Calor intenso e tempo seco podem favorecer a desidratação e exigem cuidados para prevenir complicações cardiovasculares e neurológicas
O Distrito Federal enfrenta uma sequência de dias de
calor intenso e baixa umidade do ar, condição que acende um alerta para o aumento
do risco de problemas neurológicos graves, como o Acidente Vascular Cerebral
(AVC). O cenário mais crítico deve ocorrer na sexta-feira (21), quando a
temperatura pode chegar a 34°C e a umidade variar entre 20% e 60%, favorecendo
a desidratação e a alteração da circulação sanguínea.
De acordo com o neurocirurgião Victor Hugo Espíndola, a combinação de calor e
ar seco pode impactar diretamente o sistema vascular. “A baixa umidade favorece
a desidratação, o que torna o sangue mais viscoso e pode aumentar o risco de
formação de coágulos. Em pessoas com fatores de risco, isso pode contribuir
para a ocorrência de um AVC”, explica.
O especialista alerta que o problema não se restringe apenas a idosos ou
pessoas com doenças pré-existentes. “Durante períodos de calor intenso e tempo
seco, qualquer pessoa pode sofrer alterações na pressão arterial e na
circulação. No entanto, quem já tem hipertensão, diabetes, colesterol alto ou
histórico familiar de AVC precisa de atenção ainda maior”, afirma Espíndola.
Entre os sinais de alerta para o AVC, o neurocirurgião destaca a importância de
reconhecimento rápido. “Fraqueza súbita em um lado do corpo, dificuldade para
falar, assimetria facial, perda de visão ou confusão mental são sintomas que
exigem atendimento médico imediato. O tempo de resposta é fundamental para
reduzir sequelas”, ressalta.
O médico também reforça a importância da hidratação constante e da adaptação da
rotina durante períodos de baixa umidade. “Manter uma boa ingestão de líquidos
ao longo do dia ajuda a preservar a circulação adequada e reduz o risco de
complicações. Evitar exposição prolongada ao sol e ambientes muito quentes
também é essencial”, orienta.
Em casos de sintomas suspeitos, a recomendação é buscar atendimento de urgência
o mais rápido possível. “No AVC, cada minuto conta. Quanto mais cedo o paciente
for atendido, maiores são as chances de recuperação e menores são as sequelas”,
conclui o neurocirurgião Victor Hugo Espíndola.

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