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terça-feira, 18 de março de 2025

Mais da metade da população mundial tem problemas bucais e não sabe o impacto disso

O tratamento de doenças bucais custa mais de US$ 442 bilhões por ano à economia global, mas a prevenção pode evitar impactos graves

 

Mais da metade da população mundial sofre com algum problema bucal, mas poucos sabem que a saúde da boca vai muito além do sorriso. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 3,5 bilhões de pessoas convivem com agravos bucais, tornando essa uma das áreas mais negligenciadas da saúde global. No Brasil, os números também preocupam: a Pesquisa Nacional de Saúde Bucal (SB Brasil) revelou que 41,2% das crianças de 5 anos já têm cáries não tratadas, e entre os adolescentes esse percentual chega a 43,9%. 

Comemorado em 20 de março, o Dia Mundial da Saúde Bucal é uma oportunidade para conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do cuidado odontológico. Além de evitar problemas como cáries e doenças gengivais, a saúde bucal impacta diretamente outros órgãos do corpo, podendo influenciar o risco de doenças cardiovasculares, respiratórias e metabólicas.
 

O que sua boca diz sobre sua saúde? 

As doenças periodontais, por exemplo, são resultado de um processo inflamatório causado pelo acúmulo de biofilme (placa bacteriana). “Esse desequilíbrio não fica restrito à boca. Ele pode atingir a corrente sanguínea e aumentar o risco de complicações cardiovasculares, afetar o controle glicêmico em diabéticos e até agravar doenças pulmonares”, explica a especialista em periodontia Dra. Claudia Elizalde, professora da Universidade Autônoma de Nuevo León (UANL). 

A relação entre saúde bucal e bem-estar geral reforça a necessidade de consultas regulares ao dentista e de uma higiene oral adequada, que inclui escovação, uso do fio dental e visitas frequentes para a remoção da placa bacteriana acumulada.
 

Prevenção e tecnologia: o papel da profilaxia moderna 

A profilaxia dental é um dos principais procedimentos para manter a saúde bucal em dia. “A periodicidade das visitas ao dentista varia conforme a necessidade de cada paciente, mas a recomendação geral é que sejam feitas pelo menos uma vez ao ano. Em casos mais específicos, como idosos ou pessoas com dificuldades na higiene bucal, o ideal é uma frequência maior”, comenta o cirurgião-dentista e especialista em periodontia Heitor Serapicos. 

Além da escovação e do uso do fio dental, técnicas avançadas de limpeza profissional estão ganhando espaço, como o Protocolo GBT (Guided Biofilm Therapy), que permite a remoção mais eficiente do biofilme sem causar desgaste excessivo nos dentes e gengivas. “Esse método é uma inovação na odontologia preventiva, pois torna o processo mais preciso, confortável e menos invasivo, incentivando o paciente a manter uma rotina regular de cuidados”, acrescenta Serapicos.
 

Cuidados diários que fazem a diferença
 

Além das visitas ao dentista, segundo os especialistas, algumas práticas simples podem melhorar a saúde bucal:

  • Evite escovar os dentes logo após consumir alimentos ácidos – aguarde pelo menos 30 minutos para evitar o desgaste do esmalte dental.
  • Mastigue chicletes sem açúcar – a salivação ajuda a neutralizar ácidos e proteger os dentes.
  • Prefira consumir doces durante as refeições principais – o aumento da produção de saliva ajuda a reduzir os impactos negativos do açúcar.
  • Dê preferência a adoçantes naturais – opções como xilitol podem reduzir o risco de cáries.
     

O papel da conscientização no Dia Mundial da Saúde Bucal 

A data tem como propósito educar e incentivar a adoção de bons hábitos bucais, que impactam diretamente a qualidade de vida. Investir na prevenção significa não apenas preservar o sorriso, mas também cuidar da saúde como um todo.



EMS - Electro Medical System
Para mais informações, acessar as clínicas certificadas através do GBT Finder e mais detalhes no GBT Passo a Passo.

Claudia Lucía Elizalde Molina - Especialista em Periodontia pela Universidade Autônoma de Nuevo León (UANL), certificada pelo Conselho Mexicano de Periodontia há mais de 25 anos. É Professora e Chefe de Clínica do Programa de Pós-Graduação em Periodontia da UANL, Professora e Chefe do Departamento de Anatomia Patológica na Graduação, autora do Manual Prático desta disciplina na Faculdade de Odontologia, UANL Membro do Comitê Diretor do Conselho Mexicano de Periodontia 2019 a 2022. É coautora de artigos científicos publicados em diferentes revistas de Odontologia e Swiss Dental Academy – Trainer in EMS (Electro Medical Sistemas).

Heitor Serapicos - cirurgião-dentista formado pela Universidade de São Paulo (USP), com especialização em Periodontia pela Faculdade São Leopoldo Mandic. Sua formação acadêmica é complementada por uma pós-graduação em Gestão Comercial e Vendas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Atualmente, Heitor atua como gerente nacional de vendas na área dental da EMS (Electro Medical Systems), onde aplica sua expertise técnica e conhecimentos em gestão para impulsionar resultados e promover inovação no setor. Com uma sólida base em odontologia e habilidades de liderança, ele se dedica a oferecer soluções eficazes e de alta qualidade para profissionais e pacientes.



Pediatra enumera dicas para se evitar a bronquiolite: doença que afeta bebês e crianças e que se agrava no outono

Com a chegada do outono, muitos bebês e crianças pequenas apresentam o quadro de bronquiolite, doença respiratória que se caracteriza por uma infecção aguda de etiologia viral, a qual compromete os bronquíolos causando inflamação. 

 

O VSR é um dos principais agentes etiológicos, podendo ser responsável por até 75% das bronquiolites durante os períodos de sazonalidade.

Segundo o pediatra Dr. Gabriel Farias da Cruz, do Hospital Icaraí e do Hospital & Clínica São Gonçalo (HCSG), a doença apresenta sintomas respiratórios parecidos com os da gripe, mas se não tratada a tempo, pode evoluir para quadros graves, como pneumonia.  


Entre os principais sintomas, podemos destacar:  

Tosse seca e persistente;

Respiração rápida ;

Chiado no peito; 

Dificuldade para respirar, com esforço visível do abdômen; 

Coriza;

Febre baixa;

Perda de apetite;

Irritabilidade.

Causas da bronquiolite

 

O especialista lembra que a bronquiolite geralmente é causada por uma infecção viral, sendo a mais comum causada pelo VSR (vírus sincicial respiratório).  

“Esse é o mais comum, porém outros vírus que provocam resfriados, como o influenza (causador da gripe), o parainfluenza, o rinovírus e o adenovírus, também podem ser os causadores”, alerta o pediatra.

Existe ainda a bronquiolite obliterante pós-infecciosa, considerada uma doença crônica rara que pode acontecer após um quadro agudo de bronquiolite viral. Os sintomas incluem respiração com chiado persistente e falta de ar.   

O médico complementa que a doença é altamente contagiosa e, por isso, é importante evitar ambientes muito fechados com crianças, lavar bem as mãos ao chegar da rua, fazer lavagem nasal, evitar exposição da criança a pessoas contaminadas e locais com fumaça de cigarro e tomar a vacina da gripe na idade recomendada.


A única barreira entre você e um câncer de pele é o uso do protetor solar

Freepik
Brasil soma mais de 177 mil novos casos por ano 

 

O câncer de pele é o mais comum no Brasil e já soma mais de 177 mil novos casos por ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer. A principal causa? Exposição ao sol sem proteção adequada. Mesmo com décadas de alertas sobre os riscos da radiação ultravioleta, muitas pessoas ainda acreditam que o protetor solar só é necessário na praia, no verão ou em dias de sol forte, e esse erro pode custar caro, além de deixar marcas irreversíveis na pele, que vão do envelhecimento precoce ao desenvolvimento de tumores malignos

“O sol não precisa estar visível para causar danos. Os raios ultravioletas atravessam nuvens, janelas e afetam a pele todos os dias, o ano inteiro. No inverno, a radiação UVA, responsável por estimular o envelhecimento precoce e aumentar o risco de câncer, continua agindo com a mesma intensidade. O perigo não desaparece só porque o clima está mais frio ou porque o céu está encoberto”, alerta Mayla Carbone, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Segundo a especialista, o protetor solar deveria ser tratado como um item de necessidade básica, e não como algo opcional. “A pele tem memória e os danos provocados hoje podem resultar em problemas sérios no futuro. O uso correto do protetor evita queimaduras, manchas, flacidez, rugas e, o mais importante, reduz drasticamente o risco de tumores de pele”, alerta.

Carbone explica que escolher o protetor ideal para cada tipo de pele é tão importante quanto aplicá-lo todos os dias. “Fórmulas erradas podem causar oleosidade excessiva, alergias ou comprometer a eficácia do produto, deixando a pele exposta aos danos da radiação. O mercado oferece quatro principais formatos: líquido, em pó, spray e bastão. Cada um tem suas vantagens e desvantagens e deve ser escolhido de acordo com a rotina e as necessidades individuais, sempre com a orientação de um dermatologista”, afirma.

De acordo com a especialista, os protetores líquidos, em loção ou creme, oferecem cobertura uniforme e são indicados para todos os tipos de pele. O formato em pó ajuda a controlar a oleosidade e funciona como um reforço na reaplicação ao longo do dia. A versão em spray é prática para aplicação em áreas maiores do corpo, mas precisa ser espalhada corretamente para garantir a proteção. O bastão é ideal para retoques em áreas mais expostas, como nariz, orelhas e lábios.

“Não existe um único protetor ideal para todo mundo. Quem tem pele oleosa deve optar por fórmulas oil-free e não comedogênicas. Quem tem pele seca se beneficia de versões hidratantes. Para peles sensíveis, protetores com óxido de zinco e fórmulas hipoalergênicas são os mais indicados” destaca Mayla.

Ela ainda alerta que base com FPS não substitui o protetor solar. “Muita gente acha que está protegida porque usa maquiagem com fator de proteção, mas a quantidade aplicada é muito inferior à recomendação necessária para garantir a proteção real. O protetor deve ser sempre a primeira camada de cuidado, para depois usar a base” reforça a dermatologista.

Segundo a dermatologista, todos os anos, milhares de brasileiros recebem o diagnóstico de câncer de pele e muitos deles poderiam ter evitado esse cenário com um simples hábito diário. “O descuido de hoje pode se tornar um problema grave amanhã. Protetor solar não é cosmético, é uma barreira de defesa contra doenças sérias e irreversíveis” reforça.



Dermatologista Mayla Carbone - graduada em Medicina pela Universidade Lusíadas (UNILUS – Santos) há mais de 10 anos com residência em Clínica Médica na Santa Casa em São Paulo e em Dermatologia pela Universidade de Santo Amaro (UNISA-SP). É membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e também da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). Já participou de diversos congressos e realizou diversos cursos nacionais e internacionais voltados para especialização.
Instagram: @dramaylacarbone
Site: https://grupomaylacarbone.com.br/



Pele, Suor e Calor: como evitar a transpiração excessiva?

Dermatologista explica a importância do suor para o corpo, mas dá algumas dicas para evitar excessos que podem ser incômodos

 

O verão de 2025 é o segundo mais quente da história e o Brasil não ficou fora dessas ondas de calor, com temperaturas passando dos 40 °C em diversas cidades. Com temperaturas tão altas, o suor se tornou incontornável, ainda mais em lugares úmidos. Mas, afinal, existe maneira de evitar a transpiração excessiva? 

Para a Dra. Tricie Kobylko, dermatologista da Casa de Saúde São José, é possível sim: “Existem opções de desodorantes antitranspirantes que podemos aplicar à noite antes de dormir. Se for o caso de suor excessivo na axila, isso ajuda bastante no dia seguinte. Além disso, existem loções específicas para aplicar na axila, mão, pé, que ajudam a conter um pouco o suor e medicamentos orais, que devem ser recomendados por um dermatologista. Outra opção é a aplicação da toxina botulínica, o botox, que faz um controle do suor na região”, recomenda a dermatologista. 

Além de incômodos nas roupas, cabelos e pele, o suor também pode provocar alergias e muito desconforto social. Com isso em mente, a Dra. Tricie separou algumas dicas menos comentadas para evitar essas situações:

  • Usar roupas mais leves e fresquinhas com tecidos naturais como algodão e linho e evitar roupas muito pesadas com tecidos como seda e sintéticos
  • Evitar alimentos inflamatórios que contenham muito açúcar e muita lactose
  • Usar sabonetes anti-oleosidade
  • Utilizar hidratantes oil-free com ação matte
  • Preferir protetor solar com toque seco
  • Não deixar de beber muita água para se hidratar

O suor poder ser bastante incômodo, porém ele é fundamental para a nossa saúde e para nosso organismo e está longe de ser nosso inimigo. “O suor é um mecanismo fisiológico que ajuda a regular a temperatura corporal, então a gente não pode acabar completamente com o suor. Além disso, é uma forma de desintoxicação essencial para eliminar toxinas e impurezas. A transpiração também faz parte do sistema imunológico de proteção da pele, porque ele tem alguns aminoácidos com ação protetora contra bactérias e fungos”, conclui a dermatologista da Casa de Saúde São José.


 

Pilates fortalece os joelhos e reduz dores causadas por artrose

Prática de baixo impacto melhora a mobilidade e pode ser realizada em casa com exercícios específicos 

 

As dores nos joelhos afetam uma parcela significativa da população, especialmente pessoas acima dos 50 anos, devido ao desgaste natural da articulação conhecido como artrose. Segundo especialistas, uma das formas mais eficazes de minimizar esse desconforto e recuperar a mobilidade é o Pilates, que fortalece os músculos ao redor do joelho, reduzindo a sobrecarga e evitando a progressão dos danos.

Vanessa de Andrade, fisioterapeuta e especialista em Pilates, explica que a modalidade é indicada para quem sofre com dores articulares, pois trabalha o fortalecimento muscular e a mobilidade com exercícios sem impacto. “O Pilates atua na estabilização da articulação do joelho, melhorando a força dos músculos que o sustentam e, consequentemente, aliviando a pressão sobre ele”, afirma.

Além disso, a prática pode ser realizada em casa, sem a necessidade de equipamentos sofisticados. Exercícios como a elevação de perna estendida, agachamento assistido e alongamentos específicos ajudam a melhorar a flexibilidade e a circulação na região, prevenindo inflamações e dores crônicas.

Um estudo publicado no Journal of Bodywork and Movement Therapies aponta que pacientes com osteoartrite de joelho que praticam Pilates regularmente relatam redução significativa da dor e melhora na funcionalidade da articulação. A fisioterapeuta reforça que a constância na prática é essencial. “Com exercícios direcionados, é possível não só aliviar as dores, mas também recuperar a mobilidade e evitar procedimentos invasivos no futuro”, destaca Vanessa.

A especialista recomenda que pessoas que sofrem com dores nos joelhos adotem uma rotina de exercícios três a quatro vezes por semana, sempre respeitando os limites do corpo. “O importante é manter o movimento e fortalecer a musculatura, pois isso traz mais estabilidade para as articulações e reduz os impactos do desgaste natural”, conclui.

Com uma metodologia acessível e adaptável, o Pilates se mostra uma alternativa eficaz para quem busca um alívio duradouro das dores nos joelhos, promovendo mais qualidade de vida e autonomia no dia a dia.

Além do fortalecimento muscular, o Pilates também atua na melhoria da consciência corporal e da postura, fatores fundamentais para evitar sobrecarga nos joelhos. Movimentos controlados e alinhados reduzem o impacto sobre as articulações e distribuem melhor o peso do corpo, minimizando o risco de compensações inadequadas que podem agravar o problema. “Muitas vezes, a dor no joelho é consequência de desequilíbrios em outras partes do corpo, como a falta de força no core ou desalinhamento postural. O Pilates corrige esses padrões e promove um movimento mais eficiente e seguro”, explica Vanessa de Andrade.

Outro diferencial do método é a possibilidade de adaptação dos exercícios para diferentes níveis de mobilidade e condições físicas. Para pessoas com artrose avançada ou limitações severas, atividades simples, como extensões de perna e mobilizações suaves, já trazem benefícios. À medida que a força e a estabilidade melhoram, novos exercícios podem ser incorporados, sempre respeitando a individualidade de cada praticante. “O Pilates permite que qualquer pessoa, independentemente da idade ou do grau de dor, encontre uma forma segura de se movimentar e recuperar a qualidade de vida”, conclui a especialista. 



Vanessa de Andrade -personal trainer e fisioterapeuta, especializada em ajudar pessoas com mais de 50 anos a viverem sem dores e medicamentos, promovendo assim, um envelhecimento saudável por meio da prática de Pilates em Casa. Utilizando objetos comuns do cotidiano, como travesseiro, cabo de vassoura e cadeira, ela desenvolveu uma metodologia acessível que permite realizar exercícios simples e sem impacto, direcionados para o alívio das dores. Seu canal no YouTube, "Programa Pilates em Casa - Vanessa de Andrade", conta com quase 140 mil inscritos, onde ela compartilha aulas e dicas para a prática do Pilates no ambiente domiciliar. No Instagram, Vanessa oferece conteúdos voltados para a redução das dores através do Pilates em Casa, reforçando sua missão de proporcionar qualidade de vida e bem-estar aos seus seguidores.
Para mais informações, visite o Instagram e o Youtube.


Nutricionista orienta sobre alimentos que promovem energia, beleza e equilíbrio hormonal para mulheres

Especialista da Puravida explica como a nutrição pode ser uma grande aliada do bem-estar feminino 

 

Março é o Mês Internacional da Mulher, um momento de celebrar a força, a saúde e o autocuidado. O equilíbrio hormonal, a disposição e a beleza da pele e dos cabelos estão diretamente ligados à alimentação, tornando essencial o consumo de nutrientes específicos para manter o bem-estar feminino ao longo das diferentes fases da vida. 

Segundo a nutricionista Carla Fiorillo, Coordenadora de Conteúdo do Professional HUB da Puravida, a alimentação equilibrada é um dos pilares para a vitalidade da mulher. “Vitaminas, minerais e gorduras boas são fundamentais para ajudar a regular os hormônios, melhorar a disposição e promover uma pele e cabelos mais saudáveis. Pequenas escolhas diárias fazem toda a diferença na construção da saúde feminina”, explica a especialista. 

Puravida indica alimentos essenciais para energia, beleza e equilíbrio hormonal 

  1. Sementes de linhaça e chia – Ricas em ômega 3 ajudam no equilíbrio hormonal e na saúde da pele. 
  1. Abacate – Fonte de gorduras boas, auxilia na produção hormonal e melhora a elasticidade da pele. 
  1. Vegetais verde-escuros – Espinafre e couve fornecem ferro e magnésio, essenciais para a energia e saúde capilar. 
  1. Frutas vermelhas – Ricas em antioxidantes, combatem o envelhecimento precoce e reduzem inflamações. 
  1. Proteínas de qualidade – Peixes, ovos e colágeno favorecem a produção hormonal e a regeneração da pele. 

Carla alerta que o excesso de alimentos contendo aditivos químicos, excesso de açúcares e gorduras de má qualidade pode desregular os hormônios e impactar o metabolismo feminino. “O consumo excessivo de açúcares e gorduras pode afetar o ciclo menstrual, aumentar inflamações e comprometer a saúde da pele. Priorizar alimentos naturais é a melhor estratégia para manter o equilíbrio e a vitalidade”, reforça. 

Além da alimentação, a suplementação de ômega-3 pode ser uma excelente aliada para a saúde feminina. “Os ácidos graxos essenciais do ômega 3 ajudam a reduzir inflamações, equilibrar os hormônios e até mesmo pode ajudar a aliviar sintomas da TPM e menopausa. Como nem sempre conseguimos ingerir a quantidade ideal apenas pela alimentação, a suplementação pode ser uma estratégia eficaz para garantir esses benefícios”, explica Carla.  

Para quem busca potencializar os benefícios da nutrição, a especialista recomenda atenção ao consumo de água e a um estilo de vida equilibrado. “O bem-estar feminino vai além da alimentação. Um sono reparador, a prática de exercícios e a gestão do estresse são tão importantes quanto escolher os alimentos certos”, finaliza a nutricionista da Puravida.   



Puravida
www.puravida.com.br


Dia dos Gêmeos: 5 dúvidas comuns sobre a gravidez gemelar

Ginecologista especialista em reprodução humana, Dr. Vamberto Maia Filho, esclarece as principais dúvidas sobre a gravidez gemelar, seus tipos e cuidados necessários, além de discutir o impacto dos tratamentos de fertilização na chance de gestações múltiplas

  

A gravidez é um momento repleto de expectativas e transformações. Quando se trata de uma gestação gemelar, essa experiência se torna ainda mais singular e requer cuidados específicos. O Dr. Vamberto Maia Filho, ginecologista especialista em reprodução humana, esclarece dúvidas sobre este tema que merece atenção “em dobro”. 

“Uma gravidez gemelar não é apenas uma gestação de dois bebês, mas sim um processo único que exige um acompanhamento cuidadoso, dado o maior risco de complicações. A mãe deve estar ainda mais atenta aos sinais do corpo e seguir orientações médicas específicas para garantir o bem-estar tanto dela quanto dos bebês”, afirma o Dr. Vamberto Maia Filho. 

 

Tipos de gravidez gemelar 

Quando falamos em gêmeos, a primeira imagem que geralmente vem à mente são duas pessoas fisicamente idênticas. No entanto, é importante esclarecer que essa semelhança física é característica apenas da gestação monozigótica (univitelina). Já a gestação dizigótica (bivitelina) resulta em irmãos gêmeos que, embora compartilhem o mesmo dia de nascimento, são geneticamente distintos e podem ter aparências bem diferentes. 

“A gestação monozigótica gera gêmeos formados a partir de um único óvulo e um espermatozóide, que se dividem espontaneamente, gerando bebês geneticamente idênticos. Eles podem ter uma placenta ou mais, dependendo do momento em que o óvulo se divide. Já a gestação dizigótica é caracterizada por gêmeos formados pela fecundação de dois óvulos diferentes por dois espermatozoides. Eles são geneticamente diferentes e sempre têm placentas e membranas separadas. O sexo pode ser igual ou diferente”, explica o especialista. 

 

Cuidados na gravidez 

Embora muitas gestações gemelares evoluam de forma saudável, é fundamental destacar alguns cuidados específicos que devem ser adotados tanto para a saúde dos bebês quanto da mãe. 

“Carregar dois fetos implica em uma demanda maior de nutrientes, o que pode impactar diretamente a dieta da gestante, especialmente durante o segundo e terceiro trimestres. Além disso, é essencial manter uma frequência rigorosa nas consultas médicas, pois gravidezes gemelares apresentam um risco elevado de complicações, como pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e parto prematuro”, alerta o Dr. Vamberto. 

Acompanhamentos mais frequentes ajudam a monitorar essas condições e garantem que a mãe e os bebês recebam o suporte necessário durante toda a gestação. 

 

Tratamentos de fertilização
 

Alguns tratamentos de fertilização podem aumentar as chances de uma gestação gemelar, como a inseminação artificial ou a fertilização in vitro (FIV). Segundo dados da Rede Latinoamericana de Reprodução Assistida (RedLara), 32,3% das gestações originadas de tratamentos de reprodução assistida resultam em gêmeos. 

“O aumento da incidência de gestações gemelares nos tratamentos de fertilização in vitro (FIV) ocorre porque, durante o procedimento, o número de embriões transferidos para o útero é maior. Isso eleva a probabilidade de que mais de um embrião se implante, resultando em uma gestação múltipla”, explica o ginecologista.

 

Sintomas de uma gravidez gemelar 

Não existe nenhum sintoma em específico que seja diferente de uma gravidez comum, o que pode ocorrer é alguns sintomas serem mais fortes ou intensos por conta da grande mudança hormonal. 

"Os sintomas de uma gravidez gemelar são semelhantes aos de uma gestação comum, como enjoos, atraso menstrual, cólicas, sensibilidade nos seios e fadiga. No entanto, devido a uma grande alteração hormonal e ao aumento do volume abdominal, esses sintomas podem ser intensificados, levando a dores mais intensas, maior cansaço e até um apetite superior ao habitual, mesmo para uma gestante", esclarece.

 

Parto da gestação gemelar 

Não existe nenhuma regra específica para um parto nesse tipo de gestação, vai variar de cada caso e da avaliação do especialista. Pode ser feito tanto o parto natural quanto cesárea. 

“O parto de gestação gemelar pode ocorrer de três formas, ambos os fetos em parto natural, ambos em cesariana, ou combinado, onde um sai de forma natural e o outro através de cesárea. Porém, o tipo de parto vai depender de vários fatores, como o desejo da gestante, a avaliação do especialista, a saúde da gestante; buscando ao máximo evitar uma gravidez de risco, a posição dos bebês e afins”, explica. 

No caso de partos de trigêmeos, a indicação pode ser diferente. “Em partos de trigêmeos ou mais bebês, a cesariana é o método mais recomendado por uma questão de saúde e segurança, tanto da mãe, quanto do bebê”, finaliza.


 

Dr. Vamberto Maia Filho - Especialista em reprodução humana e oferece um atendimento personalizado e humanizado, que combina expertise médica nos seus 20 anos de prática dedicada à infertilidade com acolhimento aos casais que realizam tratamentos de fertilidade. Primeiro residente em reprodução humana do Brasil, e participou da equipe que gerou o primeiro bebê por FIV (fertilização in vitro) do SUS, em Recife. Doutor pela UNIFESP e 11 anos dedicados ao ensino em ginecologia endócrina com ênfase em pesquisa científica pela mesma universidade.


Especialistas reforçam cuidados de dengue em idosos

De acordo com o Ministério da Saúde, 15% dos casos prováveis ocorrem em pacientes com mais de 60 anos 

 

O Brasil já ultrapassa de mais de *500 mil casos prováveis de dengue* em 2025, e cerca de 17% desses casos envolvem pacientes com idades entre 60 e 80 anos, sendo a maioria mulheres. Diante desse cenário preocupante, especialistas do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) reforçam as estratégias para garantir o *detecção precoce* e o *tratamento eficaz*, principalmente em pacientes idosos com arboviroses. 

Isso porque pessoas com mais de 60 anos têm mais riscos de saúde por conta da dengue, ainda mais quando há doenças associadas como cardiopatias e nefropatias. A hidratação, especialmente nos casos de dengue tipo A, deve ser realizada com cautela.

Na capital paulista, o Pronto-Socorro (PS) do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) revitalizou uma área destinada ao atendimento de casos de dengue. O espaço foi ampliado para contar com sala climatizada e mais cadeiras de soroterapia.  O atendimento terá foco no tratamento da dengue tipo A, que é a mais comum. Porém, o fluxo clínico foi treinado para receber desde casos leves até os mais graves.

"Nós priorizamos não apenas a humanização e o atendimento aos pacientes, como também quem trabalha continuamente para fortalecer a capacidade técnica da equipe. Neste momento, de alta demanda de casos de dengue, aprimorando protocolos, reforçamos treinamentos e reorganizamos os fluxos assistenciais para intervenções ágeis e eficazes", explica Dr. Werlley Januzzi, diretor do Pronto-Socorro do HSPE. 


*A gravidade da dengue em idosos* 

Idosos estão mais suscetíveis a complicações graves da dengue devido a fatores como imunidade reduzida e a presença de doenças crônicas, como *cardiopatias, que aumentam o risco de evolução para quadros graves ou até fatais. No HSPE, o cuidado foi ampliado para atender não só casos de dengue, mas também de outras arboviroses, como *zika* e *chikungunya*, que podem impactar severamente a saúde dessa população. 


*Sintomas das arboviroses mais comuns:* 

- *Dengue:* Febre alta, dor de cabeça (ou atrás dos olhos) e manchas vermelhas na pele. 

- *Zika:* Febre baixa, dor de cabeça, dores nas articulações e vermelhidão nos olhos (conjuntivite). 

- *Chikungunya:* Febre e dores articulares intensas que podem persistir por longos períodos. 


*Reforço na prevenção contra o mosquito da dengue* 

Para reduzir a incidência de arboviroses, o HSPE não apenas oferece assistência de qualidade, mas também investe na *educação em saúde*, orientando a população sobre medidas preventivas: 

- Utilize telas mosquiteiras nas janelas e repelentes, principalmente no início da manhã e ao entardecer. 

- Prefira roupas que cubram braços e pernas, especialmente em regiões de alta incidência de casos. 

- Elimine focos de água parada em casa e no ambiente ao redor. 

- Notifique os órgãos responsáveis sobre possíveis criadouros do mosquito *Aedes aegypti*. 

O HSPE reafirma seu compromisso com a saúde pública, combinando *humanização no atendimento*, *excelência técnica* e *respostas rápidas e eficazes* para enfrentar o aumento de casos de arboviroses e proteger os pacientes mais vulneráveis.

 


Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo – Iamspe


O que o seu ciclo menstrual diz sobre a sua fertilidade?

 

A menstruação, fenômeno universal entre as mulheres, permanece cercada de mitos e crenças sobre alimentação, humor, sangramento e dor. O ciclo mensal é acompanhado de sintomas físicos e psíquicos, tais como: inchaço, cansaço, dor nas pernas, irritabilidade, cólicas, entre outros decorrentes das variações hormonais (estrogênio e progesterona) e da sua distribuição pelos órgãos da mulher, como o sistema nervoso, ossos, mamas e vasos sanguíneos.

Entre a primeira (menarca) e a última menstruação (menopausa), a maioria da população feminina fica à mercê das flutuações e alterações hormonais, como cólicas intensas e sangramento aumentado. Tais distúrbios levam ao comprometimento da qualidade de vida das mulheres e pode causar absenteísmo no trabalho e na escola, resultando em perda de produtividade e prejuízos em várias esferas.

Infelizmente, há pouco investimento e interesse em pesquisas sobre saúde menstrual, embora várias doenças benignas que afetam a saúde feminina tenham sua origem nas disfunções do ciclo menstrual, como a endometriose, o sangramento uterino anormal e a infertilidade. Na verdade, infelizmente parece haver um acordo silencioso para relegar os sintomas menstruais como “normais” e com os quais as mulheres devem aceitar conviver sem reclamar.

Ciclos menstruais regulares a cada 25 a 35 dias, com duração de três a oito dias de sangramento são considerados normais, mas não garantem saúde e fertilidade. Obviamente que a irregularidade menstrual deve ser avaliada, pois em geral está associada a alterações como a síndrome dos ovários policísticos, endometriose, doenças da tireoide, entre outras.

Aspectos como duração do ciclo, sangramento excessivo e idade da menarca podem indicar o potencial de fertilidade das tentantes. Estudos mostram que ciclos curtos podem refletir no envelhecimento ovariano ou numa “janela fértil” estreita, com maior risco de anovulação e menor chance de sucesso reprodutivo, medidos pela capacidade de engravidar e ter um bebê a termo.

Um estudo recente com cerca de 400 mil mulheres revela que o atraso na primeira menstruação e a redução na duração do sangramento podem estar associados à infertilidade. É possível que mulheres que tiveram menarca após os 13 anos tenham baixa reserva ovariana (quantidade de folículos no ovário), o que compromete as chances de gravidez, principalmente após os 35 anos.

Tais achados são alertas de que ainda sabemos pouco sobre a relação entre ciclo menstrual e fertilidade. É preciso investir em pesquisas e em políticas públicas educativas sobre saúde menstrual e garantir o acesso à avaliação médica e tratamentos adequados. 

A infertilidade afeta uma em cada seis pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Reconhecer os distúrbios menstruais como fatores associados à infertilidade pode ajudar a identificar precocemente mulheres que precisam de avaliação especializada e planejamento reprodutivo. 



Márcia Mendonça Carneiro - Diretora científica Clínica Origen BH e professora titular do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da UFMG.


Conitec abre consulta pública para incorporar transplante de membrana amniótica para o tratamento de queimaduras no SUS

Até 2 de abril, qualquer pessoa pode contribuir com sugestão, crítica
ou opinião

 

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), do Ministério da Saúde, abriu consulta pública para incorporar o transplante de membrana amniótica (TMA) para o tratamento de pacientes com queimaduras de pele no SUS. A população poderá dar sua contribuição (opinião, sugestão e críticas) até 2 de abril, pelo site Participa + Brasil

Para quem não conhece a temática, o site apresenta dois relatórios, um técnico e outro voltado para a sociedade, que explica, de forma didática, como é feito o tratamento para queimaduras no SUS atualmente e como seria com o uso da membrana. 

A regulamentação do uso da membrana amniótica (material biológico que é descartado nos partos por cesariana) no tratamento de queimados está em análise na Conitec desde 2021, quando foi autorizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Os membros do Comitê de Produtos e Procedimentos da Conitec presentes na 21ª Reunião Extraordinária, realizada em 11 de dezembro de 2024, emitiram recomendação preliminar favorável à incorporação do TMA para o tratamento de pacientes com queimaduras de pele, mas ressaltou que alguns pontos precisariam ser melhorados, como qualificação de profissionais. 

Segundo o representante Interinstitucional Nacional da Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ), o médico José Adorno, a aprovação da incorporação do TMA no SUS vai ter um grande impacto no tratamento de queimaduras, reduzindo o tempo de hospitalização, os custos para as contas públicas, além de reduzir riscos de infecção e minimizar a dor do paciente.

“Outro detalhe importante é que temos uma biodisponibilidade nas maternidades de membrana aminiótica muito maior do que a pele humana, que também é mais complexa de coletar. Ou seja, com pequenos ajustas na coleta dentro das maternidades, já teríamos um biodisponibilidade enorme”, destacou Adorno, ressaltando ainda que o investimento para a implantação do TMA seria mínimo, pois o SUS já conta com estrutura para coletar e distribuir, dentro do Serviço Nacional de Transplante. 

 

Histórico

Em julho do ano passado, a SBQ participou do lançamento da Frente Nacional pela Aprovação do Uso da Membrana Amniótica em Queimados, liderada pela Fundação Ecarta e formada por 13 entidades e instituições com o objetivo de agilizar o processo de aprovação deste uso. Na época, elas assinaram um manifesto encaminhado ao Ministério da Saúde para que fosse agilizado o processo para implementação do uso no Brasil.

Há mais de 10 anos, médicos e profissionais da saúde vêm reivindicando o uso da membrana amniótica no tratamento de queimados e demais ferimentos graves. Ela já é utilizada nos Estados Unidos, União Europeia e em outros países da América do Sul. O Brasil é o único país da América do Sul que ainda não regulamentou o uso. 


O estigma da menopausa: 65% dos brasileiros acreditam que o assunto ainda é tabu

Nova pesquisa da farmacêutica Astellas revela o impacto da menopausa na saúde mental e carreira de mulheres no Brasil e no mundo

 

A empresa farmacêutica Astellas compartilha novos achados de uma pesquisa internacional sobre conhecimentos e estigma da menopausa. O estudo Menopause Experience & Attitudes (ou Experiência e Atitudes na Menopausa), realizado em seis países e com a participação de 13.800 entrevistados, sendo 2.300 brasileiros, revela que a menopausa impacta significativamente a saúde mental e a satisfação profissional das mulheres, afetando seu engajamento e produtividade no ambiente de trabalho. Segundo os dados do estudo, as brasileiras estão entre as que mais sofrem os impactos negativos da menopausa:

  • 8 a cada 10 mulheres brasileiras (79%) vivenciaram sentimentos psicológicos negativos devido à menopausa, incluindo ansiedade (58%), depressão (26%), constrangimento (20%) e vergonha (16%).

    - Em comparação com os números globais, as brasileiras parecem sofrer mais com estes sintomas, uma vez que 66% das respondentes internacionais relataram sentimentos psicológicos negativos devido à menopausa, sendo 41% com ansiedade, 33% com depressão, 25% com constrangimento e 11% com vergonha.
     
  • 47% das brasileiras sofreram algum tipo de impacto negativo no local de trabalho, desde redução da produtividade (26%), incluindo medo de contar aos colegas (17%) e até mesmo discriminação explícita (9%). Apenas 29% das trabalhadoras se sentem à vontade para conversar com seu líder direto sobre o assunto.

    - Novamente, os números brasileiros apontam um estigma maior para as mulheres no ambiente de trabalho: das respondentes globais, 36% tiveram impactos negativos no trabalho, 17% sinalizando a redução da produtividade, 14% com medo de contar aos colegas e 7% sofreram discriminação explícita.
     
  • 80% dos entrevistados acreditam que as mulheres brasileiras na menopausa não são apoiadas no ambiente de trabalho e 49% concordam que as brasileiras enfrentam barreiras à progressão na carreira e reconhecimento profissional quando estão na menopausa.

 

"As conclusões do estudo Menopause Experience & Attitudes destacam que a menopausa é uma questão importante na sociedade que não pode mais ser ignorada. Com quase metade das mulheres enfrentando impactos negativos no trabalho, fica claro que muitas funcionárias estão passando por essa fase da vida em silêncio. Os empregadores devem agir para aumentar a conscientização, fornecer recursos e promover um ambiente de compreensão e inclusão, ajudando essas mulheres a prosperarem durante essa fase tão importante da vida", diz Dra. Maria Celeste Osório Wender, ginecologista e presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). 

Muitas mulheres que vivenciam a menopausa podem sentir constrangimento em relação aos seus sintomas devido à baixa conscientização e às atitudes negativas da sociedade, o que pode alimentar o estigma – impedindo, assim, que procurem o cuidado e tratamento adequados. O estudo descobriu que muitas das barreiras que impedem um suporte adequado durante a menopausa têm origem no estigma associado a essa fase natural da vida1: 

  • A maioria (65%) dos brasileiros entrevistados acredita que a menopausa é um tema tabu e que as pessoas se sentem desconfortáveis ao discuti-lo.
  • Pouco mais de um quarto (28%) acha que a menopausa é retratada de forma positiva na sociedade. Este número, no entanto, diminui para 24% dentre aquelas com experiência vivida. E globalmente, cai para 19% dentre as respondentes que possuem experiência pessoal com a menopausa.
  • Dois terços (66%) acreditam que a menopausa e seus sintomas não são levados a sério. Este número sobe para 72% (versus 75% globalmente) entre as mulheres que possuem experiência pessoal com a menopausa.
  • Há um baixo nível de conhecimento geral: 30% das pessoas acreditam ter um alto conhecimento sobre os sintomas, enquanto 17% têm pouco ou nenhum conhecimento. O conhecimento é maior – mas ainda relativamente baixo – entre aquelas com experiência vivida: apenas 42% conhecem muito bem os sintomas. Esse dado cai ainda mais globalmente, em que 26% das mulheres com menopausa têm muito conhecimento sobre os sintomas. 

“A menopausa é uma questão que não pode ser ignorada, mas ainda está envolvida em silêncio e mal-entendidos, sendo que o ônus imposto na saúde e qualidade de vida das mulheres é enorme”, diz a Dra. Thaís Ushikusa, ginecologista e diretora de Assuntos Médicos da Astellas no Brasil. “O estudo traz a compreensão das necessidades reais das mulheres na menopausa e fornece insights sobre as lacunas de conscientização e educação das pessoas, desde os sintomas até o impacto na qualidade de vida e no ambiente de trabalho. É essencial trabalharmos em parceria com a sociedade para elevarmos a conversa sobre a menopausa e combatermos o estigma que impede que muitas mulheres recebam os cuidados de que precisam durante essa fase de suas vidas.” 

“O impacto do estigma social relacionado à menopausa e a necessidade de mais pesquisas não podem ser subestimados. Como resultado, a Astellas encomendou uma pesquisa com percepções de, aproximadamente 14.000 pessoas, que demonstra que equívocos e falta de conhecimento podem ser prejudiciais tanto para as mulheres quanto para a sociedade como um todo”, esclarece Chelsea Moran, líder global de Parcerias com Pacientes, Saúde da Mulher, Astellas. 

“Como um parceiro comprometido com a saúde da mulher, esperamos continuar trabalhando com a comunidade da menopausa para promovermos ainda mais a educação, a conscientização e o apoio. Continuaremos desafiando os estereótipos ultrapassados para que as mulheres possam percorrer essa importante transição de fase com conhecimento, confiança e liberdade de escolha. Com o suporte adequado, essa deve ser uma fase da vida na qual as mulheres possam prosperar, e não apenas suportá-la”, finaliza Chelsea.

 

Sobre a menopausa

A menopausa é o marco do final da vida reprodutiva, determinada após 12 meses de amenorreia (ausência de menstruação). Entre as brasileiras, a média de idade para seu início é aos 48 anos e ela acontece em duas fases: a perimenopausa, quando os sintomas começam a aparecer, e a pós-menopausa, o período que acontece após o evento. O conjunto desses termos, desde o início dos sintomas, também é conhecido como climatério,,. 

Existem mais de 50 sintomas relacionados ao período de peri e pós-menopausa. Esses sintomas podem ser: cognitivos (como confusão mental e dificuldade de concentração), físicos (como queda de cabelo, dor nas articulações e osteoporose), urogenitais (como secura vaginal e incontinência por estresse) e vasomotores (com ondas de calor e suores noturnos),. Mais de 80% das mulheres experienciam sintomas vasomotores, que são os que mais interferem na qualidade de vida da mulher, além de serem a principal causa pela qual elas procuram o tratamento.

 

Sobre o estudo Menopause Experience & Attitudes

O estudo Menopause Experience & Attitudes é uma iniciativa de pesquisa desenvolvida em parceria com especialistas externos para analisar e acompanhar as atitudes da sociedade, as experiências pessoais e o estigma em torno da menopausa e da perimenopausa em diversas regiões. O estudo abrange seis países: Austrália, Brasil, Canadá, Alemanha, México e Estados Unidos. 

Os entrevistados incluíram 2.000 homens e mulheres em cada país, além de um subgrupo ampliado de 300 mulheres entre 40 e 55 anos, a fim de capturar percepções sobre a experiência vivida durante a perimenopausa e menopausa. No total, o estudo conta com uma amostra de 13.800 participantes (2.300 por país). A pesquisa foi conduzida online pela empresa de pesquisa Opinium, com a coleta de dados realizada entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025.

 

Astellas
www.astellas.com


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