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quinta-feira, 10 de abril de 2025

Dia do Beijo: saiba como evitar a transmissão de doenças bucais

Doenças como mononucleose, herpes labial, candidíase oral e HPV, podem ser transmitidas pelo beijo

 

Comemorado em 13 de abril, o Dia do Beijo, remete o carinho e conexão entre as pessoas. Mas, além da ternura, o ato exige atenção quando o assunto é a saúde bucal. Poucos se lembram, mas a boca é um ambiente propício para a proliferação de bactérias e vírus, e o beijo pode ser um transmissor de diversas doenças, como explica o DRº Alexandre Ravani, dentista e CEO da PróRir, rede de clínicas odontológicas. “A mononucleose, também conhecida como ‘doença do beijo’, é causada pelo vírus Epstein-Barr, ela pode ser assintomática e confundida com doenças respiratórias. Outras comuns são a herpes labial, a candidíase oral, o HPV, além da transmissão de gripes e resfriados”, diz o especialista.

Por isso, deve-se evitar esse contato com pessoas desconhecidas ou que estejam com sintomas como febre, dor no corpo ou feridas na boca. “Algumas dessas doenças não têm tratamento e tendem a passar sem interferência médica. Portanto, os medicamentos usados geralmente são apenas para aliviar os sintomas”, afirma o Drº Ravani.

Por isso, o melhor remédio é sempre a prevenção, conforme as orientações do dentista: 

  • Mantenha uma boa higiene bucal, escovando os dentes pelo menos três vezes ao dia e usando o fio dental;
  • Lave as mãos com frequência;
  • Evite compartilhar copos e talheres;
  • Mantenha os ambientes bem ventilados;
  • Vacine-se contra a gripe;
  • Tenha uma alimentação equilibrada;
  • Realize exames de rotina.

O profissional ressalta a importância de visitar o dentista regularmente. “Ao menos uma vez por ano ou sempre que sentir algum desconforto. Se sua saúde bucal está em dia, então escolha um bom parceiro, beije muito e seja feliz”, finaliza o CEO da PróRir.

 

Para tornar visível o invisível precisamos compartilhar os 10 sinais de alerta dos Erros Inatos da Imunidade

·         Apenas SP, MG e DF contam com a triagem neonatal ampliada 

·          Diarreia crônica de início precoce e quadros alérgicos graves estão entre os sinais de alerta  

·         Semana Mundial dos EII – de 22 a 29 de abril 

 

“Tornar visível o invisível” – esse é o tema da Semana Mundial dos Erros Inatos da Imunidade (EII) 2025, que visa apresentar histórias reais construídas a partir de doenças desconhecidas. Cerca de 560 doenças fazem parte do grupo dos EII, e elas continuam aumentando.  

 

Por serem pouco conhecidas até mesmo pela classe médica, estima-se que de 70% a 90% dos pacientes com EII ainda não foram diagnosticados. Os Erros Inatos da Imunidade são defeitos genéticos em algum setor do sistema imunológico, que predispõem a uma maior chance de desenvolver infecções comuns de forma recorrente.  

 

Para facilitar a suspeita de um diagnóstico, foi criada uma lista com os 10 sinais de alerta, recentemente modificada pelo Departamento Científico de Erros Inatos da Imunidade da ASBAI. 

 

Atenção aos 10 Sinais de Alerta Atualizados 


1- História familiar de erro inato da imunidade ou consanguinidade;  

2- Infecções com frequência aumentada para a faixa etária e/ou de curso prolongado ou não esperado e/ ou por microrganismos não usuais ou oportunistas; 

3 - Diarreia crônica de início precoce; 

4 - Quadros alérgicos graves; 

5- Eventos adversos não usuais a vacinas atenuadas (BCG, febre amarela, rotavírus, tetra viral);  

6 -Características sindrômicas; 

7- Déficit do crescimento; 

8- Febre recorrente ou persistente, sem identificação de agente infeccioso ou malignidade;  

9- Manifestações precoces e/ou combinadas de autoimunidade, em especial citopenias ou endocrinopatias;  

10- Malignidades precoces, incomuns e/ou recorrentes.  

 

“Enfrentamos vários problemas, e um deles é a indisponibilidade de exames genéticos no Sistema Único de Saúde (SUS). Na saúde suplementar (planos de saúde), esbarramos em uma questão burocrática, já que o imunologista, especialista que cuida dessas doenças raras, não pode solicitar muitos desses exames genéticos”, explica a Dra. Ekaterini Goudouris, Coordenadora do Departamento Científico de Erros Inatos da Imunidade da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (EII).  

Outro ponto que preocupa os imunologistas é a demora para implementar a Triagem Neonatal Ampliada, com a inclusão do teste para detectar a imunodeficiência combinada grave (SCID). “Em 2021, uma lei ampliou o Programa Nacional de Triagem Neonatal, abrangendo muitas doenças. A contagem dos TRECs, que permite identificar precocemente a SCID, faz parte da etapa 4 do processo de ampliação, cujo prazo é 2026. Atualmente, no entanto, apenas São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal contam com essa triagem e não estamos vendo um movimento nesse sentido em outros estados brasileiros”, alerta Dra. Ekaterini Goudouris. A imunodeficiência combinada grave necessita de diagnóstico precoce, caso contrário, o paciente vai a óbito nos primeiros anos de vida. 



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Parceria que salva vidas: o papel dos obstetras e infectologistas na vacinação

Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) divulgado no ano passado, revelou que o Brasil saiu do ranking dos 20 países com mais crianças não imunizadas do mundo, em que chegou a ocupar o 7º lugar em 2021. Esses dados indicam que estamos no caminho certo para transformar a vacinação no país,  evidenciando não apenas o fortalecimento das campanhas preventivas, mas também o crescente empenho da população em garantir a proteção vacinal, tanto para si quanto para seus filhos.

Sem dúvida, a vacina é responsável pela redução significativa de doenças e óbitos ao longo das décadas, sendo essencial em todas as fases da vida, especialmente na infância e na terceira idade. E, para garantir uma proteção eficaz, é fundamental que os pais mantenham a caderneta de vacinação de seus filhos atualizada, com as doses de reforço recomendadas até os nove anos de idade. Entre as vacinas necessárias nesse período estão BCG, rota vírus, meningite, influenza, febre amarela, tríplice viral, hepatite, dTpa, Beyfortus e HPV. 


Cuidado que começa no feto

Contudo, a imunização começa ainda na gestação, quando a proteção da vacina na mãe é transmitida ao bebê. Nesse período, a vacinação é essencial para garantir a segurança tanto da gestante quanto do recém-nascido. O obstetra, especialista que acompanha a gravidez, parto e pós-parto, tem um papel essencial para manter a imunização da gestante em dia. 

Durante a gravidez, a mulher fica mais vulnerável a doenças infecciosas que podem representar riscos graves, como a coqueluche e a gripe. E o obstetra é quem vai checar o histórico vacinal da gestante, informando as vacinas necessárias, como HPV, dTpa e VSR. Assim, esse profissional não apenas contribui para a saúde da mulher, mas também ajuda a prevenir complicações para o recém-nascido, promovendo mais segurança nos primeiros dias de vida.


O nascimento de uma vacina

As vacinas são a forma mais eficaz no combate à doenças infecciosas. O processo para criá-las não é fácil, custa milhões de reais e pode durar anos até o cumprimento de todas as etapas. Ao todo, seu desenvolvimento é dividido em quatro fases: a pré-clínica, realizada em laboratório por meio de cobaias para avaliar a segurança e eficácia, seguida do teste 1 feito com um grupo pessoas para verificar segurança e dosagem; já a fase 2 é realizada com um grupo maior para avaliar a resposta imune e efeitos colaterais e, por fim, a fase 3 é um teste em grande escala com milhares de pessoas para confirmar eficácia e monitorar efeitos adversos raros. 

Por fim, no último estágio deste percurso, os infectologistas desempenham um papel fundamental ajudando a identificar doenças prioritárias e os alvos imunológicos. Funciona da seguinte forma: durante os ensaios clínicos, esse profissional ajuda a avaliar a segurança e eficácia das vacinas, e monitora a resposta imunológica. E somente após a aprovação, o profissional infectologista orienta sobre a aplicação dos imunizantes e possíveis efeitos adversos. Costumo dizer que esses profissionais transformam a ciência em proteção. 

 

Dr. Fábio Argenta - sócio-fundador e diretor médico da Saúde Livre Vacinas, rede de clínicas focada em vacinas que oferece o que há de mais moderno nos cuidados com a prevenção. O profissional possui graduação em Medicina pela Universidade de Passo Fundo (1999). Tem experiência na área médica, sendo especialista em Clínica Médica, Medicina de Urgência, Cardiologia e Hipertensão Arterial. Speaker de Cardiologia pelas empresas: Bayer, Berhringer, Libbs, Lilly, Novartis e Torrent. É membro do Comitê de Comunicação da Sociedade Brasileira de Cardiologia e Membro Titular da Comissão Eleitoral e de Ética Profissional da Sociedade Brasileira de Cardiologia (CELEP). Além disso, é Diretor Técnico e Sócio-Proprietário da Mediodonto, Clínica Médica e Odontológica, desde 2003 (ano de fundação).

 

Gripe ou resfriado: como saber diferenciá-los?

Otorrinolaringologista do Hospital Paulista explica como distinguir essas duas infecções virais tão comuns no outono e inverno e, principalmente, como tratá-las da melhor forma

 

Com a proximidade das estações mais frias do ano, a incidência de doenças respiratórias aumenta, trazendo à tona uma dúvida muito comum entre as pessoas: como diferenciar a gripe do resfriado? Embora essas duas condições sejam decorrentes de infecções virais, as causas, sintomas e tratamentos podem variar significativamente, conforme explica o Dr. Marcelo Barretto, médico otorrinolaringologista do Hospital Paulista – referência nacional em saúde de ouvido, nariz e garganta. 

“A gripe é provocada pelo vírus Influenza e tende a ter um início súbito, com um quadro mais intenso. Os sintomas incluem febre alta, dor no corpo, dor de cabeça e uma prostração significativa. Já o resfriado, ele pode ser causado por diversos vírus, como o rinovírus ou coronavírus sazonais, e apresenta sintomas mais brandos, como congestão nasal, coriza, espirros e dor de garganta", resume o especialista.


Principal diferencial

Com relação à gripe, em específico, o médico destaca que um dos sinais mais característicos é a febre, que pode ultrapassar os 39°C. “No resfriado, se a febre ocorrer, geralmente ela é baixa e passageira", compara. 

Na maioria dos casos, segundo ele, essa diferenciação pode ser feita clinicamente. Ou seja, pelo próprio médico, a partir dos sintomas descritos pelos pacientes e exames físicos complementares, feitos no próprio consultório. Entretanto, nos casos de idosos, gestantes ou pessoas com doenças crônicas, alguns exames extras podem ser necessários para confirmar a infecção viral e orientar o tratamento.

“Por serem considerados grupos de risco, esses pacientes têm maior risco de complicações devido à diminuição da capacidade do sistema imunológico ou à sobrecarga do organismo. Uma infecção viral simples, por exemplo, pode evoluir para condições mais graves, como pneumonia viral ou síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Por isso, é importante identificar o tipo exato de vírus para definir o tratamento mais assertivo.”


Riscos de contágio

Para reduzir os riscos de contágio, especialmente em crianças e idosos, o Dr. Marcelo recomenda medidas simples, mas eficazes: “lavar as mãos com frequência, evitar locais fechados e aglomerações, manter os ambientes ventilados e seguir a vacinação anual contra a gripe são fundamentais. Para os pequenos e os mais velhos, o cuidado deve ser sempre redobrado”, enfatiza.


Tratamentos distintos

Já com relação aos tratamentos, ele explica que a abordagem é diferente para cada condição. “A gripe, em alguns casos, pode ser tratada com antivirais, como o Oseltamivir (popularmente conhecido por Tamiflu), especialmente em pacientes com fatores de risco – e se diagnosticada precocemente. Já o resfriado é tratado com medidas de suporte, como hidratação e repouso principalmente”. 

A boa notícia, contudo, é que, seja gripe, seja resfriado, ambos os quadros são autolimitados, geralmente durando de 7 a 10 dias – embora, conforme já destacado acima, possam evoluir para complicações, como rinossinusite, otite média ou até pneumonia. Por isso, nunca devemos subestimá-las! “Se o quadro se intensificar ou persistir além do esperado, é recomendável procurar avaliação médica”, alerta o Dr. Marcelo.

Por fim, a automedicação é outro ponto de atenção que o médico destaca. “O uso indiscriminado de descongestionantes, xaropes e outros medicamentos vendidos sem prescrição pode ser prejudicial. Descongestionantes tópicos, por exemplo, podem causar efeitos adversos significativos e seu uso prolongado está relacionado a riscos de arritmia e hipertensão. Daí a importância de sempre buscar orientação profissional antes de iniciar qualquer tratamento”, conclui o médico.

 

Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

Abril marrom: tratamento contra o câncer afeta a visão?


Conheça o novo serviço oftalmológico do COC

Quimioterapia ou radioterapia podem impactar a saúde ocular e precisam de acompanhamento oftalmológico adequado


Abril marrom é a campanha de conscientização sobre a saúde ocular. Na área da oncologia, é sabido que alguns dos tratamentos contra o câncer podem afetar a visão de diversas maneiras. Neuropatias, olhos secos e inflamações estão os possíveis efeitos colaterais verificados em pacientes submetidos a certos tipos de quimioterapias ou radioterapias, por exemplo. O Centro de Oncologia Campinas, em continuidade ao programa de expansão da rede multidisciplinar de atendimento, traz, a partir de amanhã (dia 10 de abril), um novo serviço integrado, o de oftalmologia clínica e oncológica.

No mês que destaca os cuidados com os olhos, o COC passa a oferecer a seus pacientes, em parceria com o Instituto de Oftalmologia Cangussu (IOC), desde exames periódicos até avaliações complexas e preventivas, além de cirurgias e assistência em geral. O Serviço de Oftalmologia Clínica e Oncológica se soma aos outros já existentes de endoscopia digestiva, nutrição, psicologia, exames laboratoriais, educação física, odonto-oncologia, radioterapia, quimioterapia e oncologia clínica para fortalecer o atendimento multidisciplinar do centro.

“O novo serviço tem como propostas prevenir e cuidar dos efeitos colaterais dos tratamentos oncológicos, mas também realizar o acompanhamento oftalmológico convencional e ainda diagnosticar tumores oculares. O COC continuamente busca por profissionais e especialidades que contribuam para a detecção precoce e o tratamento do câncer e que também tratem da saúde geral das pessoas”, enfatiza o oncologista Fernando Medina, sócio do Centro de Oncologia Campinas.

“Nossa intenção é abrir outros caminhos, como, por exemplo, a ginecologia oncológica, criando um serviço capaz de atender a todas as necessidades para detecção de doenças ginecológicas. O DNA do Centro de Oncologia é de prevenção de doença”, acrescenta.

O diretor executivo do COC, Jair Rotoli Júnior, salienta que o COC se empenha na ampliação do escopo de especialidades a fim de colaborar de todas as maneiras possíveis com seus pacientes. “Ao ampliarmos nossa equipe multidisciplinar, permitimos que nossos pacientes possam realizar todos os tratamentos e procedimentos que necessitam em um mesmo lugar, com equipes altamente qualificadas e preparadas, que conversam entre si e realizam um atendimento humanizado”, detalha.

O oftalmologista Franklin Cangussu é responsável pelo novo serviço oftalmológico do COC. O IOC, que possui unidades na capital paulista e em outras cidades do interior do estado, está preparado para realizador procedimentos rotineiros para pacientes em geral e diagnosticar e prevenir intercorrências dos tratamentos oncológicos ligadas à visão.

“Os tratamentos contra o câncer, como quimioterapia, radioterapia e terapia-alvo, podem afetar os olhos de diversas maneiras, dependendo do tipo de medicação e do tempo de exposição. Os efeitos colaterais podem ser temporários ou permanentes e variam de leves a graves”, explica o médico.


 Como os tratamentos podem afetar os olhos?

Franklin Cangussu lista algumas das principais intercorrências oftalmológicas dos tratamentos oncológicos.

“Medicamentos quimioterápicos podem reduzir a produção lacrimal, causando irritação, sensação de areia nos olhos e visão embaçada; podem ocorrer uveítes (inflamação na úvea), conjuntivites químicas e episclerites”, exemplifica.

Segundo ele, alguns tipos de quimioterapia e o uso prolongado de corticoides em alguns casos são capazes de acelerar o desenvolvimento da catarata. “A toxicidade de certos quimioterápicos pode afetar o nervo óptico, levando à perda de visão parcial ou total; é possível também alterações nos vasos sanguíneos da retina, semelhante à retinopatia diabética, e ceratopatia tóxica, que leva à erosão da córnea e dor ocular”.

O monitoramento oftalmológico, completa, é essencial para minimizar os riscos e combater os efeitos. “Exames periódicos detectam precocemente qualquer alteração ocular e em ocorrência de efeitos colaterais graves, há soluções como ajuste ou troca da medicação”.

O acompanhamento oftalmológico também destaca orientações importantes para a melhora da rotina do paciente oncológico, como a indicação de uso de óculos com filtro UV, que protegem contra a fotossensibilidade causada por certos tratamentos, e a necessidade de rigor na higiene ocular, para evitar infecções, especialmente se o paciente estiver imunossuprimido.

Embora não exista um protocolo universal para conduta oftalmológico, há diretrizes que auxiliam no acompanhamento oftalmológico de pacientes oncológicos, reforça o médico. A indicação é para realização de avaliação oftalmológica antes do início do tratamento oncológico (especialmente se houver histórico prévio de doenças oculares). O paciente também deve ser encaminhado ao oftalmologista ao primeiro sinal de problema visual.

Exames oftalmológicos regulares durante o tratamento, especialmente se houver sintomas visuais, ajudam a diagnosticar efeitos colaterais antes que se agravem. Ainda deve ser realizado um monitoramento específico para pacientes que fazem uso de medicamentos de alto risco para os olhos, como.

• Tamoxifeno (câncer de mama): Avaliação da retina e mácula regularmente.

• Inibidores da tirosina quinase (câncer hematológico): Monitoramento de neuropatia óptica e oclusões vasculares.

• Radioterapia na região da cabeça e pescoço: Acompanhamento para prevenir e tratar ceratopatia por exposição.

“Os tratamentos oncológicos podem impactar a saúde ocular de várias formas, mas o acompanhamento oftalmológico adequado ajuda a minimizar esses efeitos. A colaboração entre oncologistas e oftalmologistas é fundamental para garantir um tratamento seguro e preservar a visão dos pacientes”, finaliza.

 

COC - Centro de Oncologia Campinas
Rua Alberto de Salvo, 311, Barão Geraldo, Campinas.
Telefone (19) 3787-3400.


Doença de Parkinson: desafios e avanços no tratamento no Brasil

Abril é o mês da conscientização da Doença de Parkinson

 

A Doença de Parkinson é uma condição neurodegenerativa progressiva que afeta milhões de pessoas no mundo, impactando diretamente a qualidade de vida dos pacientes. No Brasil, estima-se que mais de 200 mil pessoas convivam com a doença, que se manifesta principalmente por tremores, rigidez muscular e dificuldades motoras. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para retardar a progressão dos sintomas e melhorar o bem-estar dos pacientes.

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza tratamentos gratuitos para o Parkinson, incluindo medicamentos essenciais, como a levodopa, além de acompanhamento médico e fisioterápico. No entanto, desafios como a falta de acesso a especialistas, demora nos diagnósticos e distribuição irregular de medicamentos ainda são obstáculos enfrentados por muitos pacientes. Em algumas regiões do país, a escassez de neurologistas e centros especializados compromete o atendimento adequado.

“Estar bem-informado sobre a Doença de Parkinson é essencial para o paciente, seus familiares e os cuidadores. Além dos tratamentos farmacológicos, abordagens complementares têm ganhado destaque no Brasil. Terapias como fisioterapia, fonoaudiologia, dança, pintura, atividades físicas regulares, esportes como ping pong e box auxiliam na manutenção da mobilidade e na melhora da coordenação motora. A Associação Brasil Parkinson (ABP) disponibiliza três ebooks gratuitos com informações essenciais – “O Parkinson e a Cidadania”, “Sintomas Iniciais” e “Atividades e exercícios físicos”. Uma alimentação equilibrada pode contribuir para o bem-estar dos pacientes, o que reforça a importância de iniciativas como o lançamento do Manual de Alimentação, Nutrição e Suplementação na Doença de Parkinson”, explica Érica Tardelli, presidente da ABP.

 

Dicas de Alimentação

O Manual de Nutrição foi desenvolvido pelas especialistas em nutrição e neurologia – Maura Corá, Mariana Burmeister e Maria de Fátima Nunes Marucci - traz orientações detalhadas sobre os melhores alimentos para promover o bem-estar e minimizar os impactos da condição no dia a dia. Com 97 páginas, o guia aborda desde a importância da hidratação até a escolha de alimentos ricos em nutrientes essenciais, priorizando uma alimentação balanceada e livre de ultraprocessados. Entre as recomendações, destaca-se o consumo de frutas, legumes, cereais integrais e proteínas magras, além da sugestão de preparações mais saudáveis.

Entre as principais recomendações nutricionais, estão: consumir legumes e verduras variados no almoço e jantar; ingerir 3 porções de frutas por dia; priorizar carnes brancas (peixe e frango) e cereais integrais (pães, arroz, aveia); incluir leguminosas (feijão, grão-de-bico, lentilha), batatas, castanhas e azeite de oliva extravirgem; optar por queijos brancos e iogurtes naturais sem açúcar e aditivos químicos; preferir preparações assadas, grelhadas ou refogadas, beber água ao longo do dia  e excluir doces, açúcares, farinhas refinadas, frituras, fast food, carnes gordurosas e embutidos, refrigerantes e sucos artificiais.

Importante adotar estilo de vida saudável, praticar exercícios regularmente; ter um descanso adequado e manter o convívio social.

 


ABP - https://www.parkinson.org.br/

Fonte – Érica Tardelli – presidente


5 sinais de alerta do câncer de esôfago que não podem ser ignorados

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Fortemente associados com tabagismo, consumo excessivo de álcool e alimentação rica em ultraprocessados, os tumores no esôfago podem ser prevenidos ou diagnosticados mais cedo a partir da atenção  com sinais como dificuldade para engolir, perda de peso inexplicável, queimação no peito, rouquidão e indigestão frequente  


Abril é o mês da campanha Abril Azul Claro, de conscientização sobre o câncer de esôfago, um tumor que tem como principais fatores de risco o tabagismo, consumo excessivo de álcool, obesidade e refluxo gastroesofágico. No Brasil, são esperados 10.990 novos casos em 2025, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), sendo três vezes mais comum em homens comparado com as mulheres. Em âmbito mundial, de acordo com a Agência Internacional para Pesquisa do Câncer da Organização Mundial da Saúde (IARC/OMS) há pouco mais do dobro de número de casos entre os homens: 366 mil entre eles e 145 mil novos casos anuais entre as mulheres. 

Conhecido também por sintomas inespecíficos e que podem ser confundidos com outras condições gastrointestinais, os sinais do câncer de esôfago geralmente são percebidos apenas em estágios avançados da doença. “Devido à progressão silenciosa da doença, é fundamental estar atento a esses sinais e procurar avaliação médica ao menor indício de sintomas persistentes”, é o que o diz o cirurgião oncológico Rodrigo Nascimento Pinheiro, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) e diretor do Hospital de Base, de Brasília.

Nos Estados Unidos, apenas 18% dos casos são diagnosticados no estágio inicial, quando a doença está localizada (restrita ao esôfago). Nestes casos, em que há diagnóstico precoce de câncer de esôfago, a sobrevida em cinco anos é de 48,1%, mais do que o dobro de chances de sucesso no tratamento quando comparado com a população em geral com diagnóstico desta doença. “Aumentar as taxas de diagnóstico precoce é a principal medida para redução da mortalidade por câncer de esôfago”, afirma o presidente da SBCO. Um alerta importante é que, ainda segundo o NCI, quatro entre dez casos de câncer de esôfago são diagnosticados já com a ocorrência de metástase. Para antecipar o diagnóstico é importante estar atento aos sinais de alerta. Confira 5 sinais do tumor que, se estiverem presentes, não devem ser ignorados: 

  1. Dificuldade para engolir (disfagia) – Os alimentos sólidos são os primeiros a se tornarem difíceis de engolir e, com o tempo, até líquidos podem se tornar um desafio.
  2. Perda de peso inexplicável – Quando a perda de peso não tem uma causa aparente é importante investigar. A causa pode ser a dificuldade de se alimentar devido ao impacto da doença no metabolismo.
  3. Dor, pressão ou queimação no peito – Os pacientes podem apresentar sensação de dor no tórax, semelhante à azia ou desconforto ao engolir. 
  4. Rouquidão ou tosse persistente – As alterações na voz ou tosse que não melhora, podem ser sinais relacionados ao tumor.
  5. Indigestão ou azia frequente – Sintomas parecidos com refluxo e gastrite podem ser sinais de alerta, principalmente em pessoas com fatores de risco.

O diagnóstico do câncer de esôfago pode ser feito por meio de uma biópsia, geralmente durante um exame de endoscopia digestiva alta. Outros exames de imagem como tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM) podem ser solicitados para avaliar a extensão do tumor. 


OS FATORES DE RISCO - Assim como outros tipos de câncer, o câncer de esôfago ocorre quando as células sofrem alterações no DNA, levando à multiplicação descontrolada de células malignas. No caso específico do câncer de esôfago, as evidências associam o surgimento da doença à irritação crônica deste órgão, a partir de causas como tabagismo, obesidade, etilismo, hábito de consumir bebidas líquidas em altas temperaturas, alto consumo de ultraprocessados e baixo consumo de frutas e vegetais. Outros fatores de risco são a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) e histórico de alterações pré-cancerosas nas células do esôfago (esôfago de Barrett). Deve haver atenção especial também por parte das pessoas submetidas a tratamento de radiação no tórax ou na parte superior do abdômen. 

Segundo projeção do IARC/OMS para o ano de 2050 o número de casos anuais de câncer de esôfago pode saltar dos atuais 511 mil para 922 mil em 2050, um aumento de 80%. De acordo com Rodrigo Nascimento Pinheiro, o tumores no esôfago poderiam ser evitados. “O câncer é uma doença multifatorial, ou seja, diversos elementos contribuem para seu surgimento, como fatores genéticos hereditários, hábitos de vida e condições clínicas pré-existentes. Por isso, a prevenção pode ser um caminho importante para reduzirmos esses números”. Alerta o especialista, que ainda ressalta um alerta sobre os males do tabagismo. “A indústria do tabaco busca constantemente atingir a população mais jovem. Primeiro vieram os cigarros saborizados e mentolados, e depois os dispositivos eletrônicos, como o vape, que podem ser ainda mais prejudiciais do que o próprio cigarro tradicional”, alerta o especialista.


Tratamento e cirurgia - Este tumor apresenta dois subtipos mais comuns: o carcinoma escamocelular, também conhecido como carcinoma de células escamosas e o adenocarcinoma.. Juntos, eles representam mais de 90% dos casos. O tratamento cirúrgico para pacientes com câncer de esôfago consiste na realização de esofagectomia, que é a remoção total ou parcial do tumor, com margem de segurança (área adjacente com tecido normal). Em alguns casos, pode haver a indicação de sessões de radioterapia ou quimioterapia (terapias neoadjuvantes, ou seja, antes da cirurgia).

“As diferentes formas de cirurgia podem ser realizadas tanto por via aberta/convencional ou de maneira minimamente invasiva. Porém, quando se emprega a minimamente invasiva – por endoscopia ou laparoscopia, as incisões são bem menores, resultando em menor risco de sangramento, menos dor e mais rápida recuperação”, destaca Pinheiro. 


Cirurgia, fase de diagnóstico e sobrevida em cinco anos - A escolha da terapêutica mais adequada para tratar o câncer de esôfago se baseia no estadiamento (fase em que a doença é diagnosticada, que vai de 0 a IV) e nas condições de saúde geral do paciente. A cirurgia costuma ser indicada para portadores de tumores em estágios iniciais e tem objetivo curativo. Para tumores em estágio 0 ou I (iniciais) pode-se recomendar a remoção do tumor por esofagectomia ou via ressecção (retirada) endoscópica da mucosa.

Dependendo das características, pode-se indicar, ainda, quimioterapia e radioterapia (prévias ou posteriores ao procedimento). Para tumores em estágios II e III, quando houve disseminação para linfonodos e para órgãos próximos, geralmente, indica-se a quimioterapia associada com radioterapia, seguida de cirurgia. Mas, em caso de tumores pequenos, pode-se realizar o tratamento cirúrgico isolado.

Já para tumores em estágio IV, com metástases à distância, busca-se aliviar os sintomas e retardar a progressão da doença com tratamentos não cirúrgicos. Em estágios muito avançados é possível indicar um procedimento cirúrgico com intuito paliativo, visando melhorar a qualidade de vida do paciente. É o caso, por exemplo, da cirurgia para colocação de sonda de alimentação. 

 

Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica - SBCO


Burnout ou Menopausa? Sintomas podem ser parecidos; médica Isabel Martinez explica

A pesquisadora afirma que muitas mulheres confundem o transtorno com o fim do período reprodutivo


Você já se pegou no meio de uma reunião esquecendo o que ia dizer? Sentiu vontade de largar tudo por não aguentar mais a sobrecarga? Já chorou sozinha no carro ou teve vontade de sumir, mesmo sabendo que tem uma vida que parece “tudo certo”? São sintomas que, para mulheres a partir dos 40 anos, podem indicar menopausa – ou será que é burnout?

A médica e pesquisadora Isabel Martinez diz que muitas mulheres entre 40 e 55 anos chegam à Clínica Martinez acreditando estar esgotadas pelo trabalho, pelo acúmulo de responsabilidades, pelas exigências da vida moderna. "Acham que estão com burnout. Mas, em diversos casos, o que está por trás é algo que quase ninguém fala com profundidade: a menopausa.Sim, a menopausa pode se parecer com burnout. E essa confusão tem custado saúde, relacionamentos e até carreiras", conta.

De acordo com a médica, a menopausa não é apenas sobre a menstruação que vai embora. São mudanças significativas na vida da mulher. "É uma reprogramação silenciosa e profunda do corpo – e, especialmente, do cérebro feminino", completa.

Martinez afirma que a queda dos níveis de estrogênio e progesterona afeta áreas como o hipocampo (responsável pela memória) e a amígdala cerebral (relacionada ao processamento das emoções). Ela listou o que pode gerar:

* Cansaço persistente

* Irritabilidade constante

* Lapsos de memória

* Ansiedade sem explicação

* Perda de motivação

* Sono fragmentado

* Baixa libido

"Todos esses também são sintomas de burnout. Mas aqui está a diferença: enquanto o burnout geralmente surge por excesso de trabalho e falta de pausas, os sintomas da menopausa vêm de dentro – de um corpo em transição", conclui.



A história por trás da Clínica

Aos 38 anos, experimentei a menopausa precoce. Foi um susto. Na época, me sentia confusa, sensível, esquecida, com uma angústia que não combinava com minha vida. Nenhum curso de medicina tinha me preparado para isso. Foi nesse momento que decidi que minha clínica precisava ser diferente, precisávamos acolher além.

Na Clínica Martinez, construímos um modelo de cuidado que não começa pela pele ou pelo cabelo. Começa pela escuta.

Hoje, somos referência em atendimento à mulher no climatério e na menopausa, com um time preparado para acolher todas essas transformações da pele aos hormônios com sensibilidade, ciência e, principalmente, sem julgamento.

Também fundei o Climex®️, um movimento que ressignifica a maneira como vivemos e encaramos o climatério e a menopausa, com informação acessível, empoderamento feminino e soluções reais — porque nenhuma mulher deveria atravessar essa fase sozinha, no escuro.

Será que é menopausa? Faça a si mesma essas perguntas:

* Tenho me sentido constantemente esgotada, mesmo sem motivo aparente?

* Percebo alterações no meu humor que antes não aconteciam?

* Estou procrastinando mais que o normal?

* Sinto que não sou mais eu mesma?

* Minha memória e atenção parecem ter piorado?

Se você respondeu “sim” para duas ou mais, é hora de olhar com carinho para o que seu corpo está tentando dizer.


Você não precisa passar por isso sozinha.

A boa notícia? Existe solução.

Com informação, exames direcionados, escuta clínica e, quando necessário, tratamento hormonal e suporte multidisciplinar, é possível voltar a se reconhecer no espelho e na vida.

Na Clínica Martinez, cuidamos da mulher como um todo — corpo, mente, identidade e trajetória. Porque a menopausa não precisa ser o fim de nada. Ela pode ser o início de um novo ciclo, com mais consciência, liberdade e leveza.

 


Dra Isabel Martinez - CRM-SP115398

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Hipertensão arterial - especialista traz dicas para lidar com a condição em idade mais avançada

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Prática de atividades físicas e acompanhamento médico frequente são essenciais para o controle de sintomas


A hipertensão arterial, conhecida como "pressão alta", é uma condição crônica que exige atenção e cuidados contínuos. Caracterizada pelo aumento da pressão do sangue contra as paredes das artérias, pode impactar a qualidade de vida e exigir mudanças no estilo de vida para manter a saúde cardiovascular em equilíbrio. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a hipertensão é um dos principais fatores de risco para complicações no coração e na circulação.

No Brasil, a condição atinge aproximadamente 27,9% da população, conforme dados da pesquisa Vigitel 2023. Entre os idosos, esse índice é ainda mais expressivo, chegando a 60%, de acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. Com o envelhecimento, fatores como menor elasticidade dos vasos sanguíneos, sedentarismo e hábitos alimentares inadequados tendem a contribuir com o aumento da pressão arterial, tornando essencial um acompanhamento médico regular.

Para o especialista Doutor Vitor Hugo de Oliveira, geriatra e CEO da Acuidar, rede de cuidadores especializados, é possível viver bem com a hipertensão, desde que haja um controle adequado. “Manter hábitos saudáveis e um acompanhamento médico contínuo faz toda a diferença na qualidade de vida. Pequenas mudanças no dia a dia, como alimentação equilibrada e prática de exercícios, ajudam significativamente no controle da pressão arterial”, ressalta.

A seguir, confira cinco dicas fundamentais para prevenir e lidar com a hipertensão na faixa etária em questão.

 

Alimentação equilibrada

Uma dieta balanceada contribui diretamente para a regulação da pressão arterial. A redução do consumo de sal e alimentos ultraprocessados ajuda a evitar a retenção de líquidos e o aumento da pressão.

O ideal é priorizar frutas, verduras, legumes, grãos integrais e fontes de gorduras saudáveis, como azeite de oliva e oleaginosas. Vale ressaltar que a ingestão adequada de potássio, presente em alimentos como banana, batata e feijão, auxilia no equilíbrio da pressão.

 

Atividade física regular

A prática de exercícios físicos é essencial para manter a pressão arterial sob controle. Atividades como caminhadas, alongamentos, dança e musculação moderada fortalecem o sistema cardiovascular e melhoram a circulação.

Para os idosos, a recomendação é buscar atividades adaptadas à capacidade física, sempre com orientação profissional. "O corpo foi feito para se movimentar. Para quem tem hipertensão, manter uma rotina ativa ajuda a fortalecer o coração e a manter a pressão mais equilibrada", destaca Vitor.

 

Acompanhamento médico contínuo

Realizar consultas periódicas é indispensável para o monitoramento da pressão arterial e ajustes necessários no tratamento. O acompanhamento médico permite identificar possíveis alterações precocemente e adotar estratégias eficazes para manter a saúde em dia.

Além disso, exames regulares ajudam a avaliar fatores como colesterol e glicemia, que também influenciam a saúde cardiovascular.

 

Controle do estresse

O bem-estar emocional tem um papel importante no controle da pressão arterial. O estresse excessivo pode levar ao aumento da pressão, por isso, é essencial encontrar maneiras de relaxar. Técnicas como meditação, respiração profunda e atividades prazerosas contribuem para um estado de calma e equilíbrio.

"O emocional reflete diretamente na pressão arterial. Praticar momentos de relaxamento e evitar a sobrecarga emocional são passos importantes para quem busca um controle mais eficaz da hipertensão", orienta o especialista.

 

Hidratação e boas noites de sono

Beber água regularmente é fundamental para a circulação sanguínea e o funcionamento adequado do organismo. A desidratação pode levar a oscilações na pressão arterial, tornando essencial manter uma ingestão adequada de líquidos ao longo do dia.

O geriatra acrescenta que o sono de qualidade influencia diretamente a regulação da pressão, já que é durante o descanso que o corpo realiza funções importantes para a saúde cardiovascular. 



Acuidar
https://www.acuidarbr.com.br/

 

Sabia que dor ao urinar pode ser infecção urinária?

A infecção urinária pode ter sintomas leves, como ardência ao urinar, urgência e aumento da frequência urinária e urina escura ou com cheiro forte.

Muitas vezes, o quadro é assintomático. As causas se relacionam à entrada de bactérias ou fungos nocivos no trato urinário, o que pode comprometer o funcionamento dos rins.  

Nos homens, o aumento da próstata (hiperplasia prostática) pode desencadear infecção urinária. Isso porque, quando está crescida , a próstata acaba comprimindo a uretra, que é justamente o canal responsável pela eliminação da urina. 

Os sinais de alerta que indicam ser importante procurar a emergência são: 

 Febre alta e calafrios;

 Dor lombar intensa;

 Náuseas e vômitos;

 Sangue na urina. 

O urologista do Hospital & Clínica São Gonçalo, Dr. Mauro Nolasco, alerta que, se a infecção atingir os rins, pode ser grave. 

“Nesse caso, não se pode ignorar os sintomas. É importante procurar a emergência, pois uma infecção urinária pode evoluir para um problema grave se não for tratada a tempo. Se houver febre alta, dor lombar intensa ou sangue na urina, busque atendimento médico imediatamente”, alerta o Dr. Mauro. 

O tratamento dependerá do diagnóstico, sendo normalmente prescrito o uso de antibióticos e analgésicos para aliviar a dor nas vias urinárias.

 

Hemofilia hereditária: a importância do diagnóstico e do aconselhamento genético

konthai1984
No Dia Mundial da Hemofilia, 17 de abril, a atenção se volta para essa doença genética rara que afeta a coagulação sanguínea. A hemofilia A atinge 1 a cada 5 mil homens, enquanto a hemofilia B afeta 1 a cada 30 mil. Ambas as formas da doença têm grande impacto na vida dos pacientes e existem estratégias para pessoas com histórico familiar ou pessoal que desejam planejamento familiar 


O Dia Mundial da Hemofilia, celebrado anualmente em 17 de abril, é uma data dedicada à conscientização sobre essa condição genética rara, que compromete a capacidade do sangue de coagular adequadamente, resultando em sangramentos prolongados e complicações graves. A hemofilia é uma doença com padrão genético  ligadoao cromossomo X, o que a torna mais prevalente em homens. A hemofilia pode ser transmitida pelas mulheres a descendentes do sexo masculino e os homens no futuro, podem transmitir a condição a mulheres que serão portadoras, em muitos casos, assintomáticas.

Existem duas formas principais de hemofilia: a hemofilia A, caracterizada pela deficiência ou ausência do fator VIII de coagulação, afetando 1 a cada 5 mil homens e a hemofilia B, que ocorre devido à falta ou redução do fator IX, atingindo 1 a cada 30 mil homens (1). "A hemofilia A resulta de variantes patogênicas no gene F8, enquanto a hemofilia B decorre de alterações no gene F9", explica Susana Joya, bióloga geneticista e assessora científica do Igenomix Brasil.

A hemofilia se manifesta de formas diferentes. Os pacientes com a forma A tendem a ter uma condição mais estável ao longo da vida, enquanto aqueles com a hemofilia B enfrentam uma maior gravidade dos sintomas na infância, com um possível alívio após a puberdade. Os principais sintomas são sangramentos prolongados, manchas roxas ou equimoses na pele, hematomas musculares, hemartroses (sangramentos nas articulações), dor e inchaço nas articulações ou nos músculos e perda da mobilidade do membro acometido. "É importante ressaltar que, sem um tratamento adequado, a condição pode levar a complicações graves, como sangramentos internos em órgãos vitais e articulações. Isso pode gerar sequelas físicas, como dor crônica e limitações nos movimentos", destaca Susana.

A hemofilia é determinada por um padrão de herança genética específico. Se uma mulher for portadora de uma variante patogênica no gene ligado ao cromossomo X, existe uma probabilidade de 50% de seus descendentes herdarem a variante genética causadora da condição. Para os meninos, a probabilidade de serem afetados é de 25%. "O aconselhamento genético é fundamental para que as famílias compreendam os riscos de transmissão da condição e as possibilidades de prevenção", afirma a especialista.

Com o aconselhamento genético, é possível  tomar decisões informadas sobre o planejamento familiar e uma delas é o Teste Genético Pré-Implantacional para Doenças Monogênicas (PGT-M). Esse exame permite que os embriões gerados em um tratamento de Fertilização In Vitro (FIV) sejam analisados antes da transferência ao útero materno,selecionando aqueles que não apresentam a variante genética hereditária em questão. "Assim como outras doenças genéticas causadas por uma alteração em um único gene, a hemofilia pode ser, em muitos casos, evitada antes da gravidez se o paciente com histórico assim o deseja. Para isso, é essencial que o casal passe por um aconselhamento genético, no qual um geneticista irá avaliar o histórico familiar e realizar exames genéticos para determinar a viabilidade da prevenção. Após esse processo, é possível realizar a sonda familiar e, se necessário, o tratamento de Fertilização in Vitro (FIV) com análise genética dos embriões por meio do PGT-M", explica Susana.

No que diz respeito ao tratamento da hemofilia, os avanços são notáveis. A terapia de reposição dos fatores de coagulação, que envolve a administração do fator VIII ou IX, é a forma mais comum de controle da doença. Terapias gênicas estão sendo desenvolvidas e têm o potencial de transformar o tratamento, oferecendo uma solução mais duradoura e eficaz para os pacientes. "A terapia gênica está em constante evolução e pode, no futuro, proporcionar uma cura definitiva para a hemofilia, transformando a vida dos pacientes", finaliza a especialista.

 



Referência bibliográfica

1 - Berni M, Forlino A, Caliogna L, De Felice L, Di Minno MND, Jannelli E, Mosconi M, Tonelli F, Torriani C, Pasta G. Bone and Hemophilia: The Role of Factor VIII-Systematic Review. Int J Mol Sci. 2025 Feb 28;26(5):2172.

Sobre o Igenomix – O Igenomix é um laboratório de biotecnologia que ajuda no sucesso dos tratamentos de Reprodução Assistida, diagnóstico e prevenção de Doenças Genéticas parte do Vitrolife Group. Juntamente com clínicas e médicos em todo o mundo, investiga como a medicina de precisão, por meio da genômica, pode salvar vidas. Atuante em mais de 80 países, conta com 20 laboratórios genéticos. Com mais de 500 publicações científicas e seis patentes, é um importante produtor de ciência em saúde reprodutiva e genética.

Sobre o Vitrolife Group – Vitrolife Group é um fornecedor global líder mundial de dispositivos médicos e serviços de testes genéticos. Atua no mercado de saúde reprodutiva desde 1994, e em 2021, adquiriu o Igenomix, com o objetivo de apoiar clientes e pacientes em todo o mundo para melhorar os resultados reprodutivos.


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