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quinta-feira, 25 de julho de 2024

“LESÕES NO JOELHO, POR QUE TÃO FREQUENTES?”, ESPECIALISTA RESPONDE

Você já se perguntou o que o jogador Neymar, o ator Keanu Reeves e o cantor Sam Smith têm em comum? Se sua resposta for nada, você está enganado, todos eles sofreram um trauma no joelho. Confira!
 

Não é incomum vermos diversos nomes da mídia sofrerem com lesões no joelho, mas por que essas lesões acontecem com tanta frequência? A resposta está na complexidade da articulação do joelho e nos diversos fatores que podem contribuir para seu comprometimento, de acordo com especialistas, mas cada situação indica uma causa do princípio da lesão.
 

Caso a caso: O que aconteceu? 

Em dezembro do ano passado, o jogador Neymar recebeu o diagnóstico de ruptura no ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho esquerdo e também de uma lesão no menisco, depois da partida contra o Uruguai pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, somando a segunda e terceira lesão do atleta apenas no ano de 2023. Ao que tudo indica, o jogador deve estar se recuperando, já que na semana passada (16) retornou aos treinos pelo Al-Hilal. 


Ainda no futebol, na última quarta-feira (17), Piquerez, do Palmeiras, sofreu também uma lesão no joelho depois da partida contra o Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro e precisou recorrer ao tratamento cirúrgico. 

Já nos palcos, ou melhor, nas pistas de esqui, o cantor Sam Smith, contou no programa ‘Sidetracked with Annie and Nick’, da BBC, que também foi acometido por uma lesão no ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho enquanto esquiava em uma pista perigosa. 

“O ligamento rompeu completamente e eu decidi não seguir o caminho cirúrgico, mas basicamente não consegui andar com essa perna por um mês”, disse o ícone pop. Sam ainda dividiu que estava lutando contra a ansiedade há anos, então usou o acontecimento como “uma desculpa para colocar minha vida em ordem”. Atualmente, o cantor já se recuperou da lesão e está em turnê internacional. 

Ainda de Hollywood, porém diretamente das telas de cinema, o ator Keanu Reeves, mais conhecido como John Wick, contou hoje (24) que sofreu grave lesão no joelho depois de gravar uma cena externa da comédia ‘Good Fortune’. O ator disse que entrou rapidamente em uma casa para se proteger do frio, quando tropeçou em um objeto e acabou batendo com o joelho no chão, quebrando sua patela “como uma batata chips”, disse.

 

Por que, então, lesões como essa são tão comuns? 

Segundo a fisioterapeuta e Diretora Clínica do Instituto Trata de Guarulhos, Raquel Silvério, as lesões no joelho são comuns devido a uma combinação de fatores, como predisposições anatômicas e genéticas, e externos, como atividades físicas intensas e acidentes. “A articulação do joelho é uma das mais complexas e sobrecarregadas do corpo humano, o que a torna especialmente vulnerável a danos”, completa a especialista. 

Raquel ainda explica que embora o joelho seja uma articulação exposta e sujeita a impactos diretos, a alta incidência de lesões está relacionada à sua função complexa e ao papel crítico que desempenha no movimento e na sustentação do peso do corpo. 

“O joelho precisa manter um delicado equilíbrio entre mobilidade e estabilidade, o que o torna ainda mais suscetível a lesões, tanto por traumas, como por uso excessivo ou até mesmo por fatores biomecânicos. Além disso, a falta de condicionamento adequado e a execução incorreta de movimentos podem aumentar esse risco considerávelmente”, explica Raquel. 

A fisioterapeuta também diz que é comum vermos esse tipo de lesão acontecer durante as práticas esportivas graças à natureza intensa e dinâmica dessas atividades. Esportes frequentemente envolvem movimentos bruscos, mudanças rápidas de direção, saltos, aterrissagens e contatos físicos, que podem colocar uma sobrecarga na articulação do joelho. 

Para prevenir esses incidentes, mesmo em ambientes não-esportivos, Raquel indica algumas medidas gerais: 

  • Antes de qualquer atividade física, faça um aquecimento para preparar os músculos e articulações. Isso pode incluir alongamentos dinâmicos e exercícios leves;
  • Fortalecer os músculos ao redor do joelho, como os quadríceps, isquiotibiais e panturrilhas, proporciona maior estabilidade à articulação. Exercícios específicos podem ajudar a reduzir o risco de lesões;
  • Manter uma técnica correta durante qualquer atividade física é essencial. Movimentos inadequados ou mal executados podem sobrecarregar o joelho e levar a lesões. 

“Além dessas dicas, o autoconhecimento, o preparo adequado e cuidados direcionados são fundamentais para proteger a articulação e manter a saúde a longo prazo”, finaliza a especialista.

 

Raquel Silvério - Fisioterapeuta e Diretora Clínica do Instituto Trata, a profissional possui especialização em fisioterapia músculo esquelética pela Santa Casa de São Paulo, além de formação em terapia manual ortopédica nos conceitos Maitland e Mulligan e forte experiência em tratamentos da coluna vertebral.


Estudos recentes comprovam que a prática do Autocuidado desonera o sistema público de saúde (SUS) e potencializa saúde física e mental

 

Autocuidado, entenda os benefícios dessa prática 

 

Com o objetivo de educar a população sobre os benefícios da prática do Autocuidado, estimulando o empoderamento dos indivíduos como agentes ativos da sua própria saúde, a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2011, criou o Dia Internacional do Autocuidado. 

Estudos recentes comprovam que a prática possibilita desde que a melhora da saúde mental e física até uma desoneração dos sistemas públicos de saúde.

Segundo a definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), autocuidado é a capacidade dos indivíduos, famílias e comunidades de promover e manter a saúde, prevenir doenças, e lidar com condições de saúde e incapacidades com ou sem o apoio de um profissional de saúde1.

De acordo o sub-estudo COSMOS-MIND2, parte integrante do Estudo de Resultados de Suplementos de Cacau e Multivitaminas (COSMOS)2, que incluiu 2.262 participantes, o uso diário de multivitaminas melhorou a função cognitiva, retardando o envelhecimento cognitivo em aproximadamente 60%, equivalendo a cerca de 1,8 anos ao longo do período de estudo de 3 anos. Já o sub-estudo COSMOS-Web2, com mais de 3.500 participantes, apoiou essas descobertas, indicando que a suplementação diária de multivitaminas melhorou o desempenho da memória equivalente a 3,1 anos em comparação com o grupo placebo. 

Para Andres Zapata, Líder médico e cientista principal da Haleon, o declínio cognitivo está entre as principais preocupações de saúde para a maioria dos idosos, e, diante deste cenário, os achados dos estudos demonstram que um suplemento diário de multivitaminas tem o potencial de ser uma opção simples e acessível para ajudar a retardar o envelhecimento cognitivo.

O estudo Development of Tooth Brushing Recommendations Through Professional Consensus3, publicado recentemente no International Dental Journal, evidencia que a saúde bucal deficiente pode levar a problemas como cárie, gengivite, perda dentária e impactos na saúde geral poderia estar associada a várias condições sistêmicas, incluindo doenças cardiovasculares, diabetes e complicações na gravidez. Neste caso, o simples hábito de escovar os dentes, com uma pasta dental que contenha flúor, pelo menos duas vezes ao dia e usar fio dental, poderia ajudar a prevenir ou evitar o agravamento dessas doenças.

“A má higiene bucal pode ter como consequência a cárie e a inflamação das gengivas e a periodontite, que, por sua vez, têm o potencial de liberar bactérias e mediadores inflamatórios na corrente sanguínea, contribuindo para a formação de placas ateroscleróticas e aumentando o risco de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. Além disso, também podem interferir na regulação da insulina, exacerbando condições como diabetes, e até causar problemas respiratórios”, explica Zapata. 

Estes resultados sublinham a importância do autocuidado, destacando que práticas simples, como a suplementação com multivitaminas e cuidados com a saúde oral, podem ter um impacto significativo na qualidade de vida e na saúde mental a longo prazo, reforçando a necessidade de incorporar o autocuidado no dia a dia de todos. 

A Associação Latino-americana de Autocuidado (ILAR)5, na pesquisa “O Valor Econômico do Autocuidado”, constatou que, no Brasil, se metade dos casos atendidos pelo Sistema Público de Saúde (SUS) fossem manejados com a estratégia de autocuidado, incluindo o uso adequado de medicamentos isentos de prescrição (MIPs), o Estado economizaria, potencialmente, 601 milhões de dólares anuais. E se apenas 10% dos casos fossem tratados dessa forma, a economia seria de mais de 120 milhões de dólares. 

Na Diretriz sobre Intervenções de Autocuidado1, elaborada pela OMS, pelo menos 400 milhões de pessoas em todo o mundo não tem acesso aos serviços de saúde mais essenciais e, todos os anos, 100 milhões de pessoas estão em situação de pobreza por conta dos gastos com cuidados de saúde. No Brasil, o Ministério da Saúde6 atesta que o autocuidado é especialmente importante para pessoas com doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), responsáveis por mais do total das mortes no País.

“A autocuidado é um meio simples, eficaz e essencial para a promoção da saúde, minimizar sintomas de condições crônicas e até melhorá-las”, afirma Zapata. O especialista explica que, na prática, envolve a mudança do estilo de vida, da alimentação, adoção de hábitos de higiene adequados, inserção de atividade física regular na rotina e uso responsável de medicamentos isentos de prescrição.

 



Haleon



Referências:

World Health Organization. (2022). WHO guideline on self-care interventions for health and well-being, 2022 revision. https://iris.who.int/bitstream/handle/10665/357828/9789240052192-eng.pdf?sequence=1

COSMOS TRIAL. Results. Disponível em: Link. Acesso em: 4 jul. 2024.

Glenny, A. M., Walsh, T., Iwasaki, M., Kateeb, E., Braga, M. M., Riley, P., & Melo, P. (2024). Development of Tooth Brushing Recommendations Through Professional Consensus. International Dental Journal. doi:10.1016/j.identj.2023.10.018

OMS. OMS divulga primeira diretriz sobre intervenções de saúde digital. Disponível em: Link. Acesso em: 4 jul. 2024.
ILAR. El Valor Económico de Autocuidado de la Salud. Disponível em: Link. Acesso em: 4 jul. 2024.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Autocuidado em saúde e a literacia para a saúde no contexto da promoção, prevenção e cuidado das pessoas em condições crônicas: guia para profissionais de saúde. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2023. Disponível em: Link. Acesso em: 4 jul. 2024

Saúde digestiva e épocas festivas

Conheça as doenças do aparelho digestivo e como evitá-las durante o arraial


Paçoca, curau, cachorro-quente, pipoca e pé-de-moleque: as comidas de festa junina são quase irresistíveis de tão saborosas. Porém, precisamos nos atentar aos excessos na hora de comer pensando em nossa saúde digestiva.

 

Em maio, comemoramos o mês da Saúde Digestiva e aproveitamos para reforçar a importância da data e dos cuidados com nosso sistema digestivo ao longo do ano, que, muitas vezes, não é cuidado da maneira que merece. Em épocas festivas, por exemplo, costumamos ‘exagerar’ mais nas comidas gordurosas e nas bebidas, o que pode se transformar em sinais que o corpo dá quando há algo errado.

 

O sistema digestivo, responsável por todo o processamento e absorção de nutrientes dos alimentos ingeridos e bom funcionamento de outros órgãos do corpo, é formado por diversos órgãos, mas principalmente por fígado, estômago e intestino.

 

O estômago é um órgão que tem capacidade de armazenamento de 0,8 a 1,5L de conteúdo quando relaxado¹ e é responsável pela digestão parcial dos alimentos. Dentre as doenças mais comuns do estômago estão gastrite, úlcera gástrica, refluxo gastroesofágico, cálculos biliares, pancreatite e câncer do estômago. O órgão é o responsável ainda pela produção de enzimas e hormônios que auxiliam na digestão dos alimentos ingeridos diariamente; por isso, é importante esperar pelo menos uma hora antes de se deitar após realizar uma refeição e evitar ingerir líquidos durante elas.

 

Já o fígado é o responsável por regular o metabolismo dos carboidratos e proteínas, armazenar substâncias e remover as toxinas do organismo, além de ser o segundo órgão mais importante para reserva de ferro². Ao apresentarmos problemas no fígado, é comum sentirmos dores abdominais, enjoos, dores de cabeça e urina escura.

 

Por fim, o intestino, considerado o “segundo cérebro” do corpo por possuir mais de 10 milhões de neurônios3, tem a função de absorver nutrientes e eliminar o restante por meio das fezes, impactando diretamente o sistema imunológico. A falta desta absorção pode causar azia, estufamento, cólicas, intestino preso e diarreias.

 

Se os desconfortos abdominais durarem mais que o habitual, é sinal de que você precisa procurar um gastroenterologista – profissional médico que cuida de todo aparelho digestivo, que se estende desde a boca, passando por esôfago e órgãos como o estômago e o intestino, chegando ao reto. Ele é o profissional que conhece as características das doenças gástricas e pode indicar o tratamento correto.

 

DOENÇAS MAIS COMUNS

 

A gastrite é a inflamação do estômago caracterizada por queimações e dores fortes no abdômen, causando até náuseas e vômitos. A inflamação pode ocorrer casualmente, como de forma pontual ou diariamente, como gastrite crônica. Um dos fatores que desencadeiam essa doença é o enfraquecimento da barreira de mucosa que reveste o estômago, fazendo com que o suco digestivo ultrapasse, causando danos no tecido da parede estomacal. Na maior parte dos casos, esse enfraquecimento decorre de um estresse elevado, alimentos gordurosos e picantes, alcoolismo e uso de drogas, uso excessivo de anti-inflamatórios e doenças que causam falhas no sistema imunológico. O tratamento se dá com uso de antiácidos, mudança de hábitos e, em alguns casos, antibióticos.

 

A úlcera gástrica é reconhecida por uma ou mais feridas na parede do estômago, tendo como principais sintomas as dores intensas na região, náuseas após as refeições, distensão abdominal e, em alguns casos, saída de sangue nas fezes em consequência do sangramento na parede estomacal. Assim como a gastrite, a úlcera gástrica também é reflexo do enfraquecimento da mucosa protetora do estômago, mas, neste caso, de forma intensa, ou seja, a partir de um agravamento da gastrite. O consumo de alimentos irritativos, como cafeína, pimenta, açúcares e gorduras pode agravar o quadro. O tratamento dessa condição se dá por meio de medicamentos e mudanças de hábitos alimentares.

 

O enjoo, quando o fígado apresenta problemas, pode fazer com que a urina se apresente em uma cor escura, de tom mais amarelado ou alaranjado que o comum. Além disso, o tom amarelado também pode se manifestar na pele e olhos do paciente (icterícia).4 Isso acontece por conta do excesso de produção de bilirrubinas; além da coloração forte, o problema no fígado pode vir acompanhado de fortes dores na região inferior das costas. Os problemas no fígado podem ter diversas causas, sendo as mais comuns a má alimentação e o abuso de bebidas alcoólicas.

 

O intestino preso, ou constipação intestinal, é um problema que pode causado por muitos fatores, desde a alimentação pobre em fibras, sedentarismo, consumo excessivo de proteínas e a pouca ingestão de água. Além da dificuldade em evacuar, o problema também pode se apresentar através de dores abdominais.

 

Por serem doenças que nem sempre conseguimos evitar, o acompanhamento médico é importante para que seja descoberto com antecedência. A alimentação saudável e visitas regulares ao seu médico de confiança também auxiliam na prevenção dessas doenças.

 

ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA É O IDEAL

 

É importante entender que o problema está nos excessos. Você pode curtir as comidas típicas das festas juninas ao mesmo tempo que mantém uma dieta de alimentos ricos em nutrientes, como a linhaça, as carnes brancas, frutas como maçã e melão, verduras e legumes cozidos.

 


Hypera Pharma


Estomazil. bicarbonato de sódio, carbonato de sódio e ácido cítrico. Indicações: alívio da azia, má-digestão e mal-estar, medicação antiácida. MS 1.7817.0039. Gastrol. hidróxido de magnésio, carbonato de cálcio e hidróxido de alumínio. Indicação: como antiácido no tratamento sintomático da hiperacidez gástrica e suas complicações. Na úlcera péptica. MS 1.5584.0396. PEPSAMAR®. hidróxido de alumínio. Indicações: tratamento da azia, queimação decorrente de excesso de acidez no estômago. MS 1.5584.0639. Epocler. citrato de colina, betaína monoidratada e racemetionina. Indicações: tratamento de distúrbios metabólicos hepáticos. MS 1.7817.0079. Eparema. Boldo, Peumus boldus Molina (Monimiaceae), Cáscara Sagrada, Frangula purshiana (DC.) A. Gray (Rhamnaceae), Ruibarbo, Rheum palmatum L. (Polygonaceae). Indicações: auxilia no alívio à má digestão e auxilia nos distúrbios do fígado, das vias biliares e nos casos de prisão de ventre leve. MS 1.7817.0911. Lacto Purga. bisacodil. Indicações: tratamento da prisão de ventre; no preparo do paciente para exames diagnósticos, e antes ou após procedimentos cirúrgicos. E também em casos para facilitar a evacuação. MS 1.7817.0015. NATURETTI® Senna alexandrina Mill., Cassia fistula L. Indicações: tratamento sintomático de intestino preso, das constipações primárias e secundárias e na preparação para exames radiológicos e endoscópicos. MS 1.5584.0644. Tamarine. Senna alexandrina Mill., Cassia fistula L. Indicações: tratamento sintomático de intestino preso, das constipações primárias e secundárias e na preparação para exames radiológicos e endoscópicos. MS 1.7817.0023. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. Maio/2024.


*1. IQVIA PMB MAT R$ PPP. Mercado OTC Popular de Fígado, Antiácidos, Saúde do Intestino e Antigases. Fev/2023.



REFERÊNCIAS CONSULTADAS

1. Estudo complementar em Gastroenterologia: Aspectos Anatômicos e Clínicos. Faculdade de Medicina de Alfenas. 2ª edição, 2017. Disponível em: < https://www.unifenas.br/extensao/publicacoes/cartilha/Livroligastro.pdf>. Acesso em: 21/05/2024.

2. GROTTO, Helena Z. W. Fisiologia e Metabolismo do Ferro. Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia. Vol. 32, 2010. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbhh/a/DBW7X6wnFGpbLPmr6m63sGM/?format=pdf&lang=pt. Acesso em 21/05/2024.

3. Furness JB, Poole DP. Nonruminant Nutrition Symposium: Involvement of gut neural and endocrine systems in pathological disorders of the digestive tract. J Anim Sci. 2012;90(4):1203-12. Disponível em: <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22178854/>. Acesso em 21/05/2024.

4. MUNHOZ, Bruna Zago; WIEMANN, Anasthácia; AZEVEDO, Ana Luiza de; MARASCO, Sílvia; KUPSKI, Carlos. Investigação de Icterícia. Revista Acta Médica. Pontífica Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2012. Disponível em: <https://docs.bvsalud.org/biblioref/2018/03/881609/investigacao-de-ictericia.pdf>. Acesso em 21/05/2024.


Saiba por que é importante manter o intestino saudável e os melhores alimentos para isto

A nutricionista Juliana Vieira também elencou alimentos que podem prejudicar a saúde intestinal

Ter um intestino saudável é de extrema importância. Ele garante nosso bem-estar, mantém a pele bonita e uma boa saúde mental. De acordo com a nutricionista Juliana Vieira, o órgão tem cerca de 100 milhões de neurônios conectados à região cerebral

"Viver com um hábito intestinal adequado representa uma peça fundamental para o nosso bem-estar, além de contribuir na prevenção de doenças intestinais e desempenhar importante papel no sistema imunológico. Nosso cérebro e intestino estão ligados , por isso falamos que o intestino é nosso segundo cérebro", explica a nutricionista Juliana Vieira.

Ela explica como melhorar a saúde do intestino. "Manter uma dieta equilibrada, rica em fibras, frutas, vegetais e alimentos fermentados pode ajudar a promover a saúde intestinal", pontua.

Juliana listou alimentos que podem ajudar a manter o intestino saudável.

Água é o principal, o consumo de líquidos deve ser adequado, preferencialmente água. O consumo aproximado de 1,5 litro por dia, além de hidratar o organismo, contribui com o funcionamento do intestino e eliminação de toxinas.

Os alimentos fontes de fibras são os mais indicados, como ;

• Frutas frescas: laranja, mexerica com bagaço, mamão, figo, ameixa, manga, kiwi, abacaxi, uva, entre outras.

• Frutas secas: ameixa preta, damasco, figo seco, uva passa.

• Cereais integrais: farelo de aveia ou de trigo, gérmen de trigo, linhaça, pão integral, arroz integral.

• Leguminosas: feijão, lentilha, grão de bico, soja.

• Hortaliças: berinjela, brócolis, vagem, aspargo, alcachofra e verduras, preferencialmente cruas como chicória (escarola), alface, rúcula.

E também os alimentos que podem prejudicar o intestino:

•Alimentos processados: ricos em aditivos, conservantes e açúcares refinados.

•Frituras: Alimentos fritos são difíceis de digerir e podem causar inflamação.

•Laticínios: Para algumas pessoas, especialmente aquelas com intolerância à lactose, podem causar problemas digestivos.

*Glúten:Pessoas com sensibilidade ao glúten ou doença celíaca devem evitá-lo.

*Alimentos ricos em açúcar:Podem causar desequilíbrio na flora intestinal.

*Carnes processadas:Como salsichas, bacon e presunto, que são ricos em gorduras saturadas e conservantes.

*Alimentos ricos em gordura saturada: Podem aumentar a inflamação no intestino.

*Bebidas alcoólicas: O consumo excessivo de álcool pode irritar e inflamar o revestimento intestinal.

*Adoçantes artificiais: Alguns adoçantes podem alterar a microbiota intestinal.


Boca seca? Entenda como a baixa umidade do ar e a poluição pode afetar a saúde bucal

Dra. Ana Carolina Hernandes, coordenadora do curso de Odontologia da Faculdade Anhanguera, evidencia as causas e manejo

 

Com índices de baixa umidade do ar recorrentes e ondas de calor acima da média, é comum ouvir as pessoas sinalizarem que estão com boca seca. Mas afinal, o que causa esse sintoma e quais os riscos? 

Segundo a Dra. Ana Carolina Hernandes, coordenadora do curso de Odontologia da Faculdade Anhanguera, a sensação de boca seca pode estar associada à xerostomia. A xerostomia é uma condição em que a secreção de saliva é insuficiente para manter a boca úmida, podendo ser um resultado de várias condições. “Além de causas comuns como desidratação, hábitos de fumo e certas condições médicas, a qualidade do ar também desempenha um papel significativo na saúde bucal”, explica. 

O que muitas pessoas não imaginam é que a saliva desempenha um papel crucial na saúde oral, ajudando na digestão, limpando a boca e protegendo contra infecções. No entanto, o ar seco, comum em áreas urbanas poluídas, pode diminuir a produção salivar, aumentando o risco de condições como cáries, gengivite e mau hálito. A exposição prolongada a altos níveis de poluentes atmosféricos pode ter impactos além dos pulmões e coração, afetando também a boca e as vias respiratórias superiores.

Dra. Ana Carolina explica que a baixa umidade do ar, assim como a poluição, tem levado ao aumento significativo no número de pessoas que sofrem com boca seca, principalmente devido ao alto índice de poluentes atmosféricos, tais ozônio e dióxido de enxofre. “Esses fatores ambientais não só irritam as mucosas bucais, como também reduzem a produção de saliva, item essencial para a saúde bucal. Com isso, é muito comum observarmos pacientes com queixas de desconforto”, diz ela.

A poluição atmosférica é uma mistura complexa de partículas sólidas finas e gases que, quando inalados, podem causar danos não apenas aos pulmões, afetando também a boca e vias aéreas superiores. Essas partículas finas e gases podem aderir às mucosas bucais, irritando-as e interferindo na produção salivar. "Essa condição pode predispor a problemas dentários e infecções orais devido à menor proteção e limpeza proporcionadas pela saliva", destaca a Dra. Ana Carolina.

A dentista alerta que a insuficiência salivar pode causar desconforto e resultar em complicações sérias. “A boca seca pode dificultar a mastigação, deglutição e até mesmo a fala. Além disso, aumenta o risco de cáries, uma vez que a saliva atua na neutralização de ácidos e na remineralização do esmalte dentário”.

Para ajudar as pessoas a minimizarem os efeitos da boca seca, o professor elencou algumas dicas: 

Hidratação adequada: Beber água regularmente ajuda a manter a boca úmida e estimula a produção de saliva.

Uso de umidificadores: Em ambientes fechados com ar-condicionado, o uso de umidificadores pode ajudar a manter a umidade do ar em níveis confortáveis para as mucosas bucais.

Higiene bucal rigorosa: Escovar os dentes pelo menos duas vezes ao dia, usar fio dental e enxaguante bucal sem álcool ajudam a manter a saúde bucal.

Evitar cigarro e álcool: Reduzir o consumo destes itens que podem agravar a xerostomia e aumentar o risco de problemas bucais.

Consultas regulares ao dentista: Visitas periódicas ao dentista são essenciais para avaliar a saúde bucal, detectar problemas precocemente e receber orientações específicas para cada caso.


Um problema de saúde, um alimento: nutricionista ensina a fazer da cozinha uma farmácia natural

 

De acordo com Gisela Savioli, a maioria dos problemas de saúde é causada por inflamação crônica e a alimentação pode preveni-la e revertê-la
 

A alimentação tem um papel fundamental na manutenção da saúde e pode contribuir significativamente para a prevenção e até mesmo para a cura de diversas doenças. Não à toa, um estudo dirigido pela Harvard TH Chan School of Public Health, concluiu que adotar uma dieta saudável na meia idade aumenta em até 84% as chances de viver uma maturidade com mais qualidade de vida. 

De acordo com a nutricionista clínica funcional, Dra. Gisela Savioli, os alimentos têm um poder incrível de prevenção e também apoiam os tratamentos. Para ela, eles são os verdadeiros suportes da nossa saúde e o que colocamos no prato pode transformar nossas vidas. A especialista alerta que nenhum alimento sozinho é capaz de combater uma inflamação crônica ou doença já instalada, mas a ciência já sabe que as escolhas alimentares são essenciais para proteger o corpo, fortalecendo o sistema imunológico e deixando-o mais preparado para enfrentar problemas de saúde. 

“Na verdade, a maior parte dos problemas de saúde da atualidade é causada pela inflamação crônica, que também é influenciada pelas escolhas nutricionais ruins, como produtos alimentícios, corantes, conservantes, industrializados”, diz a Doutora. “E quando a inflamação crônica está no organismo, a depender de cada um, o efeito manifestado pode ser diferente a depender dos órgãos mais vulneráveis. Pode ser diabetes, dores articulares, problemas gástricos como refluxo, insônia, até as doenças cardiovasculares, além de ansiedade, depressão e Alzheimer”, menciona a especialista. 

Por isso, Dra. Gisela ressalta que a alimentação de qualidade é a base de toda a manutenção e resgate de saúde, mas que alguns alimentos, com ações anti-inflamatórias mais específicas podem ser indicados para problemas de saúde, dores e desconfortos.
 

Insônia

Se você sofre de insônia, coma dois kiwis à noite, próximo das 18h. A fruta é rica em fitomelatonina que auxilia em estimular o sono de maneira mais natural, uma vez que fito vem de planta e melatonina o nome do hormônio antioxidante que produzimos quando estamos, principalmente, dormindo.
 

Cansaço crônico

Já se você sente cansaço crônico, Gisela orienta o consumo de melancia, fruta rica em água, e recomenda também consumir a parte branca da melancia, entre a polpa e a casca, pois ela é rica em citrulina, e possui propriedades vasodilatadora, responsável por dar um up na energia. Uma dica é fazer suco de melancia com canela.
 

Pele opaca e queda de cabelo

Caso sua pele esteja sem visco e seu cabelo caindo mais que o normal, inclua couve no seu cardápio. Essa folha verde é rica em magnésio e é capaz de melhorar o intestino, proporcionando uma melhora da microbiota intestinal, uma vez que hoje sabemos que depende ela a saúde e a oferta otimizada de vitaminas para o cabelo, pele e unhas.
 

Detox

Nesses casos, a dra. Gisela orienta o consumo de laranja in natura, com aquela parte branca que chamamos de bagaço. “Uma curiosidade é que a laranja com bagaço foi utilizada em Chernobyl para ajudar a expulsar os metais tóxicos do corpo da população. Dos tipos de laranja, a que tem mais quantidade de parte branca é a laranja Bahia”, comenta.
 

Intestino preso 

Consuma maçã, preferencialmente a fuji, e cozida após as refeições. Ela vai fazer o seu intestino funcionar como um relógio.
 

Dores articulares 

Em caso de dores articulares, dra. Gisela orienta o consumo de abacaxi, principalmente o miolo, parte mais dura. Essa parte da fruta é rica em bromelina, uma substância que dissolve aquela proteína chamada fibrina que em excesso causa dores articulares. Outra fruta indicada é o mamão, que tem papaína que cumpre a mesma função.
 


Dra. Gisela Savioli - nutricionista clínica funcional, fitoterapeuta, além de especialista em Saúde da Mulher no Climatério pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSPUSP) e graduanda pelo Instituto de Medicina Funcional dos EUA. Autora de 10 livros, o último publicado em 2021 - Intestino é onde tudo começa e não onde tudo termina - publicaçãoque figura entre as mais vendidos na área de Nutrição, Saúde e Família da Amazon Brasil. É apresentadora da TV Canção Nova e foi a nutricionista responsável pela visita do Papa Bento XVI em sua estadia no Brasil em 2007. Com mais de dois milhões de seguidores nas redes sociais Instagram e Youtube (@giselasavioli), foi escolhida como health advocate - defensora das mídias sociais -- nas conferências internacionais de 2014, 2015 e 2016, promovidas pela Janssen Pharmaceuticals. Já atendeu mais de 2.500 pacientes e ensinou mais de 10 mil alunos a fazerem dos seus alimentos os melhores medicamentos. @giselasavioli

 

Estudo inédito no Brasil revela o impacto da asma grave e indica que 69% dos pacientes têm histórico de internação

Pela primeira vez no país estudo traz análise do perfil de quem vive com a doença e aponta para a necessidade de ampliação do acesso as novas terapias 

 

Um estudo brasileiro inédito, o REBRAG (Registro Brasileiro de Asma Grave) avalia pela primeira vez o perfil de pacientes que convivem com asma grave. Segundo o estudo, que detalha desde características clínicas até a importância do acesso ao tratamento correto, 60% dos pacientes ainda não têm a doença controlada. Além disso, o histórico de hospitalizações ainda é alto, de 69%, em pacientes maiores de 18 anos. 

O REBRAG foi iniciado em 2021 e é conduzido pelo Grupo Brasileiro de Asma Grave (Grupo BraSA). O estudo conta hoje com 23 centros de referência no país, recrutando ativamente pacientes com asma grave. Tais dados indicam um cenário até então desconhecido e apontam para a necessidade de ampliação do acesso a novas terapias. 

Dr. Paulo Pitrez, pneumologista pediátrico da Santa Casa de Porto Alegre e Coordenador Científico do estudo destaca a importância desse tipo de levantamento: “O REBRAG desempenha um papel crucial na compreensão das características dos pacientes e na identificação dos diferentes fenótipos. Esse conhecimento auxiliará os especialistas a aprimorar as abordagens de tratamento, garantindo que os pacientes recebam terapias mais eficazes e adequadas às suas necessidades específicas. Além disso, o REBRAG possibilita uma análise abrangente dos dados, contribuindo para a melhoria das políticas de saúde e para a promoção de um melhor controle da asma grave no Brasil." 

A asma é uma condição respiratória crônica que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, incluindo um número significativo da população nacional. Estima-se que cerca de 20 milhões de brasileiros, entre crianças e adultos, são asmáticos1 e, destes, 5 a 10% têm asma grave2, sendo que 3,7% dessa população têm recomendação para tratamento com imunobiológicos3

Para Karina Fontão, diretora médica da AstraZeneca Brasil, é crucial ampliar o conhecimento e a conscientização sobre a asma grave no país. “A asma grave representa um desafio significativo de saúde pública, e muitos ainda desconhecem seus riscos e as melhores opções de tratamento. Na AstraZeneca, acreditamos que é essencial promover o debate e disseminar informações de alta qualidade, especialmente sobre o perfil dos pacientes que convivem com essa condição. O REBRAG desempenha um papel vital ao nos proporcionar uma compreensão mais profunda dos pacientes e ao identificar as melhores abordagens terapêuticas. Nosso compromisso é transformar a realidade desses pacientes, oferecendo soluções que realmente transformam vidas.”


A importância da ampliação do acesso a terapias inovadoras 

Por ser uma doença crônica, a asma grave necessita de tratamento individualizado e contínuo. Muitas pessoas não controlam a doença com medicações de manutenção. Por isso, para quem convive com a doença, é importante saber que novas terapias estão disponíveis4. 

“Verificamos que somente 40% dos adultos do Sistema Único de Saúde (SUS) têm acesso aos tratamentos imunobiológicos. Esse número evidencia a necessidade de ampliar o acesso a essas terapias avançadas, garantindo que mais pacientes possam se beneficiar dos avanços no tratamento da asma grave no Brasil." - revela Dr. Pitrez.
 

Campanha Asma Grave: cuidar é o pulo do gato 

Idealizada pela biofarmacêutica AstraZeneca, a campanha Asma Grave: cuidar é o pulo do gato, nasceu há três anos e, de forma lúdica, retrata os problemas causados pela asma e a evolução do tratamento da doença. A iniciativa tem como objetivo principal alertar a população sobre a importância do diagnóstico correto e tratamento da asma grave. Este ano, a ação conta com o ex-atleta brasileiro de natação e medalhista olímpico, Fernando Scherer, o Xuxa, como embaixador e leva ao público o projeto “Diário do Xuxa”: vídeos curtos com informações sobre asma grave nas redes do atleta e da empresa.



AstraZeneca
Instagram @astrazenecabr


Referências:

1 Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia para o manejo da asma ‑ 2012. J Bras Pneumol. 2012;38(Suppl 1):S1 ‑S46

2 Global Initiative for Asthma (GINA) [homepage on the Internet]. Bethesda: GINA; c2022 [cited 2023 Jan 25]. Global Strategy for Asthma Management and Prevention (Updated 2022). Available from: https://ginasthma.org/ginareports/

3 Hekking PP, Wener RR, Amelink M, Zwinderman AH, Bouvy ML, Bel EH. The prevalence of severe refractory asthma. J Allergy Clin Immunol. 2015;135(4):896-902 - The prevalence of severe refractory asthma - PubMed (nih.gov)

4 American Academy of Allergy Ashtma & Immunology - Biologics for the Management of Severe Asthma. Disponível em: Link


Esporte e saúde: assistir a jogos pode fazer bem para bem-estar mental e físico

Freepik
Pesquisa pioneira analisou efeitos na qualidade de vida de quem acompanha esportes


Uma pesquisa pioneira realizada pela equipe da Faculdade de Ciências do Esporte da Universidade de Waseda, no Japão, revelou que assistir a esportes não é apenas uma forma de entretenimento, mas também pode ser uma ferramenta poderosa para a melhoria do bem-estar geral físico e mental. 

Os benefícios vão desde a ativação dos circuitos de recompensa do cérebro até a promoção de um senso de comunidade e pertencimento entre espectadores. Os cientistas comprovaram que os esportes oferecem inúmeros benefícios e assistir regularmente a esportes, pode ser um remédio acessível e agradável para quem procura melhorar o bem-estar geral. 

Na opinião da professora de Educação Física do Colégio Marista Paranaense, Paula  Melhado Gomes da Silva, isso mostra como o esporte tem um impacto positivo não apenas para praticantes como também para quem consome o esporte regularmente. “Já sabemos os benefícios físicos e mentais da prática esportiva. A comprovação de que esses benefícios se expandem para quem está engajado na exibição de esportes, é muito animadora”, analisa.  

Confira 5 benefícios que assistir a esportes trazem para a saúde física e mental:  

Melhoria do bem-estar psicológico: assistir a esportes ativa os circuitos de recompensa do cérebro, gerando sensações de felicidade e prazer. 

Aumento do sentimento de comunidade e pertencimento: participar de grandes grupos para assistir a jogos promove um senso de conexão e pertencimento entre os espectadores. 

Benefícios para a saúde mental: a visualização regular de esportes está associada a um bem-estar elevado, com efeitos positivos a longo prazo na saúde mental. 

Estruturas cerebrais fortalecidas: pesquisas indicam que assistir a esportes pode induzir mudanças na estrutura do cérebro, aumentando o volume de matéria cinzenta em regiões ligadas aos circuitos de recompensa. 

Promoção da produtividade: a sensação de conexão e bem-estar proporcionada por assistir a esportes contribui para uma sociedade mais saudável e produtiva.


Por que está todo mundo medindo o índice glicêmico? Uma tendência saudável ou uma obsessão desnecessária? Especialista em ciência da obesidade explica

 

A busca por uma vida mais saudável impulsionou uma nova tendência: o monitoramento constante do índice glicêmico dos alimentos. De aplicativos a dispositivos vestíveis, a tecnologia tem facilitado o acompanhamento da resposta do nosso corpo aos diferentes tipos de alimentos. Mas será que essa obsessão por números é realmente benéfica para a saúde ou apenas uma fonte de ansiedade desnecessária?

Embora o índice glicêmico seja uma ferramenta útil para entender como os alimentos afetam nossos níveis de açúcar no sangue, especialistas alertam para o risco de transformar essa informação em uma obsessão. Afinal, a saúde vai muito além de números e gráficos. Conversamos com o Dr. Gabriel Almeida, médico especialista em ciência da obesidade, para desvendar os segredos do IG e como você pode usá-lo a seu favor.


Q: O que é o índice glicêmico e por que ele é importante?

R: O índice glicêmico é uma medida que vai classificar os carboidratos, de acordo com a rapidez que ele aumenta a glicose no sangue, ou seja, alimento de alto índice glicêmico aumenta a glicose de forma mais rápida. Alimento de médio índice glicêmico aumenta a glicose mais lentamente e o de baixo índice glicêmico, que é o ideal, demora bastante para aumentar a glicemia.

 

Q: Como o índice glicêmico impede a perda de peso?

R: Ao aumentar a glicemia, o que é que acontece? O corpo responde com o aumento da insulina, essa insulina vai tirar a glicose que está no sangue para dentro das células e esse aumento da insulina é um grande problema. Ele estimula uma enzima chamada lipase lipoproteica, que pega componente das gorduras que ingerimos que são os ácidos graxos, e componentes dos carboidratos que ingerimos, que são glicerol. Ele junta os ácidos graxos com glicerol formando triacilglicerol, que é o estoque de gordura. Então quanto mais picos de insulina tivermos em relação aos alimentos de alto índice glicêmico, maior vai ser nosso acúmulo de gordura.


Q: Como controlar nossos níveis de açúcar no sangue?

R: Para definir o índice glicêmico dos alimentos como alto, médio e baixo, temos que ver a ação da glicose no sangue. Após a ingestão, índices glicêmicos 100 são altos, acima de 70 são médios e abaixo de 55 são de baixo índice glicêmico. Estes últimos são os alimentos ideais para você consumir. Alguns exemplos de alimentos de baixo índice glicêmico: legumes e vegetais como lentilha, grão-de-bico, ervilha, brócolis; frutas como maçã, pêra, pêssego, ameixa; grãos integrais cereais como quinoa e arroz integral.

Além dessas estratégias, é interessante aumentar a atividade física e evitar comer tarde da noite, tendo a última refeição aproximadamente às 18 horas, não depois disso. Outra estratégia para você controlar mais a sua glicemia durante todo o dia é, logo após acabar o café da manhã, ingerir uma dose de whey protein.


Q: Como controlar o índice glicêmico para diferentes grupos de pessoas, por exemplo, diabéticos, atletas, é uma rotina personalizada para cada um desses grupos? Cite a diferença em 2 exemplos?

R: O diabético deve ser acompanhado por um endocrinologista e nutricionista que tenha expertise na condução desse público. Os alimentos mais interessantes para o diabético são os de baixo índice glicêmico e ricos em fibras. O atleta é um público bem diferente, porque pode e muitas vezes deve consumir alimentos de alto índice glicêmico, principalmente antes de prova. No caso deles, o alimento de alto índice glicêmico aumenta muito rápido a glicemia e a glicose na corrente sanguínea é tudo o que o atleta quer para uma alta performance.


Q : Alguns médicos e cientistas acreditam que o IG é um indicador melhor de saúde do que a contagem de calorias. O que o senhor acha dessa afirmação?

R: Mais importante do que o índice glicêmico são as calorias, elas [calorias] vem em primeiro lugar, e logo após concordo totalmente que vem o índice glicêmico. Ele reina de uma forma muito interessante, principalmente quando se fala do consumo de bons alimentos. Então o cálculo da quantidade de calorias em primeiro lugar e o índice glicêmico em segundo.

 

Q: E os medidores de índice glicêmico, que estão tão na moda ajuda mesmo o paciente?

R: Eu acho uma prática completamente desnecessária. Não é o fato de a pessoa estar com o relógio na mão que ela vai deixar de comer um doce. Grande parte da nossa população está com obesidade e a verdade é que a maioria tem consciência dos alimentos que são benéficos e os que são maléficos, então acredito que ficar medindo a glicemia é uma estratégia que não vai dar certo. Isto vai gerar mais stress e ansiedade, toda vez que você gera essas sensações, você vai buscar por conforto e quais são os alimentos de conforto? Os doces e os bolos. Então não vejo sentido em ter um relógio para ficar medindo tudo o que você está comendo. A não ser para o público diabético, e mesmo assim deve ser conversado entre o paciente, o nutricionista e o médico. Eu não indicaria para todos.

 

Explicação do doutor: Os dados alarmantes reforçam a importância de medidas preventivas e de controle da doença, como a adoção de hábitos alimentares saudáveis e a prática regular de atividades físicas. É importante ressaltar que o índice glicêmico não é uma medida direta da prevalência do diabetes, mas sim um fator que pode influenciar no desenvolvimento da doença.
 

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A importância do check-up ocular para prevenir doenças silenciosas

Sensibilidade à luz, olhos semicerrados, visão dupla, dor de cabeça e pressão nos olhos são alguns sintomas que precisam ser investigados


Na primeira semana de vida, os recém-nascidos passam pelo teste do olhinho, exame responsável por diagnosticar doenças oculares, seja estrabismo, glaucoma ou até, em alguns casos, o retinoblastoma, câncer ocular raro que compromete a retina. O problema é que, após a primeira infância, as consultas com um oftalmologista passam a ser menos frequentes, o que facilita o desenvolvimento de problemas silenciosos que acometem a visão. 

“As doenças silenciosas são tão ou mais graves do que um problema aparente. Quando um paciente, geralmente com idade avançada, que desde adolescente não faz consulta regular, procura o oftalmologista alegando um desconforto ocular, na maioria das vezes trata-se de uma doença em progressão, sendo mais difícil o tratamento. Existem algumas doenças que, em grande parte dos casos, começam silenciosas, como glaucoma, catarata, degeneração macular relacionada à idade e retinopatia diabética, que podem levar à cegueira”, explica o médico Dr. Fernando Ramalho, especialista em cirurgia refrativa no Oftalmos - Hospital de Olhos, em Santa Catarina. 

O médico detalha, a seguir, alguns sintomas aos quais é preciso se atentar e buscar ajuda oftalmológica:
 

Sensibilidade à luz

Geralmente associado ao astigmatismo, a luz se espalha pela retina, levando ao embaçamento da visão. Em grande parte dos casos, esse sintoma está associado ao uso de aparelhos eletrônicos, como celular, PC e TV.

 

Olhos semicerrados

Quando a leitura de frases ou legendas que antes era fácil e, aos poucos, torna-se difícil, é um sinal que é preciso buscar ajuda de um oftalmologista.

 

Visão dupla

Conhecida como diplopia, que é caracterizada pela duplicidade ou visão borrada, essa condição ocorre quando a visão não está sendo coordenada naturalmente. Os sintomas manifestam-se pela formação de um novo objeto a partir de uma imagem visualizada.

 

Dor de cabeça

Como os olhos estão localizados próximo à região frontal do rosto, algumas doenças tendem a ser acompanhadas pela dor de cabeça, especialmente na testa.
 

Pressão nos olhos

Quando existe uma sensação de pressão nos olhos, o recomendado é procurar imediatamente um oftalmologista, pois geralmente esse sintoma está associado a doenças graves, capazes de levar à cegueira. 

A consulta com um oftalmologista vai além de sintomas. É necessário se habituar a realizar check-ups regulares, especialmente em hospitais especializados em saúde ocular. Na dúvida, procure orientação médica.


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