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| Exercícios são aliados importantes na prevenção da sarcopenia e na promoção de um envelhecimento saudável. (Foto: Divulgação/IMED) |
Condição conhecida como sarcopenia pode comprometer a mobilidade e a qualidade de vida, mas pode ser prevenida com exercícios, alimentação adequada e acompanhamento profissional
A perda de força e
de massa muscular faz parte do processo natural do envelhecimento. No entanto,
quando ocorre de forma acelerada, pode indicar um quadro de sarcopenia,
condição que acomete principalmente pessoas acima dos 50 anos e está associada
ao aumento do risco de quedas, fraturas, hospitalizações e perda da
independência nas atividades do dia a dia. Para conscientizar a população sobre
a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, a Policlínica Estadual da
Região do Entorno – Formosa orienta sobre os fatores de risco, os sinais de
alerta e as medidas que ajudam a manter a musculatura saudável ao longo da
vida.
Reconhecida como
doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a sarcopenia é caracterizada
pela redução progressiva da massa, da força e do desempenho muscular. O
problema pode ser agravado pelo sedentarismo, alimentação inadequada, doenças
crônicas, tabagismo, consumo excessivo de álcool e períodos prolongados de
repouso ou internação.
Segundo a
fisioterapeuta Thaís Silveira, a perda de força não deve ser encarada como uma
consequência inevitável do envelhecimento. "Muitas pessoas acreditam que
sentir-se mais fraco com o passar dos anos é algo normal e que não há o que
fazer. Na verdade, a sarcopenia pode ser prevenida e tratada quando
identificada precocemente. A prática regular de exercícios de fortalecimento
muscular, aliada a uma alimentação equilibrada e rica em proteínas, ajuda a
manter a musculatura, melhora o equilíbrio e reduz significativamente o risco
de quedas e outras complicações", explica.
Além da diminuição
da força, alguns sinais merecem atenção, como dificuldade para levantar da
cadeira sem apoio, subir escadas, carregar objetos leves, caminhar por longas
distâncias, redução da velocidade ao andar, cansaço frequente e perda de peso
sem causa aparente. Diante desses sintomas, é importante procurar avaliação
médica para investigação e definição do tratamento mais adequado.
A especialista
destaca que o envelhecimento saudável está diretamente relacionado à adoção de
hábitos preventivos. "Nunca é tarde para começar a cuidar da musculatura.
Mesmo quem já apresenta perda de força pode alcançar ganhos importantes com
exercícios orientados, alimentação adequada e acompanhamento multiprofissional.
O objetivo é manter a autonomia e garantir mais segurança e qualidade de vida
nas atividades diárias", ressalta.
Entre as
principais medidas preventivas está a prática regular de exercícios físicos,
especialmente musculação e atividades de resistência, que estimulam o
fortalecimento muscular. Uma alimentação equilibrada, rica em proteínas de qualidade,
presentes em carnes magras, ovos, leite, derivados e leguminosas, também
desempenha papel fundamental. Frutas, verduras e legumes complementam a dieta
ao fornecer vitaminas e minerais essenciais para o bom funcionamento do
organismo.
Outro cuidado importante
é manter níveis adequados de vitamina D, sempre com orientação médica, já que
ela exerce papel importante na saúde dos músculos e dos ossos. Evitar longos
períodos de inatividade, levantar-se com frequência ao longo do dia e manter
uma rotina ativa também contribuem para conservar a força e a mobilidade.
O controle de
doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, obesidade e osteoporose, ajuda a
reduzir o risco de perda muscular. Dormir entre sete e nove horas por noite
favorece a recuperação do organismo, enquanto evitar o tabagismo e o consumo
excessivo de bebidas alcoólicas também contribui para um envelhecimento mais
saudável.
Por fim, a
realização de consultas médicas periódicas é indispensável, especialmente após
os 50 anos. Ao perceber diminuição da força, alterações no equilíbrio ou
dificuldade para realizar atividades rotineiras, a recomendação é buscar
atendimento o quanto antes. O diagnóstico precoce aumenta as chances de
retardar a progressão da doença e manter a independência funcional e a
qualidade de vida.

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