o ano, mar em tons de azul e verde e uma ampla oferta de atrações para todas as idades, a capital alagoana se consolida como uma das melhores opções para viagens.

Além das famosas praias urbanas de Ponta Verde, Pajuçara e Jatiúca, o visitante pode explorar experiências únicas, como os passeios às piscinas naturais, a observação do peixe-boi na região norte do estado, as trilhas ecológicas e os roteiros pela Costa dos Corais, considerada a segunda maior barreira de corais do mundo.

Para quem busca contato com a natureza, a Praia de Ipioca, localizada a cerca de 20 minutos do centro da cidade, é um dos grandes destaques. Com águas calmas e cristalinas, a região reúne atrações para toda a família, incluindo esportes náuticos, beach clubs, restaurantes e espaços de lazer ao ar livre.

Outro ponto alto da viagem é a culinária alagoana. Entre os pratos que não podem ficar de fora do roteiro estão a peixada, o sururu, o chiclete de camarão, a tapioca e os frutos do mar preparados com ingredientes frescos e sabores típicos da região.

Para quem deseja aproveitar o feriado com conforto, a MME Hotéis oferece opções para diferentes perfis de viajantes. Os hotéis, localizados próximos às principais atrações da cidade, são ideais para quem deseja explorar a capital. Já os resorts na região de Ipioca proporcionam experiências exclusivas para quem busca dias de descanso à beira-mar.

Entre as opções estão o Ipioca Beach Resort, com estrutura voltada para famílias, piscinas, spa e programação de lazer, e o Maceió Mar Resort All Inclusive, que oferece o conforto do sistema all inclusive aliado a uma ampla variedade gastronômica e entretenimento para todas as idades.

Com fácil acesso, voos diretos saindo das principais capitais do país e uma combinação única de belezas naturais e hospitalidade, Maceió se apresenta como o cenário perfeito para transformar o feriado de 7 de setembro em uma experiência inesquecível.

Para mais informações, acesse: mmehoteis.com.br

 

Lei Maria da Penha completa 20 anos como marco na proteção às mulheres, mas violência ainda desafia o país

Especialistas destacam que legislação revolucionou o combate à violência doméstica ao transformar a forma como o Brasil enxerga o problema. No Paraná, redução dos feminicídios contrasta com aumento das tentativas de assassinato e do descumprimento de medidas protetivas


Há 20 anos, o Brasil dava um dos passos mais importantes no enfrentamento à violência contra a mulher. Sancionada em 7 de agosto de 2006, a Lei Maria da Penha mudou a forma como o Estado e a sociedade tratam a violência doméstica, ampliando os mecanismos de proteção às vítimas, endurecendo a responsabilização dos agressores e reconhecendo que a violência vai muito além das agressões físicas.

A legislação recebeu o nome da farmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes, que sobreviveu a duas tentativas de feminicídio praticadas pelo então marido e aguardou quase duas décadas por uma resposta da Justiça brasileira. A condenação do Estado brasileiro pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA impulsionou a criação da lei. Desde então, a violência doméstica deixou de ser tratada como um conflito privado para se tornar uma questão de interesse público, com instrumentos específicos de proteção às vítimas e responsabilização dos agressores.

Para o advogado criminalista Dr. Eduardo Perine, especialista em Direito Penal, o maior legado da Lei Maria da Penha foi promover uma profunda mudança cultural.

"A Lei Maria da Penha não é apenas um marco legislativo. Ela representa uma mudança cultural porque fez a sociedade enxergar que violência doméstica vai muito além da agressão física, alcançando também as violências psicológica, patrimonial, moral, financeira e emocional. Isso mudou a forma como o Brasil passou a olhar para essas relações."

Vinte anos depois, os desafios permanecem. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 mostram que, embora o Paraná tenha registrado queda de 20,7% nos feminicídios em 2025 — passando de 109 para 87 casos —, houve aumento de 36,2% nas tentativas de feminicídio. Também cresceram os registros de violência psicológica (36,2%), perseguição (14%) e, principalmente, os descumprimentos de medidas protetivas, que avançaram 22,8%, colocando o estado na liderança nacional desse indicador.

Para Perine, os números mostram que a legislação precisa continuar sendo aperfeiçoada.

"A Lei Maria da Penha representa um enorme avanço, mas ainda existe um desafio de efetividade. Em muitos casos, a medida protetiva não consegue impedir que o agressor volte a atacar. A lei precisa continuar evoluindo para transformar proteção jurídica em proteção real."

No cenário nacional, o Anuário registrou 1.571 feminicídios em 2025, média superior a quatro mulheres assassinadas por dia, além de 4.189 tentativas de feminicídio e crescimento dos casos de violência psicológica, perseguição e descumprimento de medidas protetivas.

Para Danda Coelho, idealizadora do movimento Mulheres Cuidando de Mulheres, os 20 anos da Lei Maria da Penha simbolizam uma conquista histórica, mas também um chamado à responsabilidade coletiva.

"A lei deu voz às mulheres e mostrou que elas não precisam enfrentar a violência sozinhas. Mas nenhuma legislação muda uma cultura sem que exista acolhimento, informação e uma rede de apoio preparada para agir."

Segundo ela, fortalecer essa rede continua sendo um dos maiores desafios. "Celebrar os 20 anos da Lei Maria da Penha é reconhecer o quanto avançamos, mas também lembrar que cada mulher protegida depende de uma sociedade que não se cale diante da violência. Quando uma mulher encontra acolhimento, ela encontra coragem para romper o ciclo da violência."

Duas décadas depois de sua criação, a Lei Maria da Penha permanece como um dos maiores marcos da legislação brasileira. Mais do que punir agressores, ela mudou a percepção da sociedade sobre a violência doméstica e reafirmou que proteger mulheres é uma responsabilidade de todos.


Lei Maria da Penha em números


Paraná (2025)

  • 87 feminicídios (-20,7% em relação a 2024);
  • 148 tentativas de feminicídio (+36,2%);
  • 2.550 casos de violência psicológica (+36,2%);
  • 23.220 descumprimentos de medidas protetivas (+22,8%), maior índice do Brasil;
  • 13 mulheres assassinadas tinham medida protetiva ativa, cerca de uma em cada sete vítimas.


Brasil (2025)

  • 1.571 feminicídios (mais de quatro mulheres mortas por dia);
  • 4.189 tentativas de feminicídio;
  • 132.025 descumprimentos de medidas protetivas;
  • Para cada feminicídio consumado, foram registrados, em média:
    • 502 ameaças;
    • 182 agressões em contexto doméstico;
    • 84 descumprimentos de medidas protetivas;
    • 79 casos de perseguição (stalking);
    • 39 registros de violência psicológica.


Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026.

 

Linhas 4-Amarela, 5-Lilás e 9-Esmeralda recebem campanha de vacinação nas estações

Postos de vacinação gratuitos serão instalados nas estações ao longo de agosto, facilitando o acesso à imunização durante os deslocamentos dos clientes; desde junho, mais de 5 mil pessoas foram vacinadas nas linhas da Motiva 

Vacinação contra o Sarampo faz parte da campanha e amplia as oportunidades de reforço de imunização da população em um momento crítico


As linhas 4-Amarela, 5-Lilás e 9-Esmeralda recebem, ao longo de agosto, uma campanha gratuita de vacinação contra a influenza, febre amarela e sarampo, caxumba e rubéola. Realizada em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, a iniciativa leva a imunização para estações de grande circulação e amplia o acesso da população à vacina durante seus deslocamentos diários. 

A ação integra o Plano Municipal de Imunização (PMI) e busca contribuir para o aumento da cobertura vacinal ao oferecer o serviço em pontos estratégicos da cidade. Nos programas de vacinação já realizados nas estações entre junho e julho deste ano, mais de 5 mil pessoas foram vacinadas. Em cada ciclo do programa, são 1,5 mil pessoas imunizadas, em média. 

Para receber a vacina, basta apresentar um documento com foto. Menores de idade devem estar acompanhados por um responsável.
 

Confira a programação:


Linha 4-Amarela

  • Estação Vila Sônia: até 21 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 10h30 às 15h30.


Linha 5-Lilás

  • Estação Santa Cruz: até 14 de agosto, das 10h às 16h;
  • Estação Santo Amaro: de 10 a 21 de agosto, das 9h às 16h.


Linha 9-Esmeralda

  • Estação Primavera–Interlagos: 13 e 14 de agosto, das 13h às 17h.

 


Além da estética: os erros arquitetônicos que podem comprometer a aprovação da Vigilância Sanitária

Especialista explica como falhas no planejamento podem atrasar a abertura de clínicas e consultórios, gerar custos extras e dificultar a obtenção das licenças exigidas pelos órgãos de fiscalização.

 

Em um mercado cada vez mais competitivo, a abertura de clínicas e consultórios exige muito mais do que ambientes sofisticados e acolhedores. Além da experiência oferecida aos pacientes, os espaços precisam atender uma série de exigências técnicas e sanitárias que impactam diretamente a liberação do funcionamento do empreendimento. Quando essas questões não são consideradas desde o início do projeto, atrasos, retrabalhos e custos extras podem fazer parte do processo.

Embora a estética continue sendo um fator importante para transmitir credibilidade e bem-estar, a aprovação da Vigilância Sanitária depende de uma série de critérios que vão além da aparência dos ambientes. Fluxos de circulação, acessibilidade, ventilação, escolha de materiais e organização dos espaços são alguns dos aspectos analisados pelos órgãos fiscalizadores.

Para a arquiteta Germana Lara, fundadora da Larc Arquitetura, um dos erros mais frequentes é desenvolver o projeto focando apenas na identidade visual da clínica, deixando as exigências técnicas para um segundo momento.

“Muitas vezes o empreendedor investe em acabamentos, mobiliário e decoração sem considerar que a área da saúde possui normas específicas. Quando essas exigências não são contempladas no projeto, a adequação posterior pode gerar custos significativos e atrasar a abertura da operação”, explica.

Entre os problemas mais comuns estão a ausência de espaços obrigatórios, a definição inadequada dos fluxos entre pacientes e profissionais, falhas de acessibilidade e a especificação incorreta de revestimentos e materiais que precisam atender critérios de higiene e manutenção determinados pelas normas sanitárias.

Segundo Germana, cada especialidade possui particularidades que precisam ser observadas durante o desenvolvimento do projeto. Consultórios médicos, clínicas odontológicas, laboratórios e centros de estética, por exemplo, possuem necessidades diferentes em relação à estrutura física e às exigências regulatórias.

“O planejamento arquitetônico deve ser pensado de forma integrada desde o início. Não se trata apenas de criar um ambiente bonito, mas de garantir que ele funcione corretamente, atenda às normas e ofereça segurança tanto para os profissionais quanto para os pacientes”, destaca.

Outro equívoco recorrente é utilizar referências de redes sociais ou reproduzir projetos vistos em outros estabelecimentos sem avaliar se aquelas soluções são compatíveis com a atividade que será exercida. O que funciona em uma clínica pode não atender às exigências de outra, mesmo que os ambientes pareçam semelhantes.

Além de facilitar a aprovação junto à Vigilância Sanitária, um projeto bem planejado contribui para a eficiência operacional, melhora a experiência dos usuários e reduz a necessidade de intervenções futuras. Isso representa mais previsibilidade para o empreendedor e um melhor aproveitamento do investimento realizado.

“Quando arquitetura, funcionalidade e conformidade caminham juntas, o resultado é um espaço mais eficiente, seguro e preparado para operar desde o primeiro dia. A aprovação dos órgãos fiscalizadores deixa de ser um obstáculo e passa a ser uma consequência natural de um planejamento bem executado”, conclui Germana Lara. 



Fonte: Larc Arquitetura | Germana Lara.
@larcarquitetura


IA no trabalho: uso indevido da ferramenta pode gerar punições e abrir novos conflitos entre empresas e funcionários

Especialista em Direito do Trabalho explica quais cuidados profissionais e empresas devem adotar ao utilizar inteligência artificial e alerta para riscos que vão desde o vazamento de informações até erros que podem gerar prejuízos.


A inteligência artificial já faz parte da rotina de muitos profissionais e empresas. Ferramentas capazes de produzir textos, analisar dados, organizar informações e automatizar tarefas ganharam espaço no ambiente corporativo, mas a popularização da tecnologia também levanta uma questão importante: até onde é seguro utilizar a inteligência artificial no trabalho? Com o avanço do uso dessas ferramentas, situações de utilização indevida podem resultar em conflitos e até consequências jurídicas.

Segundo a advogada especialista em Direito Trabalhista, Direito e Processo do Trabalho, Mediação e Carreira, Dra. Marina Aguayo, o uso da inteligência artificial não elimina a responsabilidade de quem utiliza o conteúdo produzido pela ferramenta. "A IA pode ser uma excelente ferramenta de apoio, mas não substitui a análise e a responsabilidade humana. Se um profissional utiliza uma informação incorreta ou produz um documento sem fazer a devida conferência, por exemplo, ele não pode simplesmente atribuir a responsabilidade à tecnologia", explica.

Um dos principais riscos está relacionado ao compartilhamento de informações confidenciais. Inserir dados de clientes, documentos internos, informações estratégicas ou outros conteúdos sigilosos em plataformas de inteligência artificial sem autorização pode comprometer a segurança da empresa e gerar consequências para o trabalhador. Por isso, as organizações precisam estabelecer regras claras sobre quais ferramentas podem ser utilizadas e quais informações não devem ser inseridas nesses sistemas.

A especialista destaca ainda que empresas também precisam acompanhar a evolução da tecnologia e orientar seus funcionários. "Não basta proibir ou permitir o uso da IA de maneira genérica. É importante estabelecer uma política interna que determine como a ferramenta pode ser utilizada, quais são os limites e quem será responsável pela revisão dos conteúdos produzidos", afirma Marina.

Outro ponto de atenção está na utilização da inteligência artificial para atividades que exigem conhecimento técnico e tomada de decisão. Contratos, documentos jurídicos, relatórios financeiros e comunicações profissionais podem conter erros ou informações inventadas pela própria ferramenta, tornando indispensável a revisão humana antes que o material seja utilizado.

Nesse cenário, a adoção de uma política de uso de inteligência artificial no ambiente de trabalho pode ajudar a reduzir riscos e dar mais segurança para empresas e funcionários. Para a advogada, contar com uma consultoria jurídica especializada também pode auxiliar as empresas na criação de diretrizes compatíveis com suas atividades e responsabilidades.

"O uso da IA precisa ser acompanhado de bom senso, transparência e responsabilidade. A ferramenta pode aumentar a produtividade, mas não deve ser utilizada como uma forma de transferir responsabilidades ou ignorar procedimentos de segurança e confidencialidade", destaca.

Para Marina, o avanço da inteligência artificial tende a transformar cada vez mais as relações profissionais, exigindo que empresas e trabalhadores se adaptem. "A tecnologia veio para ficar e pode trazer ganhos importantes para o mercado de trabalho. O desafio agora é construir uma relação equilibrada com essas ferramentas, aproveitando seus benefícios sem deixar de lado a responsabilidade de quem está por trás de cada decisão", conclui.



Fonte: Dra. Marina Aguayo – Advogada especialista em Direito e Processo do Trabalho, Mediação e Carreira, autora do livro Relações de Trabalho Modernas e as Fronteiras da Legalidade e sócia do escritório Aguayo Simão – Advocacia e Consultoria.



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