Novas descobertas do relatório Norton Insights: Connected Kids revelam que pais e responsáveis estão navegando por um cenário marcado por imagens geradas por IA, falsificação de identidade digital e relacionamentos online, à medida que a infância entra em uma nova era digital.
Os pais e responsáveis brasileiros estão entrando em uma nova era
da parentalidade digital, e isso exige uma nova versão da tradicional
"conversa séria". De acordo com o relatório Norton Insights:
Connected Kids, um novo estudo da Norton, marca da Gen, 89% dos pais e responsáveis por crianças menores de 18
anos no Brasil afirmam se sentir confortáveis para conversar com seus filhos
sobre os riscos do ambiente online, mas 49% não estão confiantes de que seus
filhos consigam distinguir um conteúdo gerado por IA de um conteúdo real. E
embora a maioria (59%) já tenha adotado medidas para reduzir os riscos
relacionados à IA, como restringir o uso de aplicativos, monitorar as
atividades online ou conversar especificamente com seus filhos sobre IA — 85%
ainda temem que a IA seja utilizada para criar imagens ou conversas falsas
envolvendo seus filhos.
"Os pais passaram anos ensinando seus filhos a reconhecer
estranhos na internet, mas a IA muda a natureza do que significa 'perigo' no
ambiente online", afirma Iskander Sanchez-Rola, Diretor Sênior de
IA e Inovação na Norton. "Desde o uso indevido e a alteração de fotos
publicadas ou compartilhadas, até bots de IA que atuam como cibercriminosos ou
se passam por fontes confiáveis, existem riscos completamente novos, e isso
significa que pais e responsáveis precisam atualizar a forma como conversam com
seus filhos sobre segurança online."
O impacto da IA na experiência online das crianças
Os pais e responsáveis sabem que a IA já está impactando a forma
como seus filhos interagem com o mundo e criando novas preocupações. Entre os
pais e responsáveis por crianças menores de 18 anos no Brasil:
·
49% não estão confiantes de que seus filhos consigam distinguir um
conteúdo gerado por IA de um conteúdo real.
· Entre os pais e responsáveis cujos filhos já sofreram cyberbullying, 29% afirmam que o agressor utilizava um perfil falso ou se passava por outra pessoa, e 14% dizem que o agressor era uma conta ou um bot gerado por inteligência artificial.
· 85% temem que a IA possa ser utilizada para criar imagens ou conversas falsas envolvendo seus filhos.
Quando o assunto são imagens, o risco está crescendo. Criminosos
usam cada vez mais fotos geradas por IA ou identidades falsas para conquistar a
confiança dos mais jovens — ou manipulá-los para compartilhar imagens reais —
que depois são usadas em sextorsão financeira.
Os riscos ocultos dos games
Os pais identificam as salas de bate-papo online (20%) como a
plataforma que mais os preocupa, com o Discord em segundo lugar, com 18%. Os
jogos online ocupam a terceira posição, com 15%, à frente do TikTok, com 11%.
Mas os comportamentos que os pais relatam que seus filhos vivenciam dentro dos
ambientes de jogos revelam uma realidade diferente sobre onde os riscos podem
estar se acumulando. Entre os 67% dos pais cujos filhos menores de 18 anos
jogam jogos online com chat:
·
61% dizem que seus filhos conversaram com um estranho por chat de
voz ou por texto.
· 33% dizem que seus filhos receberam mensagens inadequadas ou ofensivas.
· 29% dizem que seus filhos foram incentivados a sair do jogo e continuar a conversa em outra plataforma.
"Os recursos de conversa presentes nos jogos são, muitas
vezes, onde ocorre a real exposição, e tendem a ser menos visíveis para os pais
e responsáveis do que o uso das redes sociais", comenta Sanchez-Rola.
“Quando uma criança deixa uma plataforma de jogos online e migra para um
aplicativo de mensagens privadas porque alguém pediu isso, essa escalada pode
ser difícil de detectar, e as crianças podem não reconhecer isso como algo que
vale a pena mencionar.”
Confiança alta, exposição real
Os dados revelam uma tensão consistente entre a confiança dos pais
e responsáveis, e os comportamentos que as crianças realmente estão
apresentando. 89% dos pais e responsáveis no Brasil dizem se sentir
confortáveis para falar com seus filhos sobre riscos no ambiente online, mas,
ao mesmo tempo:
·
40% relatam que seus filhos usam o dispositivo depois da hora de
dormir ou de um horário determinado.
· 22% relatam que seus filhos acessaram uma plataforma de rede social ou site que eles acreditavam ter bloqueado.
· 13% relatam que seus filhos compartilharam informações privadas ou dados pessoais com um estranho.
· 14% relatam que seus filhos assistem a conteúdo explícito.
A diferença entre o conforto relatado pelos pais e responsáveis e
esses comportamentos não significa que essas conversas não estejam acontecendo,
mas sugere que ter a conversa é apenas parte da equação.
Apresentando “The Bots & The Bees”
A pesquisa aponta para uma mudança mais ampla na parentalidade.
Conversas que antes se concentravam em estranhos, senhas e tempo de tela estão
se expandindo para incluir imagens geradas por IA, falsificação de identidade
digital, relacionamentos online e pensamento crítico em um mundo em que ver já
não significa necessariamente acreditar. Para ajudar as famílias a navegar por
essas conversas, a Norton apresenta “The Bots & The Bees", um novo
recurso educacional que oferece orientação especializada, conselhos práticos e
recursos.
O relatório Norton Insights: Connected Kids completo está
disponível em https://us.norton.com/blog/research/connected-kids-insights-report-2026. O relatório inclui descobertas adicionais sobre
exigências de idade mínima em redes sociais, preocupações específicas por
plataforma e orientações para famílias que estão lidando com riscos
relacionados à IA. O Norton 360 oferece às famílias ferramentas para monitorar a atividade
online, definir limites de tempo de tela, filtrar conteúdo e proteger
informações pessoais em diferentes dispositivos.
Sobre o relatório Norton Insights
O estudo foi realizado online no Brasil entre 29 de maio de 2026 e 12 de junho de 2026, com 1.000 adultos de 18 anos ou mais. Os dados foram ponderados, quando necessário, por idade, gênero e região, para serem nacionalmente representativos. Neste relatório, as menções a "pais" referem-se a pais e responsáveis de crianças menores de 18 anos.
Norton
https://br.norton.com

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