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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Policlínica alerta sobre a perda de massa muscular após os 50 anos

Exercícios são aliados importantes na prevenção da
 sarcopenia e na promoção de um envelhecimento saudável.
(Foto: Divulgação/IMED)

Condição conhecida como sarcopenia pode comprometer a mobilidade e a qualidade de vida, mas pode ser prevenida com exercícios, alimentação adequada e acompanhamento profissional

 

A perda de força e de massa muscular faz parte do processo natural do envelhecimento. No entanto, quando ocorre de forma acelerada, pode indicar um quadro de sarcopenia, condição que acomete principalmente pessoas acima dos 50 anos e está associada ao aumento do risco de quedas, fraturas, hospitalizações e perda da independência nas atividades do dia a dia. Para conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, a Policlínica Estadual da Região do Entorno – Formosa orienta sobre os fatores de risco, os sinais de alerta e as medidas que ajudam a manter a musculatura saudável ao longo da vida.

 

Reconhecida como doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a sarcopenia é caracterizada pela redução progressiva da massa, da força e do desempenho muscular. O problema pode ser agravado pelo sedentarismo, alimentação inadequada, doenças crônicas, tabagismo, consumo excessivo de álcool e períodos prolongados de repouso ou internação.

 

Segundo a fisioterapeuta Thaís Silveira, a perda de força não deve ser encarada como uma consequência inevitável do envelhecimento. "Muitas pessoas acreditam que sentir-se mais fraco com o passar dos anos é algo normal e que não há o que fazer. Na verdade, a sarcopenia pode ser prevenida e tratada quando identificada precocemente. A prática regular de exercícios de fortalecimento muscular, aliada a uma alimentação equilibrada e rica em proteínas, ajuda a manter a musculatura, melhora o equilíbrio e reduz significativamente o risco de quedas e outras complicações", explica.

 

Além da diminuição da força, alguns sinais merecem atenção, como dificuldade para levantar da cadeira sem apoio, subir escadas, carregar objetos leves, caminhar por longas distâncias, redução da velocidade ao andar, cansaço frequente e perda de peso sem causa aparente. Diante desses sintomas, é importante procurar avaliação médica para investigação e definição do tratamento mais adequado.

 

A especialista destaca que o envelhecimento saudável está diretamente relacionado à adoção de hábitos preventivos. "Nunca é tarde para começar a cuidar da musculatura. Mesmo quem já apresenta perda de força pode alcançar ganhos importantes com exercícios orientados, alimentação adequada e acompanhamento multiprofissional. O objetivo é manter a autonomia e garantir mais segurança e qualidade de vida nas atividades diárias", ressalta.

 

Entre as principais medidas preventivas está a prática regular de exercícios físicos, especialmente musculação e atividades de resistência, que estimulam o fortalecimento muscular. Uma alimentação equilibrada, rica em proteínas de qualidade, presentes em carnes magras, ovos, leite, derivados e leguminosas, também desempenha papel fundamental. Frutas, verduras e legumes complementam a dieta ao fornecer vitaminas e minerais essenciais para o bom funcionamento do organismo.

 

Outro cuidado importante é manter níveis adequados de vitamina D, sempre com orientação médica, já que ela exerce papel importante na saúde dos músculos e dos ossos. Evitar longos períodos de inatividade, levantar-se com frequência ao longo do dia e manter uma rotina ativa também contribuem para conservar a força e a mobilidade.

 

O controle de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, obesidade e osteoporose, ajuda a reduzir o risco de perda muscular. Dormir entre sete e nove horas por noite favorece a recuperação do organismo, enquanto evitar o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas também contribui para um envelhecimento mais saudável.

 

Por fim, a realização de consultas médicas periódicas é indispensável, especialmente após os 50 anos. Ao perceber diminuição da força, alterações no equilíbrio ou dificuldade para realizar atividades rotineiras, a recomendação é buscar atendimento o quanto antes. O diagnóstico precoce aumenta as chances de retardar a progressão da doença e manter a independência funcional e a qualidade de vida.

 

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