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sábado, 8 de agosto de 2026

O cheiro do pai nunca sai da memória: o perfume da barba, da camisa ou do carro desperta emoções mesmo depois de muitos anos

A memória olfativa faz do cheiro do pai um dos vínculos afetivos mais duradouros da infância
 

O perfume da barba, o aroma da camisa recém-passada, o banco do carro ou até o sabonete usado pelo pai têm o poder de transportar o cérebro para momentos vividos décadas atrás. Segundo a neurocientista e aromaterapeuta Daiana Petry, isso acontece porque o olfato é o único sentido que possui uma ligação direta com as áreas cerebrais responsáveis pelas emoções e pelas memórias afetivas.

"O cheiro é um verdadeiro atalho para o cérebro. Enquanto imagens e sons passam por diferentes etapas de processamento, os aromas chegam rapidamente ao sistema límbico, região onde estão estruturas como a amígdala, responsável pelas emoções, e o hipocampo, fundamental para a formação e recuperação das memórias", explica.

É por isso que um aroma pode provocar alegria, saudade, conforto ou até lágrimas em poucos segundos. O cérebro não registra apenas o cheiro, mas todo o contexto emocional vivido naquele momento.

"Quando uma criança cresce sentindo o perfume do pai durante um abraço, uma brincadeira ou um passeio, o cérebro passa a associar aquele aroma a sensações de segurança, acolhimento e pertencimento. Mesmo muitos anos depois, esse cheiro continua sendo capaz de despertar essas emoções", afirma Daiana.
 

O cheiro da infância mora no pai

Segundo a especialista, a memória olfativa costuma ser uma das mais resistentes ao tempo justamente porque foi construída em períodos de grande plasticidade cerebral, durante a infância.

Os primeiros anos de vida são marcados por inúmeras experiências sensoriais. Enquanto o cérebro aprende quem são as pessoas importantes, também registra seus sons, vozes, expressões e, principalmente, seus cheiros.

"O aroma do pai acaba funcionando como uma espécie de assinatura emocional. Mesmo que a pessoa não consiga descrever exatamente aquele cheiro, o cérebro o reconhece imediatamente quando encontra algo semelhante", explica.

Para a neurocientista, essas lembranças não representam apenas nostalgia. Elas fazem parte da construção da identidade emocional.

"As nossas memórias afetivas ajudam a contar quem somos. Os aromas que marcaram a infância permanecem registrados como referências de vínculo, proteção e amor. Reencontrá-los é uma maneira de reencontrar partes importantes da nossa própria história." 



Daiana Petry - Aromaterapeuta, perfumista botânica, naturóloga e especialista em neurociência. Professora dos cursos de formação em aromaterapia, perfumaria botânica e psicoaromaterapia. Autora dos livros: Psicoaromaterapia, Cosméticos sólidos e Maquiagem ecoessencial. Fundadora da Harmonie Aromaterapia.
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@daianagpetry


Dia dos Pais: data convida para a reflexão sobre qual é o verdadeiro papel de um pai

Magnific
Psicanalista fala sobre a transformação da visão da paternidade e a sua importância no sentimento de pertencimento dos filhos

 

No próximo domingo o Brasil celebra o Dia dos Pais. Nessa época, é comum pensarmos em presentes, almoços em família e homenagens. Mas, talvez essa data também seja um convite para refletirmos sobre uma pergunta muito mais importante: qual é, afinal, o verdadeiro papel de um pai? 

“Durante muito tempo, acreditou-se que o pai era o responsável por sustentar a casa, impor limites ou resolver os problemas da família. Embora essas responsabilidades possam fazer parte da paternidade, elas não definem aquilo que realmente marca a vida de um filho”, destaca Yafit Laniado, psicanalista e criadora da Relacionamentoria, mentoria especializada na relação entre pais e filhos. 

“Na psicologia Adleriana, acreditamos que toda criança precisa desenvolver duas competências fundamentais para a vida: o sentimento de pertencimento e o sentimento de capacidade. É justamente aí que o pai exerce um papel insubstituível”, explica Yafit. 

A especialista detalha que um pai fortalece um filho quando faz com que ele se sinta importante dentro da família. “Quando reserva tempo para ouvi-lo, demonstra interesse genuíno pelo que ele pensa e sente, compartilha responsabilidades e permite que ele participe da vida familiar de maneira significativa. Ao mesmo tempo, esse pai transmite a mensagem silenciosa, mas extremamente poderosa de que confia no filho. É essa confiança que encoraja a criança a experimentar, errar, aprender e tentar novamente”.
 

Cuidado com os excessos 

Muitos pais acreditam que amar é proteger os filhos de qualquer dificuldade. Porém, quando fazem tudo por eles, acabam transmitindo, sem perceber, a ideia de que eles não são capazes. 

“O verdadeiro incentivo acontece quando o adulto oferece apoio sem tirar da criança a oportunidade de crescer. Educar não significa eliminar todos os obstáculos do caminho dos filhos, mas caminhar ao lado deles até que descubram a própria força”, reforça. 

Yafit lembra que as crianças não precisam de pais perfeitos, mas de pais presentes, que saibam estabelecer limites com respeito, reconhecer seus próprios erros, pedir desculpas quando necessário e, principalmente, acreditar no potencial de seus filhos, mesmo quando eles ainda não conseguem acreditar em si mesmos. 

“É nesse contexto que deve estar o espírito dessa data. A troca de olhares entre pai e filho, e por meio dessa troca ressaltar o sentimento de pertencimento, de laço familiar. Porque filhos que crescem sentindo que pertencem e que são capazes tornam-se adultos mais confiantes, responsáveis e preparados para contribuir com o mundo. Esse é um legado que atravessa gerações”, finaliza Yafit.


Hiperconectividade: quando o excesso de conexão começa a afetar a saúde mental

 

Freepik
Brasileiros passam mais de sete horas por dia consumindo conteúdos digitais; especialistas alertam que o problema vai além do tempo de tela

 

O brasileiro passa, em média, 51 horas e 35 minutos por semana consumindo conteúdos digitais, entre redes sociais, vídeos, notícias, podcasts e plataformas de streaming. O dado é do relatório Digital 2026, do DataReportal, uma das principais referências globais em comportamento digital, e ajuda a dimensionar um hábito cada vez mais presente na rotina da população. 

Especialistas alertam, no entanto, que o principal problema não é o tempo de tela em si, mas a forma como a tecnologia é utilizada e os impactos que esse comportamento pode ter sobre a saúde mental. 

"Hoje sabemos que o uso problemático da tecnologia está muito mais relacionado à compulsividade, à dependência emocional e à comparação social do que ao número de horas diante das telas. Quando a pessoa recorre ao celular para aliviar ansiedade, tédio ou solidão e continua conectada mesmo percebendo prejuízos no sono, no trabalho ou nos relacionamentos, já existe um impacto importante na qualidade de vida", explica a psiquiatra Camila Magalhães Silveira, do Hospital Sírio-Libanês. 

Para a especialista, o celular deixa de ser uma escolha consciente e passa a fazer parte de um comportamento automático. Embora o chamado "vício em celular" ainda não seja um diagnóstico formal, Camila explica que o cérebro responde a esse padrão de forma semelhante ao observado em outras dependências comportamentais. 

"As notificações, curtidas e novos conteúdos ativam repetidamente o sistema cerebral ligado à recompensa, favorecendo a liberação de dopamina e tornando o comportamento cada vez mais automático. Assim, muitas pessoas passam a recorrer ao celular para aliviar ansiedade, estresse ou tristeza, reforçando um ciclo de dependência emocional." 

As redes sociais também entram nessa conta. A exposição diária a versões editadas da vida de outras pessoas pode estimular comparações constantes e afetar a autoestima. É o que demonstra a revista Computers in Human Behavior Reports, que analisou 37 estudos e encontrou associação entre o uso intenso das redes sociais e maiores índices de ansiedade, depressão e solidão em adultos. Já o estudo da Joint Research Centre (JCR) corrobora os impactos das redes sociais sobre os adolescentes, como piora do bem-estar psicológico pela comparação social, medo de ficar de fora (FoMO) e aumento da insatisfação com a própria imagem corporal. 

"Embora muitas pessoas acreditem que estão descansando ao passar horas nas redes sociais, o cérebro continua recebendo estímulos o tempo todo. Quando, ao final desse período, surgem sinais como cansaço mental, irritação ou dificuldade para organizar os pensamentos, é um indicativo de que esse momento deixou de ser uma pausa e passou a contribuir para a sobrecarga", explica a médica.

 

Quando a tela rouba o sono 

O uso do celular antes de dormir também merece atenção, já que o uso de tela neste momento reduz a qualidade do sono e compromete a regulação emocional no dia seguinte, aumentando a irritabilidade, a dificuldade de concentração e a vulnerabilidade à ansiedade. 

Apesar dos riscos, a psiquiatra não recomenda abandonar a tecnologia, mas aprender a usá-la de forma consciente. 

"Pequenas mudanças de hábito já fazem diferença. Desativar notificações desnecessárias, evitar o celular na última hora antes de dormir, revisar os conteúdos consumidos nas redes sociais e reservar tempo para atividades presenciais ajudam a construir uma boa higiene digital. A tecnologia deve facilitar a vida, e não ocupar o espaço do descanso, da convivência e do autocuidado”, conclui.

 

Cinco sinais de que a hiperconectividade pode estar afetando sua saúde mental 

1. Você pega o celular automaticamente
Mesmo sem notificações ou um motivo específico, o aparelho é acessado diversas vezes ao longo do dia, quase de forma inconsciente.
 

2. Ficar longe do celular provoca irritação ou ansiedade
A ausência do aparelho ou a impossibilidade de acessar a internet gera inquietação, desconforto ou sensação de que algo importante está sendo perdido.
 

3. O celular virou uma forma de aliviar emoções
Sempre que sente ansiedade, estresse, tédio, tristeza ou solidão, a primeira reação é recorrer às redes sociais ou a outros aplicativos.
 

4. O sono e a concentração pioraram
Dormir mais tarde por causa das telas, acordar cansado, ter dificuldade para manter o foco e interromper tarefas constantemente para verificar notificações podem indicar excesso de estímulos digitais.
 

5. Você percebe prejuízos, mas não consegue mudar
Mesmo reconhecendo impactos no trabalho, nos estudos, nos relacionamentos ou no bem-estar, reduzir o tempo de uso parece uma tarefa difícil.



Hospital Sírio-Libanês
Saiba mais em nosso site: Link



Entender o que se lê: desafio que ainda afeta milhões de brasileiros


Divulgação

Especialista explica como a interpretação de textos influencia o desenvolvimento cognitivo, a autonomia e o sucesso profissional

 

Saber ler palavras é apenas o primeiro passo para compreender o que elas significam. No Brasil, apesar dos avanços nos índices de alfabetização, o analfabetismo funcional ainda é uma realidade preocupante. Segundo a última pesquisa do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), cerca de 29% dos brasileiros entre 15 e 64 anos eram analfabetos funcionais em 2024, ou seja, três em cada dez pessoas conseguem identificar palavras e frases curtas, mas não compreendem textos mais longos ou complexos.

 

A dificuldade de interpretação traz impactos diretos na vida cotidiana: compreender uma bula de remédio, interpretar uma notícia ou entender um contrato de trabalho se torna um desafio. Esse cenário reforça a importância de desenvolver a interpretação de textos desde a infância. Mais do que aprender a ler e escrever, é essencial formar leitores capazes de pensar, questionar e construir sentido a partir da leitura.

 

De acordo com Mariana Bruno Chaves, pós-graduada em psicopedagogia e especialista em educação na rede Kumon, “a interpretação começa muito antes da alfabetização formal. Quando a criança tem contato com histórias, amplia o vocabulário, aprende a identificar sentimentos, situações e ideias e, aos poucos, passa a compreender o mundo de forma mais ampla”.

 

A especialista ressalta que o incentivo à leitura é um dos caminhos mais eficazes para o desenvolvimento do pensamento crítico. “Ler diferentes tipos de textos desperta a curiosidade e ajuda a criança a fazer conexões entre o que vive e o que lê. Esse processo amplia o repertório, estimula a reflexão e constrói as bases para uma aprendizagem mais sólida e autônoma”, afirma.

 

Mariana também chama atenção para a influência das novas tecnologias sobre a escrita e a capacidade de expressão. “A evolução tecnológica trouxe recursos que facilitam a comunicação, como corretores automáticos, sugestões de palavras e mensagens de voz, mas, por outro lado, tem contribuído para que as pessoas se dediquem menos à escrita. Isso impacta diretamente a capacidade de organizar ideias e compreender mensagens mais complexas, o que se reflete até em interações simples do dia a dia”, explica.

 

Segundo a especialista, o contato frequente com diferentes gêneros textuais, com o apoio da família, é determinante para despertar o gosto pela leitura e consolidar a formação de um cidadão ativo. “Ler é uma porta de entrada para a cidadania. É por meio da leitura que a criança compreende regras, direitos, responsabilidades e o valor da comunicação. Esse processo fortalece não apenas o pensamento crítico, mas também a empatia e a capacidade de diálogo”, complementa.

 

Por fim, Mariana destaca que a capacidade de interpretar textos está diretamente ligada ao desenvolvimento profissional. “Compreender e aplicar informações de maneira crítica são competências cada vez mais valorizadas no mercado de trabalho. Saber interpretar dados, analisar contextos e se comunicar com clareza são diferenciais que nascem do hábito de ler e entender com profundidade”, conclui.

 

O incentivo à leitura e à compreensão é um dos pilares do método Kumon, trabalhado desde o início da alfabetização. Ao promover o estudo autônomo e o hábito contínuo de ler, a metodologia contribui para que crianças e jovens desenvolvam a habilidade de interpretar, refletir e aplicar o conhecimento em diversos contextos.

 

A rotina com o método incentiva a leitura tanto por meio do material didático, como de livros selecionados que fazem parte da Bibliografia Recomendada Kumon, disponível em todas as unidades, além do momento de leitura durante o tempo de estudo na própria unidade. O Kumon de Português favorece o gosto pela leitura e o desenvolvimento de habilidades essenciais, como interpretação de textos, proporcionando um aprendizado com mais disciplina e organização. De forma objetiva, o estudo privilegia o aluno de modo que ele consiga se organizar e ter uma rotina clara e leve para realizar suas atividades.

 

kumon.com.br 


1 3 a cada 10 brasileiros são analfabetos funcionais, indica pesquisa; patamar é o mesmo de 2018



Meditação e saúde: pesquisas científicas recentes associam a prática regular à diminuição do estresse e melhora do sono

Shutterstock
Além de melhorias em indicadores fisiológicos e de bem-estar emocional, estudos publicados nos últimos anos associam a prática regular a mudanças mensuráveis em hormônios do estresse, sono e marcadores inflamatórios 

 

No Dia Nacional da Saúde, celebrado em 5 de agosto ultimo, o avanço das pesquisas sobre meditação chama atenção para o potencial da prática como aliada da saúde física e mental. O interesse acompanha um cenário preocupante: o Brasil ocupa o 2º lugar no ranking mundial de estresse, segundo levantamento da International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR, 2023), também figurando entre os primeiros países em prevalência de ansiedade e depressão.

Diante desse quadro, práticas contemplativas têm sido cada vez mais estudadas como possíveis ferramentas complementares de cuidado com a saúde mental e física — embora, como mostram os próprios pesquisadores, ainda seja um campo em consolidação.


Burnout no ambiente de trabalho

O cenário se agrava quando o recorte é o esgotamento profissional. O Brasil assumiu o posto de segundo país com o maior número de casos de burnout no mundo, ficando atrás apenas do Japão no ranking global da síndrome, segundo dados da International Stress Management Association (ISMA) e da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt). De acordo com a Anamt, cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem diretamente com o estresse crônico e o esgotamento físico e mental ligado ao ambiente de trabalho — uma condição que a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece como doença ocupacional desde 2022.

Médicos e especialistas alertam que a síndrome se desenvolve de forma gradual, e reforçam a importância de ficar atento a sinais como cansaço extremo, insônia, dores físicas e alterações de humor — sintomas que tendem a começar de forma leve e se intensificar com o tempo caso não sejam tratados.


Evidências científicas dos benefícios da meditação Heartfulness

Um ensaio clínico randomizado publicado em 2025 na revista Stress and Health, conduzido com 100 participantes de 18 a 24 anos com níveis moderados a altos de estresse percebido, avaliou os efeitos da meditação Heartfulness ao longo de 12 semanas. O grupo que praticou a meditação apresentou redução significativa nos níveis de cortisol — o principal hormônio associado à resposta de estresse — além de melhora em indicadores de esgotamento profissional e bem-estar, em comparação ao grupo controle.

Um segundo estudo randomizado, publicado na revista Medicine em 2025, avaliou o impacto de 30 dias de meditação Heartfulness sobre marcadores neuroendócrinos como cortisol, ocitocina e beta-endorfinas. Os pesquisadores registraram redução do cortisol e aumento nos marcadores associados a bem-estar emocional no grupo que meditou, quando comparado ao grupo controle.

Já um ensaio clínico randomizado publicado em 2025 no portal médico internacional PubMed concluiu que a meditação Heartfulness reduziu cortisol e modulou hormônios ligados ao bem-estar emocional, sugerindo impacto fisiológico mensurável na resposta ao estresse

No contexto profissional, estudos recentes mostram que programas baseados em Heartfulness podem contribuir para a redução de níveis de burnout e aumento da vitalidade no trabalho, indicando potencial aplicação em ambientes corporativos. Outras pesquisas ainda demonstram melhorias na qualidade do sono, incluindo redução de sintomas de insônia após algumas semanas de prática regular. 

Em conjunto, essas evidências sugerem que a meditação Heartfulness pode atuar como ferramenta complementar de promoção do bem-estar psicológico, equilíbrio emocional e recuperação mental em diferentes contextos da vida cotidiana. Baseada em técnicas simples de relaxamento e meditação guiada, a prática Heartfulness pode ser realizada em poucos minutos e não exige experiência prévia. O método é voltado ao desenvolvimento do bem-estar emocional, da clareza mental e da estabilidade interior — aspectos cada vez mais relevantes em uma sociedade marcada por altos níveis de estresse, ansiedade e sobrecarga de informações.

 

Heartfulness Institute


5 atitudes que ajudam pessoas tímidas a se destacar no networking

Mara Leme Martins, PhD e VP BNI Brasil, compartilha ensinamentos para aprimorar suas conexões profissionais em 2026

 



No mundo atual, onde as conexões são fundamentais para o crescimento profissional e pessoal, o networking se destaca como uma habilidade indispensável. Segundo uma pesquisa recente da consultoria CAUSE, em parceria com o Instituto de Pesquisa IDEIA, a palavra que mais representou o Brasil em 2025 foi “incerteza”, escolhida por 24% dos entrevistados, um reflexo do clima de instabilidade e das rápidas transformações sociais e tecnológicas que têm impactado diretamente o bem-estar emocional da população.

 

Diante desse cenário de mudanças constantes e pressões externas, a gestão das emoções torna-se ainda mais importante, especialmente no contexto do networking, no qual interações frequentes exigem presença, clareza e confiança. Construir relações de valor demanda equilíbrio emocional e autenticidade e, para lidar com a ansiedade e a insegurança nas interações profissionais, é essencial adotar práticas que promovam bem-estar e conexão genuína.

 

“No networking, é importante encontrar formas de lidar com o estresse e a ansiedade. Práticas como mindfulness, respiração consciente e pequenas pausas durante os encontros podem ajudar a manter a calma. O networking é sobre estabelecer relações autênticas e genuínas, e estar tranquilo e focado faz toda a diferença nas conexões que você cria”, explica Mara Leme Martins, PhD e VP BNI Brasil - Business Network International, a maior e mais bem-sucedida organização de networking de negócios do mundo.


 

Dicas para um networking eficaz

 

Mara destaca que o verdadeiro sucesso no networking não está apenas em fazer negócios, mas em construir relações duradouras e confiáveis. “No fundo, o networking é sobre se conectar genuinamente com as pessoas, não apenas focar em negócios imediatos. A confiança colaborativa é a base de tudo, é essencial para criar relacionamentos sólidos, tanto no trabalho quanto na vida pessoal”, afirma.

 

Com o objetivo de ajudar a superar os desafios da ansiedade e da sobrecarga emocional nas interações sociais, a especialista compartilha cinco dicas fundamentais para um networking mais eficaz em 2026:


 

1. Procure por grupos de networking


“Participar de grupos de networking, tanto online quanto presenciais, pode ser uma excelente maneira de reduzir a ansiedade, já que esses ambientes são focados no aprendizado e no auxílio mútuo. Esses grupos oferecem um espaço seguro onde você pode melhorar suas habilidades de comunicação e aumentar sua confiança ao interagir com outros profissionais”, orienta.


 

2. Saia da zona de conforto e converse com novas pessoas


“Superar a timidez e a ansiedade social é fundamental para expandir sua rede de contatos. O networking exige que você se conecte com novas pessoas, mas também é importante que você dedique tempo às relações que já tem. Faça a diferença perguntando como as pessoas estão e oferecendo ajuda, isso pode aliviar a ansiedade e criar vínculos reais”, estimula a especialista.


 

3. Nunca é tarde para começar


“A correria do dia a dia muitas vezes nos faz acreditar que não há tempo para fazer networking, mas a verdade é que sempre há espaço para começar, mesmo que aos poucos. É possível construir uma rede de contatos sólida começando de onde você está. O importante é dar o primeiro passo e fazer isso de forma tranquila, sem pressa”, pontua.


 

4. Seja agradável


“A ansiedade pode ser um obstáculo nas interações iniciais, mas ser simpático e aberto ajuda a quebrar o gelo. Desenvolver uma postura acessível e estar disposto a conversar com as pessoas torna o networking mais fluido e menos estressante. Participar de grupos e eventos pode ser uma forma eficaz de treinar esse comportamento”, ensina Mara.


 

5. Ouça o que os outros dizem


“Saber ouvir é uma habilidade essencial para reduzir a ansiedade e fortalecer as relações. Quando você escuta verdadeiramente o outro, o ambiente se torna mais confortável, o que naturalmente diminui a pressão de interagir. A troca genuína de experiências e recursos, de forma colaborativa, ajuda a criar um espaço de confiança e diálogo, tornando o networking mais leve e produtivo”, finaliza.

 

O networking é, sem dúvida, uma das ferramentas mais poderosas para o sucesso. No entanto, para que seja realmente eficaz, as interações precisam ser autênticas e naturais. A pressão para criar novas conexões pode aumentar a ansiedade, mas a chave está em adotar uma abordagem mais tranquila, centrada no relacionamento humano e na construção de confiança ao longo do tempo.

 

“A filosofia do ‘Givers Gain’ - a ideia de que, ao ajudar genuinamente o outro, você cria um ambiente propício à colaboração e à reciprocidade - é uma excelente forma de aplicar esse princípio nas relações profissionais. Esse ciclo de apoio mútuo não apenas fortalece os laços, como também contribui para reduzir as tensões emocionais que muitas vezes surgem nas interações”, conclui Mara.


 

Comportamento em hotéis: pesquisa mostra como manter uma boa convivência e evitar gafes

Estudo da Hoteis.com revela práticas de etiqueta que os brasileiros consideram essenciais, além de destacar como enxergam os hábitos dos seus compatriotas

 

 

A Hoteis.com divulgou sua nova pesquisa “Hotel Etiquette", os hábitos que mais incomodam e aqueles que os brasileiros mais prezam no momento de se hospedar em um hotel. O estudo foi conduzido pela parceira OnePoll de forma online entre 11 e 16 de junho de 2026, com 1.000 respondentes adultos no Brasil.

 

De acordo com o levantamento, a maioria dos brasileiros (56%) valoriza a gentileza básica, como um simples cumprimento de "bom dia" ou "obrigado" nas áreas comuns e elevadores. Além disso, 54% condenam qualquer falta de cortesia com a equipe do hotel.

 

Sobre infrações de ruído, 42% desaprovam barulhos altos e conversas nos corredores durante as horas de descanso, enquanto 57% apreciam hóspedes que evitam bater as portas dos quartos.

 

Já no que se refere à etiqueta no buffet e refeições, 34% consideram inaceitável furar fila no buffet do café da manhã e 16% se incomodam com animais de estimação diretamente nas mesas de jantar em restaurantes de hotéis.


 

Visão dos brasileiros sobre os compatriotas


A “Hotel Etiquette” também traz um contraste surpreendente na forma como os viajantes brasileiros avaliam os seus comportamentos em hotéis.

 

De acordo com o estudo, os entrevistados votaram no Brasil como a segunda nacionalidade mais educada do mundo (29% dos votos), ficando atrás apenas do Japão (39%). No entanto, 26% dos participantes colocaram seus compatriotas brasileiros em segundo lugar entre os hóspedes de hotel mais rudes. Eles ficaram praticamente empatados com os viajantes dos EUA, que lideraram a lista de causadores de maior incômodo com 26%.

 

"A pesquisa destaca um contraste interessante no comportamento dos hóspedes: embora os brasileiros tenham orgulho de serem hóspedes educados, eles também são extremamente críticos em relação a gafes sociais cometidas pelos seus próprios compatriotas", diz Christie Hudson, Head de RP Global da Hotels.com. "Enquanto os hóspedes japoneses são considerados os mais educados e os viajantes dos EUA os mais rudes, os dados mostram que os brasileiros ficam de olho em ambos os extremos, provando que uma viagem tranquila depende de detalhes, como garantir recompensas nas estadias."

 

Viagens sem complicações começam com um planejamento inteligente


Na Hoteis.com, sabemos que o maior erro de etiqueta em hotéis é não ser recompensado por cada estadia:

 

● Hoteis.com Rewards: Ganhe 1 noite de recompensa a cada 10 noites hospedadas para usar quando e onde quiser.

 

Confira todos os dados da pesquisa citados:

 

● 57%: Apreciam hóspedes que evitam bater as portas dos quartos.


56%: Valorizam a gentileza básica, como dizer "bom dia" ou "obrigado" em elevadores e áreas comuns.


● 54%: Condenam a falta de cortesia com a equipe do hotel.


42%: Desaprovam barulhos altos e conversas nos corredores em horários de descanso.


● 39%: Elegeram o Japão como a nacionalidade mais educada do mundo (1º lugar).


● 34%: Acham inaceitável furar fila no buffet do café da manhã.


● 29%: Votaram no Brasil como a 2ª nacionalidade mais educada do mundo.


● 26%: Apontaram os viajantes dos EUA como os mais rudes/causadores de incômodo (1º lugar).


26%: Colocaram os próprios brasileiros em 2º lugar no ranking de hóspedes mais rudes.


16%: Se incomodam com animais de estimação diretamente nas mesas de jantar dos restaurantes.

 

 

Hoteis.com


Metade dos brasileiros acham que um bom pai é quem se faz presente no dia a dia, aponta pesquisa da Nexus

Apesar de valorizarem presença paterna, metade dos brasileiros acha pais de hoje menos participativos que os do passado 

Estudo mostra que “ser presente no dia a dia” é a principal característica de um bom pai para 49% da população, enquanto a função tradicional de provedor financeiro foi citada por 3% 

 

Pesquisa inédita da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados revela que a valorização da paternidade é um consenso consolidado: oito em cada dez brasileiros (76%) consideram alta ou muito alta a importância dos pais homens na criação dos filhos. Apesar do reconhecimento, metade dos entrevistados (50%) acredita que eles estão menos presentes hoje do que os das gerações anteriores.

A percepção de importância da paternidade é maior entre homens (81% somam alta e muito alta, contra 73% entre as mulheres), jovens de 16 a 24 anos (82%) e pessoas de maior renda familiar (81% entre quem ganha de dois a cinco salários mínimos). Em contraste, o reconhecimento da importância da paternidade na criação dos filhos cai para 62% entre a população com 60 anos ou mais e para 64% entre quem recebe até 1 salário mínimo. 

Também há diferenças de acordo com o nível de escolaridade dos entrevistados: 81% das pessoas com ensino médio e 80% com nível superior completo atribuem alta ou muito alta importância à paternidade, índice que cai para 68% entre os entrevistados com apenas o ensino fundamental.


Apesar da alta relevância teórica atribuída ao papel paterno, há uma percepção crítica sobre a atuação real dos pais nos dias de hoje. Metade da população brasileira (50%) avalia que, em comparação com a geração anterior, os pais atuais participam menos dos cuidados cotidianos dos filhos.

“O brasileiro já consolidou a ideia de que o bom pai é aquele presente no dia a dia, deixando para trás a figura do mero provedor financeiro. O desafio agora está na prática”, avalia Marcelo Tokarski, CEO da Nexus. “O fato de metade da população enxergar os pais de hoje como menos participativos do que os do passado mostra que o discurso avançou mais rápido do que a mudança real de comportamento dentro de casa.”


A avaliação sobre a participação dos pais na criação dos filhos é fortemente influenciada pelo gênero dos entrevistados: 56% das mulheres acreditam que os pais de hoje participam menos, ao passo que os homens estão divididos sobre o assunto. Entre o público masculino, 44% acham que a participação é maior hoje, enquanto outros 44% afirmam que ela diminuiu em comparação com as gerações anteriores.


A percepção de menor participação dos pais também se destaca geograficamente e socialmente, atingindo 56% no Nordeste e 56% entre a população com renda de até um salário mínimo. Além disso, mais da metade (51%) da população negra avaliam que os pais atuais são menos presentes, enquanto entre os brancos o índice é de 47%.


Presença no cotidiano supera papel de provedor financeiro na definição de um bom pai

Quando o assunto é a definição prática de um “bom pai”, homens e mulheres divergem sutilmente no foco, embora concordem sobre qual é o atributo mais importante. A pesquisa da Nexus revela que 49% da população consideram “ser presente no dia a dia” como a principal característica de um bom pai, superando questões relativas a conforto material, por exemplo. “Oferecer segurança financeira” foi citado por apenas 3% dos entrevistados.

A presença diária da figura paterna é vista como ainda mais importante na opinião feminina. Entre as mulheres, 53% consideram que esta é a característica principal de um bom pai, índice superior ao registrado entre o público masculino (45%). Além disso, 21% dos homens acreditam que “educar/orientar com limites” é a principal característica de um bom pai, enquanto 17% das mulheres citaram o mesmo atributo.



METODOLOGIA

Foram realizadas 2.013 entrevistas presenciais, com abordagem face-a-face em domicílios e coleta georreferenciada. A pesquisa foi realizada entre 18 e 24 de julho de 2026, com amostra representativa da população brasileira com mais de 16 anos, estratificada por sexo, idade, renda, escolaridade, religião e região do país.

  

Fonte: https://www.nexus.fsb.com.br/estudos-divulgados/apesar-de-valorizarem-presenca-paterna-metade-dos-brasileiros-acha-pais-de-hoje-menos-participativos-que-os-do-passado/

 

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