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quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Diabetes pode causar danos irreversíveis na visão e levar à cegueira, alerta oftalmologista

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No Dia Mundial do Diabetes, especialista reforça a importância do diagnóstico precoce — mais de 13 milhões de brasileiros vivem com a doença, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes


O Dia Mundial do Diabetes, celebrado em 14 de novembro, reforça a importância de olhar com mais atenção para os impactos da doença na saúde ocular. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), existem atualmente no Brasil mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes, o que representa 6,9% da população nacional. O número crescente de diagnósticos preocupa, já que o diabetes pode comprometer seriamente a visão e levar à cegueira se não houver acompanhamento regular com o oftalmologista.
 

“O excesso de glicose no sangue danifica os vasos da retina, que é o tecido responsável por captar as imagens dentro do olho. Com o tempo, esses vasos podem sofrer extravasamentos ou crescer de forma anormal, comprometendo a visão”, explica o Dr. Lucas Assis Costa, oftalmologista especialista em Retina e Vítreo do Instituto de Olhos de Belo Horizonte (IOBH). Segundo ele, a retinopatia diabética é uma das principais causas de perda visual evitável no mundo entre pessoas com diabetes. 

Além da retinopatia, o diabetes pode causar catarata precoce, glaucoma e alterações na superfície ocular, o que pode agravar ainda mais o quadro visual. “Essas condições podem aparecer isoladamente ou em conjunto, principalmente quando o controle glicêmico não é adequado”, alerta o médico. 

Os primeiros sinais de que algo não vai bem costumam ser visão borrada, manchas no campo visual ou perda súbita da visão. No entanto, o especialista lembra que o perigo está justamente na falta de sintomas. “A retinopatia diabética pode evoluir silenciosamente nas fases iniciais. Por isso, o rastreio regular é essencial para evitar danos permanentes”, reforça. 

De acordo com o Dr. Lucas, o diagnóstico é feito por meio do exame de fundo de olho, conhecido como mapeamento de retina. Quando indicado pelo oftalmologista, pode ser complementado por testes como a tomografia de coerência óptica (OCT) e a angiografia fluoresceínica, que ajudam a identificar o grau de comprometimento e a evolução da patologia. “A avaliação com fundoscopia é fundamental e o primeiro passo para detectar precocemente a retinopatia diabética e definir o melhor tratamento”, explica. 

O tratamento varia conforme o estágio da doença. “Nas fases iniciais, o controle rigoroso da glicemia e dos fatores de risco é a base do cuidado. Quando há progressão, podem ser necessárias injeções intraoculares, tratamento a laser ou até cirurgia vítreo-retiniana, sempre com o objetivo de estabilizar o quadro e preservar a visão”, destaca o oftalmologista. Ele ressalta, porém, que a retinopatia diabética não tem cura definitiva, mas pode ser controlada de forma eficaz quando diagnosticada a tempo. 

A prevenção segue sendo a melhor estratégia. “Controlar a glicemia, a pressão arterial, o colesterol, manter hábitos saudáveis e evitar o tabagismo são medidas extremamente importantes no manejo da retinopatia diabética”, orienta o Dr. Lucas. Ele reforça que as consultas oftalmológicas devem ser anuais, ou com menores intervalos quando há alterações detectadas. 

O controle do diabetes não só protege os olhos como melhora a saúde geral do paciente. “Estudos mostram que o bom controle da glicemia reduz significativamente o risco de desenvolver ou agravar a retinopatia. Pequenas variações são esperadas, mas níveis altos de glicose por longos períodos aceleram o dano aos vasos retinianos”, acrescenta o especialista. 

Alguns pacientes merecem atenção redobrada, como os que convivem com o diabetes há muitos anos, especialmente quando há histórico de descontrole glicêmico, e pacientes que fazem uso de insulina, como os diabéticos tipo 1. Além disso, enfatiza-se maior cautela nos portadores de outras comorbidades como hipertensão e dislipidemia (colesterol alto) e nas gestantes diabéticas. “Esses grupos devem ser acompanhados com ainda mais rigor”, recomenda o médico. 

Para o Dia Mundial do Diabetes, o recado do oftalmologista é direto: “Cuidar da visão faz parte do tratamento do diabetes. A retinopatia diabética é silenciosa, mas totalmente evitável. Consultar o oftalmologista pelo menos uma vez por ano pode fazer a diferença entre preservar a visão e enfrentar uma perda visual permanente. Com prevenção e acompanhamento adequados, é possível manter uma boa qualidade de vida e enxergar bem por muitos anos”, finaliza o Dr. Lucas Assis Costa, oftalmologista especialista em Retina e Vítreo do Instituto de Olhos de Belo Horizonte (IOBH).


Você conhece o médico hebiatra?

 

Saiba por que ele é essencial para os adolescentes

Especialidade médica voltada à saúde do adolescente atua em questões físicas, emocionais e comportamentais, promovendo cuidado integral durante uma das fases mais desafiadoras da vida


Adolescência é sinônimo de mudança: no corpo, nas emoções e no comportamento. É nesse período de intensas transformações que surge a figura do médico hebiatra, especialista dedicado ao cuidado integral de adolescentes, geralmente entre os 10 e 20 anos de idade. Embora ainda pouco conhecida, a hebiatria, especialidade dentro da pediatria, tem ganhado relevância por atuar como um elo entre o pediatra e o clínico geral, acompanhando o jovem em temas que vão além da saúde física, abrangendo também aspectos emocionais e sociais. 

O hebiatra é o profissional mais preparado para entender as necessidades específicas do adolescente. Essa é uma fase marcada por dúvidas, inseguranças e descobertas, e ter um acompanhamento médico direcionado faz toda a diferença no desenvolvimento saudável”, explica a Dra. Sofia Simão Martins Lavorato, médica hebiatra da Clínica-Escola da Faculdade São Leopoldo Mandic, de Campinas.
 

A ponte entre a infância e a vida adulta

Enquanto o pediatra lida majoritariamente nas demandas da infância e o clínico geral atende o adulto, o hebiatra se concentra justamente na transição entre essas duas etapas. Esse médico está atento não apenas ao crescimento e a puberdade, mas também a aspectos como alimentação, autoestima, sexualidade, saúde mental e uso de tecnologias. 

O adolescente, muitas vezes, não se sente mais à vontade com o pediatra, que também pode acompanhá-lo nesta fase, mas ainda não tem maturidade para lidar sozinho com as questões que surgem nessa fase. O hebiatra é esse profissional de confiança, capaz de acolher e orientar com linguagem e escuta adequadas”, complementa a médica.
 

Prevenção e diálogo como foco

O trabalho do hebiatra vai além do tratamento de doenças: ele tem forte foco preventivo e educativo. A consulta costuma envolver conversas sobre temas sensíveis, como álcool, drogas, bullying, sexualidade e uso das redes sociais, sempre com sigilo e respeito à individualidade do jovem.“É um espaço seguro para que o adolescente fale abertamente, sem julgamentos. O hebiatra atua ajudando o jovem e a família a compreenderem melhor esse momento de transição”, destaca a professora.


Importância da família e do acompanhamento contínuo

Os especialistas reforçam que o papel da família é essencial para o sucesso do acompanhamento hebiátrico. O ideal é que os pais incentivem o adolescente a manter consultas regulares e participem, quando apropriado, das orientações médicas.“A saúde do adolescente não se resume à ausência de doenças, mas envolve também equilíbrio físico, emocional e social. O acompanhamento médico adequado pode prevenir problemas futuros, fortalecer a relação familiar e ajudar o paciente a viver uma adolescência mais plena com o desenvolvimento de suas potencialidades”, conclui Dra. Sofia. 



São Leopoldo Mandic
slmandic.edu.br; facebook.com/saoleopoldomandic; instagram.com/saoleopoldomandic/


Aquecimento global causa até 20% da catarata estima OMS

 

Organização Mundial da Saúde estima que até 20% dos casos de catarata são causados pelo excesso de radiação UV. 

 

O aquecimento global não é apenas uma questão ambiental. Os impactos na saúde ocular são cada vez mais evidentes. O último relatório da OMM (Organização Mundial de Meteorologia) revela que os gazes estufa nunca atingiram níveis tão altos como os deste ano. De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor do Instituo Penido se nada for feito para conter o aquecimento podemos ter um expressivo aumento de casos de catarata no País. Isso porque, comenta, a catarata é a opacificação do cristalino, parte do globo ocular que funciona como uma lente biconvexa formada por fibras cristalinas por onde a luz externa passa e é enviada à retina, onde se formam as imagens. 

O oftalmologista que é membro do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) explica que a radiação ultravioleta (UV), agora mais potente devido ao afinamento da camada de ozônio, é um fator de risco bem documentado para a formação da catarata. De fato, a OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que 20% da catarata global é causada pelo excesso de exposição à radiação ultravioleta. A OMS também estima que em 2050 a população mundial com 60 anos ou mais, faixa etária em que surge a catarata, deve dobrar passando de 1 bilhão para 2 bilhões. Maior causa de cegueira reversível, a catarata responde por 51% dos casos de perda da visão no mundo e por 49% no Brasil.

 

Outros fatores de risco

Queiroz Neto ressalta que além da exposição à radiação UV mais forte, o cristalino é sensível ao calor extremo que também desnatura suas fibras, acelera o estresse oxidativo e diminui a circulação de dois  antioxidantes naturais do humor aquoso - a glutationa e vitamina C -que normalmente protegem o cristalino. Outros fatores de risco são:

  1. Tabagismo;
  2. Bebidas alcoólicas;
  3. Diabetes;
  4. Uso de corticoide sem recomendação médica.

 

Como prevenir

“Não tem como evitar a catarata. Acima dos 50 anos todos nós vamos ter de operar”, afirma Queiroz Neto. Entretanto alguns cuidados podem adiar a cirurgia, especialmente agora que estamos vivendo este aquecimento global. “O principal é usar óculos que filtrem 100% a radiação UV. Mas não vá na conversa de qualquer vendedor. Verifique se na haste dos óculos consta a etiqueta UV400 ou 100% UV O mais seguro é só comprar óculos com o selo ABNT NBR ISO 12312-1

 

Sintomas

O oftalmologista afirma que no estágio inicial a doença pode passar despercebida. Conforme a catarata evolui indica que já é hora de operar. Os sintomas são:

  • Troca frequente de óculos;
  • Dificuldade de dirigir a noite;
  • Enxergar as cores desbotadas;
  • Ver halos ao redor da luz.

 

Como é o diagnóstico e a cirurgia

Queiroz Neto afirmar que o diagnóstico é feito durante um exame de rotina. Antes de operar é necessário passar por tomografia da retina e pelo exame de biometria, bem como pelos exames clínicos. A operação é feita em um olho e uma semana depois no outro. O procedimento não requer internação, é realizado com anestesia local e sedação sem necessidade de internação. A lente não pode ser trocada e por isso o principal é conversar com o cirurgião para saber como vai ficar enxergando, ou seja, se vai precisar usar algum óculos ou não. Muitos ficam enxergando melhor do que enxergaram a vida toda e este pode ser o seu caso.

 

Muito além do açúcar: o papel da saúde bucal no controle do diabetes

Estudos mostram que inflamações na gengiva podem dificultar o controle da glicemia, reforçando a importância do cuidado odontológico para quem vive com diabetes

 

 

O diabetes afeta hoje cerca de 537 milhões de adultos no mundo, segundo o Atlas do Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF). Conhecida por impactar o controle do açúcar no sangue, a doença também interfere em outros sistemas do corpo, e um dos mais afetados é a saúde bucal.

De acordo com a cirurgiã-dentista e especialista em Periodontia Dra. Manuela Netto, SDA Trainer da Swiss Dental Academy na EMS Brasil, “os cuidados com a saúde bucal são parte essencial do manejo do diabetes, pois as doenças periodontais e o descontrole glicêmico estão diretamente conectados”.

 

Entre as principais complicações bucais associadas ao diabetes está a periodontite, uma inflamação que compromete os tecidos de suporte dos dentes. Pacientes diabéticos também podem apresentar boca seca, candidíase, dificuldade de cicatrização e até hálito cetônico, sinal de glicemia elevada. O que poucos sabem é que essa é uma via de mão dupla: o diabetes descontrolado aumenta o risco de doenças gengivais, e a inflamação na gengiva dificulta a ação da insulina. “Quando há inflamação na boca, o corpo libera substâncias que interferem na resposta insulínica, o que agrava o controle do açúcar no sangue”, explica a especialista.

 

Estudos reforçam essa conexão. A clássica pesquisa de Löe (1993) identificou a periodontite como a sexta principal complicação do diabetes. Revisões mais recentes mostram que pessoas com a doença têm até três vezes mais risco de desenvolver inflamação gengival e periodontite. A boa notícia é que o tratamento periodontal e o controle glicêmico atuam juntos: pacientes que mantêm a glicose equilibrada apresentam saúde bucal semelhante à de pessoas sem diabetes, e vice-versa.

 

Para a Dra. Manuela Netto, o maior desafio ainda é a falta de consciência sobre essa relação. “As doenças bucais são silenciosas. Muitos pacientes só percebem o problema quando há sangramento ou dor, mas a inflamação já pode estar impactando todo o organismo”, alerta. Ela defende um modelo de atendimento personalizado e acolhedor, que una prevenção e bem-estar. Nesse contexto, tecnologias modernas vêm transformando o cuidado odontológico, como o Protocolo GBT (Guided Biofilm Therapy), um método de limpeza dental menos invasivo, rápido e confortável, baseado em evidências científicas. “Com o GBT, conseguimos realizar uma profilaxia eficaz, removendo o biofilme bacteriano com precisão e sem desconforto. Muitos pacientes relatam que relaxam durante a sessão”, afirma.

 

O acompanhamento odontológico deve fazer parte da rotina de quem tem diabetes. Entre as principais recomendações estão as visitas regulares ao dentista, de preferência em um intervalo curto, podendo ser a cada três ou quatro meses, já que a placa bacteriana se recompõe nesse período. Também é essencial manter o controle rigoroso da glicemia, evitando procedimentos odontológicos quando os níveis estão abaixo de 70 mg/dL ou acima de 300 mg/dL, realizar uma higiene oral completa, hidratar-se com frequência e optar por protocolos modernos de limpeza, que tornam o processo mais confortável e reduzem o estresse.

 

“Cuidar da boca é cuidar do corpo”, resume a Dra. Manuela. “Quando o diabetes está sob controle, as gengivas se mantêm mais saudáveis. E quando a saúde bucal vai bem, o equilíbrio glicêmico também é atingido mais facilmente”.

 

O diálogo entre dentistas, endocrinologistas e pacientes é fundamental para um tratamento mais efetivo. Consultas preventivas e a troca de informações entre os profissionais ajudam a identificar precocemente alterações que podem indicar descontrole glicêmico. “Os dentistas são muitas vezes os primeiros a perceber sinais de diabetes ainda não diagnosticado. Essa integração multiprofissional é essencial para promover qualidade de vida e prevenir complicações”, reforça a especialista.

 

 




 

Dra. Manuela Netto - cirurgiã-dentista formada pela Universidade Veiga de Almeida (UVA), com pós-graduação em Periodontia pelo Instituto de Odontologia da PUC-RJ (IOPUC). Possui mestrado em Ciências dos Materiais pelo Instituto Militar de Engenharia (IME-RJ). Atualmente, atua como SDA Trainer da Swiss Dental Academy na EMS Brasil, onde lidera treinamentos sobre tecnologias inovadoras no campo da odontologia, com ênfase em técnicas modernas, como o Protocolo GBT.

 

EMS - Electro Medical System

Referências Bibliográficas:
 

Stöhr J, Barbaresko J, Neuenschwander M, Schlesinger S. Bidirectional association between periodontal disease and diabetes mellitus: a systematic review and meta-analysis of cohort studies. Sci Rep. 2021 Jul 1;11(1):13686. doi: 10.1038/s41598-021-93062-6.
 

Alves, C. D. A. D., Brandão, M. M. D. A., Andion, J., Menezes, R., & Carvalho, F. (2006). Atendimento odontológico do paciente com diabetes melito: recomendações para a prática clínica.
 

Yamashita, J. M., Moura-Grec, P. G. D., Capelari, M. M., Sales-Peres, A., & Sales-Peres, S. H. D. C. (2013). Manifestações bucais em pacientes portadores de Diabetes Mellitus: uma revisão sistemática. Revista de Odontologia da UNESP, 42, 211-220.
 

Salci, M. A., Silva, D. M. G. V. D., Meirellles, B. H. S., Rêgo, A. D. S., Radovanovic, C. A. T., Carreira, L., & Oliveira, M. L. F. D. (2020). Diabetes mellitus e saúde bucal: a complexa relação desta assistência na atenção primária à saúde.
 

de Almeida Caldeira, G., & Souza, M. T. (2021). Saúde bucal e implicações odontológicas de pacientes portadores da diabetes mellitus: revisão de literatura.

 

 

Busca por cirurgias de contorno corporal cresce com os dias mais quentes

Clima mais quente e avanços em técnicas menos invasivas impulsionam a procura por lipoaspiração, Lipo HD e abdominoplastia 

 

A chegada da primavera marca o início de um movimento de renovação pessoal que se reflete também nos consultórios e centros de estética. Com o aumento das temperaturas e a maior exposição do corpo, cresce a procura por cirurgias de contorno corporal em todo o país. Segundo o cirurgião plástico Christian Ferreira, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e CEO da Lumivie Clinique, essa é uma das épocas mais movimentadas do ano.

“É um período em que o desejo de renovação física se intensifica. Muitos pacientes querem alinhar o autocuidado com o bem-estar e aproveitar a transição de estação para realizar procedimentos que estavam planejando desde o inverno”, explica o especialista, que atua em  São Paulo e Pelotas (RS).

De acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), o Brasil realizou mais de 2 milhões de cirurgias plásticas em 2023. O país ocupa o segundo lugar no ranking mundial, atrás apenas dos Estados Unidos. Entre os procedimentos corporais mais procurados estão lipoaspiração, abdominoplastia e Lipo HD 360, voltados à redefinição da silhueta e ao realce da musculatura abdominal.

O cirurgião explica que o aumento da procura na primavera não é apenas uma questão estética. “O clima mais quente e o início da temporada de férias levam as pessoas a repensarem seus hábitos e a se prepararem para o verão com mais confiança. Mas é importante lembrar que a decisão por uma cirurgia plástica deve estar associada ao planejamento e não à pressa”, reforça.


Planejamento físico e emocional é essencial

Ferreira destaca que o preparo emocional e físico é determinante para o sucesso da cirurgia. “A cirurgia de contorno corporal não é um ponto final, mas o início de um processo que exige hábitos saudáveis e acompanhamento médico. O sucesso depende da adesão ao pós-operatório e da disciplina do paciente”, afirma o especialista.

Antes da operação, o paciente deve manter o peso estabilizado, realizar exames clínicos completos e interromper o tabagismo, que prejudica a cicatrização e aumenta o risco de complicações. No pós-operatório, o cuidado deve ser contínuo, com o uso de cintas compressivas, drenagem linfática e restrição temporária de atividades intensas.

Segundo o médico, a falta de disciplina é um dos principais fatores que comprometem os resultados. “Os melhores resultados vêm de quem entende que a cirurgia é parte de um processo de autocuidado. Manter uma alimentação equilibrada, evitar sedentarismo e seguir as orientações médicas é o que garante resultados duradouros”, observa.


Avanços técnicos e recuperação acelerada

O avanço da medicina estética tem contribuído para tornar os procedimentos mais precisos, seguros e menos invasivos. Entre as principais inovações está a Lipo HD, técnica que redefine o contorno corporal evidenciando a musculatura corporal com naturalidade. Outro destaque é a técnica R24R, voltada para o implante de próteses mamárias, que permite alta médica em até 24 horas e retorno rápido às atividades cotidianas.

Esses métodos reduziram o tempo de internação e melhoraram o conforto do paciente. “Hoje é possível realizar procedimentos com mínima agressão tecidual e um controle rigoroso da dor, o que torna a recuperação mais previsível e tranquila”, explica o cirurgião.

Ferreira ressalta que cada corpo responde de forma diferente, e o acompanhamento médico é o que garante a segurança e a durabilidade dos resultados. “O avanço da medicina estética permite resultados com menos dor e retorno mais rápido à rotina. Mas é fundamental entender que cada organismo tem seu tempo de cicatrização. A pressa é inimiga da boa recuperação”, reforça.


Critérios de segurança e escolha do profissional

Com o aumento da demanda sazonal, o especialista alerta para os riscos de decisões precipitadas e orienta atenção à escolha do profissional. “O paciente deve verificar se o cirurgião é membro da SBCP, atua em ambiente hospitalar regularizado e conta com equipe multidisciplinar. Transparência e ética são indispensáveis”, afirma.

A recomendação é buscar informações sobre o histórico do médico, conferir o registro profissional e discutir com clareza todas as etapas do procedimento. “Promessas de resultados imediatos ou preços muito abaixo da média são sinais de alerta. A cirurgia plástica é uma ciência médica, não um produto de prateleira”, destaca o cirurgião.


Primavera como momento estratégico

A estação, tradicionalmente associada à renovação, é também estratégica para o planejamento de quem deseja realizar cirurgias antes do verão. O clima ameno favorece o controle de edemas, facilita o uso das cintas compressivas e melhora o conforto durante a recuperação. “A primavera é o momento ideal para quem busca resultados consolidados até o início da temporada de calor. O corpo tem tempo suficiente para se recuperar e os resultados aparecem de forma natural e progressiva”, explica o médico.

Além do fator estético, o especialista destaca os benefícios emocionais que acompanham o processo. “Quando o paciente se sente bem com o próprio corpo, isso reflete na autoestima, na postura e até no comportamento social. O impacto é mais amplo do que apenas físico”, conclui.  



Christian Ferreira - médico cirurgião plástico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da Brazilian Association of Plastic Surgeons (BAPS). É especialista em cirurgias de contorno corporal, como Lipo HD 360, mommy makeover e cirurgias mamárias com cicatriz reduzida. Atua como CEO e fundador da Lumivie Clinique, clínica de cirurgia plástica e estética localizada em Pelotas (RS), bem como em Balneário Camboriú e São Paulo. Também lidera a franquia Vascularte, rede voltada a tratamentos de varizes 100% ambulatoriais e sem cirurgia, atualmente com três unidades no Brasil e plano de expansão para novas cidades em 2025. Além da prática médica, é idealizador da mentoria VEL Club, focada em formação de médicos empresários nas áreas de liderança, gestão e estratégias de vendas.
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O elo entre diabetes e estresse: como terapias de relaxamento e nutrição funcional podem transformar o tratamento

Abordagem integrativa que une endocrinologia, nutrição funcional e terapias de relaxamento para equilibrar corpo e mente no controle do diabetes podem ser decisivas



O diabetes mellitus, especialmente o tipo 2, é uma das doenças crônicas mais prevalentes no mundo, afetando mais de 10% da população adulta global¹. No Brasil, estima-se que mais de 13 milhões de pessoas convivam com a condição², um número que tende a crescer devido ao estilo de vida moderno marcado por alimentação inadequada, sedentarismo e altos níveis de estresse.

O que muitos ainda não sabem é que o estresse crônico é um dos fatores mais subestimados no controle da glicemia. Quando o organismo se mantém em estado constante de alerta, libera hormônios como o cortisol e a adrenalina. Essa ativação contínua aumenta a produção de glicose pelo fígado, reduz sua captação pelas células e favorece a resistência à insulina, elevando os níveis de glicose no sangue.

“Hoje já sabemos que o estresse crônico tem um impacto direto sobre o metabolismo da glicose. Ele interfere na sensibilidade à insulina, no sono, no apetite e no comportamento alimentar”, explica a endocrinologista Dra. Gabriela Raimann, médica do Rituaali Clínica & Spa, referência em Medicina do Estilo de Vida no Brasil.


Alimentação como pilar do equilíbrio metabólico

Além do manejo do estresse, a alimentação desempenha papel fundamental no controle do diabetes. “Uma dieta rica em fibras, vegetais e gorduras boas melhora a sensibilidade à insulina e reduz o pico glicêmico após as refeições. No Rituaali, cada refeição é pensada como uma intervenção terapêutica — o alimento é, de fato, parte do tratamento”, explica Ricardo Vargas, nutricionista do Rituaali.

O profissional também reforça que o comer consciente — ou mindful eating — é uma das práticas mais transformadoras para quem convive com o diabetes: “Quando o paciente se reconecta com o ato de se alimentar, ele reduz a ansiedade, melhora a digestão e ganha mais controle sobre suas escolhas.”



Ciência, serenidade e transformação

Estudos da American Diabetes Association mostram que práticas de relaxamento, como a meditação mindfulness, podem reduzir significativamente os níveis de hemoglobina glicada (HbA1c) e contribuir para o controle do diabetes tipo 2³. Além disso, técnicas respiratórias e terapias corporais têm demonstrado benefícios diretos na redução da ansiedade e no aumento da adesão ao tratamento.

Para o Rituaali, essa integração entre ciência e autocuidado representa o futuro da medicina preventiva. “O tratamento do diabetes precisa ir além do controle glicêmico. É sobre reeducar o corpo, prover informação de qualidade, gerenciar o estresse, a fim de devolver ao paciente autonomia e senso de autoeficácia para aderir ao tratamento e fortalecer a própria saúde”, conclui Dra. Gabriela.



Bem-estar e longevidade com propósito

Com programas terapêuticos de 7 a 21 noites, o Rituaali é reconhecido por unir a Medicina do Estilo de Vida à hospitalidade de luxo, oferecendo experiências imersivas de reeducação em saúde, nutrição e equilíbrio emocional, em meio à natureza da Mata Atlântica.

Os programas seguem os princípios da Medicina do Estilo de Vida, abordagem científica que foca na prevenção e reversão de doenças crônicas a partir de seis pilares: alimentação saudável, atividade física regular, manejo do estresse, sono de qualidade, relacionamentos saudáveis e propósito de vida.



Site: Link
Instagram: @orituaali


O perigo invisível: nove a cada 10 brasileiros com pré-diabetes desconhecem a condição

A doença já mata uma pessoa a cada seis segundos no mundo; Brasil está entre os países com maior número de casos
 

O Brasil enfrenta uma escalada silenciosa do diabetes e do pré-diabetes. Segundo o Atlas Global do Diabetes 2025, publicado pela International Diabetes Federation (IDF), o país ocupa hoje o 6º lugar mundial em número de casos, com 16,6 milhões de pessoas vivendo com a doença — um aumento de 5,7% em apenas quatro anos. Somente em 2024, foram 111 mil mortes, número 20 vezes maior que os óbitos por dengue no mesmo período. Globalmente, o diabetes atinge 589 milhões de adultos e mata uma pessoa a cada seis segundos. 

Ainda mais preocupante é a condição que antecede o diabetes tipo 2: o pré-diabetes. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), 30 milhões de brasileiros já se encontram nesse estágio. Contudo, apenas um em cada nove sabe que tem. “O pré-diabetes é uma fase em que a glicose de uma pessoa em jejum já está acima do normal (99 mg/Dl), ou seja, entre 100 e 125 mg/dL, mas ainda não atingiu o nível de diabetes. Como não dá sintomas, ele passa despercebido. A única forma de identificar é realizando exames de sangue regularmente”, explica Fabiano Malard, endocrinologista e professor do curso de Medicina do Centro Universitário UniBH, - integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima.

O grande risco, segundo Malard, está nos fatores que aceleram a progressão para o diabetes tipo 2: excesso de peso e aumento da circunferência abdominal, sedentarismo, histórico familiar da doença, idade acima de 45 anos, pressão alta e colesterol elevado, síndrome dos ovários policísticos e diabetes gestacional em gestações anteriores. 

Ainda de acordo com o endocrinologista, por ser assintomático, o pré-diabetes costuma ser descoberto apenas quando já evoluiu para diabetes e complicações associadas. Há, porém, alguns sinais que podem surgir em pessoas com maior risco, como manchas escuras nas dobras do pescoço e axilas, ganho rápido de peso, sede excessiva e visão embaçada (em casos mais avançados). Pessoas acima dos 35 anos — ou mais jovens com fatores de risco — devem realizar exames de sangue anualmente, pois só eles conseguem detectar a condição”, explica. Existem, segundo Fabiano, três tipos diferentes análises laboratoriais para descobrir o problema: além da glicose em jejum, há ainda a hemoglobina glicada e o teste oral de tolerância à glicose.



Prevenir ainda é o melhor remédio

Mudanças no estilo de vida são a principal forma de interromper a progressão do pré-diabetes, conforme aponta o professor do UniBH. Para isso vale investir em, pelo menos, 150 minutos de exercício aeróbico semanal, alimentação com foco em fibras, grãos integrais, verduras e frutas, redução de açúcares, ultraprocessados e álcool e na perda de pelo menos 5% do peso corporal. “Pequenas mudanças, quando feitas cedo, têm grande impacto. Cuidar da alimentação, se movimentar e fazer acompanhamento médico regular pode evitar uma doença que já é epidêmica no país”, destaca Malard acrescentando que o pré-diabetes não é uma sentença, mas uma oportunidade de prevenir algo mais sério. “Se nada for feito, ele evolui para diabetes tipo 2. Mas quando há acompanhamento médico e mudanças de hábitos, é possível reverter o quadro para, assim, não tratar complicações depois”.


Estudo inédito aborda a relação entre obesidade e tratamento de câncer de mama

Setofotografias
Maior investigação já realizada no contexto de vida real por pesquisadores brasileiros, com a participação da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), lança luz sobre resultados e qualidade de vida de pacientes com IMC acima do normal que tratam a doença 

 

Com a participação de mais de 7 mil pacientes com câncer de mama, um estudo brasileiro avalia os impactos da obesidade na sobrevida de mulheres em tratamento da doença. Trata-se da maior investigação já realizada em contexto de vida real no País, com resultados que podem orientar abordagens, visando qualidade de vida já a partir do diagnóstico. Como contribuição, o estudo lança luz sobre pesquisas anteriores que apresentaram resultados conflitantes quanto às implicações da obesidade em pacientes diagnosticadas com a doença. “Ao contrário do que se acreditava, constatou-se nesta investigação que a obesidade não é um fator que impacta significativamente os desfechos de sobrevida de mulheres com câncer de mama”, revela o mastologista André Mattar, coordenador da pesquisa e tesoureiro-adjunto da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).

O artigo “Estágio, subtipo molecular e sobrevida do câncer de mama em pacientes com obesidade: Um estudo de mundo real” foi publicado pela Chinese Clinical Oncology, revista científica dedicada a investigações na área de oncologia. O estudo conduzido por André Mattar, com a participação de 20 pesquisadores brasileiros, envolveu 7.424 mulheres em tratamento no Hospital da Mulher, em São Paulo (SP), antigo Pérola Byington, entre janeiro de 2011 a junho de 2021.

“A obesidade é fator de risco estabelecido para vários tipos de câncer, nos quais se incluem o de mama, particularmente em mulheres na pós-menopausa”, destaca Mattar. No Brasil, comprovadamente, 3,8% dos casos de câncer estão relacionados ao alto índice de massa corporal (IMC). O número de mulheres é predominante nesta estatística.

O estudo coordenado por Mattar mostra que diversos mecanismos estão envolvidos no efeito tumorigênico da obesidade. “A síndrome metabólica causa hiperinsulinemia, que leva à resistência à insulina, estimula o receptor do fator de crescimento semelhante à insulina e ativa vias de proliferação celular, resultando no crescimento tumoral.”

Entre as pacientes participantes da investigação no Hospital da Mulher, mais de dois terços apresentavam sobrepeso ou obesidade no momento do diagnóstico. Independentemente do IMC, a prevalência de câncer de mama foi notada em mulheres mais velhas, pós-menopáusicas. O estudo também considerou o estadiamento da doença, entre I e III, ou seja, do inicial ao avançado.

Na literatura disponível sobre a relação obesidade e câncer de mama, a pesquisa brasileira se destaca por uma constatação importante. Em pacientes submetidas à terapia neoadjuvante, a obesidade não afetou as taxas de resposta patológica completa, ou seja, ausência de tumores na mama e na axila. “Os resultados sugerem, então, que o IMC, isoladamente, não pode ser considerado um indicador prognóstico suficiente”, afirma Mattar.

Para o mastologista da SBM, os esforços em saúde pública devem prosseguir com ênfase à prevenção e ao controle da obesidade, que desde 1975 triplicou sua incidência, especialmente em países de baixa e média rendas. Atualmente, 13% da população adulta mundial é obesa.

“O estudo que realizamos é uma contribuição que reforça a necessidade de abordagens personalizadas para câncer de mama que considerem entre vários aspectos a biologia do tumor, o estadio no momento do diagnóstico, para orientar tratamentos que melhorem a qualidade de vida das pacientes”, conclui André Mattar.

 

Semaglutida 2,4 mg da Novo Nordisk demonstra benefícios para a saúde hepática que vão além da perda de peso em pacientes com gordura no fígado e inflamação

  • Novas análises do estudo ESSENCE foram destaque no principal congresso de doenças do fígado do mundo (AASLD 2025).
  • Mesmo com pouca perda de peso, semaglutida 2,4 mg demonstrou potencial para reverter a inflamação do fígado e apresentou tendência de melhora nas cicatrizes (fibrose) do órgão¹.
  • Os benefícios na inflamação e nas cicatrizes do fígado em pacientes com a doença foram observados em uma ampla população de pacientes, independentemente de idade, gênero, raça ou etnia².

 

No contexto do Dia Mundial do Diabetes, marcado em 14 de novembro, novas evidências destacam a profunda conexão entre diabetes, obesidade e a saúde do fígado. A gordura no fígado (esteatose hepática) é uma complicação silenciosa e perigosa que afeta mais de 60% dos pacientes com diabetes tipo 210. Dados inéditos apresentados pela Novo Nordisk mostram que a semaglutida 2,4 mg, além de tratar a obesidade, atua diretamente na saúde do fígado, oferecendo uma abordagem mais completa para o cuidado de doenças cardiometabólicas. 

A Novo Nordisk apresentou em 10 de outubro, no 76º encontro anual da Associação Americana para o Estudo de Doenças do Fígado (AASLD), dados que avaliam os efeitos da semaglutida 2,4 mg em pessoas com esteatohepatite associada à disfunção metabólica (MASH) – uma forma grave de gordura no fígado – e com cicatrizes no fígado de estágio moderado a avançado (fibrose). Resultados de uma nova análise do estudo de fase 3 ESSENCE mostraram que a semaglutida 2,4 mg foi associada à resolução da inflamação do fígado (esteatohepatite) em adultos com MASH, mesmo naqueles que apresentaram baixa perda de peso 

“Estes dados sugerem que os efeitos da semaglutida 2,4 mg neste estudo vão além da perda de peso e fornecem insights importantes sobre os efeitos clínicos da semaglutida 2,4 mg em pessoas que vivem com gordura no fígado”, disse o Professor Philip Newsome, MBChB, PhD, coinvestigador principal e diretor do Instituto Roger Williams de Estudos do Fígado, no King’s College Hospital e King’s College London. “Esses dados ampliam nosso entendimento sobre a MASH, que frequentemente é acompanhada por outras condições sistêmicas, incluindo distúrbios cardiometabólicos.” 

Esta análise do estudo ESSENCE avaliou os primeiros 800 pacientes randomizados em 72 semanas. As respostas ao tratamento, medidas por exames histológicos (biópsia) e não invasivos (NITs), foram avaliadas de acordo com faixas específicas de perda de peso (≤2%, ≤5%, ≤7%, >7%).¹ Os exames não invasivos que medem a saúde do fígado melhoraram em todos os grupos que receberam semaglutida 2,4 mg, com o maior efeito observado no exame de alanina aminotransferase (ALT) em pacientes com perda de peso de até 7%. Nesse subgrupo, os pacientes que receberam semaglutida 2,4 mg mostraram uma melhora significativamente maior na ALT em comparação com o placebo.¹,³ 

Para os desfechos de biópsia, a semaglutida 2,4 mg, em comparação com o placebo, foi associada à reversão da inflamação no fígado em diversas faixas de perda de peso, incluindo naqueles com perda de peso baixa (≤2%). Nesse subgrupo, 48,4% dos pacientes que receberam semaglutida 2,4 mg mostraram resolução da inflamação, em comparação com 25,8% dos pacientes que receberam placebo. Os resultados da melhora nas cicatrizes do fígado (fibrose) apresentaram uma tendência a favorecer a semaglutida 2,4 mg em todas as faixas de peso quando comparado ao placebo.³ 

“A MASH, ou gordura no fígado com inflamação, afeta mais de 250 milhões de pessoas em todo o mundo e pode progredir para cicatrizes irreversíveis e insuficiência hepática”, disse Martin Holst Lange, diretor científico e vice-presidente executivo de Pesquisa e Desenvolvimento da Novo Nordisk. “Os resultados de hoje sugerem que, mesmo com pouca perda de peso, as pessoas com MASH tratadas com semaglutida 2,4 mg tiveram melhoras mais significativas nos parâmetros de saúde do fígado do que aquelas que receberam placebo.” 

Uma análise secundária adicional do ESSENCE avaliou os primeiros 800 pacientes por raça, etnia, gênero e idade. Os resultados mostraram eficácia na reversão da inflamação e na melhora das cicatrizes do fígado para todos os subgrupos de gênero, raça e certas etnias. Esses resultados para a semaglutida 2,4 mg foram observados em todas as faixas etárias.² 

A Parte 2 do estudo ESSENCE continuará, com a divulgação dos resultados prevista para 2029.⁴
 

Sobre o estudo ESSENCE

O ESSENCE é um estudo de fase 3 em andamento que avalia o efeito da semaglutida 2,4 mg em adultos com gordura no fígado com inflamação (MASH) e fibrose (cicatrizes) moderada a avançada. É um estudo de duas partes no qual 1.200 participantes foram randomizados para receber semaglutida 2,4 mg ou placebo, por 240 semanas.⁵ 

Na parte 1, o objetivo foi demonstrar a melhora na histologia do fígado (análise por biópsia) em 72 semanas. Na parte 2, em andamento, o objetivo é demonstrar que o tratamento reduz o risco de eventos clínicos graves relacionados ao fígado em 240 semanas, como evolução para cirrose e necessidade de transplante.⁶
 

Sobre a esteatohepatite associada à disfunção metabólica (MASH), uma forma grave de gordura no fígado

A MASH é uma doença metabólica grave e progressiva que afeta o fígado e pode ser fatal.⁷ Mais de 250 milhões de pessoas vivem com gordura no fígado com inflamação (MASH),⁸ e o número de indivíduos em estágios avançados da doença deve aumentar mais de 160% até 2030.⁹ Mais de um terço das pessoas com sobrepeso ou obesidade também têm MASH.¹⁰ 

A MASH é uma doença silenciosa, com poucos sintomas nos estágios iniciais,⁷ o que leva a um diagnóstico tardio em quase 90% dos casos.¹⁵ Uma vez que a gordura no fígado com inflamação progride, há risco aumentado de cirrose, câncer de fígado e necessidade de transplante.¹⁶

 

Sobre a semaglutida 2,4 mg na esteatohepatite associada à disfunção metabólica (MASH) 

A semaglutida 2,4 mg é um agonista do receptor de GLP-1 que recebeu aprovação acelerada da FDA para tratar adultos com gordura no fígado com inflamação (MASH) e fibrose moderada a avançada, em conjunto com dieta e exercícios.¹⁷ Essa aprovação baseia-se na melhora da MASH e da fibrose (cicatrizes no fígado).¹⁷ 

É importante notar que a injeção de semaglutida 2,4 mg pode apresentar efeitos colaterais como náusea, diarreia, vômito, constipação, dor de estômago, dor de cabeça, cansaço, tontura, inchaço, entre outros, além de ter contraindicação para possíveis tumores da tireoide, incluindo câncer. ¹⁷ 

 

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Referências:

  1. Sanyal AJ, Newsome PN, Kliers I, et al. Phase 3 trial of semaglutide in metabolic dysfunction-associated steatohepatitis. Newsome PN, Armstrong MJ, Bakulin I, et al. Weight-dependent and independent effects of semaglutide in participants with MASH: secondary analysis of the phase 3 ESSENCE trial. Presented at the American Association for the Study of Liver Diseases (AASLD) 2025 annual meeting. 10 November 2025, Washington, DC, US.
  2. Rinella ME, Abdelmalek MF, Bugianesi E, et al. Efficacy response in subgroups of participants in ESSENCE demonstrate that semaglutide is effective in improving liver fibrosis across a diverse population. [Abstract details]. American Association for the Study of Liver Diseases (AASLD) 2025 annual meeting. 10 November 2025, Washington, DC, US.
  3. Newsome PN, Armstrong MJ, Bakulin I, et al. Weight-dependent and independent effects of semaglutide in participants with mash: secondary analysis of the phase 3 essence trial. [Abstract details]. American Association for the Study of Liver Diseases (AASLD) 2025 annual meeting. 7-11 November 2025, Washington, DC, US.
  4. ClinicalTrials.gov. Research study on whether semaglutide works in people with non-alcoholic steatohepatitis (NASH). https://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT04822181. Accessed November 6, 2025.
  5. Sanyal AJ, Newsome PN, Kliers I, et al. Phase 3 trial of semaglutide in metabolic dysfunction-associated steatohepatitis. New Eng J Med. 2025;392(21): 2089-2099.
  6. Newsome PN, Sanyal AJ, Engebretsen KA, et al. Semaglutide 2.4 mg in participants with metabolic dysfunction-associated steatohepatitis: baseline characteristics and design of the phase 3 ESSENCE trial. Aliment Pharmacol Ther. 2024;60(11-12):1525-1533.
  7. Allen AM, Charlton M, Cusi K, et al. Guideline-based management of metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease in the primary care setting. Postgrad Med. 2024;136(3):229-245.
  8. Younossi ZM, Golabi P, Paik JM, Henry A, Van Dongen C, Henry L. The global epidemiology of nonalcoholic fatty liver disease (NAFLD) and nonalcoholic steatohepatitis (NASH): a systematic review. Hepatology. 2023;77(4):1335-1347.
  9. Estes C, Razavi H, Loomba R, Younossi Z, Sanyal AJ. Modeling the epidemic of nonalcoholic fatty liver disease demonstrates an exponential increase in burden of disease. Hepatology. 2018; 67(1):123-133.
  10. Quek J, Chan KE, Wong ZY, et al. Global prevalence of non-alcoholic fatty liver disease and non-alcoholic steatohepatitis in the overweight and obese population: a systematic review and meta-analysis. Lancet Gastroenterol Hepatol. 2023;8(1):20-30.
  11. Miao L, Targher G, Byrne CD, Cao Y-Y, Zheng M-H. Current status and future trends of the global burden of MASLD. Trends Endocrinol Metab. 2024;35:697-707.
  12. Muthiah MD, Cheng Han N, Sanyal AJ. A clinical overview of non-alcoholic fatty liver disease: a guide to diagnosis, the clinical features, and complications—What the non-specialist needs to know. Diabetes Obes Metab. 2022;24 (Suppl 2:3-14).
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  17. Wegovy® [package insert]. Plainsboro, NJ: Novo Nordisk Inc.

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