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segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

IA na prática e sem desemprego: como a tecnologia pode trazer mudanças em gestão, marketing e RH

Enquanto o debate sobre Inteligência Artificial (IA) ainda gira em torno da extinção de profissões ou da habilidade de criar “bons prompts”, empresas brasileiras já usam a tecnologia de forma prática e estratégica. IA integrada a sistemas de gestão, ERPs e processos críticos permite decisões mais rápidas, operações mais eficientes e jornadas de clientes hiperpersonalizadas.

“Hoje, fluxos de IA baseados em linguagem natural já são capazes de automatizar tarefas como a integração de folhas de pagamento ou a triagem inteligente de candidatos — processos que antes exigiam equipes inteiras de TI ou RPA”, afirma Flávio Carneiro, Head de IA da Witec. Segundo ele, essa integração combina RPA e inteligência contextual, garantindo rastreabilidade e controle em cada etapa do processo.

Para Sidirley Fabiani, CEO da Gestiona, a IA não substitui o trabalho humano: “Ela assume tarefas repetitivas, burocráticas e de análise de grandes volumes de dados, liberando profissionais para atividades criativas, estratégicas e de relacionamento.”

 

RH mais rápido e ético

A seleção de candidatos, que antes levava semanas, agora pode ser feita em minutos com algoritmos que analisam compatibilidade e recomendam perfis.

“A IA deve ampliar o alcance da análise humana, nunca substituí-la. É preciso auditar todas as fases do recrutamento, avaliando possíveis desvios ou vieses gerados pelos algoritmos”, alerta Flávio Carneiro.

Ferramentas acessíveis, como Microsoft Copilot, permitem pequenas empresas automatizarem folhas de pagamento, cálculo de benefícios e análises preditivas de desempenho, mantendo sempre supervisão humana.

 

Marketing e vendas: personalização em escala

A IA vai além de chatbots. “A personalização é o novo diferencial competitivo”, diz Flávio Carneiro. “Com IA, conseguimos adaptar a jornada e o discurso de cada cliente em tempo real, integrando CRM, comportamento digital e histórico de interações.”

Mas a automação exige estratégia. Rogério Passos, sócio da Link3 Marketing Digital, alerta: “Não basta pedir para a IA gerar um texto ou peça publicitária. Muitas vezes, o que sai é genérico e não comunica os diferenciais da empresa. O diferencial está em como você aplica a IA de forma estratégica.”

Ele reforça a importância de prompts detalhados e cuidado com direitos autorais: “Conteúdos criados sem supervisão podem copiar materiais existentes, expondo a empresa a riscos legais e de reputação.”

 

ERP + IA: o copiloto da gestão

No campo corporativo, a integração de IA e ERPs transforma a gestão. Fábio Rogério, CEO da ALFA Sistemas, explica: “O ERP continua sendo o coração transacional, garantindo integridade de dados, enquanto a IA adiciona inteligência, transformando dados em insights, previsões e automações.”

A combinação permite automatizar conciliações bancárias, fechamento contábil, previsão de demanda, triagem de currículos e segmentação de clientes. No varejo, modelos integrados já reduziram ruptura de estoque em até 30%.

“O ERP deixa de ser apenas transacional e passa a atuar como um copiloto da gestão, oferecendo previsões e recomendações para decisões estratégicas”, afirma Fábio Rogério.

 

Barreiras, riscos e democratização

Desafios existem: qualidade de dados, resistência cultural e segurança da informação. “A ausência de dados confiáveis é o principal inimigo de qualquer projeto de IA”, alerta Flávio Carneiro.

Mitos sobre custos ou autonomia da tecnologia ainda persistem. “A IA já está democratizada, especialmente em ERPs na nuvem. Sua efetividade depende de como líderes utilizam insights e definem limites”, explica Fábio Rogério.

Segundo especialistas, a IA seguirá o mesmo caminho da internet nos anos 1990: inevitável, comum e transformadora. “O verdadeiro valor está em combinar tecnologia, cultura e dados para criar diferenciais que não podem ser copiados”, conclui Carneiro.

 

Incentivos fiscais e inovação

Além da estratégia, IA pode gerar economia tributária. Sidirley Fabiani destaca: “Projetos de IA podem ser enquadrados na Lei do Bem, permitindo dedução de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação.”

Em um exemplo, um projeto de IA para otimização energética gerou economia fiscal de 34% sobre o investimento total. “Formalizar a inovação como projeto de P&D documentado não é apenas obrigação fiscal — é diferencial competitivo”, afirma Fabiani.
 

Propriedade intelectual

Criações de IA dependem de intervenção humana para serem protegidas legalmente. Rosa Maria Sborgia, sócia da Bicudo Marcas e Patentes e especialista em propriedade intelectual, explica: “Sem intervenção humana, produtos e serviços gerados pela IA não têm proteção. Quando há criatividade e técnica humana, é ela quem se torna titular da proteção.”

Empresas precisam analisar cuidadosamente cada criação, garantindo que algoritmos, conteúdos ou produtos tenham participação humana suficiente para garantir direitos autorais ou patentes.
 

Necessidade para sobreviver

A Inteligência Artificial não é mais promessa — é realidade estratégica. Ela transforma operações, marketing, finanças e o papel do trabalho humano. Como resume Fábio Rogério: “Empresas que hoje investem em IA como parceira estratégica estarão à frente na próxima década, enquanto aquelas que ignorarem a tecnologia correm risco de ficar para trás.”

Nos próximos anos, a expectativa é de automação inteligente, jornadas hiperpersonalizadas e gestão baseada em evidências. IA já não é luxo ou diferencial isolado: é parceira essencial de competitividade.

 

Samsung Ocean abre última agenda de atividades gratuitas do ano, com aulas sobre Programação, Digital Health e mais

 Programa de capacitação tecnológica da Samsung oferece aulas nos modelos remoto e presencial, com emissão de certificado para os alunos concluintes; confira a agenda de dezembro

 

O Samsung Ocean, programa de capacitação tecnológica da Samsung, está com as inscrições abertas para as atividades gratuitas do mês de dezembro. A programação oferece aulas e cursos nos formatos remoto e presencial, além de emitir certificado de participação aos alunos concluintes. A iniciativa encerra a programação do ano no dia 18 de dezembro e a retoma em janeiro, possibilitando o aprendizado de qualidade em diversas áreas da tecnologia também no período de férias. Confira abaixo o cronograma completo de atividades.

 

Destaques da agenda do Samsung Ocean em dezembro 

A agenda de dezembro começa no dia 1º, com uma aula da Trilha de Empreendedorismo, sobre os times de alta performance para desenvolvimento de produtos em nível Beta. Já nos dias 2 e 5, os interessados em aprender sobre Android podem se inscrever nas aulas introdutórias sobre o tema. Os Fundamentos de Inteligência Artificial Generativa e Chats Inteligentes é o tema da aula do dia 8 de dezembro. E no dia seguinte, a Trilha de Digital Health oferece uma aula sobre Modelos de Machine Learning para diagnóstico na área da saúde. E quem deseja aprender mais sobre Prototipação no-code de soluções digitais, pode se inscrever nas aulas da Trilha UX, marcadas para os dias 10 e 11. 

No formato presencial em Manaus, a agenda do Samsung Ocean começa com uma aula sobre Integração de Serviços de Backend na Nuvem no dia 5. Já no dia 9, a Trilha de Inteligência Artificial oferece um laboratório de Engenharia de Prompt e, no dia 10, a Trilha Backend realiza uma aula sobre Validação de Dados em Backend. Por fim, os interessados em aprender mais sobre Programação podem participar do curso ‘Aprendendo a programar do zero com Scratch’, marcado para os dias 16, 17 e 18. 

Estamos muito contentes e satisfeitos com o aprendizado oferecido pelo Samsung Ocean neste ano. Foram muitas oportunidades para que os alunos pudessem absorver conhecimento nas mais diversas áreas da tecnologia, levando em conta os assuntos mais relevantes do mercado durante o ano. Em 2026, continuaremos atuando ativamente no aprendizado tecnológico de qualidade para pessoas de todo o Brasil”, afirma Eduardo Conejo, diretor de Inovação na área de Pesquisa e Desenvolvimento da Samsung. 

As atividades do Samsung Ocean são totalmente gratuitas e oferecem certificado de participação. Os interessados podem se inscrever pelo site www.oceanbrasil.com ou pelo aplicativo do Samsung Ocean, disponível para download na Play Store.

 

Confira a grade completa do Samsung Ocean em dezembro:

 

01/12

- Trilha de Fabricação Digital: Manufatura Aditiva

- Trila de Empreendedorismo: Times de alta performance para desenvolvimento de produtos em nível Beta

- Trilha de Fabricação Digital: Eletrônica/Microcontroladores para Fabricação Digital (Parte 1)*

- Trilha de Fabricação Digital: Processos de Fabricação e Introdução ao software de modelagem 3D (Parte 1)*

- Trilha de Metaverso: Criação de Jogos 3D com Unity (Parte 3)*

 

02/12

- Trilha de Fabricação Digital: Manufatura Aditiva

- Trilha Android: Introdução (Parte 1)

- Trilha de Metaverso: Criação de Jogos 3D com Unity (Parte 4)*

 

03/12

- Trilha de IA: Inteligência Artificial – entenda o que é e como está presente no seu dia-a-dia

- Trilha Digital Health: Inteligência Artificial e Ciência de Dados para a área da saúde (Parte 1)*

- Trilha de Fabricação Digital: Eletrônica/Microcontroladores para Fabricação Digital (Parte 2)*

- Trilha de Fabricação Digital: Processos de Fabricação e Introdução ao software de modelagem 3D (Parte 2)*

 

04/12

- Trilha de Desenvolvimento Ágil: DevOps Docker

- Trilha de Frontend: Frontend Web – Introdução (Parte 2)

-Trilha IoT: Fundamentos de Visão Computacional – Conceitos e Implementações com Python/OpenCV

- Trilha IA: Introdução à Visão Computacional com OpenCV

- Trilha UX: Prototipação no-code de soluções digitais (Parte 1)

 

05/12

- Trilha Android: Introdução (Parte 2)

- Trilha Digital Health: Introdução à IA para Digital Health

- Trilha UX: Prototipação no-code de soluções digitais (Parte 2)

- Trilha Backend: Integrando os Serviços de Backend na Nuvem*

- Trilha Digital Health: Inteligência Artificial e Ciência de Dados para a área da saúde (Parte 2)*

- Trilha de Fabricação Digital: Eletrônica/Microcontroladores para Fabricação Digital (Parte 3)*

- Trilha de Fabricação Digital: Processos de Fabricação e Introdução ao software de modelagem 3D (Parte 3)*

 

08/12

- Trilha UX: Tópicos de UX para IA – Experiências Ominicanal

- Trilha de IA: Fundamentos de IA Generativa e Chats Inteligentes

 

09/12

- Trilha Digital Health: Entendendo e implementando modelos de machine learning para diagnóstico na área da saúde

- Trilha UX: Oficina de Usabilidade

- Trilha de Desenvolvimento Ágil: DevOps GIT

- Trilha IA: Laboratório de Engenharia de Prompt*

- Trilha de Fabricação Digital: Manufatura Aditiva (Impressão e Escaneamento 3D) (Parte 1)*

 

10/12

- Trilha UX: Prototipação no-code de soluções digitais (Parte 1)

- Trilha IA: Ciências de Dados: Laboratório com Pandas e Python

- Trilha Backend: Validação de Dados em Backend*

- Trilha Digital Health: Inteligência Artificial e Ciência de Dados para a área da saúde (Parte 3)*

 

11/12

- Trilha UX: Prototipação no-code de soluções digitais (Parte 2)

- Trilha Frontend: Frontend Web - Introdução (Parte 3)

- Trilha IoT: Laboratório de prototipação com Arduino – Sensores

- Trilha IA: Fundamentos de Deep Learning: Conceitos e Implementações em Python (Parte 1)

- Trilha de Desenvolvimento Ágil: DevOps Docker

- Trilha de Fabricação Digital: Manufatura Aditiva (Impressão e Escaneamento 3D) (Parte 1)*

- Demoday Ocean Lab*

 

12/12

- Trilha Assistente de Voz: Assistente Virtual em Ação: Aprofundando-se no Google Assistant

- Trilha IA: Fundamentos de Deep Learning: Conceitos e Implementações em Python (Parte 2)

- Trilha de Fabricação Digital: Manufatura Aditiva (Impressão e Escaneamento 3D) (Parte 1)*

- Trilha Digital Health: Inteligência Artificial e Ciência de Dados para a área da saúde (Parte 4)*

 

15/12

- Trilha Desenvolvimento Ágil: Introdução

- Trilha Metaverso: Criação de Jogos 2D com Unity (Parte 1)

 

16/12

- Trilha de Empreendedorismo: Pitch – Teoria e Prática

- Trilha de Desenvolvimento Ágil: DevOps Jenkins

- Trilha Digital Health: Inteligência Artificial Aplicada na Análise de Imagens Médicas e Diagnóstico por Imagem (Parte 1)*

- Trilha de Programação: aprendendo a programar do zero com Scratch (Parte 1)*

 

17/12

- Trilha Digital Health: Aplicações de Wearables na Área de Saúde

- Trilha Metaverso: Criação de Jogos 2D com Unity (Parte 2)

- Trilha Digital Health: Inteligência Artificial Aplicada na Análise de Imagens Médicas e Diagnóstico por Imagem (Parte 2)*

- Trilha de Programação: aprendendo a programar do zero com Scratch (Parte 2)*

 

18/12

- Trilha IoT: Projetos e Programação com Arduino

- Trilha Metaverso: Criação de Jogos 2D com Unity (Parte 3)

- Trilha Blockchain: Desenvolvimento de dApps e Contratos inteligentes para Blockchain Ethereum*

- Trilha de Desenvolvimento Ágil: Desenvolvimento Ágil: Kanban*

- Trilha de Programação: aprendendo a programar do zero com Scratch (Parte 3)*

 

* Atividades realizadas presencialmente no campus de Manaus.


Samsung Electronics Co. Ltd
Samsung Newsroom em Link


Os desafios éticos na governança corporativa contemporânea

 

Especialista analisa como o Direito tem papel central na construção de políticas de conformidade, sustentabilidade e responsabilidade social nas organizações

 

O avanço das agendas de Compliance e ESG (Environmental, Social and Governance) redefiniu o modo como empresas e instituições públicas encaram suas responsabilidades jurídicas, éticas e socioambientais. Para a especialista em direito empresarial e ESG, Paloma Pitre, compreender esses pilares é essencial para qualquer organização que pretenda atuar com transparência, integridade e competitividade em um cenário regulatório cada vez mais complexo e sujeito ao escrutínio público. 

O conceito de Compliance, que se refere ao dever de conformidade com leis, regulamentos e padrões éticos, tornou-se elemento central da governança corporativa moderna. “Mais do que cumprir regras, exige-se a criação de uma cultura organizacional voltada à integridade, à gestão eficiente de riscos e à prestação de contas à sociedade”, explica a especialista, que é professora da American Global Tech University (AGTU).  

Já o ESG consolida-se como novo paradigma regulatório e normativo global, orientando empresas privadas, entidades públicas e organizações civis a integrar preocupações ambientais, sociais e de governança aos seus processos decisórios. “O desafio jurídico vai muito além do cumprimento formal da legislação, trata-se de estruturar mecanismos auditáveis, rastreáveis e eticamente consistentes, capazes de garantir sustentabilidade, mitigação de impactos socioambientais e reputação institucional sólida perante investidores e reguladores”, complementa. 

Paloma ressalta ainda que a abordagem jurídica de ESG e Compliance envolve uma integração multidisciplinar entre direito empresarial, ambiental, trabalhista e internacional. Isso inclui desde a elaboração de políticas internas e cláusulas contratuais sustentáveis até a avaliação de riscos legais e reputacionais. “O papel do jurista contemporâneo é formar, liderar e fiscalizar práticas que traduzam, na prática, os princípios de governança e sustentabilidade. Essa é uma demanda crescente e irreversível nas organizações do século XXI”, conclui Paloma.


Em pesquisa inédita, o Boticário revela que 86% das pessoas já sofreram bullying familiar

 

Campanha de natal O Boticário

Campanha de Natal, inspirada no tema, é um retrato da realidade de muitas famílias brasileiras e um convite ao público a refletir sobre o poder das palavras. 


Uma pesquisa da consultoria On The Go entrevistou cerca de 2 mil brasileiros em todas as regiões do país e constatou que 86% dos respondentes afirmam ter recebido comentários ofensivos, comparações ou críticas, muitas vezes em forma de observações feitas por irmãos, tios, primos e até pais. O levantamento, encomendado pelo Boticário, apresenta dados alarmantes sobre a realidade do bullying dentro do ambiente familiar. Dentre eles, 50% afirmam que as situações mais frequentes estão relacionadas à aparência – uma realidade cotidiana, muitas vezes tratada como “brincadeira”, mas que deixa marcas. 

Apenas 17% dos entrevistados conversam com frequência sobre esses incômodos, mesmo que a maior parte reconheça que gostaria que o tema fosse discutido de forma mais aberta e cuidadosa. Para além dos números, a pesquisa mostra que esse é um fenômeno silencioso, muitas vezes normalizado, que acontece mesmo em famílias que se consideram afetuosas. 

Ainda assim, 71% dos entrevistados acreditam totalmente que palavras positivas têm o poder de transformar relações. Quando perguntados sobre o que gostariam de ouvir de seus familiares, surgem respostas relacionadas a incentivo, acolhimento, respeito e afeto. O brasileiro sabe que a comunicação dentro de casa pode evoluir e deseja relações mais leves, empáticas e verdadeiras. 

Carolina Carrasco, diretora de Branding e Comunicação do Boticário, reforça o papel da marca em provocar conversas importantes: “Todos os anos trazemos reflexões que façam sentido para as pessoas e para o momento da sociedade. A pesquisa confirmou o que defendemos há anos como marca: o poder do amor. As palavras, dentro das relações familiares, podem marcar profundamente quem amamos, e o afeto tem um papel essencial na construção de vínculos mais positivos. Por isso, escolhemos lançar luz a um tema pouco aprofundado, mas presente na vida de tantos brasileiros, com objetivo de lembrar que palavras deixam marcas, que sejam de amor”. 

Para a On The Go, compreender o fenômeno é essencial para transformar a forma como nos comunicamos dentro do ambiente familiar. “A pesquisa reforça que conversas afetuosas têm um impacto muito significativo no bem-estar e na autoestima. Mesmo em situações do dia a dia, comentários que parecem simples podem ser interpretados de formas diferentes. É por isso que entender esse contexto é tão importante. A boa notícia é que existe abertura para mudança e disposição para construir relações mais positivas”, afirma Ana Cavalcanti, diretora de Insights da On The Go. 

A partir da assinatura da campanha de Natal, “Palavras deixam marcas, que sejam de amor”, o Boticário usa seu maior filme publicitário do ano para convidar o público a refletir sobre a forma de se comunicar com quem se ama e a ressignificar gestos e palavras que constroem, todos os dias, os vínculos mais importantes da vida. 

Mulheres e jovens sentem esses impactos com mais intensidade. Os dados também revelam diferenças importantes entre grupos: 23% das mulheres e 28% dos jovens de 18 a 24 anos relatam maior sensibilidade às situações desconfortáveis dentro da família, especialmente quando envolvem comentários sobre aparência ou comparações com outras pessoas. 

Entre esses públicos, episódios recorrentes têm impacto ainda mais significativo na autoestima: nove em cada dez afirmam que esse tipo de situação afeta a forma como se veem. A pesquisa mostra ainda que, apesar dessas vivências, ambos os grupos demonstram grande abertura para conversas mais acolhedoras e para a construção de relações familiares mais positivas. 

Esse levantamento, conduzido pela On The Go, é uma pesquisa de opinião com fins de mercado e não se caracteriza como estudo científico ou acadêmico. Os dados refletem a percepção dos entrevistados dentro do escopo proposto. Para fins desse material, bullying familiar é definido como comentários ou atitudes recorrentes entre membros da mesma família que provoquem desconforto, constrangimento ou impacto emocional, não devendo ser associado a outras práticas ou classificações acadêmicas.

 

Boticário  

Fontes: 
*Kantar, Worldpanel Division, LinkQ On-line, campo realizado durante o mês de dezembro de 2023. Total no Brasil: 9.079 lares. Marcas de Beleza são produtos, como perfumaria, cuidados com a pele e maquiagem;

**Associação Brasileira de Franchising (ABF). Ranking das 50 maiores redes de franquias do Brasil por número de unidades de 2022.

Site 
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oboticario

 

Geração Alpha espera que flexibilidade e tecnologia revolucionem ambiente de trabalho até 2040, revela estudo do IW

 

>> Pesquisa do International Workplace Group mostra que 86% da Geração Alpha afirma que seus empregos serão radicalmente diferentes dos de seus pais

>> Previsões apontam para o fim dos longos deslocamentos diários, com apenas 29% dizendo que levarão mais de 30 minutos para ir ao trabalho


>> 88% esperam trabalhar regularmente com IA ou robôs, e um terço prevê o fim do e-mail

>> 81% afirmam que o trabalho híbrido estará consolidado como prática padrão

 

Uma nova pesquisa revelou que a Geração Alpha (grupo de pessoas nascidas a partir de 2010) espera que seus empregos sejam radicalmente diferentes dos de seus pais, desde o fim do deslocamento diário e do e-mail até o trabalho recorrente com robôs. 

Produzido pelo International Workplace Group (IWG), líder global em soluções de trabalho híbrido e proprietário das marcas Regus, Spaces e HQ, um novo estudo realizado com jovens de 11 a 17 anos e seus pais, todos residentes no Reino Unido e nos EUA, fez perguntas sobre como eles esperam que o ambiente de trabalho tenha mudado até 2040 – quando a Geração Alpha deverá representar a maioria da força de trabalho. 

O levantamento mostrou que quase nove em cada dez (86%) membros da Geração Alpha esperam que suas vidas profissionais tenham se transformado em relação às de seus pais, tornando a rotina no escritório irreconhecível em relação às práticas dos dias de hoje.


 

Deslocamento diário extinto até 2040 


Uma das mudanças previstas mais marcantes diz respeito ao deslocamento. Menos de um terço (29%) da Geração Alpha espera gastar mais de 30 minutos se deslocando para o trabalho todos os dias — padrão atual para muitos pais —, com a maior parte prevendo ter a flexibilidade para trabalhar em home office ou mais perto de onde mora. 


Três quartos (75%) disseram que reduzir o tempo desperdiçado com deslocamentos seria uma prioridade, permitindo que passem mais tempo com suas próprias famílias, caso se tornem pais no futuro.


 

Robôs e IA se tornarão comuns, e o e-mail será coisa do passado

 

O estudo também explorou previsões tecnológicas importantes, que focam fortemente em inteligência artificial (IA) – constatação que não chega a causar surpresa em 2025. Para 88% da Geração Alpha, o uso de assistentes inteligentes e robôs será parte regular do dia a dia.

 

Outros avanços tecnológicos esperados incluem headsets de realidade virtual para reuniões virtuais em 3D (38%), áreas de jogos (38%), cápsulas de descanso (31%), configurações personalizadas de temperatura e iluminação (28%) e salas de reunião com realidade aumentada (25%).

 

E talvez na previsão mais ousada de todas, um terço (32%) diz que o e-mail estará morto, substituído por novas plataformas e tecnologias que possibilitem uma colaboração mais eficiente.

 


Trabalho híbrido sustentará a nova realidade

 

A pesquisa também constatou que o trabalho híbrido será o modelo padrão. Para 81%, o trabalho flexível será a norma em 2040, com funcionários tendo liberdade para escolher como e onde trabalhar.

 

Apenas 17% da Geração Alpha esperam trabalhar em um escritório principal o tempo todo, sendo que a maioria deve dividir seu tempo entre casa, espaços de trabalho locais e a sede central, garantindo que possam realizar suas tarefas da forma mais eficiente possível. Entre os principais benefícios de se distanciar de um modelo presencial rígido no escritório estão a redução do estresse causado pelo deslocamento (51%), mais tempo com amigos e família (50%), melhora na saúde e bem-estar (43%) e trabalhadores mais produtivos (30%).

 

Espera-se que essa flexibilidade aumente a produtividade de tal modo que faz um terço (33%) da Geração Alpha acreditar que a semana de trabalho de quatro dias será o padrão. Nos EUA, 22% dos trabalhadores afirmam que seu empregador oferece uma semana de quatro dias, segundo o estudo ‘2024 Work in America Survey’, realizado pela The Harris Poll em parceria com a American Psychological Association.

 

“Os dados revelam uma mudança de mentalidade muito clara entre os jovens que, em breve, ocuparão a maior parte da força de trabalho. No Brasil, já observamos uma demanda crescente por modelos flexíveis que aproximem as pessoas de onde vivem e que proporcionem mais qualidade de vida”, diz Tiago Alves, CEO Brasil do IWG. “As empresas que compreenderem essa tendência e estruturarem operações híbridas desde já estarão mais preparadas para atrair talentos da Geração Alpha e para competir em um ambiente profissional cada vez mais tecnológico e descentralizado”, acrescenta.

 

“A próxima geração de trabalhadores deixou claro: flexibilidade sobre onde e como trabalhar não é opcional, é essencial. A geração atual cresceu vendo seus pais desperdiçarem tempo e dinheiro em longos deslocamentos diários, e a tecnologia disponível hoje basicamente tornou isso redundante”, afirma Mark Dixon, fundador e CEO do IWG. “A tecnologia sempre moldou o mundo do trabalho e continuará moldando. Há 30 anos, vimos o impacto transformador da ampla adoção do e-mail e, hoje, o advento da IA e dos robôs está tendo um impacto igualmente profundo — influenciando como e onde a Geração Alpha trabalhará no futuro”, complementa o executivo. 




Pesquisa conduzida para o International Workplace Group plc pela Beano Brain, agência de insights sobre crianças e famílias, com 1.000 jovens de 11 a 17 anos e 1.000 pais de jovens de 11 a 17 anos, no Reino Unido e nos EUA (500 por mercado).

International Workplace Group (IWG)
www.iwgplc.com

 

Qual a importância de investir na cultura organizacional no setor de tecnologia?

Atualmente, o mercado de trabalho, no geral, vem enfrentando a chamada epidemia do desengajamento. Vivemos uma era em que os índices de Burnout seguem crescendo, sendo que o Brasil, de acordo com o levantamento da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), ocupa o segundo lugar no ranking mundial de casos. Diante desse cenário, garantir um ambiente de trabalho saudável e colaboradores motivados é algo de extrema importância, o que pode ser obtido através da cultura organizacional.

Mais do que um simples conceito, investir na cultura promove a legitimidade na relação entre empregado e empregador. Isso porque é criado o senso de pertencimento e a escuta ativa. Na prática, quando o colaborador se sente parte de algo, todos os lados ganham.

Ou seja, a empresa ganha por potencializar sua cultura com um bom entendimento, constrói uma relação verdadeira e imprime sua marca em seus serviços e produtos. O profissional ganha, pois, se empodera no sentido de agir como parte (dono) e, com isso, passa a ser identificado como peça-chave em oportunidades de crescimento. O cliente também se beneficia, porque consegue sentir e perceber na entrega algo diferente e a essência da verdade no relacionamento que mantém com a organização.

Na prática, quando a cultura compreende o incentivo como um “convite” ao experimento, é o momento em que o profissional entende que sua voz terá valor. Esse é um estímulo fundamental que se retroalimenta, gerando novas ideias e resultando em um senso de importância. No entanto, é fundamental deixar claro que errar faz parte desse processo e gera ganhos com as lições aprendidas, as quais devem ser compartilhadas para promover o desenvolvimento de todos e a maturidade.

Em se tratando do setor de tecnologia, essa abordagem é algo amplamente necessário. Afinal, se a área de TI já foi vista durante muito tempo como a responsável por atender chamados, hoje, já não é mais assim. Esse segmento está, todos os dias, diante de novas tendências e tem a árdua missão de traduzi-las e trazê-las para a empresa.

Nesse sentido, a cultura organizacional, ao trazer o propósito de verdade, equidade, valorização da diversidade, convite ao experimento, senso de pertencimento e desejo de contribuição com um bem comum, ajuda a criar uma geração de profissionais de tecnologia com senso de importância e valores que passam a fazer sentido, e que vão além das empresas serem apenas polos geradores de desenvolvimento, riqueza e prosperidade.

É a partir dessa transformação que a organização se torna inovadora e humana, acolhendo e elevando a todos como pessoa, se preocupando com a saúde mental dos seus colaboradores, e resultando em um coletivo de contribuição e colaboração. Dessa forma, passa a prevalecer uma potência organizacional que opera no sentido mais profundo de sua essência: mudar vidas e contribuir com nossa sociedade, tornando-se referência e exemplo para outras empresas, e deixando um verdadeiro legado em sua trajetória.

Em suma, quando a gestão empresarial traz como alicerce uma cultura que prevalece a combinação entre a liberdade e a legitimidade da relação com o outro, a partir da qual as coisas fluem e resultados expressivos são conquistados, mantendo um time engajado e satisfeito com o ambiente de trabalho. 



Viviam Posterli - CEO do Grupo Skill.
Grupo Skill:


Cinco tendências para o setor de telecomunicação

Se antes a briga entre as empresas era pelo preço, hoje a disputa é sobre como se diferenciar. Afinal, vivemos em um mercado cada vez mais competitivo. E, no caso do setor de telecomunicações, que sofre influências tanto internas quanto externas, é necessário ser pragmático.

De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), realizada pelo IBGE, o segmento cresceu 2,4% no acumulado de 12 meses até julho de 2025. Ainda segundo dados divulgados pela Conexis Brasil Digital, as próprias empresas do setor afirmam que os investimentos no primeiro semestre deste ano totalizaram R$ 16,5 bilhões, um aumento de 4,8% em comparação ao mesmo período de 2024.

Os indicadores ajudam a corroborar o momento de expansão do setor de telecom. Entretanto, diante do mercado pulverizado que temos, o desafio das organizações é acelerar os negócios ao mesmo tempo que precisam se diferenciar da concorrência e colocar o cliente no centro.

Quanto a isso, a tecnologia, sem dúvidas, se mostra uma forte aliada. No entanto, mais do que apenas entender sua importância, é crucial utilizá-la em conjunto com estratégias que ajudem a alavancar a gestão. Entre as ações que apoiam essa jornada, estão:

#1 Data Driven & IA: extrair, analisar e explorar. É a partir da junção desses passos que as empresas adquirem insumos para tomar decisões efetivas para o negócio. Ou seja, com o apoio da Inteligência Artificial, torna-se possível criar uma estrutura que permite identificar padrões e tendências, localizar pontos de atenção e estabelecer melhorias com base em informações seguras.

#2 Hipersonalização: complementando o tópico anterior, a organização de dados possibilita entender melhor não apenas as ações internas que devem ser realizadas, mas também as estratégias externas. Por meio de análises que mostram desde o comportamento do público por região até a frequência de atendimento, é possível viabilizar ações de regulação e adaptação dos produtos e/ou serviços conforme as demandas dos clientes, promovendo uma atuação estratégica alinhada às necessidades dos usuários.

#3 Letramento: a tecnologia é feita por e para pessoas. De nada adianta ter informações em tempo real e guiar a estratégia de acordo com as necessidades do cliente se o time não estiver capacitado e treinado para identificar e atender às demandas do público. Dessa forma, é essencial preparar a equipe – desde o atendimento inicial até a solução da demanda.

#4 Envolvimento da área de TI: essa área deixou, há muito tempo, de fazer parte apenas do orçamento de despesas e passou a ser um pilar do negócio. Para aplicar melhorias tanto tecnológicas quanto sistêmicas, é fundamental envolver a vertical não apenas para atender chamados, mas para acompanhar de perto cada etapa do processo, executando um trabalho estratégico.

 #5 OSS e BSS: nomenclatura refere-se a sistemas essenciais na área de telecomunicações que trabalham em conjunto para gerir as operações de uma rede e os serviços ao cliente. Nesse sentido, para que a empresa aprimore seus processos, é crucial adotar soluções especializadas e aderentes às demandas do segmento, a fim de garantir sustentação e escalabilidade para a organização.

Essas tendências listadas têm em comum o fato de reforçarem a importância de o setor deixar de ser apenas “uma empresa de telecomunicação” e investir em valor agregado. Estamos falando de um segmento com altas projeções de crescimento e, para atingir esse resultado, é essencial investir em seu desenvolvimento.

Certamente, quando falamos sobre os benefícios da tecnologia, é comum que os olhos brilhem. Porém, aplicar seu uso sem um direcionamento correto transforma o investimento em custo. Nesse sentido, contar com o apoio de uma consultoria especializada nas demandas do setor e que também possua parcerias com organizações que já colocaram essas ações em prática é, sem dúvidas, o caminho ideal.

Como citado anteriormente, o telco precisa ser pragmático. Ou seja, considerando as diversas mudanças previstas para acontecerem ainda em 2025, como a alteração da NFCOM e, no início de 2026, com o avanço da Reforma Tributária, as ações precisam ser tomadas o quanto antes. Afinal, para sair na frente, é preciso começar a agir desde já. 



Glaucia Vieira - Co-CEO da G2
Eduardo Vale - CIO da Vero
Vero

 

IA acerta 8 em cada 10 contratações, aponta estudo brasileiro com pesquisador do MIT

Pesquisa da DigAÍ mostra, ainda, que humanos podem aprovar candidatos menos preparados; IA capta até ‘nervosismo’ nos participantes

 

 

Em 79,4% dos casos, a inteligência artificial consegue acertar quais são os candidatos mais adequados às vagas anunciadas, segundo um estudo recente conduzido pela DigAÍ em parceria com um pesquisador brasileiro do MIT.

 

O levantamento analisou entrevistas realizadas via WhatsApp e comparou as notas atribuídas pela IA com as decisões finais dos gestores. O resultado foi que, em 8 de cada 10 casos, ela classificou como "acima da média" justamente os candidatos que seriam posteriormente aprovados no processo seletivo.

 

Essa precisão reflete a capacidade da IA de avaliar sinais comportamentais que muitas vezes passam despercebidos pelos recrutadores humanos. Segundo Christian Pedrosa, fundador e CEO da DigAÍ, o objetivo da tecnologia não é “flagrar” o candidato, mas sim traduzir reações que, quando analisadas em conjunto, oferecem uma leitura mais completa e fiel do profissional.

 

“Esse tipo de leitura ajuda os times de RH a identificar profissionais com maior adaptabilidade, consistência e predisposição à colaboração, qualidades centrais, embora difíceis de capturar, nos processos convencionais”, afirma.


 

Como funciona o recrutamento com IA


A metodologia combina inteligência emocional computacional, análise de linguagem e modelos estatísticos que identificam padrões de comportamento. No áudio, por exemplo, são observados sinais vocais quase imperceptíveis, que depois são cruzados com bases treinadas para reconhecer características associadas ao desempenho profissional. 

 

Na prática, esse conjunto de análises permite à DigAÍ avaliar alinhamento cultural, clareza e coerência das respostas, mesmo em situações em que há contraste entre o conteúdo dito e a forma como é dito. Respostas excessivamente decoradas, tom engessado e postura artificial, que sempre foram percebidos por recrutadores experientes, agora se tornam ainda mais evidentes para sistemas de IA.

 

Por outro lado, nas empresas, a tecnologia representa a chance de reduzir vieses, qualificar decisões e entender candidatos de forma mais precisa, indo além da chamada “sensação” durante a entrevista. 

 

“A tecnologia amplia o que conseguimos enxergar. Quando cruzamos o que é dito com os padrões de comportamento, conseguimos compreender a qualidade do raciocínio, além da resposta, e a forma como o candidato sustenta aquilo que afirma. É uma evolução que traz transparência e decisões mais justas”, conclui Pedrosa.


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