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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Reforma Tributária muda a forma como empresas administram o caixa antes mesmo da cobrança dos novos impostos

CBS, IBS e split payment colocam gestão financeira e organização fiscal no centro da adaptação das empresas ao novo sistema tributário brasileiro 

 

A Reforma Tributária entrou definitivamente na agenda das empresas brasileiras. Com a regulamentação do novo sistema de tributação sobre o consumo, o país inicia uma transição que se estenderá até 2033 e substituirá gradualmente cinco tributos — PIS, Cofins, ICMS, ISS e parte do IPI — pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Embora a mudança seja gradual, especialistas afirmam que seus efeitos sobre a gestão financeira das empresas começam agora.

 

O desafio não está apenas em compreender a nova legislação. A implementação de mecanismos como o split payment, a revisão dos processos fiscais e a adaptação dos sistemas internos deverão alterar a forma como as empresas administram fluxo de caixa, créditos tributários e planejamento financeiro.

 

A mudança atinge praticamente todo o ambiente empresarial brasileiro. Segundo o Sebrae, as micro e pequenas empresas representam cerca de 99% dos negócios do país e respondem por aproximadamente 30% do Produto Interno Bruto (PIB). Já dados do IBGE apontam a existência de mais de 22 milhões de empresas e outras organizações ativas, que precisarão conviver simultaneamente com o sistema atual e o novo modelo tributário durante o período de transição.

 

Além da adaptação operacional, entidades empresariais como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) defendem que a simplificação tributária é um passo importante para reduzir um dos principais entraves ao ambiente de negócios brasileiro: a elevada complexidade do sistema de arrecadação, frequentemente apontada como fator que aumenta custos, gera insegurança jurídica e reduz a competitividade das empresas.

 

Para Rodrigo Molinaro, especialista em Contabilidade e Controladoria do Grupo Villela, muitas empresas ainda enxergam a Reforma Tributária apenas sob a perspectiva da carga de impostos, quando o principal desafio estará na adaptação da gestão financeira.

 

"A discussão não deve se limitar à alíquota que será paga no futuro. A reforma altera processos, exige integração entre as áreas fiscal, financeira e contábil e aumenta a importância de uma gestão tributária estruturada. Empresas que deixarem essa adaptação para os últimos anos da transição tendem a enfrentar mais dificuldades."

 

Entre os pontos que mais despertam atenção está justamente o split payment, mecanismo que poderá direcionar automaticamente ao Fisco a parcela correspondente aos tributos no momento do pagamento de uma operação comercial. Na prática, isso reduz o intervalo entre a venda e o recolhimento dos impostos, exigindo maior controle sobre o capital de giro e planejamento mais preciso do fluxo de caixa.

 

Outro aspecto relevante envolve a convivência entre dois sistemas tributários durante vários anos. Até a conclusão da transição, empresas precisarão administrar simultaneamente regras do modelo atual e do novo regime, o que aumenta a necessidade de revisão de processos internos, atualização tecnológica e acompanhamento permanente da legislação.

 

Nesse contexto, o especialista do Grupo Villela avalia que organizações com passivos tributários, inconsistências cadastrais ou dificuldades na gestão de créditos fiscais poderão enfrentar obstáculos adicionais durante a adaptação. A revisão técnica das obrigações fiscais, a regularização tributária e a organização dos processos internos passam a integrar uma estratégia de preparação para o novo ambiente regulatório.

 

"A Reforma Tributária representa uma mudança estrutural na forma como as empresas administram suas obrigações fiscais. Mais do que cumprir novas regras, será necessário desenvolver uma gestão tributária capaz de acompanhar um sistema mais integrado, digital e baseado na qualidade das informações prestadas", afirma Rodrigo Molinaro.

 

Segundo ele, a transição não deve ser encarada apenas como uma alteração legislativa, mas como uma transformação na governança financeira das empresas. Em um ambiente em que liquidez, eficiência operacional e capacidade de investimento se tornam diferenciais competitivos, a adaptação ao novo sistema tributário tende a influenciar diretamente a sustentabilidade dos negócios nos próximos anos.

Estudo da Norton revela que 85% dos pais e responsáveis no Brasil temem que a IA possa ser usada para criar imagens ou conversas falsas envolvendo seus filhos

  

Novas descobertas do relatório Norton Insights: Connected Kids revelam que pais e responsáveis estão navegando por um cenário marcado por imagens geradas por IA, falsificação de identidade digital e relacionamentos online, à medida que a infância entra em uma nova era digital.  


Os pais e responsáveis brasileiros estão entrando em uma nova era da parentalidade digital, e isso exige uma nova versão da tradicional "conversa séria". De acordo com o relatório Norton Insights: Connected Kids, um novo estudo da Norton, marca da Gen, 89% dos pais e responsáveis por crianças menores de 18 anos no Brasil afirmam se sentir confortáveis para conversar com seus filhos sobre os riscos do ambiente online, mas 49% não estão confiantes de que seus filhos consigam distinguir um conteúdo gerado por IA de um conteúdo real. E embora a maioria (59%) já tenha adotado medidas para reduzir os riscos relacionados à IA, como restringir o uso de aplicativos, monitorar as atividades online ou conversar especificamente com seus filhos sobre IA — 85% ainda temem que a IA seja utilizada para criar imagens ou conversas falsas envolvendo seus filhos. 

"Os pais passaram anos ensinando seus filhos a reconhecer estranhos na internet, mas a IA muda a natureza do que significa 'perigo' no ambiente online", afirma Iskander Sanchez-Rola, Diretor Sênior de IA e Inovação na Norton. "Desde o uso indevido e a alteração de fotos publicadas ou compartilhadas, até bots de IA que atuam como cibercriminosos ou se passam por fontes confiáveis, existem riscos completamente novos, e isso significa que pais e responsáveis precisam atualizar a forma como conversam com seus filhos sobre segurança online."  


O impacto da IA na experiência online das crianças 

Os pais e responsáveis sabem que a IA já está impactando a forma como seus filhos interagem com o mundo e criando novas preocupações. Entre os pais e responsáveis por crianças menores de 18 anos no Brasil: 

·         49% não estão confiantes de que seus filhos consigam distinguir um conteúdo gerado por IA de um conteúdo real. 


·         Entre os pais e responsáveis cujos filhos já sofreram cyberbullying, 29% afirmam que o agressor utilizava um perfil falso ou se passava por outra pessoa, e 14% dizem que o agressor era uma conta ou um bot gerado por inteligência artificial.  


·         85% temem que a IA possa ser utilizada para criar imagens ou conversas falsas envolvendo seus filhos.  

Quando o assunto são imagens, o risco está crescendo. Criminosos usam cada vez mais fotos geradas por IA ou identidades falsas para conquistar a confiança dos mais jovens — ou manipulá-los para compartilhar imagens reais — que depois são usadas em sextorsão financeira.  


Os riscos ocultos dos games 

Os pais identificam as salas de bate-papo online (20%) como a plataforma que mais os preocupa, com o Discord em segundo lugar, com 18%. Os jogos online ocupam a terceira posição, com 15%, à frente do TikTok, com 11%. Mas os comportamentos que os pais relatam que seus filhos vivenciam dentro dos ambientes de jogos revelam uma realidade diferente sobre onde os riscos podem estar se acumulando. Entre os 67% dos pais cujos filhos menores de 18 anos jogam jogos online com chat:  

·         61% dizem que seus filhos conversaram com um estranho por chat de voz ou por texto. 


·         33% dizem que seus filhos receberam mensagens inadequadas ou ofensivas. 


·         29% dizem que seus filhos foram incentivados a sair do jogo e continuar a conversa em outra plataforma. 

"Os recursos de conversa presentes nos jogos são, muitas vezes, onde ocorre a real exposição, e tendem a ser menos visíveis para os pais e responsáveis do que o uso das redes sociais", comenta Sanchez-Rola. “Quando uma criança deixa uma plataforma de jogos online e migra para um aplicativo de mensagens privadas porque alguém pediu isso, essa escalada pode ser difícil de detectar, e as crianças podem não reconhecer isso como algo que vale a pena mencionar.” 


Confiança alta, exposição real 

Os dados revelam uma tensão consistente entre a confiança dos pais e responsáveis, e os comportamentos que as crianças realmente estão apresentando. 89% dos pais e responsáveis no Brasil dizem se sentir confortáveis para falar com seus filhos sobre riscos no ambiente online, mas, ao mesmo tempo: 

·         40% relatam que seus filhos usam o dispositivo depois da hora de dormir ou de um horário determinado. 


·         22% relatam que seus filhos acessaram uma plataforma de rede social ou site que eles acreditavam ter bloqueado. 


·         13% relatam que seus filhos compartilharam informações privadas ou dados pessoais com um estranho. 


·         14% relatam que seus filhos assistem a conteúdo explícito. 

A diferença entre o conforto relatado pelos pais e responsáveis e esses comportamentos não significa que essas conversas não estejam acontecendo, mas sugere que ter a conversa é apenas parte da equação. 


Apresentando “The Bots & The Bees” 

A pesquisa aponta para uma mudança mais ampla na parentalidade. Conversas que antes se concentravam em estranhos, senhas e tempo de tela estão se expandindo para incluir imagens geradas por IA, falsificação de identidade digital, relacionamentos online e pensamento crítico em um mundo em que ver já não significa necessariamente acreditar. Para ajudar as famílias a navegar por essas conversas, a Norton apresenta “The Bots & The Bees", um novo recurso educacional que oferece orientação especializada, conselhos práticos e recursos. 

O relatório Norton Insights: Connected Kids completo está disponível em https://us.norton.com/blog/research/connected-kids-insights-report-2026. O relatório inclui descobertas adicionais sobre exigências de idade mínima em redes sociais, preocupações específicas por plataforma e orientações para famílias que estão lidando com riscos relacionados à IA. O Norton 360 oferece às famílias ferramentas para monitorar a atividade online, definir limites de tempo de tela, filtrar conteúdo e proteger informações pessoais em diferentes dispositivos. 


Sobre o relatório Norton Insights 

O estudo foi realizado online no Brasil entre 29 de maio de 2026 e 12 de junho de 2026, com 1.000 adultos de 18 anos ou mais. Os dados foram ponderados, quando necessário, por idade, gênero e região, para serem nacionalmente representativos. Neste relatório, as menções a "pais" referem-se a pais e responsáveis de crianças menores de 18 anos.   



Norton
https://br.norton.com


Valorização do câmbio e cenário econômico apertado freiam repasse da alta do petróleo nas passagens, mostra FecomercioSP

 
Estudo da Federação aponta avanço de 9% no preço desde o início da guerra no Irã, enquanto querosene de aviação subiu 37%; pressão vai continuar no segundo semestre


 
Mesmo com uma elevação significativa (37%) no preço do querosene de aviação no quadrimestre encerrado em junho, as companhias aéreas não repassaram integralmente esse aumento aos consumidores, mostra um estudo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
 
Na verdade, como o combustível representa 32% dos custos, a alta de 37% do querosene encareceu o custo total em cerca de 12% e aumento médio de 9%, sinal de que o repasse foi parcial. “A reação intuitiva do consumidor é sempre a mesma: quando o petróleo explode, o medo é de que as passagens vão explodir junto. Desta vez, não foi bem assim. Os dados da Anac trabalhados nesse levantamento sugerem que as companhias não tenham repassado integralmente ao consumidor”, explica o presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Guilherme Dietze.
 
Contribuiu para isso, segundo a Federação, o recuo do câmbio. Como o dólar médio passou de R$ 5,25, em março, para R$ 5, nos meses seguintes, essa desvalorização aliviou outros custos relevantes atrelados à moeda, como seguros, arrendamento e manutenção, que respondem por cerca de 22% das despesas das companhias, embora não sejam necessariamente mensais.
 
A demanda também ajuda a entender o fenômeno. Com o País registrando recorde de passageiros transportados — os números, até junho, seguiram em patamares elevados, com 82% de ocupação —, há pouco espaço para ampliar ainda mais o público viajante. Na atual conjuntura, de economia mais fraca e famílias endividadas, se as companhias aéreas subissem as tarifas num ritmo mais forte, poderiam afastar novos consumidores e, ao mesmo tempo, fazer parte dos passageiros atuais repensar planos de viagem.


 
Pressão continua no segundo semestre


Se, diante da escalada do conflito no Oriente Médio e do avanço no preço do petróleo, a elevação no preço dos tíquetes era esperada, a retomada da guerra e um consequente novo avanço dos custos fará com que as companhias continuem tentando absorvê-los o máximo que conseguirem.
 
Segundo Dietze, essas empresas estão cientes das limitações atuais do consumidor brasileiro, marcado por inflação alta, juros elevados e endividamento recorde. A questão, contudo, é até quando conseguirão sustentar essa absorção sem pressionar cada vez mais suas margens e resultados.
 
“Espera-se que as companhias registrem mais pressão nos balanços do segundo trimestre. Ainda que receitas acessórias, como bagagens e serviços, ajudem a amortecer o impacto, a escala do aumento dos combustíveis não será totalmente compensada”, afirma.
 
Entre março e junho, descontada a inflação, o litro do querosene custou, em média, cerca de R$ 5,30, ante R$ 3,88 registrados no mesmo período de 2025. Já o custo médio dos bilhetes passou de R$ 614 para R$ 671. Por se tratar de uma média, alguns consumidores podem ter percebido aumentos maiores ao buscar sua rota habitual, enquanto outros podem ter encontrado preços menores ao aproveitar promoções, antecipar a compra ou optar por destinos relativamente mais baratos. O valor das passagens, vale lembrar, não responde apenas ao querosene. Pesam também custos com pessoal, leasing, manutenção e taxas.
 
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou uma alta de 52%, em um ano, no preço das passagens, variação bastante acima da captada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). De acordo com a FecomercioSP, a diferença se justifica pela metodologia adotada pelas instituições. Enquanto o IBGE mede os preços por meio de pesquisa, observando voos com cerca de dois meses de antecedência, o dado da Anac reflete as passagens efetivamente comercializadas.


 
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Apsen e Helô Pinheiro lançam movimento “Escape do Tabu” para ampliar a conscientização sobre incontinência urinária

Iniciativa busca quebrar o silêncio e o estigma em torno da condição, incentivando o diagnóstico precoce, o acesso à informação e a busca por tratamento adequado


A Apsen, indústria farmacêutica 100% brasileira, lança o movimento Escape do Tabu, uma iniciativa criada para transformar a forma como a incontinência urinária é percebida e incentivar uma conversa mais aberta sobre a condição. A ação busca combater o silêncio, a vergonha e a desinformação que ainda cercam um problema que afeta cerca de 45% das mulheres e 15% dos homens acima dos 40 anos¹, estimulando o diagnóstico precoce e a busca por tratamento adequado.

A campanha tem como embaixadora Helô Pinheiro, reconhecida por sua trajetória marcada pela autenticidade, confiança e liberdade, que se une ao movimento para incentivar uma conversa mais aberta sobre a incontinência urinária. A partir da sua própria relação com o envelhecimento ativo e a valorização da qualidade de vida, Helô reforça que cuidar da saúde urinária também faz parte de viver plenamente, com autonomia e segurança em todas as fases da vida.

“Ao longo da minha vida, aprendi que liberdade está nos pequenos momentos: caminhar, viajar, encontrar pessoas, aproveitar cada experiência. Mas sei que muitas pessoas deixam de fazer coisas que gostam por causa da incontinência urinária, muitas vezes por vergonha ou por acharem que precisam lidar com isso sozinhas. Quero ajudar a transformar essa conversa, mostrando que buscar informação e cuidado é um passo importante para recuperar a confiança e continuar vivendo plenamente”, afirma Helo Pinheiro, embaixadora do movimento Escape do Tabu.

Apesar da alta prevalência, muitas mulheres convivem durante anos com a perda urinária sem buscar atendimento médico, seja por vergonha, desconforto em abordar o tema ou falta de informação sobre as possibilidades de diagnóstico e tratamento. Como consequência, a condição pode comprometer a qualidade de vida, a saúde emocional, a autonomia e a rotina de milhões de brasileiras¹.

O movimento pretende reforçar que a incontinência urinária não deve ser normalizada ou limitar a qualidade de vida das pessoas, destacando a importância do diagnóstico e do tratamento adequado para o controle da condição.

“O Escape do Tabu nasce da compreensão de que informação de qualidade é um dos principais caminhos para transformar a realidade dos pacientes. Queremos estimular uma conversa aberta sobre a incontinência urinária, reduzir o estigma e mostrar que ninguém precisa conviver em silêncio com uma condição que possui diagnóstico e tratamento. Como companhia que atua nessa área terapêutica, entendemos que também é nossa responsabilidade mobilizar a sociedade, ampliar o acesso ao conhecimento e ajudar mais brasileiros a chegarem ao diagnóstico e ao cuidado adequado”, afirma Renata Spallicci, vice-presidente executiva da Apsen.


Incontinência urinária ainda é um desafio de saúde pública

A incontinência urinária é caracterizada pela perda involuntária de urina e pode ocorrer em diferentes fases da vida, embora seja mais frequente com o avanço da idade. Entre os principais fatores de risco estão gestação, parto, menopausa, obesidade, doenças neurológicas, alterações prostáticas e cirurgias pélvicas. Apesar da elevada prevalência, o preconceito e a desinformação ainda representam barreiras importantes para o diagnóstico e o início do tratamento¹.

Além dos impactos físicos, a condição pode comprometer a autoestima, favorecer o isolamento social, reduzir a prática de atividades físicas e interferir nas relações familiares e profissionais. Especialistas reforçam que a perda urinária não deve ser considerada uma consequência inevitável do envelhecimento e que a avaliação médica é fundamental para identificar a causa do problema e definir a melhor estratégia terapêutica para cada paciente.

O cenário reforça a importância de ampliar o acesso à informação e estimular a busca por diagnóstico e tratamento. Segundo a pesquisa inédita "Escape do Tabu: retratos da Incontinência Urinária no Brasil", realizada pela Ipsos a pedido da Apsen, 87% das brasileiras com incontinência urinária nunca realizaram nenhum tipo de tratamento para a condição. O dado evidencia a urgência de ampliar a conscientização, reduzir o estigma e incentivar a procura por orientação médica diante dos primeiros sintomas.


Escape do Tabu: uma conversa aberta sobre saúde urinária, cuidado e qualidade de vida

O movimento Escape do Tabu reúne uma série de iniciativas voltadas à conscientização sobre a incontinência urinária, com conteúdos educativos e ações de comunicação nas plataformas e redes sociais da Apsen.

Ao longo da campanha, Helô Pinheiro participa de conteúdos que incentivam uma conversa mais aberta sobre o tema, reforçando que buscar informação, diagnóstico e tratamento também faz parte de um envelhecimento ativo, saudável e com mais qualidade de vida.Com o Escape do Tabu, a Apsen reforça seu compromisso de ampliar o conhecimento sobre a incontinência urinária e contribuir para que mais pessoas tenham acesso ao diagnóstico e ao tratamento adequado. 

Saiba mais sobre a campanha em www.escapedotabu.com.br.

 

 

Sobre a Apsen

Uma empresa familiar, originada do sonho do Dr. Mario Spallicci e sua esposa Dona Irene Spallicci, que começou como um pequeno laboratório no bairro de Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo, e hoje, sob gestão de Renato Spallicci e sua filha Renata Spallicci, configura entre as dez maiores indústrias farmacêuticas nacionais do País em prescrição. Assim nasceu a Apsen, companhia que há mais de 50 anos é inspirada pela saúde e trabalha com foco em inovação e produtos que possam proporcionar uma melhor qualidade de vida para as pessoas.

Presente em 12 áreas terapêuticas (neurologia, psiquiatria, otorrinolaringologia, urologia, ginecologia, reumatologia, ortopedia, gastroenterologia, geriatria, endocrinologia, angiologia e suplementos alimentares), a Apsen vem ampliando seu portfólio de moléculas inovadoras em vários segmentos. Além disso, a companhia valoriza a responsabilidade social e acredita que seu propósito de cuidar das pessoas abrange também iniciativas que contribuam para uma sociedade mais justa e igualitária.

Mais informações: Link


Referências:

1. Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Incontinência urinária. Disponível em: Link. Acesso em julho de 2026.

2. IPSOS. Escape do Tabu: retratos da Incontinência Urinária no Brasil. São Paulo: Ipsos, 2026. Pesquisa realizada para a Apsen Farmacêutica.

3. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Spasmex® (cloreto de tróspio) – novo registro. Disponível em: Link. Acesso em julho de 2026.

4. Apsen Farmacêutica. Bula profissional – Spasmex® (cloreto de tróspio). Disponível em: Link. Acesso em julho de 2026.

 


Emissão de habilitação para dirigir no exterior sobe 46% em 2026

PID - que permite conduzir por cerca de 90 países - atinge a maior marca em sete anos no Estado de São Paulo, com 41.907 autorizações expedidas no 1º semestre

 

Agora digitalizada, a emissão da Permissão Internacional para Dirigir (PID), documento que permite ao condutor habilitado no Brasil conduzir em outros países, atingiu o maior volume da década de 2020, para um primeiro semestre, no Estado de São Paulo. Foram emitidas 41.907 PIDs entre janeiro e junho deste ano, ante 28.643 no mesmo período do ano passado, um crescimento de 46%. Desde 2020, houve aumento ano a ano, praticamente, exceto por 2021, quando, por causa da pandemia, se registrou um recuo no número de PIDs.

 

Aceita pelos cerca de 90 países signatários da Convenção de Viena sobre o Trânsito Viário, de 1968, a Permissão Internacional de Dirigir (PID) pode ser solicitada pelo portal do Detran-SP (confira mais abaixo o passo a passo para pedir e obter a sua PID).

 

Entre os signatários da Convenção de Viena, estão países como Portugal, Alemanha, França, Holanda, Bahamas, África do Sul, Turquia e Uruguai. Para conduzir por eles, além da PID, é preciso ter em mãos a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que também é exigida pelas autoridades de trânsito. Mesmo assim, recomenda-se que, antes de viajar, o motorista consulte o site da embaixada ou consulado do local que visitará para verificar todas as condições. 

 


Como obter a PID


O pedido pode ser feito pelo site do Detran-SP. O documento é enviado pelos Correios.

1. Documentação necessária: CNH emitida no Estado de SP, dentro validade e em situação regular – sem qualquer impedimento e que não esteja em processo de adição ou mudança da categoria ou qualquer outro que implique a emissão de uma nova CNH


2. Solicitação: clique aqui para pedir a PID com sua conta GOV.BR ou vá até uma unidade Detran-SP ou Poupatempo. O atendimento presencial permite que a pessoa seja representada por um procurador


3. Pagamento das taxas: a taxa da PID é de R$ 422,62 e a do envio pelos Correios, R$ 11. As duas podem ser pagas via pix, durante a solicitação no site do Detran-SP. A taxa também pode ser paga em lotéricas e bancos conveniados


4. Tempo de espera: o Detran-SP leva até 3 dias para emissão do documento, que tem a entrega feita pelos Correios em até 14 dias úteis

5. Acompanhe online: a emissão pelo Detran-SP pode ser feita aqui. O rastreamento do envio pode ser feito pelo site dos Correios


Desmistificando o Brasil

Faltam menos de três meses para as eleições para presidente da República, governadores, senadores, e deputados federais e estaduais. A corrida eleitoral se intensifica um mês após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo 2026, a maior da história. Mas o que existe de comum entre duas coisas tão diferentes quanto eleições e futebol? 

Para responder a essa pergunta, primeiro é preciso analisar o comportamento do povo brasileiro em relação a esses dois eventos. A cada eleição, os partidários dos candidatos derrotados nas urnas (reprovados pela maioria da população) costumam justificar o resultado dizendo que o povo brasileiro não sabe votar e que sempre escolhe os piores e os mais bem embalados nas fantásticas plásticas das propagandas eleitorais concebidas pelos marqueteiros. 

Já no tocante ao futebol, os brasileiros – sempre apaixonados por esse esporte - se consideram verdadeiros técnicos e, após a eliminação na Copa do Mundo, se manifestam pedindo a demissão do treinador, sempre com os mesmos argumentos de que o técnico recebe salários milionários, não entende de futebol e nem conhece nossos jogadores, errou desde a convocação, falhou na escalação e substituições, e ainda pedem a destituição de toda a cúpula da CBF. Complementam denunciando a roubalheira e os interesses pessoais e da empresa fornecedora do material esportivo, todos juntos responsáveis pela destruição do futebol brasileiro, já não mais temido. 

Eleições e futebol são exemplos típicos da polarização presente no dia a dia do brasileiro. E uma análise um pouco mais profunda sobre o comportamento do povo em duas questões tão distintas é capaz de comprovar a existência de sabedoria nos dois casos. 

Não se pode aceitar sem questionamento a afirmativa de que o povo não sabe votar. Sabe, sim. Os erros estão nas leituras equivocadas e convenientes da classe política, nos interesses de parte da grande mídia e de alguns grupos de intelectuais e artistas. Enfim, o sistema e o establishment precisam ser analisados, pois é aí que estão nossos problemas, começando por ignorar o grito do povo. 

A população brasileira, de forma clara e comprovada já há algum tempo pelas pesquisas que antecederam as eleições de 2022, disse "não" aos dois candidatos que foram ao segundo turno (o vencedor atual presidente e o perdedor, então presidente candidato à reeleição, hoje condenado, preso e cumprindo pena). Como?  Às vésperas da eleição a rejeição a ambos era crescente, culminando com 49% e 50%, respectivamente, segundo as pesquisas divulgadas no último dia do prazo legal para a publicação dos levantamentos junto aos eleitores. Era um sinal claro e inequívoco de que os brasileiros clamavam por outra opção. 

O resultado da eleição que elegeu o atual presidente em outubro de 2022 refletiu essa rejeição, expressada pelo alto índice de votos nulos e brancos e de abstenção (nada menos que 24% dos eleitores aptos a votar não compareceram). Outro demonstrativo: o vencedor obteve apenas 38,5% dos votos dos cidadãos aptos a votar. Foi, portanto, eleito pela minoria. 

Agora, passados quatro anos, os mesmos nomes ou sobrenomes com altíssima rejeição naquela época reaparecem e se apresentam novamente como candidatos. E o que dizem as pesquisas realizadas de 10 a 14 de julho de 2026? Que de 47% a 50% dos entrevistados rejeitam ambos (Lula e Bolsonaro — agora o filho, devido à prisão do pai). É mais uma mostra que o povo sabe o que quer e o que não quer. Mantém-se coerente. A classe política e a sociedade civil precisam analisar e respeitar a vontade do povo brasileiro. É assim que se procede em um regime democrático, com respeito à decisão popular, a voz das ruas. 

E quanto ao futebol, outra paixão do povo brasileiro é único pentacampeão do mundo? Não somos mais o país do futebol. Deixamos de sê-lo há 24 anos, quando fomos pela última vez campeões; e se voltarmos ao primeiro lugar do pódio, será apenas em 2030. Um hiato de 28 anos, o maior de nossa história. Uma das razões apontadas pelos especialistas está na crise ética e de honestidade da CBF.  Nos últimos 7 mandatos na entidade máxima do futebol brasileiro, 5 presidentes caíram por corrupção, má gestão e até denúncias de assédio sexual. 

No futebol, como nos três poderes da República, a degradação ética, moral e de honestidade vem fazendo o Brasil e seus cidadãos empobrecerem. Fica mais uma vez demonstrado que o povo não é ignorante, pois vem aumentando o nível de percepção das coisas erradas e da corrosão do tecido ético e de honestidade das instituições. Mazelas que, além dos nefastos efeitos internos, estão destruindo a imagem do país no exterior.

 

O povo clama por mudanças, verdades e honestidade. 

A grande maioria dos mais necessitados já sabe que os governos não gostam dos pobres, mas sim da pobreza — a mais importante fábrica de votos, dada a necessidade das muletas concedidas pelos governos para garantir a própria sobrevivência. 

É hora, portanto, de desmitificar e desmistificar as narrativas dos governantes eleitos após a Constituição Federal de 1988, embalados por triunfalismos e ufanismos. Para isso, é preciso lembrar a sutileza na diferenciação dessas duas ações: desmitificar refere-se ao ato de retirar o status ou a aura do mito que foi atribuída a algo ou a alguém, trazendo o fato ou a pessoa à realidade, enquanto desmistificar deriva da palavra "mistificação" (o ato de enganar ou iludir), significando, portanto, desmascarar uma mentira ou uma farsa. 

Nas últimas décadas, os governantes e a maioria da classe política e seus líderes — sempre bem assessorados e instrumentalizados por profissionais competentes e especializados na arte de criar mitos e apologia às personalidades (seus contratantes), muitas vezes é bem-sucedida em atuar penetrando no inconsciente das pessoas, que, como definiu Freud, responde por 90% da mente e manda em quase tudo. 

O brasileiro nem percebe, porém isso é muito perigoso porque a invasão do inconsciente das massas, na grande maioria dos casos, gera culto a determinadas pessoas, servindo de berço para a criação de ditadores, como mostra a história. O Brasil está se tornando o celeiro dos mitos e das personalidades “insubstituíveis”, fatos não alicerçados nas verdades, mas no desejo de realização de um único sonho: perpetuar pessoas no poder, iludindo as massas e aumentando sua dependência mental a essas pessoas ungidas pelos marqueteiros e quase “santificados” nas propagandas e publicidades oficiais. 

Cabe, por exemplo, contestar a mística do Brasil como o país do futuro.  Hoje somos a 10ª maior economia do mundo e se vende a imagem de que, muito em breve, seremos a quinta ou sexta maior. Nada mais enganoso e distante dos fatos. O Brasil já flutuou entre a sexta e a sétima maior economia do mundo no período não muito distante de 2010 a 2014 e, depois, foi ultrapassado por Índia, França, Itália e Rússia. Sem dúvida, hoje somos mais conhecidos como o país das oportunidades perdidas, tudo causado pelos maus governos que, esqueceram o povo e para se manter no poder priorizaram os privilégios, penduricalhos e o gigantismo da máquina pública, ignorando o controle dos gastos e da corrupção. O povo brasileiro tem consciência da má gestão e corrupção sistêmica e generalizada, corroendo o país. 

Também é preciso desmistificar que somos um país com povo pacífico, alegre, acolhedor e sem preconceitos e sem racismo. Fomos, porém não somos mais exatamente assim. A percepção da violência já é nítida e altamente sensível. Mais de 70% dos brasileiros temem violência ao viajar pelo país: 4 em cada 10 brasileiros evitam passeios com medo da violência. Mais de 29% dos cidadãos já foram vítimas de roubo ou furto. 

Crime e violência lideram o ranking das preocupações nacionais, e não poderia ser de outra forma, pois todos os anos sofremos a perda de 34.000 pessoas por homicídios intencionais. 

Da mesma forma, não cabe mais o ufanismo de que somos o país do futebol, orgulho nacional alimentado pelo fato se sermos os únicos pentacampeões mundiais. Não é mais assim. O último título mundial foi conquistado em 2002, ou seja, há 24 anos. E no ranking da Fifa seguimos perdendo posições para seleções muito menos tradicionais, ficando longe da liderança, outrora constante. 

Como já foi dito, uma das razões dessa situação foi a degradação da CBF. A entidade vive degradação ética, moral e de honestidade semelhante à dos presidentes da República e presidentes da Câmara dos Deputados. O desgaste dos tecidos das instituições já é visível nas últimas pesquisas de opinião, realizadas entre 07 e 11/07 (Futura/Apex), explicitadas através da rejeição ao chefe do Poder Executivo em 49,7%, ao desempenho do Poder Legislativo em 67%, e da cúpula do Poder Judiciário em 52,3%. A crise ética, moral e de honestidade se alastrou, infectando instituições até poucos anos não rejeitadas e bem aceitas pela sociedade civil. 

A desmistificação precisa alcançar os exemplos mais frequentes do comportamento indevido dos governos do Brasil. É comum ouvir a máxima de que “não existe governo nem presidente mais honesto do que eu."  Nesse caso, o sacrifício da verdade é gritante e chega muito perto do deboche, pois os escândalos de corrupção não param de ocorrer, quantificados e amplamente noticiados nos veículos de comunicação. A nação já assistiu escândalos como Mensalão, dos Correios, Eletrolão, Petrolão, Lava Jato e Banco Master, e nem os idosos, aposentados, pensionistas e deficientes físicos do INSS escaparam da ação dos corruptos e corruptores. Absurdo dos absurdos, hoje já temos até corruptos com crachá de autoridade. 

O nível de corrupção institucional é tão grande que a FGV-Ibre estima que esse mal consume anualmente de 2,4% a 4% do PIB, o que equivale a R$ 346 bilhões a R$ 540 bilhões por ano. O Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT)  estima valor ainda maior, de 5% a 7% do PIB, entre R$ 675 bilhões a R$ 945 bilhões/ano. 

Outra comprovação do avanço da corrupção vem do exterior. A Transparência Internacional mostra que, de 2002 a 2026, o Brasil desabou da 45ª posição em 2002 para a 108ª posição em 2026 no índice de percepção da corrupção. Significa dizer que existem 107 países com o setor público mais honesto do que o brasileiro. 

Vários ministros, parlamentares e membros das cúpulas de todos os poderes da República são apontados como suspeitos de corrupção com crescimento patrimonial incompatível com suas remunerações, entretanto não perderam seus cargos e sequer foram afastados. Ninguém cobra punição e tamanha é a tolerância que a impunidade tende a se perpetuar em razão do enfraquecimento da indignação da sociedade civil e pela atuação débil dos órgãos fiscalizadores. 

Há ainda outro discurso a ser desmistificado: o de que estamos muito perto de acabar com a pobreza no Brasil. Não é o que demonstram os números. Somos um país com a quinta maior área territorial, a sétima maior população, a 10ª posição no ranking das maiores economias do mundo e com um dos subsolos mais ricos do planeta. É inaceitável que, diante de tudo isso, após 526 anos de sua descoberta, o Brasil registre renda per capita média de apenas US$ 6,85 por dia (o correspondente a US$ 205,50/mês, ou R$ 1.065/mês), segundo a classificação da ONU e do Banco Mundial. 

Muito difícil falar em erradicação da pobreza a curto prazo quando ainda existem 20 milhões de famílias (cerca de 60 milhões de pessoas, ou 28% da população brasileira) cuja sobrevivência depende do recebimento do benefício governamental do bolsa família, que hoje paga em média R$ 770,00 por mês. São pobres e vivem em lares igualmente pobres. 

O país possui também 27 milhões de aposentados e pensionistas do INSS (12,6% da população brasileira) que recebem proventos de até um salário-mínimo mensal (R$ 1.621,00). É o mesmo teto de rendimento bruto de 35% dos trabalhadores do setor privado (em regime de CLT), ou seja, cerca de 16,4 a 18,9 milhões de pessoas. 

A realidade é dura: de 6% a 7% da população brasileira continua morando em áreas de favela, sem as mínimas condições de segurança, saneamento e esgotamento sanitário. É um contingente expressivo, de 6,5 milhões de domicílios, onde vivem de 13 a 15 milhões de pessoas. 

O discurso é dissociado da prática porque desde março de 2023 o governo não reajusta o valor do benefício mensal do bolsa família, o maior e mais importante programa social do país, mesmo sabendo que a inflação corrói o valor do benefício. Em vez dos atuais R$ 770,00 por mês, as famílias beneficiadas deveriam receber R$ 886,00 mensais. Hoje as perdas das pessoas mais necessitadas chegam a R$ 1.392,00 por ano. 

O governo se vangloria de ter aumentado a faixa de isenção do Imposto de Renda, mas antes disso alterou a fórmula do cálculo da parcela do reajuste real e anual do salário-mínimo. Fez isso reduzindo e impondo limites por meio da lei nº 15.077 de 28/12/2024 (época das festas de fim de ano, próprias para passar despercebida), medida que já retirou do bolso dos que nada têm em 2025 R$ 76,44 durante o ano de 2025, e agora, em 2026, tirará R$ 209,82, no total. Em 2027, também reduzirá a renda de 60 a 65 milhões de brasileiros carentes em mais de R$ 210,00 por ano. 

Além disso, vemos um governo que se nega efetivamente a priorizar a educação, profissionalizando os gestores e afastando os aliados políticos, contribuindo para a manutenção da péssima qualidade de ensino hoje existente no país, no qual 29% da população adulta são analfabetos funcionais. 

É o mesmo governo que, por má gestão e por não combater fortemente a corrupção, provoca o empobrecimento do povo e agrava sua realidade e qualidade de vida. Basta ver que, em 2002, o Brasil ocupava a 72ª posição no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e hoje amarga a 85ª classificação no ranking mundial. 

Os governos que criam desigualdades severas não gostam dos pobres, mas sim da pobreza porque dessa forma mantêm abertas as fábricas de votos.  São os responsáveis por uma população sem renda digna e sem educação de qualidade, e pelo aumento dos privilégios que só aprofundam o abismo social. 

Essa situação leva à perda da capacidade de escolha e compromete a liberdade econômica, política e de expressão da população, favorecendo a implantação de novas formas de escravização de um povo em pleno século XXI. É o retrato do Brasil das últimas três décadas. 

Por tudo isso, a desmistificação é fundamental para mudar essa triste realidade. Vale lembrar a lição do ex-primeiro-ministro britânico, que teve papel histórico no desfecho da Segunda Guerra Mundial: “Uma nação sem consciência é uma nação sem alma. Uma nação sem alma é uma nação que não pode viver”.



Samuel Hanan - engenheiro com especialização nas áreas de macroeconomia, administração de empresas e finanças, empresário, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros “Brasil, um país à deriva”, “Caminhos para um país sem rumo” e “Amazônia Brasileira, preservar para viver, responsabilidade mundial”. Site: https://samuelhanan.com.br


Agosto Lilás - mês de enfrentamento nacional da violência em face da mulher

A cor é também uma forma de linguagem. Escolheram o lilás, por ser uma cor suave e cheia de delicadeza para representar o “Agosto Lilás” - mês de enfrentamento nacional da violência em face da mulher.

A escolha do lilás é sempre motivo de dúvida. Muitos perguntam, por que a escolha por essa cor? Historicamente, tons de violeta e lilás foram incorporados aos movimentos pelos direitos das mulheres e, com o tempo, tornaram-se símbolos de dignidade, resistência, igualdade e transformação. Lilás mostra que delicadeza não se confunde com fraqueza.

De fato, o “Agosto Lilás” reverbera não só a questão da violência em face da mulher, mas é uma das principais agendas no calendário dos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.

Pontue-se que a transformação da causa individual para uma causa de natureza coletiva tem importância imensa nas democracias. Aliás, o termômetro de uma democracia se mede também pela confiança em suas instituições e o enfrentamento à violência contra a mulher, não pertence a um partido, a uma ideologia ou a um grupo político. É mais que isso. São direitos fundamentais: dignidade humana, liberdade, igualdade e cidadania.

A cor lilás então, passou a funcionar como um verdadeiro código social — é vista, reconhecida e associada à proteção, aos direitos e à denúncia.

Temos um tecido social lilás, costurado com milhares de vozes femininas. São vozes de superação, somadas à muitas outras que trazem luz e esperança para a mulher brasileira.

A cor lilás lembra que a resistência pode ser suave e paciente. Chega de gritos.

Infelizmente, dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgados no primeiro trimestre de 2026 apontam um aumento de 7,5% em relação ao mesmo período de 2025, com 399 vítimas registradas no país entre janeiro e março. É preciso seguir lilás. Porque 399 não é apenas um número. São 399 mulheres que nos deixaram a responsabilidade de não silenciar a de proteger as que estão aqui.

Lilás é transformar em compromisso a liberdade da mulher brasileira, que está sendo retrofitada no calendário. Hoje ela repousa na esperança do lilás, esperança erguida em vitórias consistentes, dentre elas redução das agressões, medidas protetivas deferidas em caráter de urgência e diminuição da impunidade de uma maneira geral.

Vale lembrar, que o mês de agosto também é marcado por avanços na legislação brasileira. Se até 2006, data que marca a sanção da Lei Maria da Penha, nº 11. 340, comemorada no dia 7 de agosto, a questão da violência doméstica era tratada como uma questão privada, a Lei Maria da Penha trouxe à tona e com enorme amplitude a compreensão do que se trata de violação de direitos humanos. Foram muitos avanços e hoje, é a Lei é considerada uma das três legislações mais evoluídas do mundo pela ONU, rompendo o silêncio institucional e cultural que banaliza a violência contra mulher no Brasil.

 

Maria Inês Vasconcelos - advogada.


Emergência médica no exterior pode custar milhares de dólares, mas maioria dos brasileiros viaja sem seguro

Apesar do aumento das viagens internacionais, maioria dos turistas ainda embarca sem proteção; suporte em português pode fazer diferença diante de emergências no exterior

O número de brasileiros viajando para o exterior voltou a crescer, mas a contratação de seguro viagem ainda não acompanha esse movimento. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e da Superintendência de Seguros Privados (Susep) estimam que mais de 28,4 milhões de brasileiros embarcaram para destinos internacionais em 2025, enquanto cerca de 25,3 milhões viajaram sem qualquer tipo de cobertura. 

Além dos transtornos, viajar sem seguro pode representar um risco financeiro significativo. Em alguns destinos, uma simples emergência médica pode custar mais do que toda a viagem. Nos Estados Unidos, por exemplo, uma ida ao pronto-socorro sem seguro pode variar entre US$ 1.500 e US$ 3.500, enquanto casos mais graves podem ultrapassar US$ 20 mil. Nesse cenário, cresce a procura por soluções que ofereçam proteção financeira e suporte durante toda a viagem. 

Embora alguns países exijam o seguro viagem como requisito para entrada, a proteção vai além da obrigatoriedade. Além da cobertura para despesas médicas e hospitalares, o serviço pode auxiliar em situações como extravio de bagagem, cancelamento de voos, perda de documentos e assistência em casos de emergência. 

Um diferencial que ganha relevância, especialmente para quem viaja ao exterior, é o atendimento em português durante 24 horas. Em momentos de estresse, como uma internação, um acidente ou a necessidade de registrar o extravio de documentos, conseguir se comunicar no próprio idioma facilita o acesso à assistência e reduz as dificuldades impostas pela barreira linguística. 

O Seguro Viagem da Ciclic oferece cobertura para despesas médicas, hospitalares e odontológicas decorrentes de doenças ou acidentes durante a viagem, além de opções que incluem remoção médica, repatriação sanitária, atendimento odontológico e proteção para bagagem em casos de atraso, extravio definitivo, roubo ou furto. A contratação é totalmente digital e o atendimento funciona 24 horas por dia, em português, permitindo que o viajante receba orientações independentemente do país em que esteja. 

A cobertura para bagagem também pode minimizar prejuízos frequentes entre viajantes internacionais. Em casos de atraso na entrega das malas, por exemplo, o seguro pode reembolsar despesas com itens essenciais, enquanto situações de perda definitiva, roubo ou furto contam com indenização conforme as condições da apólice.

Com o aumento do valor das despesas médicas no exterior, especialistas apontam que o seguro viagem deixou de ser apenas um item opcional para se tornar um importante mecanismo de proteção financeira e suporte ao viajante durante todo o período fora do país.


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