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sexta-feira, 4 de abril de 2025

Injeções com microdoses de medicamentos aliviam dores crônicas sem necessidade de cirurgia

Técnica minimamente invasiva, a mesoterapia é usada no tratamento de artrite, dores lombares e inflamações articulares 

 

Pacientes com dores crônicas e inflamações musculoesqueléticas têm recorrido à mesoterapia como alternativa a tratamentos convencionais que envolvem o uso prolongado de anti-inflamatórios ou procedimentos invasivos. A técnica, que consiste na aplicação de pequenas doses de medicamentos diretamente na pele ou no músculo, tem demonstrado eficácia no alívio da dor e na redução da inflamação em condições como artrite, lombalgia e tendinites. 

De acordo com o ortopedista Dr. Brasil Sales, especialista em medicina intervencionista da dor, o método vem sendo utilizado para proporcionar alívio rápido e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

"A mesoterapia permite que o medicamento atue diretamente na área afetada, reduzindo os efeitos colaterais comuns do uso oral de anti-inflamatórios e analgésicos", explica o médico. Segundo ele, a técnica se destaca por sua ação localizada e por promover uma recuperação mais rápida, sem a necessidade de internação ou longos períodos de afastamento das atividades diárias.

Diferente das injeções intramusculares convencionais, que distribuem o medicamento por todo o organismo, a mesoterapia utiliza microagulhas para injetar pequenas quantidades de substâncias diretamente na região afetada. Os fármacos aplicados variam conforme a necessidade do paciente, podendo incluir anestésicos locais, anti-inflamatórios, relaxantes musculares e até compostos naturais que estimulam a regeneração tecidual.

"A aplicação superficial garante um efeito mais rápido e direcionado, o que é um diferencial importante para pacientes com dor crônica e inflamações persistentes", afirma Dr. Brasil Sales.

O procedimento é realizado em consultório e dura poucos minutos. Dependendo do quadro clínico, o paciente pode necessitar de sessões periódicas para manter os efeitos analgésicos e anti-inflamatórios.


Indicações e eficácia do tratamento

A mesoterapia tem sido amplamente utilizada na ortopedia, na reabilitação de atletas e até na medicina estética. Entre as principais indicações estão:

  • Artrite e artrose: Redução da dor e da rigidez articular em pacientes com degeneração da cartilagem.
  • Dores lombares e cervicais: Alívio da tensão muscular e melhora da mobilidade.
  • Tendinites e bursites: Redução da inflamação em articulações sobrecarregadas.
  • Recuperação pós-operatória: Aceleração da cicatrização e controle da dor.

Estudos publicados na Pain Medicine Journal apontam que a técnica pode reduzir em até 50% a necessidade do uso de analgésicos orais em pacientes com dor crônica. Além disso, uma revisão de pesquisas na British Journal of Sports Medicine sugere que a mesoterapia pode ser mais eficaz do que tratamentos convencionais para algumas condições musculoesqueléticas, principalmente quando associada à fisioterapia e exercícios terapêuticos.

"O maior benefício da mesoterapia é o alívio rápido da dor sem os riscos associados a tratamentos mais agressivos, como infiltrações com corticóides ou procedimentos cirúrgicos", destaca o especialista.

Embora seja considerada segura, a mesoterapia deve ser realizada por um profissional capacitado para evitar complicações, como reações alérgicas ou irritação no local da aplicação. O tratamento não é indicado para pessoas com infecções ativas, distúrbios de coagulação ou histórico de alergia aos medicamentos utilizados.

“Cada paciente deve ser avaliado individualmente para garantir que a técnica seja adequada para seu caso. A mesoterapia não substitui outros tratamentos, mas pode ser uma excelente aliada no controle da dor e na reabilitação”, ressalta o ortopedista.

Com o crescimento da busca por alternativas minimamente invasivas, a mesoterapia tem se popularizado como um método eficaz para tratar dores musculoesqueléticas sem os efeitos adversos comuns de medicamentos sistêmicos. Seu uso em diferentes especialidades médicas, desde a ortopedia até a dermatologia, demonstra o potencial da técnica como uma opção segura e acessível para o controle da dor e da inflamação.




Dr. Brasil Sales - ortopedista, acupunturista e especialista em medicina intervencionista da dor, com formação pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Realizou residência em Ortopedia e Traumatologia no Núcleo Hospitalar Universitário (UFMS) e especialização em Cirurgia de Joelho na Clínica Ortopédica Cidade Jardim, em São Paulo. É membro de diversas sociedades médicas, incluindo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e o Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA). Atua em Tangará da Serra/MT, oferecendo tratamentos como viscosuplementação, infiltração de pontos-gatilho, mesoterapia, acupuntura, eletroestimulação e terapia por ondas de choque. Seu compromisso é proporcionar cuidados de saúde especializados e acessíveis, visando o alívio da dor e a melhoria da qualidade de vida de seus pacientes.
https://www.instagram.com/dr.brasilsales/

 

Saúde Cardiovascular: 40% dos brasileiros devem apresentar problemas de doenças venosas ao longo da vida

Freepik
O Ministério da Saúde aponta cerca de 300 mil óbitos anuais por infarto no País

 

 

Segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), a cada 100 brasileiros, 40 devem apresentar problemas de doenças venosas ao longo da vida. Dentre as comorbidades mais comuns destacam-se as varizes, que consiste na dilatação e atrofia das veias das pernas; a trombose, que causa a formação de um coágulo nos vasos sanguíneos e no coração e o Acidente Vascular Cerebral (AVC), que provoca o entupimento ou ruptura dos vasos que levam sangue para o cérebro. 

Conforme a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a cada 90 segundos, uma pessoa morre por doenças cardiovasculares no país, acarretando 46 óbitos por hora. O Instituto Nacional de Cardiologia indica que a hipertensão afeta 28% dos brasileiros e o Ministério da Saúde constatou mais de 300 mil óbitos anuais em decorrência de infarto. 

A genética pode ser um dos fatores atribuídos ao surgimento de doenças cardiovasculares; porém, hábitos como estresse, sedentarismo, obesidade, alcoolismo e tabagismo, também contribuem para o desenvolvimento das comorbidades.

Para o médico clínico Dr. Marcelo Bechara - especialista em Medicina Integrativa, Ciência da Obesidade e Terapia de Reposição Hormonal, existem maneiras eficientes de evitar as doenças que atingem o sistema cardiovascular. “Considerando que 40% dos brasileiros sofrerão com problemas cardiovasculares, devemos enfatizar a prática de atividades físicas e a adoção de uma alimentação balanceada para uma vida equilibrada. Além desses hábitos, outra chave para a diminuição das condições que impactam a saúde é a realização de exames de rotina. Com os check-ups em dia, o foco é a prevenção, e não a correção das comorbidades, garantindo longevidade e qualidade de vida aos pacientes”, explica Bechara.  

 

Dr. Marcelo Bechara - médico clínico e cirurgião geral, formado em Medicina pela Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES) há mais de 16 anos. Com especializações em Longevidade e Saúde, Hormonologia e Ciência da Obesidade, emagrecimento e Reposição Hormonal Masculina na Harvard Medical School. Atualmente, Bechara atua com Medicina Integrativa, na clínica que recebe seu nome, inaugurada em 2023 em Praia Grande, litoral de São Paulo. Em seu consultório, realiza cuidados que vão além do tratamento de doenças, promovendo melhora no bem-estar e na qualidade de vida de seus pacientes.

 

Harmonização íntima feminina, uma não tão nova aliada da autoestima das mulheres


A harmonização facial é um processo estético que se consolidou como um sucesso absoluto nos últimos anos. De acordo com o Conselho Federal de Odontologia (CFO), o número de cirurgiões-dentista especializados no procedimento saltou de 908 em 2021 para 4.012 em 2024, comprovando sua popularização. No entanto, a face não é a única que pode ser beneficiada pela estética: a região íntima também pode passar por um processo de harmonização. Procedimentos como ninfoplastia, clareamento íntimo, preenchimento, bioestimuladores e laser íntimo estão ganhando cada vez mais espaço nos consultórios médicos, ajudando mulheres a recuperarem a confiança e a autoestima. A fim quebrar os estigmas em torno da harmonização íntima feminina, cabe uma discussão sobre a natureza de tais procedimentos e como eles funcionam.

Para começar, a ninfoplastia é um procedimento cirúrgico que tem como objetivo reduzir o tamanho dos pequenos lábios vaginais, que podem causar desconforto físico ou estético para algumas mulheres. Muitas pacientes relatam incômodo ao usar roupas justas, praticar exercícios físicos ou até mesmo durante relações sexuais. Nesses casos, e em outros, a ninfoplastia não só melhora a estética, mas também a funcionalidade da região, aprimorando a qualidade de vida. O procedimento é realizado sob anestesia local ou geral, dependendo do caso, e a recuperação costuma ser rápida, com retorno às atividades normais em cerca de duas semanas.

O clareamento íntimo, por sua vez, é um procedimento não cirúrgico que busca uniformizar a tonalidade da pele da região genital, eliminando manchas escuras que podem surgir devido a fatores como hormônios, depilação frequente ou envelhecimento. O clareamento é feito com determinadas técnicas, como peelings específicos ou laser associados a substância clareadora, que estimulam a renovação celular e deixam a região mais homogênea e rejuvenescida. O tratamento é indolor e não requer afastamento das atividades diárias, mas exige o cumprimento das orientações médicas para evitar irritações.

Dentro da lógica dos paralelos com a harmonização facial, o preenchimento com ácido hialurônico e bioestimuladores de colágeno também podem ser aplicados na região íntima. Esses procedimentos visam restaurar o volume perdido com o tempo, especialmente em mulheres na fase do climatério e menopausa.

Por fim, o laser íntimo é um dos tratamentos mais procurados por mulheres que sofrem com ressecamento vaginal, perda de elasticidade ou incontinência urinária leve. O procedimento é minimamente invasivo e estimula a produção de colágeno, melhorando a firmeza e a hidratação da região. O laser é uma excelente opção para a grande maioria das mulheres, em especial aquelas no climatério ou pós-parto, que enfrentam mudanças significativas no corpo. Além disso, ele pode aumentar a sensibilidade e melhorar a qualidade das relações sexuais.

Diante de todos os processos apresentados, é importante ressaltar que, assim como qualquer procedimento estético, a harmonização íntima feminina exige cuidados específicos. É fundamental escolher um profissional qualificado e seguir todas as orientações pós-procedimento, como evitar relações sexuais e atividades físicas intensas por alguns dias. Além disso, pacientes com infecções ativas, doenças crônicas descompensadas ou alergias aos produtos utilizados devem evitar os tratamentos até que estejam em condições ideais de saúde.

Com os cuidados certos e um bom suporte profissional, a harmonização íntima feminina pode ir muito além da estética. Ela representa uma mudança de paradigma, onde mulheres estão assumindo o controle sobre seus corpos e buscando soluções para melhorar sua qualidade de vida. Quando uma mulher se sente bem consigo mesma, isso reflete em todos os aspectos da sua vida, desde a autoestima até as relações pessoais e profissionais. Por isso, para que os tabus caiam, falemos mais sobre esses procedimentos e seus benefícios.
 

 

Fernanda Torras - ginecologista e mastologista, especializada em Climatério e Menopausa, além de Ginecologia Regenerativa, Funcional e Estética. Com mais de 15 anos de experiência, é membro da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e da Associação Brasileira de Cosmetoginecologia. Atua como diretora clínica da Clínica Torras, referência em saúde da mulher 40+, atendendo pacientes de todo o Brasil, além de brasileiras que vivem no exterior. VoltarDescartarOnholdMarcar como urgente.


Dia Mundial da Atividade Física: Sedentarismo cresce e preocupa; especialista indica atividades que podem ser feitas

Professor destaca os riscos e reforça a importância de hábitos saudáveis para garantir mais qualidade de vida 

 

No Dia Mundial da Atividade Física, comemorado em 6 de abril, chama a atenção os riscos do sedentarismo e a importância de uma rotina ativa para a saúde. Se, no passado, o movimento era essencial para a sobrevivência humana, hoje a modernização e a automação têm reduzido drasticamente a quantidade de esforço físico realizado no dia a dia. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o sedentarismo é um dos principais fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares. Estudos apontam que mais de um quarto da população mundial não atinge os níveis recomendados de atividade física. Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que cerca de 47% dos brasileiros estão sedentários; entre os jovens, o número é ainda mais alarmante, chegando a 84%. 

Diante desse cenário, profissionais de Educação Física desempenham um papel fundamental na orientação e incentivo à prática regular de exercícios. "Desde os primórdios, o movimento esteve presente na vida dos seres humanos. Ser ativo fisicamente era uma necessidade de sobrevivência", explica Luis Veneziani, professor do curso de Educação Física da Faculdade Anhanguera. 

Ele destaca que "as características da vida moderna são extremamente diferentes desse passado. Hoje, a automação e o desenvolvimento tecnológico colocam em risco a integridade física dos humanos, pois a comodidade e a facilidade são predominantes".

Veneziani reforça que as possibilidades de atividades físicas são vastas, indo além da academia tradicional. "Brincadeiras, jogos, dança, esportes individuais e coletivos, esportes adaptados, desenvolvimento de materiais esportivos e eventos de participação e competição são planejados para que as pessoas possam vivenciar experiências transformadoras", pontua.

Adotar uma rotina de exercícios físicos pode ser desafiador, mas Luis Veneziani alerta que a saúde deve ser uma prioridade. "A Educação Física tem se desenvolvido cientificamente e apresenta evidências concretas sobre os benefícios da atividade regular para a saúde e longevidade", reforça.

"Cuidar do corpo é um ato de responsabilidade e autocuidado. Pequenas mudanças diárias podem trazer grandes impactos para a qualidade de vida", finaliza Veneziani.

 

Confira 7 mitos e verdades sobre saúde e nutrição

Alimentação equilibrada 
Marca Jasmine - Divulgação
Para celebrar o Dia Mundial da Saúde (7), Jasmine selecionou dúvidas e respostas com base em seus 35 anos de jornada. Confira! 

 

A boa saúde é resultado de uma série de fatores como as condições genéticas, os hábitos alimentares e as atividades rotineiras, que se baseiam nas pequenas escolhas diárias. Não é algo que se possa alcançar de uma hora para outra, mas, é possível investir esforços para alcançar mais qualidade de vida.

Para impulsionar a jornada de saudabilidade de cada consumidor, Jasmine, marca referência em alimentação saudável, oferece um portfólio clean label. Isto é, livre de excessos e sem a lupa frontal nas embalagens, além de versátil e inclusivo com opções integrais, orgânicas, zero açúcar, sem glúten e sem lactose.

Mas, além disso, a marca traz dicas e orientações nutricionais capazes de transformar histórias. Para celebrar o Dia Mundial da Saúde, (7), confira 7 mitos e verdades que poderão inspirar o seu dia a dia. O conteúdo foi elaborado com o suporte da nutricionista da marca, Karla Maciel. Confira!

1. Quem tem intolerância ao glúten também tem intolerância à lactose.

Mito. Apesar de serem confundidas entre si, a intolerância ao glúten e à lactose são doenças diferentes que não têm ligação entre si, embora seja possível que uma mesma pessoa tenha as duas disfunções em paralelo.

A intolerância à lactose é mais comum que ao glúten, atingindo cerca de 70% da população mundial segundo dados da OMS. Por isso, é importante observar o rótulo das embalagens e escolher opções seguras, como as da Jasmine, a fim de evitar riscos à saúde.

2. A partir dos 2 anos é possível inserir ovos e derivados do leite na rotina alimentar da criança.

Verdade. Nessa etapa do desenvolvimento, já podem ser inseridos ovos e derivados do leite na alimentação infantil, aumentando as possibilidades com o passar do tempo. Vale destacar que o comportamento alimentar da criança é muito influenciado pelas pessoas com as quais convive.

3. A obesidade infantil é consequência única da alimentação inadequada.

Mito. A nutricionista explica que a obesidade infantil é caracterizada pelo excesso de gordura corporal e, consequentemente, de peso. Contudo, trata-se de uma doença multifatorial, assim, é preciso considerar também os aspectos genéticos, tendo em vista que, atualmente, já são conhecidos genes específicos relacionados ao quadro, não sendo fator determinante, porém, tendo relevância no histórico familiar e clínico do indivíduo.

4. A alimentação não constitui um pilar essencial para a prevenção da diabetes, já que se trata de uma doença genética.

Mito. A alimentação saudável é fundamental para a prevenção da doença, com o controle da glicemia mais próxima possível da normalidade. “A diabetes está conectada ao controle de peso e controle glicêmico (o açúcar no sangue), que pode variar de acordo com a ingestão dos alimentos, principalmente, daquelas opções com mais carboidratos”, destaca Karla Maciel.

Qualquer pessoa pode desenvolver a doença, já que uma de suas principais causas está relacionada ao estilo de vida. Porém, o fator hereditariedade também conta, principalmente para o diabetes tipo 1, caracterizado como uma doença autoimune, onde há destruição das células pancreáticas que produzem insulina.

5. A alimentação interfere no humor.

Verdade. Os estudos científicos mostram que um padrão alimentar com maior predominância de gordura saturada e açúcar, além de baixas quantidades de fibras, pode influenciar negativamente a chamada “microbiota intestinal”, que se relaciona com o cérebro, influenciando o humor. Contudo, existem diversas vitaminas capazes de produzir neurotransmissores como serotonina, dopamina e norepinefrina levando benefícios para a saúde mental. As vitaminas B9, por exemplo, estão associadas com a regulação da depressão e podem ser encontradas nos grãos, oleaginosas, peixes gordurosos e carnes em geral.

6. É possível manter uma alimentação balanceada mesmo sendo vegano(a)?

Verdade. A alimentação vegana é composta por absolutamente todos os alimentos de origem vegetal. Nesse sentido, a natureza nos proporciona excelentes quantidades de todos os nutrientes essenciais para o bom funcionamento do corpo humano como bons carboidratos, proteínas de alto valor biológico, gorduras boas, fibras, além de vitaminas e minerais.

7. O triptofano é um aminoácido produzido naturalmente pelo organismo

Mito. O triptofano é um aminoácido essencial, ou seja, precisa estar presente na alimentação, porque o corpo não é capaz de produzi-lo sozinho.  É possível encontrá-lo em diversos alimentos como banana, aveia, cacau, dentre outros.

Gostou das dicas? Escolha os seus alimentos Jasmine favoritos e mantenha uma jornada saudável, feliz e plena. Acesse www.loja.jasminealimentos.com para conhecer o portfólio livre de excessos da marca.

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Jasmine Alimentos
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M. Dias Branco
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LPF: ‘Levei 20 anos até chegar ao diagnóstico de uma doença genética rara. Eu sentia que meu pâncreas estava morrendo’

 

A lipodistrofia parcial familiar (LPF) é uma doença subdiagnosticada que pode comprometer órgãos vitais e desencadear crises de pancreatite

 

Valéria Soares, 33 anos, empresária e coordenadora de projetos e suplementos, passou décadas em busca de respostas. Desde a adolescência ela tinha problemas de saúde e enfrentava sintomas que não tinham explicações plausíveis. A jornada, até descobrir que sua condição era resultado de uma doença genética rara - a lipodistrofia parcial familiar - foi longa. A LPF é uma doença que se caracteriza pela perda irregular de tecido adiposo (gordura), sem relação com dieta ou aumento do gasto energético, e pode levar a complicações metabólicas grave.1 “A enfermidade é causada por uma mutação genética. Essa alteração provoca uma redução da gordura em braços e pernas, enquanto promove acúmulo em outras regiões, como fígado, músculos e corrente sanguínea, causando o excesso de triglicerídeos. Esse desequilíbrio pode resultar em complicações, como maior risco do desenvolvimento de diabetes mellitus, hipertensão arterial e doença cardiovascular precoce (infarto ou AVC) e, em casos graves, levar à morte”, explica a endocrinologista Natália Rossin Guidorizzi. 

No caso de Valéria, os primeiros sinais da doença surgiram quando ela tinha 15 anos. “Eu tinha diversos hematomas pelo corpo, altos níveis de gordura no sangue e episódios recorrentes do que achávamos ser intoxicação alimentar na época”, relembra. Aos 19 anos, Valéria sofreu sua primeira pancreatite grave. “Meus hábitos não justificavam os sintomas. Eu não bebia, cuidava da alimentação, fazia tudo certo. Mesmo assim, os médicos não encontravam uma explicação e, muitas vezes, atribuíam o problema ao meu estilo de vida, apesar do que eu relatava”. 

A endocrinologista explica que a LPF pode surgir em qualquer fase da vida. “Os sintomas inespecíficos da doença, como pancreatites e diabetes, frequentemente dificultam o diagnóstico precoce e atrasam o início do tratamento adequado. E sem o manejo correto, a doença pode evoluir e ter complicações graves. O exame genético pode ajudar na confirmação, mas um resultado negativo não a descarta, pois o diagnóstico é essencialmente clínico”, reforça a especialista. Testes laboratoriais, como a avaliação do perfil lipídico [exame de sangue que avalia os níveis de lipídios (gorduras) no organismo], exame físico detalhado e histórico familiar são fundamentais para identificar e monitorar a condição. 

Entre 2011 e 2023, Valéria enfrentou inúmeras crises, sendo que algumas, vinham à tona a cada dois ou três meses. Durante anos, o foco do tratamento foi o controle do diabetes pancreático, uma das complicações das pancreatites recorrentes. "Eu sentia como se meu pâncreas estivesse morrendo aos poucos", desabafa. Em meio a muita angústia e a falta de um diagnóstico preciso, a resposta definitiva veio somente em 2023, quando sua endocrinologista decidiu aprofundar a investigação, ao consultar especialistas e apresentaram caso em um congresso médico. A partir disso, Valéria foi encaminhada para uma nova avaliação, que incluiu exames genéticos. Embora o primeiro teste não tenha identificado mutações conhecidas, a insistência da médica levou ao diagnóstico definitivo de LPF. 

Com a confirmação da doença, Valéria iniciou uma abordagem multidisciplinar e, pela primeira vez, ela conseguiu estabilizar os níveis de triglicerídeos, que antes ultrapassavam 8.000 mg/dL, reduzindo-os para cerca de 380 mg/dL. Uma redução extremamente significativa. 

Os impactos da doença ao logo da vida foram significativos. “Tive que abandonar sonhos profissionais e pessoais. Minha gravidez foi de alto risco. Hoje, me preocupo muito com o futuro da minha filha de nove anos”, conta. Apesar dos desafios, Valeria encontrou força na ciência para seguir em frente. Passou a se informar profundamente sobre a condição e a participar de grupos de apoio voltados para pessoas com LPF. “Passei anos sem respostas e sem perspectiva de vida. Hoje, sei que há uma saída. A informação faz toda a diferença. Minha vida só começou a melhorar depois do diagnóstico correto e do tratamento adequado. Por isso, é essencial ampliar o conhecimento sobre essa doença, para que outras pessoas não precisem passar pelo que eu passei”, finaliza.

 

Saiba mais sobre a LPF1,2

As lipodistrofias são desordens caracterizadas por perda variável do tecido adiposo (gordura) acompanhada de hiperfagia, e pela presença das complicações metabólicas. A lipodistrofia parcial familiar (LPF) caracteriza-se pela perda variável de tecido adiposo subcutâneo periférico (membros e glúteos) e acúmulo de gordura em outras regiões do corpo. Manifestações clínicas incluem resistência insulínica e outros componentes da síndrome metabólica. Para mais informações sobre a doença, acesse o site Lipodistrofia Parcial.

 



Referências

1 Brown RJ, Araujo-Vilar D, Cheung PT, et al. The Diagnosis and Management of Lipodystrophy Syndromes: A Multi-Society Practice Guideline. J Clin Endocrinol Metab. 2016;101(12):4500-4511. doi:10.1210/jc.2016-2466

2 Hussain I, Garg A. Lipodystrophy Syndromes. Endocrinol Metab Clin North Am. 2016;45(4):783-797. doi:10.1016/j.ecl.2016.06.012


Estudo avalia ação de compostos oxidantes em células de melanoma

 

Os resultados foram divulgados na revista 
Photochemistry and Photobiology 
(
imagem: Redoxoma/divulgação)

Resultados de trabalho conduzido no Centro de Processos Redox em Biomedicina da USP abrem caminho para ampliar o uso da terapia fotodinâmica no combate ao câncer de pele

 

O melanoma é o tipo mais agressivo de câncer de pele. Embora menos comum, é o mais grave, devido ao seu alto potencial de provocar metástases. Apesar dos benefícios da luz solar para a saúde, a exposição prolongada aos raios ultravioleta é o principal fator de risco para o desenvolvimento da doença. O excesso de radiação induz estresse oxidativo e inflamação nas células da pele por meio de reações de foto-oxidação.

Tanto a luz ultravioleta quanto a luz visível podem ativar fotossensibilizadores presentes naturalmente nos tecidos. Esse processo converte energia luminosa em química, gerando espécies reativas de oxigênio que danificam biomoléculas, como os lipídios das membranas celulares. No entanto, essas reações também podem ser exploradas para fins terapêuticos, como a terapia fotodinâmica, que tem como alvo células tumorais ou patógenos.

No Centro de Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma) da Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, pesquisadores testaram alguns compostos oxidantes que, associados à terapia fotodinâmica, podem dar origem a novas estratégias de combate ao melanoma.

No estudo coordenado pela professora Sayuri Miyamoto, do Instituto de Química (IQ-USP), o grupo descobriu que endoperóxidos derivados da oxidação de ergosterol e 7-dehidrocolesterol (7-DHC), ambos lipídios da classe dos esteróis, induzem a morte das células de melanoma. Os resultados foram divulgados na revista Photochemistry and Photobiology.

“O grande desafio do melanoma é sua progressão muito rápida. Embora não seja a primeira opção de tratamento, a terapia fotodinâmica está ganhando bastante atenção por ser menos invasiva do que os métodos convencionais de tratamento, como a cirurgia. Nosso foco foi otimizar a terapia fotodinâmica e, para isso, precisávamos entender o que acontece nas membranas celulares”, conta Megumi Nishitani Yukuyama, primeira autora do artigo.

Esse resultado faz parte de um estudo mais amplo que visa compreender os mecanismos por trás dos danos oxidativos induzidos pela luz nas membranas celulares. Os pesquisadores analisaram e compararam como a foto-oxidação dos tipos I e II do ergosterol, do 7-DHC e do colesterol afeta essas estruturas. Além disso, identificaram e caracterizaram os principais produtos formados durante esses processos de oxidação.

“Esse estudo é importante para entender o mecanismo de oxidação desses esteróis nas membranas quando expostas a diferentes oxidantes. Ele também nos ajuda a determinar quais produtos são formados e quais os efeitos desses produtos oxidados na integridade das membranas”, comenta Miyamoto.


Esteróis e foto-oxidações

Um achado novo da pesquisa foi que a permeabilidade das membranas celulares muda de acordo com o tipo de dano oxidativo. Todas as células são envolvidas por uma membrana celular composta por uma bicamada lipídica associada a proteínas. A base estrutural da bicamada é formada por fosfolipídios, que são suscetíveis a oxidações. Essas oxidações podem comprometer a integridade da membrana, aumentando a permeabilidade e potencialmente levando à morte celular.

As reações de foto-oxidação são classificadas por dois mecanismos principais. Na reação do tipo I são formadas espécies radicais reativas, como o ânion radical superóxido e radicais hidroperoxila. No tipo II há a produção de oxigênio molecular singlete, uma forma altamente reativa de oxigênio.

O estudo revelou que, em oxidações radicalares (tipo I), os esteróis ergosterol e 7-DHC oferecem maior proteção às membranas do que o colesterol. No entanto, em oxidações mediadas por oxigênio singlete (tipo II), o colesterol se mostrou mais eficaz.

Isso sugere que, em oxidações do tipo II, o colesterol funciona como um antioxidante. “Ele organiza a membrana de tal forma que o oxigênio singlete não consegue acessar os lipídios insaturados que, de outra forma, seriam oxidados. Esse ensaio demonstrou que o colesterol é muito importante para proteger as membranas celulares contra danos induzidos pela luz”, explica a professora do IQ-USP.

No entanto, ao proteger as membranas, esses esteróis são oxidados, gerando vários produtos, dentre os quais os endoperóxidos. O estudo mostrou que endoperóxidos derivados de 7-DHC e de ergosterol são os mais estáveis nesses processos. “No trabalho que publicamos no ano passado na Nature, mostramos que o 7-DHC funcionava como um antioxidante, protegendo as células contra a morte por ferroptose em reações de oxidação radicalares. Mas, ao exercer essa função, ele se oxida e gera diversos produtos”, diz Miyamoto.

O 7-DHC é um precursor do colesterol e ambos são esteróis comuns nos mamíferos. Já o ergosterol é um esterol encontrado em leveduras, com estrutura semelhante ao 7-DHC. Quando oxidado, ele também gera endoperóxidos. Segundo Yukuyama, “a literatura sobre o ergosterol era meio controversa. Por isso fizemos um estudo comparativo para esclarecer os mecanismos dos efeitos protetores ou danosos desses esteróis”.

O grupo também avaliou a viabilidade de células de melanoma A375 tratadas com 7-DHC, ergosterol e seus endoperóxidos gerados com terapia fotodinâmica, um processo que induz oxidação do tipo I e do tipo II. O mais interessante foi que os endoperóxidos de ergosterol e 7-DHC produzidos pelo oxigênio singlete se mostraram mais eficazes em eliminar células de melanoma do que suas moléculas precursoras.

“A seguir, pretendemos investigar como diferentes concentrações de endoperóxidos e doses variáveis de radiação influenciam seus efeitos. O estudo abriu portas para vários questionamentos”, diz Yukuyama.

O artigo Comparative study of ergosterol and 7-dehydrocholesterol and their endoperoxides: Generation, identification, and impact in phospholipid membranes and melanoma cells pode ser lido em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/php.14059.

* Com informações do Redoxoma, um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP.




Agência FAPESP*

https://agencia.fapesp.br/estudo-avalia-acao-de-compostos-oxidantes-em-celulas-de-melanoma/54388


Dia Mundial da Saúde: Entenda como a conectividade de soluções tecnológicas ajuda a salvar vidas

Integração de dados nos hospitais oferece ganhos na jornada do paciente

 

No Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril, a reflexão sobre o impacto da tecnologia na jornada do paciente se torna ainda mais relevante. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), um em cada dez pacientes no mundo é vítima de erros e eventos adversos relacionados à assistência aos pacientes. O número e a importância do tema levaram a busca por soluções para prevenção dos danos. No ambiente hospitalar, onde cada segundo conta, a conectividade entre equipamentos e sistemas desempenha um papel fundamental para evitar erros, otimizar processos e promover desfechos clínicos positivos. 

A interconectividade entre dispositivos médicos possibilita a visão unificada da jornada do paciente, promovendo uma assistência mais segura e eficiente. Um exemplo dessa evolução está nas bombas de infusão inteligentes, que aprimoram a segurança hospitalar através de uma administração mais precisa de medicamentos e fluidos. Esses dispositivos reduzem riscos de erros de dosagem e, quando conectados a sistemas centralizados e a biblioteca de fármacos permitem ajustes automáticos e alertas em tempo real para a equipe médica1. Dessa forma, contribuem para que o paciente receba a terapia correta na dose e velocidade adequadas. 

Outro avanço essencial para o cuidado intensivo é a conectividade entre dispositivos, camas da UTI e os postos de enfermagem. Com sensores e monitores integrados, é possível o acompanhamento contínuo dos sinais vitais, enviando alertas automáticos caso haja alteração de movimento do paciente ou da sua condição de saúde. Essa tecnologia facilita uma resposta mais rápida das equipes médicas, reduzindo riscos, quedas e a piora clínica, e garantindo um atendimento mais ágil e preciso2

Além disso, o prontuário eletrônico também tem um papel fundamental na eficiência da assistência hospitalar. Ao consolidar todo o histórico clínico do paciente de maneira digital e acessível, ele evita lacunas de informação e melhora a comunicação entre as equipes de diferentes especialidades e setores do hospital. Quando integrado a outros dispositivos médicos, permite que médicos e enfermeiros acessem rapidamente informações cruciais, agilizando diagnósticos e decisões clínicas. 

Para Dra. Fernanda Pimentel, diretora médica da Baxter na América Latina, o avanço da conectividade tem sido um divisor de águas na segurança do paciente. “Quando os dispositivos se comunicam entre si e permitem uma visão mais integrada, é possível diminuir falhas de comunicação e agir com mais precisão e rapidez. A tecnologia deve ser uma aliada na humanização do atendimento, garantindo que o cuidado seja mais seguro e eficiente”, explica.
  
Com soluções que reforçam o compromisso com a inovação e a segurança do paciente, a conectividade hospitalar tem se tornado um fator essencial para um ecossistema de saúde mais integrado e preparado para os desafios da medicina moderna.

 


Baxter
www.baxter.com.br



Referências

1 - Aschenbrenner DS. Smart Use of Smart Infusion Pumps. Am J Nurs. 2023 Jun 1;123(6):18-19. doi: 10.1097/01.NAJ.0000938716.49846.e8. PMID: 37233135.

2 - Ribeiro JC, Sgorbissa C, Silva KA, Braz MLD, Horak ACP, Nicola ML, Gurgel RM, Tokunaga SM, Negrelli KL, Murizine GS, Medrado Júnior F, Coli RCP, Cavalcanti AB, Marcadenti A. Automated documentation of vital parameters in wards using portable stations - Effect on proper triggering of the rapid response team: a study protocol of a cluster randomized clinical trial. Rev Bras Ter Intensiva. 2022 Nov 4;34(3):319-326. doi: 10.5935/0103-507X.20220101-pt. PMID: 36351064; PMCID: PMC9749098.

 

Fita para tampar a boca ao dormir: especialista alerta para riscos à saúde

Técnica popular no TikTok pode prejudicar a respiração e a saúde, segundo otorrinolaringologista 


Nos últimos anos, uma prática tem ganhado popularidade no TikTok: usar fita adesiva para tampar a boca durante o sono. A promessa é de melhorar a qualidade do descanso, reduzir o ronco e até combater o mau hálito. No entanto, segundo o otorrinolaringologista Lucas Vaz Padial, do Hospital Paulista, a técnica pode ser prejudicial à saúde.

A fita adesiva bucal, conhecida como "mouth tape", começou a ser amplamente divulgada nas redes sociais, com usuários mostrando suas rotinas de sono aparentemente mais tranquilas. A prática tem atraído a atenção de pessoas que buscam alternativas para melhorar o descanso. No entanto, Padial alerta que, ao contrário do que muitos divulgam, a fita não é uma solução para problemas respiratórios e pode agravar quadros de apneia do sono e outros distúrbios.

"A respiração pela boca é um mecanismo compensatório para problemas de saúde, como desvio de septo ou apneia do sono. Forçar a boca a permanecer fechada durante o sono pode piorar esses quadros", explica o especialista. O uso da fita também pode ser arriscado para pessoas que já respiram pela boca por hábito, sem tratar a causa subjacente, o que exige acompanhamento médico especializado.

Embora a fita adesiva seja comercializada em diversos e-commerces e tenha conquistado seguidores nas redes sociais, Padial alerta para o perigo de confiar em métodos não comprovados e enfatiza a importância de buscar orientação médica antes de adotar qualquer prática relacionada à saúde do sono.

Por isso, é fundamental consultar um profissional antes de experimentar qualquer técnica ou produto voltado à saúde, principalmente quando se trata do sono. Uma boa noite de descanso é essencial para o bem-estar, e nada substitui o cuidado especializado. Se você tem dificuldades para dormir ou ronca com frequência, agendar uma consulta com um otorrinolaringologista pode ser o primeiro passo para encontrar a solução mais segura e eficaz. Cuide-se bem e durma tranquilo!

  

Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


Cuidados com os ouvidos: o que fazer se o tímpano estourar?

Especialista explica as causas, sintomas, tratamentos, mitos e verdades sobre a ruptura timpânica

 

O tímpano é uma membrana fina e delicada localizada no fundo do canal auditivo, sendo um dos principais componentes da audição e na proteção do ouvido médio. “O tímpano vibra com os sons e os transmite para o sistema auditivo interno, além de proteger o ouvido médio contra água, sujeira e infecções”, explica o Dr. Marcel Menon Miyake, otorrinolaringologista credenciado pela Omint.

A ruptura dessa estrutura, também conhecida como perfuração timpânica, pode ocorrer por diversos motivos, como o uso incorreto de hastes flexíveis, traumas na cabeça ou no ouvido, infecções no ouvido médio e mudanças bruscas de pressão. “Em caso de suspeita de perfuração, é fundamental procurar um otorrinolaringologista para diagnóstico e tratamento adequados”, orienta o especialista. 


Os sintomas mais comuns incluem dor intensa, sangramento, sensação de ouvido entupido, perda temporária da audição e tontura.


A complicação mais frequente é a predisposição a infecções, já que a membrana timpânica não está mais protegendo o ouvido médio. “A perfuração do tímpano pode aumentar o risco das chamadas otites médias, comuns em crianças, além de levar à diminuição da audição”, alerta o Dr. Miyake. “Por isso, é fundamental evitar a entrada de água no ouvido, seja durante o banho, na natação ou na lavagem do ouvido."


O tratamento varia de acordo com a causa e gravidade da perfuração. Em casos de infecção, antibióticos podem ser prescritos. Para proteger o ouvido, recomenda-se o uso de protetores auriculares de silicone ou algodão embebido em substância oleosa. “Na maioria dos casos, o tímpano se regenera espontaneamente em algumas semanas. No entanto, se a perfuração persistir, pode ser necessária uma cirurgia chamada timpanoplastia”, explica o Dr. Miyake.


Embora a perfuração do tímpano possa causar diminuição da audição, geralmente não leva à perda auditiva permanente. “A audição volta ao normal após a cicatrização na maioria dos casos, mas lesões nos ossículos do ouvido médio podem afetar a recuperação”, ressalta o médico. 


A perfuração do tímpano em si não causa tontura, mas pode deixar o ouvido interno mais vulnerável a fatores que desencadeiam esse sintoma, como ressalta o especialista: “Variações bruscas de temperatura ou jatos de ar frio podem causar tontura em pessoas com tímpano perfurado."


Crianças com infecções de ouvido recorrentes, mergulhadores, pilotos de avião e pessoas expostas a ruídos intensos são mais propensas a sofrer a ruptura do tímpano. “É importante diferenciar a perfuração do tímpano de outras condições, como o acúmulo de cera ou otites médias, que apresentam sintomas semelhantes”, destaca o especialista. 

 

“A prevenção é fundamental para evitar a perfuração do tímpano”, finaliza o Dr. Miyake. “Cuidado ao utilizar hastes flexíveis, proteja seus ouvidos de traumas e procure um otorrinolaringologista em caso de infecções de ouvido recorrentes ou antes de realizar atividades como mergulho ou viagens de avião, especialmente se estiver gripado”.

 


 Omint


Dia de Luta contra o Câncer: medicina de precisão traz avanços e esperança

Generalismo cede lugar à individualização dos processos 

 

 O Dia Mundial da Saúde (7) e o Dia Mundial de Luta contra o Câncer (8) são duas das datas celebradas em abril, mês dedicado aos cuidados com a saúde. Enquanto o bem-estar físico depende de iniciativas gerais conhecidas pela maioria, como boa alimentação e prática de exercícios físicos, o combate a doenças como o câncer está cada vez mais específico e personalizado. A chamada medicina de precisão trouxe avanços significativos à oncologia e à qualidade de vida aos pacientes.

O tratamento contra o câncer é guiado por protocolos desenvolvidos para cada tipo de neoplasia, estabelecidos após estudos e pesquisas. Com o desenvolvimento da medicina de precisão, o generalismo deu lugar à personalização. Hoje, sabe-se que diferentes métodos e caminhos podem levar a resultados mais positivos com menor comprometimento da segurança dos pacientes.

A medicina de precisão é um protocolo personalizado, elaborado especificamente para um indivíduo e para um certo tipo de tumor; utiliza informações genômicas e moleculares para direcionar o tratamento do câncer de forma individualizada. No processo de evolução da oncologia, cresce o enfoque na medicina individualizada.

“Existe uma preocupação muito grande no estudo do DNA tumoral circulante, os biomarcadores, e na busca de substâncias que possam ser alvo-terapêuticas de medicamentos. Ou seja, você descobre alterações no DNA para que possa dar medicamentos direcionados especificamente a combater essas alterações”, esclarece o oncologista Fernando Medina, do Centro de Oncologia Campinas. “Por uma alteração genética, as células cancerígenas se multiplicam sucessivamente. Se você corrige essa mutação, as células cancerígenas param de se reproduzir”.

Outra evolução na linha de frente contra o câncer, observa Medina, é a que envolve as técnicas e conceitos de detecção precoce do câncer em geral. “Mais estudos de prevenção estão encaminhados para aumentar o índice de detecção da doença no princípio, porque só assim sabemos que teremos maior possibilidade de cura. Hoje, através de exames de sangue, análises genéticas e exames de imagem muito sensíveis, evoluímos e podemos evoluir mais para localizar a doença em fases ainda mais iniciais.”

A resposta positiva à individualização de procedimentos atende à necessidade de tratar o conjunto de mais de 200 tipos de câncer existentes e às diferenças de cada paciente. A integração das áreas da patologia moderna, Imuno-histoquímica (IHQ) e dos testes genéticos levou a diagnósticos mais precisos e personalizados, melhor classificação molecular dos tumores, identificação de alvos terapêuticos específicos, monitoramento mais eficaz da resposta ao tratamento e detecção precoce de recidivas, enumera Fernando Medina.


 Inovações

A identificação das mutações em genes possibilita a aplicação de terapias inovadoras e direcionadas ao tipo específico da doença. A medicina personalizada traz respostas a perguntas como “por que determinadas pessoas respondem bem a um certo tratamento e outras não?” Como cada paciente tem características próprias, a individualização, a partir de indicações científicas, leva à maior efetividade de resultados.

“A ampliação dos recursos e do conhecimento acarreta ganhos significativos aos pacientes. Dez anos atrás, a sobrevida mediana para um caso avançado de câncer de pulmão, com quimioterapia, era de seis a oito meses. Hoje, temos paciente vivendo de quatro a seis anos com a doença, controlada por estratégias terapêuticas muito bem dirigidas para aquela situação”, especifica Medina.

Eficiente no tratamento, a medicina personalizada é ainda importante no diagnóstico precoce e prevenção de neoplasias. Informações científicas obtidas por meio de análises genéticas e levantamento de história familiar indicam a propensão de indivíduos a desenvolver determinados tipos de câncer, o que implica em mudanças de conduta de rastreio.

“O sequenciamento de nova geração (NGS) possibilita análise simultânea de múltiplos genes. Painéis específicos para diferentes tipos de câncer identificam mutações acionáveis.  Biomarcadores moleculares como MSI, TMB e assinaturas genéticas orientam decisões terapêuticas”, esclarece o oncologista sobre a prevenção e detecção precoce das doenças.

“Quando comecei na oncologia, na década de 1980, o índice de cura do câncer estava em 40%. Atualmente, as chances de sucesso são de 70%”, compara. “Mas tudo isso passa pela necessidade de adotarmos hábitos saudáveis de vida, de não beber, não fumar, comer alimentos que ajudam a evitar doenças e adotar um estilo de vida mais adequado”. 



COC - Centro de Oncologia Campinas
Rua Alberto de Salvo, 311, Barão Geraldo, Campinas.
Telefone: (19) 3787-3400.

 

BOLETIM DAS RODOVIAS

Castello Branco tem lentidão sentido capital e interior

 

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo na tarde desta sexta-feira (04).

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

Tráfego normal nos dois sentidos da Raposo Tavares (SP-270). Na Castello Branco (SP-280), o tráfego é lento do km 19 ao km 24 do sentido capital e do km 32 ao km 24, sentido interior.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

Há lentidão do km 21 ao km 16, sentido capital, no sentido interior o tráfego é normal, sem congestionamento.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.


Os desafios do diagnóstico do autismo invisível: por que a detecção precoce é crucial

Os impactos do diagnóstico tardio e destaca avanço recente aprovado pelo FDA para identificar sinais do transtorno já a partir dos 16 meses de idade
 

O autismo pode estar presente, mas não ser percebido — e é justamente esse o maior desafio para milhares de famílias. No mês de abril de Conscientização do Autismo, a referência em psicologia e neuropsicologia e saúde mental em todas as fases da vida, a especialista Tatiana Serra, da capital paulista, reforça a importância de olhar com atenção para o chamado “autismo invisível”: casos em que os sinais são sutis, muitas vezes atribuídos a traços de personalidade ou fases do desenvolvimento.

“Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de intervenções eficazes que melhorem a qualidade de vida da criança e da família. O cérebro infantil é altamente plástico nos primeiros anos de vida, e intervenções precoces podem fazer toda a diferença”, explica a psicóloga.

Embora o diagnóstico precoce ainda enfrente barreiras — tanto pela dificuldade de acesso a profissionais especializados quanto pela escassez de instrumentos objetivos — um novo avanço traz esperança, no ano passado, uma técnica de rastreamento ocular recebeu aprovação do FDA (a agência reguladora dos EUA) como ferramenta diagnóstica oficial para o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

“O exame, indicado para crianças de 16 a 30 meses, consiste na apresentação de uma sequência de vídeos infantis enquanto um computador rastreia 120 vezes por segundo os movimentos oculares da criança. A tecnologia analisa para onde o olhar é direcionado em cada cena e compara com os padrões de crianças típicas da mesma idade. A partir dessa análise, é possível identificar em minutos se há padrões de atenção característicos do espectro autista”, explica Tatiana.

“É um avanço promissor porque permite um diagnóstico menos subjetivo, baseado em evidências visuais e comportamentais, que muitas vezes escapam mesmo aos olhos mais atentos dos pais ou professores”, comenta. A psicóloga ainda lembra que, muitas vezes, crianças com autismo leve ou com boas habilidades verbais passam despercebidas nos primeiros anos escolares. “Essas crianças podem sofrer silenciosamente com dificuldades de socialização, crises sensoriais ou hiperfoco, sem receber apoio adequado”, afirma.

Tatiana ainda ressalta que o diagnóstico não deve ser temido, mas compreendido como um passo fundamental para o desenvolvimento da criança. “Saber é o primeiro passo para acolher. Quando a família entende o que está acontecendo, pode buscar estratégias que respeitem e fortaleçam a individualidade da criança.”

O mês de abril reforça que conscientizar é também democratizar o acesso à informação, ao diagnóstico e ao cuidado. E, como diz Tatiana, “quando enxergamos além do comportamento, começamos a ver o ser humano por inteiro”.

 

Tatiana Serra, psicóloga e neuropsicóloga - Neuropsicóloga pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), graduada em Psicologia pela Universidade Paulista (2014), analista do Comportamento pela Universidade de São Paulo (USP). Experiência de mais de 10 anos em Análise do Comportamento e Transtorno do Espectro do Autismo e desenvolvimento de famílias e equipe.


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