>> Pesquisa do International Workplace Group mostra que 86% da Geração Alpha afirma que seus empregos serão radicalmente diferentes dos de seus pais
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Previsões apontam para o fim dos longos
deslocamentos diários, com apenas 29% dizendo que levarão mais de 30 minutos
para ir ao trabalho
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88% esperam trabalhar regularmente com
IA ou robôs, e um terço prevê o fim do e-mail
>> 81% afirmam que o trabalho híbrido estará consolidado como prática
padrão
Uma nova pesquisa revelou que a Geração Alpha (grupo de pessoas nascidas a partir de 2010) espera que seus empregos sejam radicalmente diferentes dos de seus pais, desde o fim do deslocamento diário e do e-mail até o trabalho recorrente com robôs.
Produzido pelo International Workplace Group (IWG), líder global em soluções de trabalho híbrido e proprietário das marcas Regus, Spaces e HQ, um novo estudo realizado com jovens de 11 a 17 anos e seus pais, todos residentes no Reino Unido e nos EUA, fez perguntas sobre como eles esperam que o ambiente de trabalho tenha mudado até 2040 – quando a Geração Alpha deverá representar a maioria da força de trabalho.
O levantamento
mostrou que quase nove em cada dez (86%) membros da Geração Alpha esperam
que suas vidas profissionais tenham se transformado em relação às de seus pais,
tornando a rotina no escritório irreconhecível em relação às práticas dos dias
de hoje.
Deslocamento diário extinto até 2040
Uma das mudanças previstas mais marcantes diz respeito ao deslocamento. Menos de um terço (29%) da Geração Alpha espera gastar mais de 30 minutos se deslocando para o trabalho todos os dias — padrão atual para muitos pais —, com a maior parte prevendo ter a flexibilidade para trabalhar em home office ou mais perto de onde mora.
Três quartos (75%)
disseram que reduzir o tempo desperdiçado com deslocamentos seria uma
prioridade, permitindo que passem mais tempo com suas próprias famílias, caso
se tornem pais no futuro.
Robôs
e IA se tornarão comuns, e o e-mail será coisa do passado
O estudo também
explorou previsões tecnológicas importantes, que focam fortemente em
inteligência artificial (IA) – constatação que não chega a causar surpresa em
2025. Para 88% da Geração Alpha, o uso de assistentes inteligentes e robôs será
parte regular do dia a dia.
Outros avanços
tecnológicos esperados incluem headsets de realidade virtual para reuniões
virtuais em 3D (38%), áreas de jogos (38%), cápsulas de descanso (31%),
configurações personalizadas de temperatura e iluminação (28%) e salas de
reunião com realidade aumentada (25%).
E talvez na
previsão mais ousada de todas, um terço (32%) diz que o e-mail estará morto,
substituído por novas plataformas e tecnologias que possibilitem uma
colaboração mais eficiente.
Trabalho
híbrido sustentará a nova realidade
A pesquisa também
constatou que o trabalho híbrido será o modelo padrão. Para 81%, o trabalho
flexível será a norma em 2040, com funcionários tendo liberdade para escolher
como e onde trabalhar.
Apenas 17% da
Geração Alpha esperam trabalhar em um escritório principal o tempo todo, sendo
que a maioria deve dividir seu tempo entre casa, espaços de trabalho locais e a
sede central, garantindo que possam realizar suas tarefas da forma mais
eficiente possível. Entre os principais benefícios de se distanciar de um
modelo presencial rígido no escritório estão a redução do estresse causado pelo
deslocamento (51%), mais tempo com amigos e família (50%), melhora na saúde e
bem-estar (43%) e trabalhadores mais produtivos (30%).
Espera-se que essa
flexibilidade aumente a produtividade de tal modo que faz um terço (33%) da Geração
Alpha acreditar que a semana de trabalho de quatro dias será o padrão. Nos EUA,
22% dos trabalhadores afirmam que seu empregador oferece uma semana de quatro
dias, segundo o estudo ‘2024 Work in America Survey’, realizado pela The Harris Poll em parceria com a American
Psychological Association.
“Os dados revelam
uma mudança de mentalidade muito clara entre os jovens que, em breve, ocuparão
a maior parte da força de trabalho. No Brasil, já observamos uma demanda crescente
por modelos flexíveis que aproximem as pessoas de onde vivem e que proporcionem
mais qualidade de vida”, diz Tiago Alves, CEO Brasil do IWG. “As
empresas que compreenderem essa tendência e estruturarem operações híbridas
desde já estarão mais preparadas para atrair talentos da Geração Alpha e para
competir em um ambiente profissional cada vez mais tecnológico e
descentralizado”, acrescenta.
“A próxima geração de trabalhadores deixou claro: flexibilidade sobre onde e como trabalhar não é opcional, é essencial. A geração atual cresceu vendo seus pais desperdiçarem tempo e dinheiro em longos deslocamentos diários, e a tecnologia disponível hoje basicamente tornou isso redundante”, afirma Mark Dixon, fundador e CEO do IWG. “A tecnologia sempre moldou o mundo do trabalho e continuará moldando. Há 30 anos, vimos o impacto transformador da ampla adoção do e-mail e, hoje, o advento da IA e dos robôs está tendo um impacto igualmente profundo — influenciando como e onde a Geração Alpha trabalhará no futuro”, complementa o executivo.
Pesquisa conduzida para o International Workplace Group plc pela Beano Brain, agência de insights sobre crianças e famílias, com 1.000 jovens de 11 a 17 anos e 1.000 pais de jovens de 11 a 17 anos, no Reino Unido e nos EUA (500 por mercado).
International Workplace Group (IWG)
www.iwgplc.com

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