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quinta-feira, 20 de março de 2025

INÍCIO DE ÁRIES E ANO NOVO ASTROLÓGICO: SAIBA O QUE ESSA DATA REPRESENT


Quais serão as influências de 2025 para os signos sob Júpiter, segundo Ana Johan, especialista do Astrocentro

 

Áries é o signo que inicia o zodíaco, o pioneiro, o ponto de partida, onde toda a jornada astrológica começa, assim, com a entrada do sol em Áries, também damos início a uma nova estação, a chegada do Equinócio, que no Hemisfério Sul, festejamos o outono, enquanto no Hemisfério Norte, celebramos a primavera. 

Portanto, o ano novo astrológico começa no dia 20 de março de 2025, precisamente às 06:39 da manhã, com a entrada no signo de Áries. “Esse período simboliza um renascimento em níveis físico, mental e espiritual, caracterizado por um novo começo, uma renovação de energia vital, que deve ser comemorada com plena consciência, estabelecendo metas e objetivos a serem realizados com o apoio do nosso planeta protetor deste ano, o grandioso Júpiter” explica a especialista do Astrocentro, Ana Johan. 

A influência astrológica no ano de 2025 será gerida por Júpiter, conhecido como o Grande Benéfico entre os astros, proporcionando-nos uma grande habilidade de colher benefícios. Júpiter está relacionado com a fé, crenças, ética, potencial de expansão e sorte, nos levando a refletir sobre a maneira como buscamos crescer e avançar em nossas vidas. 

“Manter a confiança, o otimismo e o entusiasmo será crucial neste ano, pois a regência de Júpiter nos provoca considerações acerca de nossa fé, nossos princípios, e sobre qual filosofia de vida queremos adotar, sendo uma ótima chance de expandirmos tudo o que iniciamos no ano de 2024 sob a influência de Saturno”, acrescenta a especialista. 

Desta forma, 2025 será um ótimo ano para colher resultados. Além disso, a regência de Júpiter neste ano também está associada à proteção divina, podendo auxiliar na ampliação da consciência, caso essa seja a sua intenção. Entretanto, como a vida não é feita apenas de coisas boas, é necessário estar atento aos exageros, uma vez que tudo que é excessivo se afasta da essência de Júpiter, então esteja atento para não desmerecer as boas notícias que surgem em sua vida. 

Ana Johan ainda diz que, um ponto importante a se ressaltar, é o cuidado com o fanatismo religioso. Buscar uma fé ou crença que faça sentido para você é essencial, mas evite extremismos, pois a falta de autocrítica pode ser prejudicial em sua vida, sendo que o equilíbrio será extremamente importante durante este período. 

A regência de Júpiter desempenha um papel crucial na astrologia, afetando a forma como cada signo se relaciona com o crescimento, a sorte e a expansão.

 

A seguir, temos uma visão geral sobre como Júpiter impactará os signos do zodíaco:

 

Regência de Júpiter em Cada Signo

 

Áries: A presença de Júpiter em Áries oferece uma sensação de ousadia e iniciativa. Aqueles que pertencem a este signo podem se sentir mais impulsionados a assumir riscos e iniciar novos empreendimentos, sentindo um aumento na autoconfiança.

 

Touro: Quando Júpiter está em Touro, o foco se dirige para a estabilidade e segurança. Este posicionamento favorece o crescimento financeiro e a valorização das coisas boas da vida, promovendo a construção de uma base firme.

 

Gêmeos: Júpiter em Gêmeos motiva a curiosidade e a interação. Indivíduos desse signo podem perceber um aumento nas chances de aprendizado e networking, além de um impulso para investir em novas ideias.

 

Câncer: Com Júpiter em Câncer, as questões emocionais e as relações familiares ganham destaque. Esse posicionamento pode levar a um desenvolvimento pessoal por meio das dinâmicas familiares, assim como um maior foco na segurança emocional e no lar.

 

Leão: Júpiter em Leão irradia criatividade e brilho. Os nascidos sob este signo podem se sentir mais confiantes em mostrar sua singularidade e poderão perceber um crescimento nas possibilidades de reconhecimento e sucesso.

 

Virgem: Júpiter em Virgem se concentra na saúde, no trabalho e nos serviços prestados. Esse posicionamento pode encorajar o aprimoramento por meio de mudanças na rotina e na busca pela excelência em tarefas e projetos.

 

Libra: Com Júpiter em Libra, a atenção se volta para as parcerias e a harmonia nas interações. Este signo pode experimentar crescimento por meio de relacionamentos e colaborações, buscando um equilíbrio em suas interações sociais.

 

Escorpião: Júpiter em Escorpião intensifica a profundidade e a intensidade. Esse posicionamento pode impulsionar transformações pessoais e um crescimento emocional significativo ao explorar temas como poder e intimidade.

 

Sagitário: Sendo o regente natural de Sagitário, Júpiter amplia suas energias. Este signo é favorecido com chances de expansão, aprendizado e viagens, o que promove um crescimento constante e otimista.

 

Capricórnio: Júpiter em Capricórnio direciona a atenção à ambição e à estrutura. Esse posicionamento pode facilitar o progresso profissional e resultados concretos por meio do esforço e disciplina.

 

Aquário: Júpiter em Aquário destaca a inovação e o pensamento progressista. Este signo pode vivenciar crescimento através de ideias criativas e conexões sociais, promovendo mudanças significativas.

 

Peixes: Com Júpiter em Peixes, há uma forte intuição e sensibilidade. Este posicionamento pode estimular o avanço espiritual e emocional, favorecendo a criatividade e a ligação com o mundo espiritual.

 

A regência de Júpiter ao longo dos signos apresenta características únicas e chances de evolução. Enquanto alguns signos podem prosperar em aventuras e expansões externas, outros podem encontrar progresso em esferas mais internas e emocionais. Compreender essa influência pode auxiliar na superação de desafios e na maximização de oportunidades ao longo deste ano de 2025, que refletirão na vida toda.

 

Astrocentro


quarta-feira, 19 de março de 2025

Inflação e incertezas sobre política fiscal não deram opção ao COPOM que não aumentar a Selic, observa FecomercioSP

Inflação de fevereiro foi muito significativa para decisão do comitê; aumento dessa magnitude será o último de 2025, prevê Entidade

 

O Comitê de Política Monetária (COPOM), do Banco Central, não tinha outra opção que não subir a taxa básica de juros do País, a Selic, em 1 ponto percentual (p.p.), em decisão anunciada nesta quarta-feira (19). Ela é apenas um efeito da conjuntura interna inflacionada e das incertezas que se avolumam sobre os rumos da política fiscal e sobre o cenário internacional com a presidência de Donald Trump nos Estados Unidos.

 

[GRÁFICO 1]

VARIAÇÃO DA TAXA SELIC (2023–2025)

Fonte: Banco Central (Bacen)



Com a decisão desta quarta, o Brasil permanece com a quarta maior taxa de juros nominal do planeta: 14,25%.

 

No âmbito nacional, o IPCA de fevereiro subiu 1,31%, a maior alta para o mês em mais de 20 anos. Embora o número não tenha surpreendido o mercado, ainda é um cenário grave, considerando que o grupo de alimentos e bebidas, que pesa no bolso das classes mais baixas, segue bastante pressionado, com uma alta de 0,70% nos preços no mês em questão — que havia sido de 0,96% em janeiro. Tudo isso levando em conta que a alimentação no domicílio, outra variação da pesquisa do IBGE, também subiu (0,79%).  

Em paralelo, o mercado de trabalho em bom momento tem, como um dos seus efeitos, o aquecimento da demanda, principalmente nos Serviços. Dados da XP Investimentos apontam que a inflação desse setor foi de 0,82% em fevereiro, o que significa uma taxa anualizada que beira os 10%.

 

[GRÁFICO 2]

VARIAÇÃO DO IPCA (2024–2025)

Fonte: IBGE



Além disso, as políticas do governo parecem não estar em consonância com o cenário atual. De um lado, o Banco Central segue utilizando a política monetária para trazer a inflação de volta à meta, de outro, o governo segue anunciando políticas de estímulo ao crédito e ao consumo. Isso torna a tarefa do COPOM ainda mais difícil.

 

Como se não bastasse toda a situação interna, demasiada complexa, as medidas cada vez mais protecionistas nos Estados Unidos, sob a guarida do presidente Donald Trump, estão exportando dúvidas para economias de todo o mundo — e no Brasil, não é diferente. 

Já é possível senti-la, por exemplo, no aumento das taxas de juros dos títulos norte-americanos e na convulsão de Wall Street nesses últimos dias. A fuga de dólares para o mercado estadunidense terá, como consequência, uma pressão sobre as moedas de países emergentes, principalmente. O real não está ileso disso. 

A FecomercioSP entende que o ciclo de altas permanecerá, mas não mais nessa magnitude, na medida em que os efeitos do início dos aumentos da Selic começarão a ser mais perceptíveis. O patamar máximo da taxa, neste ano, será na casa dos 15%, da qual estaremos mais perto agora. Com uma política fiscal responsável, é até possível cogitar uma queda ainda em 2025.

 

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Dia Mundial da Saúde Bucal: dicas para um sorriso saudável

Freepik 
No dia 20 de março é celebrado o Dia Mundial da Saúde Bucal, uma data fundamental para reforçar a importância dos cuidados preventivos com a boca e os dentes. A saúde bucal vai muito além da estética: ela impacta diretamente a qualidade de vida e o bem-estar geral das pessoas. 

De acordo com a especialista Dra. Nayara Cristina Luz, cirurgiã-dentista e consultora científica da FGM Dental Group - indústria catarinense especializada no desenvolvimento de soluções odontológicas, a adoção de hábitos diários e simples pode prevenir problemas como cáries, gengivite e doenças periodontais. Os principais cuidados incluem:

  • Higienização adequada: Escovar os dentes ao menos três vezes ao dia com creme dental fluoretado e utilizar o fio dental diariamente são práticas essenciais para remover resíduos e placa bacteriana;
  • Uso do fio dental: O fio dental deve ser utilizado diariamente para remover resíduos alimentares e placa bacteriana entre os dentes, áreas onde a escova não alcança;
  • Alimentação Balanceada: Evitar o consumo excessivo de alimentos açucarados e bebidas ácidas contribui para a prevenção de cáries e erosão do esmalte dentário;
  • Visitas Regulares ao Dentista: Consultas periódicas, ao menos duas vezes ao ano ajudam a identificar e tratar precocemente possíveis problemas, garantindo um sorriso mais saudável.

Nos próximos meses, a FGM comercializará a nova linha Witsmile - incluindo enxaguante bucal, escovas e fio dental, desenvolvidos especialmente para o consumidor final. Segundo a Dra. Nayara Cristina Luz: "A prevenção é o melhor caminho para manter um sorriso saudável e funcional ao longo da vida. Por isso, buscamos desenvolver soluções que contribuam para a saúde bucal de forma acessível e eficaz”. 

Neste Dia Mundial da Saúde Bucal, a FGM Dental Group convida a população a refletir sobre seus hábitos e a adotar medidas preventivas para garantir um sorriso bonito e saudável.

 

Dia Internacional da Felicidade (20/03): idosos são mais felizes que jovens de 15 a 24 anos

Estudo patrocinado pela ONU revela que a felicidade entre jovens caiu drasticamente na América do Norte 

 

Nesta quinta-feira, 20 de março, comemora-se o Dia Internacional da Felicidade, uma data que nos leva a refletir sobre o que realmente importa quando o assunto é felicidade. Algumas décadas atrás, a sabedoria coletiva apontava que os jovens eram mais felizes, enquanto os idosos passavam seus dias sentados em cadeiras de balanço, esperando pelo fim da vida. No entanto, esse estereótipo já ficou no passado em algumas regiões, como revela o World Happiness Report, realizado anualmente e patrocinado pela ONU (Organização das Nações Unidas). O estudo tem como objetivo analisar os níveis de felicidade ao redor do mundo e entender quais fatores influenciam o bem-estar das pessoas. 

A pesquisa utilizou como fonte de dados a Gallup World Poll, que mede o bem-estar subjetivo através de três indicadores principais: avaliações de vida, emoções positivas e emoções negativas. Anualmente, cerca de 1000 respostas são coletadas em cada país, e os entrevistados avaliam sua vida atual em uma escala de 0 a 10, sendo 10 a melhor vida possível e 0 a pior. 

Os resultados das análises identificaram que os níveis de felicidade nas diferentes fases da vida estão passando por modificações ao longo do tempo. Na maioria dos países, a satisfação com a vida diminui gradualmente desde a infância, passando pela adolescência e até a idade adulta. Globalmente, os jovens entre 15 e 24 anos ainda relatam maior satisfação com a vida do que os adultos e idosos. No entanto, essa diferença vem diminuindo na Europa Ocidental e foi recentemente invertida na América do Norte devido à queda na satisfação com a vida entre os jovens. 

Rodrigo Lang, educador corporativo e sócio fundador da Human SA, instituição focada no desenvolvimento humano por meio da promoção de saúde, felicidade e bem-estar, destaca que “o conceito de felicidade não é limitado a uma única fase da vida. Ele é dinâmico e pode ser cultivado ao longo de todas as idades, desde a infância até a terceira idade. Com as mudanças nas condições de saúde e bem-estar, é possível viver de forma plena em qualquer etapa da vida, especialmente quando adotamos um equilíbrio entre a saúde física e mental.” 

Os dados também revelam que os avanços na saúde, bem-estar e políticas sociais estão contribuindo para um envelhecimento mais positivo e satisfatório. Enquanto, na juventude, a pesquisa destacou o impacto das redes sociais e das tecnologias na satisfação dos jovens, revelando a necessidade de equilibrar os benefícios da hiperconectividade com os desafios ligados à saúde mental. 

Lang também reforça a importância da felicidade no ambiente corporativo: “A felicidade não é apenas um estado desejável, é um facilitador de competências humanas essenciais como criatividade, colaboração e resolução de problemas.” Ele observa que alguns gestores e líderes podem até negligenciar a importância da felicidade no cotidiano de seus colaboradores, mas ressalta que a saúde mental dos funcionários é uma responsabilidade legal dos superiores. “A felicidade e o bem-estar não só geram um ambiente mais produtivo entre os colaboradores, mas também impactam toda a rede de uma organização, incluindo fornecedores e clientes”, explica.


Qualidade do sono: fator essencial para a saúde e o bem-estar

Dormir bem fortalece a imunidade, melhora a cognição e impulsiona a produtividade 

Um sono de qualidade é essencial para a saúde, produtividade
 e bem-estar. Estudos mostram que um bom colchão contribui para
 um descanso reparador, impactando diretamente no desempenho
 profissional e na qualidade de vida.
  Divulgação Simmons Brasil

Uma boa noite de sono é essencial para a saúde física e mental, influenciando diretamente na qualidade de vida das pessoas. O uso de colchões e travesseiros adequados é um dos principais fatores para garantir um sono reparador, promovendo não apenas descanso, mas também um melhor funcionamento do organismo. Estudos apontam que noites bem dormidas reduzem os riscos de doenças cardiovasculares, fortalecem a imunidade e potencializam a cognição. "Dormir bem influencia na produção hormonal e fortalece a imunidade e a cognição", destaca Antônio Júnior, especialista em colchões.

 

Segundo um estudo da National Sleep Foundation, adultos que dormem entre sete e nove horas por noite apresentam melhor desempenho cognitivo, mais resiliência emocional e são menos propensos a desenvolver doenças crônicas. Além disso, pesquisas publicadas no Journal of Occupational and Environmental Medicine indicam que indivíduos que dormem mal têm uma redução de até 20% em sua produtividade no trabalho. Isso ocorre porque o sono desempenha papel fundamental na consolidação da memória, na tomada de decisão e na capacidade de resolver problemas. 

A relação entre sono e felicidade também é amplamente estudada. Um levantamento realizado pela Universidade de Oxford mostrou que indivíduos que dormem bem relatam níveis mais elevados de satisfação com a vida e bem-estar emocional. A falta de sono adequado pode desencadear sintomas de ansiedade e depressão, afetando o humor e a capacidade de lidar com desafios diários. "O sono é um dos pilares da saúde, assim como alimentação equilibrada e exercícios físicos. Privar-se dele pode comprometer significativamente a qualidade de vida", reforça Antônio Júnior. 

Diante disso, escolher um bom colchão torna-se uma decisão estratégica para garantir noites de descanso profundo e restaurador. A Simmons, marca reconhecida por sua tecnologia e inovação, oferece linhas de colchões que atendem diferentes perfis de sono. Entre elas, destacam-se a Beautyrest Black, que alia conforto e suporte ergonômico de alta performance, e a Five Star, desenvolvida com materiais premium para proporcionar a sensação de um sono revigorante. 

Compreender a importância do sono é fundamental para investir na qualidade de vida. Pequenas mudanças, como criar uma rotina de descanso, evitar o uso excessivo de telas antes de dormir e optar por produtos adequados, fazem toda a diferença para um dia a dia mais produtivo e equilibrado. O sono bem cuidado é o primeiro passo para uma vida mais saudável e feliz. 

 



Antonio Junior - Com quase duas décadas de experiência no varejo de Brasília, Antonio Junior é um especialista em atendimento ao cliente e referência no mercado de colchões. À frente da Kasa dos Colchões, ele consolidou a marca como líder em qualidade e satisfação na capital federal. Agora, Antonio expande sua atuação para o mercado premium com a inauguração da loja-conceito da Simmons Brasília, unindo sua expertise em varejo a uma visão estratégica voltada para sofisticação e exclusividade. Seu trabalho reflete dedicação, inovação e um compromisso com a excelência em cada projeto.
Instagram: simmonsparksul

Simmons


Pesquisa global: qualidade do sono é diferente entre homens e mulheres

Segundo levantamento encomendado pela ResMed com 30.026 pessoas em 13 países, 38% das mulheres têm dificuldade para adormecer, em comparação com 29% dos homens

  • De acordo com Pesquisa Global Anual do Sono, 38% das mulheres têm dificuldade para adormecer, em comparação com 29% dos homens entrevistados
  • Mudanças hormonais são fator significativo para perda de qualidade do sono
  • Crise global: pessoas perdem em média de quase três noites de sono restaurador por semana


Um estudo global encomendado pela ResMed (NYSE: RMD, ASX: RMD), empresa líder em tecnologia para saúde do sono, respiração e home care, aponta que a qualidade do sono não é igual entre homens e mulheres. Segundo a Pesquisa Global Anual do Sono, 38% das mulheres têm dificuldade para adormecer, em comparação com 29% dos homens. 

As entrevistadas relatam menos noites de sono de qualidade do que os homens (3,83 noites vs. 4,13 noites) por semana. E as mudanças hormonais — particularmente a menopausa — são um fator significativo, mas muitas vezes negligenciado, que afeta o sono. O estudo aponta que 44% das mulheres na menopausa relatam dificuldade em adormecer pelo menos três vezes por semana, em comparação com 33% das mulheres que ainda não chegaram à menopausa.

Com percepções de 30.026 entrevistados em 13 países, o estudo destaca uma crise global generalizada do sono, com pessoas perdendo uma média de quase três noites de sono restaurador por semana.

Apesar de uma tendência de crescente conscientização sobre a importância do sono, muitos permanecem presos em um ciclo de exaustão. A pesquisa revela que quase um em cada quatro entrevistados (22%) opta por “apenas conviver” com o sono ruim, em vez de procurar ajuda.

"O sono é tão vital para a saúde quanto dieta e exercício, mas milhões lutam em silêncio", afirma Carlos M. Nunez, Chief Medical Officer da ResMed. "Esta pesquisa destaca uma lacuna urgente entre a conscientização e a ação — uma que precisa de atenção imediata, para melhorar os resultados de saúde global."


Um mundo sem descanso

Cerca de um terço dos entrevistados relata dificuldade em adormecer ou permanecer dormindo três ou mais vezes por semana, citando estresse (57%), ansiedade (46%) e pressões financeiras (31%) como principais causas do problema. Embora indivíduos bem descansados experimentem melhora no humor, concentração e produtividade, aqueles que lutam com o sono ruim relatam sonolência excessiva durante o dia, irritabilidade e dificuldade de concentração. No entanto, poucos tomam medidas proativas para melhorar sua saúde do sono:

  • 89% dos entrevistados acreditam que o sono os faz se sentir melhor consigo mesmos, mas apenas 24% tomariam medidas imediatas para resolver problemas de sono;
  • 22% de todos os consultados, e até 41% somente em relação à Austrália, optaram por “apenas conviver" com o sono ruim;
  • 45% não monitoram seu sono, perdendo informações valiosas que poderiam melhorar a qualidade do seu período de descanso.


O impacto do sono nos relacionamentos

As respostas da pesquisa sugerem que o sono pode desempenhar um papel importante na saúde de nossos relacionamentos:

  • 18% dos casais optam permanentemente pelo "divórcio do sono", escolhendo dormir separados devido à apneia e à agitação noturna;
  • Entre aqueles que dormem separados, 31% relataram melhora nos relacionamentos, enquanto 30% sentem que pioraram;
  • A separação do sono também impacta a intimidade — 28% dizem que sua vida sexual melhorou, enquanto 22% relatam o oposto.


Sono ruim: o dreno oculto da produtividade

O sono de qualidade impacta diretamente o desempenho no trabalho, mas muitos funcionários sofrem as consequências causadas pela privação de sono:

  • Impressionantes 71% dos entrevistados empregados globalmente faltaram ao trabalho devido ao sono ruim pelo menos uma vez na carreira, com as maiores taxas na Índia (94%), seguida pela China (78%), Singapura (73%) e EUA (70%);
  • Quase metade (47%) da força de trabalho pesquisada sente que sua saúde do sono não é uma prioridade para seus empregadores, apresentando uma oportunidade para iniciativas dos empregadores incentivarem hábitos de sono saudáveis.


Medidas em relação à saúde do sono

"O sono ruim crônico impacta nossos relacionamentos, produtividade no local de trabalho e aumenta o risco de declínio cognitivo, distúrbios de humor e condições de saúde graves, como insuficiência cardíaca e derrame", alerta Nunez. "Para indivíduos com apneia do sono não tratada ou mal controlada, esses riscos são ainda maiores. É por isso que conversar com um médico sobre o tratamento do sono perturbado é importante."

Você está dormindo o suficiente? Leia a Pesquisa Global do Sono 2025 completa para saber mais sobre as tendências que impactam a forma como dormimos. Acesse: resmed.com.br/monstrodosono

Responda ao questionário do sono gratuitamente: Link


Metodologia

A ResMed encomendou uma pesquisa com 30.026 pessoas nos Estados Unidos (5.000), China (5.000), Índia (5.000), Reino Unido (2.000), Alemanha (2.004), França (2.001), Austrália (1.501), Japão (1.500), Coreia (1.500), Tailândia (1.519), Nova Zelândia (1.000), Singapura (1.000) e Hong Kong (1.001). As amostras em cada país foram representativas no que diz respeito a gênero e idade da população. A pesquisa foi realizada pela PureSpectrum, de 12 a 28 de dezembro de 2024.



ResMed
Para saber mais, visite ResMed.com
@ResMed

 

Campanha de prevenção do câncer colorretal será transmitida nacionalmente em TVs de bordo


 

Ação da Libbs Farmacêutica alertará a população sobre a importância de prevenção, por meio do diagnóstico precoce, alcançando mais de dez mil passageiros 

 

Com os dizeres “Check-in feito, mas você já fez o seu check-up?”, a Libbs Farmacêutica inicia a divulgação da sua campanha: "Juntos para novos recomeços", que trará no mês de março o foco na conscientização para prevenção e diagnóstico precoce de câncer colorretal. A iniciativa integra as ações da farmacêutica voltadas ao Março Azul-Marinho, mês de conscientização sobre a doença, que deve registrar cerca de 46 mil novos casos neste ano, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA) 1. A campanha consiste na exibição de vídeo nas TVs de bordo da companhia aérea Azul, após os informativos de praxe feitos pela tripulação e ao fazer login no wi-fi, com dicas de saúde e acesso a QR Code direcionado para página com mais informações sobre a doença.

A expectativa é alcançar mais de dez mil passageiros, com a campanha. De acordo com Bruno Ferraz, gerente de marketing na Libbs, a escolha pela mídia de bordo se deve à ampla cobertura desse tipo de canal, uma vez que a companhia aérea conta com 160 destinos nacionais. “A ideia surgiu no ano passado, quando pensamos em criar uma ação de grande impacto, capaz de atingir regiões que hoje entendemos como oportunidades de conscientização sobre as nossas causas prioritárias”, conta. Conforme Ferraz, a campanha terá desdobramentos em outros meses de conscientização oncológica, como setembro (tumores femininos), outubro (câncer de mama) e novembro (câncer de próstata).


Sobre o câncer de intestino

Segundo Paulo Roberto Paes e Silva Júnior, oncologista consultor da Libbs Farmacêutica, a doença, muitas vezes silenciosa, ainda é pouco conhecida, sendo comum receber pacientes no consultório que desconhecem seus sintomas ou como se prevenir.

Os principais fatores de risco incluem uma dieta rica em gorduras e pobre em fibras, sedentarismo, obesidade, tabagismo e consumo de álcool2. “É importante que as reconheçam os sinais e sintomas do câncer colorretal, que incluem mudanças no hábito intestinal, sangue nas fezes, dor abdominal, perda de peso sem causa aparente e cansaço2. Qualquer pessoa que apresente esses sintomas deve procurar seu médico de confiança”.

O médico explica que também é importante realizar exames de rotina, como a colonoscopia, especialmente para pessoas acima de 45 anos, embora em alguns casos seja necessário antecipar o exame, como quando há alguma investigação em curso, pacientes com algum histórico familiar de câncer de intestino ou com queixas de sangramento intestinal ou outros sintomas e/ou alteração na pesquisa de sangue oculto nas fezes, ou até mesmo em casos de portadores de síndromes genéticas  e algumas doenças inflamatórias do intestino3. “A despeito de toda a importância, o medo ou mesmo vergonha de realizar a colonoscopia ainda são comuns, o que pode atrasar o diagnóstico e prejudicar o tratamento. Vale lembrar que, apesar do preparo para o exame exigir paciência, a colonoscopia é rápida, indolor e pode salvar vidas.” 

 

Libbs

 

Referências:

  1. INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER (INCA). INCA prevê aumento da mortalidade prematura por câncer de intestino até 2030. 2023. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/noticias/2023/inca-preve-aumento-da-mortalidade-prematura-por-cancer-de-intestino-ate-2030. Acesso em: 24 fev. 2025.
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Cartilha de prevenção do câncer colorretal. Biblioteca Virtual em Saúde. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/folder/prevencao_cancer_colorretal_profissionais_saude.pdf. Acesso em: 24 fev. 2025.
  3. SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA ONCOLÓGICA (SBCO). Rastreamento com colonoscopia possibilita diagnosticar lesões antes que possam evoluir para câncer de intestino. Disponível em: https://sbco.org.br/atualizacoes-cientificas/rastreamento-com-colonoscopia-possibilita-diagnosticar-lesoes-antes-que-possam-evoluir-para-cancer-de-intestino/. Acesso em: 24 fev. 2025.

 

Coceira pode ser sinal de alerta para a saúde

SBD-RS explica as causas mais comuns de coceira e destaca a importância do diagnóstico adequado

 

Coceiras podem parecer inofensivas à primeira vista, mas, em muitos casos persistentes e/ou intensos, são indicativos de condições dermatológicas ou sistêmicas que requerem muita atenção.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) alerta que o prurido, como é tecnicamente conhecido, pode ser um sintoma de doenças dermatológicas, como dermatite atópica, urticária, líquen plano e escabiose, entre muitas outras, ou pode ser um sintoma de doenças internas, como linfomas e outros cânceres, distúrbios da tireoide, do fígado e dos rins, como exemplos. Além disso, diferentes formas de alergias podem ocasionar prurido.

“O prurido intenso, sem uma causa aparente, é importante ser bem investigado. Desde as alergias até as possíveis doenças internas precisam ser consideradas. Por isso, o diagnóstico correto é essencial”, explica o médico associado da SBD-RS, Dr. Renan Bonamigo.

Entre as causas mais comuns, destacam-se a dermatite atópica, frequente em crianças e caracterizada por coceira intensa e ressecamento cutâneo; a dermatite de contato, desencadeada pela exposição a substâncias irritantes ou alergênicas; e a xerose, marcada pelo ressecamento acentuado da pele, comum em idosos e em períodos de clima seco. Condições crônicas, como psoríase e líquen simples crônico, também podem provocar coceira, frequentemente acompanhada por placas ou lesões cutâneas. A qualidade de vida dos portadores de prurido crônico é diminuída, pelo grau de desconforto a longo prazo ocasionado. O correto manejo sintomático também é importante.

O tratamento do prurido varia conforme a causa subjacente. Em casos leves, medidas como hidratação regular da pele, o uso de produtos específicos para os sintomas, e evitar fatores que o agravem, são importantes. Contudo, situações persistentes, intensas ou associadas a outros sintomas, exigem uma avaliação especializada, incluindo alguns exames complementares.

Se você enfrenta coceiras recorrentes ou intensas, busque orientação médica. A lista de profissionais habilitados está disponível no site oficial da SBD-RS: www.sbdrs.org.br. A avaliação precoce é fundamental para prevenir complicações e manter a saúde da pele.



Marcelo Matusiak


Março Lilás reforça vacinação contra HPV como maior aliada na prevenção do câncer de colo de útero

Imagem de divulgação A.C.Camargo
Pesquisa revela que 49% dos jovens brasileiros sabem que a imunização previne contra a doença, mas adesão ainda segue abaixo da meta segundo o Ministério da Saúde 

 

O câncer de colo do útero já é o terceiro tipo de tumor mais comum entre mulheres em todo o mundo, ficando atrás do câncer de mama e do colorretal. No Brasil, é responsável pela morte de pelo menos 6 mil brasileiras por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Para 2025, a estimativa é de 17 mil novos diagnósticos da doença, que está diretamente relacionada à infecção pelo papilomavírus humano (HPV). 

O Dr. Glauco Baiocchi, cirurgião oncológico e Líder do Centro de Referência de Tumores Ginecológicos do A.C.Camargo ressalta que este tipo de tumor está na lista dos cânceres evitáveis com maior facilidade, uma vez que a vacina contra o HPV é disponibilizada de forma gratuita pelo SUS há 11 anos, mas a adesão ainda segue abaixo da meta segundo o Ministério da Saúde. 

Diante deste cenário, uma pesquisa do A.C.Camargo Cancer Center, em parceria com a Nexus — Pesquisa e Inteligência de Dados, revelou que apenas metade dos jovens entre 16 e 24 anos (49%) sabe que a vacinação contra o HPV pode prevenir o câncer de colo do útero. O levantamento, que ouviu cerca de 2 mil pessoas maiores de 16 anos (homens e mulheres), mostrou ainda que apenas 48% da população sabe que a vacina contra o HPV previne também contra outros tipos de cânceres. 

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, dois tipos de HPV causam mais de 70% dos cânceres do colo do útero e lesões pré-cancerosas. De acordo com o cirurgião, evidências científicas também relacionam o HPV com cânceres do ânus, vulva, vagina, pênis e orofaringe.

 

Vacina como aliada na prevenção

A pesquisa revela ainda que 25% acreditam que a vacina só é aplicada em mulheres. Apesar do câncer do colo do útero estar entre as principais causas de morte entre mulheres na América Latina e no Caribe, o imunizante também pode ser aplicado nos homens tanto para proteger contra outros tipos de câncer quanto para evitar a transmissão do vírus. De acordo com o Dr. Glauco Baiocchi, a imunização da população entre 11 e 14 anos é a mais eficiente pela menor exposição do vírus através de relações sexuais e pela maior produção de anticorpos. 

A vacina HPV4 (quadrivalente), oferecida na rede pública, confere proteção contra quatro subtipos do HPV (6, 11, 16 e 18), enquanto a HPV9 (nonavalente) protege contra os mesmos subtipos da anterior e mais outros cinco com potencial de causar câncer, que são 31, 33, 45, 52 e 58. “Esta segunda opção está disponível apenas na rede privada por enquanto, mas vale reforçar que a quadrivalente aumenta a proteção contra o HPV em 70% para câncer de colo do útero, já a nonavalente protege em cerca de 90%”, completa.

 

Diagnóstico, sintomas e tratamentos

O Registro Hospitalar de Câncer (RHC) do A.C.Camargo, mostrou que no período de 2000 a 2022, foram registrados 3.134 casos de câncer de colo do útero, a maior parte diagnosticados em estágio inicial e apenas 8% em estágio avançado, com um pico no número de casos na faixa etária entre 30 a 34 anos, com maior ocorrência entre 20 e 59 anos. 

Mesmo diante do número de casos, o avanço na gama de tratamentos disponíveis tem aumentado significativamente as chances de sobrevida das pacientes com câncer de colo do útero. Dados do Observatório do Câncer revelam que a taxa de sobrevida geral (estimada em 5 anos) no A.C.Camargo passou de 69,9% em 2000 para 83,6% em 2020, alcançando até 91,5% em 2022, como mostra o último RHC da instituição. 

“Abordar a prevenção é fundamental. Além da vacina, que está disponível nas versões quadrivalente e nonavalente, sendo que ambas previnem contra o vírus, é fundamental adotar outras estratégias de prevenção contra o HPV, como o uso de preservativos nas relações sexuais, a realização de exames de rastreamento regulares e o tratamento das lesões precursoras", ressalta Glauco. 

O médico também chama a atenção para sinais de alerta, como sangramentos vaginais anormais após relações sexuais, entre os ciclos menstruais ou na pós-menopausa. Caso a mulher tenha esses sintomas, é recomendado buscar uma avaliação, pois dentre as possíveis causas estão as neoplasias de colo do útero, endométrio e vagina.  



A.C.CAMARGO CANCER CENTER
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Surto de sarampo nos Estados Unidos acende alerta para vacinação de viajantes

 Um dos principais destinos dos brasileiros já registrou 258 casos, em três estados 

 

O surto de sarampo nos Estados Unidos chama a atenção das autoridades sanitárias do Brasil por se tratar de um dos principais destinos internacionais dos brasileiros. Segundo o Escritório Nacional de Viagens e Turismo (NTTO, sigla em inglês), foram 1,91 milhão apenas no ano passado, em dezenas de voos diários. Os casos foram notificados em três estados norte-americanos: Texas, Novo México e Oklahoma, totalizando 258 pessoas até o dia 12, incluindo situações delicadas de recém-nascidos de mães não vacinadas, de acordo com divulgação oficial do governo.
 
“É uma doença grave e a vacinação é o melhor caminho para preveni-la”, destaca a médica infectologista Sylvia Freire, do Sabin Diagnóstico e Saúde. O Ministério da Saúde indica a vacina tríplice viral, que protege os imunizados também contra a caxumba e a rubéola, para crianças a partir 12 meses. Adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto devem iniciar ou completar o esquema vacinal.
 

Para aqueles até 29 anos, a recomendação do Programa Nacional de Imunizações é de duas doses com no mínimo um mês de intervalo. A partir dos 30 anos até 59 anos completos, quem ainda não tomou a vacina recebe dose única. Trabalhadores de saúde não imunizados previamente devem receber duas doses, independentemente da idade, com intervalo de 30 dias.
 
Em situações de surto, as recomendações rotineiras podem ser alteradas, sendo possível a administração de uma dose da vacina tríplice viral nas crianças entre 6 e 12 meses de idade, entre outras medidas.
 

O vírus do sarampo, Morbillivirus, pode ser transmitido por via respiratória, ao espirrar, tossir, falar e até mesmo respirar. “A transmissão pode ocorrer antes que o paciente apresente sintomas típicos como as manchas no corpo”, alerta Sylvia. “Como circula em outros países e pode voltar a circular no Brasil é importante os adultos verificarem se foram imunizados na infância. O sarampo, como sabemos, é uma doença potencialmente grave. Os pacientes em dúvida, devem procurar uma unidade de vacinas”, orienta a médica.
 
Antes da introdução da vacina, em 1963, o mundo vivia epidemias de sarampo em intervalos de dois a três anos que culminaram na morte de 2,6 milhões de pessoas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), trata-se de uma das doenças mais contagiosas do mundo, com taxa de mortalidade de 5% a 10% em crianças de países subdesenvolvidos. Nos casos mais graves, pacientes podem desenvolver complicações como encefalite e infeções bacterianas secundárias, como pneumonia e otite média aguda. Grávidas que contraem o sarampo podem sofrer parto prematuro ou gerar um bebê de baixo peso. Crianças de até 5 anos e imunossuprimidos são os grupos de maior risco de agravamento.


 
Atenção redobrada para quem viajou

O viajante que retorna ao Brasil deve manter a atenção ao aparecimento de sintomas em até 21 dias, destaca a infectologista pediátrica do Sabin, reforçando a orientação do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE). Caso apresente febre e manchas vermelhas na pele, evite o contato com outras pessoas até ser avaliado por um profissional da saúde.
 
Nos últimos anos, o sarampo protagonizou novos surtos que acometeram pessoas em diversas partes do mundo. Segundo a OMS, foram registrados mais de 300 mil casos de sarampo no mundo ao longo de 2023. Estimativas revelam que a cobertura vacinal atende 83% da população mundial, o que é considerado insuficiente, uma vez que a cobertura indicada é de 95%.
 


Sintomas do sarampo 

Os primeiros sintomas da doença se assemelham aos de um resfriado comum ou da gripe, como tosse seca, coriza, mal-estar intenso. Conjuntivite e febre maior que 38,5oC costumam ocorrer também na fase inicial. O indício mais emblemático, conforme explica a infectologista pediátrica, é quando as pessoas apresentam manchas na pele, sem secreção, que aparecem entre 3 e 5 dias após o início dos sintomas menos específicos. Inicialmente, as lesões surgem no rosto e atrás das orelhas e se espalham, em seguida, pelo restante do corpo.
 
“A persistência da febre, após o aparecimento das manchas na pele pode apontar para possível gravidade da doença, principalmente em crianças menores de cinco anos”, informa Sylvia, que acrescenta: “Há quem apresente outros sintomas, como os gastrointestinais (vômito e diarreia), neurológicos, que podem sinalizar uma encefalite (inflamação cerebral), além de sintomas pulmonares, em consequência de pneumonia viral ou bacteriana, resultado de infecção secundária”.
 

Vacinas disponíveis

Além da vacina tríplice viral, o Brasil disponibiliza rotineiramente outro imunizante que previne o sarampo: a tetraviral, responsável por prevenir os vírus do sarampo, da caxumba, rubéola e varicela (catapora).
  

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25% das mães manifestam sintomas de depressão pós-parto, segundo a Fiocruz

Psicólogo explica os estigmas por trás da condição e o papel da rede de apoio

 

A chegada de um bebê é um momento de grande alegria, mas para alguns pais, esse período pode ser marcado por um desafio emocional: a depressão pós-parto. Essa condição, que afeta principalmente as mães, mas também pode ocorrer em pais, é mais complexa do que o "baby blues" e requer atenção e cuidado.

De acordo com dados da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), aproximadamente 25% das mulheres brasileiras manifestam sintomas da depressão pós-parto em até 18 meses após o nascimento do bebê.

“A transição para a maternidade pode envolver um processo de luto pelas transformações corporais e sociais. Algumas mulheres podem se sentir prejudicadas em suas carreiras e no senso de liberdade. Mães solo, podem buscar na criança um suporte emocional, o que pode gerar um ciclo de frustração e raiva quando o bebê expressa suas necessidades”, comenta Marcos Torati, psicólogo, professor e mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP.

A depressão pós-parto é multifacetada, influenciada por fatores biológicos, psicológicos e sociais. Alguns fatores de risco podem aumentar a predisposição de um indivíduo a desenvolver essa condição, incluindo: histórico prévio de depressão, eventos estressantes durante a gravidez ou após o parto, autoestima rebaixada, experiências traumáticas anteriores (abuso, violência), gravidez indesejada, problemas de saúde do bebê, falta de apoio emocional, social e conflitos conjugais.

“Muitas mulheres que experienciaram uma má maternagem na infância podem desenvolver depressão pós-parto, pois, nesses casos, quando o bebê nasce e todo o olhar e a assistência se volta para o recém-nascido, elas se deparam com a reativação de sentimentos infantis de rejeição e desamparo. Podem sentir inveja, ciúmes e, consequentemente, raiva do próprio filho ao verem os entes queridos dedicarem cuidados exclusivos somente para o bebê. Por isso, um dos papéis do psicanalista é transformar o bebê repudiado em uma representação simbólica, que esse ódio não é contra a figura real da criança, mas das experiências relacionais traumáticas”, explica o psicólogo.


Quais os sintomas? 

Para Torati, é importante que novos pais e seus familiares estejam atentos aos sinais da depressão pós-parto. Os sintomas podem variar, mas alguns dos mais comuns incluem:

- Tristeza persistente;

- Medo de perder o controle ou machucar o bebê;

- Pensamentos intrusivos e obsessivos (suicidas ou homicidas);

- Fantasias catastróficas;

- Irritabilidade e mudanças bruscas de humor;

- Desejo de isolamento social;

- Melancolia persistente;

- Distúrbios do sono e apetite;

- Sentimento de culpa por rejeitar a maternidade.

“Um outro sintoma que pode se manifestar é a rejeição ao bebê. Esse sentimento, em alguns casos, pode ser um deslocamento de conflitos com o parceiro. O medo de perder a identidade e a atratividade sexual também pode contribuir para a depressão pós-parto”, reforça Torati.

No entanto, para Torati, uma grande questão nesse contexto são as mães que ocultam a depressão pós-parto, ou seja, as mulheres que, para lidar com sentimentos de aversão ao filho, desenvolvem uma formação reativa para mascarar os sentimentos negativos que sentem pela criança. 

“Isto pode despertar uma culpa moral, reparada radicalmente através dos cuidados excessivos e das preocupações sufocantes, camuflando assim o desejo de morte inconcebível. Nesse sentido, podemos interpretar a depressão também como um ‘sucesso’ contra a destrutividade, uma formação defensiva para salvaguardar o bebê contra os próprios impulsos destrutivos dirigidos à ele através da depressão, sendo preferível deprimir do que destruir uma vida”, elucida o psicólogo.


Rede de apoio é essencial para a recuperação da mãe

A família e o(a) parceiro(a) desempenham um papel fundamental. O apoio deve ser direcionado tanto à mãe quanto ao bebê. O(a) parceiro(a) pode precisar assumir um papel de "mãe substituta", oferecendo cuidado e atenção à mãe, que pode estar temporariamente impossibilitada de exercer plenamente esse papel. 

Esse cuidado permite que a mãe se sinta cuidada, o que é essencial para que ela possa se vincular ao filho. “Se o pai for um homem biológico, o importante agora é o exercício do seu lado feminino e materno, ser um “dublê de mãe” suficientemente bom. Pois, é a partir da sensação de ser cuidada, tal qual a um bebê, que a mãe poderá cuidar e se vincular ao filho”, comenta ele.

Muitas mulheres são vítimas da narrativa cultural de que o amor materno é inato e incondicional, uma idealização que não corresponde à realidade. Por isso, a depressão pós-parto pode surgir como um enigma emocional que foge a compreensão da própria mãe. Portanto, somente quando essa situação é reconhecida e diagnosticada é que é possível viabilizar a ajuda para a mãe. Entretanto, tudo o que essa mulher pode fazer por si mesma, em termos de autocuidado, depende da existência de um ambiente cuidador, ou seja, requer alguém esteja disponível para cuidar do seu bebê. 

“Desse modo, a rede de apoio é o alicerce que possibilita a recuperação da depressão pós-parto, através dele a mãe poderá ter tempo para se dedicar ao tratamento psicanalítico, alimentar-se com calma, ter um sono reparador, tomar banho com tranquilidade, exercitar hábitos de leitura, caminhadas e desfrutar de momentos de prazer e lazer”, finaliza Torati. 



Marcos Torati - Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP, com especialização em psicanálise (abordagem winnicottiana) e psicoterapia focal. É supervisor de atendimento clínico e professor e coordenador de cursos de pós-graduação em Psicologia e Psicanálise.


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